sexta-feira, agosto 06, 2010

A Obesidade Mental - Andrew Oitke

O prof.  Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. 
 
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.» 
 
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.

As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.

Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.» 
 
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»

O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.» Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.

«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
 
 
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.

É só uma questão de obesidade.

O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.

O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.

Precisa sobretudo de dieta mental.»

sexta-feira, julho 16, 2010

Gratidão


Gratidão sinto pelas árvores, matizes de verdes oscilantes entre a luz e a sombra.

Gratidão pelo vento que parece transportar as partículas de luz, enquanto me trespassa.

Gratidão pela vida, pela ampla extensão de momentos inesperados que consigo vivenciar.

Gratidão pela respiração, o olhar, o aroma e o sentimento de comunhão possível com a natureza.

Assim todo o afazer, é generosamente recompensado.

No próprio cerne do trabalho, do esforço e até do sofrimento, é intrínseca a magnífica e generosa retribuição do que ainda por vezes penoso não consegue ensombrar.

Se ao respirar, junto com a sua experimentação chegam os sentidos, o aroma.

A escolha mantém-se una. Escolho não inspirar um qualquer escape motorizado e ao invés, assumo o ar das árvores e das flores.

Cada um faz as suas escolhas.

No corpo humano em analogia com uma viatura automóvel, a cabeça representa o volante. Esta dirige os movimentos do corpo, as direcções, no sentido que lhe é propicio.

A cabeça é como um painel de instrumentos onde estão todos os comandos e manómetros da vida…, do painel da vida.

A vida é uma experiência possível, não uma certeza inequívoca.

quarta-feira, julho 14, 2010

O teu lugar

Há um lugar dentro de ti onde todas as coisas são perfeitas, pois repousam na criação de Deus.

Um lugar onde a luz brilha, pois onde estão os olhos de Deus não há espaços, não há visão para a escuridão.

Um lugar onde a paz é presente, pois não há conflitos.

Um lugar onde o passado e o futuro não existem, pois o presente é o único lugar onde Deus é.

Um lugar onde a respiração é pausada porque é feita de tranqüilidade.

Um lugar onde as palavras perdem o valor por que o silêncio que lá existe exprime a tua realidade.

Um lugar que é feito de consciência, de verdade, de inocência.

Um lugar onde não há equívocos, pois a mente certa lá habita e traz consigo a compreensão de todas as coisas.

Um lugar para descansares, um lugar para retornares, pois é o teu lugar.

Neste lugar não tens necessidades, não reconheces o medo, pois o amor é presente e na presença do amor não existem espaços vazios, tudo é abençoado e completamente preenchido, posto que o amor a tudo abrange.

Este lugar é teu por direito divino.

Ocupa-o com tua sagrada presença.

Este lugar é protegido pela vontade Daquele que o criou, portanto nunca se mistura com o turbilhão de pensamentos que te levam em várias direções, apontando o que deves sentir; obrigando-o a escutar a sua voz e o tornando tão pequeno a ponto de não te sentires como um filho de Deus.

Tu és santo, pois Aquele que te criou deu a Sua luz e o Seu amor na criação da tua eternidade.

Este lugar em ti não está onde teus pensamentos e as tuas múltiplas emoções permanecem, ele encontra-se no que antecede tudo isso. Ele está naquele que observa, naquele que é a consciência em ti mesmo.

Neste lugar és amparado pela luz e pelo amor e diante disso o que poderia machucar o teu coração ou fazer-te pequeno perante a alegria de Deus?

Vai e toma teu lugar e sente...

És mais do que imaginas e as boas vindas te são dadas, pois se trata do teu próprio ser.

quinta-feira, julho 08, 2010

OMRAAM



E bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los, para alguns de vocês, certamente, é a primeira vez que os vejo, então, eu lhes apresento inicialmente minhas saudações e lhes trago já todo meu amor e minha bênção e vamos começar as entrevistas tais como eu gosto particularmente e sobretudo as questões-respostas que me são caras.

Então, cara amiga, se quer começar a lançar as questões, serei todo ouvidos do que me dirá, para tentar responder.


