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segunda-feira, junho 13, 2016

Despertar de consciência


Não há despertar de consciências sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão. 
Carl Jung

domingo, junho 05, 2016

TAO - A Sabedoria do Silêncio Interno.

Pense no que vai dizer antes de abrir a boca.


Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.



Nunca faça promessas que não possa cumprir.



Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.



Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.


Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.



Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluída.



Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões.



Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO
Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo.



Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. 


Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incómodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.




Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.



O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.



Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afectam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.




Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.


Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.



Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. 



Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. 



Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. 



Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO.

quarta-feira, setembro 16, 2015

Aprender com o silêncio.....


"Aprenda com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafectos. 

Aprenda com o silêncio a aceitar alguns factos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora, a evitar reclamações vazias e sem sentido. 

Aprenda com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido.

Aprenda com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores. 

Aprenda com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo.

Aprenda com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar. Como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa.

Aprenda com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar as qualidades que você possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir, e enxergar aqueles que você ainda não descobriu. 

Aprenda com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares.

Aprenda com o silêncio a respeitar o seu “eu”, a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o Santuário que é a sua vida. 

Aprenda hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar. Na natureza tudo acontece com poder e silêncio, com um silêncio poderoso; por vezes, o silêncio é confundido com fraqueza, apatia ou indiferença.

Pensa-se que a pessoa portadora dessa virtude está impedida de reclamar seus direitos e deve tolerar com passividade todos os abusos.

Acredita-se que o silêncio não combina com o poder, pois este tem-se confundido com prepotência e violência.

Sempre que a palavra poder lhe vier à mente, lembre-se do Sol que nasce e se põe em profunda quietude; move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela sem a quebrar.

Acaricia as pétalas de uma rosa sem a ferir, e beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar; vamos encontrar na natureza lições preciosas a nos dizer que o verdadeiro poder anda de mãos dadas com a quietude. 

As estrelas e galáxias descrevem as suas órbitas com estupenda velocidade pelas vias inexploradas do cosmos, mas nunca deram sinal da sua presença pelo mais leve ruído.

O oxigénio, poderoso mantenedor da vida, penetra em nossos pulmões, circula discreto pelo nosso corpo, e nem lhe notamos a presença. 

A luz, a vida e o espírito, os maiores poderes do universo, actuam com a suavidade de uma aparente ausência.

Como nos domínios da natureza, o verdadeiro poder do homem não consiste em atos de violência física.

Quando um homem conquista o verdadeiro poder, toda a antiga violência acaba em benevolência. 

A violência é sinal de fraqueza, a benevolência é indício de poder. 

Os grandes mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita quietude e benevolência.

Deus, que é o supremo poder, age com tamanha quietude que a maioria dos homens nem percebe a Sua acção.

Essa poderosa força, na qual todos estamos mergulhados, mantém o Universo em movimento, faz pulsar o coração dos pássaros, dos bandidos e dos homens de bem, na mais perfeita leveza. 

Até mesmo a morte chega de mansinho e, como hábil cirurgiã, rompe os laços que prendem a alma ao corpo, libertando-a do cativeiro físico.

O verdadeiro poder chega: sem ruído, sem alarde e sem violência. “Bem aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra”. “Boa Terra em teus pés, Água o bastante em tua semente, bom Vento para o teu sopro, Fogo em teu coração e muito Amor em teu ser”.

“O êxito ou o fracasso de sua vida não depende de quanta força você põe em uma tentativa, mas da persistência no que fizer.”

E em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe uma vida vitoriosa. Desejo Paz e Silêncio para você."

Jean-Yves Leloup

quarta-feira, abril 08, 2015

o Yoga e a respiração

Feito notável em muitos aspectos: a prática de Yoga permite que os pacientes com doença pulmonar obstrutiva grave para respirar melhor.

Os autores do estudo são indianos do India Institute of Ciências Médicas em Nova Delhi. Apenas duas sessões de ioga por semana para ver os resultados:

- Reduz a inflamação das vias aéreas, o que impede o sangue de oxigenar.

- Reduz a falta de ar que é a sensação de não ter oxigénio, um sentimento de pré-asfixia.

- Melhorar a qualidade de vida desses pacientes, muitas vezes forçados a limitar fortemente as suas actividades por "falta de ar".

