quinta-feira, março 20, 2008

Não pertenço tanto às pessoas, … mas aos momentos…

Explico: Não vejo durante longos períodos, tipo uns anos sei lá… alguém que eu de uma forma responsável considere para mim, seja uma descoberta essencial permanente. No entanto curioso e, melhor… fantástico, maravilhoso, indescritível… (retomando), cada um e todos conseguem ter em mim momentos de uma importância nuclear, … sim ao nível do átomo. Tem alturas … várias, ao longo do dia, ao longo dos diversos cenários onde por qualquer motivo me vejo no guião, lá está, aquela pessoa que de um modo inconsciente, sem o saber me toca de uma forma impar, de uma forma que me vai conduzir a um moldar do próprio presente, do agora. Que poder, que fantástico poder, este de sermos todos invariavelmente contradições das estatísticas que dizem que somos todos substituíveis…. Substituíveis, uma treta!

terça-feira, março 18, 2008

O bambu chinês

O bambu chinês (bambusa mitis) é uma planta da família das gramíneas, nativa do Oriente. Destacamos aqui uma particularidade muito interessante, relativa ao seu crescimento. Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, excepto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante 5 anos, todo crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu. O que ninguém vê, é que uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo cuidadosamente construída. Então, lá pelo final do quinto ano, o bambu chinês cresce, até atingir a altura surpreendente de 25 metros.
Quantas coisas em nossa vida são similares ao bambu chinês...
Trabalhamos, investimos tempo, esforço, dedicação, e às vezes não vemos resultado algum por semanas, meses ou anos. Quem sabe, se lembrarmos desta lição que a natureza nos dá, através do bambu chinês, teremos a paciência necessária para esperar o tal quinto ano. Assim não deixaremos de persistir, de lutar, de investir em nós mesmos, sabendo que os frutos virão com o tempo. Muitos ainda somos imediatistas, desejando o retorno fácil, a conquista instantânea. Esquecemos que todas as grandes e valorosas conquistas da alma demandam tempo, exigem esforço de muitos e muitos anos, e às vezes de muitas vidas.
Este hábito de não desistir de nossos objetivos, de continuar tentando, de não se abalar perante os inevitáveis obstáculos, constitui uma virtude. Continuar, persistir, manter constância e firmeza, fazem parte da importantíssima virtude da perseverança. A perseverança é o combustível dos vencedores. Mas não dos vencedores mundanos, de vitórias superficiais e transitórias. Mas daqueles que vencem a si mesmos, que vencem dificuldades no anonimato.
Thomas Edison, homem perseverante, afirmou que nossa maior fraqueza está em desistir, e que o caminho mais certo para vencer é tentar mais uma vez. E quantas centenas de vezes ele tentou fabricar sua lâmpada, sem sucesso...
E o mais interessante é que as muitas tentativas frustradas lhe davam mais forças ainda. Eu não falhei. – dizia ele. Encontrei 10 mil soluções que não davam certo. Em outro momento afirmou que os três grandes fundamentos para se conseguir qualquer coisa são: primeiro, trabalho árduo; segundo, perseverança; terceiro: senso comum.
Aprendamos com esses expoentes que muito conseguiram, não vislumbrando apenas os louros da glória, ou apenas admirando contemplativamente. Respeitemo-los por suas aquisições valorosas, e enxerguemos o caminho todo que trilharam até conseguir seu sucesso.
* * *
Não asseveres: É-me impossível fazer! Não redargas: Não consigo! Nunca informes: Sei que é totalmente inútil aceitar. Nem retruques: É maior do que as minhas forças.
Para aquele que crê, o impossível é tarefa que somente demora um pouco para ser realizada, já que o possível se pode realizar imediatamente.
com base no cap. 39, do livro Convites da vida, ed. Leal., Equipe de Redação do Momento Espírita, pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, março 12, 2008

