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terça-feira, setembro 05, 2017

Cantando saudades...

É comum nos darmos conta do valor de quem conviveu próximo a nós, quando essa pessoa realiza a sua viagem para o Grande Além.

É como se de repente tudo o que ela representava nos assomasse à memória, numa sucessão de cenas.

É o momento em que temos, ao lado do sentimento de perda física, um misto de arrependimento por não termos usufruído um tanto mais daquela presença.

E, na medida que ouvimos comentários de outros a respeito dos benefícios realizados por aquele que se foi, da influência salutar de sua vida em outras vidas, mais aumenta esse sentimento de quem perdeu alguém muito precioso.

Alguém que nem sabíamos que nos faria tanta falta.

Possivelmente, iremos recordando e repassando uma vez, e mais outra, os momentos vividos ao seu lado, os conselhos recebidos, as histórias ouvidas.

E, ao lado do arrependimento por ter deixado passar tantas oportunidades, uma leve tristeza nos toma a alma.

Uma saudade dolorida se instala.

Talvez sentindo exactamente isso, é que aquele compositor escreveu: Naquela mesa ele sentava sempre e me dizia o que é viver melhor.

Naquela mesa ele contava histórias que hoje na memória eu guardo e sei de cor.

Naquela mesa ele juntava gente e contava contente o que fez de manhã.

E nos seus olhos havia tanto brilho que mais que seu filho eu fiquei seu fã.

E descrevendo a dor da ausência, continua nos versos seguintes:

Eu não sabia que doía tanto uma mesa num canto, uma casa e um jardim.

Sim, todo lugar que olhamos, grita a ausência daquela presença que conferia um toque especial a cada recanto.

A mesa, materialmente falando, é a mesma. No entanto, falta-lhe brilho, porque o amigo, o familiar, o amado não está ali.

A casa, o jardim tudo pode continuar a ser conservado, cuidado. Mas tiveram diminuídos seus valores porque quem os abrilhantava, não mais se faz presente.

É a ausência do riso, da fala, da alegria, da voz.

Conforme o inspirado compositor: Hoje ninguém mais fala do seu bandolim...

Naquela mesa está faltando ele e a saudade dele está doendo em mim.

*   *   *

A saudade é recíproca. Quem fica a sente intensificar a cada dia. E quando pensa que não poderá doer mais, descobre que o peso daquela ausência ficou muito maior.

Por outro lado, os que partem também sentem saudades. Saudades do ninho onde foram felizes, das brincadeiras com os filhos, dos mil nadas do matrimónio, que fazem a grande diferença.

Eles, de certa forma, se ressentem, quando nos visitam, nos abraçam, nos enviam todo o seu amor em vibrações e nós não os percebemos.

Nunca será demais insistirmos em como se faz de importância, nesse mundo de transitoriedades, usufruirmos da companhia dos amores, enquanto estamos a caminho com eles.

Gravar na retina da alma os momentos de felicidade. Os primeiros passos do filho, as alegrias das festas em família, o aconchego do lar.

Pensemos nisso e não percamos essas oportunidades que enchem a alma, hoje. E, amanhã nos servirão para abrandar a imensa saudade das ausências...

com citação de versos da música Naquela mesa, de Sérgio Bittencourt.

terça-feira, maio 09, 2017

Ando devagar porque já tive pressa

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa de ter tantas coisas, de chegar a tantos lugares, pressa do ter, do parecer.

Mas hoje ando a passo lento, pois já entendo que a vida é uma busca de si mesmo, do ser: ser melhor, ser amável, ser amigo, ser sensível, ser compassivo, ser caridoso...

Hoje compreendo que é preciso paz para poder sorrir, pois o sorriso verdadeiro, a felicidade autêntica, vem da paz de espírito, a paz de consciência, de quem segue o caminho do bem a todo custo.

Entendo também que as chuvas são bem-vindas, e que sem elas não há floradas, pois é preciso chuva para florir.

A dor nos esculpe a alma, quando bem entendida, quando bem absorvida nos passos diários da lida.

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa do sucesso a qualquer custo, pressa de ser popular, de ser o primeiro, de agradar a todos...

Mas hoje ando tranquilo, percebendo mais as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs, absorvendo a vida em toda sua plenitude.

O viver pode ser o mesmo, as circunstâncias podem permanecer inalteradas, mas minhas lentes são outras. Enxergo tudo de outra forma.

E o mais importante de tudo: descobri que para cumprir a vida, para cumprir meu papel, minha missão aqui, preciso compreender minha própria marcha.

Sêneca, antigo sábio, afirmou que nenhum vento é a favor para quem não sabe para onde ir. Então, compreender a marcha é fundamental. Precisamos saber para onde estamos indo, precisamos saber o que é nossa marcha, nossa vida.

