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terça-feira, novembro 24, 2015

UM SIMPLES GESTO

Muitas perturbações psíquicas e depressões graves têm como origem apenas a negligência, em pessoas que não souberam fazer o esforço de reagir imediatamente a certos mal-estares. 

Após uma decepção, um desgosto, um revés, elas deixaram-se submergir pouco a pouco pelo desalento até se tornarem realmente doentes. Poderiam muito bem nunca ter chegado a essa situação se tivessem procurado imediatamente mudar o seu estado. Ora, a maioria das pessoas não reage, espera que as coisas se resolvam por si mesmas. É verdade que, na maior parte dos casos, a vida retoma naturalmente o seu curso; mas, em certas situações mais difíceis, se não se estiver atento as coisas não se resolvem. 

E o mais grave é que muitas pessoas nem sequer se dão conta de que estão a escorregar por uma ravina perigosa: afundam-se pouco a pouco em estados mórbidos e um dia são “engolidas”. O que no começo era apenas um pequeno mal-estar acaba por tornar-se uma verdadeira doença. 

Deveis, pois, tornar-vos conscientes, saber que pensamentos, sentimentos e sensações vos atravessam, e não permitir que se instalem em vós estados negativos. 

A partir do momento em que sentis um mal-estar interior, reagi! Frequentemente, basta um simples pequeno gesto: regar as flores, sorrir ou dizer umas palavras bondosas a alguém, oferecer a uma pessoa um objecto de que ela necessita ou que lhe agradará… 

Mas só se esse gesto for feito conscientemente, com a vontade de dar uma outra orientação aos vossos estados interiores e, sobretudo, de o fazer antes de as coisas se tornarem graves. O essencial é não ficar apático, estagnado, mas sim desencadear conscientemente algo de positivo. 

Portanto, tentai vigiar sempre os vossos estados interiores, senão passar-se-á convosco o mesmo que com uma bola de neve que começastes a empurrar: a neve vai-se aglomerando e chega o momento em que essa bola, que ficou enorme, acaba por obstruir o vosso caminho. Vós lamentai-vos: «Já não posso passar!» De quem é a culpa? Quem formou essa bola? Vós próprios! 

Alimentastes toda a espécie de pensamentos e sentimentos negativos, permitistes que eles tomassem proporções gigantescas na vossa cabeça, no vosso coração, e ficastes encurralados, bloqueados. «E agora, o que hei de fazer?» 

Acendei um fósforo e aproximai-o dessa bola de neve: ela derreterá, a água irá regar os vossos jardins, os vossos pomares, e tereis flores e frutos em abundância. É isto que se deve fazer: acender o fogo do amor; e o amor fará derreter em vós todas as bolas de neve, todos os tumores. 

Sim, o amor manifesta-se através de todos esses gestos aparentemente sem importância que podemos fazer em cada dia. Não espereis que o vosso equilíbrio e a vossa saúde venham de grandes coisas. As pequenas coisas são as mais benéficas. Se vos habituardes a levá-las a sério, desenvolvereis em vós uma atitude e forças que podem proteger-vos. Existem tantas possibilidades! 

Nem que seja apanhar do chão ou do caminho um objeto, um papel, uma garrafa vazia… afastar uma pedra em que alguém poderia tropeçar ou pedaços de vidro em que alguém poderia ferir-se… Esforçai-vos por encontrar sempre algo novo para fazer, sabendo que cada pequeno gesto executado com diligência, sinceridade e amor será como uma criatura de luz que afastará as trevas ou as impedirá de entrar em vós e destruir tudo. 

sexta-feira, outubro 09, 2015

ALQUIMIA ESPIRITUAL

«Por que é que a maior parte dos humanos deixa as suas tendências instintivas desenvolverem-se livremente, sem que as suas faculdades superiores tenham uma palavra a dizer, para as controlarem, para as orientarem?... 

Ou, então, eles atiram-se a elas para as aniquilar, como se elas fossem inimigas da sua evolução. 

