segunda-feira, maio 11, 2009

Quem tem condições

O perfeito entendimento entre as criaturas ainda é raro no mundo. Os laços de genuína afinidade são tesouros preciosos, a serem carinhosamente mantidos. Entretanto, não é possível conviver apenas com quem partilha das mesmas ideias. Nos mais variados sectores da existência, os atritos por vezes surgem. No recesso do lar, irmãos nem sempre se entendem. Pais e filhos têm ideais diferentes. Esposos frequentemente não encontram um denominador comum na condução dos destinos da família. No sector profissional, também há criaturas com as quais o relacionamento é trabalhoso e difícil. Nessas horas críticas é que se revela o valor individual. O primeiro impulso é o de esperar ser compreendido. As próprias ideias sempre parecem mais acertadas do que as alheias. As soluções que o próprio coração alvitra costumam se afigurar mais justas do que as propostas pelos outros. O outro é que deve entender, perdoar e ceder. Contudo, esse género de expectativa não costuma ser atendido. Se ninguém se dispuser a dar o primeiro passo rumo ao entendimento, um pequeno evento pode tomar proporções desastrosas. Quanto a quem se esforçará mais e melhor pela paz, a maturidade espiritual dos envolvidos é que decide. Em qualquer situação, vigora o princípio de que ninguém pode dar o que não tem. O egoísta, vaidoso e arrogante não consegue exemplificar a humildade e facultar a concórdia. O pervertido não possui condições íntimas de vivenciar a pureza. Tendo essa realidade em mente, procure analisar como você se comporta em situações de confronto. Procura perdoar, compreender e auxiliar? Ou se considera demasiado importante para abdicar de sua posição em favor da paz? Não se trata de ganhar ou de perder, mas de aprender a respeitar opiniões diferentes. Mesmo quando sua posição é visivelmente a melhor, há como lutar por ela sem ofender e humilhar. Se você é cristão, seus deveres perante a humanidade são significativos. Afinal, você precisa ser o sal da Terra e a luz do mundo. Entre o cristão sincero e os erros do mundo trava-se há longo tempo um silencioso combate. Só que esse combate não é sanguinolento, mas se estriba no exemplo e na compaixão. Se o próximo é difícil, cabe-lhe conquistá-lo e gentilmente esclarecê-lo. Quem está mais preparado para as renúncias que a harmonia social exige? O descrente ou o idealista? Ciente disso, torne-se um agente do bem. Se a vida lhe oportuniza ser aquele que serve e luta pela paz, significa que você tem condições para tanto. Não desperdice a oportunidade!

sexta-feira, maio 08, 2009

2012

2012

Que representa 2012 para a quantidade de anos vividos, quarenta seis anos dos meus, … significa aceitação pela onda da qual me sinto filho, do turbilhão do qual me sinto irmão, do destino do qual o meu órgão?

2012 não sinto como um dia, na sequela dos seus eventos como apregoam. Sinto como aquele acto de amor nascido no dia da auto-consciência, antes do calendário até bem depois do meio dia.

2012 estava lá. Forrando a parede de meu quarto. Brincando com minha atenção sob o desenrolar dos dias, da minha consciência.

Ele é um norte que se insinua sedutor, amantíssimo só aceite por quem se descobre do véu de Maya. Esteve em boas vindas desde o imemorial de minha preconcepção, esteve nos bons dias do meu vislumbre carnal, em todas as formas dos planos que concebi, dentro e fora e no entre, 2012 esteve antes do calendário, na ara e no refúgio, antes mesmo do plano, na auréola do advento, que é afinal onde estamos nós…

2012 não tem a mínima da importância que os humanos lhe dão, pois a eles se lhe emancipou antes de eles mesmos principiarem a compreender-lhe o curso.

2012 é para o humano incompreensível na sua concepção actual do que é a vida e seu aspecto antropológico. Nas suas referências escassas acerca do domínio do escatológico da alma.

Alegorias são premonições, nos repetidos retratos sob o olhar cúmplice de todos… com as minorias.

2012 é , não vai ser.

O momento em que te escutas assertivo, seja de que maneira for, claro, em perfeita e aceite fusão com tua situação, ambígua pela dinâmica do agir, sempre sob teu controlo, e das estrelas.

2012 não é medo, não é solução fácil, nem receita, nem panaceia, nem bitola, nem nada do que já tenhas experimentado por certo.

2012 assemelha-se a um acto de amor não previsto, a uma anti-estatística, a um contacto, um deslumbre ou um feixe de luz.

2012 já acontece dentro de ti, desde antes de tu planeares dar-lhe alguma atenção. Aconteceu no peito de tua mãe, no amor atractivo de tuas células.

