quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Amar a família ou comprar uma família?

Desde pequenos um hábito se instala em nós: resolver problemas comprando coisas. Você já percebeu como essa situação é bastante comum? Começa quando as crianças vêem anúncios na TV e pressionam os pais para que lhes comprem brinquedos e doces. Por sua vez, pais e mães também são levados a acreditar que seus filhos serão mais felizes se tiverem mais e mais coisas materiais. É o consumismo se instalando. Em vez de enfrentarem essa crise educando a criança, em geral os pais a satisfazem. É uma atitude que reforça a crença de que se pode ter tudo e que as coisas materiais são a razão da felicidade. Muitos pais, inclusive, tentam compensar as longas horas ausentes de casa fazendo compras exageradas. Enchem os filhos de objetos e, rapidamente, as crianças aprendem a negociar. Tornam-se cada vez mais exigentes e consumistas. Na adolescência, as compras continuam: aparelhos eletrônicos substituem os brinquedos. São celulares, computadores e jogos eletrônicos de imediato substituídos, quando surgem novos modelos. As mesadas se tornam maiores e logo os filhos desaparecem de casa, em companhia de amigos. Vivem em noitadas intermináveis, com fácil acesso ao álcool, fumo e drogadição. O passo seguinte é comprar-lhes um carro, um apartamento... E cabe então a pergunta: Nessas quase duas décadas em que vivem com os pais, que aprenderam? Que exemplos receberam? Será que conhecem verdadeiramente seus pais? Estão preparados para amar ou para comprar? E o que dizer dos pais? Será que realmente conhecem seus filhos? Sabem de seus sonhos e aspirações? Já ouviram suas frustrações e problemas? Chega-se então ao mundo adulto. E as situações infelizes continuam a ser resolvidas à base de compras. Roupas e sapatos, carros, vinhos, jóias. A ostentação esconde a infelicidade. Falsa é essa felicidade baseada em ter coisas. Ela estimula o materialismo e destrói o que temos de mais belo: a convivência familiar, a construção de lembranças preciosas. Amar a família inclui sustentá-la em suas necessidades, prover o estudo dos filhos, garantir alimentação e lazer. Mas, muito diferente é substituir a presença do amor pelo presente – por mais ricamente embalado que seja. Um filho é uma dádiva Divina. Uma responsabilidade que inclui não apenas dar-lhe coisas materiais, mas dar-lhe suporte emocional, psicológico. É preciso falar com os filhos, conhecê-los, sondar o que pensam, refletir sobre o que fazem. O mesmo vale para o casal: depois de alguns anos de convivência, as conversas, antes tão íntimas, costumam ser substituídas por presentes, como flores e jóias. Aos poucos se esvai a cumplicidade, a parceria e até a atração. E os pais? Envelhecem sozinhos, cercados de enfermeiras ou de pessoas pagas para tomar conta deles. Velhos pais, isolados, com suas manias e conversas que ninguém quer ouvir. Quão felizes seriam com visitas e conversas mais longas. Por tudo isso, reflita hoje: Estou amando ou comprando minha família?

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Aura

Criei um hábito que pensei que me iria servir. Adoptei um sonho que julguei próprio para mim. Apaixonei-me então pela forma colorida do teu ar, e nele acreditei renascer para que de mim nasça... O principio do mundo.
De um sonho criei uma expectativa. De um súbito momento um pesadelo.
Combinei assim, a falta que me faz, ver as luzes do teu ser sem tu saberes, e amar-te assim silenciosamente,
pelo que me ensinas.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Previsões que deram errado

