segunda-feira, junho 16, 2008
sábado, junho 14, 2008
REI KI
Dia da minha iniciação no 1º Grau de Rei Ki, de Mikao Usui.
A mestre, a MAdelina, a estrela da sorte.
sexta-feira, junho 13, 2008
Três imperativos
Em uma conhecida passagem evangélica, Jesus afirma: Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e se abrirá.Pedir, buscar e bater são os três imperativos da recomendação do Cristo. O problema consiste em aplicar sabiamente esses comandos. A existência humana nem sempre é tranqüila. Freqüentemente não é fácil identificar a conduta correta. Perante os reclamos e os valores do mundo, a fronteira entre o certo e o errado se esfumaça. Os convites mundanos são muito sedutores e se apresentam como algo razoável. Negá-los, às vezes, parece uma insensata submissão a hábitos demasiado rígidos. Fica-se entre o dever e a vontade.Nesse embate, a razão não raro se impressiona com os exemplos alheios e apresenta o dever como conduta antiquada. Surge a idéia de que, se todos fazem algo, isso deve ser normal. O problema é que ninguém nasce na Terra para seguir exemplos desvirtuados e viver exóticas fantasias.Todos os homens são Espíritos e sua morada natural é no Plano Espiritual.Quando aqui renascem é para cumprir programas de superação de velhos vícios e desenvolvimento de variadas virtudes. A finalidade do existir terreno é a transcendência, jamais a adoção de comportamento mais apropriado aos animais irracionais. Embora as conveniências mundanas figurem determinados hábitos como aceitáveis, nem por isso eles deixam de comprometer espiritualmente quem os adota. Os exemplos de condutas desvirtuadas são os mais diversos. Tem-se a vivência sexual apartada de vínculos afetivos e de uma proposta de vida em comum. Há também a desonestidade de qualquer ordem, a indiferença perante os miseráveis, o abandono moral ou material de pais idosos ou enfermos. Embora se tente justificar com novos valores, com a correria da vida moderna, não há argumento que converta atos levianos e indignos em conduta louvável. Nesse emaranhado de lutas e dúvidas, convém refletir sobre os três imperativos da exortação do Cristo. É preciso aprender a pedir caminhos de libertação da antiga cadeia de maus hábitos. É necessário desejar com força a saída do escuro círculo no qual a maioria das criaturas perde a visão dos interesses eternos. Após pedir com correção, impõe-se o buscar. O ato de buscar constitui um esforço seletivo.O mundo segue pleno de solicitações inferiores, mas urge localizar a ação digna e libertadora. Muitos perseguem miragens perigosas, como mariposas que se apaixonam pela claridade de um incêndio. Convém aprender a buscar o bem legítimo, o desejo de ser melhor, de superar-se, de transcender. Estabelecido o roteiro edificante, chega o momento de bater à porta da edificação. Bater tem o sentido de esforço metódico e contínuo. Sem persistência, é difícil transformar as experiências humanas em fatores de libertação para a eternidade. Não basta, pois, pedir sem rumo, procurar sem análise e agir sem objetivo elevado. Urge pedir ao Pai Celestial a libertação do passado de equívocos. Mas também é preciso buscar atividades nobres e nelas localizar o próprio esforço de redenção.Pedir, buscar e bater. Esses três verbos contêm um roteiro de libertação, com destino a vivências sublimes. É necessário apenas bem utilizá-los.
Pense nisso.
com base no cap. CIX, do livro Pão nosso, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb
quarta-feira, junho 11, 2008
sexta-feira, junho 06, 2008
quarta-feira, junho 04, 2008
terça-feira, junho 03, 2008
quarta-feira, maio 28, 2008
segunda-feira, maio 26, 2008
Saindo do poço
Narra uma lenda chinesa que no fundo de um poço pequeno, mas muito fundo, vivia um sapo. O que ele sabia do mundo era o poço e o pedaço de céu que conseguia ver pela abertura, bem no alto. Certo dia, um outro sapo se abeirou da boca do poço. Por que não desce e vem brincar comigo? É divertido aqui. – Convidou o sapo lá embaixo. O que tem aí? – perguntou o de cima.Tudo: água, correntes subterrâneas, estrelas, a luz e até objetos voadores que vêm do céu.