Só então posso ir tocando em frente, com simplicidade e devoção, com alegria e coração.

Pois todos temos talento, todos carregamos o dom de ser capaz e ser feliz.

A felicidade não é para poucos, não, é para todos. E cada um a vai encontrando no seu tempo, no seu momento, da sua forma.

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa de partir, já quis desistir de tudo, em alguns momentos, mas hoje ando como que em câmera lenta, com a coragem de quem quer ficar e ver tudo até o fim.

Carrego esse sorriso porque já chorei demais, mas isso não quer dizer que não voltarei a derramar alguma gota dos olhos. Significa apenas que os sorrisos serão a regra. A lágrima, exceção.

Ando devagar no passo curto dos meus filhos, pois se resolver andar acelerado, os deixarei para trás.

Ando devagar para perceber o sabiá cantador, pois se torno minha vida uma bomba-relógio, passo a não perceber a vida que passa ao largo de meus passos, e assim, os sabiás passam a não existir mais.

Ando devagar para ainda conseguir olhar onde piso, e não esmagar nada, nem ninguém com minha desatenção ou deselegância.

Ando devagar para pensar um tanto mais antes de agir, para escolher as palavras certas, para digerir uma ideia nova, para escolher um caminho, para silenciar a mim mesmo por alguns instantes.

Ando devagar... porque já tive pressa.

*   *   *

A vida é especialmente rica para que se passe por ela, às pressas, sem atentar para os detalhes.

O mundo é pleno de belezas para que se o percorra aos saltos, sem nos determos a descobrir as belezas das flores, o segredo das matas, o encanto das fontes.

Pensemos nisso!

terça-feira, janeiro 10, 2017

A sabedoria do bem

Quando, na Antiguidade, alguém queria matar um urso, pendurava uma pesada tora de madeira em cima de uma vasilha com mel. O urso empurrava a tora com força, a fim de afastá-la do mel. A tora voltava e o atingia. O urso ficava irritado, feroz, e empurrava a tora com mais força ainda, e esta o atingia por sua vez com muito mais força. Isso continuava até o urso ser morto.

Se nos fixarmos neste fato, numa reflexão rápida e despretensiosa, poderíamos afirmar que fazemos o mesmo quando pagamos o mal com o mal que recebemos dos outros. Pensamos então: Será que nós, seres humanos, não podemos ser mais sábios do que os ursos?

Empurramos a tora cada vez com mais força, mesmo sabendo que ela irá retornar e nos ferir! As leis de Deus - em especial a lei de causa e efeito – é muito precisa ao nos revelar esta sua característica. Todas nossas ações são causas que irão gerar uma consequência no mundo. Quando retribuímos, com voz alterada e raivosa, uma palavra agressiva que nos fere o íntimo, estamos apenas empurrando a tora, e esquecendo o mel. Nesta analogia, o mel seria o entendimento com o outro, a felicidade, a paz que tanto desejamos. Só que, comummente, nos entretemos tanto com os empurrões da tora, que acabamos deixando o mel, a felicidade, esquecida num canto.

O objectivo do urso nunca será empurrar a tora. Sua meta é o mel, o alimento. A tora é um obstáculo a contornar, um desafio apenas. Se o animal pudesse raciocinar como o ser humano, nessa situação em particular, certamente pensaria numa forma de cortar a corda que sustenta a tora, ou num jeito de retirar o pote de mel debaixo dela.

Esta é a sabedoria do bem. Procurar outra alternativa que não a de retribuir o mal com o mal. A sabedoria do bem proporciona, ao recebermos palavras amargas, uma pequena reflexão antes da reacção iminente. A sabedoria do bem busca compreender o momento do outro, a dor do outro, a angústia e infelicidades íntimas que o moveram a soltar pela boca o veneno que guarda na alma. A sabedoria do bem nunca é conivente com o mal, e nem mesmo tolerante com ele. É, sim, compreensiva com o outro ser. Tolerante, indulgente com seu irmão. A sabedoria do bem requisita criatividade, para que consigamos abrir a mente e pensar em outras soluções para resolver nossos problemas, que não a vingança. A vingança será sempre a acção mais reactiva, menos pensada, e que trará, sem dúvida alguma, a tora de volta para nos machucar tantas e tantas vezes. A sabedoria do bem requisita amor. Amor pela vida, pelo Criador, sabendo que nenhum desastre, nenhum mal nos alcança sem razão.

Só quem ama o Criador confia em seus desígnios, confia que tudo acontece para nosso bem e, dessa forma, não cultiva ódio por seus opositores na Terra, apenas compaixão. Só a sabedoria do bem consegue eliminar os círculos viciosos nos quais nos aprisionamos ao longo dos milénios. Só a sabedoria do bem em acção irá expulsar deste mundo a guerra, o ódio e a violência.