Eu também posso fazer

Saint-Exupéry narra com maestria, em seu Terra dos homens, quando ainda era jovem piloto, a experiência de ter assumido o correio aéreo da África. Quando recebeu a notícia que partiria na manhã seguinte para seu primeiro dia de trabalho, confessou que talvez não estivesse ainda bem preparado. Expressou assim sua insegurança a um companheiro de vôos, naquela noite.
Narra o autor que seu amigo espalhava confiança como uma lâmpada espalhava luz. Um amigo que mais tarde iria bater o recorde das travessias do correio aéreo da Cordilheira dos Andes e do Atlântico Sul. Diz-nos Exupéry que sorrindo o mais reconfortante dos sorrisos, ele me disse simplesmente: “As tempestades, a bruma, a neve, por vezes essas coisas o incomodarão. Pense então em todos os que conheceram isso antes de você e diga assim: o que eles fizeram eu também posso fazer.” Usualmente os novos desafios nos trazem insegurança. É um aperto no peito; uma dor no estômago; uma noite mal dormida, onde os sonhos ficam projetando um possível insucesso. É natural que nos sintamos assim por alguns momentos. São momentos que ensejam uma busca por nossas habilidades, nossas capacidades internas. Sempre será uma chance de nos conhecermos, quando inquirimos: Será que eu posso?
Porém, se nossa auto-estima estiver rebaixada, ou se nosso conhecimento sobre nós mesmos for precário, a tendência é que a insegurança reine por mais tempo. Poderá ser tão poderosa a ponto de nos fazer desistir, retornar. Como se a vida nos convidasse a dar mais um passo e, ao erguermos o pé do chão, nos sentíssemos em desequilíbrio e preferíssemos voltar a perna na posição inicial. Por esta razão o conselho recebido pelo jovem aviador é precioso. Quem sabe pensar em todos que já conseguiram antes de nós, ou em todos aqueles que já passaram por isso e sobreviveram, seja grande ajuda. O que eles fizeram eu também posso fazer. Esta frase nos fala do potencial que todos temos, mas também deve nos lembrar de questionar:
Como eles conseguiram? Sim, pois vencer desafios exige sempre muita preparação, muito esforço e grande dedicação. Desta forma, se nos tivermos preparado, feito nossa parte bem feita, não há razão de temer, não há razão para deixar que a insegurança nos domine e nos paralise. Tempestades, brumas e neves são comuns e naturais na vida.
As intempéries são escolas de almas que buscam aprimoramento e resistência. Elas sempre existirão. Estão, de certa forma, fora de nosso controle ou comando. O que está sob nosso manche é nossa aeronave Espírito, e nossa habilidade de contornar as tempestades, de fazer boas escolhas, de vencer a nós mesmos.
* * *
Quando o Modelo e Guia da Humanidade, Jesus, afirmou: Vós sois deuses; e também que Aquele que crê em mim fará as obras que eu faço e outras maiores, Ele falava de potencial. Conhecia profundamente a destinação de cada alma, e que esta seria a perfeição. Conhecia a imutável Lei do progresso, e ousou dizer àqueles homens ainda de coração endurecido, que no futuro, quando desejassem, seriam como Ele já era. Era o habitante do topo da montanha, dizendo aos que acabavam de começar a escalada, que todos poderiam chegar no cume um dia.
com base em trecho da obra Terra dos Homens, de Antoine de Saint-Exupéry, ed. Nova Fronteira.

terça-feira, março 11, 2008

Como saberei se hoje estive bem?

Se contive nos meus comportamentos o meu sentir de forma a expressar mais fielmente o meu saber... pois bem os resultados dessa acção aproximam-se muito (a um) ao presente.
Acontece então um bem-estar quase imediato e constante, uma género de aproximação harmoniosa e de bem-estar porvindo de um saber ao ser partilhado.
É uma situação de um calmo auto-controlo projectado sobre si mesmo e contagiante vivifica sem esforço, bem para além das áreas fisiologicas.
Se sobre este meu dia só me ocorre no final a sua movimentação, a agitação desenfreada em que se resumiu seja ela de que índole for, mas sobretudo se me empresta uma sensação de isolamento à razão do meu ontem; se me dá aquela sensação de "muita parra para pouca uva"; se não consigo sentir no reencontro da consciencia “obra” dentro de mim realizada... nesse dia, sobre o saber adquirido; se honesto não sentir que não cresci e não beneficiei,
então… o mais provável é ter que esperar pelos resultados lá longe, no dia de amanhã se cá estarei, para saber se valeu a pena…
truques de cozinheiro: ("na segunda camada da epiderme", já lá estão as respostas...)

segunda-feira, março 10, 2008

HEBREUS 12:1

Consequentemente, como estamos a ser observados por uma nuvem tão vasta de testemunhas que nos precederam, libertemo-nos de tudo que nos limita e lancemo-nos com coragem e perseverança na corrida que nos espera.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

idades...