O sapo da terra suspirou. Amigo, você não sabe nada. Você não tem idéia do que é o mundo. O sapo do poço não gostou daquela observação. Quer dizer que existe um mundo maior do que o meu? Aqui vemos, sentimos e temos tudo o que existe no mundo. Aí é que você se engana, falou o outro. Você só está vendo o mundo a partir da abertura do poço. O mundo aqui fora é enorme. O sapo do poço ficou muito chateado e foi perguntar a seu pai se aquilo era verdade. Haveria um mundo maior lá em cima? O pai confirmou: Sim, havia um outro mundo, com muito mais estrelas do que se podia ver dali debaixo. Por que nunca me disse? – perguntou o sapinho, desapontado. Para quê? O seu destino é aqui embaixo, neste poço. Não há como sair. Eu posso! Eu consigo sair! – falou o sapinho.
E pulou, saltou, se esforçou. O poço era muito fundo, a terra longe demais e ele foi se cansando. Não adianta, filho. – tornou o pai a dizer. Eu tentei a vida toda. Seus avós fizeram o mesmo. Esqueça o mundo lá em cima. Contente-se com o que tem ou vai viver sempre infeliz. Quero sair! Quero ver o mundo lá fora! – chorava o filhote. E passou o resto da vida tentando escapar do poço escuro e frio. O grande mundo lá em cima era o seu sonho.
* * *
Um pobre camponês de apenas 8 anos de idade não se cansava de ouvir esta lenda dos lábios de seu pai. Vivendo a época da revolução cultural na China de Mao Tsé Tung, o menino passava fome, frio e toda sorte de privações. Pai, estamos em um poço? – perguntava.
Depende do ponto de vista. – respondia o pai.
Mais de uma vez o garoto se sentia como o sapo no poço, sem saída. Mas ele enviava mensagens aos Espíritos. Pedia vida longa e felicidade para sua mãe. Pedia pela saúde de seu pai mas, mais que tudo, ele pedia para sair do poço escuro e profundo. Ele sonhava com coisas lindas que não possuía. Pedia comida para sua família. Pedia que o tirassem do poço para que ele pudesse ajudar seus pais e irmãos. Ele pedia, e sonhava, e deixava sua imaginação levá-lo para bem longe. Um dia, a possibilidade mais remota mudou de modo total o curso da sua vida.
Ele foi escolhido entre centenas de camponeses e foi fazer parte de algumas das maiores companhias de balé do Mundo.
Um dia, ele se tornaria amigo do Presidente e da Primeira-dama, de astros do cinema e das pessoas mais influentes dos Estados Unidos.
Seria uma estrela: o último bailarino de Mao Tsé Tung.
Li Cunxin saiu do poço.
* * *
Nunca deixe de sonhar! Nunca abandone seus ideais. Mantenha aquecido o seu coração e vivas as suas esperanças. O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!
com base no cap. 3 do livro Adeus, China – O último bailarino de Mao, de Li Cunxin, ed. Fundamento
quinta-feira, maio 22, 2008
segunda-feira, maio 19, 2008
Objectiva VS Objectivo
Ocorreu-me o “confronto” entre estas duas palavras para abordar uma simples técnica que pode facilmente ser usada, tanto para a meditação, como para auto-avaliação ou um momento de oração, enfim, para um momento de reflexão sobre uma porção de tela vivencial, tanto acontecida como por acontecer.
