quarta-feira, dezembro 31, 2008
segunda-feira, dezembro 29, 2008
E já é Ano Novo, outra vez
Quando chega, é sempre pleno de esperanças. Espera-se o Ano Novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas de vida, propósitos renovados para tantas coisas... É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para o novo ano. Mesmo sabendo que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos, é interessante essa movimentação individual, toda vez que o novo período convencional de um ano reinicia. Mas, falando de lista de bons propósitos, já se deu conta que, quase sempre, esquecemos o que listamos? Alguns até esquecemos onde guardamos a tal lista, o que atesta da pouca disposição em perseguir os itens elencados. Ano Novo deve ter um significado especial. Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renovação. Renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas do trabalho profissional. Importar-se mais com os filhos, lembrando-se de não somente indagar se já fizeram a lição, mas participar, olhando, lendo as observações feitas pelos professores nos cadernos, interessando-se pelos conteúdos disciplinares. Sair mais com as crianças. não somente para passeios como a praia, a viagem de férias. Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma saída para deliciar-se com um sorvete. Outros, para só ficar olhando a carinha lambuzada de chocolate, literalmente afundando-se na taça de sorvete. Outros, mais longos, para acompanhar o passo vacilante de quem está aprendendo a andar. Uma tarde para um papo com os que já estão preparando a mochila para se retirar do cenário desta vida, quem sabe, nos próximos meses? Isto é viver Ano Novo. Sair com amigos, abraçar amigos, sorrir pelo simples prazer de sorrir. Trocar e-mails afetuosos, não somente os corriqueiros que envolvam decisões e finanças. Usar o telefone para dar um olá, desejar boa viagem, feliz aniversário! Bom, você também pode fazer propósitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condição de vida ou simplesmente adequar seu peso.Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, fazer uma visita ao dentista. E é claro, um bom check-up. Porque cuidar da saúde é essencial. Bom mesmo é não esquecer de formular propósitos para sua alma. Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, devotar-se a um trabalho voluntário, servir a alguém com alegria e bom ânimo. Com certeza, cada um terá outros muitos itens a serem acrescentados à lista. Até mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho-lar-escola. Ou coisas mais complicadas, como se dispor a pensar um pouco no outro e não exclusivamente em si, no relacionamento a dois. Imprescindível, no entanto, é que você coloque a lista à vista, para olhar muitas vezes, durante todo o novo ano. Importante que se lembre de lê-la, para ir acompanhando o que já conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, até a vitória.
Seja este Ano Novo o ano de concretas realizações na sua vida!
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Ele foi aguardado pelo casal por mais de um ano. Considerados portadores de infertilidade, marido e mulher se inscreveram numa fila de adoção. Com seis dias de vida ele chegou. E porque fosse próximo ao Natal, logo foi chamado de Nosso menino do Natal. Logo em seguida, o casal foi surpreendido com dois filhos biológicos. O menino do Natal, contudo, era muito especial. Natal era mesmo com ele. Era ele que se esmerava na decoração da árvore de Natal, que elaborava a lista de presentes, não esquecendo ninguém. Era pura felicidade. Natal era família, era orar e entoar cânticos. No seu 26º Natal, ele se foi, tão inesperadamente quanto chegou. Morreu num acidente de carro, logo depois de estar na casa dos pais e decorar a árvore de Natal. A esposa e a filhinha o aguardavam em casa. Ele nunca voltou. Abalados pelo luto, os pais venderam a casa e se mudaram para outro Estado. Dezessete anos depois, envelhecidos e aposentados, resolveram retornar à sua cidade de origem. Chegaram à cidade e olharam a montanha. Lá estava enterrado seu filho. Lugar que jamais conseguiram visitar. O filho do casal morava em outro Estado. A filha viajava, em função de sua carreira. Então, próximo do Natal, a campainha da porta soou. Era a neta. Nos olhos