domingo, junho 28, 2009

Ode à alegria

Era o dia 7 de Maio de 1824.

Os privilegiados espectadores sentados na plateia do Teatro em Viena, então capital do Império Austro-Húngaro, mal sabiam que estavam para presenciar a primeira audição mundial da maior obra-prima da História da música.

Ainda que o autor já fosse uma celebridade, recebido naquele mesmo dia com uma ovação digna das plateias de música pop de hoje, a reacção foi surpreendente.

O comissário de polícia precisou intervir, para silenciar a explosão de aplausos na chegada do alemão: Ludwig Van Beethoven.

Era o dia da primeira apresentação de sua Nona Sinfonia.

Após as palmas, um grande estranhamento.

Até então, a sinfonia – forma musical para orquestra consagrada durante o classicismo – excluía por definição as vozes humanas.

No entanto, no palco sentavam-se quatro solistas e um coral em quatro partes. Para aumentar a perplexidade, enquanto todos os outros instrumentos desenrolavam movimentos que superavam a racionalidade clássica, permaneciam em silêncio o coral e os solistas. Eles entrariam apenas no quarto e último movimento.

Beethoven, três anos antes de sua morte, ali realizava uma vontade que alimentava desde os 22 anos de idade: musicar o poema alemão Ode à alegria, de Schiller. E era o que fazia no derradeiro movimento da obra, quebrando a última barreira do modelo sinfónico. Oh amigos, não chega desses sons? Entoemos algo mais prazeroso e alegre! – Vibrou o barítono em recitativo.

Os baixos do coro responderam-lhe forte: Alegria, alegria – para que, com a orquestra silenciada, começassem a solar um dos temas mais conhecidos da música ocidental.

O tema proclamava: Todos os homens serão irmãos.

Era o poema da fraternidade universal, musicado pela genialidade e sensibilidade irretocáveis de Ludwig.

Abracem-se milhões! Enviem este beijo para todo mundo!

* * *

A arte é o belo expressando o bom.

É a expressão da beleza eterna, uma manifestação da poderosa harmonia que rege o Universo.

Convidar a arte para nossa vida diária é ter à disposição excelente instrumento de civilização e aperfeiçoamento. A influência da música sobre a alma, sobre o seu progresso moral, é reconhecida por todo o mundo. Mas a razão dessa influência é geralmente ignorada. Sua razão está inteiramente neste fato: a harmonia coloca a alma sob a força de um sentimento que a desmaterializa.

“ citações do cap. A música espírita, do livro Obras póstumas, de Allan Kardec”

segunda-feira, junho 22, 2009

até a ti

como te poderia explicar, que quando o tempo se enevoa se cumprem os maiores trabalhos. como poderei ajudar-te a compreender que sob os ambientes adversos se cumprem os estados "zen". que sob o despreparado se inaugura a festa do espírito. vou deixar a mente voar a ti... até a ti...

quarta-feira, junho 17, 2009

O Porquê das Mortes Colectivas?