Como você lida com os obstáculos que o Mundo apresenta em sua caminhada? Como você recebe as oposições das pessoas, em relação a suas habilidades, ao seu potencial? Do que realmente somos capazes? Alguns casos célebres de previsões e julgamentos do Mundo que deram errado, talvez possam iluminar estas reflexões e inspirar nossa jornada: Após o primeiro teste cinematográfico de Fred Astaire, o memorando do Diretor de testes da MGM, datado de 1933, dizia assim: Não sabe representar! Ligeiramente calvo! Dança um pouco. Astaire conservou este memorando pendurado sobre a lareira, em sua casa, em Beverly Hills. Beethoven segurava o violino desajeitadamente, e preferia tocar suas próprias composições, ao invés de aperfeiçoar sua técnica. Seu professor julgava-o um compositor sem futuro. Os pais do famoso cantor de ópera Enrico Caruso, queriam que ele fosse engenheiro. Seu professor lhe disse que ele não tinha voz e que não poderia cantar. Um dos professores de Albert Einstein o descreveu como: Mentalmente lento, insociável e eternamente mergulhado em seus sonhos imbecis. Louis Pasteur foi apenas um aluno mediano nos estudos do ensino fundamental. Ficou em décimo quinto lugar entre os 22 alunos de Química. Dezoito editores recusaram a história de 10.000 palavras de Richard Bach sobre a gaivota sublime. Finalmente, em 1970, uma editora resolveu publicá-la. Em 1975, já havia mais de sete milhões de exemplares vendidos, apenas nos Estados Unidos. Todos esses expoentes mostraram ao Mundo que seu julgamento estava errado. Mostraram que somos nós apenas, na intimidade de nossa força de vontade, de nosso brilhantismo secreto, os únicos aptos para saber do que realmente somos capazes. Os julgamentos do Mundo, das pessoas, são completamente insuficientes para avaliar o imo de nosso ser. Avaliam situações momentâneas, cenas estanques, experiências isoladas, mas nunca aquilatam a potencialidade da alma. Assim, todos esses gênios e tantos outros anônimos na Terra, de tempos em tempos surpreendem o Mundo com seu esplendor. Ninguém melhor do que eles conheceu a palavra obstáculo. Mas, certamente, não encararam as adversidades, as barreiras, como a maioria de nós ainda as enfrenta. Onde ainda vemos impedimento, oposição, eles vêem superação, vêem oportunidade. Oxalá se faça próximo o dia em que possamos olhar para trás, em nossas vidas, após uma grande conquista, e dizer: O Mundo estava errado. Eu fui capaz. Celebremos a auto-superação sempre que possível. Instauremos este hábito em nossos filhos desde pequenos, mostrando-lhes que as derrotas fazem parte do caminho, e que, ao invés de nos puxar para trás, quando bem compreendidas, nos impulsionam para frente. E quando das vitórias, ao invés de erroneamente inflar-lhes o orgulho, fazendo comparações tolas com os outros, lembremos de lhes mostrar que estão melhores do que eram, e que isto é o mais importante.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Se o silêncio vale? Não ocupa ele espaço? O silêncio ocupa o espaço das coisas vãs - e depois por ele transpiram as essenciais. A respiração, é o som da natureza em suas distâncias também. Quando se ocupa a dimensão próxima de ruído, como há-de intuir-se o som distante? Em cada um, de dentro tem algo, algo que constitui razão primeira de sua existência. Razão primeira de vida é chegar até lá. Como chegar até lá, é razão de uma existência. O resto, é demasiado residual para ser considerado, à luz do essencial.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

O nosso modo de vida, tão comprometido com os ideais, com as regras, com o inferno e com o céu, tanto tudo se torna virtual quando acordas? Já reparaste quando de ti é virtual? Por analogia, quanto de ti é essencial? Conheces isso? essa parte? Ou vives planificando a vida, como se ela pudesse ser previsivel. Todos tão comprometidos, sem dar qualquer beneficio ás grandezas de criança, que da inocência acontece. Fomos para onde? Onde estamos de verdade? Quais as crenças que te convence? Ainda tens? eu não....

domingo, fevereiro 03, 2008

Tudo cresce por si mesmo

Agora, neste momento,onde quer que esteja,sente o coração tranqüilo,a alma leve, a mente junto da luz...A luz que habita teu ser,que corre os dias contigo,que varre as noites para que fiques tão somente com as estrelas.Sente este momento, o ar que te rodeia,a vida que pulsa perfeita em ti.Vê, há sempre dois caminhos à frente.Dois caminhos esperando pela tua opção.O sim e o não, o sol e a lua, o céu e o inferno...A opção que tomares transformará teus próximos momentos em alegria ou decepção.Não descuida de ti.Dá sempre ao teu reino, o melhor.Caminha com a alegria e aprende com a tristeza.Tem sempre à mão a chama viva do discernimento, e no coração, a certeza de estar acompanhado, de estar protegido.E deixa que os dias venham,que os dias aconteçam...E que junto deles tu possas ir,vivendo a cada momento, aceitando a transformação dos tempos,do teu ser e daqueles que contigo habitam.Simplesmente vivendo, respirando e dando-te a oportunidade única de ser, de sentir e aprender que, a cada dia, muito está reservado para ti.Sê feliz agora e deixa... Tudo cresce por si mesmo.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

mais além

o mais belo, trás em si um sentido de uma força transcendente.
Conjunga sábiamente o passado e o futuro.
Vivencia no ser a experiência da realização e jamais é fruto de infortunio
Trás também em si mesmo o "desvendar do véu", a capacidade de ver mais além...

quinta-feira, janeiro 24, 2008

a necessidade de voltar...