2012 é faz-te pai duma criança em ti, só tu a desejaste, só tu lhe alentas o espírito muitas vezes em segredo… e ela não desejou nunca estar só. Não desejou ser uma marionete de teus caprichos. Ele vibra com a vida própria, a vida que lhe deste.

quarta-feira, abril 29, 2009

imagina...

IMAGINA

Imagina que chegas à conclusão após muito pensar, após muito sofrer, após muito debate entre o que sempre soubeste e o que sempre lutaste, imagina… que chegas à conclusão nos olhos do teu vizinho, que ambos sofrem uma circunstancia de vida que os leva de uma forma sofrida mas natural, à conclusão que se juntarem, aproximarem, equilibrarem, suas horas de refeição, seus parcos pertences, seus tesouros e bens, suas diferentes capacidades e bens, seus entes mais queridos, sob o derrube de algum egoísmo sonho ultrapassado, o alimento rende. E enche as barriguinhas de todos, na partilha, em alguma discussão, mas sempre num gesto necessário e de amor.

Imagina… que já faltou +

terça-feira, abril 28, 2009

a luz

a luz sempre apresenta um campo de radiação envolvendo o objecto onde incide.. onde emerge a possibilidade de visualizar o divino em acção. A luz nem sempre vibra em seu espectro visível, e de igual modo nem sempre se é de esperar as provas de sua acção visíveis.

Tem em tudo, em ti, sempre acontecendo uma emergência de coisas novas. Quando o escutares com o coração, saberás que é a manifestação da luz. A luz que escolheu esconder-se pequenina, dentro de ti, para que tu exaltes em seu nome. Para que tu, como um impulso irresistível a adores, cada momento de tua vida, livre e sem amarras.

Para que sejas uma promessa de Porto, àqueles que te hão-de vir, para que sejas um acto de amor, ainda que sem uma aprovação daqueles que agora o copiarão para mais logo repetir, naqueles que mais logo, a inspiração fará surgir.

sexta-feira, abril 24, 2009

Oração dominical (diária ... melhor ainda...)