Definições:
Objectiva – Faz-me recordar a objectiva de um aparelho fotográfico. Ela é a forma encontrada, de captar uma certa quantidade de imagem que pelo seu conteúdo pode constituir informação, que é reflectida para o interior do aparelho fotográfico a fim de que este a registe em rolo fotográfico e mais recentemente em formato digital, ou seja conteúdo electrónico. A objectiva em questão foca seleccionando os acontecimentos, capta as nuances e os brilhos, as cores e as noções de tridimensionalidade. No entanto, é sobretudo ser o canal condutor de todas estas coisas para o interior do aparelho fotográfico, que lhe dá o maior sentido. Após uma sessão fotográfica, nada fica retido em seu corpo, sendo o aparelho fotográfico com seus componentes mecânicos e electrónicos, que irão armazenar todos os dados anteriormente captados.
Objectivo: Continuando com o exemplo anterior, o objectivo diferencia-se como a palavra indica, pela sugestão que transmite do destino final de um dado sentido.
Enquanto uma objectiva permite a captação de determinada imagem, o objectivo é para onde, independentemente da objectiva usada, essa captação será conduzida. È o corpo do aparelho fotográfico, neste exemplo.
Assim sendo, sem mais delonga, começarei por apresentar o objectivo deste exercício com um exemplo aleatório, retirado da infinita possibilidade de usos, donde pode ser empregue esta técnica.
Estou feliz com a minha profissão? Terei ferramentas de avaliação eficazes, que me ajudem a “decifrar” esta questão, levando em conta todas as condicionantes implicadas, do tipo: Estou bem pago? Sou pró-activo? Interajo correctamente com os meus colegas profissionais?
Como se reflectem todos estes dados conjuntamente, sobre a minha vida familiar?
São um desenrolar de questões interligadas que se debatem sobre o indivíduo, que não tarda, se sente congestionado por questões que se apresentam como os tentáculos de um polvo, sem que consiga responder satisfatoriamente a todas em simultâneo.
Como me sinto com a minha profissão? Constitui ela uma objectiva ou um objectivo na minha vida? Basicamente, é a minha profissão um meio ou um fim em minha vida? Aqui reside toda a diferença, dado que dependendo da forma como me sentir em relação a esta questão, estarei a responder a todas as outras questões que dali advém, desmontando assim todo esse cenário inquietante e por vezes até, paralisante. Então vejamos:
Se constitui uma objectiva em minha vida, então entendo a minha profissão como uma forma de interagir com várias dinâmicas não como um fim em si, mas como um meio de obter ou chegar a algo que até posso a dado momento desconhecer. Interiormente inicio a viagem à desmontagem das restantes questões que se apresentaram:
Estarei bem pago? Se não sinto a minha profissão como um objectivo se calhar não estarei a dar o meu máximo, pelo menos, poderei ter que rever em baixa a minha expectativa de renumeração dado que estou a ser retribuído de outra forma, mais como um meio em si, do que como um fim em si. Pelo menos é um princípio chegar a um “beco com saída”.
Sou pró activo? Será razoável exigi-lo? Então se estou a usar a minha profissão numa objectiva não especializada, será que é razoável esperar isso de mim? Não estarei a necessitar de mais razoabilidade e tolerância por mim mesmo?
Interajo correctamente com os meus colegas? Estarei a relacionar-me com eles, dentro deste contexto? Não estarei a derivar ansiedades, ou desfuncionalidades para cima deles e de mim mesmo? Poderei encorpar comportamentos dentro desta esfera de relacionamento mais adequados onde esclarecido, possa apaziguar o ambiente.
Podem certamente estas reflexões ajudar na estabilização e promoção, de um ambiente mais saudável em casa, onde junto dos meus familiares posso encontrar mais disponibilidade para um relacionamento mais fraterno e lúcido.
