Sexta-feira, Novembro 25, 2011

Maria de Magdala

Maria de Magdala

De seu nome, Maria, a de Magdala
No tudo e no nada procura razões
Do sentido da vida, da vida sem sentido
 
Olha o horizonte, qual estrada de fogo
Na brisa quente seus cabelos revolteiam
No alto da Torre, se esconde, e se encontra
 
No lago de prata os homens se afanam
Os peixes oferecem-se de forma gentil
Ás mãos calejadas, alfaias sagradas
 
Do poente, chegam trinos a ouvidos atentos
De voz humana, não reconhece o tom
Aves ou peixes, não emitem este som
 
Firma seu olhar na poeira dourada
Estica seu corpo, apoia-se no vento
Num grupo de homens, um Sol brilhou

Qual fonte de luz, o olhar d`Ele a encontrou
E em água cristalina nela se derramou
O tempo parou, o céu, se transformou
 
Tempo e espera, em nada, se tornam
Sua voz, divino sopro de ternura
Suas palavras, elixir de compaixão
 
Seguiu Seus passos, enlaçou Seu coração
Com paixão, reavivou seu Ser
Em entrega sublime se doou.
 
Pelos caminhos Suas marcas deixaram
Enredo e engano Suas imagens macularam
Nada, adulterou as Suas razões de existir
 
Séculos passados, Os nomeiam e usam
Suas mensagem,  poucos as percebem
Para todos, e sempre,  são focos de Luz
 
 
 
A meus amados:  Yeshua Ben Yoseph, e a Miriam de Magdala

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