I - Pai-nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome!
Cremos em ti, Senhor, porque tudo revela o teu poder e a tua bondade. A harmonia do Universo dá testemunho de uma sabedoria, de uma prudência e de uma previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas. Em todas as obras da Criação, desde o raminho de erva minúscula e o pequenino insecto, até os astros que se movem no espaço, o nome se acha inscrito de um ser soberanamente grande e sábio. Por toda a parte se nos depara a prova de paternal solicitude. Cego, portanto, é aquele que te não reconhece nas tuas obras, orgulhoso aquele que te não glorifica e ingrato aquele que te não rende graças.
II – Venha o teu reino!
Senhor, deste aos homens leis plenas de sabedoria e que lhes dariam a felicidade, se eles as cumprissem. Com essas leis, fariam reinar entre si a paz e a justiça e mutuamente se auxiliariam, em vez de se maltratarem, como o fazem. O forte sustentaria o fraco, em vez de o esmagar. Evitados seriam os males, que se geram dos excessos e dos abusos. Todas as misérias deste mundo provém da violação de tuas leis, porquanto nenhuma infracção delas deixa de ocasionar fatais consequências. Deste ao bruto o instinto, que lhe traça o limite do necessário, e ele, maquinalmente se conforma; ao homem, no entanto, além desse instinto, deste a inteligência e a razão; também lhe deste a liberdade de cumprir ou infringir aquelas das tuas leis que pessoalmente lhe concernem, isto é, a liberdade de escolher entre o bem e o mal, afim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas acções. Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis, pois, com paternal previdência, quiseste que elas se gravassem na consciência de cada um, sem distinção de cultos, nem de nações. Se as violam, é porque as desprezam. Dia virá em que, segundo a tua promessa, todos as praticarão. Desaparecido terá, então, a incredulidade. Todos te reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas, e o reinado das tuas leis será o teu reino na Terra.
III – Faça-se a tua vontade, assim na Terra como no Céu.
Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o seu superior, quão maior não deve ser a da criatura para com o seu Criador! Fazer a tua vontade, Senhor, é observar as tuas leis e submeter-se, sem queixumes, aos teus decretos. O homem a ela se submeterá, quando compreender que és a fonte de toda a sabedoria e que sem ti ele nada pode. Fará, então, a tua vontade na Terra, como os eleitos a fazem no Céu.
IV – Dá-nos o pão de cada dia.
Dá-nos o alimento indispensável à sustentação das forças do corpo, mas dá-nos também o alimento espiritual para o desenvolvimento do nosso Espírito. O bruto encontra a sua pastagem; o homem, porém deve o seu sustento à sua própria actividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criaste livre. Tu lhe hás dito: “Tirarás da terra o alimento com o suor da tua fronte.” Desse modo, fizeste do trabalho, para ele, uma obrigação, a fim de prover às suas necessidades e ao seu bem-estar, uns mediante o labor manual, outros pelo labor intelectual. Sem o trabalho, ele se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores. Ajudas o homem de boa vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário; não, porém, àquele que se compraz na ociosidade e desejara tudo obter sem esforço, nem àquele que busca o supérfluo. Quantos e quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido! Esses são os artífices do seu infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que pecaram. Mas, nem a esses mesmos abandonas, porque és infinitamente misericordioso. As mãos lhes estendes para socorrê-los, desde que, como o filho pródigo, se voltem sinceramente para ti. Antes de nos queixarmos da sorte, inquiramos de nós mesmos se ela não é obra nossa. A cada desgraça que nos chegue, cuidemos de saber se não teria estado em nossas mãos evitá-la. Consideremos também que Deus nos outorgou a inteligência para tirar-nos do lameiro, e que de nós depende o modo de a utilizarmos. Pois que à lei do trabalho se acha submetido o homem na Terra, dá-nos coragem e forças para obedecer a essa lei. Dá-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de não perdermos o respectivo fruto. Dá-nos, pois, Senhor, o pão de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, porquanto ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo. Se trabalhar nos é impossível, à tua divina providência nos confiamos. Se está nos teus desígnios experimentar-nos pelas mais duras provações, mau grado aos nossos esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tenhamos cometido nesta existência, ou noutra anterior, porquanto és justo. Sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigas sem causa. Preserva-nos, ó meu Deus, de invejar os que possuem o que não temos, nem mesmo os que dispõem do supérfluo, ao passo que a nós nos falta o necessário. Perdoa-lhes, se esquecem a lei de caridade e de amor do próximo, que lhes ensinaste. Afasta, igualmente, do nosso espírito a ideia de negar a tua justiça, ao notarmos a prosperidade do mau e a desgraça que cai por vezes sobre o homem de bem. Já sabemos, graças às novas luzes que te aprouve conceder-nos, que a tua justiça se cumpre sempre e a ninguém exceptua; que a prosperidade material do mau é efémera, quanto a sua existência corpórea, e que experimentará terríveis reveses, ao passo que eterno será o júbilo daquele que sofre resignado.
V – Perdoa as nossas dividas, como perdoamos aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam.
Cada uma das nossas infracções às tuas leis, Senhor, é uma ofensa que te fazemos e uma divida que contraímos e que mais cedo ou tarde teremos de saldar. Rogamos-te que no-las perdoes pela tua infinita misericórdia, sob a promessa, que te fazemos, de empregarmos os maiores esforços para não contrair outras. Tu nos impuseste por lei expressa a caridade; mas, a caridade não consiste apenas em assistirmos os nossos semelhantes em suas necessidades; também consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. Com que direito reclamaríamos a tua indulgencia, se dela não usássemos para com aqueles que nos hão dado motivo de queixa? Concede-nos, ó meu Deus, forças para apagar de nossa alma todo ressentimento, todo ódio, e todo rancor. Faze que a morte não nos surpreenda guardando nós no coração desejos de vingança. Se te aprouver tirar-nos hoje mesmo deste mundo, faze que nos possamos apresentar, diante de ti, puros de toda a animosidade, a exemplo do Cristo, cujos últimos pensamentos foram em prol dos seus algozes. Constituem parte das nossas provas terrenas as perseguições que os maus nos infligem. Devemos, então, recebê-las sem nos queixarmos, como todas as outras provas e não maldizer dos que, por suas maldades, nos rasgam o caminho da felicidade eterna, visto que nos disseste por intermédio de Jesus: ”Bem-aventurados os que sofrem pela justiça!” Bendigamos, portanto, a mão que nos fere e humilha, uma vez que as mortificações do corpo nos fortificam a alma e que seremos exalçados por efeito da nossa humildade. Bendito seja o teu nome, Senhor, por nos teres ensinado que a nossa sorte não está irrevogavelmente fixada depois da morte; que encontraremos, em outras existências, os meios de resgatar e de reparar nossas culpas passadas, de cumprir em nova vida o que não podemos fazer nesta, para nosso progresso. Assim se explicam, afinal, todas as anomalias aparentes da vida. É a luz que se projecta sobre o nosso passado e o nosso futuro, sinal evidente da tua justiça soberana e da tua infinita bondade.
VI – Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal.
Dá-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos Espíritos maus, que tentem desviar-nos da senda do bem, inspirando-nos maus pensamentos. Mas, somos Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e melhorar-nos. Em nós mesmos está a causa primária do mal e os maus Espíritos mais não fazem do que aproveitar os nossos pendores viciosos, em que nos entretêm para nos tentarem. Cada imperfeição é uma porta aberta à influência deles, ao passo que são impotentes e renunciam a toda tentativa contra seres perfeitos. É inútil tudo que possamos fazer para afastá-los, se não lhes opusermos decidida e inabalável vontade de permanecer no bem e absoluta renunciação ao mal. Contra nós mesmos, pois, é que precisamos dirigir os nossos esforços e, se o fizermos, os maus Espíritos, naturalmente se afastarão, porquanto o mal é que os atraí, ao passo que o bem os repele. O mal não é obra tua, Senhor, porquanto o manancial de todo o bem nada de mal pode gerar. Somos nós mesmos que criamos o mal, infringindo as tuas leis e fazendo mau uso da liberdade que nos outorgaste. Quando os homens as cumprirmos, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu de mundos mais adiantados que o nosso. O mal não constitui para ninguém uma necessidade fatal e só parece irresistível aos que nele se comprazem. Desde que temos a vontade para o fazer, também podemos ter a de praticar o bem, pelo que, ó meu Deus, pedimos a tua assistência e a dos Espíritos bons, a fim de resistirmos à tentação.
VII – Assim seja.
Praza-te, Senhor, que os nossos desejos se efectivem. Mas, curvamo-nos perante a tua sabedoria infinita. Que em todas as coisas que nos escapam à compreensão se faça a tua santa vontade e não a nossa, pois somente queres o nosso bem e melhor do que nós sabes o que nos convém. Dirigimos-te esta prece, ó Deus, por nós mesmos e também por todas as almas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, pelos nossos amigos e inimigos, por todos os que solicitem a nossa assistência e, em particular, por (Nome por quem se pede em especial)
Para todos suplicamos a tua misericórdia e a tua bênção.