Pois bem, em ambos os casos eles cometem um erro, pois introduzem uma divisão entre o alto e o baixo. 

Ora, a Inteligência Cósmica previu que as faculdades superiores obteriam as suas energias nas funções inferiores; com efeito, estas são como raízes indispensáveis, para que a árvore que o homem é possa extrair da sua “terra” as substâncias que ele transformará para dar flores e frutos. 


Como é que, na árvore, se processa a transformação da seiva bruta, absorvida pelas raízes, em seiva elaborada?...

É nas folhas que se opera esta transformação, graças à luz do sol... 

Do mesmo modo, graças à luz do sol espiritual, nós podemos transformar em nós a seiva bruta, as nossas tendências instintivas, em seiva elaborada, que irá alimentar as flores e os frutos da nossa alma e do nosso espírito. 

Será assim que nos tornaremos verdadeiros alquimistas.» 

terça-feira, setembro 22, 2015

COMO PODE ALGUÉM AJUDAR O SEU PAÍS.

Os dirigentes de um país estão continuamente expostos a críticas, à hostilidade ou à troça dos cidadãos. E por toda a parte, para divertir o público, nos bares, nos teatros, na rádio, na televisão, são feitas referências aos homens políticos em moldes ridículos e grotescos. 

Mesmo que, por vezes, haja razão para criticar e troçar, não será desta maneira que se irá levá-los a melhorar. 

Pelo contrário, atormentando-os com pensamentos e sentimentos negativos não só não se consegue nada, como ainda se cria no invisível as condições favoráveis para que eles cometam ainda mais erros e tomem decisões cada vez menos luminosas para o país. 

Sim! Como vedes, esta questão leva-nos muito longe. 

Assim, se quereis verdadeiramente ajudar o vosso país, em vez de praguejardes constantemente contra aquele que está à sua cabeça, enviai-lhe luz, a fim de que ele seja inspirado. Não podeis ajudar o vosso país todo porque ele é imenso, mas basta que ajudeis um homem, um só; é mais fácil, e ele fará bem a todos porque muitas coisas dependem de si. 

Se ele conseguir fazer aprovar leis sociais a favor da saúde pública, da habitação, da instrução, etc., todos beneficiarão, porque um só foi bem inspirado. 

Os cidadãos de um país devem tomar consciência, finalmente, das ligações que existem entre eles e os seus dirigentes. Não basta exigir isto e reclamar aquilo, é preciso aprender a conhecer os métodos mais eficazes para se obter o que se deseja, sem desencadear consequências ainda piores. 

Vós sabeis que a sabedoria dos povos se exprime frequentemente por contos. 

Há um que narra a história de um reino onde só aconteciam epidemias, fomes, tumultos. O rei, não sabendo o que fazer para remediar todas aquelas desgraças, mandou vir um sábio, e este disse- lhe: «Majestade, és tu a causa de todas as desgraças do teu reino. Vives na devassidão, és injusto, cruel, e por isso as catástrofes não param de cair sobre o teu povo.» Em seguida, o sábio apresentou-se diante do povo e disse-lhe: «Se sofreis, é porque o merecestes; pela vossa maneira insensata de viver, atraístes um monarca que causa a vossa infelicidade.» Eis como os sábios explicam as coisas. 

Quando os cidadãos de um país decidem viver na luz do espírito, o Céu envia-lhes governantes nobres e honestos que só trazem bênçãos; mas, se uma nação tem dirigentes que dão livre curso aos seus piores caprichos a expensas do povo, bem, aí é preciso que o povo tome consciência de que tem uma parte da responsabilidade. 

E depois, por que se há de querer sempre que as soluções venham dos outros, por mais altamente colocados que eles estejam? 

Por que se há de esperar que sejam sempre os outros a começar a trabalhar para melhorar a situação? 

Na vossa opinião, são sempre os outros que devem fazer esse esforço; mas por que haveriam eles de o fazer? 