O principal autor do estudo, Randeep Guleria, tem dito que os pacientes que estão cientes das melhorias, tendiam a praticar yoga com mais frequência. 

Não precisa ser especialista em Yoga para se submeter a esta modalidade. A sua prática tem sido ensinada no hospital, e os pacientes foram capazes de continuar em casa, uma vez que consigam dominar o básico.

Cada sessão dura uma hora e inclui asanas, pranayama, kriyas, meditação e relaxamento.

O estudo, apresentado numa importante conferência médica em Chicago, surpreendeu o público de especialistas. Os pacientes estudados eram portadores de doença pulmonar obstrutiva, uma doença muito mais comum do que se pensa e muito difícil de tratar com medicação. 

Por esta razão, os pacientes são muitas vezes reencaminhados na reabilitação pulmonar para centros especializados, e em casos mais graves reencaminhados para o tanque de oxigénio.

O estudo é preliminar, mas ele fornece uma indicação importante. 

Como explicado por Guleria, o Yoga é para muitos uma actividade física mais aceitável. Especialmente importante, porque muitas vezes os exercícios de reabilitação tradicionais são rápidamente abandonado pelos pacientes, uma vez de volta a casa. O grupo indiano agora pretende comparar Yoga com a reabilitação pulmonar tradicional

A DPOC

A doença pulmonar obstrutiva crónica, raramente aparece no jornal comparada a outras doenças. No entanto, ela está entre as principais causas de morte no mundo depois do câncer e doenças cardiovasculares. As causas são infecções variadas mas, sobretudo e repetidamente as causas de tabagismo e poluição. 

Ainda assim, é difícil parar a progressão da doença, uma vez esta se instale no organismo.

A terapia medicamentosa necessária é baseada em corticóides e broncodilatadores. Também a reabilitação pulmonar é crucial.

quarta-feira, novembro 19, 2014

Só a meditação pode matar a mente

Lembre-se disto: a mente é velha, não pode nunca ser nova. Portanto, não pense nunca que a sua mente é original.Nenhuma mente pode ser original. Todas as mentes são velhas, repetitivas. É por isso que ela gosta tanto das repetições e está sempre contra o novo. Por ter sido criada pela mente, a sociedade também está sempre contra o novo. Por terem sido criados pela mente, o estado, a civilização, a moral estão sempre contra o novo. Nada pode ser mais ortodoxo do que a mente.


Com a mente, nenhuma revolução é possível. Se você é um revolucionário através da mente, pare de enganar a si mesmo. Um comunista não pode ser revolucionário porque nunca meditou. Seu comunismo é mental. Apenas trocou de Bíblia: não acredita mais em Jesus, acredita em Marx ou em Mao, a última edição de Marx. O comunista é tão ortodoxo quanto qualquer católico, hindu ou maometano. Seu ortodoxismo é o mesmo porque a ortodoxia não depende do que é acreditado. A ortodoxia depende de se acreditar através da mente. E a mente é o elemento mais ortodoxo, mais conformista do mundo.



Qualquer coisa que a mente crie, nunca será nova, será sempre anti-revolucionária. É por isso que a única revolução possível no mundo é a religiosa, não pode haver outra. Apenas a religião pode ser revolucionária porque só ela chega à própria fonte. Só ela abandona a mente, o velho. Assim, de repente, tudo é novo, porque era a mente que estava tornando tudo velho através de suas interpretações.



De repente, você volta a ser criança. Seus olhos são jovens, inocentes. Você olha sem informações, sem ensinamentos. De repente, as árvores têm um novo frescor, o verde mudou — já não é mais opaco; é vivo, brilhante. De repente, o canto dos pássaros é totalmente diferente.



Isso é o que tem acontecido a muitas pessoas pelas drogas. Aldous Huxley ficou intensamente fascinado pelas drogas por causa disso. Em todo o mundo, a nova geração sente-se atraída pelas drogas. A razão disso é que a droga, por um momento, por algum tempo, coloca sua mente de lado quimicamente. Você olha para o mundo e, então, as cores ao seu redor são simplesmente miraculosas. Você nunca viu algo assim! Uma flor comum transforma-se em toda a existência, traz consigo toda a glória do Divino. Uma folha comum adquire tanta profundidade que é como se estivesse revelando toda a Verdade. Todas as coisas imediatamente mudam. A droga não pode mudar o mundo; o que ela faz é colocar sua mente de lado por um processo químico.