O verdadeiro ensinamento do amor é forte: ele mata o mal antes que o mal possa crescer e tornar-se poderoso.

Com base em trechos do livro Pensamentos para uma vida feliz,de Léon Tolstói, ed. Prestígio.

domingo, setembro 04, 2016

Os filhos que nos observam...

O garoto de nove anos chegou muito animado. A escola iria promover um evento, possibilitando aos pais empreendedores montarem pequenos stands para divulgação e venda dos seus produtos.

Vinicius foi direto para o avô, dizendo que colocaria um stand para venda de suco de laranja. Afinal, a laranjeira do quintal estava carregada de frutos.

Muito decidido, ele mostrou o nome e o slogan do seu empreendimento: SUVA – sucos que valorizam a sua sede.

Fez um plano de negócio, estabelecendo as necessidades, que iam da matéria prima, a laranja, para os copos, os canudos e até um funcionário.

Sim, ele precisaria de um ajudante porque, afinal, ele ficaria no marketing, conversando com os clientes, oferecendo o seu produto, enquanto outro ficaria no preparo e entrega ao cliente.

A cobrança? Bom, essa ficaria com ele mesmo.

O primeiro passo foi ir até a laranjeira.

Infelizmente, as laranjas não estavam suficientemente maduras. Concluiu o miniempresário que o suco poderia não ficar muito bom.

Então, optou por utilizar polpa de fruta. Logo, resolveu adicionar mais um detalhe: pão de queijo, logo substituído por pipoca. A essa anexou o apelo de saudável por ser feita sem óleo.

Com tanto planejamento e disposição, naturalmente que foi o menino e não os pais quem ocupou o stand de empreendedor.

E ficou ao lado de estandes de alimentos de marcas muito conhecidas, sem se intimidar. 

Confiava na qualidade dos seus produtos.

Trabalhou com afinco e, como funcionário, contratou o irmão, João Vitor.

No final, contabilizando despesas e receitas, o menino teve um lucro de quarenta e seis reais. Maravilha!

Entretanto, a maior demonstração de um verdadeiro aprendizado estava por vir.

Comentando a respeito dos seus lucros com a mãe, de repente, exclamou: Nossa, preciso pagar João Vitor.

A mãe comentou que o irmão, em verdade, ficara no stand somente umas duas horas. Seria preciso pagá-lo?

Como não? – Falou o garoto. Ele me ajudou demais. Merece receber.

E retirando vinte reais, foi pagar o seu funcionário.

*   *   *

O fato nos merece considerações. Poderemos dizer que o menino tem a veia de empreendedor, pois que observa os pais e admira o que fazem.

Por isso, os deseja imitar, quiçá, inclusive, de futuro, se torne um grande empresário.

No entanto, o que merece destaque é o detalhamento, a planificação de toda a ação.

Acima de tudo, a honestidade, o reconhecimento do esforço e do trabalho do irmão a quem convidara para assessorá-lo na venda do SUVA.

De quem terá aprendido essa lição? 

Com certeza, portas adentro do lar, onde observa o trato dos pais com fornecedores, clientes e funcionários.

Sim, nossos filhos nos observam, muito mais do que possamos imaginar.

Eles nos olham e imitam, nos mínimos detalhes.

Pensemos nisso porque, muito mais do que as palavras, que convencem, os exemplos arrastam.

Eles atestam da nossa qualidade moral. 

E se desejamos um mundo realmente novo, precisamos de homens novos. 

Homens de bem, honestos, justos.

Pensemos nisso.

quinta-feira, abril 21, 2016

Derradeiro dia‏

São vários os poetas, músicos, pensadores a indagar, em suas obras, o que faríamos se hoje fosse nosso último dia de vida.

Reflectem sobre a importância da vida, analisam como valorizamos coisas desnecessárias, como nos iludimos com aquilo que, efectivamente, não nos faz felizes.

Naturalmente, se hoje fosse o último dia de nossa vida, ou se pudéssemos prever nosso derradeiro dia, na existência física, as reflexões seriam bem diferentes para cada um de nós.

Na incerteza de quanto tempo ainda teremos, não nos preocupamos se agimos certo, se valorizamos o que verdadeiramente merece.

Porém, se é incerto o dia que partiremos, temos a certeza de que todos iremos morrer.

Por isso, talvez o melhor seja não nos perguntarmos o que faríamos, se hoje fosse o último dia.

Talvez fosse melhor nos indagarmos como temos nos preparado para quando esse dia chegar.

Isso porque, ao concluir nossa jornada na Terra, ao terminar esta experiência física, a vida continuará.

Todos voltaremos para casa, ao mundo espiritual, de onde viemos quando aqui nascemos.

Conscientes disso, a pergunta mais oportuna a nos fazermos é: Quais os valores que estamos conquistando e que constituirão nossa bagagem ao partir?