Naturalmente só um Ancião, poderá ir até ao inferno e sob chamas escaldantes fazer emergir uma rosa perfeita, intacta e perfumada. É valor único e exclusivo de uma vida longa.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Terapias

O terapeuta, é aquele aspirante a terapeuta que se habituou a confrontar de frente, melhor, tridimensionalmente, a morte. Para que então, com desenvolvida concepção sobre o assunto, empregue as técnicas estudadas amorosamente e com a insubstituível orientação dos guias professores, passe a entender com o coração as patologias humanas.
Nunca como alguém que verifica, mas sempre como alguém que vivencia.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Amar a família ou comprar uma família?

Desde pequenos um hábito se instala em nós: resolver problemas comprando coisas. Você já percebeu como essa situação é bastante comum? Começa quando as crianças vêem anúncios na TV e pressionam os pais para que lhes comprem brinquedos e doces. Por sua vez, pais e mães também são levados a acreditar que seus filhos serão mais felizes se tiverem mais e mais coisas materiais. É o consumismo se instalando. Em vez de enfrentarem essa crise educando a criança, em geral os pais a satisfazem. É uma atitude que reforça a crença de que se pode ter tudo e que as coisas materiais são a razão da felicidade. Muitos pais, inclusive, tentam compensar as longas horas ausentes de casa fazendo compras exageradas. Enchem os filhos de objetos e, rapidamente, as crianças aprendem a negociar. Tornam-se cada vez mais exigentes e consumistas. Na adolescência, as compras continuam: aparelhos eletrônicos substituem os brinquedos. São celulares, computadores e jogos eletrônicos de imediato substituídos, quando surgem novos modelos. As mesadas se tornam maiores e logo os filhos desaparecem de casa, em companhia de amigos. Vivem em noitadas intermináveis, com fácil acesso ao álcool, fumo e drogadição. O passo seguinte é comprar-lhes um carro, um apartamento... E cabe então a pergunta: Nessas quase duas décadas em que vivem com os pais, que aprenderam? Que exemplos receberam? Será que conhecem verdadeiramente seus pais? Estão preparados para amar ou para comprar? E o que dizer dos pais? Será que realmente conhecem seus filhos? Sabem de seus sonhos e aspirações? Já ouviram suas frustrações e problemas? Chega-se então ao mundo adulto. E as situações infelizes continuam a ser resolvidas à base de compras. Roupas e sapatos, carros, vinhos, jóias. A ostentação esconde a infelicidade. Falsa é essa felicidade baseada em ter coisas. Ela estimula o materialismo e destrói o que temos de mais belo: a convivência familiar, a construção de lembranças preciosas. Amar a família inclui sustentá-la em suas necessidades, prover o estudo dos filhos, garantir alimentação e lazer. Mas, muito diferente é substituir a presença do amor pelo presente – por mais ricamente embalado que seja. Um filho é uma dádiva Divina. Uma responsabilidade que inclui não apenas dar-lhe coisas materiais, mas dar-lhe suporte emocional, psicológico. É preciso falar com os filhos, conhecê-los, sondar o que pensam, refletir sobre o que fazem. O mesmo vale para o casal: depois de alguns anos de convivência, as conversas, antes tão íntimas, costumam ser substituídas por presentes, como flores e jóias. Aos poucos se esvai a cumplicidade, a parceria e até a atração. E os pais? Envelhecem sozinhos, cercados de enfermeiras ou de pessoas pagas para tomar conta deles. Velhos pais, isolados, com suas manias e conversas que ninguém quer ouvir. Quão felizes seriam com visitas e conversas mais longas. Por tudo isso, reflita hoje: Estou amando ou comprando minha família?

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Aura

Criei um hábito que pensei que me iria servir. Adoptei um sonho que julguei próprio para mim. Apaixonei-me então pela forma colorida do teu ar, e nele acreditei renascer para que de mim nasça... O principio do mundo.
De um sonho criei uma expectativa. De um súbito momento um pesadelo.
Combinei assim, a falta que me faz, ver as luzes do teu ser sem tu saberes, e amar-te assim silenciosamente,
pelo que me ensinas.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Previsões que deram errado