quarta-feira, abril 22, 2009

A pior das crises

Tiago, um dos apóstolos de Jesus, era bastante fiel às tradições da época, ao cumprimento das Leis e aos livros sagrados de seu povo. Costumava refletir sobre a profundidade dos ensinamentos de Jesus, e sobre a grande oportunidade que era conviver com Ele. Certa vez interrogou o Mestre, preocupado com as sucessivas crises políticas e econômicas que o povo local vivenciava, por conta do domínio esmagador de Roma. Queria saber por que viviam entre crises econômicas sucessivas, e, se uma crise pior ainda estava por acontecer. Jesus, na Sua infinita calma, bondade e sabedoria respondeu: A pior crise, Tiago, é a de caráter moral do homem,que acaba por causar todas as outras. Explicou que o ser humano ainda se acomoda na ignorância, ligado a paixões que o dominam e o infelicitam. Salientou que, na raiz da crise moral se encontra o egoísmo, o qual sempre atuará prejudicando o próximo. Na falta da solidariedade e da fraternidade florescem a ambição, a loucura, a perturbação e os desastres decorrentes desses vícios morais. As pessoas isolam-se em seu orgulho, na ilusão do poder, da raça, da fé religiosa ou política, contribuindo para a desarmonia entre as criaturas. A ambição desmedida pelas posses materiais causa profundos desequilíbrios, com alguns possuindo muito, e tantos possuindo quase nada. O consumo desenfreado pode levar indivíduos e, até mesmo uma nação, à ruína. Em sua conversa com Tiago, o Mestre diz que a severa crise daqueles dias era a mesma, desde o início dos tempos, e que se prolongaria ainda por um longo período na sociedade terrestre. Jesus encerra dizendo: No futuro, as crises existenciais, políticas e morais cederão lugar ao entendimento, com base no amor, porque, então, a mais severa das crises do ser humano estará resolvida: a crise moral.
* * *
As considerações feitas por Jesus há mais de dois mil anos nos são de uma atualidade impressionante. Hoje, as crises morais, como crimes e corrupção, tomam enorme tempo em noticiários e grandes manchetes em jornais. As crises políticas na forma de guerras se repetem, baseadas na ilusão da posse, no orgulho e no poder. As crises econômicas, baseadas no descaso político, na ganância dos que comandam o sistema financeiro, e na obsessão individual de amealhar bens se repetem, causando desequilíbrios de grande porte. No entanto, sabemos, escutando nosso caro Amigo e Guia, que a mudança real começa em cada um de nós, e que o mundo caminha, mesmo que a passos lentos aos nossos olhos, para uma mudança real. Um novo mundo só será possível se for baseado no amor, com os atos valendo mais do que as palavras, com entendimento e fraternidade. No futuro, crise será uma palavra restrita ao dicionário. Mas para que isso aconteça uma longa e silenciosa batalha deve ser travada no íntimo do ser humano, em busca do equilíbrio e do amor! com base no cap. 11 do livro: A mensagem do Amor Imortal, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