Mas a pessoa pode tornar-se viciada; então, a mente terá absorvido a droga também. Apenas no começo, nas primeiras duas ou três vezes, é que a mente pode ser enganada quimicamente. Depois, pouco a pouco, a mente entra num acordo com a droga e novamente toma as rédeas. O choque original é perdido. Torna-se viciado pela droga. O comando volta a pertencer à mente. Pouco a pouco, mesmo quimicamente, torna-se impossível colocar a mente de lado. Ela continua presente. Então, você está viciado. As árvores voltam a ser velhas, as cores já não são tão radiantes, tudo está novamente opaco. A droga o matou, mas não a sua mente.



A droga pode dar apenas um tratamento de choque. Ela é um choque químico para todo o corpo. Nesse choque, o velho ajustamento é quebrado. As brechas aparecem e, através delas, você pode olhar. Mas isso não pode se tornar um hábito. É impossível fazer da droga uma prática. Cedo ou tarde, ela fará parte da mente, a mente assumirá a direcção e tudo voltará a ser velho.



Só a meditação pode matar a mente — nada mais. A meditação é o suicídio da mente, é a mente cometendo suicídio. Sem qualquer química, sem qualquer meio físico, você põe sua mente de lado. Torna-se o mestre. E quando você é o mestre, tudo é novo. Desde a própria origem até o derradeiro final, tudo é novo, jovem, inocente. A morte não existe, nunca ocorreu neste mundo. A vida é eterna.

Osho, em "Nem Água, Nem Lua"

terça-feira, novembro 26, 2013

A DESCOBERTA DA BONDADE FUNDAMENTAL

- SEGUNDO CHOGYAM TRUNGPA,AUTOR DO LIVRO SHAMBHALA : A TRILHA SAGRADA DO GUERREIRO

A Descoberta da Bondade Fundamental

No livro Shambhala: a trilha sagrada do guerreiro, Chögyam Trungpa nos conta que o caminho para a auto-estima e o apreço ao mundo passa pela meditação. Confira um trecho do livro a seguir:

Grande parte do caos que existe no mundo deve-se ao fato de que as pessoas não se auto-valorizam. Como jamais desenvolveram o sentimento de benevolência ou empatia por si mesmas, não conseguem experimentar o sentimento de paz ou harmonia interior, e por isso o que projectam para os demais é igualmente desarmónico e confuso.

Em vez de valorizarmos a vida, frequentemente julgamos nossa existência como algo garantido, algo que não exige maiores preocupações, ou a consideramos um fardo pesado e deprimente. Há pessoas que ameaçam suicidar-se porque não estão recebendo da vida o que acreditam merecer. Algumas transformam a ameaça de suicídio em chantagem, dizendo que se matarão se certas coisas não mudarem.

É preciso levar a vida a sério, sem dúvida, mas isso não significa exasperar-se, chegar à beira da crise queixando-se dos problemas e alimentando rancor contra o mundo. Temos de aceitar a responsabilidade pessoal pela elevação de nossas vidas.

Quando uma pessoa não se condena, quando não se inflige punições, quando relaxa um pouco mais e valoriza seu corpo e sua mente, ela começa a ter contacto com a noção básica de bondade fundamental existente nela.

Por isso é extremamente importante a disposição para abrir-se a si mesmo. Cultivar ternura por nós mesmos permite-nos enxergar com clareza tanto os nossos problemas como as nossas potencialidades; não nos sentimos compelidos nem a fechar os olhos aos problemas, nem a exagerar nosso potencial. Esse tipo de carinho e auto-estima é indispensável. É o ponto de partida para nos ajudarmos e ajudarmos aos outros.

Como seres humanos, possuímos uma base de trabalho que nos permite elevar nossa condição existencial e nos tornar plenamente animados. Essa base de trabalho está sempre ao nosso alcance. Temos a mente e o corpo, e eles nos são muito preciosos.

É por termos a mente e o corpo que somos capazes de compreender o mundo. A existência é maravilhosa, é algo precioso. Nenhum de nós sabe por quanto tempo viverá. Logo, enquanto estamos vivos, por que não usar a vida? Mais ainda, antes de usá-la, por que não lhe dar valor?

Como descobrir essa forma de apreço? 