Eles agem como vós, esperam que sejais vós a esforçar-vos primeiro, e isso pode durar eternamente. Então, decidi-vos vós, finalmente, a agir. 

Alguns perguntar-me-ão: «Mas o que é que está a aconselhar-nos? Quer que façamos uma carreira política?» 

Para mim, a questão não reside nisso. 

Quando eu falo de trabalho útil para a sociedade, subentendo em primeiro lugar um trabalho interior que cada um deve fazer sobre si próprio e que é sempre indispensável, quer a pessoa se lance, quer não, numa carreira política. 

A única actividade realmente importante na vida é tornarmo-nos mais lúcidos, mais generosos, menos interesseiros, mais senhores de nós próprios. 

Direis vós: «Sim, mas, se seguirmos esses conselhos, se fizermos esse esforço para nos aperfeiçoarmos e nos reforçarmos, as condições no mundo são tais que ficaremos a um canto, ignorados, obscuros, privados de todos os meios de acção.» Que sabeis vós a esse respeito? 

Se vos tornardes verdadeiramente capazes de manifestar as virtudes do espírito, mesmo que não conteis com isso, os outros recorrerão a vós como conselheiros, como guias. Se isso ainda não aconteceu é porque não o mereceis, é porque ainda não estais preparados para tal. 

É preciso aprender a contar com os poderes do espírito; é nisso que se vê o verdadeiro espiritualista. 

Quando se trata só de falar, muitas pessoas poderão dizer-se espiritualistas, farão discursos intermináveis sobre a reencarnação, a aura, as hierarquias dos anjos, mas não será isso que as ajudará a resolver os problemas da sociedade. 

Só se poderá resolver os problemas da sociedade se se fizer continuamente um esforço para despertar em si os poderes da vontade, do bem e da luz. 

terça-feira, abril 14, 2015

O QUE É UM MESTRE ESPIRITUAL?

Dada a natureza do mundo espiritual, é preferível não penetrar nele do que penetrar sem guia, como algumas pessoas fazem, para sua infelicidade. 

Compraram livros onde vêm expostas técnicas de concentração, de meditação e de respiração, e ei-las lançadas em exercícios que acabam por transtorná-las física e psiquicamente. 

Sim! Como é possível tantas pessoas, que jamais teriam a ideia de escalar uma montanha sem guia, aventurarem-se sozinhas na exploração do mundo psíquico? 

Elas não viram que os perigos de se perderem, de caírem em precipícios ou de ficarem submersas nas avalanches são muito maiores nessas circunstâncias. 

É extraordinário! 

Elas pensam que podem desembaraçar-se muito bem sozinhas no mundo psíquico! 

Por isso há tantos desequilibrados entre os que se dizem espiritualistas. 

Vós perguntareis: «Sim, mas como é que se reconhece um verdadeiro Mestre? Existem tantos impostores e charlatães prontos a aproveitar-se da credulidade dos humanos!» 

Um verdadeiro Mestre, no sentido espiritual do termo, é um ser que, em primeiro lugar, conhece as verdades essenciais; não o que este filósofo ou aquele pensador escreveram, mas o essencial, segundo a Inteligência Cósmica. 

Em segundo lugar, ele deve ter tido a vontade de dominar, submeter e controlar tudo em si próprio, e ter conseguido esse objectivo.

Finalmente, ele só deve servir-se da ciência e do domínio que adquiriu para manifestar todas as qualidades e virtudes do amor desinteressado! 

É por esta qualidade – o desinteresse – que reconhecereis um verdadeiro Mestre.

Cada Mestre vem à terra para manifestar mais especificamente uma qualidade: há, pois, Mestres da sabedoria, Mestres do amor, ou da força, ou da pureza… e compete a cada um de vós escolher aquele por quem sentis maior afinidade para o vosso desenvolvimento espiritual. 