Se constitui um objectivo. Neste caso em concreto é um pouco mais fácil, pois se identifico a minha profissão actual como um objectivo, então novamente sobre as mesmas questões esperariam-se respostas diferentes que originariam também respostas diferente:
Estarei a trabalhar com a empresa certa? Será este o projecto em que devo investir mais tempo, que me retribui em renumeração o que acho que me é devido. Necessitarei de investir mais em formação? Estarei a funcionar dentro da esfera que me é favorável, no departamento certo? Terei que tentar alguma alteração nos meus hábitos de funcionamento para que possa ser reparado pela positiva, no sentido de granjear algum reconhecimento extra, tanto pelos meus colegas como pelas minhas chefias. Em casa, estarei a exigir o razoável da minha família, será que compreendem minha ambição na empresa? Etc… etc…
Se reparar, em cada questão das muitas colocadas e que ficaram por colocar, sempre podia usar o mesmo: Objectiva ou objectivo? Àquelas questões que não se resolve de imediato, das que advém sempre fica uma porta aberta. Enfim este foi um exemplo dos muitos onde se pode realizar um tal exercício.
Muito bom para os neurónios da modernidade, sujeitos a constante adormecimento e robotização, ao serem assim estimulados activam em sua mobilização a possibilidade de acontecer além da estabilização de uma forma de vida, a promessa real de encontro com algo ainda maior. Um Objectivo
sexta-feira, maio 16, 2008
O amor perante a indignidade
É comum o cristão experimentar a angustiante sensação de que não está à altura da crença que esposa. Ele pensa que não se esforça o bastante para viver o que acredita. Ou que seus esforços não dão os resultados que gostaria. Uma triste dúvida por vezes lhe baila na mente: Será que ele é apenas um hipócrita, enamorado de belos ideais, mas sem colocá-los em prática?
O modelo cristão é bastante elevado. Trata-se da figura do Cristo, sublime sob todos os aspectos. Embora em constante contato com seres ignorantes e transviados, preservou Sua pureza. Ensinou, curou e exemplificou as mais excelsas virtudes. Submetido às maiores violências, perdoou imediatamente. Rigorosamente paciente com os simples e ignorantes, soube usar de energia ao tratar com os poderosos e os sábios de coração vazio. Jesus alterou a História e os valores da Humanidade. Com ele, a palavra amor ganhou uma nova acepção. Não mais se tratava apenas de erotismo ou de amizade, conforme o legado dos filósofos gregos.Tinha-se doação incondicional, sem qualquer expectativa de retorno. Surgiu a concepção de que o semelhante deve ser amado apenas porque existe, independentemente de seus valores e de seus atos. Aí reside um fator de dificuldade para uma boa parte dos cristãos. A figura de Jesus cintila em Suas perfeições. O relato de Seus feitos provoca um intenso desejo de segui-Lo, de imitar-Lhe a conduta. Mas para isso é preciso desenvolver um amor desinteressado e abrangente. Entretanto, a Humanidade parece tão lamentável e suscita tão pouca simpatia!
Pessoas genuinamente boas são raras no Mundo. Já os desonestos são tão abundantes e ardilosos! As notícias sobre políticos corruptos não colocam o coração humano em disposição amorosa. Os criminosos sempre estão a conseguir um modo de sair da cadeia. Vê-se por todo lado a esperteza, a desonestidade e o egoísmo. Parece que todo mundo está à cata de vantagens e de privilégios. Fala-se mais em greves do que em serviços eficientemente prestados. Amar uma Humanidade assim parece uma tarefa bem difícil, quase impossível ...
Entretanto, Jesus é o Modelo e conviveu com homens ainda mais rudes e os amou. Um fator importante a considerar é que cada qual recebe conforme suas obras. À Justiça Divina preside a harmonia universal. Não é necessário gastar tempo com atitudes de revolta e inconformismo. As leis humanas são falhas e freqüentemente são burladas. Mas as Leis Divinas são incorruptíveis e infalíveis.Todo ato, seja digno ou indigno, tem naturais e automáticas repercussões. Assim, os que se permitem viver no mal devem apenas ser lamentados. Eles estão semeando dores em seus destinos.
Conforme afirmou o Mestre na cruz, eles não sabem o que fazem.