***


 Questão: Por que há tantos problemas de vírus?


Posso re-situar, cara amiga, a noção de vírus com relação à origem.
O vírus é uma origem tipicamente astral, ou seja, ligada ao mundo emocional.
Eles são criações não de origem Divina, mas criações directamente inspiradas da criação da terceira dimensão e, portanto, a conjunção junto ao ser humano de certo número de medos e de pavores, eu diria, que produziram esses vírus, progressivamente, desde milhares de anos, desde a criação desta terceira dimensão, ou seja, desde cinquenta mil anos.
Então, os vírus não são inexoravelmente ligados a uma agressividade.
A teoria a mais adequada corresponde a imaginar, como o dizem os homeopatas, que a coisa a mais importante é o terreno e que o vírus não é absolutamente nada.
Então nos juntamos, se quer, cara amiga, a origem desse vírus.
O vírus nasceu no mundo astral, no mundo emocional, mundo de divisão, mundo de separação, do ego, da personalidade.
É evidente que uma pessoa que tem um nível vibratório suficiente é capaz de eliminar todos os vírus, porque os vírus não têm tomada sobre ela. O que quer dizer que, se o vírus tem uma tomada (qualquer que seja o vírus), isso corresponde a uma problemática profundamente emocional que é escondida e repelida certamente no interior desses casulos de Luz.
Então, efetivamente, quanto mais se sobe na vibração e na consciência, mais se apercebe que o vírus não é absolutamente nada com relação à interioridade do homem e que são os defeitos ao nível desta interioridade astral (e não espiritual) que faz a virulência, eu diria, dos vírus e a possibilidade para eles de encontrar um terreno propício para seu florescimento.
Então, uma vez que o vírus penetrou, efectivamente, é importante tratar não o vírus como tal, mas antes apoiar o corpo, para que o corpo astral e o corpo etéreo possam assim fazer desaparecer e limitar a influência desse vírus.
Mas não esqueça que a origem se situa ao nível da personalidade e, em particular, sobre algo de fundamental que é um medo repelido e um medo que está inscrito muito profundamente, eis que isso pode ir até ao nível genético que está ligado à vivência da pessoa.
Então, poder-se-ia dizer que é preciso tentar encontrar a origem precisa do medo, o porquê e como este medo chegou a se cristalizar.
O importante é subir o nível vibratório porque, a partir do momento em que o nível vibratório sobe, a partir do momento em que a serenidade interior ou o controle começa a aparecer, naquele momento, o medo não pode mais existir.
A única verdadeira solução situa-se nesse nível.
Quer dizer que a solução não está na luta contra o vírus.
Num primeiro tempo poder-se-ia dizer que se pode aumentar o terreno efetivamente, mas o mais importante não está nesse nível, porque aumentar o terreno jamais fez desaparecer um vírus (que seja um vírus de hepatite, por exemplo, crónica).
Em nenhum caso ele poderá desaparecer com medicamentos, tanto químicos como os que visam destruir o vírus, ou vacinas ou com produtos naturais que elevarão de maneira temporária o sistema imunológico, por exemplo, para lutar contra o vírus.
A solução situa-se ao nível da eliminação do medo, não com relação a encontrar a origem precisa deste medo, mas sim com relação a uma subida vibratória, com relação à vibração do coração, obviamente.
A solução está unicamente nesse nível.

***

Questão: Por que há pessoas que não são atingidas por vírus, apesar do fato de não apresentarem, aparentemente, uma taxa vibratória muito «elevada»?