As grandes comoções que ocorrem na nossa sociedade material trazem sempre enormes indagações e dúvidas por parte de pessoas que ainda não adquiriram conhecimentos das verdades evangélicas a respeito da Lei de Causa e Efeito e das vidas sucessivas. Segundo ainda ensinamentos Evangélicos, “não caí uma só folha da árvore sem que Deus saiba” e, com toda certeza, as “mortes colectivas” não foram obras do acaso, mas sim, todas estavam cadastradas nos anais da espiritualidade para participarem dessas desencarnações colectivas. Muitos desses fatos são consequências de Leis Naturais, ou juridicamente chamadas de “casos fortuitos”, como maremotos, terremotos, erupções de vulcões, etc., porém, outros ocorrem por acidentes ou desastres, que são provocados pelo próprio Homem, como por exemplo, acidentes aéreos, marítimos, ferroviários e, hoje em dia, até por ato terrorista. Ora esses fatos acontecem sem serem provocados por Deus, mas, em ambos os tipos de ocorrências, há a influência do ser humano, directa ou indirectamente. No primeiro caso, apesar de ser um fato natural, físico, corrobora a influência inferior da Humanidade. No segundo caso, pela imprudência do próprio homem. Essas ocorrências, chamadas catastróficas, que ocorrem em grupos de pessoas, em família inteira, em toda uma cidade ou até em uma nação, não são determinismo de Deus, por ter infringido Suas Leis, o que tornaria assim, em fatalismo. Não. Na realidade são determinismos assumidos na espiritualidade, pelos próprios Espíritos, antes de reencarnar, com o propósito de resgatar velhos débitos e conquistar uma maior ascensão espiritual. O Espírito André Luiz, no livro Acção e Reacção, afirma esses fatos: “nós mesmos é que criamos o carma e este gera o determinismo”. São acções praticadas no pretérito longínquo, muito graves, e por várias encarnações vamos adiando a expiação necessária e imprescindível para retirada dessa carga do Espírito, com o fim de galgar voos mais altos. Assim, chega o momento para muitos, por não haver mais condições de protelar tal decisão, e terão que colocar a termo a etapa final da redenção pretendida perante as Leis Divinas. Dessa complexidade de fatos é que geram as chamadas “mortes colectivas”. Os Espíritos Superiores possuem todo conhecimento prévio desses fatos supervenientes, tendo em vista as próprias determinações assumidas pelos Espíritos emaranhados na teia de suas construções infelizes, aí, providenciam equipes de socorros altamente treinadas para a assistência a esses Espíritos que darão entrada no plano espiritual. Mesmo que o desencarne colectivo ocorra identicamente para todos, a situação dos traumas e do despertar dependerá, individualmente, da evolução de cada um. Estes fatos, mais uma vez André Luiz confirma: “se os desastres são os mesmos para todos, a “morte” é diferente para cada um”. Assim, a Previdência Divina, com sua pré-ciência, aparelha circunstâncias de hora, dia e local, para congregar aqueles que assumiram tais resgates aflitivos, e, por outro lado, os que não vão fazer parte desse processo colectivo, por um motivo ou outro, não estarão presentes. No livro Tempo de Transição, do escritor Juvanir Borges de Souza, tiramos os seguintes ensinamentos referentes a este assunto: “...o mesmo princípio aplicável a cada indivíduo estende-se às colectividades; uma família, uma nação ou uma raça formam as individualidades colectivas; “...entidades colectivas contraem responsabilidades agindo como individualidades colectivas, respondendo seus por seus actos e pelas consequências deles; “...as expiações colectivas são os resgates de ações anteriores praticadas em conjunto pelo grupo envolvido; “...os grupos se reúnem na Terra para tarefas ou missões comuns, assim com são reunidos, para purgar faltas cometidas em conjunto, solidariamente, assim, o inocente de hoje pode estar respondendo por seus actos de ontem; “...a Providência Divina tem meios e formas para determinar os reencontros, o reinício das tarefas, os resgates, tanto no plano individual quanto no colectivo, em processos complexos que nos escapam à percepção”. Em seguida, o preclaro escritor traz exemplos significativos, lembrando da escravatura negra no Brasil que, durante três séculos foi uma instituição oficial, uma mancha social da qual resultam efeitos morais e espirituais até em nossos dias. Recorda ainda, a Guerra do Paraguai, país de menores recursos humanos e materiais, arcou com sofrimentos e dificuldades pesadas. Entretanto, passados mais de um século desse triste acontecimento, os governos uniram-se em tratado de honra e os dois povos construíram a maior usina hidroeléctrica do mundo, que proporciona enorme progresso às populações de ambos os países, com considerável vantagem para o Paraguai, uma vez que o empreendimento foi custeado na sua quase totalidade pelo povo brasileiro. Entende-se como uma espécie de ressarcimento de débito do passado, sob a forma de compreensão, cooperação e realizações positivas e justas. Existem ainda, “mortes colectivas”, provenientes de seguidores de pessoas com alto grau de persuasão, mas de baixo senso moral, que conseguem anular sentimentos e raciocínios de pessoas despreparadas e com tendência ao materialismo, inculcando ensinamentos de salvação através de actos externos, apregoando os suicídios colectivos. Mais uma vez, recorremos das palavras sábias do escritor Amilcar Del Chiaro Filho: “Quando a pessoa se fanatiza por alguma coisa, especialmente pelas ideias religiosas, o desequilíbrio se apresenta, e o que é distorcido, desatinado, parece recto, equilibrado. Existe alguma relação com obsessores? Sim, existe. Espíritos obsessores se aproveitam das disposições dos encarnados para dominar-lhes a mente e impor-lhes a própria vontade”. Transcrevermos ainda, palavras do Profº Waldo Lima de Valle, retiradas do seu livro, Morrer e Depois!: “mortes colectivas são provações muito dolorosas para os que ficam e também para os que partem, mas integram programas redentores do Espírito endividado perante a Lei e condição para que possam usufruir, merecidamente, as glórias da Vida Eterna (...) a dor colectiva corrige falhas mútuas, dos que partem e, também, dos que ficam”. O Meigo Nazareno, como não poderia deixar de ser, ensina em suas “Boas Novas” a respeito dessas vítimas: “Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas cousas? Não eram, eu vo-lo afirmo: se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. Ou cuidais que aqueles dezoito, sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou, eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” - Lucas 13.1-5. Isso significa que os que padecem desse drama no desencarne não são mais culpados do que outros, também habitantes deste planeta ainda inferior, pois carregamos todas dívidas e imperfeições de Espíritos que faz jus reencarnar aqui na Terra. O que precisa é o arrepender que Jesus ensina, ou seja, não mais praticarmos o mal contra nosso irmão, e praticarmos sim, a caridade para compensar o mal já efectivado em vidas passadas, para termos oportunidade de escaparmos dessas aparentes tragédias. Para encerrarmos este assunto completamos com outra parábola de Jesus que demonstra materialmente essa verdade: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não acho; pode cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra? Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. Se vier dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la”. Lucas 13.6-9. Fica assim comprovado que Deus espera de nós os frutos que devemos dar pela oportunidade da reencarnação, no sentido de melhorarmos moral e espiritualmente, para não termos que expiarmos, drasticamente, nossas faltas pretéritas.
João Demétrio (3/1/2008)

