quarta-feira, setembro 19, 2007

Quem ama sai na frente

O desenvolvimento do Espírito em sua jornada para a plenitude dá-se em duas frentes.
Ele necessita burilar o intelecto e os sentimentos.Variadas experiências se sucedem, a fim de que esse aperfeiçoamento ocorra.
O destino final de todos é o mesmo: a angelitude.
Ao contrário do que muitas vezes se imagina, os anjos não são seres apartados da Humanidade. Não se trata de privilegiados, perfeitos desde a origem.
Eles são apenas nossos irmãos mais velhos. Por obra de seu esforço, atingiram a meta, que consiste na plenitude da evolução intelectual e moral. Infinitas foram as lutas que travaram em seu longo jornadear pelas fileiras da Humanidade.
A liberdade de que todos os Espíritos gozam permite que os caminhos sejam diferentes. Alguns se apaixonam pelas maravilhas da arte. Outros encontram na filosofia a razão de inúmeras vidas. Há quem se encante pelos raciocínios lógicos das ciências exactas. Todos os ramos do conhecimento se entrelaçam. No zénite evolutivo, os talentos e o saber são plenos, qualquer que tenha sido o caminho trilhado. Mas há uma peculiaridade concernente ao burilamento dos sentimentos. Ele facilita bastante o processo evolutivo como um todo.
A liberdade constitui pressuposto do aprendizado. Não é viável adquirir discernimento sem poder fazer opções. Mas a contraparte obrigatória da liberdade é a responsabilidade.
O Espírito é livre para agir, experimentar e aventurar-se. Contudo, responde por tudo o que faz. Quando se permite atitudes equivocadas, registra desequilíbrios em sua consciência.
Tais desequilíbrios se manifestam na forma de bloqueios, fobias e enfermidades.
Às vezes são necessárias muitas encarnações para propiciar a limpeza psíquica do que se fez em apenas uma. As posições de poder são as que mais ensejam profundas e longas crises de consciência. Enquanto gasta tempo para se equilibrar, o Espírito retarda seu processo evolutivo. A rigor, a evolução sempre ocorre, pois as experiências vão propiciando um irresistível amadurecimento. Mesmo do erro sempre surgem proveitosas lições.
Entretanto, as lições oriundas de grandes equívocos tendem a ser sofridas e trabalhosas. Justamente por isso o amadurecimento do senso moral constitui um poderoso impulsor da evolução. Quem se compadece do semelhante não comete desatinos contra ele.
Por vezes erra, pois a perfeição é a meta final, ainda distante da Humanidade em geral. Mas tais erros são oriundos da ignorância e não da maldade. Jamais possuem conotação cruel e são de fácil reparação. Assim, quem luta por se aperfeiçoar moralmente se abstém de inúmeras dores.
Ao desenvolver pureza, deixa de cometer desatinos na área da sexualidade.
Tomando gosto pela conduta honesta, não assume compromissos com o património alheio, público ou privado.
Ao adoptar o trabalho e a prudência como roteiros de vida, jamais se torna um peso para os semelhantes.
Em suma, o desenvolvimento moral evita muitos erros. Consequentemente, furta o Espírito da necessidade de sofridas actividades reparadoras.
Se você deseja trilhar em paz o caminho para o Pai, burile os seus sentimentos.
Afinal, quem ama sai na frente.
Pense nisso.

domingo, setembro 16, 2007

Mutantes

Autor: DEEPAK CHOPRA- É indiano radicado nos EUA desde a década de 70. Médico formado na Índia, com especialização em Endocrinologia nos Estados Unidos. Filósofo de reputação internacional, já escreveu mais de 35 livros. É um dos mais respeitados pensadores da atualidade. Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos! Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente. A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse. Suas células estão constantemente processando as experiências e metabolizando-as de acordo com seus pontos de vista pessoais. Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Você se transforma na interpretação quando a internaliza. Quem está deprimido por causa da perda de um emprego, projeta tristeza por toda parte no corpo. A produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria. Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos. A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido. O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia. Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: “ Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos.”Você quer saber como esta seu corpo hoje? Lembre-se do que pensou ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!” Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!”

sexta-feira, setembro 14, 2007

mãos...mães...