Convite à juventude
Narra-se que, entre a Judéia e a Síria, na cidade de Sebastes, também chamada a "Rainha do Ponto", pelos anos trezentos, 40 jovens deram sua vida por amor à verdade. Eram todos legionários e cristãos. Recrutados pelas ordens romanas. Vestiam os uniformes, os capacetes e as capas vermelhas. Em seus corações, porém, serviam a Jesus, e somente a Ele. Muito antes que as vozes de Roma se fizessem ouvir, nas ordens de recrutamento, eles haviam acedido, vindos de variadas partes do globo, à doce voz do Rabi Galileu. Porque as perseguições se fizessem intensas, reuniam-se às escondidas em local ermo e abandonado. Após o recrutamento, raramente podiam estar todos juntos, ao mesmo tempo, pois que diferentes eram os dias das suas folgas. Mas não descuidavam do estudo dos ditos do Senhor e dos Atos dos Apóstolos, das epístolas de Pedro e Paulo. Serviam na Décima Segunda Legião todos eles.
Um dia, uma denúncia anônima os colocou frente a um teste terrível.
Para salvar suas vidas deveriam oferecer sacrifícios ao deus Júpiter. Porque se recusassem, receberam a pena máxima. Desejosos seus superiores que suas mortes servissem de lição a outros ou quem sabe, com o intuito de que fraquejassem e voltassem atrás em sua decisão, escolheram uma forma lenta de agonia para eles.
Foram conduzidos até a beira de um lago, cujas águas frias tornavam-se geladas nas noites de inverno.
Ao som dos tambores, os quarenta jovens perfilados, robustos na sua fé, avançaram para o lago. A água foi lhes chegando às virilhas, depois às cinturas, finalmente aos ombros. Foram horas e horas de imersão nas águas negras e salgadas. A chama da fé os aquecia ao ponto de cantarem. E o canto era como uma cascata de esperanças feita em sons de ternura e renúncia.
Na madrugada, um a um, eles foram morrendo, hirtos de frio, congelados.
Lembrando os legionários, heróis da fé, recordamos da mocidade dos dias atuais. Observando tantos moços a descerem pelas ladeiras escuras do vício e da desesperança, pensamos na mensagem do Cristo que se dirige, esperançosa e viva a todos os homens. Muito poderiam esses jovens, se portassem Jesus em suas vidas, desde que dispõem da agilidade mental, do vigor físico, de energias!
Crescer para a luz, e na sua ascensão, arrastar outros tantos, pois toda vez que um homem se ergue no Mundo, centenas se erguem com ele.
* * *
Jovem! Ouve a mensagem de Jesus que te chega, límpida e pura e afeiçoa-te ao bem. Não permitas que passe o tempo e fujam as horas. Enquanto a juventude canta em teu corpo, estuda e trabalha. Executa tarefas no bem, semeia luzes em tuas veredas. Mais tarde, as haverás de perceber como estrelas luminescentes que aclararão os dias da tua madureza e da tua velhice.
com base no cap. XXVIII do livro Esquina de pedra, de Wallace Leal Rodrigues, ed. O Clarim.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

coisas

"e há essas coisas, que acontecem dentro de nós, e são essas coisas, que fazem acontecer o entendimento das coisas, fora de nós"

mundano

"que adianta tentar explicar o funcionamento do mundo, baseado em experiências próprias, quando o mundo é bem mais que a própria experiência?"

domingo, janeiro 13, 2008

águas

Todas as cinzas se vão reunir nos movimentos microscópicos das células.
Todos os etéres fluídos, transpirados no pensamento.
Todo princípio trás no seu colo seu fim...
Todo fim no seu auge um princípio...
Todos estamos irremediávelmente sós nas vestes do corpo.
Todos desorientados no movimento.
Quero a côr dos olhos, a luz da alma.
Alma abandonada ao seu sentido.
Triste acalento discreto, minha entrega.
Triste o seio do meu amor.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Livra-me

Abrange-me a tristeza sem limites...
Livra-me das amarras das ofensas.
das angústias de ter ferido a um irmão...
que não pior dor
a curtir as fibras do coração.