Será que retornaremos ao mundo espiritual carregados de débitos morais?

Somos dos que caminhamos na vida prejudicando, traindo, gerando inimizades e dificultando a vida alheia?

Seremos os que usurpam, roubam, corrompem, abortam ideais, desviam vidas?

Oxalá sejamos daqueles que têm juntado em sua intimidade valores nobres e tesouros morais.

Aqueles que atendemos com rectidão de carácter os compromissos familiares, a educação dos filhos, que actuamos como profissionais responsáveis e dedicados, que somos cidadãos cumpridores dos próprios deveres.

Mais do que isso: que sejamos aqueles que empregamos nosso tempo também para o bem ao próximo, para a vivência da solidariedade, agindo de maneira positiva na comunidade.

Assim, melhor do que pensarmos o que faríamos se hoje fosse nosso último dia, é analisar o que temos feito, o que vimos juntando para a viagem de retorno ao nosso verdadeiro lar.

Nenhuma viagem de grande porte ocorre com sucesso sem haver programação e dedicação.

Nosso retorno ao mundo espiritual não deve ser diferente.

Colheremos alegrias ou grande constrangimento, conforme os dias que hoje vivemos.

Nenhuma premiação ou condenação divinas, nenhum destino definitivo. Apenas o encontro com a nossa própria consciência.

Sem a possibilidade de nos escondermos atrás das máscaras e subterfúgios que aqui utilizamos, iremos nos deparar, na continuidade da vida, com a realidade de nosso mundo íntimo.

Portanto, são nos dias do agora, através de nossas atitudes e valores, que construiremos a nossa felicidade futura, ou dias de dificuldade e dor, quando do nosso regresso à Casa do Pai.


Pensemos nisso, hoje, enquanto é tempo. 

terça-feira, abril 05, 2016

Tempo de ação

Estamos no Terceiro Milénio. Pensávamos que este seria um milénio de paz, de tranquilidade.

No entanto, conforme as exortações do Mestre de Nazaré, ouvimos falar de guerras e rumores de guerras.

A orientação é de que não devemos nos perturbar porque forçoso é que assim aconteça. Mas ainda não é o fim.

Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino. E haverá fome e terremotos em vários lugares.

Mas todas essas coisas são o princípio das dores.
Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão.
Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.

Relendo os apontamentos do Evangelista Mateus é de nos indagarmos o que foi que não entendemos, ainda.

Por que nos escandalizamos tanto com as atribulações deste século quando tudo foi predito pelo Senhor das estrelas?

Ele nos advertira a fim de que nos preparássemos. Muitos de nós não fizemos a lição.

Contudo, há tempo. Há tempo de nos consciencializarmos que os tempos são chegados. Tempos da grande transformação.

Tempos em que as tribulações chegam, alcançando os indivíduos, as famílias, as nações.

É tempo de accionar o amor e a compreensão.

Entender que nos encontramos à beira de um mundo novo. Mas, como toda reforma, necessita ter derrubados alguns velhos conceitos e posturas inadequadas.

Então, parece que tudo se transforma numa convulsão, exactamente como quando nos propomos à reforma de uma casa: poeira, sujeira, desconforto.

Mas, o resultado final é bom. E teremos uma casa mais confortável, arejada, clara.

Portanto, é tempo de idealizar o futuro mas não deixar de olhar o entorno.

Há muita dor a ser atendida. É tempo de nos darmos as mãos e nos auxiliarmos.

Disso nos dão exemplos algumas nações, recebendo exilados fugitivos da fome, da guerra, da violência.

É tempo de pensarmos mais no todo e menos em nós mesmos. Vivermos os momentos de alegria, com certeza, mas não deixarmos de compartilhar com os deserdados do mundo o pão que se mostra farto em nossa mesa.

É tempo de entendermos que a vida na Terra é passageira. Hoje estamos aqui e o amanhã poderá nos surpreender na Espiritualidade, em outra realidade.

É tempo de accionar o amor e buscar o entendimento com os que nos compartilham a existência. É tempo de utilizar menos a soberba e mais a humildade.

Tempo de vivenciar afectos, estender amizades, fazer o bem que se possa, mesmo que seja um simples sorriso a quem passa, um cumprimento a quem encontramos na fila do mercado...

É tempo de preparar esse mundo novo que nosso coração deseja há tanto tempo.

É tempo de amar. Tempo de aguardar o melhor, mas construir, desde agora, o bom.

E não nos permitamos a turbulência dos sentimentos, ante os problemas que o mundo nos mostra. Logo mais, novos panoramas haverão de se apresentar.