Como você lida com os obstáculos que o Mundo apresenta em sua caminhada? Como você recebe as oposições das pessoas, em relação a suas habilidades, ao seu potencial? Do que realmente somos capazes? Alguns casos célebres de previsões e julgamentos do Mundo que deram errado, talvez possam iluminar estas reflexões e inspirar nossa jornada: Após o primeiro teste cinematográfico de Fred Astaire, o memorando do Diretor de testes da MGM, datado de 1933, dizia assim: Não sabe representar! Ligeiramente calvo! Dança um pouco. Astaire conservou este memorando pendurado sobre a lareira, em sua casa, em Beverly Hills. Beethoven segurava o violino desajeitadamente, e preferia tocar suas próprias composições, ao invés de aperfeiçoar sua técnica. Seu professor julgava-o um compositor sem futuro. Os pais do famoso cantor de ópera Enrico Caruso, queriam que ele fosse engenheiro. Seu professor lhe disse que ele não tinha voz e que não poderia cantar. Um dos professores de Albert Einstein o descreveu como: Mentalmente lento, insociável e eternamente mergulhado em seus sonhos imbecis. Louis Pasteur foi apenas um aluno mediano nos estudos do ensino fundamental. Ficou em décimo quinto lugar entre os 22 alunos de Química. Dezoito editores recusaram a história de 10.000 palavras de Richard Bach sobre a gaivota sublime. Finalmente, em 1970, uma editora resolveu publicá-la. Em 1975, já havia mais de sete milhões de exemplares vendidos, apenas nos Estados Unidos. Todos esses expoentes mostraram ao Mundo que seu julgamento estava errado. Mostraram que somos nós apenas, na intimidade de nossa força de vontade, de nosso brilhantismo secreto, os únicos aptos para saber do que realmente somos capazes. Os julgamentos do Mundo, das pessoas, são completamente insuficientes para avaliar o imo de nosso ser. Avaliam situações momentâneas, cenas estanques, experiências isoladas, mas nunca aquilatam a potencialidade da alma. Assim, todos esses gênios e tantos outros anônimos na Terra, de tempos em tempos surpreendem o Mundo com seu esplendor. Ninguém melhor do que eles conheceu a palavra obstáculo. Mas, certamente, não encararam as adversidades, as barreiras, como a maioria de nós ainda as enfrenta. Onde ainda vemos impedimento, oposição, eles vêem superação, vêem oportunidade. Oxalá se faça próximo o dia em que possamos olhar para trás, em nossas vidas, após uma grande conquista, e dizer: O Mundo estava errado. Eu fui capaz. Celebremos a auto-superação sempre que possível. Instauremos este hábito em nossos filhos desde pequenos, mostrando-lhes que as derrotas fazem parte do caminho, e que, ao invés de nos puxar para trás, quando bem compreendidas, nos impulsionam para frente. E quando das vitórias, ao invés de erroneamente inflar-lhes o orgulho, fazendo comparações tolas com os outros, lembremos de lhes mostrar que estão melhores do que eram, e que isto é o mais importante.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Se o silêncio vale? Não ocupa ele espaço? O silêncio ocupa o espaço das coisas vãs - e depois por ele transpiram as essenciais. A respiração, é o som da natureza em suas distâncias também. Quando se ocupa a dimensão próxima de ruído, como há-de intuir-se o som distante? Em cada um, de dentro tem algo, algo que constitui razão primeira de sua existência. Razão primeira de vida é chegar até lá. Como chegar até lá, é razão de uma existência. O resto, é demasiado residual para ser considerado, à luz do essencial.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

O nosso modo de vida, tão comprometido com os ideais, com as regras, com o inferno e com o céu, tanto tudo se torna virtual quando acordas? Já reparaste quando de ti é virtual? Por analogia, quanto de ti é essencial? Conheces isso? essa parte? Ou vives planificando a vida, como se ela pudesse ser previsivel. Todos tão comprometidos, sem dar qualquer beneficio ás grandezas de criança, que da inocência acontece. Fomos para onde? Onde estamos de verdade? Quais as crenças que te convence? Ainda tens? eu não....

domingo, fevereiro 03, 2008

Tudo cresce por si mesmo

Agora, neste momento,onde quer que esteja,sente o coração tranqüilo,a alma leve, a mente junto da luz...A luz que habita teu ser,que corre os dias contigo,que varre as noites para que fiques tão somente com as estrelas.Sente este momento, o ar que te rodeia,a vida que pulsa perfeita em ti.Vê, há sempre dois caminhos à frente.Dois caminhos esperando pela tua opção.O sim e o não, o sol e a lua, o céu e o inferno...A opção que tomares transformará teus próximos momentos em alegria ou decepção.Não descuida de ti.Dá sempre ao teu reino, o melhor.Caminha com a alegria e aprende com a tristeza.Tem sempre à mão a chama viva do discernimento, e no coração, a certeza de estar acompanhado, de estar protegido.E deixa que os dias venham,que os dias aconteçam...E que junto deles tu possas ir,vivendo a cada momento, aceitando a transformação dos tempos,do teu ser e daqueles que contigo habitam.Simplesmente vivendo, respirando e dando-te a oportunidade única de ser, de sentir e aprender que, a cada dia, muito está reservado para ti.Sê feliz agora e deixa... Tudo cresce por si mesmo.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

mais além

o mais belo, trás em si um sentido de uma força transcendente.
Conjunga sábiamente o passado e o futuro.
Vivencia no ser a experiência da realização e jamais é fruto de infortunio
Trás também em si mesmo o "desvendar do véu", a capacidade de ver mais além...

quinta-feira, janeiro 24, 2008

a necessidade de voltar...