Mas todos os verdadeiros grandes Mestres têm, obrigatoriamente, esta qualidade comum: 

o desinteresse. 

terça-feira, março 31, 2015

AS CILADAS DO OCULTISMO

Durante séculos, a Igreja repetiu aos cristãos que o essencial era ter fé. Quando eles faziam perguntas, ela respondia que se tratava de mistérios que eles não deveriam procurar compreender, e perseguia todos os que não se contentavam com estas respostas. 

As pessoas deviam acreditar e seriam salvas. Pois bem, não é assim! 

Não basta acreditar; a religião não se limita à fé. 

Todas as religiões se fundamentam numa ciência, e, porque a Igreja não deu aos humanos esta ciência, a fim de alimentar o seu intelecto, a sua alma e o seu espírito, eles acabaram por perder a fé, porque tinham a impressão de estar a acreditar em coisas absurdas; ou, então, foram procurar fora dela o seu alimento espiritual. O que não é necessariamente melhor: durante séculos a Igreja combateu sem razão a tradição iniciática, mas o que está a acontecer agora – as espiritualidades do mundo inteiro e as ciências ocultas à disposição de todos – também tem os seus perigos. 

Não se pense que, se as pessoas são atraídas para as ciências ocultas, é necessariamente porque têm aspirações místicas ou um verdadeiro impulso para a espiritualidade. De modo nenhum. 

Muitas pessoas embrenham-se no ocultismo – como se ele fosse uma espécie de feira onde se encontra uma variada gama de atracções, até as mais perigosas, como as drogas, a magia negra, uma sexualidade desenfreada – na esperança de, com estes meios, obterem dinheiro, poder, glória, prazeres. 

Os humanos não têm carência de apetites nem de cobiças; do que eles carecem é de inteligência, de paciência, de perseverança, para obterem o que desejam. Eles procuram sempre chegar mais depressa usando os meios mais fáceis, e agora são as ciências ocultas que eles vão usar! 

É necessário pôr de parte todas essas práticas que permitem realizar ambições pessoais. Aliás, aquilo a que se chama ocultismo ainda está longe de ser a verdadeira ciência espiritual. 

As ciências ocultas são o bem e o mal misturados e há imensas pessoas que mergulharam nas regiões tenebrosas dessas ciências. 

O verdadeiro espiritualista é aquele que jamais coloca os seus conhecimentos e poderes ao serviço de aquisições pessoais. Ele tem por único ideal aperfeiçoar-se, trabalhar na luz e para a luz, a fim de se tornar um verdadeiro filho de Deus, um benfeitor da Humanidade. 

quinta-feira, março 01, 2012

Pensamentos Quotidianos

Mesmo que ontem tenhais comido bem, isso não vos alimentará hoje, deveis recomeçar a comer.
 
Hoje deveis fazer de novo o que fizestes ontem, pois ontem foi para ontem, e hoje é preciso fazer o que é para hoje.

 
Esta lei aplica-se a todos os domínios.

 
Ontem vós meditastes, vivestes um estado extraordinário de inspiração, de dilatação, de deslumbramento, e pensáveis que poderíeis mantê-lo por muito tempo. Não, hoje é preciso fazer novos esforços para ficar de novo inspirado, dilatado, maravilhado.

 
Todos os dias é necessário recomeçar o trabalho. Porquê?

 
Porque a vida é um perpétuo movimento. 



Hoje, há que ocupar-se das novas partículas, das novas forças, das novas presenças, para as influenciar, as orientar, na mesma direcção que na véspera…
 
E amanhã será necessário entregar-se a este mesmo trabalho.