Ciente dessa realidade, não deixe que a miséria moral alheia seja um obstáculo à sua piedade e ao seu amor. Mesmo que você não consiga fazê-lo com perfeição, esforce-se em amar seu semelhante. Os ignorantes e indignos são apenas os mais necessitados de compreensão e auxílio. Pense nisso.
sexta-feira, maio 09, 2008
Uma chance a ti mesmo
Apenas uma chance para que possas respirar devagar, suavemente, para assim descobrir quão imensa é a vida que reside dentro de ti.
Dá uma oportunidade para que a tua visão interior encontre as cores que te compõem,
Para então ensinar-te a colorir a tela que ainda permanece em branco por pensares que não és capaz de dar-te o arco-íris.
Apenas um instante para aquietar-te e sentir o silêncio que em ti habita, onde todas as perguntas se calam, pois as respostas, todas, estão ali na tua entrega a ti mesmo.
Teus passos, um a um, vão compondo o teu percurso e depende de ti fazer deste caminho algo digno do ser humano que tu és.
Vem com tua força e não com tua fraqueza.
Vem com tua alegria e não com tua tristeza.
Vem com tua luz e não com a tua escuridão.
Alimenta o que te fortalece frente o tempo que te é dado.
Vê, depende de ti estar em conexão com a vida, o teu amor maior.
Portanto, dá uma chance para que possas, ao menos, ter um vislumbre do que é estar bem, estar em equilíbrio, estar preenchido, estar pleno, cheio de clareza, de luz.
O tempo está passando e se acreditas que o teu destino já foi moldado por outras mãos que não as tuas, realmente estás perdendo tempo, muito tempo...
Alcança para ti o que teu ser sente saudade.
Alcança para ti o que teu ser reconhece como sendo o seu lar, sua morada.
Pois, está, definitivamente, dentro de ti tudo que necessitas para sentir paz...
Paz e gratidão...
Porque, o que te é dado dia a dia, não é pouco e nunca será.
Sê feliz.
quarta-feira, abril 30, 2008
Começa por ti
Para quem tem olhos de ver, em toda parte ensinamentos se fazem presentes.
No túmulo de um bispo anglicano, que está na cripta da Abadia de Westminster, na praça do Parlamento, em Londres, pode-se ler o seguinte: Quando eu era jovem, livre, e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo. À medida que me tornei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não ia mudar. Reduzi, então, meu campo de visão e resolvi mudar apenas meu país. Mas acabei achando que isso, também, eu era incapaz de mudar. Envelhecendo, numa última e desesperada tentativa, decidi mudar apenas minha família, os mais próximos, mas, ai de mim, eles não estavam mais ali.
Agora, no meu leito de morte, de repente percebo: se eu tivesse primeiro me empenhado apenas em mudar a mim mesmo, pelo meu exemplo eu teria mudado minha família. Com a inspiração da família e encorajado por ela, teria sido capaz de melhorar meu país e, quem sabe, poderia até ter mudado o mundo.
* * *
Quase sempre, pensamos e agimos exatamente assim. É comum lermos um trecho do Evangelho e logo pensarmos como aquelas frases seriam muito importantes para alguém da nossa família. Quando ouvimos uma palestra edificante, que concita ao bem, logo nos vem à mente o pensamento de que seria muito bom se determinada pessoa estivesse ali para ouvir. Isso faria muito bem para ela! É o que dizemos para nós mesmos. Como esta informação a poderia modificar, mudar sua forma de agir.
Quando estamos vinculados a uma determinada religião, o pensamento não é diferente. Ficamos a desejar que nossos parentes, nossos amigos, colegas professem a mesma crença, comunguem dos mesmos ideais. Por vezes, chegamos a nos tornar um pouco inconvenientes, ou talvez até em demasia, mandando recados, frases escolhidas para os amigos. Tudo nesse intuito de que eles as leiam, as absorvam e coloquem em prática. São frases que se referem aos bons costumes, à ética, à moral e quem as recebe, com certeza, pensará também: Seria muito bom que o remetente colocasse em prática essas fórmulas. Ele precisa disso. Por isso é que o Mundo ainda não é esse local especial que tanto ansiamos: um oásis de compreensão, com aragem de paz e fontes cantantes de fraternidade.