Desejá-la na imaginação ou simplesmente falar sobre o assunto não ajuda. Na tradição de Shambhala, a disciplina para desenvolver tanto a auto-estima como o apreço pelo mundo é a prática de sentar-se em meditação. A prática da meditação foi ensinada pelo Buda há mais de 2.500 anos e desde então faz parte da tradição de Shambhala.

Está baseada numa tradição oral: desde a época do Buda essa prática vem sendo transmitida de um ser humano a outro. Assim, manteve-se como tradição viva, de modo que, embora seja uma prática antiquíssima, continua actual. Neste capítulo vamos abordar com algum detalhamento a prática da meditação, mas é importante lembrar que, para compreendê-la plenamente, é preciso receber orientação directa e individualizada.

Por meditação, entendemos aqui algo básico e muito simples, não vinculado a nenhuma cultura em particular. Estamos falando de um ato simplesmente fundamental: sentar no chão, adoptar uma boa postura e cultivar o sentimento de termos um espaço próprio, de termos nosso lugar na terra.
Esse é o meio de nos redescobrirmos e de redescobrirmos nossa bondade fundamental, o meio de entrarmos em sintonia com a genuína realidade, sem nenhuma expectativa, sem nenhum preconceito.

Às vezes a palavra meditação é empregada para designar a contemplação de determinado tema ou objecto: medita-se sobre isto ou aquilo. Meditando-se sobre uma questão ou sobre um problema, pode-se achar a solução para eles. A palavra também está ligada à busca de uma condição mental superior, através de algum tipo de estado de transe ou absorção.

Mas aqui nós falamos de um conceito de meditação completamente diferente: a meditação incondicional, sem nenhum objecto ou ideia fixados na mente. Na tradição de Shambhala meditar é simplesmente treinar nosso ser para que a mente e o corpo possam estar sincronizados. Através da prática da meditação podemos aprender a ser absolutamente autênticos, sem dissimulação: podemos aprender a viver plenamente.

A vida é uma viagem sem ponto final; é uma grande rodovia que se estende infinitamente no horizonte. A prática da meditação fornece-nos um veículo para percorrer essa estrada. A viagem está cheia de altos e baixos, de esperança e medo, mas é uma boa jornada. A prática da meditação permite-nos vivenciar todas as texturas da estrada, e é justamente nisso que consiste a viagem.

Com a prática da meditação começamos a descobrir que, afinal de contas, não há em nós nenhum motivo fundamental para nos queixarmos de coisa alguma.

Damos início à prática da meditação sentando-nos no chão com as pernas cruzadas. Simplesmente pelo fato de permanecermos ali, no instante presente, começamos a sentir que podemos moldar nossa vida e até torná-la maravilhosa. Percebemo-nos capazes de sentar como rei ou rainha num trono. A majestade dessa situação revela-nos a dignidade que há em sermos tranquilos e simples.

Na prática da meditação uma postura recta é extremamente importante. Manter as costas erectas não é uma postura artificial. É a posição natural do corpo humano. O estranho é justamente o contrário. Uma postura descuidada, com ombros caídos e costas recurvas, impede-nos de respirar de forma adequada, além de ser um indício de que estamos começando a ceder à neurose.

Assim, ao sentarmos erectos estamos proclamando — a nós mesmos e ao resto do mundo — nossa disposição para nos tornarmos guerreiros, seres plenamente humanos.
Para ter as costas erectas não é necessário fazer força e obrigar os ombros a se levantarem; a postura erguida vem naturalmente do ato de sentar com simplicidade, mas também com altivez, no chão ou numa almofada própria para meditar. Logo, se as costas estão rectas, não sentimos nenhum vestígio de timidez ou constrangimento, e assim não há por que abaixarmos a cabeça.

Não estamos nos curvando a nada. Por isso os ombros automaticamente se endireitam, e nossa percepção da cabeça e dos ombros começa a ficar mais aguçada. Podemos agora deixar que as pernas repousem naturalmente na posição cruzada; não é necessário que os joelhos toquem o chão. Completamos a postura apoiando levemente as palmas das mãos sobre as coxas, o que nos dá uma sensação ainda maior de estarmos assumindo de maneira adequada o nosso lugar.