tesouros...

o tesouro não se mostra, ensina os caminhos...

sábado, junho 13, 2009

tenho somente as melhores irmãs do mundo, filhas da mãe mais doce e linda do mundo. como é que esse mundo não poderia ser um local maravilhoso!?

domingo, junho 07, 2009

Frentes de Trabalho

Em comunidades humanas é comum, quando de acontecimentos catastróficos, formarem frentes de trabalho. Muitas pessoas que se unem no propósito de suprir socorros aos vitimados.

Também, nós, aqui dos planos sutis, temos os mesmos procedimentos. Formamos caravanas que vão aos pontos mais variados da Terra para levar o socorro que se faz requerente.

Todavia, para a eficácia dessas providências se faz indispensável o concurso associativo com encarnados.

Quase de um modo geral, os integrantes encarnados o fazem inconscientemente. Porém, dadas as premências que se avizinham, carreadas por situações anômalas, e que a sociedade humana da presente era não conhece tão graves acontecimentos, faz-se necessário que os encarnados contribuam conscientemente, pois que assim os resultados que dessa associação que formarão conosco venham de ser mais efetivos.

Estamos, portanto, formando grupos em que se juntarão desencarnados e encarnados num só padrão de emissões energéticas.

Para tanto é necessário disposição consciente e responsável, pois todos atuarão como antenas repetidoras de ondas mentais.

Explico: Não importa onde os fatos requerentes aconteçam. Poderá ser em qualquer quadrante do globo. Com a organização desses pontos repetidores espalhados por várias regiões, as ondas energéticas se retransmitirão ao destino desejado.

Nada de excepcional se pede aos participantes pretendentes. Basta que, a todo dia, em horário invariável, se disponha a centrar sua mente ao objetivo que, de forma genérica, daremos o nome de operação para o bem do globo.

O processo consiste em mentalizar o planeta usando aquela imagem já muito conhecida, de um globo azulado, aquela mesma que as reportagens televisivas exibem. Mentaliza-la, estando o planeta envolto por uma névoa energética na cor violeta.