verdes e no sorriso, via-se o reflexo do menino do Natal, seu pai. Atrás dela vinham a mãe, o padrasto, o meio-irmão de dez anos.Vieram decorar a árvore de Natal e empilhar lindos embrulhos de presentes sob os galhos. Os enfeites eram os mesmos que ele usava. A esposa os havia guardado, com carinho, para a sogra. Depois foi convite para ceia e para comparecerem à igreja. A neta iria cantar um solo. A linda voz de soprano da neta elevou-se, fervorosa e verdadeira, cantando Noite Feliz. E o casal pensou como o pai dela gostaria de viver aquele momento. A ceia, em seguida, foi cheia de alegria. Trinta e cinco pessoas. Muitas crianças pequenas, barulhentas. O casal nem sabia quem era filho de quem. Mas se deu conta de que uma família de verdade nem sempre é formada apelas pelo mesmo sangue e carne. O que importa é o que vem do coração. Se não fosse pelo filho adotado, eles não estariam rodeados por tantos estranhos, que se importavam com eles. Mais tarde, a neta os convidou para irem com ela a um lugar onde costumava ir. Foi em direção às montanhas, ao túmulo do seu pai. Ao lado da lápide, havia uma pedra em formato de coração, meio quebrada, pintada pela filha do casal. Ela escrevera: Ao meu irmão, com amor. Em cima do túmulo, uma guirlanda de Natal, enviada, como todos os anos, pelo outro filho. Então, em meio a um silêncio reconfortante, a jovem soltou a voz, bela como a de seu pai. Ali, nas montanhas, ela cantou Joy to the world. E o eco repetiu diversas vezes. Quando a última nota se ouviu, o casal sentiu, pela primeira vez desde a morte do filho adotado, um sentimento de paz, de continuidade da vida. Era a renovação da fé e da esperança. O real significado do Natal lhes havia sido devolvido. Graças ao menino do Natal...
* * *
A verdadeira família é a que se alicerça em laços de afeto. Não importa se os filhos são gerados pelos pais ou se chegam por vias indiretas. O que verdadeiramente importa é o amor. Esse suplanta o tempo, a morte. Existe sempre.
base no cap. Nosso menino do natal, de Shirley Barksdale
domingo, dezembro 14, 2008
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Ser cristão
Tempos houve em que ser cristão significava ser alguém portador de grande coragem. Alguém que ousava desafiar a autoridade, o poder, a sociedade. Alguém que se importava muito mais em defender os seus princípios, do que a sua própria vida. Alguém para quem amar o Cristo significava ir às últimas conseqüências, doando a vida, sacrificando posição social, os próprios seres amados, se necessário.
Tempo houve em que ser cristão era sinônimo de ser invencível na fé. Se a perseguição se fazia devastadora, cristãos enchiam calabouços e anfiteatros, servindo de pasto às feras. Serenos entregavam-se ao martírio, com a certeza de que como lenho atirado ao fogo, seus exemplos alimentavam a chama do idealismo que iluminaria a Humanidade. A sua fé desafiava o poder vigente que não entendia como podia se enfrentar a morte, entre cânticos de louvor. Buscavam as catacumbas para ali, onde muitos celebravam a morte, celebrarem a vida abundante, falando da imortalidade. Para iluminar os caminhos escuros, na noite avançada, usavam tochas. E não temiam as estradas desertas para chegar ao local do encontro. Nada lhes impedia a manifestação religiosa, na intimidade do coração ou na praça pública. O amor era a sua identificação maior. Quando os pais eram trucidados nos circos, os filhos eram adotados pelas demais famílias cristãs. Se um companheiro era conduzido ao sacrifício, não faltava quem lhe sussurrasse aos ouvidos ou lhe enviasse uma mensagem: Morre em paz. Eu também sou cristão. Tua família encontrará um lar em minha casa. Repartiam o pão, o tecto, o cobertor. Respirava-se o Evangelho. Séculos depois, muitos dos que nos dizemos cristãos mostramos fraqueza nas atitudes e sentimentos mornos. Esquecemo-nos das recomendações de Jesus ao dizer que nosso falar deve ser sim, sim, não, não.
Esquecemo-nos de que o Mestre nos afirmou que seus discípulos seriam conhecidos por muito se amarem. Não nos lembramos das exortações de que o Pai trabalha incessantemente, e nos entregamos ao comodismo dos dias. Por tudo isso, quando o Natal se aproxima outra vez, é um momento especial para uma rogativa Àquele que é O Caminho, A Verdade e A Vida.