Obviamente, cara amiga, porque elas não têm medo, elas estão no ego de força e de poder, elas não ficarão jamais doentes porque desenvolveram estratégias de luta e de privatização, eu diria, do ego, que faz com que estejam no poder e os seres de poder não estão jamais doentes.
Uma vez que a doença está aí, em contrapartida, não é questão, obviamente, de recair na tentativa de encontrar um poder, mas, antes, subir o nível vibratório, porque a doença é realmente um sinal que é enviado.
Em contrapartida, os seres que estruturaram, enrijeceram seu ego (ou seja, que subiram no poder e num falso controle que nada tem a ver com a evolução espiritual e a subida na vibração), desenvolveram estratégias de defesa que são muito eficazes.
Mas, infelizmente, quando eles forem privados de seus corpos, eles aperceber-se-ão que tomaram a falsa estrada.
Não se deve julgar unicamente na aparência da doença ou da boa saúde.
Houve santos que estiveram extremamente doentes, houve personagens que eram verdadeiros algozes que jamais estiveram doentes em sua vida.
A doença não faz referência à evolução espiritual, a doença faz simplesmente referência a um sinal que é dado à alma.
Em contrapartida, alguns seres conseguiram cortar-se de sua alma e eles não estarão jamais doentes, porque desenvolveram estratégias de poder, mas não evoluirão jamais, ao menos nesta vida, ao nível espiritual.

***
  
Questão: Como aumentar a taxa vibratória para si mesmo?

A subida vibratória pode se fazer de milhares e milhares de maneiras, há técnicas inumeráveis para subir a taxa vibratória.
Há seres que lhes dirão que não há técnica, como o fez, por exemplo, o grande Krishnamurti; outros lhes dirão que há técnicas, e outros lhes dirão que são necessárias técnicas, mas que não se deve realizar técnicas.
O importante sendo desviar o mental, porque o obstáculo o mais importante à subida vibratória não é o medo ou as emoções, é, obviamente, o mental, é ele que é o obstáculo essencial na subida vibratória.


A partir do momento em que vocês se colocam a questão “eu quero subir na vibração”, obviamente, é o mental que diz isso, não é a alma.
A alma não diria jamais esse género de coisa, a alma os faz estremecer e subir na vibração directamente.
A partir do momento em que um pensamento é emitido, ele apenas pode vir do lugar da dissociação, da separação, ou seja, do lugar do mental.
Ora, o mental, como dizia alguns Mestres, mente sempre.
Não pode ali haver subida vibratória real que os conduz à imortalidade (não do ser físico que vocês são, mas ao reencontro de sua Divindade), isso não pode se fazer sem que o mental esteja perfeitamente silencioso e perfeitamente na calma.
Para isso, alguns seres terão necessidade de técnicas, alguns vão meditar, alguns vão pedir, alguns vão fazer gestos, outros terão cristais, que sei eu ainda..., e outros vão aceder directamente a este estado de transcendência.
Então, retenham entretanto que, mesmo uma técnica, mesmo válida (e em minha vida havia a paneuritmia, por exemplo, que era um exercício excelente, havia também a saudação e a adoração do sol da manhã que levanta, isso também é uma técnica que permitia colocar o mental em repouso), o importante é, para a subida vibratória, impedir o mental de trabalhar.
Porque, a partir do momento em que você quer trabalhar, por exemplo, sobre o vírus que está ligado ao medo ao nível do corpo astral, você se serve do corpo mental.
Você toma falsa estrada e comete erro, porque não pode haver subida vibratória nesse caso.
É preciso fazer calar o mundo emocional, é preciso fazer calar o mundo mental, para aceder ao supramental e aceder à dimensão espiritual do ser.
A subida vibratória produzir-se-á quando você sentir num primeiro tempo os chacras que se activam (em particular o chacra da coroa), mas você não deve permanecer ao nível da coroa.
Obviamente, esta subida vibratória (que está ligada à activação do triângulo Sefirótico superior) deve conduzir à iluminação do coração e o coração apenas pode se preencher se a cabeça está vazia, isso é extremamente importante, vazia de pensamento, mas também vazia da energia que é recebida dos planos espirituais para reconduzir o coração.
A única subida vibratória autêntica corresponde a essa e a nenhuma outra.
Agora, vocês podem utilizar as técnicas que quiserem ou nenhuma técnica, isso é secundário.

***

Questão: Como se pode chegar ao desapego desses apegos antigos?