Os esotéricos sabem muito bem que a cor violeta é curativa, do que fazem uso em suas terapias. Assim, esse envolvimento do planeta nessa névoa violeta estará proporcionando um efeito higienizador. Um efeito regenerador, também, como forma de restabelecer equilíbrio de forças sobre regiões onde os conflitos psíquicos, e por decorrência, os beligerantes, têm sido dramáticos e impeditivos de se formalizar uma ordem social aceitável e humanitária.

bem possível que a grande maioria da população do planeta ignore o real volume de dor que massacra determinados povos, já que os meios de divulgação se encontram, TODOS, censurados por grupos de interesse, de tal forma que os disfarces criados impedem de a verdade chegar a todos.

Entretanto, nossos olhos não estão impedidos de assistir, horrorizados, a esses descalabros.

Mas nos faltam mãos que minimizem a dor permanente que assola esses irmãos que voltaram à Terra para reajustar suas vidas.

Todavia, fazendo-nos portadores desses planos que se originaram nas comunidades que de mais Alto dirigem a Terra, estamos a organizar o que chamamos frentes de trabalho, e nelas, interligando milhares de mentes encarnadas voltadas ao mesmo proceder, estaremos criando uma massa crítica que nos dará maiores elementos – recursos energéticos – para higienizarmos as psicosferas das regiões vitimadas.

Portanto, aos que se interessarem, nada de especial precisarão fazer para estarem inscritos nesta corrente profilática, do que, determinarem um horário que lhes seja facultado, e diariamente, neste horário escolhido, se postarem em mentalização, como citado linhas atrás, durante o período máximo de 10 minutos.

Nada, além disso, lhes é solicitado. Por força desta mentalização serão sintonizados, onde quer que se encontrem, e, interligando-os a tantos outros, se somará o teor de suas vibrações, em prol de tantos ignorados que estão a viver em condições subumanas tais que suas imaginações não conseguem alcançar.

E´ uma força de solidariedade que, se não podem faze-la pessoalmente, façam-na vibracionalmente.

Adicionalmente, informo que não somos nós, especificamente que por este canal temos escrito, que fazemos esta solicitação. Somos, somente, mais um dos contingentes espirituais aderidos ao plano que nos vem de mais Alto.

O tempo urge para a Terra como um todo. Não podemos deter o tempo. Podemos, porém, aliviar tensões enquanto este mesmo tempo nos permita.

Abram seus corações.

Joelson

quinta-feira, junho 04, 2009

... normose ...

"Todos querem se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exactamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está a passar por algum problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões, acaba por adoecer. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento que "exercem" tanto poder sobre as nossas vidas? Nenhum João, Zé ou Lúcia bate à tua porta exigindo que sejas assim ou assado. Quem nos exige é uma colectividade abstracta que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Precisas de quantos pares de sapatos? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima basta. Pensa nas pessoas que mais admiras: não são as que seguem todas as regras obviamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida à sua maneira. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não fraquejaram, não passaram avante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta quereres tomar para ti as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta e faz sofrer bastante. Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão a sofrer. E se estão a sorrir, é porque a alma lhes é iluminada. Por isso divulgue o alerta: a normose está a doutrinar erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes. Talvez por isso por vezes digam que sou meio “maluco”, quando apenas o que faço é tentar não ser contagiado por esta “doença” e viver com regras mas não todas… "

terça-feira, junho 02, 2009

doutrinar Vs evangelizar

- Para doutrinar, basta o conhecimento intelectual dos postulados do Espiritismo; - Para evangelizar é necessário a luz do amor no íntimo. Na primeira, bastarão a leitura e o conhecimento; na segunda, é preciso vibrar e sentir com o Cristo. Por estes motivos, o doutrinador muitas vezes não é senão o canal dos ensinamentos, mas o sincero evangelizador será sempre o reservatório da verdade, habilitado a servir às necessidades de outrem, sem privar-se da fortuna espiritual de si mesmo. [41a pág. 142] Emmanuel - 1940