* * *
Senhor Jesus! Os que Te desejamos servir, Te rogamos alento para nossas lutas, coragem para nossos atos. Robustece-nos a fé, que ainda é tão tímida. Ampara-nos a vida pela qual tanto tememos. Aumenta nossa esperança de dias melhores no amanhã. Infunde-nos vigor para as batalhas contra nossas próprias paixões. Desejamos estar Contigo e nos sentimos tão distantes. Vem até nós, Senhor Jesus.Temos sede de bonança, de paz, de alegrias. Vem até nós, Amigo Celeste, para que, ouvindo-Te a voz, outra vez, nos possamos decidir por seguir-Te, enfim. Permite, Jesus, que esse Teu Natal seja o nosso momento de decisão, para que o novo ano nos encontre com disposição renovada. E então, os nossos dias se multipliquem em trabalho, progresso e paz. Dias em que, afinal, possamos nos dizer verdadeiros cristãos, Teus irmãos e fiéis seguidores.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
rendas da nostalgia
Lágrimas agora foram de saudade
nada do que vivi ficou… vivo agora renovado.
as imagens que retenho são os factos de outrora, norteiam luminosidades.
Tudo o que sou devo a ti,
oxalá não mais me manifestará.
Sempre totalmente entregue às memórias do maravilhoso que aconteceu, perdendo quase o gosto pelo que acontece, por causa das maravilhas agora recordações, de uma alma fincada para trás no tempo.
São memórias que revivem na saudade o eu de então.
Sem julgamento ou poder de critério… são apenas e só,
onde estive, com quem, como foi, quem fui, quem era…
saudades de companheiros de jornada… daqueles que partiram de entre nós mais cedo, que deles fiz, o que seria.
Que sendo assim o que serei, agora que em cada pulo o que sei…
Olá cheguei onde me esqueceis.
Porque de outro modo haveria de ser?
Todos sempre brincamos também…
com as bolas que se perdem e as que em estrelas se tornaram.
Serei sempre fiel ao curso das coisas, tanto que sobre mim podem.
terça-feira, dezembro 02, 2008
quinta-feira, novembro 20, 2008
segunda-feira, novembro 17, 2008
... assim não me sinto só ...
na impossibilidade de te dar um abraço, trago-te uma oração que te acompanhe...
quarta-feira, novembro 12, 2008
Os que choram
Naquele junho, nas terras da Palestina, estava calor mais do que nos anos anteriores... O dia longo murchava lentamente, abafado, enquanto o sol, semi-escondido além dos picos altaneiros, incandescia as nuvens vaporosas... A montanha, de suave aclive, terminava em largo platô salpicado de árvores de pequeno porte, que ofereciam, no entanto, abrigo e agasalho, Desde cedo a multidão afluíra para ali, como atraída por fascinante expectativa. Eram galileus da região em redor: pescadores, agricultores, gente simples e sofredora, sobrecarregada e aflita. Ouviram-No e O viram mais de uma vez, e constataram que jamais alguém fizera o que Ele fazia ou falara o que Ele falava... O evangelista Mateus assevera: e Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte... Vestiu-se de poente e recitou os versos encantadores das Bem-aventuranças – a lição definitiva. O consolo supremo. De Seu excelso canto, ouvimos: Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados! O olho é a candeia do corpo, e todos os olhos cintilam. Lágrimas coroam-nos. A figura do Rabi é ouro refletido contra o céu longínquo, muito claro. Todos nós temos lágrimas acumuladas e muitos as temos sem cessar, nas rudes provações, oculta ou publicamente. Longa é a estrada do sofrimento. Rudes e cruéis os dias em que se vive. Espíritos ferreteados pelo desconforto e desassossego, corações despedaçados, enfermidades e expiações... Todos choram e experimentam a paz refazente que advém do pranto. Crêem muitos que o pranto é vergonha, esquecidos do pranto da vergonha. Dizem outros que a lágrima é pequenez que retrata fraqueza e indignidade. A chuva descarrega as nuvens e enriquece a Terra. Lava o lodo e vitaliza o pomar. A lágrima é Presença Divina. Quando alguém chora, a Justiça Divina está abrindo rotas de paz nas províncias do Espírito para o futuro. O pranto, porém, não pode desatrelar os corcéis da rebeldia para as arrancadas da loucura. Não pode conduzir, como enxurrada, as ribanceiras do equilíbrio, qual riacho em tumulto semeando a destruição, esfacelando as searas. Chorar é buscar Deus nas abrasadas regiões da soledade. A sós e junto a Ele. Ignorado por todos e por Ele lembrado. Sofrido em toda parte, escutado pelos Seus ouvidos. O pranto fala o que a boca não se atreve a sussurrar. Alguém chorando está solicitando, aguardando. Por estas palavras:Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados, Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem, e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura. Também podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair. Suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranqüilidade no porvir.