O desapego do antigo apego, aí está uma bela expressão, corresponde efectivamente a uma palavra que é importante.
Conseguir soltar quer dizer abandonar os apegos, é algo que faz parte da evolução espiritual que é solicitada hoje a toda a raça humana, para aqueles que o puderem, para aceder a novas vibrações e a novas dimensões.
É extremamente importante não permanecer fixado sobre os apegos, quaisquer que sejam e os apegos os mais importantes que vocês têm todos, como ser humano (mas que nós superamos em nossa vida, aqueles que atingiram o estado de soberania) são, obviamente, os apegos familiares que são a ferida, eu diria, de suas vidas e de suas encarnações desde milhares de anos.
Então, é preciso decidir confiar.
Não há que ser julgado pelos membros da família ou da ex-família, não há tampouco que sofrer com relação a algo que pertence ao passado, porque desta maneira, você mantém em você fantasmas e você cristaliza nos casulos de Luz coisas que podem se tornar muito desagradáveis e desencadear um certo número de sintomas, ou doenças que, desta vez, podem ser muito graves, unicamente com relação a este apego de natureza familiar.
Há também os que são apegados a outra coisa, por exemplo, a objectos, também a lugares, por que não?
Tudo o que é forma de apego é algo que vai remetê-los ao que se chama o passado.
Ora, o acesso à dimensão nova corresponde a uma libertação total do passado e é preciso fazer abstracção desse passado, desapegar-se desses apegos do passado, dirigir sua consciência, e mesmo seu mental, sobre coisas a vir.
O ideal sendo, evidentemente, estar centrado totalmente no presente, mas a maior parte dos seres humanos, em todo caso os ocidentais, quando se fala de presente, entrar no presente, definem o presente com relação às experiências vividas no passado, então, não é realmente o presente.
Quando um oriental lhe diz estar centrado no instante presente, é o acesso a um instante de transcendência onde não há mais poluição do instante presente por uma memória do passado.
Então, efectivamente, há hoje, uns e outros em encarnação, a superar processos de apego extremamente diversificados, mas cada um encontra-se confrontado aos apegos que lhe são os mais dolorosos a superar.
Porque, quando não se está apegado a algo, eu diria que é muito fácil desapegar-se, eis que se é já desapegado, é uma banalidade, como dizem.
Em contrapartida, quanto aos apegos profundos, é preciso reflectir sobre a natureza desses apegos.
Um apego é um apego, não se tem necessidade de saber qual é a natureza do apego e porque ele é assim e porque ele é de outro modo, se é cármico, se vem de uma vida passada, se vem de algo que não foi compreendido.
Necessariamente, sim, é isso.
Então, convém, antes, trabalhar sobre o instante presente e sobre a Divindade interior, sobre o ser interior, porque há apenas esta dimensão, e não diria jamais o bastante, que é capaz de desembaraça-los de todos os apegos.
Ou seja, encontrar a própria dimensão espiritual, ela não conhece os apegos.
Encontrar sua própria Divindade, a Divindade interior dos seres de Luz que vocês são.
Quando retomarem consciência do que vocês são e esquecerem todas as sombras do passado, vocês voltarão a tornar-se totalmente vocês mesmos, isso se faz progressivamente.
Afirmem sua unidade, afirmem todas as manhãs:

“eu sou Um”,

“eu sou um comigo mesmo”,

“eu sou um com meu instante presente”.


Mas eu não sou o resultado de meu passado, ainda que o jogo da encarnação tenha feito crer nisso e que meu corpo ainda creia nisso, isso é uma heresia que durou suficientemente longo tempo.
Tanto mais que não se deve esquecer que o sacrifício de Cristo foi relacionado a esta libertação do passado.
Isso é extremamente importante a compreender também.
Então, não há técnica para se liberar, assim, de um golpe de varinha mágica, mas há uma técnica para dizer “eu estou em meu presente” e “eu sou um” e “eu estou na busca de minha Divindade interior” e não nas lamentações dos problemas do passado que pertencem ao passado e que não são mais seu presente ou, em todo caso, que não deveriam estar.
Então, recebam todo meu amor, toda minha bênção e digo-lhes certamente até breve, em uma próxima vez.