sábado, março 21, 2009

COMO RECONHECER UM MESTRE ESPIRITUAL

Para alguns discípulos, encontrar o seu Mestre é encontrar uma mãe que aceita trazê-lo nove meses no ventre para fazê-lo nascer no mundo espiritual. E, depois de nascer, isto é, desperto, os seus olhos descobrem a beleza da Criação, os seus ouvidos ouvem a palavra divina, a sua boca saboreia alimentos celestes, os seus pés levam-no aos diferentes lugares do espaço para fazer o bem e as suas mãos aprendem a criar no mundo sutil da alma. Muito poucas pessoas sabem o que é realmente um Mestre. Algumas leram livros que contam histórias inverossímeis: que um Mestre é perfeito, onisciente, onipotente... que ele não tem necessidade de comer, nem de beber, nem de dormir... que ele está ao abrigo de todas as tentações e, sobretudo, que passa o seu tempo a fazer milagres, como no livro de Spalding: "A Vida dos Mestres". Quantas pessoas não ficaram exultantes com este livro sem suspeitarem de que contém imensas histórias sem fundamento. É verdade que os grandes Mestres têm poderes excepcionais, mas não os utilizam para fazer prodígios diante de gente embasbacada. Aparecer e desaparecer, caminhar sobre as águas, voar no espaço, materializar festins, atravessar as chamas de um incêndio, fazer aparecer casas... mesmo que seja capaz de fazê-lo, um verdadeiro Mestre não o fará, pois assistir a tais espetáculos não ajuda os humanos a transformarem-se... Um Mestre - é necessário que você o saiba - é feito como todos os outros homens: tem os mesmos órgãos, que o fazem sentir as mesmas necessidades e os mesmos desejos. E se lhe cortar um pedaço de carne, verá que seu sangue correrá e que a sua cor é vermelha como o de toda a gente! A diferença está em que a consciência de um Mestre é muito mais vasta do que a da maioria dos homens: ele tem um ideal, pontos de vista superiores e, sobretudo, conseguiu um perfeito domínio sobre si próprio. Evidentemente, para tal é necessário imenso tempo e um trabalho gigantesco, e por isso ninguém pode tornar-se Mestre numa só encarnação. Se você encontrar um Mestre, tenha consciência de que todas as qualidades e virtudes que ele manifesta não foram adquiridas apenas nesta vida. Não, ele teve que trabalhar durante séculos, milênios até, e, como as qualidades que adquirimos pelo nosso próprio trabalho não desaparecem no momento em que temos de deixar a terra, quando regressa ele traz de novo essas qualidades. Assim, de encarnação em encarnação, ele vai adquirindo sempre novos elementos espirituais até ao dia em que torna-se um verdadeiro condutor da luz e das virtudes divinas. Infelizmente, há também seres que se preparam durante séculos para se tornarem condutores do mal; são os mestres da magia negra. O ser humano é livre de escolher o bem e o mal. É claro que, quando escolhe o mal, mesmo que a Inteligência Cósmica o deixe continuar durante um certo tempo, ele acabará sempre por ser aniquilado, dado que, pelo seu comportamento, se opõe à ordem universal. Mas, à partida, o ser humano tem a hipótese de escolher. Enquanto vivo, é livre de se determinar num sentido ou no outro. Alguns seres, muito raros, apesar desta liberdade que lhes é concedida, permanecem definitivamente determinados. Os grandes Iniciados, por exemplo, determinaram-se para a luz e para o amor. Alguns, é certo, caíram, mas a maioria deles permaneceram espíritos de luz. E, aliás, quanto mais tempo passa, menor é a possibilidade de mudarem de direção, pois, graças ao seu trabalho espiritual, eles foram conseguindo transformar, divinizar, a matéria do seu corpo e esta tornou-se como que um metal inoxidável, ouro puro. Contudo, enquanto um ser não chega a este estado de evolução, é sempre possível ele mudar de direção, e existem casos na História em que magos brancos tornaram-se magos negros. Pergunte como é possível alguém tornar-se um mago negro... Na realidade, é muito fácil, mesmo para você: basta dar vazão à sua natureza inferior. Se transgredir continuamente as leis da bondade, da justiça e do amor, tentando obter êxito à custa dos outros, tentando derrotá-los, destruí-los, só poderá tornar-se um mago negro. É simples, é claro. Muitos imaginam que, para alguém se tornar um mago negro, é necessário que um mestre diabólico lhe ensine a arte dos encantamentos e dos esconjuros maléficos. Isso pode acontecer, mas, para alguém colocar-se ao serviço do mal, não é absolutamente necessário ter um mestre; sem instrutor, sem