Mãe enquanto tiveres a inocência nas mãos, não haverá morte que te pegue... Mãe, tens as mãos mais maravilhosas que eu conheço. São tão perfeitas e lindas, que só de olhá-las vale de repente a minha vida viver. Jamais a morte possuirá umas mãos assim, tão imaculadas e inocentes. As mãos que transportam a graça de uma criança. Sinto que o mais importante em mim te devo a ti Afinal quem me amou assim tanto?

quinta-feira, setembro 13, 2007

Cai sobre a cidade um calor abafado. Entre os gazes brancos dos motores ruidosos andam as pessoas como formigas.

milhares, incessantes, suas antenas são os olhares e as vibrações que transmitem comunicações de toda a espécie. receios, temores, pressas, reprovação, pressas, solidão, alegria, curiosidade, reprovação, pressas… presas junto e sob o alcatrão sujo.

Subo uma escada gigante, degrau após degrau, passo o capacete de monóxido e atrevo um olhar para baixo são formigas que parecem pessoas…

quarta-feira, setembro 12, 2007

SOLILÓQUIO

À sombra do velho carvalho, sob seu aroma doce e penetrante, as pessoas passam.
Eu em silêncio descanso uma homenagem a seus pés.

Beleza efémera do corpo, da juventude. No entanto um direito a defender que a todos deve assegurar o tempo necessário aos prazeres e às aprendizagens.

Porque associamos tantas vezes a aprendizagem com algum tipo de processo de sofrimento? Porque ensina, por força a evitá-lo, … a absorvê-lo?
Seremos todos como contas de um enorme rosário? Nossos dias desde o inicio de cada um, serão um tipo de prece? Até onde chegaremos?
Que transformações mesmo ao nível físico estão em curso?
Serão estas questões emergentes em catapulta a confirmação de um plano de uma complexidade que nos abarca de forma tão vasta e complexa que ilude os sentidos, que condiciona os comportamentos…
As respostas ficam pra depois, para que agora viva o espaço de meus afectos e quiçá um dia, maiores revelações.
Drama? – ver uma resposta pronta junto de uma questão cega.
Parece ao olhar na praça os humanos e suas máscaras personas, que a vida ironiza de verdade. Não é que conseguiram quase tudo planeado desde a aurora do dia sobre todos os vizinhos e sobre todos os objectos, e sobre si mesmos ainda nem um sopro ao entardecer.
Como se a vida tivesse ideias próprias acerca de nossos destinos e nos contrariasse frequentemente. Tantas contagens e nada sobre nós próprios. Tantas vezes simplesmente... "não encaixa".

terça-feira, setembro 11, 2007

Time Enough For Tears

contra o vento que voa, de que vale atirar calhaus?
se aquilo que dói por se ir embora, tão breve volta intacto e sem demora...
... a história de cada um tem... contornos prá além dos sentidos percebidos.
que dos factos todos em pedaços.... a vida se constitui num todo.

domingo, setembro 09, 2007

que será de mim...

que será de mim... agora,
mãe que estás de partida para uma viagem
que será agora de mim... sem as tuas mãos...
o sangue da minha espiritualidade

terça-feira, agosto 28, 2007

Frases de Paramahansa Yogananda

A verdadeira prática da religião consiste em sentar-se quieto, em meditação, e conversar com Deus... A maioria dos freqüentadores de igrejas não consegue ficar sentada quieta por uma hora, a não ser que alguma atividade esteja ocorrendo o tempo todo, para distrair suas mentes.

Os que pensam em Deus brilham pouco, mas não são capazes de dar luz ao mundo. Pessoas religiosas comuns são como estrelas, emitindo apenas uma débil luz.

Quem não está disposto a renunciar a tudo o que possui para encontrar Deus não O conhecerá. Quem pretende conhecer Deus deve ser capaz de abandonar tudo o mais por Ele.

Não há forma de serviço maior que falar de Deus. Se você convencer alguém de que o caminho do erro leva ao vale da morte e que o caminho da meditação, à vida eterna, terá dado algo mais valioso do que um milhão de dólares. O dinheiro é perecível, mas a realização divina nos acompanhará além dos portais do túmulo.

Para quem se comporta mal, o Ser é um inimigo. Ajude o Ser e Ele o salvará. Não há outro salvador, além do seu Ser.