Até breve, caros amigos.

segunda-feira, junho 28, 2010

Amor conjugal

O grande rei dos persas, Ciro, durante uma de suas campanhas guerreiras, dominou o exército da Líbia e aprisionou um príncipe.
Levado à presença do conquistador ajoelhou-se perante ele o príncipe, e assim também os seus filhos e sua esposa. Os soldados vencedores, os generais da batalha, ministros e toda uma corte se juntou para tomar conhecimento da sentença real.
O rei persa coçou o queixo, olhou longamente para aquela família à sua frente, à espera de sua decisão e perguntou ao nobre pai de família:
Se eu te disser que te concederei a liberdade, o que poderias me oferecer em troca?
Rapidamente respondeu o prisioneiro:
Metade do meu reino.
Ciro continuou, paciente, a interrogar:
E se eu te oferecer a liberdade dos teus filhos, que me darás?
Ainda rápido, tornou a responder: A outra metade do meu reino.
Calmo, o conquistador lhe lançou a terceira pergunta:
E o que me darás, então, em troca da vida de tua esposa?
O príncipe sentiu o coração pulsar rapidamente no peito, parecendo arrebentar a musculatura. O sangue lhe subiu ao rosto, as pernas fraquejaram.
Reconhecia que, no anseio da liberdade dos seus, tinha oferecido tudo, sem se recordar da companheira de tantos anos, sua esposa e mãe dos seus filhos.
Foi só um momento mas, para todos, pareceu uma eternidade. Um sussurro crescente tomou conta do ambiente, pois cada qual ficou a imaginar o que faria agora o vencido.
Após aquele momento fugaz, ele tornou a erguer a cabeça e com voz firme, clara, que ressoou em todo o salão, disse:
Alteza, entrego a mim mesmo pela liberdade de minha esposa.
O grande rei ficou surpreso com a resposta e decidiu conceder a liberdade para toda a família.
De retorno para casa, o príncipe tomou da mão da esposa, beijou-a com carinho e lhe perguntou se ela havia observado como era serena e altiva a fisionomia do monarca persa.
Não, disse ela. Não observei. Durante todo o tempo os meus olhos ficaram fixos naquele que estava disposto a dar a sua própria vida pela minha liberdade.

*   *   *

Para quem ama, não há limites na doação. Quando dois seres se amam verdadeiramente dão origem a outras vidas e as alimentam, enquanto eles mesmos um ao outro sustentam, na jornada dos dissabores e das lutas.
O amor conjugal é, dentre as formas de amor, um dos exercícios do amor que requer respeito, paciência e dedicação. Solidifica-se através dos anos. E tanto mais se aprofunda quanto mais intensas se fazem as lutas e as conquistas de vitórias.
Para os que se amam profundamente não há lutas impossíveis, não existem batalhas que não possam ser vencidas.

*   *   *

Em todos os departamentos do Universo existe a mensagem do amor, que é o estágio mais elevado do sentimento.
O homem somente atinge a plenitude quando ama. Enquanto procura ser amado, sofre infância emocional.
Por isso, o importante é amar, mesmo que não se receba a recíproca do ser amado. O que é essencial é amar, sem solicitação.

com base no conto Olhando só para ele, do livro Lendas do Céu e da Terra,
 de Malba Tahan, ed. Record e  pensamentos finais do
cap. 2 do livro Convites da vida, pelo Espírito
Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