com base no cap 3 do livro Primícias do reino, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco
sexta-feira, novembro 07, 2008
quarta-feira, novembro 05, 2008
quinta-feira, outubro 30, 2008
fraternidade económica
Reflectindo sobre os modelos macro económicos dos principais países do mundo, ocorre-me o seguinte:
Pela insociabilidade da economia financeira real, da situação real de todos os seus instrumentos, todos os parâmetros agora postos em causa assim se encontram por justíssima causa.
Toda a prática económica e financeira que não postule um elevado padrão moral, através de suas práticas fraudulentas causa a sua inevitável destruição. Isto por que desde logo, envenena todas as outras áreas da vida social que lhe estão sujeitas, desde a área laboral, profissional, comunitária, politica, desportiva, etc…
As empresas e as indústrias ao serem sujeitas por necessidade a estas instituições de capital, acabam-lhes afiliadas no estilo por necessidade. Desde logo, o exemplo danoso destas instituições por contágio de estilo, na tecno-burocracia, na política de estratégias de competição cega, aglutinam recursos especulativamente e ao seu redor criam uma barreira de auto protecção, formada pelo deserto de misérias que causam a seus concorrentes directos mais desprotegidos.
É esta causadora de tanta revolta social, de tanta migração territorial, de tanta desertificação das áreas tradicionalmente mais identificadoras de um povo, seja através de culturas indígenas, seja através da sua tradição ancestral. (migração para as cidades).
Entendo que em nenhum modelo de aglutinação de recursos, onde aconteça o ostracismo social, onde dentro da sua organização e quadros, exista e se sobreponha os interesses do indivíduo aos da comunidade de indivíduos, haja condições para esta ser competitiva e ter futuro.
Para praticas comuns, na era moderna, sobre os países mais desenvolvidos não poderá mais ser a função de um trabalhador, alimentar fortunas de uma minoria de indivíduos dentro de uma organização. Não podem ser as empresas, nem as indústrias, nem as instituições financeiras, fazedores de fortunas para uns poucos eleitos, que depois se divertem a especular sem ter em contas as consequências e impactos negativos de sua actuação, sobre todo uma imensidão de pessoas que em nada, mas absolutamente em nada lhe são inferiores, em termos de legitimidade sobre o plano.
Pois bem haverá dirigentes e dirigidos, mas numa economia de vanguarda, não mais um será mais que outro, senão os dois como um.
Ambos devem ser tratados com igual dignidade e parceria, não devendo existir mais essa coisa de tratantes, chamada de vencimento mínimo e vencimento máximo. Todos os vencimentos devem ser correspondentes com a dignidade do cargo, que lhe será outorgada pelo resultado real do seu trabalho e não pelo resultado virtual ou burocrático da sua atuação.
Revolta-me e sei porque o sinto, que enquanto as organizações recorrem ás mais valias entre o grupo de trabalho somente pelas suas habilitações académicas, mais uma vez, a organização trabalha mais para a estatística do que para si mesma. Enfraquece os pilares de sua própria razão de ser.
O trabalhador mais humilde, se é tanto necessário quanto o administrador, não deve ser tratado com menor dignidade. Tanto no acesso aos benefícios e lucros da empresa quanto a regalias sociais, senão até mais senão vejamos: Se este não teve uma oportunidade de acesso a uma educação mais abrangente, se não tem uma habitação condigna, se não tem muitas vezes nem o suficiente para a sua própria alimentação... como podem por exemplo, os directores dessa organização, nesse preciso momento, estar a receber aumentos de rendimentos cada vez maiores ou outros benefícios especiais, ou até viaturas novas de última geração e de topo de gama.