Pensemos nisso e sejamos os promotores de ações positivas para que tudo isso se apresse.

com citações do Evangelho de Mateus, cap. 24, versículos 6ss.

terça-feira, fevereiro 23, 2016

Voluntários do bem

É uma noite como tantas outras no hospital. Pacientes terminam de jantar, médicos e enfermeiros trocam o plantão.

Pelos corredores, ouvem-se passos suaves.

Parada na porta da enfermaria, a sorridente moça pergunta: Nós viemos fazer uma visita. Podemos entrar? Os pacientes estranham, pois só vêem uma pessoa.

Quando ela entra no quarto, sorrisos e exclamações se fazem ouvir. Ela vem acompanhada por um cachorro!

Um cachorro no hospital? Como pode? Pergunta um rapaz espantado.

A cena se repete em todos os andares. 

Voluntários de uma ONG levam seus cães e gatos para visitar e interagir com quem está internado.

As reacções diante da entrada dos animais são positivas.

Alguns pacientes, a princípio, ficam receosos, mas deixam os animais se aproximarem; afinal, são animais de terapia, avaliados e educados para desempenharem essa função. Os que estão hospitalizados acabam se rendendo ao amor incondicional que os bichos demonstram.

Há quem se emocione, abraçando e afagando os animais entre lágrimas, pensando nos amigos de estimação que ficaram em casa e dos quais sentem falta.

A pediatria vira uma festa. Crianças, pais, médicos e enfermeiros esquecem por um momento a dor e o cansaço e aproveitam para acariciar os anjos de quatro patas, que compreendem a delicadeza do momento, recebem de boa vontade os afagos e os devolvem com amor e carinho, lambendo mãos e rostos.

*   *   *

Aos domingos, esses voluntários vão a asilos levar seus cães e gatos para visitar avôs e avós. Para muitos deles, que não possuem parentes ou cujos familiares nunca aparecem, são a única visita que recebem há anos.

Durante a semana, os animais são levados a escolas especiais para interagir com crianças, jovens e adultos com diferentes tipos de deficiências.

Os profissionais que trabalham nessas escolas contam que o efeito dessas visitas beira o inacreditável, estimulando alunos antes refractários a vencerem dificuldades motoras, cognitivas e emocionais para se aproximarem dos cães.

Os donos desses animais são voluntários que, além de se doarem para levar um pouco de amor ao próximo, compreenderam que seus companheiros de quatro patas também poderiam contribuir para amenizar sofrimentos e dar alegria às pessoas.

Quando saem dos locais visitados, levam consigo a impressão de que receberam mais amor do que doaram e deixam nos corações e mentes dos que ali ficaram motivação para prosseguir.

*   *   *

Os animais, segundo Francisco de Assis, são nossos irmãos menores. O ser humano é responsável por sua educação e deve colaborar em seu processo evolutivo.

Educar um animal com base no amor, sem punições e sem dor, para que ele ajude a aliviar o sofrimento do próximo, é uma linda maneira de praticar a caridade.

Todos ficam envolvidos em vibrações positivas: quem recebe a visita, quem a faz e também quem presencia. Em momentos como esses, o amor se espraia, deixando, ao longo dos dias, um luminoso raio da mais pura alegria.

com base no trabalho desenvolvido pelos voluntários do Instituto Cão Amigo & Cia (Curitiba) e na reportagem Mascotes terapeutas, da coluna Viver bem, do Jornal Gazeta do Povo

sexta-feira, fevereiro 05, 2016

Uma questão de inveja

Conta-se que um vaga-lume estava no afã de acender seu facho e apagá-lo. Interessante operação. A luz brilhava por segundos e apagava, para logo mais tornar a brilhar.

Uma cobra, que se encontrava nas proximidades, observou aquela luz acendendo e apagando e se esgueirou até onde se encontrava o autor de tal proeza.

Quando estava prestes a desferir o bote, foi percebida pelo minúsculo insecto, que alçou voo e escapou de ser abocanhado.

No entanto, a cobra deslizou rapidamente e foi no alcanço dele. E assim ficaram: ele voava e pousava. Ela o seguia e tentava abocanhá-lo. Finalmente, o vaga-lume pousou e disse para a sua perseguidora:

Dona cobra, pare um pouquinho. Desejo fazer uma pergunta: pode me dizer se, por acaso, eu pertenço à sua cadeia alimentar?

Não, disse sibilante, o réptil. E preparou-se para atacá-lo.

Espere aí, senhora. Diga-me: por acaso, eu lhe fiz algum mal?

Não, tornou a falar a cobra.

Cansado e impaciente, o vaga-lume perguntou: 

Pode me dizer, então, por que é que a senhora quer me abocanhar?

Muito simples, disse ela. É que você brilha.

*   *   *

A fábula nos remete a situações sobejamente conhecidas no mundo. Pessoas que se projectam, normalmente, atraem para si a inveja dos que as rodeiam.