sábado, junho 05, 2010

Tai Chi Chuan e Chi Kung


  • Sabias que o nome do símbolo yin/yang é TaiJi Tu. Representa uma disposição simétrica do yin sombrio e do yang claro . A simetria, contudo não é estática. É rotacional e sugere de forma eloquente, um continuo movimento cíclico. Os dois pontos do diagrama simbolizam a ideia de que toda vez que cada uma das forcas atinge seu ponto extremo, manifesta dentro de si a semente de seu oposto.
  • A meditação do Tai Chi é a meditação do "estado de vazio", do "Wu Chi", ou seja, não pensar em nada. Mas não pensar em nada nao é uma coisa fácil. Não brigue com seus pensamentos, mas não se agarre a eles. Permita que eles fluam como um rio e não dê demasiada importância a eles. Com o tempo e a prática, as coisas melhoram. O importante é ter bem claro que o objectivo da prática é a serenidade da mente e do coração.
  • No tai ji, da percepção e alternância de movimentos (yin,yang), guiada pela concentração acontece a vacuidade da mente (wu chi). Sabias que é na prática destas técnicas que o estudante contacta com o seu EIXO, que é fundamental no Tai ji? Este eixo passa verticalmente pelo seu corpo, atravessa a parte superior da cabeça em direcção ao alto e o perínio em direcção ao solo. Seu centro, localiza-se abaixo do umbigo (tan tien). Sobre este eixo executam-se as rotações das formas. Erecto e não rígido, na prática das formas actua quando necessário de forma espiralada. Para o estudante este Eixo é essencial, é sobre ele que a veracidade de seu tai chi se manifesta.
  • No inicio fazemos Qi gong (chi kung). Gong significa trabalho, qi tem várias traduções possíveis, a mais precisa será talvez “sopro vital”. A tradução mais popular é “energia”, que não é uma má tradução desde que não se confunda com o conceito físico de energia. Qi gong (chi kung) significa “trabalho sobre o sopro vital”. O termo qi gong (chi kung) pode ser aplicado a qualquer exercício que vise influenciar a circulação do sopro vital no corpo humano.
  • O tai ji quan (tai chi chuan) inclui em sua progressão didáctica na aquisição da habilidade de dirigir o qi. Por isto pode-se dizer que o tai ji quan (tai chi chuan) inclui o qi gong (chi kung).
  • Designa-se chi um fluxo subtil de energia electromagnética que liga todas as coisas do Universo. No Oriente, a compreensão e controlo de fluxos de energia é a base de sistemas de cura tradicionais como, por exemplo, a acupunctura e ainda artes marciais, como o tai chi, o qi gong e o baduanjin. 
  • No Tai ji ao diminuir os estímulos externos, o córtex cerebral é menos estimulado, ficando disponível para redireccionar mais energia. Assim o corpo acelera seus processos de recuperação. Pela mestria do relaxamento, menos se exige do sistema nervoso e menos oxigénio é necessário. É assim que actua na recuperação de doenças funcionais como fadiga, preocupação, stress ou depressão. Também, a mente fica livre de comportamentos condicionados e habitualmente negativos.
  • O Tai ji é uma arte marcial chinesa reconhecida também como meditação em movimento oferecendo aos seus praticantes uma referência de tranquilidade e equilíbrio. Baseado nos movimentos dos animais, bem como nos princípios de interacção entre os diversos elementos da Natureza, o Tai chi pretende revelar a fonte interior de energia que está dentro de cada um de nós.
  • Nos exercícios, a energia necessária para as suas execuções devera fluir pelo estudante como uma corda ora tensa ora solta. Assim a tensão envolvida flui alternando entre o cheio e o vazio, onde a contemplação deverá repousar. Para evoluir dissipando qualquer rigidez que naturalmente advenha do esforço, o sorrir interno é uma técnica eficaz e muito poderosa. 
pratique e desfrute desta arte milenar

  • Uma forma de relembrar a importância do Tai Chi e de suas práticas e simultaneamente beneficiar delas, é tão somente praticar sempre que possível. E muitas vezes nem é numa aula programada que isso acontece. Pela mão da forca de vontade, muitas vezes o estudante encontra-se em seus próprios ritmos diferenciados. No entanto pratica.
  • "No Tai Chi melhoramos à medida que nos tornamos mais lentos.- Os movimentos do Tai Chi Chuan podem ser executados individualmente ou em grupo. Em grupo será  correcto, ajustar-se ao tempo de  execução do grupo." 

sexta-feira, junho 04, 2010

quarta-feira, maio 26, 2010

Abrindo os olhos

Quando não há nada mais a ser dito, silencia.

Quando não há mais nada a ser feito,

permite apenas ser, apenas estar,

e fica na companhia do teu coração e este indicará o momento apropriado para agires.