Porque cada um de nós deseja, pensa, anseia por mudar o outro. Por fazer que o outro se revista de compreensão, de polidez. Contudo, o Modelo e Guia da Humanidade estabeleceu que cada um deve dar conta da sua própria administração. Administração da sua vida, dos seus deveres, da sua missão.
O mundo é a somatória de todos nós, das ações de todos os homens.
Cabe-nos pois a inadiável decisão de nos propormos à própria melhoria.
E hoje, hoje é o melhor dia para isso. Nem amanhã, nem depois. Hoje.
Comecemos a pensar em que poderemos nos melhorar.
Quem sabe, um gesto de gentileza?
Que tal um Bom dia?
Um Obrigado, um sorriso?
Pensemos nisso.
terça-feira, abril 29, 2008
1 ruga
1 ruga: ele fez de tudo um pouco para se desviar de algum percurso para si projectado por alguém que o criou, que o alimentou e viu crescer.
Dáva assim a voz a algo que do seu peito cedo emergiu sem forma, e no vigor da sua juventude acabou por emprestar a seu quadro cores fortes e algo berrantes.
Andou pelos excessos, contrapostos àquilo que não sentia n/os outros compreender.
Viveu excessos. Embriagou-se despudoradamente virando as costas ao que se havia instituído, que lhe dava guarida/guarita.
Era assim uma espécie de vadio sem o ser, miserável sem o ser, pobre sem o ser, solitário sem o ser.
Passaram-se aventuras em excessos mergulhadas, ele sempre via tipo pelo retrovisor aquele que se encontrava ao seu redor e àquele que percebia em situação idêntica, deu sempre a mão.
Quando não o fez, pela tarde chorou amargamente.
Depois de alguns acontecimentos, vários, demais amontoados em caos suburbano, numa trip sem planear, descobriu o que sempre procurou da forma o mais avassaladora possível.
É que todos eram irmãos: Todos os destinos, todas as missões, todos os caminhos afinal, tudo expressão de um único autor...
Uma única ruga ancestral, no rosto imponderável da eternidade.
sábado, abril 26, 2008
quinta-feira, abril 24, 2008
Uma chance de ser bom novamente
Consciência de culpa: severa companheira dos corações amargurados. Acusadora cruel, que devora qualquer paz que deseje nos acariciar o rosto, mesmo que por alguns segundos.
Quantos... Quantos de nós carregamos na alma a vergonha de atos do passado. Quantos escondemos segredos no íntimo assombrado pelas guerras conscienciais...
Quantos desses fantasmas nos atemorizam, muitas vezes, sem que percebamos...
Certas palavras que ouvimos, quando nos lembram do que guardamos na alma, parecem mais punhais incandescentes querendo nos torturar.
Queria voltar o tempo; Quisera ter agido de outra forma; Se soubesse o que sei agora...
Todas são expressões típicas da consciência culpada. Mas, e se ela, do alto de seu reinado de fogo em nossa intimidade, um dia ouvisse a seguinte expressão: Há uma chance de ser bom novamente. Taparia os ouvidos, certamente, num primeiro momento. Mas a frase continuaria ecoando. Não há mais como não ouvi-la. Ela brada com força e doçura, irresistível.
O reinado da dominadora culpa está ameaçado. Existe uma chance de liberdade para aqueles que se consideravam prisioneiros de si mesmos.
Agora há uma chance...
Uma chance da paz voltar, e voltar maior do que era... Que chance é essa?
É a chance da prática do bem. Tudo que destruímos, um dia poderá ser reconstruído, através desta ação. Cobrindo a multidão de pecados, o amor, através da prática do bem, nos concederá a liberdade que tanto sonhamos. As ações do passado não se apagam, é certo, feito mágica, mas as novas atitudes, quando alicerçadas no bem, produzirão tanta luz, que o pretérito de sombras não mais nos assustará.