receita, sem nada, qualquer um pode tornar-se um mago negro se deixar-se guiar demasiado pela sua natureza inferior. E o mesmo se passa com um homem que só pense em ajudar e em esclarecer os outros: mesmo que não tenha um Mestre para o instruir, estará a caminho de tornar-se um mago branco. Na realidade, cada ser humano tem um Mestre, e se não for um Mestre visível, será um Mestre invisível. Os criminosos têm, no mundo invisível, um mestre que não cessa de aconselhá-los a prejudicar os outros. E mesmo que eles digam: "Nós, um mestre? Nunca!", devem ficar a saber, estes cegos, que têm um mestre cujos conselhos perniciosos seguem dia e noite. É evidente que, quando eu lhe falo de Mestres, refiro-me sempre aos verdadeiros grandes Mestres espirituais, aos magos brancos. Sei bem que se dá este título de Mestre a muitos artesãos para se mostrar que são excelentes na sua profissão e também aos notários, aos magistrados, aos artistas, etc... É uma maneira de ver as coisas e eu não lhes recuso este título. Mas, você deve saber que um verdadeiro Mestre, no sentido espiritual do termo, é um ser que, em primeiro lugar, conhece as verdades essenciais; não aquilo que os homens escreveram, criaram ou contaram, mas o essencial segundo a Ciência Cósmica. Em segundo lugar, um Mestre deve ter tido a vontade de dominar, dirigir e controlar tudo em si, e realizado essa vontade. Por último, esta ciência e este domínio que ele adquiriu devem servir apenas para manifestar todas as qualidades e virtudes do amor desinteressado. É pelo seu desinteresse que reconhecerá um verdadeiro Mestre. Cada Mestre vem à terra para nela manifestar uma qualidade particular: há, portanto, Mestres da sabedoria, Mestres do amor, ou da força, ou da pureza... Mas todos os verdadeiros grandes Mestres têm, obrigatoriamente, uma qualidade em comum: o desinteresse. Há tantos impostores e charlatães dispostos a aproveitarem-se da ingenuidaded os humanos! Limitaram-se a ler livrecos de ciências ocultas, muitas vezes escritos por ignorantes, e pronto! Passam a apresentar-se em todo o lado como grandes Mestres. Não trazem consigo qualquer sinal de que o Céu os reconheceu como tal; foram eles próprios que se declararam Mestres e acreditam que isso chega. E os outros, em vez de estudarem um pouco um ser destes para ver como ele se comporta, seguem-no de olhos fechados. Ele irá enganá-los, despojá-los, subjugá-los, mas eles não se darão conta. Bom, é magnífico, eis pelo menos um ser inteligente! Os outros é que são estúpidos. Porque não procuraram saber de onde é que ele vem, como vive, quem foi seu Mestre, quem o enviou?... Ah, não, não, é inútil colocar essa questão; desde que ele lhes prometa iniciá-los em três dias - a troco de alguns milhares de dólares, é claro - acreditam nele. Têm pressa, compreende? A iniciação não deve durar mais do que três dias. O mundo está cheio de gente desta, de burlões, de vigaristas, que se aproveitam da ingenuidade e da estupidez dos outros. Mas eles, pelo menos, são inteligentes! Não nego que essas pessoas possam ter alguns poderes - qualquer um, desde que se exercite, pode obter certos poderes -, mas a questão está em saber como os empregam e em que sentido. É a esse respeito que o Céu se pronuncia. O Céu não se preocupa com os meios que possui, mas com o uso que deles faça. O que conta para o Céu não é sua ciência, nem sua clarividência, nem seus poderes, mas seu desinteresse. Você pode ter a ciência, a clarividência e os poderes, mas enquanto não for desinteressado, mesmo que os humanos o reconheçam como Mestre, o Céu não o reconhecerá. A desgraça dos humanos é a sua falta de discernimento: ao encontrarem um verdadeiro Mestre, desinteressado, desconfiarão, mas seguirão o primeiro indivíduo que apareça e lhes lance poeira para os olhos, apresentando-se como Mestre. Na realidade, um verdadeiro Mestre, nunca lhe dirá que é um Mestre, nunca; ele deixará senti-lo e compreendê-lo, não tem pressa de ser reconhecido. Um falso Mestre, pelo contrário, a partir do momento em que decretou que é um Mestre, tem somente uma idéia: impôr-se aos outros. Acabei de receber uma carta de um homem que acreditou ser capaz de tornar-se um guia espiritual: escreveu-me para contar as suas dificuldades e as suas angústias. Evidentemente, era de esperar. Por que motivo se pôs ele a enganar as pessoas com a pretensão de guiá- las, enquanto ele próprio não estava em condições de fazê-lo? Mas os humanos