sexta-feira, abril 03, 2009

Casa de pérolas de luz

Hoje proponho um exercício. Sei que não me acusarás, por aproveitar o oportuno daquele que eu sou, para usar neste próprio exemplo. - Imagina que te comunico subitamente, que irei cessar de te comprovar que te amo, ou seja, não mais te procurarei. Não mais te farei chegar tudo que te revelo acerca de mim, para que te deleites e te possas encontrar com a abastança de dados teu equilíbrio. Que dirás tu a ti próprio, assim que uma das margens de teu rio deixar de conter as águas. Sabes, acho que provavelmente algo acontecerá. Se calhar, agitaríeis de forma não usual. Se calhar sentirás uma perda. Se calhar passou a faltar o teu reflexo. Se calhar o teu reflexo és tu. Se calhar no outro que nos envia estamos sós, a solicitar que adentres em tua alma corajosamente e queiras como quem respira, estender tuas próprias percepções. Sabes, desconfio nunca ninguém chegou a alguém sem ser através de alguém. Se calhar ser um ermitão é estar consciente de tal necessidade. Como vou chegar a mim, sem ser através de ti? Como vou chegar a ti, sem ser através de mim. Como vês, não chega receber apenas, como poderás só armazenar como quem não conhece os seus limites? É amor meu, tens que aliviar a tua carga, que para mais entrar do que tu necessitas, antes tens que esvaziar. E tudo é feito na mesma moeda de seu conteúdo. Se queres pois, de modo grosseiro a explicar, a tua casa de pérolas de luz forrar, são pérolas de luz que deverás doar. Quem me entenda, que me ame…

quinta-feira, abril 02, 2009

Orchestre symphonique de Kinshasa

Le seul Orchestre Symphonique de RDC à Kinshasa Enviado por pollux91

...naquele dia...

os densencarnados da história

A melhor opção

Em uma conhecida passagem do Evangelho, Jesus foi recebido por uma mulher, chamada Marta, em sua casa. Ela possuía uma irmã, chamada Maria, que se assentou aos pés de Jesus para lhe ouvir as palavras.Enquanto isso, Marta se desdobrava nas lides domésticas. Descontente com a situação, pediu que o Mestre dissesse à irmã para ajudá-la. Este, porém, lhe respondeu que ela se ocupava de muitas coisas, quando apenas uma era necessária. Afirmou que Maria escolhera a melhor parte, a qual não lhe seria tirada.
* * *
Perante as exigências do mundo, é interessante ter esta lição em mente. Para não desperdiçar a vida em quimeras, convém ter uma clara noção do que é realmente importante.Todos os homens são seres espirituais vivendo momentaneamente na carne. Sua morada natural é no plano espiritual. As experiências encarnatórias se sucedem ao longo dos milênios, a fim de que o aprendizado ocorra. À custa de suas experiências e méritos, gradualmente cada Espírito avança em intelecto e em moralidade, entretanto, nessa vasta caminhada vários erros são cometidos. A Lei Divina jamais pode ser burlada e rege o Mundo com base em justiça e em misericórdia. É imperioso que todo mal feito seja reparado. Mas a forma como a reparação ocorre depende da disposição do aprendiz da vida. Mediante o serviço ativo no bem, ele pode anular os efeitos do mal que semeou no pretérito. Mas, se não amar e servir o suficiente, pode apenas colher os efeitos do infortúnio. Trata-se de uma escolha pessoal e intransferível. Equívocos do pretérito muitas vezes se resolvem na feição de dolorosas enfermidades. Ao renascer, o Espírito traz em si as matrizes de doenças que lhe possibilitarão o necessário resgate. Contudo, essas doenças podem ou não eclodir. Mesmo quando eclodem, sua gravidade ou mesmo sua cura depende da vida que a pessoa escolheu levar. Se ela optou por viver de modo digno e bondoso, talvez a doença programada jamais se instaure. Afinal, o amor a cobrir a multidão de pecados representa uma das facetas da misericórdia Divina. Assim, reflita sobre a sua vida. Pense nas oportunidades que se apresentam em seu caminho. Você está escolhendo a melhor parte? Ou está cuidando apenas de ser mais rico e importante do que os outros? Gasta seu tempo em causas nobres, ampara os caídos, educa os ignorantes? Ou apenas cuida de muito descansar? Se você fosse um anjo, por suas opções anteriores, não mais viveria na Terra. Assim, em seu passado certamente há muitos equívocos que clamam por correção. Procure escolher a melhor parte, pois ela não lhe será tirada. Amar e servir são uma opção muito melhor do que padecer. Pense nisso.