As leis de Deus, perfeitas e amorosas, sempre nos dão exemplos desta possibilidade. Almas que traímos, que maculamos, que transviamos, retornam ao convívio diário, através da reencarnação, para que agora as amemos. Se no passado destruímos, se fomos exemplo de descaso, indiferença e violência, voltamos para construir, e exemplificar a conduta pacífica e agregadora. Se apresentamos condutas indignas, se faltamos com a honestidade, sempre há tempo de recuperar a dignidade, e de sermos honestos, de agora em diante. Não existe condenação eterna na legislação divina. Então, por que insistimos em nos condenar ao sofrimento infinito no íntimo?
Auto-perdão não é sinônimo de condescendência, mas sim oportunidade de uma nova chance. O perdão divino se funda nesta realidade: dar uma nova chance de acertar. Assim, se Deus nos concede tal chance, por que não nos permitimos recomeçar?
A consciência de culpa tem sua utilidade apenas como mola propulsora, no início, para nos fazer verificar o erro, e nos motivar à correção. Caso faça ninho na alma, passa a ser veneno perigoso e paralisante, atrapalhando o desenvolvimento do ser, rumo ao seu encontro com a felicidade.
* * *
Há uma chance de ser bom novamente. Uma chance de iluminar a sombra. Há no bem a força de romper as grades. Há no amor a libertação da culpa.
quarta-feira, abril 23, 2008
desabafos...
Caminhar pelos dias compenetrado em teu semelhante origina vários dissabores, acerca das misérias, das dificuldades alheias. Atento, em maior sintonização com as origens das reflexões, é razoável sentir-se emocionado. Difícil é, estejam conscientes ou não, alhearmo-nos destas dores alheias.
Exemplos do dia: rua no centro da cidade do Porto. Rua antiga e suja. De passagem chama-me à atenção exuberante e como se indefesa entre as feras, uma jovem de raça negra, lindíssima. Uma adolescente ainda, menor com certeza. Ali, no cinzento frio e escuro da rua, à mercê dos predadores, numa esquina prostituindo-se. Encontro seus olhos, expressivos e grandes, numa angustia como que a ornamentar um corpo perfeito, lindo e exposto aos transeuntes da cidade implacável, estranha e fria. Esta criança roubada, com o corpo em flor à mercê de quem passa. Cruzar de passagem com ela, encontrar de raspão o seu olhar, ler-lhe sua inocência estuprada, todo pânico contido num amanhã sem futuro, entristeceu-me a alma para além do meu domínio. Maldição, como é possível que tanto sofrimento assim revestido em consumível possa ser desejável.
Segundo acontecimento: Hora do almoço. Uma senhora cega almoça só, defronte a mim. Com movimentos calmos e compassados, sem os sobressaltos característicos de quem usufrui da visão, conduz seus alimentos à boca. Bebe do seu copo, que previamente enche sem falhar, talvez uma ou duas gotas derrame, mas num ritmo certo e seguro, bebe saboreando do copo que leva aos lábios, numa calma tão intensa e contida, capaz até de desacelerar o próprio ambiente em seu redor. De um ser humano que apressamos em julgar às escuras eis que surge luz para o mundo. Como é que uma mulher privada da sua visão, ilumina assim, o espaço em seu redor…
Uma vez mais, agora por motivos diferentes, me comovo sem mostrar com o desempenho que cada um representa, à razão deste sentir. Andamos muitas vezes, apenas semi-acordados em nossa escuridão a que chamamos de vida, egocêntricos em nossos assuntos esquecemos o mundo e a luz que para nós reflecte. Tantas vezes naquilo que desprezamos por receio de que vá desmoronar o gelo do iceberg da nossa indiferença, fria, surda e manipuladora.
Oxalá um dia, possamos deixar de ser manipuladores, antes de encontrar a Deus.
terça-feira, abril 22, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
domingo, abril 20, 2008
sábado, abril 19, 2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)