E os invejosos somente pensam em denegrir a imagem de quem se destaca. Ou destruir o seu conceito perante os demais.

Assim, quem se alteia realizando o bem, passa a ser alvo de calúnias porque, afirmam, ninguém pode ser tão bom sem interesse próprio.

Quem se destaca no quadro da honestidade, encontra pelo caminho os que esmiúçam sua vida, seus mínimos atos, à cata de algo que possa demonstrar que, afinal, ele não é tão correto quanto aparenta.

A maledicência anda de braço dado com a inveja porque o que ambas desejam é destruir a boa imagem, a vida, a carreira daqueles que se tornaram seus alvos.

A inveja é capaz de levantar calúnias contra vidas dignas. Com frases vagas, hesitantes, tem a capacidade de difamar o mais nobre carácter.

Por isso, o invejoso é um peso infeliz na economia da felicidade alheia.

E, no entanto, bastaria que mudasse sua postura. Ou seja, em desejando para si os holofotes que se concentram em alguém, poderia se dispor a fazer o que aquele faz, a agir como aquele age, seja no campo da ciência, da arte, do bem, em geral.

Porque, no entanto, prefere não realizar esforço algum, opta pelas armas que possui: o despeito, a raiva, a acusação vazia e, por vezes, alcança seus objectivos maldosos.

Contudo, o invejoso continua desventurado em si mesmo, logo encontrando outro alvo para desferir os seus destructivos dardos.

*   *   *

Examinemos nossa própria conduta. Caso verifiquemos que nos encontramos nesse caminho tortuoso, modifiquemos o passo.

Busquemos nos iluminar se invejamos o brilho alheio!

Esforcemo-nos para alcançar quem, a esforço pessoal e dedicação, se encontra degraus acima.

Dessa forma, nos sentiremos felizes pelas próprias conquistas. E, com certeza, o mundo será melhor porque seremos mais um ser humano a apresentar o bem, a beleza, o justo.

Pensemos nisso. Façamos isso porque todos os filhos de Deus fomos criados para a luz e para o amor.

com base em fábula, de autoria desconhecida.

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Necessidade da meditação

A meditação é recurso valioso para uma existência sadia e tranquila.

Você medita?

Caso sua resposta tenha sido não, é sempre tempo de começar.

Através dela o homem adquire o conhecimento de si mesmo, penetrando na sua realidade íntima e descobrindo recursos que nele dormem inexplorados.

Meditar significa reunir os fragmentos da emoção num todo harmonioso que elimina as fobias e ansiedades, liberando os sentimentos que aprisionam o indivíduo, impossibilitando-lhe o avanço para o progresso.

As pressões e excitações do mundo agitado e competitivo, bem como as insatisfações e rebeldias íntimas, geram um campo de conflito na personalidade.

Esse campo de conflito termina por enfermar o indivíduo que se sente desajustado.

A meditação propõe a terapia de refazimento, conduzindo-o aos valores realmente legítimos pelos quais deve lutar.

Não se faz necessária uma alienação da sociedade.

Tampouco a busca de fórmulas ou de práticas místicas ou a imposição de novos hábitos em substituição dos anteriores.

Algumas instruções singelas são úteis para quem deseje renovar as energias, reoxigenar as células da alma e revigorar as disposições optimistas.

A respiração calma e profunda, em ritmo tranquilo, é factor essencial para o exercício da meditação.

Logo após, o relaxamento dos músculos, eliminando os pontos de tensão nos espaços físicos e mentais, mediante a expulsão da ansiedade e da falta de confiança.

Em seguida, manter-se sereno, imóvel quanto possível, fixando a mente em algo belo, superior e dinâmico. Algo como o ideal de felicidade, além dos limites e das impressões objectivas.

Esse esforço torna-se uma valiosa tentativa de compreender a vida, descobrir o significado da existência, da natureza humana e da própria mente.

Por esse processo, há uma identificação entre a criatura e o Criador, compreendendo-se, então, quem somos, por que e para que se vive.

Esse momento não deve ser interrogação do intelecto. É de silêncio.

Não se trata de fugir da realidade objectiva mas de superá-la.

Não se persegue um alvo à frente. Antes, se harmoniza o todo.

O indivíduo, na sua totalidade, medita, realiza-se, liberta-se da matéria, penetrando na faixa do mundo extra-físico.

*   *   *

Crie o hábito da meditação, após as fadigas.

Reserve alguns minutos ao dia para a meditação, para a paz que renova para outras lutas.

Terminado o seu refazimento, ore e agradeça a Deus a bênção da vida, permanecendo disposto para a conquista dos degraus de ascensão que deve galgar com optimismo e vigor.

com base no cap. 16, do Livro Alegria de viver, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

segunda-feira, dezembro 07, 2015

Vocês não terão o meu ódio

O mundo assistiu, estarrecido, na sexta-feira, 13 de Novembro de 2015, aos atentados na cidade de Paris, na França.