segunda-feira, março 23, 2009

Extraordinário

Pelo poder da consciência, já teríamos mudado ontem o mundo para o lugar que todos desejamos. Mas pela inércia dos assentos, ainda estará muito perto do que agora é, muito depois de ter arrumado meus ossos.
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Todas as formas naturais são do plano divino. Todas aquelas produzidas pela percepção e entendimento humano, fictícias.
Todo o espaço que a entremeia, a Alma de Deus, a Essência, o Absoluto. (pelo menos, do que alguns conhecem)
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A percepção em nós, só não se atinge por falta de fé.

sábado, março 21, 2009

COMO RECONHECER UM MESTRE ESPIRITUAL

Para alguns discípulos, encontrar o seu Mestre é encontrar uma mãe que aceita trazê-lo nove meses no ventre para fazê-lo nascer no mundo espiritual. E, depois de nascer, isto é, desperto, os seus olhos descobrem a beleza da Criação, os seus ouvidos ouvem a palavra divina, a sua boca saboreia alimentos celestes, os seus pés levam-no aos diferentes lugares do espaço para fazer o bem e as suas mãos aprendem a criar no mundo sutil da alma. Muito poucas pessoas sabem o que é realmente um Mestre. Algumas leram livros que contam histórias inverossímeis: que um Mestre é perfeito, onisciente, onipotente... que ele não tem necessidade de comer, nem de beber, nem de dormir... que ele está ao abrigo de todas as tentações e, sobretudo, que passa o seu tempo a fazer milagres, como no livro de Spalding: "A Vida dos Mestres". Quantas pessoas não ficaram exultantes com este livro sem suspeitarem de que contém imensas histórias sem fundamento. É verdade que os grandes Mestres têm poderes excepcionais, mas não os utilizam para fazer prodígios diante de gente embasbacada. Aparecer e desaparecer, caminhar sobre as águas, voar no espaço, materializar festins, atravessar as chamas de um incêndio, fazer aparecer casas... mesmo que seja capaz de fazê-lo, um verdadeiro Mestre não o fará, pois assistir a tais espetáculos não ajuda os humanos a transformarem-se... Um Mestre - é necessário que você o saiba - é feito como todos os outros homens: tem os mesmos órgãos, que o fazem sentir as mesmas necessidades e os mesmos desejos. E se lhe cortar um pedaço de carne, verá que seu sangue correrá e que a sua cor é vermelha como o de toda a gente! A diferença está em que a consciência de um Mestre é muito mais vasta do que a da maioria dos homens: ele tem um ideal, pontos de vista superiores e, sobretudo, conseguiu um perfeito domínio sobre si próprio. Evidentemente, para tal é necessário imenso tempo e um trabalho gigantesco, e por isso ninguém pode tornar-se Mestre numa só encarnação. Se você encontrar um Mestre, tenha consciência de que todas as qualidades e virtudes que ele manifesta não foram adquiridas apenas nesta vida. Não, ele teve que trabalhar durante séculos, milênios até, e, como as qualidades que adquirimos pelo nosso próprio trabalho não desaparecem no momento em que temos de deixar a terra, quando regressa ele traz de novo essas qualidades. Assim, de encarnação em encarnação, ele vai adquirindo sempre novos elementos espirituais até ao dia em que torna-se um verdadeiro condutor da luz e das virtudes divinas. Infelizmente, há também seres que se preparam durante séculos para se tornarem condutores do mal; são os mestres da magia negra. O ser humano é livre de escolher o bem e o mal. É claro que, quando escolhe o mal, mesmo que a Inteligência Cósmica o deixe continuar durante um certo tempo, ele acabará sempre por ser aniquilado, dado que, pelo seu comportamento, se opõe à ordem universal. Mas, à partida, o ser humano tem a hipótese de escolher. Enquanto vivo, é livre de se determinar num sentido ou no outro. Alguns seres, muito raros, apesar desta liberdade que lhes é concedida, permanecem definitivamente determinados. Os grandes Iniciados, por exemplo, determinaram-se para a luz e para o amor. Alguns, é certo, caíram, mas a maioria deles permaneceram espíritos de luz. E, aliás, quanto mais tempo passa, menor é a possibilidade de mudarem de direção, pois, graças ao seu trabalho espiritual, eles foram conseguindo transformar, divinizar, a matéria do seu corpo e esta tornou-se como que um metal inoxidável, ouro puro. Contudo, enquanto um ser não chega a este estado de evolução, é sempre possível ele mudar de direção, e existem casos na História em que magos brancos tornaram-se magos negros. Pergunte como é possível alguém tornar-se um mago negro... Na realidade, é muito fácil, mesmo para você: basta dar vazão à sua natureza inferior. Se transgredir continuamente as leis da bondade, da justiça e do