Ser iogue é meditar. Assim que acorda de manhã, o iogue não pensa primeiro em alimentar o corpo; ele nutre a alma com a ambrósia da comunhão com Deus. Saciado com a inspiração que sua mente encontrou, ao mergulhar profundamente na meditação, está apto para cumprir com êxito todos os deveres do dia.

Ao analisar o que você é, tenha o firme desejo de eliminar suas fraquezas transformar-se no que deveria ser. Não se permita desanimar com imperfeições que são comumente reveladas através de uma auto-análise sincera.

Que o homem eleve o eu pelo eu; que o eu não se degrade. Para aquele cujo eu foi conquistado pelo Ser, o Ser é o amigo do eu; mas, em verdade, o Ser comporta-se de maneira hostil, como um inimigo, para com o eu que não foi subjugado.

Você agora está limitado; quando, porém, pela meditação diária e profunda, puder transferir sua consciência do finito para o Infinito, será livre. Você não se destina a ser prisioneiro do corpo. Você é filho de Deus e deve viver à altura dessa herança divina.

As pessoas mundanas buscam as dádivas de Deus, mas o sábio busca o próprio Doador. Nosso empenho deve ser não apenas adquirir segurança financeira e boa saúde, mas procurar o significado da vida. A vida: de que se trata?... Quando pensamos com suficiente profundidade, encontramos uma resposta em nosso interior. Esta é uma forma de prece atendida.

Não deixe que ninguém o chame de pecador. Que importância tem o que você foi ontem?

Você é filho de Deus, agora e sempre.

(enviado por uma querida amiga)

terça-feira, agosto 21, 2007

ARTICULADORA DA PAZ

O mundo ainda é dos homens. São eles que dominam o mercado financeiro, a política, as nações. São eles que ditam a moda, que dizem como a mulher deve se vestir, se calçar. Hoje, a moda é ser magra, Top Model, busto grande, medidas certinhas. Os homens querem assim e as mulheres se submetem. Ao menos, uma porção delas, que idealizam que o bom é ser fotografada, cobiçada e adulada. Para isso, não há medida para os sacrifícios. Dietas rigorosas, malhação, poções ditas milagrosas para manter a forma física impecável. As revistas que trazem receitas com dietas emagrecedoras vendem edições sem conta. E as mulheres colocam silicone aqui, acolá, para ficar como dita a moda. Submetem-se a cirurgias e modificam o nariz, a face. E se entregam a toda sorte de atitudes, para aparecerem na revista, no jornal, na televisão. Vestem trajes que deixam à mostra o busto, as pernas, as costas. Quase tudo. Cós baixo, mini blusa, calça ajustada nas coxas, saia curta. Paradoxalmente, estamos vivendo o momento em que 56% das cadeiras universitárias são ocupadas por mulheres. Momento em que as mulheres se sobressaem na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. Momento das mulheres que assumem o lar, vão à luta, sustentam a casa, educam os filhos sozinhas. Mulheres de coragem que não temem levantar pela madrugada, preparar o café, levar os filhos para a creche e enfrentar oito horas de trabalho. Depois, buscar os filhos na creche, ajudar fazer a lição, cozinhar, lavar, passar. Todo dia, seis ou sete dias por semana. E, quando chega o domingo, é preciso levar as crianças ao parque, andar de bicicleta, ajudar a estudar para a prova. Uma rotina infindável! E ei-las ativas. Heroínas anônimas, que não aparecem na TV. Muitas delas já abandonaram a silhueta da mocidade há muito tempo. Aumentaram o tamanho do manequim, depois de muitas crianças geradas. As pernas não têm a elegância das modelos. São pernas rijas, por vezes crivadas de varizes, por cuidados que não puderam se permitir, por repouso que não puderam gozar. Por esforços além do possível que tiveram que empreender. São essas mulheres as articuladoras da paz. Elas detestam a guerra, as gangues, a violência. Porque isso tudo lhes rouba os filhos, razão de sua própria vida. Por isso, elas lutam por mais vagas nas creches. Por mais segurança na saída das escolas. Por isso elas educam os filhos no lar, ensinam valores morais, comparecem aos templos religiosos. As mulheres. Articuladoras da paz. Por elas, os problemas seriam resolvidos na mesa das discussões, sem confrontos bélicos, que fazem jorrar sangue. Por elas, todas as crianças teriam um lar, comida, roupa, creche, escola. Todas ganhariam presentes no natal e teriam doce à mesa, para a sobremesa. Todas poderiam tomar sorvete, andar de roller e de skate. Isso porque a mulher mãe não distingue os seus dos filhos alheios. Ela sabe o que é gerar e amar um filho. Ela sabe o quanto dói a dor do filho. Oxalá esteja próximo o dia em que as mulheres objeto se unam a essas lutadoras de todos os dias. Oxalá se unam e mostrem toda sua força. Oxalá... Porque desejamos paz ao Mundo. Desejamos ter crianças brincando no parque sem medo. Jovens nos bancos universitários. Mulheres que honram o Mundo com suas presenças. "a partir de pronunciamento da roqueira Rita Lee"