terça-feira, maio 19, 2009

Uma nova realidade

Já te esforçaste tanto em aprenderes coisas que pouco ajudaram em tua caminhada... Criaste o impossível para ti e fizeste disso a realidade para viveres. Coisas como o sofrimento, a pequenez, o medo e a falta de luz em tua consciência, são só uma pequena parte do que fizeste. Agora queres a paz, queres a luz, mas não as consegues obter por achares que estas idéias estão muito além da tua capacidade. Se deres um pouco mais de ti,verás que as coisas não são bem como tens imaginado que elas sejam. Pede por ti e trabalha por ti, pois não há um outro meio para obteres aquilo que desejas. Não há necessidade que sofras por isso, mas que simplesmente acredites que possuis todos os meios para seres feliz. Estes meios estão para ti como o rio está para o mar; basta que tu dês uma maior atenção e retires o véu dos teus olhos que te cegam para esta grande realidade. E quando encontrares uma luz, ainda que tímida, a brilhar em ti, esta será suficiente para que dês início a tua alegria, ao teu encontro com a tua real natureza. Saberás a partir deste momento que aquilo pelo que sonhas acompanha-te a cada momento dos teus dias, apenas esperando por uma oportunidade para, junto de ti, ser reconhecido pela tua consciência. Sê atento para com tua paz e sê atento para com tua confusão. Ambas não podem coexistir no mesmo espaço, porque uma está baseada na luz que a tudo ilumina e protege da miséria do mundo, e a outra foi criada pelo medo que tu sentes em relação ao mundo em que vives. Nada há para temeres, pois teu ser verdadeiro está muito protegido, intocável pelas mãos do tempo que a tudo transforma e esgota. Lembra-te que tua fonte de luz nasce e jorra onde teu Criador, absoluto, reina e desfruta. Sê feliz.

segunda-feira, maio 18, 2009

Nossa hora

Era um dia como outro qualquer. As malas do casal já estavam prontas desde o dia anterior. Despediram-se do único filho e saíram em viagem para participar das festividades do casamento de uma sobrinha, que residia em Estado vizinho. Tão logo se distanciaram do lar, a esposa pediu ao marido que retornasse, pois gostaria de despedir-se do filho. O marido a fez lembrar que já o haviam feito, mas ela insistiu. Aquela mãe sentia que não voltaria a rever o filho amado, nem iria estreitá-lo num abraço apertado na presente existência. Sentia que aquela viagem era definitiva. De alguma forma ela pressentia isso. O marido, um tanto contrariado, atendeu ao pedido da esposa e voltou. O filho, ao vê-los, pensou que se haviam esquecido de algo. Mas a mãe logo o envolveu num suave abraço maternal, como a dizer-lhe adeus. Como quem se despede sem saber quando voltariam a reencontrar-se novamente.

Seguiram viagem, participaram das festividades, reviram os parentes, e por fim, o retorno.

Antes porém, a esposa pediu ao marido que fizesse uma prece, ao que ele respondeu que já havia orado, que o fato de não abraçarem a mesma religião não o fazia menos crente em Deus. Ao longo da viagem, por várias vezes estiveram na iminência de um acidente, mas conseguiram sair ilesos. No entanto, quando a ordem vem do Alto, nada, nem ninguém pode impedir. Mais um perigo, e dessa vez foi impossível evitar... A esposa ficou entre as ferragens do veículo, e o marido sofreu apenas pequenos arranhões.

Aquela mãe e esposa pressentia que já era hora de fechar a mala e retornar à pátria espiritual.

Alguns meses depois de sua partida, um médium espírita, amigo da família, que a conhecera ainda no corpo, trouxe a notícia de que a havia visto no mundo espiritual, que ela estava bem, feliz por ter deixado na Terra dois homens: o marido e o filho. Feliz não por tê-los deixado, mas por tê-los deixado bem. O filho já moço e o marido bem orientado. Cumprira a sua missão de esposa e mãe.

* * *

Fatos como esse acontecem diariamente. Uns voltam à pátria espiritual pelas portas do túmulo e outros tantos chegam pelas portas do berço. Mas a questão é se estamos preparados, ou se preparamos os nossos entes caros para quando chegar a nossa hora. Que ela chegará, não nos resta dúvida, mas quando chegará não sabemos. É importante que vivamos sempre em harmonia com nossos afectos, para que o remorso não nos dilacere a alma, depois da partida. É preciso que deixemos as nossas coisas sempre em ordem, não esperando a morte, mas com previdência, para que em chegando a nossa hora, não deixemos os nossos em situações difíceis. Será que nós, que temos filhos, temos procurado edificar suas vidas de forma que quando não tiverem mais a nossa presença saibam tomar decisões acertadas?