Convite à juventude
Narra-se que, entre a Judéia e a Síria, na cidade de Sebastes, também chamada a "Rainha do Ponto", pelos anos trezentos, 40 jovens deram sua vida por amor à verdade. Eram todos legionários e cristãos. Recrutados pelas ordens romanas. Vestiam os uniformes, os capacetes e as capas vermelhas. Em seus corações, porém, serviam a Jesus, e somente a Ele. Muito antes que as vozes de Roma se fizessem ouvir, nas ordens de recrutamento, eles haviam acedido, vindos de variadas partes do globo, à doce voz do Rabi Galileu. Porque as perseguições se fizessem intensas, reuniam-se às escondidas em local ermo e abandonado. Após o recrutamento, raramente podiam estar todos juntos, ao mesmo tempo, pois que diferentes eram os dias das suas folgas. Mas não descuidavam do estudo dos ditos do Senhor e dos Atos dos Apóstolos, das epístolas de Pedro e Paulo. Serviam na Décima Segunda Legião todos eles.
Um dia, uma denúncia anônima os colocou frente a um teste terrível.
Para salvar suas vidas deveriam oferecer sacrifícios ao deus Júpiter. Porque se recusassem, receberam a pena máxima. Desejosos seus superiores que suas mortes servissem de lição a outros ou quem sabe, com o intuito de que fraquejassem e voltassem atrás em sua decisão, escolheram uma forma lenta de agonia para eles.
Foram conduzidos até a beira de um lago, cujas águas frias tornavam-se geladas nas noites de inverno.
Ao som dos tambores, os quarenta jovens perfilados, robustos na sua fé, avançaram para o lago. A água foi lhes chegando às virilhas, depois às cinturas, finalmente aos ombros. Foram horas e horas de imersão nas águas negras e salgadas. A chama da fé os aquecia ao ponto de cantarem. E o canto era como uma cascata de esperanças feita em sons de ternura e renúncia.
Na madrugada, um a um, eles foram morrendo, hirtos de frio, congelados.
Lembrando os legionários, heróis da fé, recordamos da mocidade dos dias atuais. Observando tantos moços a descerem pelas ladeiras escuras do vício e da desesperança, pensamos na mensagem do Cristo que se dirige, esperançosa e viva a todos os homens. Muito poderiam esses jovens, se portassem Jesus em suas vidas, desde que dispõem da agilidade mental, do vigor físico, de energias!
Crescer para a luz, e na sua ascensão, arrastar outros tantos, pois toda vez que um homem se ergue no Mundo, centenas se erguem com ele.
* * *
Jovem! Ouve a mensagem de Jesus que te chega, límpida e pura e afeiçoa-te ao bem. Não permitas que passe o tempo e fujam as horas. Enquanto a juventude canta em teu corpo, estuda e trabalha. Executa tarefas no bem, semeia luzes em tuas veredas. Mais tarde, as haverás de perceber como estrelas luminescentes que aclararão os dias da tua madureza e da tua velhice.
com base no cap. XXVIII do livro Esquina de pedra, de Wallace Leal Rodrigues, ed. O Clarim.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

coisas

"e há essas coisas, que acontecem dentro de nós, e são essas coisas, que fazem acontecer o entendimento das coisas, fora de nós"

mundano

"que adianta tentar explicar o funcionamento do mundo, baseado em experiências próprias, quando o mundo é bem mais que a própria experiência?"

domingo, janeiro 13, 2008

águas

Todas as cinzas se vão reunir nos movimentos microscópicos das células.
Todos os etéres fluídos, transpirados no pensamento.
Todo princípio trás no seu colo seu fim...
Todo fim no seu auge um princípio...
Todos estamos irremediávelmente sós nas vestes do corpo.
Todos desorientados no movimento.
Quero a côr dos olhos, a luz da alma.
Alma abandonada ao seu sentido.
Triste acalento discreto, minha entrega.
Triste o seio do meu amor.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Livra-me

Abrange-me a tristeza sem limites...
Livra-me das amarras das ofensas.
das angústias de ter ferido a um irmão...
que não pior dor
a curtir as fibras do coração.