sexta-feira, agosto 03, 2007

baseado em factos reais

Aconteceu num estádio. O público comparecera para assistir disputado o jogo da temporada. Nada menos que vinte mil pessoas aguardavam.

Uma menina, de apenas 13 anos, ganhara como prémio, a honra de cantar o Hino Nacional do País, os Estados Unidos, na abertura do grande evento.

De vestido longo, cabelo penteado e um belo sorriso nos lábios, ela agarra o microfone e inicia a execução. Afinadíssima, sua voz se projecta, emocionada, pelo imenso estádio. Então, o braço treme, ela engasga, esquece a letra.

A câmara televisiva a mostra em grande plano, os olhos marejados de lágrimas, aguardando ansiosamente alguém próximo que a ajude.

Ela se vê absolutamente só. Treze anos. Uma menina. Sozinha, ali, no meio.

O público ameaça uma vaia. E ninguém toma a iniciativa de ir até lá para ajudar. Todos ao seu redor a observam, parados. De repente, um homem se destaca e caminha ao seu encontro. É Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers.

Postando-se ao lado de Natalie Gilbert, a jovenzinha assustada, ele a abraça. Ela intenta esconder o rosto em seu peito. Mas o homem alto, encorpado, começa a cantar, incentivando-a a que faça o mesmo. Ela vacila, mas ele continua, entusiasmando-a. E, depois, com gestos, incentiva o povo a que cante junto. E, o público, compenetrado agora, percebendo a grande lição de solidariedade do técnico, canta. Logo mais, o estádio inteiro forma um único coro, emocionado e vibrante. E Natalie Gilbert conclui o Hino. Olha para o seu salvador e diz: "Muito obrigada".

Um homem, um gesto fez a grande diferença. Aquela menina poderia sair dali traumatizada, acreditando-se a última das criaturas, por ter falhado em hora tão importante. Mas a alma solidária de Mo Cheeks não somente a auxiliou, tanto quanto deu uma lição a vinte mil espectadores. Uma lição de solidariedade. Uma lição da atitude de um verdadeiro líder, de quem se importa com o outro.

Demonstrou que, quando alguém está em dificuldades, quem estiver mais próximo, tem o dever de ajudar. Ensinou a utilizar a empatia. Será que todas aquelas pessoas ali reunidas não pensaram, por um minuto sequer, que poderia ter acontecido com eles, se estivessem no lugar dela? Será que tantos pais e mães ali presentes não pensaram que poderia ser a sua filha a ter aquele esquecimento?

Naquele dia, Natalie Gilbert realizou o que se propôs. E Mo Cheeks demonstrou a diferença que faz um ser humano no Mundo.

Todos nós, onde quer que nos encontremos, podemos e devemos fazer a diferença. Quando todos observam alguém que perde o equilíbrio, ou tropeça e cai, podemos ser aquele que estende os braços para amparar. Ante alguém que derruba pacotes em plena rua, podemos ser a mão que auxilia. Oferecer-se para trocar um pneu, providenciar algumas compras, atender uma criança por alguns momentos. Quem de nós, onde esteja, não pode fazer algo simples, mas muito especial?

Algo que expresse que o ser humano é um ser de extraordinário potencial de amor, que é accionado ao mais discreto movimento da necessidade alheia.

Pense nisso e, seja você, onde estiver, a criatura especial que faz a grande diferença no Mundo.Um exemplo para imitar. Um líder para seguir.