Nessa postura o olhar não se perde em passeios a esmo. Temos a sensação plena de estarmos ali e não em outro lugar. Os olhos permanecem abertos, mas o olhar se inclina ligeiramente e estanca a cerca de dois metros diante de nós. Não vagueia de um lado para o outro, o que fortalece a sensação de algo deliberado e bem-definido.

Essa postura real pode ser encontrada em posturas egípcias e sul-americanas, assim como em estátuas orientais. Trata-se de uma postura universal, não específica de nenhuma cultura ou época.

No dia-a-dia também devemos estar atentos à postura, à posição dos ombros e da cabeça, ao modo de andar, de olhar para as pessoas. Mesmo quando não estamos meditando podemos dignificar nossa existência. Podemos superar o constrangimento e ter orgulho de sermos seres humanos. Esse orgulho é aceitável e bom.

Assim, na prática da meditação, sentando-nos com uma boa postura ficamos atentos à respiração. Ao respirar, estamos inteiramente ali, verdadeiramente ali. Com a expiração nós saímos de nós mesmos, nosso fôlego se dissolve e logo em seguida a inspiração naturalmente acontece. Então saímos outra vez. Ocorre assim um constante “ir embora” com a expiração.

Ao expirar nós nos dissolvemos, nos difundimos. Logo depois a inspiração se produz, naturalmente; não precisamos tomar conta. Simplesmente voltamos à postura — e estamos prontos para mais uma expiração. Sair e dissolver-se: chuuu…; em seguida, voltar à postura; logo depois, chuuu…, e voltar à postura.

Haverá então um inevitável clique! — um pensamento. Nesse instante nós dizemos: “Pensando”. Dizemos mentalmente, não em voz alta: “Pensando”. Rotular assim os pensamentos é uma poderosa alavanca para retornarmos à respiração. Quando um pensamento nos afasta por completo do que estamos realmente fazendo — quando já não percebemos que estamos sentados numa almofada, mas nos vemos em Nova York ou San Francisco —, nós dizemos: “Pensando“, e assim nos trazemos de volta à respiração.

O tipo de pensamento na verdade não faz diferença. Na prática da meditação sentada todos os pensamentos, sejam eles escabrosos ou benfazejos, são vistos simplesmente como pensamentos. Não são nem virtuosos nem pecaminosos. Pode-se pensar em assassinar o próprio pai ou ter vontade de fazer uma limonada e comer biscoitos.

Por favor, não nos escandalizemos com nenhum pensamento que tivermos: qualquer pensamento é apenas pensamento. Nenhum deles merece nem uma medalha de ouro nem uma repreensão. Limitemo-nos a aplicar-lhes o rótulo — “Pensando” — e voltemos à respiração. “Pensando”, e voltemos à respiração.

A prática da meditação é muito precisa. Deve acertar exactamente no alvo. É um trabalho bastante árduo; porém, se nos lembrarmos da importância da postura, isso levará à sincronização entre a mente e o corpo. Sem uma boa postura, a prática será semelhante ao esforço de um cavalo manco para puxar uma carroça: nunca funcionará. Assim, primeiro é preciso sentar e assumir uma boa postura.
Em seguida, tem início o trabalho com a respiração: chuuu…, sair, voltar à postura; chuu…, voltar à postura; chuuu… Quando surge um pensamento, nós lhe aplicamos o rótulo — “Pensando” — e voltamos à postura, voltamos à respiração. A mente trabalha em conjunto com a respiração, mas o corpo se mantém sempre como ponto de referência. Não trabalhamos apenas com a mente. Trabalhamos com a mente e o corpo, e quando ambos trabalham juntos, nunca abandonamos a realidade.

O estado ideal de tranquilidade provém da vivência da sincronização entre o corpo e a mente. Se o corpo e a mente não estão sincronizados, o corpo perde vigor… e a mente se perde por um caminho qualquer. É como um tambor malfeito: o couro não está ajustado à armação, logo, ou a armação se quebrará ou o couro acabará cedendo. A tensão entre eles nunca se mantém constante.

Quando a mente e o corpo estão sincronizados, então, graças à boa postura, a respiração se produz naturalmente. E como a respiração e a postura trabalham juntas, a mente dispõe de um ponto de referência para orientar-se. Como consequência, a mente pode sair naturalmente com a exalação.