Não é legítimo, não abona a favor da organização e este trabalhador dificilmente se sentirá inserido de verdade numa sociedade que se quer participativa por parte de todos. Muito pelo contrário, dará origem a mais um trabalhador desacreditado e sem esperança, por este desbaratar de recursos a seus olhos testemunhado enquanto ele, possivelmente com muitos mais anos de casa, é ignorado indignamente.
Nenhum trabalhador, sendo sério e justo, gosta de se dirigir para o seu local de trabalho para assistir e vivenciar indignidades, nem que a seu favor seja.
“Quando é que os timoneiros deste barco, deixam de lado a garrafa de whisky e o calendário das mulheres nuas, para junto com a tripulação descobrirem as maravilhas deste mar…”
quarta-feira, outubro 22, 2008
Pensamento do dia 22 de outubro
"Quando algumas pessoas se sentem nervosas ou a ponto de perder a paciência, elas saem de casa dizendo que 'vão dar uma volta' ou 'tomar um pouco de ar'. Algo as adverte de que se não saírem logo, a situação se tornará explosiva. Às vezes, basta tomar um copo d'água ou comer uma fruta para mudar o seu estado interior. Sim, saber deslocar-se é uma verdadeira ciência. Quantas vezes vocês se deixam perturbar por coisas sem importância! Seria fácil livrar-se deles deslocando-se; e existem tantos jeitos de se deslocar!
'Deslocar-se' pode ser também lavar as mãos conscientemente, concentrando-se em uma palavra: luz... harmonia... beleza... amor.
Então, passem as suas mãos sobre a cabeça e orelhas, e depois as lavem de novo.
Repitam quantas vezes forem necessárias.
Vocês se sentirão mais leves, pois tudo o que pesava sobre vocês vai embora pelas extremidades dos seus dedos."
impotência
... ás vezes sinto-me abarcado com conhecimentos, que incapaz de reter me tornam momentaneamente o mais impotente de muitos ...
segunda-feira, outubro 20, 2008
3M D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4. 4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0.
0 R3570 3 F3170 D3 4R314
quarta-feira, outubro 15, 2008
o caminho do meio ...
Todos os dias ao acordar, não passo directamente de deitado na cama para de pé no chão.
Faço as honras e uma iguaria do sentado.
Como se não fosse possível passar por cima dessa etapa do acto levantar.
Como se fosse imprescindível.
Depois, é sempre nessa posição anatómica intermediária, do deitado do sono para o de pé do dia, que algo se pode e deve estabilizar em mim.
É o momento em que sentado depois de deitado, me preparo para estar de pé.
Parece simples, até banal, mas advém-lhe uma enorme importância.
É que sobre esse momento repousa a forma de como eu vou estar de pé esse dia todo.
Como se fosse um pré-condicionamento ao dia que se adivinha.
Como se a forma dos breves instantes que antecedem o estar de pé, lhe emprestassem seus próprios sentidos.
Então se possível, agora cultivo até aos milésimos de segundos desse breve estar, e sobre eles debruço generosa reflexão.
Qual foi a qualidade do descanso do meu sono?
Como isso irá potencializar ou condicionar o dia que surge com o nascer do sol, sobre a minha vida, nesse qualquer dia de semana…
Por vezes é no chuveiro momentos depois, que meditando entre a espuma destrinço neles a mensagem para o meu dia.
É que cada breve instante intermediário, é o intermediador mais importante do onde vimos, para onde vamos.
A atenção dispensada centrada nesses precisos momentos, contínuos e em qualquer ocasião, é onde as coisas acontecem de verdade; depois de suas intenções e antes mesmo de suas realizações.