Quando a lentidão dos dias acomodar tua vontade, enlaçando-te com os nós

da intranqüilidade, descansa

e refaz tua energia.

Não há pressa, a prioridade é que encontres novamente a tua essência para que tenhas presente em ti a alegria de ser e estar.

Quando o vazio instalar-se em teu peito,

dando-te a sensação de angústia e esgotamento, repara tua atenção e

encontra em ti mesmo a compreensão

para este estado.

É necessário descobrirmo-nos em tais estados, para que estes não se transformem no desconhecido, no incontrolável.

Tudo pode ser mudado,

existe sempre uma nova escolha para

qualquer opção errada que tenhas feito.

Quando ouvires do teu coração que não há nenhuma necessidade em te preocupares

com a vida, saibas que ele apenas quer que compreendas que nada é tão sério a ponto de te perderes para sempre da tua divindade, ficando condenado a não ver mais a luz que é tua por natureza.

Não te preocupes; se estiveres atento a ti mesmo verás que a sabedoria milenar está contigo, conduzindo-te momento a momento àquilo que realmente

necessitas viver.

Confia e vai em teu caminho de paz.

Nada é mais gratificante que ver alguém emergir da escuridão apenas por haver acreditado na existência da luz.

Ela sempre esteve presente...

Era só abrir os olhos.

quarta-feira, maio 19, 2010

Necessidade da meditação‏

A meditação é recurso valioso para uma existência sadia e tranquila.

Você medita?

Caso sua resposta tenha sido não, é sempre tempo de começar. Através dela o homem adquire o conhecimento de si mesmo, penetrando na sua realidade íntima e descobrindo recursos que nele dormem inexplorados.

Meditar significa reunir os fragmentos da emoção num todo harmonioso que elimina as fobias e ansiedades, liberando os sentimentos que aprisionam o indivíduo, impossibilitando-lhe o avanço para o progresso. As pressões e excitações do mundo agitado e competitivo, bem como as insatisfações e rebeldias íntimas, geram um campo de conflito na personalidade. Esse campo de conflito termina por enfermar o indivíduo que se sente desajustado.

A meditação propõe a terapia de refazimento, conduzindo-o aos valores realmente legítimos pelos quais deve lutar. Não se faz necessária uma alienação da sociedade. Tampouco a busca de fórmulas ou de práticas místicas ou a imposição de novos hábitos em substituição dos anteriores. Algumas instruções singelas são úteis para quem deseje renovar as energias, reoxigenar as células da alma e revigorar as disposições optimistas.

A respiração calma e profunda, em ritmo tranquilo, é factor essencial para o exercício da meditação. Logo após, o relaxamento dos músculos, eliminando os pontos de tensão nos espaços físicos e mentais, mediante a expulsão da ansiedade e da falta de confiança. Em seguida, manter-se sereno, imóvel quanto possível, fixando a mente em algo belo, superior e dinâmico. Algo como o ideal de felicidade, além dos limites e das impressões objectivas.

Esse esforço torna-se uma valiosa tentativa de compreender a vida, descobrir o significado da existência, da natureza humana e da própria mente. Por esse processo, há uma identificação entre a criatura e o Criador, compreendendo-se, então, quem somos, por que e para que se vive. Esse momento não deve ser interrogação do intelecto. É de silêncio.

Não se trata de fugir da realidade objectiva mas de superá-la.

Não se persegue um alvo à frente. Antes, se harmoniza o todo.

O indivíduo, na sua totalidade, medita, realiza-se, libera-se da matéria, penetrando na faixa do mundo extrafísico.

* * *

Crie o hábito da meditação, após as fadigas.

Reserve alguns minutos ao dia para a meditação, para a paz que renova para outras lutas. Terminado o seu refazimento, ore e agradeça a Deus a bênção da vida, permanecendo disposto para a conquista dos degraus de ascensão que deve galgar com optimismo e vigor.

Com base no Cap. 16 do livro Alegria de viver, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

terça-feira, maio 18, 2010

Arrojo

É um arrojo... um arrojo retirar das paredes da tua alma todos os enfeites.


É um arrojo, despir o que torna insuportável a tua nudez .