Esse método de sincronização entre a mente e o corpo nos ensina a ser muito simples e a sentir que não somos nada especiais — somos seres comuns, extraordinariamente comuns. Nós apenas nos sentamos, como guerreiros, e desse ato nasce um senso de dignidade pessoal. Estamos sentados na terra — e percebemos que essa terra nos merece e que nós merecemos essa terra.

Estamos aqui — pessoalmente, com plenitude e autenticidade. Na tradição de Shambhala, portanto, a prática da meditação é indicada para educar as pessoas a serem honestas e autênticas, fiéis a si mesmas.

Em certo sentido, deveríamos ter a sensação de carregar um grande fardo: o fardo de ajudar o mundo. Não podemos nos esquivar a essa responsabilidade para com os outros. Porém, se assumimos esse fardo como um prazer, podemos realmente liberar o mundo.

O meio é este: começar por nós mesmos. Sendo abertos e honestos em relação a nós mesmos, podemos aprender a ser abertos também para com os outros. Desse modo, partindo da bondade que descobrimos em nós, podemos trabalhar com o resto do mundo. Por esse motivo, a prática da meditação é vista como um bom meio — aliás, um excelente meio — de vencer a guerra no mundo: nossa guerra pessoal e as guerras em maior escala.

Chögyam Trungpa, Shambhala: a trilha sagrada do guerreiro.
Tradução de Denise Pegorim. Supervisão técnica e notas de Lincoln Berkley.

São Paulo: Cultrix, s.d., p. 37-44. Copyright 1984 by Chögyam Trungpa.

quarta-feira, novembro 20, 2013

Impressionante GANDHI ...



Quando Gandhi estudava direito na Universidade de Londres tinha um professor chamado Peters, que não gostava dele, mas Gandhi nunca baixou a cabeça e eram vários os seus recontros.


Um dia o professor estava a comer no refeitório e Gandhi sentou-se à mesma mesa. O professor disse-lhe:

- Senhor Gandhi, você não sabe que um porco e um pássaro não comem juntos?


- Ok professor, já estou a voar… E mudou de mesa....

O professor, rubicundo, resolve vingar-se no exame seguinte, mas ele respondeu brilhantemente a todas as perguntas. Então resolveu fazer-lhe a seguinte pergunta:

- Senhor Gandhi, indo o senhor por uma rua e encontrando uma bolsa, abre-a e encontra a sabedoria e muito dinheiro. Com qual deles ficava?

- Claro que com o dinheiro, professor.

Ah pois, eu no seu lugar ficaria com a sabedoria…

- Tem razão professor, cada um ficaria com o que não tem!

O professor furioso escreveu na prova “Idiota” e entregou-a.
Gandhi recebeu a prova e sentou-se. Alguns minutos depois foi ter com o professor e disse-lhe:

- O professor assinou a prova, mas não pôs a nota…

quarta-feira, outubro 30, 2013

ASTHANGA YOGA de Patanjali - os oito braços do Yoga

1º YAMAS (abstenções)

1 - Ahimsa: não violência  – (arrímissa)  - A não-violência começa com você mesmo. Na prática de Yoga significa respeitar seus limites.
Não sejas violento com as pessoas, com os animais e com a natureza, mas antes de tudo, não sejas violento contigo mesmo.

 2 - Satya: não mentir  – (sátyá)   Significa falar a verdade e viver com autenticidade.
Vive tua vida dentro dos princípios da verdade e no compromisso de seres sempre verdadeiro contigo mesmo. 

Estar aberto para a verdade significa, aprender a ouvir, aprender a fluir com os factos e parar de lutar. Adaptar aquilo que realmente vemos com aquilo que gostaríamos que fosse. A mente deverá estar quieta, sem o movimento do pensamento que faz ruídos e traz os ecos da memória. A verdade será percebida pelo ato de atenção, pela observação.

3 - Asteya: não roubar – (astêiá)  significa não se apropriar de algo que não lhe pertence, seja um objeto, o tempo ou a ideia de outra pessoa.
Não desejar aquilo que não te pertence. Aprende a olhar sem desejar.

O olhar que apenas olha, não cobiça. Todas as coisas que são necessárias para nós virão para nossas mãos. Precisamos aprender a ter paciência e esperar a hora certa. O que obtemos fora da hora não nos pertence de verdade. Muitas vezes nos tornamos prisioneiros de nossas posses e perdemos nossa paz.