As cenas pareciam irreais, tal a violência e a crueldade. Quem ligasse o aparelho de TV, de rompante, poderia pensar se tratar de um filme.

As vítimas, que somaram mais de uma centena, eram pessoas que se encontravam em lugares de lazer: amigos, familiares, colegas.

Quem poderia esperar que, no coração da capital francesa, se pudesse desenrolar drama de tal intensidade?

O saldo foi de lágrimas, de desespero, de providências por uma nação que se viu enlutada, chorando seus filhos.

Antoine Leiris, um jornalista do France Fleu, cuja esposa foi uma das vítimas, redigiu emocionante homenagem à esposa, morta no atentado a uma casa de espectáculos.

Dirigindo-se aos terroristas, escreveu:

Na noite de sexta-feira, vocês roubaram a vida de uma pessoa excepcional, o amor da minha vida, a mãe do meu filho. Mas vocês não terão o meu ódio.

Não sei quem vocês são e não desejo saber. São almas mortas. Se esse Deus pelo qual vocês matam cegamente nos fez à Sua imagem, cada bala no corpo da minha mulher foi uma ferida no Seu coração.

Por isso, eu não odiarei vocês. Porque responder ao ódio com raiva seria ceder à mesma ignorância dos agressores.

Vocês pretendem que eu tenha medo, que olhe para os meus concidadãos com olhar desconfiado, que sacrifique a minha liberdade pela segurança. Perderam. O mesmo jogador continua a jogar.

Eu vi minha esposa somente nesta manhã. Finalmente, depois de noites e dias de espera. Ela ainda estava tão bela como quando partiu na noite de sexta-feira.

Tão bela como quando me apaixonei perdidamente por ela há mais de doze anos.

Claro que estou devastado pela dor. Concedo a vocês esta pequena vitória. Mas será de curta duração porque sei que minha esposa vai me acompanhar a cada dia e que nos vamos reencontrar no paraíso das almas livres.

Nós dois, meu filho e eu, vamos ser mais fortes do que todos os exércitos do mundo. Não vou lhes dar do meu tempo.

Quero juntar-me a Melvil, que acorda da sua sesta. Ele só tem dezassete meses. Vai comer como todos os dias.

Depois vamos brincar como fazemos todos os dias e, durante toda a sua vida, esse garoto vai fazer a afronta de ser feliz e livre.

Tudo isso porque vocês nunca terão o seu ódio.

*   *   *

A carta, com certeza, nos emociona, toca-nos o coração. E nos remete a reflexões: como agiríamos ou reagiríamos nós?

Teríamos a mesma capacidade de retomar a vida e, sobretudo, ensinar o filho a amar?

É preciso ser grande para não se permitir envolver pela indignação ante a onda de violência. Porque da indignação ao ódio, a linha é muito ténue.

É preciso ter nobreza n’alma para não se deixar contaminar pelo desejo de vingança.

É preciso ter a certeza de que ninguém morre, de que a vida pode ser interrompida, mas os laços do amor não são destruídos pela ausência física, para se erguer e prosseguir a jornada.

É preciso ser paciente para aguardar o reencontro que pode ser logo mais, ou depois de dezenas de anos. 

Quem sabe? Somente a Divindade.

sexta-feira, novembro 27, 2015

Mohandas Gandhi



Ao fazer um balanço de sua existência, e ser questionado sobre que mensagem deixaria para a Índia, o grande Mohandas Gandhi afirmou:Minha vida é minha mensagem.

O grande pacifista não escolheu palavras, não escolheu lições, não escolheu fórmulas. Deixou seu exemplo, seus passos, sua vida.

Os exemplos são mais fortes do que dizeres, são mais fortes do que escritos e do que receitas.

Quando alguém é capaz de viver sua própria mensagem, ele se torna mensageiro e mensagem ao mesmo tempo. Ele se torna força e fortaleza simultaneamente.

Deixar a vida como mensagem é seguir o caminho da consciência em paz que, ao fim do dia, com segurança, sem subterfúgio algum, pode dizer que não deve nada a ninguém.

A vida como mensagem ainda vai além do não dever. Ela alcança também a esfera da afirmação: Fiz tudo que estava ao meu alcance.

A acção faz-se necessária para que cresçamos. Não basta não fazer o mal. É preciso fazer o bem, amar, aparar arestas, reforçar os laços, emitir luz para todos os lados.

Pais e mães devem se esforçar ao máximo para serem mensagens vivas para seus filhos. Isso não requer perfeição, pois ainda não está ao nosso alcance. Requer apenas atenção aos passos, seriedade nos compromissos, observação dos erros, para que com eles se aprenda.

