sexta-feira, julho 10, 2009
Amar a Deus
quinta-feira, julho 09, 2009
é onde trilho...
Todas as coisas, tudo que escolhes são o fruto das tuas concepções.
Tu lhe traças os limites e é muito através de tuas percepções tu orientas as tuas escolhas, em ultima estância.
Muito para além dos teus queixumes, das tuas entregas, fica junto contigo o resultado… o produto das tuas interacções, mais ainda para lá donde a tua vista alcança. Assim, ages para além do momento onde intervéns, quer queiras quer não, és o justo herdeiro do teu legado.
É assim contigo, pois em ti próprio continuaste o dos que te antecederam.
És o desatador dos atilhos, o abandonar das decorações, o adorador dos essenciais.
Sabes que é lá, fora dos estereótipos, onde das formas naturais obténs as confirmações, do teu agir, que usufruis dos encontros maiores.
-vê…, ainda estou sozinho na solidão que te acompanha…
Porque melhor que as palavras, ainda são as conversas do silêncio.
É onde trilho.
quarta-feira, julho 08, 2009
O que é preciso para ser feliz???...
Um velho monge zen foi certa vez convidado para ir até a corte do rei mais poderoso daquela época.
-Eu invejo um homem santo que se contenta com tão pouco, disse o rei.
-Eu invejo Vossa Majestade, que se contenta com menos que eu - respondeu o monge zen.
Como você me diz isto, se todo este reinado me pertence? - disse o rei, ofendido.
Justamente - falou o velho monge. Eu tenho a música das esferas celestes, tenho os rios e as montanhas do mundo inteiro, tenho a lua e o sol, porque procuro a pura prática no caminho da simplicidade. Vossa Majestade, porém tem apenas este reino.terça-feira, julho 07, 2009
Acerca dos luzeiros:
Quem estimou desde cedo, acarinhou reconhecendo e alimentando o conceito, do luzeiro, que se recorde sempre, da razão essencial…
Ninguém deseja ser luzeiro sem lhe sentir a necessidade.
Em sua vida, em muito semelhante à via do TAO dos orientais, são impressas faculdades notáveis, que devem ser desconsideradas como um fim, em verdade são unicamente um meio pelo qual os luzeiros cumprem seu destino, rumo a um fim que desconhecem.
O luzeiro cedo percebe que é de seu sofrimento doado em sacrifício de amor que advém a bem aventurança para o seu semelhante. É um processo dificilmente compreensível, mais para ser vivenciado que para estabelecimento de tratado.
Um luzeiro muitas vezes sente-se uma “usina” de energias contrárias e é deste sofrimento resignado e actuante que gera a luz, o seu mistério.
Ninguém é luzeiro porque quer, mas porque necessita.
O luzeiro actua condicionando sem benefício próprio as energias, em si as atenções convergem, mesmo aquelas do que está voltado de costas. É um verdadeiro receptáculo de toda a expressão individual… onde esta encontra sua sequência. Para ele, o processo não é agradável, apenas natural.
O porteiro da luz, sabe no seu intimo sua origem, seu mistério, sua derradeira ultimação. Pode contestar suas escolhas tantas vezes quantas conseguir aguentar.
O luzeiro é um original fecundo de todos os originais dispersos, pela malha das existências imemoriais. Apenas trás no peito, a promessa continua de serviço consigo, onde vive o sonho.
Quem necessitar ser um luzeiro, tem na epiderme da alma gravada, a lembrança ardente de cada existência, cada momento e no desencontro químico do seu plano actual, ao vivenciar na livre escolha seu conteúdo, sua erudição, arde por dentro e chispa, carma cosmos e atraí, sob as sombras derrama seu sacrifício, sob o plano sua luz.
Um luzeiro é um perfeito candidato a um Avatar. Alguém que se dissolve voluntariamente no conhecimento infinito e absoluto, de uma forma irresistível, temerária mas muito orientadora.
Um luzeiro sofre, porque arde de prazer.
sábado, julho 04, 2009
segunda-feira, junho 29, 2009
Definição de SAUDADE !!!
Saudade é o Amor que fica!
domingo, junho 28, 2009
Ode à alegria
Era o dia 7 de Maio de 1824.
Os privilegiados espectadores sentados na plateia do Teatro em Viena, então capital do Império Austro-Húngaro, mal sabiam que estavam para presenciar a primeira audição mundial da maior obra-prima da História da música.
Ainda que o autor já fosse uma celebridade, recebido naquele mesmo dia com uma ovação digna das plateias de música pop de hoje, a reacção foi surpreendente.
O comissário de polícia precisou intervir, para silenciar a explosão de aplausos na chegada do alemão: Ludwig Van Beethoven.
Era o dia da primeira apresentação de sua Nona Sinfonia.
Após as palmas, um grande estranhamento.
Até então, a sinfonia – forma musical para orquestra consagrada durante o classicismo – excluía por definição as vozes humanas.
No entanto, no palco sentavam-se quatro solistas e um coral em quatro partes. Para aumentar a perplexidade, enquanto todos os outros instrumentos desenrolavam movimentos que superavam a racionalidade clássica, permaneciam em silêncio o coral e os solistas. Eles entrariam apenas no quarto e último movimento.
Beethoven, três anos antes de sua morte, ali realizava uma vontade que alimentava desde os 22 anos de idade: musicar o poema alemão Ode à alegria, de Schiller. E era o que fazia no derradeiro movimento da obra, quebrando a última barreira do modelo sinfónico. Oh amigos, não chega desses sons? Entoemos algo mais prazeroso e alegre! – Vibrou o barítono em recitativo.
Os baixos do coro responderam-lhe forte: Alegria, alegria – para que, com a orquestra silenciada, começassem a solar um dos temas mais conhecidos da música ocidental.
O tema proclamava: Todos os homens serão irmãos.
Era o poema da fraternidade universal, musicado pela genialidade e sensibilidade irretocáveis de Ludwig.
Abracem-se milhões! Enviem este beijo para todo mundo!
* * *
A arte é o belo expressando o bom.
É a expressão da beleza eterna, uma manifestação da poderosa harmonia que rege o Universo.
Convidar a arte para nossa vida diária é ter à disposição excelente instrumento de civilização e aperfeiçoamento. A influência da música sobre a alma, sobre o seu progresso moral, é reconhecida por todo o mundo. Mas a razão dessa influência é geralmente ignorada. Sua razão está inteiramente neste fato: a harmonia coloca a alma sob a força de um sentimento que a desmaterializa.
“ citações do cap. A música espírita, do livro Obras póstumas, de Allan Kardec”