Nelo

Hoje o meu querido amigo Nelo deixou de sofrer moléstias, todos os sofrimentos do corpo. Deixou-nos durante a manhã. Partiu em direcção a uma etapa que nenhum de nós, os que o amamos aqui no plano podemos seguir. Vai agora no inicio de sua aventura espiritual. Seja feita homenagem pelo jovem homem que junto de nós foi..., bom... Paz à sua Alma

sexta-feira, novembro 23, 2007

hasta la vista, baby...

o arrepio da alma vai continuar a sua viagem.
o arrepio aprecia imenso todos aqueles/as que por aqui passaram
o arrepio vai continuar sua senda onde este blog não tem espaço.
Bem hajam a todos

quarta-feira, novembro 21, 2007

certos momentos

Tem certos momentos em que desanimar parece uma vontade irresistível. Em que o peso das percepções das tragédias que nos rodeiam, imerge à rebeldia com força reavivada. Nessa altura parece que até respirar se torna um esforço sobre-humano. Mas então nessa asfixia conseguir sintetizar dentro da mente pensamentos positivos,... é de cortar a respiração. Tem alturas na vida, em que vale a pena lembrar, que por vezes mais vale a pena deixar para depois…, para mais logo… que agora vou sobreviver. Nessas alturas que até esse momento é uma vitória em si. Nessas alturas, como uma engrenagem sem óleo, é nesse esforço se mantém o mundo a girar. È como aquele que faz algo sem saber o bem que faz, àquele que não tem e por simpatia vai recebendo.

terça-feira, novembro 13, 2007

PERIPATÉTICO

Você sabe o que quer dizer peripatético?
E quando você não sabe o que significa uma palavra o que faz: pergunta para quem sabe, consulta o dicionário, finge que sabe?
A maioria de nós, quase sempre, opta pela terceira forma: finge que sabe, fala como quem sabe, mas não pergunta, nem se informa.
Afinal, ninguém deseja que o outro descubra que ele não sabe.
Numa reunião de treinadores voluntários em uma empresa, discutia-se a melhor fórmula de ministrar um curso para 200 funcionários.
Depois de uma explosão de idéias, alguém propôs que se utilizasse um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.
Nesse instante, o professor do grupo que, até então, se mantivera calado, fez a observação:
Jesus era peripatético.
Um silêncio constrangedor, uma troca de olhares entre os participantes se fez de imediato.
Antes que alguém pudesse dizer algo, o professor foi chamado para atender um pedido do Departamento de Recursos Humanos. Mal ele saiu da sala, as manifestações se fizeram:
Que comentário de mau gosto! – disse um.
De absoluta falta de respeito! – falou outro.
Alguém argumentou que talvez o professor tivesse suas razões.
Talvez ele fosse ateu e não quisesse misturar religião com treinamento.
Mas devia respeitar a religiosidade dos outros! – vociferou alguém.
Durante dez minutos, cheios de fúria, os componentes do grupo malharam o professor.
Quando ele retornou, olhares hostis o receberam. Contudo, ele estava tão bem que foi logo dizendo: Então, acredito que tenhamos resolvido como fazer o treinamento.
Separamos os funcionários em grupos de 20 e cada um de vocês vai fazer a apresentação mais de uma vez.
Alguém ousou falar: Professor, veja bem, esse negócio de peripatético...
É isso mesmo, completou ele. Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos.
Jesus foi o Mestre dos mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico...
Mas que cara é essa?
Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando."
Todos se entreolharam, corados de vergonha. Nenhum deles sabia o significado da palavra.
Encolhidos, se deram conta que seu orgulho era maior do que a vontade de aprender. Aprender para ensinar.
Teria sido suficiente um deles ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra.
Os demais concordariam e tudo se resolveria com uma simples consulta ao dicionário.
Pense nisso.
O fato de todos estarem de acordo a respeito de alguma coisa não transforma o falso em verdadeiro.
Informe-se.
Nunca se esquive do aprendizado, não tenha vergonha de perguntar, indagar, questionar.
E pesquise, leia, nunca se permita estacionar na escalada do conhecimento.
E, finalmente, lembre: a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.
Pense de que lado você prefere ficar.
(com base em artigo assinado por Max Gehringer)

