Por vezes ficas em desespero, pensas que não resistirás a mais um dia;Choras de pressa, de vontade para que tudo mude rapidamente, para que possas te aliviar e respirar mais tranqüilo. E, na pressa, acabas perdendo o foco, a real oportunidade que te é mostrada para crescer, aprender sobre ti mesmo.Há sempre mais alguma coisa a se aprender quando as mudanças tão desejadas não te acontecem.Costumas valorizar em demasia o que acontece fora de ti e não percebes que, muitas vezes, não importa o que aconteça, mas importa a lição que aprendes com cada momento que te é dado.Dentro de ti a tua luz brilha e contempla com alegria o teu percurso.Portanto, não te angusties se o que desejas ainda não te foi dado;Se pelo que sofres ainda não recebeste alívio;Se o que te negas a mudar ainda não te fez compreender a importância de te permitires ser moldado pela própria vida.Não te preocupes, apenas silencia e te permitas estar em paz por um momento.A vida ensina aos poucos, para que tu tenhas tempo de te moldares aos planos do teu Criador.A vida ensina aos poucos para que não venhas a ter medo e fechar a tua porta novamente para as múltiplas possibilidades que tens de crescer e ser feliz.Vai com tua calma e desiste de fazer planos de perder-te de ti mesmo, pois tua missão é estar consciente, saudável e definitivamente iluminado pela tua própria vontade de estar em conexão com o teu coração
quarta-feira, abril 09, 2008
domingo, abril 06, 2008
Fragilidade
Deixai vir a mim as criancinhas é uma célebre frase de Jesus.
Dela podem ser extraídas inúmeras lições.
Por vezes, se identifica na passagem evangélica a necessidade de abordar o sagrado com simplicidade e sem afetação. Afinal, as crianças são espontâneas e singelas em suas manifestações. Outra lição possível é a de que se deve manter a capacidade de encantamento perante a vida. Assim são as crianças, que lançam olhares deslumbrados ao mundo que principiam a descobrir. Um enfoque igualmente interessante é sobre a necessidade de proteger as criaturas frágeis.
Jesus era forte em todos os sentidos. Possuía infinita sabedoria, que impressionava e confundia os sábios e os grandes da época. Sua autoridade moral era incontestável, a ponto de dominar as massas com Sua simples presença.
Há relatos espirituais de pessoas que, frente ao Mestre, caíram ajoelhadas, sem poder dominar a sensação de estar na presença de alguém superior. Foi esse homem, entre todos, forte que abriu os braços à própria imagem da fragilidade: as crianças. A Sabedoria Divina veste a infância com encantadora roupagem para despertar o instinto protetor dos adultos. A violência contra a criança sempre parece a mais repulsiva de todas. A graciosidade dos pequenos seres enternece os mais rudes corações. Ocorre que a fragilidade nem sempre se apresenta encantadora. A velhice é um bom exemplo. Os idosos gradualmente perdem as forças físicas e passam a depender da paciência e do auxílio alheio. Do mesmo modo, os enfermos carecem de socorro.
A imagem do sofrimento e da miséria humana não costuma ser agradável. É mais fácil ter arroubos de ternura com uma criança rosada e risonha do que com um adulto definhante. Mas há um gênero de fragilidade ainda mais carente de compreensão e auxílio. Trata-se dos homens moralmente frágeis. Ninguém é mais necessitado de compaixão do que os viciosos do corpo e da alma. Curiosamente, eles costumam suscitar apenas reprovação e desprezo. Suas dificuldades são vistas como falta de vergonha ou de vontade. Não raro, tem-se um sentimento de rejúbilo quando algo mau ocorre com alguém de hábitos corrompidos.
Por exemplo, há muito pouca preocupação com as condições de vida dos detentos no Brasil. Sabe-se que vivem em celas superlotadas e sem higiene, mas isso não incomoda. Não é possível ser ingênuo e abolir os modos pelos quais a sociedade se protege de seus elementos perigosos. Mas é necessário lembrar que se trata de seres humanos. Embora por vezes truculentos, os criminosos são frágeis em sua rebeldia para com as Leis Divinas. Trilham caminhos tortuosos que lhes preparam grandes dores. Cedo ou tarde, terão de reparar todos os males que causaram. Contudo, permanecem irmãos na infinita caminhada da Humanidade rumo à plenitude. Importa, pois, adotar uma postura cristã, em especial quanto aos seres moralmente débeis. Reprovar seus erros e prevenir os abusos, mas sem se tomar de ódio e sem embrutecê-los com maus tratos. Educá-los e auxiliá-los, a fim de que se recuperem.
Afinal, quem se diz cristão tem o dever de tornar-se amparo dos irmãos de jornada.
Pense nisso.
sábado, abril 05, 2008
Ganham as asas de um Anjo
Todo aquele que dentro de um sistema comunitário, social... de qualquer tipo, qualquer etnia... por um estranho evento ou capricho em sua vida enfrentar um justo. E se com o apoio incontestável dos seus, mergulhados em suas tramas causadas por não serem correspondidos em seus caprichos, no canto da vitória dos lobos descobrir em si próprio a liberdade e a inocência do cordeiro... Será libertado ainda mais generosamente que na proporção dos seus apedrejamentos. Assim amanhã como hoje, ganham as asas de um justo. Ganham as asas de um Anjo.
sexta-feira, abril 04, 2008
Herbert Vianna
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém,
nem falar do que não sei, nem procurar culpados,
nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo
que toda essa busca insana pela estética ideal
é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto imagem.
Religião, é dieta. Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta,
pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz,
não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza.
Nada mais importa.Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria,
o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas,
quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas,
de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural.
Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto.
Que alguém acorde. Que o mundo mude.
Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
"Cuide bem do seu amor, seja ele quem for".
segunda-feira, março 24, 2008
quinta-feira, março 20, 2008
Não pertenço tanto às pessoas, … mas aos momentos…
Explico:
Não vejo durante longos períodos, tipo uns anos sei lá… alguém que eu de uma forma responsável considere para mim, seja uma descoberta essencial permanente.
No entanto curioso e, melhor… fantástico, maravilhoso, indescritível… (retomando), cada um e todos conseguem ter em mim momentos de uma importância nuclear, … sim ao nível do átomo.
Tem alturas … várias, ao longo do dia, ao longo dos diversos cenários onde por qualquer motivo me vejo no guião, lá está, aquela pessoa que de um modo inconsciente, sem o saber me toca de uma forma impar, de uma forma que me vai conduzir a um moldar do próprio presente, do agora.
Que poder, que fantástico poder, este de sermos todos invariavelmente contradições das estatísticas que dizem que somos todos substituíveis….
Substituíveis, uma treta!
terça-feira, março 18, 2008
O bambu chinês
O bambu chinês (bambusa mitis) é uma planta da família das gramíneas, nativa do Oriente. Destacamos aqui uma particularidade muito interessante, relativa ao seu crescimento. Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, excepto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante 5 anos, todo crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu. O que ninguém vê, é que uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo cuidadosamente construída. Então, lá pelo final do quinto ano, o bambu chinês cresce, até atingir a altura surpreendente de 25 metros.
Quantas coisas em nossa vida são similares ao bambu chinês...
Trabalhamos, investimos tempo, esforço, dedicação, e às vezes não vemos resultado algum por semanas, meses ou anos. Quem sabe, se lembrarmos desta lição que a natureza nos dá, através do bambu chinês, teremos a paciência necessária para esperar o tal quinto ano. Assim não deixaremos de persistir, de lutar, de investir em nós mesmos, sabendo que os frutos virão com o tempo. Muitos ainda somos imediatistas, desejando o retorno fácil, a conquista instantânea. Esquecemos que todas as grandes e valorosas conquistas da alma demandam tempo, exigem esforço de muitos e muitos anos, e às vezes de muitas vidas.
Este hábito de não desistir de nossos objetivos, de continuar tentando, de não se abalar perante os inevitáveis obstáculos, constitui uma virtude. Continuar, persistir, manter constância e firmeza, fazem parte da importantíssima virtude da perseverança. A perseverança é o combustível dos vencedores. Mas não dos vencedores mundanos, de vitórias superficiais e transitórias. Mas daqueles que vencem a si mesmos, que vencem dificuldades no anonimato.
Thomas Edison, homem perseverante, afirmou que nossa maior fraqueza está em desistir, e que o caminho mais certo para vencer é tentar mais uma vez. E quantas centenas de vezes ele tentou fabricar sua lâmpada, sem sucesso...
E o mais interessante é que as muitas tentativas frustradas lhe davam mais forças ainda. Eu não falhei. – dizia ele. Encontrei 10 mil soluções que não davam certo. Em outro momento afirmou que os três grandes fundamentos para se conseguir qualquer coisa são: primeiro, trabalho árduo; segundo, perseverança; terceiro: senso comum.
Aprendamos com esses expoentes que muito conseguiram, não vislumbrando apenas os louros da glória, ou apenas admirando contemplativamente. Respeitemo-los por suas aquisições valorosas, e enxerguemos o caminho todo que trilharam até conseguir seu sucesso.
* * *
Não asseveres: É-me impossível fazer! Não redargas: Não consigo! Nunca informes: Sei que é totalmente inútil aceitar. Nem retruques: É maior do que as minhas forças.
Para aquele que crê, o impossível é tarefa que somente demora um pouco para ser realizada, já que o possível se pode realizar imediatamente.
com base no cap. 39, do livro Convites da vida, ed. Leal., Equipe de Redação do Momento Espírita, pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco
quarta-feira, março 12, 2008
Eu também posso fazer
Saint-Exupéry narra com maestria, em seu Terra dos homens, quando ainda era jovem piloto, a experiência de ter assumido o correio aéreo da África. Quando recebeu a notícia que partiria na manhã seguinte para seu primeiro dia de trabalho, confessou que talvez não estivesse ainda bem preparado. Expressou assim sua insegurança a um companheiro de vôos, naquela noite.
Narra o autor que seu amigo espalhava confiança como uma lâmpada espalhava luz. Um amigo que mais tarde iria bater o recorde das travessias do correio aéreo da Cordilheira dos Andes e do Atlântico Sul. Diz-nos Exupéry que sorrindo o mais reconfortante dos sorrisos, ele me disse simplesmente: “As tempestades, a bruma, a neve, por vezes essas coisas o incomodarão. Pense então em todos os que conheceram isso antes de você e diga assim: o que eles fizeram eu também posso fazer.”
Usualmente os novos desafios nos trazem insegurança. É um aperto no peito; uma dor no estômago; uma noite mal dormida, onde os sonhos ficam projetando um possível insucesso. É natural que nos sintamos assim por alguns momentos. São momentos que ensejam uma busca por nossas habilidades, nossas capacidades internas. Sempre será uma chance de nos conhecermos, quando inquirimos: Será que eu posso?
Porém, se nossa auto-estima estiver rebaixada, ou se nosso conhecimento sobre nós mesmos for precário, a tendência é que a insegurança reine por mais tempo. Poderá ser tão poderosa a ponto de nos fazer desistir, retornar. Como se a vida nos convidasse a dar mais um passo e, ao erguermos o pé do chão, nos sentíssemos em desequilíbrio e preferíssemos voltar a perna na posição inicial. Por esta razão o conselho recebido pelo jovem aviador é precioso. Quem sabe pensar em todos que já conseguiram antes de nós, ou em todos aqueles que já passaram por isso e sobreviveram, seja grande ajuda. O que eles fizeram eu também posso fazer. Esta frase nos fala do potencial que todos temos, mas também deve nos lembrar de questionar:
Como eles conseguiram? Sim, pois vencer desafios exige sempre muita preparação, muito esforço e grande dedicação. Desta forma, se nos tivermos preparado, feito nossa parte bem feita, não há razão de temer, não há razão para deixar que a insegurança nos domine e nos paralise. Tempestades, brumas e neves são comuns e naturais na vida.
As intempéries são escolas de almas que buscam aprimoramento e resistência. Elas sempre existirão. Estão, de certa forma, fora de nosso controle ou comando. O que está sob nosso manche é nossa aeronave Espírito, e nossa habilidade de contornar as tempestades, de fazer boas escolhas, de vencer a nós mesmos.
* * *
Quando o Modelo e Guia da Humanidade, Jesus, afirmou: Vós sois deuses; e também que Aquele que crê em mim fará as obras que eu faço e outras maiores, Ele falava de potencial. Conhecia profundamente a destinação de cada alma, e que esta seria a perfeição. Conhecia a imutável Lei do progresso, e ousou dizer àqueles homens ainda de coração endurecido, que no futuro, quando desejassem, seriam como Ele já era. Era o habitante do topo da montanha, dizendo aos que acabavam de começar a escalada, que todos poderiam chegar no cume um dia.
com base em trecho da obra Terra dos Homens, de Antoine de Saint-Exupéry, ed. Nova Fronteira.
terça-feira, março 11, 2008
Como saberei se hoje estive bem?
Se contive nos meus comportamentos o meu sentir de forma a expressar mais fielmente o meu saber... pois bem os resultados dessa acção aproximam-se muito (a um) ao presente.
Acontece então um bem-estar quase imediato e constante, uma género de aproximação harmoniosa e de bem-estar porvindo de um saber ao ser partilhado.
É uma situação de um calmo auto-controlo projectado sobre si mesmo e contagiante vivifica sem esforço, bem para além das áreas fisiologicas.
Se sobre este meu dia só me ocorre no final a sua movimentação, a agitação desenfreada em que se resumiu seja ela de que índole for, mas sobretudo se me empresta uma sensação de isolamento à razão do meu ontem; se me dá aquela sensação de "muita parra para pouca uva"; se não consigo sentir no reencontro da consciencia “obra” dentro de mim realizada... nesse dia, sobre o saber adquirido; se honesto não sentir que não cresci e não beneficiei,
então… o mais provável é ter que esperar pelos resultados lá longe, no dia de amanhã se cá estarei, para saber se valeu a pena…
truques de cozinheiro: ("na segunda camada da epiderme", já lá estão as respostas...)
segunda-feira, março 10, 2008
HEBREUS 12:1
Consequentemente, como estamos a ser observados por uma nuvem tão vasta de testemunhas que nos precederam, libertemo-nos de tudo que nos limita e lancemo-nos com coragem e perseverança na corrida que nos espera.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
idades...
Naturalmente só um Ancião, poderá ir até ao inferno e sob chamas escaldantes fazer emergir uma rosa perfeita, intacta e perfumada.
É valor único e exclusivo de uma vida longa.
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Terapias
O terapeuta, é aquele aspirante a terapeuta que se habituou a confrontar de frente, melhor, tridimensionalmente, a morte.
Para que então, com desenvolvida concepção sobre o assunto, empregue as técnicas estudadas amorosamente e com a insubstituível orientação dos guias professores, passe a entender com o coração as patologias humanas.
Nunca como alguém que verifica, mas sempre como alguém que vivencia.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Amar a família ou comprar uma família?
Desde pequenos um hábito se instala em nós: resolver problemas comprando coisas. Você já percebeu como essa situação é bastante comum? Começa quando as crianças vêem anúncios na TV e pressionam os pais para que lhes comprem brinquedos e doces. Por sua vez, pais e mães também são levados a acreditar que seus filhos serão mais felizes se tiverem mais e mais coisas materiais. É o consumismo se instalando. Em vez de enfrentarem essa crise educando a criança, em geral os pais a satisfazem. É uma atitude que reforça a crença de que se pode ter tudo e que as coisas materiais são a razão da felicidade. Muitos pais, inclusive, tentam compensar as longas horas ausentes de casa fazendo compras exageradas. Enchem os filhos de objetos e, rapidamente, as crianças aprendem a negociar. Tornam-se cada vez mais exigentes e consumistas. Na adolescência, as compras continuam: aparelhos eletrônicos substituem os brinquedos. São celulares, computadores e jogos eletrônicos de imediato substituídos, quando surgem novos modelos. As mesadas se tornam maiores e logo os filhos desaparecem de casa, em companhia de amigos. Vivem em noitadas intermináveis, com fácil acesso ao álcool, fumo e drogadição. O passo seguinte é comprar-lhes um carro, um apartamento... E cabe então a pergunta: Nessas quase duas décadas em que vivem com os pais, que aprenderam? Que exemplos receberam? Será que conhecem verdadeiramente seus pais? Estão preparados para amar ou para comprar? E o que dizer dos pais? Será que realmente conhecem seus filhos? Sabem de seus sonhos e aspirações? Já ouviram suas frustrações e problemas? Chega-se então ao mundo adulto. E as situações infelizes continuam a ser resolvidas à base de compras. Roupas e sapatos, carros, vinhos, jóias. A ostentação esconde a infelicidade. Falsa é essa felicidade baseada em ter coisas. Ela estimula o materialismo e destrói o que temos de mais belo: a convivência familiar, a construção de lembranças preciosas. Amar a família inclui sustentá-la em suas necessidades, prover o estudo dos filhos, garantir alimentação e lazer. Mas, muito diferente é substituir a presença do amor pelo presente – por mais ricamente embalado que seja. Um filho é uma dádiva Divina. Uma responsabilidade que inclui não apenas dar-lhe coisas materiais, mas dar-lhe suporte emocional, psicológico. É preciso falar com os filhos, conhecê-los, sondar o que pensam, refletir sobre o que fazem. O mesmo vale para o casal: depois de alguns anos de convivência, as conversas, antes tão íntimas, costumam ser substituídas por presentes, como flores e jóias. Aos poucos se esvai a cumplicidade, a parceria e até a atração. E os pais? Envelhecem sozinhos, cercados de enfermeiras ou de pessoas pagas para tomar conta deles. Velhos pais, isolados, com suas manias e conversas que ninguém quer ouvir. Quão felizes seriam com visitas e conversas mais longas. Por tudo isso, reflita hoje: Estou amando ou comprando minha família?
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Aura
Criei um hábito que pensei que me iria servir.
Adoptei um sonho que julguei próprio para mim.
Apaixonei-me então pela forma colorida do teu ar,
e nele acreditei renascer para que de mim nasça...
O principio do mundo.
De um sonho criei uma expectativa.
De um súbito momento um pesadelo.
Combinei assim, a falta que me faz,
ver as luzes do teu ser sem tu saberes,
e amar-te assim silenciosamente,
pelo que me ensinas.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Previsões que deram errado
Como você lida com os obstáculos que o Mundo apresenta em sua caminhada? Como você recebe as oposições das pessoas, em relação a suas habilidades, ao seu potencial? Do que realmente somos capazes? Alguns casos célebres de previsões e julgamentos do Mundo que deram errado, talvez possam iluminar estas reflexões e inspirar nossa jornada: Após o primeiro teste cinematográfico de Fred Astaire, o memorando do Diretor de testes da MGM, datado de 1933, dizia assim: Não sabe representar! Ligeiramente calvo! Dança um pouco. Astaire conservou este memorando pendurado sobre a lareira, em sua casa, em Beverly Hills. Beethoven segurava o violino desajeitadamente, e preferia tocar suas próprias composições, ao invés de aperfeiçoar sua técnica. Seu professor julgava-o um compositor sem futuro. Os pais do famoso cantor de ópera Enrico Caruso, queriam que ele fosse engenheiro. Seu professor lhe disse que ele não tinha voz e que não poderia cantar. Um dos professores de Albert Einstein o descreveu como: Mentalmente lento, insociável e eternamente mergulhado em seus sonhos imbecis. Louis Pasteur foi apenas um aluno mediano nos estudos do ensino fundamental. Ficou em décimo quinto lugar entre os 22 alunos de Química. Dezoito editores recusaram a história de 10.000 palavras de Richard Bach sobre a gaivota sublime. Finalmente, em 1970, uma editora resolveu publicá-la. Em 1975, já havia mais de sete milhões de exemplares vendidos, apenas nos Estados Unidos. Todos esses expoentes mostraram ao Mundo que seu julgamento estava errado. Mostraram que somos nós apenas, na intimidade de nossa força de vontade, de nosso brilhantismo secreto, os únicos aptos para saber do que realmente somos capazes. Os julgamentos do Mundo, das pessoas, são completamente insuficientes para avaliar o imo de nosso ser. Avaliam situações momentâneas, cenas estanques, experiências isoladas, mas nunca aquilatam a potencialidade da alma. Assim, todos esses gênios e tantos outros anônimos na Terra, de tempos em tempos surpreendem o Mundo com seu esplendor. Ninguém melhor do que eles conheceu a palavra obstáculo. Mas, certamente, não encararam as adversidades, as barreiras, como a maioria de nós ainda as enfrenta. Onde ainda vemos impedimento, oposição, eles vêem superação, vêem oportunidade.
Oxalá se faça próximo o dia em que possamos olhar para trás, em nossas vidas, após uma grande conquista, e dizer: O Mundo estava errado. Eu fui capaz. Celebremos a auto-superação sempre que possível. Instauremos este hábito em nossos filhos desde pequenos, mostrando-lhes que as derrotas fazem parte do caminho, e que, ao invés de nos puxar para trás, quando bem compreendidas, nos impulsionam para frente. E quando das vitórias, ao invés de erroneamente inflar-lhes o orgulho, fazendo comparações tolas com os outros, lembremos de lhes mostrar que estão melhores do que eram, e que isto é o mais importante.
domingo, fevereiro 10, 2008
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Se o silêncio vale?
Não ocupa ele espaço?
O silêncio ocupa o espaço das coisas vãs - e depois por ele transpiram as essenciais.
A respiração, é o som da natureza em suas distâncias também.
Quando se ocupa a dimensão próxima de ruído, como há-de intuir-se o som distante?
Em cada um, de dentro tem algo, algo que constitui razão primeira de sua existência.
Razão primeira de vida é chegar até lá.
Como chegar até lá, é razão de uma existência.
O resto, é demasiado residual para ser considerado, à luz do essencial.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
O nosso modo de vida, tão comprometido com os ideais, com as regras, com o inferno e com o céu, tanto tudo se torna virtual quando acordas?
Já reparaste quando de ti é virtual?
Por analogia, quanto de ti é essencial?
Conheces isso? essa parte?
Ou vives planificando a vida, como se ela pudesse ser previsivel.
Todos tão comprometidos, sem dar qualquer beneficio ás grandezas de criança,
que da inocência acontece.
Fomos para onde?
Onde estamos de verdade?
Quais as crenças que te convence?
Ainda tens?
eu não....
domingo, fevereiro 03, 2008
Tudo cresce por si mesmo
Agora, neste momento,onde quer que esteja,sente o coração tranqüilo,a alma leve, a mente junto da luz...A luz que habita teu ser,que corre os dias contigo,que varre as noites para que fiques tão somente com as estrelas.Sente este momento, o ar que te rodeia,a vida que pulsa perfeita em ti.Vê, há sempre dois caminhos à frente.Dois caminhos esperando pela tua opção.O sim e o não, o sol e a lua, o céu e o inferno...A opção que tomares transformará teus próximos momentos em alegria ou decepção.Não descuida de ti.Dá sempre ao teu reino, o melhor.Caminha com a alegria e aprende com a tristeza.Tem sempre à mão a chama viva do discernimento, e no coração, a certeza de estar acompanhado, de estar protegido.E deixa que os dias venham,que os dias aconteçam...E que junto deles tu possas ir,vivendo a cada momento, aceitando a transformação dos tempos,do teu ser e daqueles que contigo habitam.Simplesmente vivendo, respirando e dando-te a oportunidade única de ser, de sentir e aprender que, a cada dia, muito está reservado para ti.Sê feliz agora e deixa... Tudo cresce por si mesmo.
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