amor, tentando obter êxito à custa dos outros, tentando derrotá-los, destruí-los, só poderá tornar-se um mago negro. É simples, é claro. Muitos imaginam que, para alguém se tornar um mago negro, é necessário que um mestre diabólico lhe ensine a arte dos encantamentos e dos esconjuros maléficos. Isso pode acontecer, mas, para alguém colocar-se ao serviço do mal, não é absolutamente necessário ter um mestre; sem instrutor, sem receita, sem nada, qualquer um pode tornar-se um mago negro se deixar-se guiar demasiado pela sua natureza inferior. E o mesmo se passa com um homem que só pense em ajudar e em esclarecer os outros: mesmo que não tenha um Mestre para o instruir, estará a caminho de tornar-se um mago branco. Na realidade, cada ser humano tem um Mestre, e se não for um Mestre visível, será um Mestre invisível. Os criminosos têm, no mundo invisível, um mestre que não cessa de aconselhá-los a prejudicar os outros. E mesmo que eles digam: "Nós, um mestre? Nunca!", devem ficar a saber, estes cegos, que têm um mestre cujos conselhos perniciosos seguem dia e noite. É evidente que, quando eu lhe falo de Mestres, refiro-me sempre aos verdadeiros grandes Mestres espirituais, aos magos brancos. Sei bem que se dá este título de Mestre a muitos artesãos para se mostrar que são excelentes na sua profissão e também aos notários, aos magistrados, aos artistas, etc... É uma maneira de ver as coisas e eu não lhes recuso este título. Mas, você deve saber que um verdadeiro Mestre, no sentido espiritual do termo, é um ser que, em primeiro lugar, conhece as verdades essenciais; não aquilo que os homens escreveram, criaram ou contaram, mas o essencial segundo a Ciência Cósmica. Em segundo lugar, um Mestre deve ter tido a vontade de dominar, dirigir e controlar tudo em si, e realizado essa vontade. Por último, esta ciência e este domínio que ele adquiriu devem servir apenas para manifestar todas as qualidades e virtudes do amor desinteressado. É pelo seu desinteresse que reconhecerá um verdadeiro Mestre. Cada Mestre vem à terra para nela manifestar uma qualidade particular: há, portanto, Mestres da sabedoria, Mestres do amor, ou da força, ou da pureza... Mas todos os verdadeiros grandes Mestres têm, obrigatoriamente, uma qualidade em comum: o desinteresse. Há tantos impostores e charlatães dispostos a aproveitarem-se da ingenuidaded os humanos! Limitaram-se a ler livrecos de ciências ocultas, muitas vezes escritos por ignorantes, e pronto! Passam a apresentar-se em todo o lado como grandes Mestres. Não trazem consigo qualquer sinal de que o Céu os reconheceu como tal; foram eles próprios que se declararam Mestres e acreditam que isso chega. E os outros, em vez de estudarem um pouco um ser destes para ver como ele se comporta, seguem-no de olhos fechados. Ele irá enganá-los, despojá-los, subjugá-los, mas eles não se darão conta. Bom, é magnífico, eis pelo menos um ser inteligente! Os outros é que são estúpidos. Porque não procuraram saber de onde é que ele vem, como vive, quem foi seu Mestre, quem o enviou?... Ah, não, não, é inútil colocar essa questão; desde que ele lhes prometa iniciá-los em três dias - a troco de alguns milhares de dólares, é claro - acreditam nele. Têm pressa, compreende? A iniciação não deve durar mais do que três dias. O mundo está cheio de gente desta, de burlões, de vigaristas, que se aproveitam da ingenuidade e da estupidez dos outros. Mas eles, pelo menos, são inteligentes! Não nego que essas pessoas possam ter alguns poderes - qualquer um, desde que se exercite, pode obter certos poderes -, mas a questão está em saber como os empregam e em que sentido. É a esse respeito que o Céu se pronuncia. O Céu não se preocupa com os meios que possui, mas com o uso que deles faça. O que conta para o Céu não é sua ciência, nem sua clarividência, nem seus poderes, mas seu desinteresse. Você pode ter a ciência, a clarividência e os poderes, mas enquanto não for desinteressado, mesmo que os humanos o reconheçam como Mestre, o Céu não o reconhecerá. A desgraça dos humanos é a sua falta de discernimento: ao encontrarem um verdadeiro Mestre, desinteressado, desconfiarão, mas seguirão o primeiro indivíduo que apareça e lhes lance poeira para os olhos, apresentando-se como Mestre. Na realidade, um verdadeiro Mestre, nunca lhe dirá que é um Mestre, nunca; ele deixará senti-lo e compreendê-lo, não tem pressa de ser reconhecido. Um falso Mestre, pelo contrário, a partir do momento em que decretou que é um Mestre, tem somente uma idéia: impôr-se aos outros. Acabei de receber uma carta de um homem que acreditou ser capaz de tornar-se um guia espiritual: escreveu-me para contar as suas