sexta-feira, novembro 09, 2007

Não te sintas só

Não te sintas só...
Estás acompanhado das mais belas bênçãos, do mais puro amor, da eterna proteção Daquele que te acompanha dia a dia.
Estás acompanhado do sentir, do amar, do ser, do existir.
Para cada passo que dás, um novo mundo surge a tua frente.
Para cada coisa que aprendes e compreendes, uma nova forma de ver a vida é despertada dentro de ti.
O Universo acompanha tua vontade,pois assim quis Aquele que te criou para que nunca te sentisses sozinho.
És tão perfeito quanto o nascer do sol sobre os campos floridos; tão precioso quanto o ar que respiras, quanto a quietude, a paz de Deus.
Participa de tudo aquilo que o Criador deixou para ti.
Isto é tudo que te é pedido.
Não creias que Ele te deixou a escuridão, tampouco a dor de estar só.
O que te move perante esta vida é a Sua vontade em ver-te pleno, descobrindo tua imensa beleza, teus quintais frutíferos, tuas luas azuladas, teu amor interior, tua mansidão.
Tudo está disponível à tua evolução.
Cria olhos para veres, cria silêncio para sentires.
Cria simplicidade para compreenderes o ritmo de cada coisa.
Sê alegria para sorrires, sê paciência para floresceres.
Sê amor para amares profundamente a vida que está presente em cada partícula deste imenso Universo que trazes dentro de ti.

terça-feira, novembro 06, 2007

Diálogo imprescindível

Casais existem que vivem e convivem por anos a fio.
Quem os olha, de fora, os imagina felizes.
Porque marido e mulher não discutem, não se desentendem.
E o que um deseja, parece ser o desejo do outro.
Nesse diapasão, criam os filhos, casam-nos, se tornam avós.
Para os filhos e os netos, eles são felizes.
Por isso, é traumático para esses mesmos filhos e netos descobrir, um dia, que aquele homem e aquela mulher estão se separando.
E, pior do que isso, cada qual guardando intensa mágoa do outro.
Por que isso acontece?
Quase sempre, a grande problemática é a falta de diálogo.
Não esse diálogo que é o tratar das coisas de todos os dias.
Falar da economia do lar, das dificuldades das crianças na escola, dos problemas na profissão de um e de outro.
Diálogo a respeito de seu próprio relacionamento, de seus desejos, de suas vontades. Do que verdadeiramente um espera do outro, do que anseia.
Do que os faz felizes ou infelizes. Do que os magoa, os fere.
A propósito, recordamos a história de um casal.
Durante mais de 60 anos, tudo compartilharam.
Conversavam sobre tudo. Ou quase tudo.
Porque entre eles havia um segredo.
Em cima de um armário, a mulher guardava uma caixa de sapato.
O marido recebera a recomendação de nunca abri-la e nem perguntar o que nela havia. Assim foi por anos e anos.
Porque se considerava feliz, o homem jamais pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapato. Mas, um dia, a velhinha adoeceu e o médico avisou que ela teria poucos dias de vida.
Então, o velhinho tirou a caixa de cima do armário e a levou para perto da cama da mulher. Ela concordou que era a hora dele saber a respeito do conteúdo.
Ele abriu e viu que ali estavam duas bonecas de crochê e um pacote de dinheiro. Somados, nada menos de 95 mil dólares.
E ela explicou: Quando nos casamos, minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz era nunca brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você, deveria ficar quieta e fazer uma boneca de crochê.
O marido ficou muito emocionado, mal contendo as lágrimas.
Eles haviam vivido mais de 60 anos casados. Como havia somente duas bonecas na caixa, significava que ela ficara com raiva dele somente duas vezes.
Tinha sido, verdadeiramente, uma longa vida de amor.
E resolveu perguntar: Querida, você me explicou sobre as bonecas. Mas e esse dinheiro todo, de onde veio?
Ah, meu bem, disse a velhinha, com a voz quase sumida, esse é o dinheiro que eu consegui com a venda das bonecas.
*
Nunca deixe de dialogar com seu cônjuge. Mas fale das coisas importantes.
Não brigue, nem estrague os dias de ventura com tolices.
Converse, no entanto, do que faz bem e do que faz mal à vida conjugal.
Do que um e outro devem mudar para serem mais felizes.
Não construa um mundo de mentiras.
Construa a sua felicidade em sólidas bases de confiança e entendimento.
Pense nisso!