são assim, julgam-se capazes de guiar os outros antes de terem adquirido as virtudes necessárias: a sabedoria, o amor, a pureza, a força, o desinteresse. Não! Enquanto não se tiver recebido ordem de um ser superior para assumir a esmagadora tarefa de guiar os humanos, é muito perigoso, para quem quer que seja, querer desempenhar este papel. Eu gostaria muito de ajudar este homem, porque vejo que ele é muito infeliz e nem sabe porquê. Imaginou que bastava ler alguns livros de ciências ocultas e pôs-se a evocar as forças poderosas do mundo invisível para as utilizar, sem ter aprendido previamente a entrar em harmonia com elas. Pois bem, quando assim é, essas forças vingam-se e dizem: "Porque procura servir-se de nós para satisfazer os seus caprichos? Nós não queremos submeter-nos a você. É fraco e ignorante e merece uma boa lição." Quantos pretensos ocultistas não têm sequer um verdadeiro conhecimento das leis do mundo espiritual! Pode crer: eles leram alguns livros e, sem se prepararem, querem fazer figuras aos olhos de alguns discípulos, realizando prodígios perante eles. Pois bem, não é assim que se deve fazer. Para se assumir o papel de guia espiritual, é necessário ter-se recebido um diploma, pois no mundo espiritual também se recebem diplomas. Os diplomas que existem no plano físico têm a sua correspondência no plano espiritual, à imagem do qual o plano físico foi criado. Os espíritos luminosos que nos enviaram à terra observam- nos, medem-nos e, se vêem que fizemos esforços, que conseguimos dominar-nos e corrigir alguns dos nossos defeitos, dão-nos o diploma. E onde está esse diploma? Não será um papel, que pode ser apagado ou destruído. É como um selo que se imprime no nosso rosto e em todo o nosso corpo, para mostrar que obtivemos vitórias sobre nós próprios. Talvez os humanos não vejam isso, mas todos os espíritos da natureza, todos os espíritos luminosos, o vêem, mesmo de longe, e então obedecem- nos e ajudam-nos. Sim, para se ter o direito de executar certas tarefas no plano espiritual, é necessário obter também a aprovação de certos seres, e não pense que é fácil. Muitas pessoas acham que os estudos necessários para se obter o diploma de educador ou de professor são muito demorados e difíceis. Mas isso não é nada, nada mesmo, comparado com as condições que têm que ser preenchidas por aqueles que querem ensinar aos discípulos as verdades da ciência iniciática. Eu fico sempre espantado ao ver a ignorância e a ingenuidade das pessoas perante esta questão: todas, ou quase todas, crêem que estão à altura de poder usar o título de Mestre, imaginam que ele caiu assim do céu, já perfeito, sem Ter realizado o mínimo esforço. Pois bem, você não encontrará criatura alguma que tenha vindo perfeita à terra. Quer a mostrem, quer a escondam, todos têm a fraqueza, ou mesmo várias. Até os grandes Iniciados têm pelo menos uma fraqueza; por vezes é o medo, outras vezes o orgulho, ou a avareza, ou até a sensualidade. Mas a superioridade de um Iniciado advém-lhe, em primeiro lugar, de ele estar consciente dessa fraqueza e, em segundo lugar, do fato de empregar todos os meios para triunfar sobre ela. Qualquer ser, independentemente da elevação do seu espírito, ao encarnar na terra, recebe dos pais como herança uma matéria mais ou menos defeituosa que deverá transformar, o que conseguirá graças às suas qualidades e virtudes. E, quando o consegue, alcança uma elevação ainda maior, porque foi capaz de transformar uma matéria bruta em uma matéria elaborada de que poderá servir-se para o seu trabalho. É, pois, nos Iniciados que se descobre verdadeiramente a força do espírito, pois eles conseguem dominar tudo, ao passo que a maioria dos humanos arrasta consigo, durante toda a vida, defeitos que não consegue vencer. No entanto, também é necessário que se saiba que um Iniciado vem à terra trazendo com ele as qualidades sobre as quais trabalhou nas encarnações precedentes. Graças a essas qualidades, ele afasta-se instintivamente do mau caminho e direciona-se, pelo contrário, para atividades construtivas, luminosas. Mesmo que não se lembre de nada, ele é impelido, sem se aperceber, a caminhar na mesma direção que seguiu no passado. Pela minha parte, durante muito tempo não tive qualquer lembrança das minhas encarnações, mas nasci nesta vida com marcas, registros, que me impeliram em uma determinada direção. * (Extraído do livro "O que é um Mestre Espiritual?", Ed. Prosvecta)