Pessoas que têm certa visibilidade no mundo, artistas, políticos, líderes, todos esses precisam estar atentos à fala de Gandhi.

Todos trouxeram o compromisso com multidões, pois suas acções, suas palavras, sua maneira de viver são copiados por muitos.

Mesmo em esferas menores, por vezes, somos referência para muitos que percebem nosso exemplo, que notam nossos valores, e vão reparar se o que falamos é diferente daquilo que vivemos.

Se em todo trabalho de Gandhi na África do Sul e depois na Índia, ele tivesse se exaltado uma só vez, tivesse utilizado de violência em uma única oportunidade, toda sua mensagem estaria comprometida.

Porém, isso não ocorreu. Ele foi capaz de levar socos e sofrer violências morais sem necessitar de ripostar. Ele ofereceu a outra face em todos os momentos, lembrando um outro grande Mestre que também fez de Sua vida Sua mensagem.

Jesus, ao contrário do que muitos falam, não morreu para nos salvar. Ele viveu para nos dar o roteiro de salvação para nossas vidas.

Sim, Seu exemplo é o grande roteiro que nos deixou, sua grande mensagem, a ponto do homem que deseja se transformar em verdadeiro agente do bem se auto-inquirir diariamente:

O que Jesus faria em meu lugar?O que Ele faria nesta mesma situação?

As respostas não são fáceis e simples, é claro, mas a pergunta, por si só, é poderosa, e é meio caminho da jornada.

*   *   *

Seja a mudança que você quer ver no mundo. – Disse, um dia, o grande libertador da Índia.

Se desejamos ver o mundo transformado, comecemos connosco esta mudança.

Como estamos? Melhor que ontem? Preparados para a Nova Era? Dispostos a ser homens de bem?

terça-feira, novembro 24, 2015

Deus no sorriso de minha filha

Hoje encontrei Deus no sorriso de minha filha.

Porém, o gesto espontâneo e luminoso não foi para mim, foi para um estranho, alguém que ela nunca havia visto antes, sentado à mesa ao lado, com o olhar distante e triste.

Pude ver o Criador nos olhos dela.

Ela acenou, como se quisesse perguntar: - “Está tudo bem com você?” Em seguida, lhe jogou um beijo, deliberadamente.

Certamente não estava tudo bem... Deus sabia.

Tanto sabia que, no mesmo instante – instante mágico – a Divindade amorosa encontrou na mesa mais próxima um sorriso amigo, uma pequena lamparina para acender na vida daquele filho desanimado.

A pessoa não resistiu e também sorriu, e até acenou de volta, com um certo encantamento pela atitude tão pura e doce de criança.

Hoje encontrei Deus no sorriso de minha filha...

Mas, o sorriso não foi para mim, foi para a dor do mundo que ainda lateja incomoda por aí.

E, sem perceber, aquele sorrir também me fez um pouco mais feliz.

Pensando bem, acho que ele também sorriu para mim.

E agora sorri para você.

Deus irradia sorrisos.

*   *   *

O Criador actua no mundo através de leis perfeitas, e uma delas é a lei do amor.

A lei do amor tem nuances infinitas, mas uma certamente se manifesta através do senso de atenção que desenvolvemos uns pelos outros.

Eu percebo você, eu me interesso por sua vida e tudo que diz respeito a você também me importa.

Saímos de dentro da casca do egoísmo avassalador e começamos a viver como comunidade.

Não é apenas a minha dor que enxergo, mas a sua também. Não são apenas ou meus problemas que existem, mas os seus igualmente. Não sou apenas eu que tenho direito de ser feliz, mas você também.

E o mais curioso e impressionante desta lei é que, cuidando da dor do outro, tratamos também a nossa, no silêncio de nossa intimidade.

É a lei do amor que faz com que sejamos gratificados interiormente pela felicidade, toda vez que praticamos a caridade, que nos doamos, que nos importamos com nosso próximo.

É a lei do amor que nos aproxima uns dos outros, que faz com que juntemos forças, que percebamos que não estamos sozinhos nos embates do dia a dia.

É a lei do amor que nos faz abraçar a maternidade e a paternidade com tanta dedicação, promovendo ao infinito aquelas almas antigas de roupas novas.

É a lei do amor, praticada por todos nós, que virá a ser responsável pela extinção das misérias sociais que ainda nos incomodam tanto.

Ela eliminará preconceitos, reconciliará adversários e será responsável pela espiritualização da Humanidade toda.

*   *   *

Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo! Seus pés são leves, e ele vive como transportado fora de si mesmo.

Quando Jesus pronunciou essa palavra divina, — amor — fez estremecerem os povos, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

com base no texto Deus no sorriso de minha filha, de Andrey Cechelero, do blog O Essencial e o Invisível e no cap. XI, item 8, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB