quinta-feira, abril 24, 2008

Uma chance de ser bom novamente

Consciência de culpa: severa companheira dos corações amargurados. Acusadora cruel, que devora qualquer paz que deseje nos acariciar o rosto, mesmo que por alguns segundos.
Quantos... Quantos de nós carregamos na alma a vergonha de atos do passado. Quantos escondemos segredos no íntimo assombrado pelas guerras conscienciais...
Quantos desses fantasmas nos atemorizam, muitas vezes, sem que percebamos...
Certas palavras que ouvimos, quando nos lembram do que guardamos na alma, parecem mais punhais incandescentes querendo nos torturar.
Queria voltar o tempo; Quisera ter agido de outra forma; Se soubesse o que sei agora...
Todas são expressões típicas da consciência culpada. Mas, e se ela, do alto de seu reinado de fogo em nossa intimidade, um dia ouvisse a seguinte expressão: Há uma chance de ser bom novamente. Taparia os ouvidos, certamente, num primeiro momento. Mas a frase continuaria ecoando. Não há mais como não ouvi-la. Ela brada com força e doçura, irresistível.
O reinado da dominadora culpa está ameaçado. Existe uma chance de liberdade para aqueles que se consideravam prisioneiros de si mesmos.
Agora há uma chance...
Uma chance da paz voltar, e voltar maior do que era... Que chance é essa?
É a chance da prática do bem. Tudo que destruímos, um dia poderá ser reconstruído, através desta ação. Cobrindo a multidão de pecados, o amor, através da prática do bem, nos concederá a liberdade que tanto sonhamos. As ações do passado não se apagam, é certo, feito mágica, mas as novas atitudes, quando alicerçadas no bem, produzirão tanta luz, que o pretérito de sombras não mais nos assustará.
As leis de Deus, perfeitas e amorosas, sempre nos dão exemplos desta possibilidade. Almas que traímos, que maculamos, que transviamos, retornam ao convívio diário, através da reencarnação, para que agora as amemos. Se no passado destruímos, se fomos exemplo de descaso, indiferença e violência, voltamos para construir, e exemplificar a conduta pacífica e agregadora. Se apresentamos condutas indignas, se faltamos com a honestidade, sempre há tempo de recuperar a dignidade, e de sermos honestos, de agora em diante. Não existe condenação eterna na legislação divina. Então, por que insistimos em nos condenar ao sofrimento infinito no íntimo?
Auto-perdão não é sinônimo de condescendência, mas sim oportunidade de uma nova chance. O perdão divino se funda nesta realidade: dar uma nova chance de acertar. Assim, se Deus nos concede tal chance, por que não nos permitimos recomeçar?
A consciência de culpa tem sua utilidade apenas como mola propulsora, no início, para nos fazer verificar o erro, e nos motivar à correção. Caso faça ninho na alma, passa a ser veneno perigoso e paralisante, atrapalhando o desenvolvimento do ser, rumo ao seu encontro com a felicidade.
* * *
Há uma chance de ser bom novamente. Uma chance de iluminar a sombra. Há no bem a força de romper as grades. Há no amor a libertação da culpa.

quarta-feira, abril 23, 2008

desabafos...

Caminhar pelos dias compenetrado em teu semelhante origina vários dissabores, acerca das misérias, das dificuldades alheias. Atento, em maior sintonização com as origens das reflexões, é razoável sentir-se emocionado. Difícil é, estejam conscientes ou não, alhearmo-nos destas dores alheias. Exemplos do dia: rua no centro da cidade do Porto. Rua antiga e suja. De passagem chama-me à atenção exuberante e como se indefesa entre as feras, uma jovem de raça negra, lindíssima. Uma adolescente ainda, menor com certeza. Ali, no cinzento frio e escuro da rua, à mercê dos predadores, numa esquina prostituindo-se. Encontro seus olhos, expressivos e grandes, numa angustia como que a ornamentar um corpo perfeito, lindo e exposto aos transeuntes da cidade implacável, estranha e fria. Esta criança roubada, com o corpo em flor à mercê de quem passa. Cruzar de passagem com ela, encontrar de raspão o seu olhar, ler-lhe sua inocência estuprada, todo pânico contido num amanhã sem futuro, entristeceu-me a alma para além do meu domínio. Maldição, como é possível que tanto sofrimento assim revestido em consumível possa ser desejável. Segundo acontecimento: Hora do almoço. Uma senhora cega almoça só, defronte a mim. Com movimentos calmos e compassados, sem os sobressaltos característicos de quem usufrui da visão, conduz seus alimentos à boca. Bebe do seu copo, que previamente enche sem falhar, talvez uma ou duas gotas derrame, mas num ritmo certo e seguro, bebe saboreando do copo que leva aos lábios, numa calma tão intensa e contida, capaz até de desacelerar o próprio ambiente em seu redor. De um ser humano que apressamos em julgar às escuras eis que surge luz para o mundo. Como é que uma mulher privada da sua visão, ilumina assim, o espaço em seu redor… Uma vez mais, agora por motivos diferentes, me comovo sem mostrar com o desempenho que cada um representa, à razão deste sentir. Andamos muitas vezes, apenas semi-acordados em nossa escuridão a que chamamos de vida, egocêntricos em nossos assuntos esquecemos o mundo e a luz que para nós reflecte. Tantas vezes naquilo que desprezamos por receio de que vá desmoronar o gelo do iceberg da nossa indiferença, fria, surda e manipuladora. Oxalá um dia, possamos deixar de ser manipuladores, antes de encontrar a Deus.

quinta-feira, abril 17, 2008

manual de sobrevivencia

Começa por ti

Tua natureza divina não foi feita para ser aprisionada à sombra do sofrimento, fora do alcance de Deus, e sim para expandir, crescer, para assim, reencontrar sua real função. És a flecha que tem por destino ser arremessada ao tronco do conhecimento e se forças em direção contrária, cais em depressão, por negares ao teu ser a tua real necessidade que é a de estares livre, presente na tua realidade divina. Deves saber que as coisas não precisam acontecer desta forma. Lembra que sempre que sentires a ausênciado teu coração em tuas decisões, ou seja,a ausência da paz de espírito, tens a opçãoem escolher novamente. Volta, recolhe teu ser no silêncio que habita tua morada, e lá, começa por ti. O que queres que não podes ter? Nesta frase tão curta, reside todo o emaranhado de fios que te sufocam a cada dia.Começa por ti e em ti. Aprende a conhecer tuas reais necessidades e começa por elas. Uma a uma, purificando teu ser do sofrimento que tens te causado por todo este tempo. Desacredita da tua má sorte e põe tua atenção, teu coração no conhecimento que está dentro de ti, em silêncio, a esperar-te para dar-te a paz, a certeza de quem és.

terça-feira, abril 15, 2008

esquecendo...vem cá...

A cada dia que passa, a cada noite. Por todos os que me envolvem e pelos que não, invulnerável a uma invulnerabilidade invencível, o resultado das experiencias inicia a contagem dos votos. Abrange-me um sono, o esquecendo vem cá…

quarta-feira, abril 09, 2008

Aprendendo com a vida

Por vezes ficas em desespero, pensas que não resistirás a mais um dia;Choras de pressa, de vontade para que tudo mude rapidamente, para que possas te aliviar e respirar mais tranqüilo. E, na pressa, acabas perdendo o foco, a real oportunidade que te é mostrada para crescer, aprender sobre ti mesmo.Há sempre mais alguma coisa a se aprender quando as mudanças tão desejadas não te acontecem.Costumas valorizar em demasia o que acontece fora de ti e não percebes que, muitas vezes, não importa o que aconteça, mas importa a lição que aprendes com cada momento que te é dado.Dentro de ti a tua luz brilha e contempla com alegria o teu percurso.Portanto, não te angusties se o que desejas ainda não te foi dado;Se pelo que sofres ainda não recebeste alívio;Se o que te negas a mudar ainda não te fez compreender a importância de te permitires ser moldado pela própria vida.Não te preocupes, apenas silencia e te permitas estar em paz por um momento.A vida ensina aos poucos, para que tu tenhas tempo de te moldares aos planos do teu Criador.A vida ensina aos poucos para que não venhas a ter medo e fechar a tua porta novamente para as múltiplas possibilidades que tens de crescer e ser feliz.Vai com tua calma e desiste de fazer planos de perder-te de ti mesmo, pois tua missão é estar consciente, saudável e definitivamente iluminado pela tua própria vontade de estar em conexão com o teu coração

domingo, abril 06, 2008

Fragilidade

Deixai vir a mim as criancinhas é uma célebre frase de Jesus.
Dela podem ser extraídas inúmeras lições.
Por vezes, se identifica na passagem evangélica a necessidade de abordar o sagrado com simplicidade e sem afetação. Afinal, as crianças são espontâneas e singelas em suas manifestações. Outra lição possível é a de que se deve manter a capacidade de encantamento perante a vida. Assim são as crianças, que lançam olhares deslumbrados ao mundo que principiam a descobrir. Um enfoque igualmente interessante é sobre a necessidade de proteger as criaturas frágeis.
Jesus era forte em todos os sentidos. Possuía infinita sabedoria, que impressionava e confundia os sábios e os grandes da época. Sua autoridade moral era incontestável, a ponto de dominar as massas com Sua simples presença.
Há relatos espirituais de pessoas que, frente ao Mestre, caíram ajoelhadas, sem poder dominar a sensação de estar na presença de alguém superior. Foi esse homem, entre todos, forte que abriu os braços à própria imagem da fragilidade: as crianças. A Sabedoria Divina veste a infância com encantadora roupagem para despertar o instinto protetor dos adultos. A violência contra a criança sempre parece a mais repulsiva de todas. A graciosidade dos pequenos seres enternece os mais rudes corações. Ocorre que a fragilidade nem sempre se apresenta encantadora. A velhice é um bom exemplo. Os idosos gradualmente perdem as forças físicas e passam a depender da paciência e do auxílio alheio. Do mesmo modo, os enfermos carecem de socorro.
A imagem do sofrimento e da miséria humana não costuma ser agradável. É mais fácil ter arroubos de ternura com uma criança rosada e risonha do que com um adulto definhante. Mas há um gênero de fragilidade ainda mais carente de compreensão e auxílio. Trata-se dos homens moralmente frágeis. Ninguém é mais necessitado de compaixão do que os viciosos do corpo e da alma. Curiosamente, eles costumam suscitar apenas reprovação e desprezo. Suas dificuldades são vistas como falta de vergonha ou de vontade. Não raro, tem-se um sentimento de rejúbilo quando algo mau ocorre com alguém de hábitos corrompidos.
Por exemplo, há muito pouca preocupação com as condições de vida dos detentos no Brasil. Sabe-se que vivem em celas superlotadas e sem higiene, mas isso não incomoda. Não é possível ser ingênuo e abolir os modos pelos quais a sociedade se protege de seus elementos perigosos. Mas é necessário lembrar que se trata de seres humanos. Embora por vezes truculentos, os criminosos são frágeis em sua rebeldia para com as Leis Divinas. Trilham caminhos tortuosos que lhes preparam grandes dores. Cedo ou tarde, terão de reparar todos os males que causaram. Contudo, permanecem irmãos na infinita caminhada da Humanidade rumo à plenitude. Importa, pois, adotar uma postura cristã, em especial quanto aos seres moralmente débeis. Reprovar seus erros e prevenir os abusos, mas sem se tomar de ódio e sem embrutecê-los com maus tratos. Educá-los e auxiliá-los, a fim de que se recuperem.
Afinal, quem se diz cristão tem o dever de tornar-se amparo dos irmãos de jornada.
Pense nisso.

sábado, abril 05, 2008

Ganham as asas de um Anjo

Todo aquele que dentro de um sistema comunitário, social... de qualquer tipo, qualquer etnia... por um estranho evento ou capricho em sua vida enfrentar um justo. E se com o apoio incontestável dos seus, mergulhados em suas tramas causadas por não serem correspondidos em seus caprichos, no canto da vitória dos lobos descobrir em si próprio a liberdade e a inocência do cordeiro... Será libertado ainda mais generosamente que na proporção dos seus apedrejamentos. Assim amanhã como hoje, ganham as asas de um justo. Ganham as asas de um Anjo.

sexta-feira, abril 04, 2008

Herbert Vianna

'Cirurgia de lipoaspiração?'
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração? Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva. "Cuide bem do seu amor, seja ele quem for".

quinta-feira, março 20, 2008

Não pertenço tanto às pessoas, … mas aos momentos…

Explico: Não vejo durante longos períodos, tipo uns anos sei lá… alguém que eu de uma forma responsável considere para mim, seja uma descoberta essencial permanente. No entanto curioso e, melhor… fantástico, maravilhoso, indescritível… (retomando), cada um e todos conseguem ter em mim momentos de uma importância nuclear, … sim ao nível do átomo. Tem alturas … várias, ao longo do dia, ao longo dos diversos cenários onde por qualquer motivo me vejo no guião, lá está, aquela pessoa que de um modo inconsciente, sem o saber me toca de uma forma impar, de uma forma que me vai conduzir a um moldar do próprio presente, do agora. Que poder, que fantástico poder, este de sermos todos invariavelmente contradições das estatísticas que dizem que somos todos substituíveis…. Substituíveis, uma treta!

terça-feira, março 18, 2008

O bambu chinês

O bambu chinês (bambusa mitis) é uma planta da família das gramíneas, nativa do Oriente. Destacamos aqui uma particularidade muito interessante, relativa ao seu crescimento. Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, excepto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante 5 anos, todo crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu. O que ninguém vê, é que uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo cuidadosamente construída. Então, lá pelo final do quinto ano, o bambu chinês cresce, até atingir a altura surpreendente de 25 metros.
Quantas coisas em nossa vida são similares ao bambu chinês...
Trabalhamos, investimos tempo, esforço, dedicação, e às vezes não vemos resultado algum por semanas, meses ou anos. Quem sabe, se lembrarmos desta lição que a natureza nos dá, através do bambu chinês, teremos a paciência necessária para esperar o tal quinto ano. Assim não deixaremos de persistir, de lutar, de investir em nós mesmos, sabendo que os frutos virão com o tempo. Muitos ainda somos imediatistas, desejando o retorno fácil, a conquista instantânea. Esquecemos que todas as grandes e valorosas conquistas da alma demandam tempo, exigem esforço de muitos e muitos anos, e às vezes de muitas vidas.
Este hábito de não desistir de nossos objetivos, de continuar tentando, de não se abalar perante os inevitáveis obstáculos, constitui uma virtude. Continuar, persistir, manter constância e firmeza, fazem parte da importantíssima virtude da perseverança. A perseverança é o combustível dos vencedores. Mas não dos vencedores mundanos, de vitórias superficiais e transitórias. Mas daqueles que vencem a si mesmos, que vencem dificuldades no anonimato.
Thomas Edison, homem perseverante, afirmou que nossa maior fraqueza está em desistir, e que o caminho mais certo para vencer é tentar mais uma vez. E quantas centenas de vezes ele tentou fabricar sua lâmpada, sem sucesso...
E o mais interessante é que as muitas tentativas frustradas lhe davam mais forças ainda. Eu não falhei. – dizia ele. Encontrei 10 mil soluções que não davam certo. Em outro momento afirmou que os três grandes fundamentos para se conseguir qualquer coisa são: primeiro, trabalho árduo; segundo, perseverança; terceiro: senso comum.
Aprendamos com esses expoentes que muito conseguiram, não vislumbrando apenas os louros da glória, ou apenas admirando contemplativamente. Respeitemo-los por suas aquisições valorosas, e enxerguemos o caminho todo que trilharam até conseguir seu sucesso.
* * *
Não asseveres: É-me impossível fazer! Não redargas: Não consigo! Nunca informes: Sei que é totalmente inútil aceitar. Nem retruques: É maior do que as minhas forças.
Para aquele que crê, o impossível é tarefa que somente demora um pouco para ser realizada, já que o possível se pode realizar imediatamente.
com base no cap. 39, do livro Convites da vida, ed. Leal., Equipe de Redação do Momento Espírita, pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, março 12, 2008

Eu também posso fazer

Saint-Exupéry narra com maestria, em seu Terra dos homens, quando ainda era jovem piloto, a experiência de ter assumido o correio aéreo da África. Quando recebeu a notícia que partiria na manhã seguinte para seu primeiro dia de trabalho, confessou que talvez não estivesse ainda bem preparado. Expressou assim sua insegurança a um companheiro de vôos, naquela noite.
Narra o autor que seu amigo espalhava confiança como uma lâmpada espalhava luz. Um amigo que mais tarde iria bater o recorde das travessias do correio aéreo da Cordilheira dos Andes e do Atlântico Sul. Diz-nos Exupéry que sorrindo o mais reconfortante dos sorrisos, ele me disse simplesmente: “As tempestades, a bruma, a neve, por vezes essas coisas o incomodarão. Pense então em todos os que conheceram isso antes de você e diga assim: o que eles fizeram eu também posso fazer.” Usualmente os novos desafios nos trazem insegurança. É um aperto no peito; uma dor no estômago; uma noite mal dormida, onde os sonhos ficam projetando um possível insucesso. É natural que nos sintamos assim por alguns momentos. São momentos que ensejam uma busca por nossas habilidades, nossas capacidades internas. Sempre será uma chance de nos conhecermos, quando inquirimos: Será que eu posso?
Porém, se nossa auto-estima estiver rebaixada, ou se nosso conhecimento sobre nós mesmos for precário, a tendência é que a insegurança reine por mais tempo. Poderá ser tão poderosa a ponto de nos fazer desistir, retornar. Como se a vida nos convidasse a dar mais um passo e, ao erguermos o pé do chão, nos sentíssemos em desequilíbrio e preferíssemos voltar a perna na posição inicial. Por esta razão o conselho recebido pelo jovem aviador é precioso. Quem sabe pensar em todos que já conseguiram antes de nós, ou em todos aqueles que já passaram por isso e sobreviveram, seja grande ajuda. O que eles fizeram eu também posso fazer. Esta frase nos fala do potencial que todos temos, mas também deve nos lembrar de questionar:
Como eles conseguiram? Sim, pois vencer desafios exige sempre muita preparação, muito esforço e grande dedicação. Desta forma, se nos tivermos preparado, feito nossa parte bem feita, não há razão de temer, não há razão para deixar que a insegurança nos domine e nos paralise. Tempestades, brumas e neves são comuns e naturais na vida.
As intempéries são escolas de almas que buscam aprimoramento e resistência. Elas sempre existirão. Estão, de certa forma, fora de nosso controle ou comando. O que está sob nosso manche é nossa aeronave Espírito, e nossa habilidade de contornar as tempestades, de fazer boas escolhas, de vencer a nós mesmos.
* * *
Quando o Modelo e Guia da Humanidade, Jesus, afirmou: Vós sois deuses; e também que Aquele que crê em mim fará as obras que eu faço e outras maiores, Ele falava de potencial. Conhecia profundamente a destinação de cada alma, e que esta seria a perfeição. Conhecia a imutável Lei do progresso, e ousou dizer àqueles homens ainda de coração endurecido, que no futuro, quando desejassem, seriam como Ele já era. Era o habitante do topo da montanha, dizendo aos que acabavam de começar a escalada, que todos poderiam chegar no cume um dia.
com base em trecho da obra Terra dos Homens, de Antoine de Saint-Exupéry, ed. Nova Fronteira.

terça-feira, março 11, 2008

Como saberei se hoje estive bem?

Se contive nos meus comportamentos o meu sentir de forma a expressar mais fielmente o meu saber... pois bem os resultados dessa acção aproximam-se muito (a um) ao presente.
Acontece então um bem-estar quase imediato e constante, uma género de aproximação harmoniosa e de bem-estar porvindo de um saber ao ser partilhado.
É uma situação de um calmo auto-controlo projectado sobre si mesmo e contagiante vivifica sem esforço, bem para além das áreas fisiologicas.
Se sobre este meu dia só me ocorre no final a sua movimentação, a agitação desenfreada em que se resumiu seja ela de que índole for, mas sobretudo se me empresta uma sensação de isolamento à razão do meu ontem; se me dá aquela sensação de "muita parra para pouca uva"; se não consigo sentir no reencontro da consciencia “obra” dentro de mim realizada... nesse dia, sobre o saber adquirido; se honesto não sentir que não cresci e não beneficiei,
então… o mais provável é ter que esperar pelos resultados lá longe, no dia de amanhã se cá estarei, para saber se valeu a pena…
truques de cozinheiro: ("na segunda camada da epiderme", já lá estão as respostas...)

segunda-feira, março 10, 2008

HEBREUS 12:1

Consequentemente, como estamos a ser observados por uma nuvem tão vasta de testemunhas que nos precederam, libertemo-nos de tudo que nos limita e lancemo-nos com coragem e perseverança na corrida que nos espera.