4 - Brahmacharya: não exagerar  – (brãama- tchária) Podemos entender como moderação: na alimentação, no consumo, no uso do dinheiro.
Aprende a controlar os excessos cometidos pelo corpo e pela mente.

Aqui é necessário o conhecimento dos limites. Nossos limites são nossos melhores mestres. Quando aceitamos e compreendemos o limite, estamos aptos para transcende-los. Limites não devem ser vencidos, mas expandidos. Em alguns casos, precisamos nos impor a certos limites relacionados com o desejo, prazer e vícios. 
Em asana, significa estar consciente através da percepção  até quanto podemos nos aprofundar na pose sem forçar o corpo.

5 - Aparigraha: não ter apego  – (aparigrárra) o desejo de ter mais e mais, e nunca estar satisfeito, traz infelicidade.
Tudo o que fizeres na vida, deverá partir de um ato de desapego. O apego invalida toda a acção e a torna objecto do ego.

Desapego não significa doar seus bens e ir viver debaixo da ponte ou na solidão dos Himalaias. Desapego significa não acumular coisas desnecessárias tanto físicas como intelectuais. É bem mais difícil desapegar-se de uma ideia ou pensamento do que de objectos  O apego é um reflexo do medo. Apego é medo e necessidade de segurança.
Em asana, o desapego deve ser a acção que se une ao desempenho. A asana deve ser nova a cada execução. O trabalho anterior precisa ser desvinculado da memória e desta forma, a asana nasce nova a cada dia.

 2º NYAMAS (promoções)

Os Niyamas são a segunda parte dos oito passos do Raja Yoga. são cinco atitudes que devemos promover em relação a nós mesmos.

1 - Shaucha: purificação - (sautchá)   comer alimentos saudáveis, praticar ásanas e pranayamas e ter a mente livre de sentimentos como ódio, cobiça e orgulho.
Mantém a pureza do corpo, dos pensamentos e das atitudes.

A mente mantém-se pura através de um estado de observação sem julgamento. Cria-se desta forma uma atitude de imparcialidade. A mente deverá ser mantida em estado de pureza (inocência) durante a asana significando que esta mente deverá estar concentrada.  

2 - Santosha -  contentamento/ aceitação – (samtôchá) - a felicidade não deve depender de acontecimentos externos ou de outras pessoas. Uma mente descontente não se pode concentrar.
Faz o que tens a fazer com alegria e desprendimento.

Samtosha é entregar-se a qualquer tarefa com dedicação e imparcialidade por mais que a tarefa nos desagrade. Samtosha nos ensina a ver em cada coisa que nos acontece um motivo para aprender.

3 -Tapas: auto-disciplina – (tápas) Tanto na prática de ásanas como na vida, deves ter determinação e disciplina.
Dedica-te com amor e paixão a tudo o que fazes.

Disciplina é criar espaço na nossa vida para que o Yoga seja praticado regularmente, para que se torne o centro do movimento da vida, para que toda a acção externa parta deste centro. A disciplina manifesta-se em atitudes corretas em relação ao Yoga, ao instrutor e companheiros. A verdadeira disciplina não é um ato de compulsão, de repressão, mas um ato de amor.

"O que nos cativa também nos guia e protege.
Apaixonadamente entregues a algo que amamos,  atraímos uma avalanche de magia que nos aplaina o caminho, dá o prumo, argumenta, discorda, carrega-nos consigo sobre os abismos, os medos, as dúvidas."  

(Richard Bach - De A ponte para o sempre)

4 -Swadhyaya: estudo de si mesmo – (suádiáiá) A pessoa que pratica a swadhyaya lê seu próprio livro da vida.
Torna-te um estudante de ti mesmo através da observação, e descobre em ti o teu verdadeiro ser.

Disposição permanente para o aprendizado do novo. Disposição para a mudança. É a atitude e a postura de estar sempre, em primeiro lugar, aprendendo a auto conhecer-se. Este conceito envolve também a consciência de que todo o aprendizado, deverá, antes de tudo, libertar-se. Tudo que aprisiona o homem deve ser descartado

5 -Ishvara Pranidhana: devoção – (ichuára pranidâna) estar em unidade com Deus, reconhecer em nós parte integrante deste Universo
Entrega teu corpo e tua alma incondicionalmente ao Poder Superior que te guia e ampara. 