dificuldades e as suas angústias. Evidentemente, era de esperar. Por que motivo se pôs ele a enganar as pessoas com a pretensão de guiá- las, enquanto ele próprio não estava em condições de fazê-lo? Mas os humanos são assim, julgam-se capazes de guiar os outros antes de terem adquirido as virtudes necessárias: a sabedoria, o amor, a pureza, a força, o desinteresse. Não! Enquanto não se tiver recebido ordem de um ser superior para assumir a esmagadora tarefa de guiar os humanos, é muito perigoso, para quem quer que seja, querer desempenhar este papel. Eu gostaria muito de ajudar este homem, porque vejo que ele é muito infeliz e nem sabe porquê. Imaginou que bastava ler alguns livros de ciências ocultas e pôs-se a evocar as forças poderosas do mundo invisível para as utilizar, sem ter aprendido previamente a entrar em harmonia com elas. Pois bem, quando assim é, essas forças vingam-se e dizem: "Porque procura servir-se de nós para satisfazer os seus caprichos? Nós não queremos submeter-nos a você. É fraco e ignorante e merece uma boa lição." Quantos pretensos ocultistas não têm sequer um verdadeiro conhecimento das leis do mundo espiritual! Pode crer: eles leram alguns livros e, sem se prepararem, querem fazer figuras aos olhos de alguns discípulos, realizando prodígios perante eles. Pois bem, não é assim que se deve fazer. Para se assumir o papel de guia espiritual, é necessário ter-se recebido um diploma, pois no mundo espiritual também se recebem diplomas. Os diplomas que existem no plano físico têm a sua correspondência no plano espiritual, à imagem do qual o plano físico foi criado. Os espíritos luminosos que nos enviaram à terra observam- nos, medem-nos e, se vêem que fizemos esforços, que conseguimos dominar-nos e corrigir alguns dos nossos defeitos, dão-nos o diploma. E onde está esse diploma? Não será um papel, que pode ser apagado ou destruído. É como um selo que se imprime no nosso rosto e em todo o nosso corpo, para mostrar que obtivemos vitórias sobre nós próprios. Talvez os humanos não vejam isso, mas todos os espíritos da natureza, todos os espíritos luminosos, o vêem, mesmo de longe, e então obedecem- nos e ajudam-nos. Sim, para se ter o direito de executar certas tarefas no plano espiritual, é necessário obter também a aprovação de certos seres, e não pense que é fácil. Muitas pessoas acham que os estudos necessários para se obter o diploma de educador ou de professor são muito demorados e difíceis. Mas isso não é nada, nada mesmo, comparado com as condições que têm que ser preenchidas por aqueles que querem ensinar aos discípulos as verdades da ciência iniciática. Eu fico sempre espantado ao ver a ignorância e a ingenuidade das pessoas perante esta questão: todas, ou quase todas, crêem que estão à altura de poder usar o título de Mestre, imaginam que ele caiu assim do céu, já perfeito, sem Ter realizado o mínimo esforço. Pois bem, você não encontrará criatura alguma que tenha vindo perfeita à terra. Quer a mostrem, quer a escondam, todos têm a fraqueza, ou mesmo várias. Até os grandes Iniciados têm pelo menos uma fraqueza; por vezes é o medo, outras vezes o orgulho, ou a avareza, ou até a sensualidade. Mas a superioridade de um Iniciado advém-lhe, em primeiro lugar, de ele estar consciente dessa fraqueza e, em segundo lugar, do fato de empregar todos os meios para triunfar sobre ela. Qualquer ser, independentemente da elevação do seu espírito, ao encarnar na terra, recebe dos pais como herança uma matéria mais ou menos defeituosa que deverá transformar, o que conseguirá graças às suas qualidades e virtudes. E, quando o consegue, alcança uma elevação ainda maior, porque foi capaz de transformar uma matéria bruta em uma matéria elaborada de que poderá servir-se para o seu trabalho. É, pois, nos Iniciados que se descobre verdadeiramente a força do espírito, pois eles conseguem dominar tudo, ao passo que a maioria dos humanos arrasta consigo, durante toda a vida, defeitos que não consegue vencer. No entanto, também é necessário que se saiba que um Iniciado vem à terra trazendo com ele as qualidades sobre as quais trabalhou nas encarnações precedentes. Graças a essas qualidades, ele afasta-se instintivamente do mau caminho e direciona-se, pelo contrário, para atividades construtivas, luminosas. Mesmo que não se lembre de nada, ele é impelido, sem se aperceber, a caminhar na mesma direção que seguiu no passado. Pela minha parte, durante muito tempo não tive qualquer lembrança das minhas encarnações, mas nasci nesta vida com marcas, registros, que me impeliram em uma determinada direção. * (Extraído do livro "O que é um Mestre Espiritual?", Ed. Prosvecta)