Agora
sábado, outubro 11, 2008
quinta-feira, outubro 09, 2008
terça-feira, setembro 23, 2008
A opção da simplicidade
Muitas pessoas reclamam da correria de suas vidas. Acham que têm compromissos demais e culpam a complexidade do mundo moderno. Entretanto, inúmeras delas multiplicam suas tarefas sem real necessidade.Viver com simplicidade é uma opção que se faz. Muitas das coisas consideradas imprescindíveis à vida, na realidade, são supérfluas. A rigor, enquanto buscam coisas, as criaturas se esquecem da vida em si. Angustiadas por múltiplos compromissos, não refletem sobre sua realidade íntima. Olvidam do que gostam, não pensam no que lhes traz paz, enquanto sufocam em buscas vãs. De que adianta ganhar o mundo e perder-se a si próprio? Se a criatura não tomar cuidado, ter e parecer podem tomar o lugar do ser. Ninguém necessita trocar de carro constantemente, ter incontáveis sapatos, sair todo final de semana. É possível reduzir a própria agitação, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade. O simples é aquele que não simula ser o que não é, que não dá demasiada importância a sua imagem, ao que os outros dizem ou pensam dele. A pessoa simples não calcula os resultados de cada gesto, não tem artimanhas e nem segundas intenções. Ela experiencia a alegria de ser, apenas. Não se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a própria infância. Mas uma infância como virtude, não como estágio da vida. Uma infância que não se angustia com as dúvidas de quem ainda tem tudo por fazer e conhecer. A simplicidade não ignora, apenas aprendeu a valorizar o essencial. Os pequenos prazeres da vida, uma conversa interessante, olhar as estrelas, andar de mãos dadas, tomar sorvete... Tudo isso compõe a simplicidade do existir. Não é necessário ter muito dinheiro ou ser importante para ser feliz. Mas é difícil ter felicidade sem tempo para fazer o que se gosta. Não há nada de errado com o dinheiro ou o sucesso. É bom e importante trabalhar, estudar e aperfeiçoar-se. Progredir sempre é uma necessidade humana. Mas isso não implica viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de infinitas atividades. Se o preço do sucesso for ausência de paz, talvez ele não valha a pena. As coisas sempre ficam para trás, mais cedo ou mais tarde. Mas há tesouros imateriais que jamais se esgotam. As amizades genuínas, um amor cultivado, a serenidade e a paz de espírito são alguns deles. Preste atenção em como você gasta seu tempo. Analise as coisas que valoriza e veja se muitas delas não são apenas um peso desnecessário em sua existência. Experimente desapegar-se dos excessos. Ao optar pela simplicidade, talvez redescubra a alegria de viver.
Pense nisso.
segunda-feira, setembro 22, 2008
"Abrindo as Portas que há Em Nós"
Será que a vida te corre bem? Estás contente com o que fazes? Sentes-te em paz com o mundo ou, pelo contrário com a vida cheia de altos e baixos? Estás insatisfeito com a maneira como vives ou com o trabalho que realizas? Achas difícil harmonizares - te com as almas ao teu redor? Acusas tu as pessoas que te rodeiam, as circunstâncias ou as situações, pelo teu descontentamento e insatisfação? Tens a impressão de que se estivesses algures, tudo correria melhor e poderias estar em paz?
Quando estiveres perfeitamente em paz contigo, pouco importará onde estejas, com quem estejas, ou o trabalho vulgar e despretensioso que tu faças. Nada poderá perturbar-te ou desarmonizar - te, porque tu estarás perfeitamente em equilíbrio e harmonia contigo. Em vez de lutares contra as circunstâncias da vida aprende a viver com elas, encontrando no fundo de ti essa paz e essa compreensão interiores.