Isvara Pranidhana  é a confiança na existência e na sabedoria de algo maior do que o nosso próprio “eu” que nos conduz sempre para as melhores situações e condições. Neste ato incondicionado de entrega que ultrapassa as barreiras do ego, bloqueios desaparecem, abrimos o nosso ser que se conecta definitivamente com o Sagrado. Neste estado, onde as ponderações racionais da mente não existem, permitimos que os mecanismos naturais de cura entrem em funcionamento desfazendo os bloqueios e promovendo o retorno ao equilíbrio. A vida guia-nos sempre pelos caminhos do aprendizado e este caminho não necessita ser trilhado com dor. A dor e o sofrimento são resultados da resistência contra os factos.  

3º ASANAS:- (ásanas) 

- posturas físicas. Segundo Patanjali, a ásana deve ser estável e confortável. A prática traz saúde e disciplina para a mente.
Educa o teu corpo dentro dos princípios de yama e niyama para que ele se torne um instrumento para a tua conexão com o sagrado. Para que as doenças não te aflijam, para que a beleza da forma adorne a beleza do conteúdo, para que te tornes leve como os pássaros e ágil como os peixes tornando-te assim, um templo digno para a morada do espírito.

As asanas existem tal como são há milhares de anos. São perfeitas em si mesmo e não podem ser alteradas. As asanas atuam de forma subjacente no nosso corpo provocando profundas modificações psicofísicas.
Hatha Yoga visa o auto conhecimento e a ferramenta que se utiliza para este processo, é o corpo. Muito se tem lido sobre asanas mas, até hoje, ninguém pôde afirmar com exactidão científica, qual o  mecanismo completo da sua acção sobre o ser humano. Sabe-se que, enquanto a prática avança, profundas modificações de ordem física e psicológica ocorrem. Por isto, precisamos entender a "forma" perfeita da asana através do alinhamento, do equilíbrio, da busca do centro de gravidade e da direcção.
 
4º PRANAYAMA: - (prânáyâmá) 

Controle da energia vital (prana) por meio da respiração. O pranayama fortalece o sistema respiratório e acalma o sistema nervoso, favorecendo a concentração.
Aprende a conectar a respiração aos teus movimentos, ações e pensamentos.  

A vida da postura é a respiração. É através dela que a asana flui e acontece. Técnicas respiratórias avançadas só podem ser ensinadas por pessoas altamente qualificadas e você jamais deverá tentar aprender isto pelos livros.  

 A aptidão do aspirante para treinar e progredir no Pranayama deve ser avaliada por um mestre experiente e é essencial sua supervisão.



5º PRATYAHARA: - (prátiarrára) 

O controle dos sentidos.   
Aprende a fluir com tudo o que te cerca, de tal forma que conseguirás abster-te dos próprios sentidos. Assim, ouvirás o silêncio do universo no meio da batalha e conseguirás permanecer em paz no meio do tumulto.

Pratyahara capacita-nos a manter um estado de paz em qualquer circunstância.

6º DHARANA: (dá râ ná)

concentração e atenção fixa num único ponto.
Aprende a focar tua mente, tua atenção e teu pensamento em um único objecto da tua escolha e este foco será poderoso como a luz coerente de um lazer.

Dharana é concentração. Nosso cérebro não consegue passar directamente para um estado de não acção. Antes, precisamos da concentração como uma espécie de disciplina, como uma pista de descolagem que não será mais necessária durante o voo mas o é para que o avião possa subir. Da mesma forma, a meditação não é em absoluto concentração, mas necessita desta como base de lançamento.

7º DHYANA: 

A meditação.  (dí- â- )
Pelo poder da atenção completa, ingressarás em outro estado mental, onde o silêncio é o portal para a conexão final com a fonte da sabedoria plena.

O silêncio é o estado da meditação onde não há desejo, compulsão, dor, alegria, sofrimento, prazer. A personalidade não penetra este portal.

8º SAMADHI: (samád-rí )

O estado de comunhão com Deus. Comunhão completa com a Fonte, estado de união plena (Sagrado), de Graça, Uno.
 
Existe um  lugar no Universo,  
que é de paz, alegria, amor e sabedoria.
Existe um lugar em ti,
onde todo este  universo habita...
E quando tu estás neste lugar, em ti
E eu estou neste lugar, em mim
Nós somos Um!


Namasté!