É um arrojo mergulhar nesse abismo e depois esbarrar em sólidas paredes... feitas de carne, de osso... e sangue...


Afinal não é muito mais suportável o labirinto das futilidades?
Não escondem no seu ruído brilhante e cinzento, a dores legitimas de um coração aprisionado?
Quem não deseja as paredes de sua prisão decoradas e enfeitadas, como se em cada um desses enfeites encontra-se, um sentido para o próprio esquecimento.


Afinal, quem deseja ter como decoração de seus muros, um  singular traço de cimento?


Um arrojo pensar que se não tem muros...


Arrojo fazer deles companheiros de viagem...
até ao dia ou à noite em que como um suspiro,
um balão de luz irrompa súbito e estoure...
no que o entendimento chama de entrega total.

quarta-feira, maio 12, 2010

Levar o amor

Que eu leve o amor... A mim, em primeiro lugar.
 
Que eu leve o amor para dentro de mim e que todo auto-ódio

se converta em chance, em nova chance.

 
Que eu me dê novas chances... De amar de novo,

de acertar de novo, de dar ao menos um pequeno

passo adiante, afastando-me da estagnação.

 
Onde houver ódio em mim, que eu leve o amor;

não esse amor de plástico, disfarçado de complacência,

que mais me engana do que me enobrece.

Que seja um amor maduro, que proclama seguro:

Eu sei quem sou! Eu sei quem quero ser!
 
* * *

Que eu leve o amor... À minha família.

Onde houver ódio em minha família, que eu leve o amor...

Que eu seja a luz, mesmo que pequenina,

a iluminar a escuridão dos dias difíceis em meu lar.

 
Que eu leve o amor aos que sofrem em silêncio

e não querem falar de suas mazelas.

Que minhas preces e meu sorriso os guarde em paz...

 
Que eu leve o amor quando seja ofendido, maltratado,

menosprezado, esquecido.

Que eu lembre de oferecer a outra face do ensino do Cristo.

 
Que eu leve o amor quando meus filhos sejam ingratos.

Que minha ternura não seque tão facilmente.

 
Que eu leve o amor quando meus pais não me compreendam

e não sejam os pais que gostaria de ter.

Que minha compreensão desperte de seu sono e perceba

que eles buscam acertar, que buscam dar o melhor de si,

embora nem sempre tenham êxito.

São os pais que preciso.

São os pais que me amam.

 
Que eu leve o amor quando o romance esfriar e algumas

farpas de gelo me ferirem o coração.

São os espinhos da convivência.

Não precisam se transformar em ódio

se o amor assim desejar.

 
Que eu leve o amor... Aos meus inimigos.

 
Que eu leve o amor mesmo a quem não me tem amor.

Que eu respeite.

Que eu compreenda.

Que eu não me entregue ao ódio tão facilmente.

 
Que eu leve o amor aos que me querem mal,

evitando aumentar seu ódio com meu revide,

com minha altivez.

 
Que ore por eles.

 
Que lhes peça perdão em prece, mesmo muitas vezes

não recordando dos equívocos que macularam seus corações.

Que lhes mostre que ontem errei,

mas que hoje estou diferente, renovado,

disposto a reconstruir o que destruí.

 
Que eu leve o amor... A minha sociedade.

Que eu leve o amor aos que não conheço,

mas que fazem parte de meu mundo.

Que eu aprenda a chamá-los todos de irmãos...

 
Que eu leve o amor ao mundo,

perfumando a Terra com bons pensamentos,

com optimismo, com alegria.

 
Que eu leve o amor aos viciados em más notícias,

aos pessimistas, aos que já se entregaram à derrota.

Que meu amor os faça ver a beleza da vida,

das Leis de Deus, do mundo em progresso

gerido por Leis de amor maior.

 
Que eu leve o amor aos carentes,

do corpo e da alma. Que meu sorriso

seja a lembrança de que ainda há tempo

para mudar, para transformar.

 
Sou agente transformador.

Sou agente iluminador.

Sou instrumento da paz no mundo.

 
Que eu leve o amor...