Ou será que os mantemos em total dependência nossa?

Pensemos nessas e noutras questões, e sejamos de fatos previdentes. Deixemos a nossa mala sempre arrumada para quando chegar a nossa hora, a fim de que evitemos dissabores mais tarde.

* * *

A preocupação com os afectos que ficaram é uma das causas de sofrimento para o Espírito desencarnado. A maioria dos que partem diariamente nunca se preocupou em deixar em dia seus negócios, papéis e as relações de afecto. Por isso sofrem quando se dão conta que é tarde demais. Muitos dariam tudo que lhes fosse possível, pela oportunidade de algumas palavras com os entes caros, com intuito de alertá-los para a realidade que a todos nos aguarda após a aduana do túmulo. Acontece como na Parábola de Lázaro e o Rico, narrada nos Evangelhos. O rico, deparando-se com a realidade após a morte, queria voltar para falar aos familiares para que mudassem o rumo de suas vidas. Mas o Espírito de Abraão disse-lhe que ele tivera tempo para isso, e que seus familiares tinham os Profetas, que os ouvissem portanto.

Pensemos nisso.

sábado, maio 16, 2009

arrepio de amor

se o que se faz tarde se faz presente, o que se faz presente é de facto um presente. não temer, não obstar, não resistir, não estagnar... faz de conta és, aquele campeão da passagem do testemunho, deixa a casa mais limpa do que a fundaste. agora surge o teu tempo de brilhar, sê anónimo, actuante pró activo, deste maravilhoso movimento vivo irresistível de mudança, já iniciou o começar... toda a tua respiração, é um arrepio de amor a Deus

segunda-feira, maio 11, 2009

Quem tem condições

O perfeito entendimento entre as criaturas ainda é raro no mundo. Os laços de genuína afinidade são tesouros preciosos, a serem carinhosamente mantidos. Entretanto, não é possível conviver apenas com quem partilha das mesmas ideias. Nos mais variados sectores da existência, os atritos por vezes surgem. No recesso do lar, irmãos nem sempre se entendem. Pais e filhos têm ideais diferentes. Esposos frequentemente não encontram um denominador comum na condução dos destinos da família. No sector profissional, também há criaturas com as quais o relacionamento é trabalhoso e difícil. Nessas horas críticas é que se revela o valor individual. O primeiro impulso é o de esperar ser compreendido. As próprias ideias sempre parecem mais acertadas do que as alheias. As soluções que o próprio coração alvitra costumam se afigurar mais justas do que as propostas pelos outros. O outro é que deve entender, perdoar e ceder. Contudo, esse género de expectativa não costuma ser atendido. Se ninguém se dispuser a dar o primeiro passo rumo ao entendimento, um pequeno evento pode tomar proporções desastrosas. Quanto a quem se esforçará mais e melhor pela paz, a maturidade espiritual dos envolvidos é que decide. Em qualquer situação, vigora o princípio de que ninguém pode dar o que não tem. O egoísta, vaidoso e arrogante não consegue exemplificar a humildade e facultar a concórdia. O pervertido não possui condições íntimas de vivenciar a pureza. Tendo essa realidade em mente, procure analisar como você se comporta em situações de confronto. Procura perdoar, compreender e auxiliar? Ou se considera demasiado importante para abdicar de sua posição em favor da paz? Não se trata de ganhar ou de perder, mas de aprender a respeitar opiniões diferentes. Mesmo quando sua posição é visivelmente a melhor, há como lutar por ela sem ofender e humilhar. Se você é cristão, seus deveres perante a humanidade são significativos. Afinal, você precisa ser o sal da Terra e a luz do mundo. Entre o cristão sincero e os erros do mundo trava-se há longo tempo um silencioso combate. Só que esse combate não é sanguinolento, mas se estriba no exemplo e na compaixão. Se o próximo é difícil, cabe-lhe conquistá-lo e gentilmente esclarecê-lo. Quem está mais preparado para as renúncias que a harmonia social exige? O descrente ou o idealista? Ciente disso, torne-se um agente do bem. Se a vida lhe oportuniza ser aquele que serve e luta pela paz, significa que você tem condições para tanto. Não desperdice a oportunidade!