Eileen Caddy
sexta-feira, setembro 19, 2008
Curiosidades: O alho (Allium sativum) é um vegetal da família Liliacerae, sendo encontrado na forma de raiz. Seu bolbo, vulgarmente conhecido como cabeça, é constituído por vários dentes, os quais são usados como condimento culinário e como medicamento há centenas de anos em todo o mundo. Este emprego na culinária o coloca em vantagem frente a outras ervas de efeito farmacológico conhecido e desejável como o Ginkgo biloba, por exemplo. Antigamente, no Egipto, o alho era usado para tratamento de diarreia e, na Grécia antiga, ele era utilizado como medicamento no tratamento de patologias pulmonares e intestinais. Pesquisas recentes identificaram que o alho possui ainda diversas propriedades dentre as quais se destacam as anti-microbianas, anti-neoplásicas, terapêuticas contra doenças cardiovasculares, imunoestimulatórias e hipoglicemiante. Pasteur relatou, em 1858, a actividade anti-bacteriana do alho que tem sido confirmada por diversos autores até hoje. Em laboratório, mediante diluição em série, o extracto fresco de alho mostrou ser capaz de inibir o crescimento de 14 espécies de bactérias, entre as quais o Stafilococcus aureus, Klebsiella peneumoniae e Escherichia coli, que são bactérias potencialmente maléficas à saúde. Isto ainda se deu, mesmo usando o extracto de alho diluído 128 vezes. Uma solução de 5% preparada com alho fresco desidratado mostrou actividade bactericida contra Salmonella typhimurium. Isto é atribuído à alicina, o componente chave da actividade anti-microbiana que também é responsável pelo odor característico do alho. A actividade anti-microbiana do alho é reduzida com sua fervura pois a alicina é desnaturada durante o processamento térmico. O alho ainda tem se mostrado ser capaz de combater o Helicobacter pylory, a maior causa de dispepsia, câncer gástrico e também de úlceras gástricas e duodenais. Foi observado recentemente que 2g/L de extracto de alho inibe completamente o crescimento do H. pylori. Os autores concluíram que este efeito bactericida pode contribuir para prevenir a formação de câncer gástrico. Esta evidência foi comprovada num estudo epidemiológico efectuado na China, onde foi notado que o risco de câncer gástrico é 13 vezes menor num indivíduo que consome 20g/dia de alho em relação aquele que consome menos que 1g/dia. Em outro estudo, na Itália, foi observada uma correlação negativa entre o consumo de alho e o risco de câncer gástrico (risco relativo = 0,8). O efeito anti-cancerígeno do alho parece estar ligado à estimulação da enzima hepática glutationa S-transferase envolvida em processos de detoxicação de muitos carcinógenos.A seguir, no quadro 1, podemos observar a composição centesimal do alho.
Quadro 1 - "Raio X do Alho"
Energia 140 Kcal
Carboidratos 29,3g
Proteínas 5,3g
Lipídeos 0,2g
Fibras 1,66g
Potássio 400mg
Vitamina B1 0,2 mg
Vitamina B6 3,33mg
Vitamina C 31,1 mg
Ácido fólico 3,1mg
Cálcio 181 mg
Fósforo 150 mg
Ferro 1,7 mg
Cobre 0,26 mg
Zinco 8,83 mg
Selênio 24,9 mg
O que mais se destaca na composição nutricional do alho, são os altos teores dos elementos zinco e selênio, ambos metais antioxidantes. No organismo humano, estes nutrientes estão envolvidos tanto directa como indirectamente no funcionamento do sistema imunológico. Diversos são os estudos que têm identificado baixos níveis sanguíneos tanto de selênio como de zinco, em pacientes portadores de patologias como a AIDS, onde o sistema imunológico encontra-se gravemente debilitado. A prescrição dietoterápica actualmente feita para tais pacientes preconiza o consumo de alho, entre outras coisas. Há estudos que apontam para uma actividade anti-viral do alho. Neste sentido, seu consumo também é indicado para casos de resfriado, gripe e nas viroses em geral. A propriedade imunoestimulatória do alho está, também, relacionada à presença de substâncias encontradas no seu extracto (dialil trisulfito e dialil sulfito) que estimulam a imunidade de uma maneira geral (estimula a proliferação de células T e de citocinas produzidas por macrófagos). Neste sentido, estudos têm demonstrado que o alho actua estimulando tanto a imunidade humoral como a celular. Outro efeito nutracêutico notável do alho esta relacionado aos benefícios