quarta-feira, outubro 22, 2008

Pensamento do dia 22 de outubro

"Quando algumas pessoas se sentem nervosas ou a ponto de perder a paciência, elas saem de casa dizendo que 'vão dar uma volta' ou 'tomar um pouco de ar'. Algo as adverte de que se não saírem logo, a situação se tornará explosiva. Às vezes, basta tomar um copo d'água ou comer uma fruta para mudar o seu estado interior. Sim, saber deslocar-se é uma verdadeira ciência. Quantas vezes vocês se deixam perturbar por coisas sem importância! Seria fácil livrar-se deles deslocando-se; e existem tantos jeitos de se deslocar!
'Deslocar-se' pode ser também lavar as mãos conscientemente, concentrando-se em uma palavra: luz... harmonia... beleza... amor.
Então, passem as suas mãos sobre a cabeça e orelhas, e depois as lavem de novo.
Repitam quantas vezes forem necessárias.
Vocês se sentirão mais leves, pois tudo o que pesava sobre vocês vai embora pelas extremidades dos seus dedos."

sexta-feira, novembro 02, 2007

Pensamento de sábado 3 de Novembro de 2007

A autoridade sobre os outros começa por um trabalho sobre si mesmo. Quando um ser que começou por trabalhar sobre os seus próprios filhos, isto é, as células do seu organismo, deve educar outros filhos no exterior ou mesmo exercer responsabilidades que lhe dão autoridade sobre adultos, as suas palavras e os seus gestos são expressivos, convincentes. Aqueles que ele instrui ou dirige sentem que ele não está a fazer-se passar por aquilo que não é, mas que todo ele está naquilo que diz e faz. Por isso, a sua presença é mágica e ele obtém resultados. No seu interior, todos os habitantes o apoiam e lhe dão forças, porque todo o seu ser está habituado a trabalhar numa única direcção: o bem, a luz. Um ser só tem verdadeira autoridade quando todas as suas células emanam algo harmonizado, unificado. Senão, enquanto a parte que fala faz ouvir um certo som, todo o resto da pessoa grita o contrário.