cardiovasculares que ele proporciona. O consumo regular de alho reduz o nível do colesterol sérico total, evita a agregação plaquetária e também possui actividade antioxidante, prevenindo arteriosclerose e doenças cardiovasculares. Estudo canadense efectuado com homens moderadamente hipercolesterolêmicos (32 a 68 anos) mostrou que o consumo de 7,2g/dia de extracto de alho durante meio ano reduz em 5,5% a pressão arterial sistólica, em 7,0% o colesterol sérico total e em 4,6% o colesterol de baixa densidade (LDL). A actividade hipocolesterolêmica do alho se deve à inibição de diversos passos enzimáticos da síntese hepática do colesterol e a um acréscimo na excreção de ácido biliar e de esteróis. Os componentes do alho alicina, alinina e S-alil sulfato exibem propriedades que inibem a agregação plaquetária. O efeito em rede de tais propriedades resulta na prevenção da aterosclerose e das doenças cardiovasculares. Na prevenção de doenças, o alho também tem merecido destaque. Recentemente, um estudo epidemiológico efectuado em duas regiões distintas da China, uma que emprega o alho na culinária e outra que não o utiliza, mostrou que a região que usa regularmente o alho tem menores índices de morbidade e de mortalidade em relação a região que não utiliza o alho na alimentação. Se não bastasse todos os benefícios à saúde aqui descritos, o alho ainda possui propriedades hipoglicemiantes. O extracto de alho mediante seu componente sulfóxido S-alilciteína, reduziu significantemente a glicose sanguínea. O mecanismo provável desta actuação se deve, ao menos em parte, ao estímulo à secreção de insulina pelas células ß do pâncreas.
Quadro 2 - Principais benefícios do consumo regular de alho na quantidade mínima de 8g/dia.
Aumenta a longevidade
Reduz os riscos de enfarto
Favorece o bom funcionamento do sistema imunológico
Reduz a glicose sanguínea
Reduz o colesterol LDL (mau colesterol)
Aumenta o colesterol HDL (bom colesterol)
Combate bactérias e vírus
Previne a arteriosclerose
Previne o câncer
Melhora a qualidade de vida
Em resumo, os dados dos estudos apontam para diversos benefícios à saúde derivados do consumo regular do alho. Isto torna o alho uma especiaria extremamente atractiva de ser incluída no cardápio diário não somente pelo seu aroma e sabor, mas também pelos seus benefícios medicinais.
Késia Diego Quintaes - Nutricionista - Mestre em Ciência da Nutrição Doutoranda em Ciência da Nutrição pela FEA/UNICAMP
quarta-feira, setembro 17, 2008
Namastê (http://pt.wikipedia.org/wiki/Namaste)
Vi-te brincar com o teu cachorro junto à margem do rio. A cada gesto teu nascia em mim um genuíno sentimento de compreensão por esse momento. Só, verdadeiramente nada procuravas então. Apenas as corridas do teu cachorro atrás de um seixo do rio que atiravas. Depois veio o silêncio em mim. E quando retive em minha mente a recém-chegada imagem dessa ilusão, pude respirar. O mundo parou, e depois em analogia encontrei tanta gente perdida por esse mundo... encontrada na única alma.
Aqueles que agradecem sua individualidade a reconhecem, prezam, estimam, amam e compartilham. Sem guerra, sem ansiedade, apenas por ser assim, … humana com asas de anjo. O amor de viver fez-se assim, tanto numa parede dos Himalaias como numa de uma cidade. Realidades que nunca se parecem juntar, cada uma têm vida própria no campo de suas ilusões. Ai de quem desmonte frágil teia do que é natural, vai de encontro à sua própria perdição.
Cada um de nós… com enorme sede de nós. Desde antes do momento de nossa própria concepção.
Quem como tu, procure o senhor…
quem como tu eu amo tanto.
Por ser anónimo e contido
o conteúdo dos teus anseios.
Somos assim como uma criança, um rei… olhamos de dentro do nosso reino… à procura de um bem, que nem nós entendemos. Amamos só e apenas o estar assim,
É contra as nossas ansiedades que nos manifestamos lá dentro, escondidos. Queremos ter mais qualidade de vida, e de poesia também. É bom ser simples, ou mesmo simplificar.
Num triângulo impensável, fazemos para além…, muito para além das nossas ansiedades um triângulo mágico.
Eu, tu e Deus em nós três.
E a grande compensação…, saber que no final,
hás-de ficar tu e Deus, e nós três.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
