segunda-feira, dezembro 05, 2011

Os papéis e o essencial


Ter constantemente em mente, cultivar no coração,

Tu não és os papéis que representas.
É através deles que descobres quem és.


Tu não és os papéis que representas. Além do mérito ou da falta dele nas tuas acções, nos teus empreendimentos, tu não és essencialmente na forma final e visível do que consideras o teu caminho ou os teus deveres.

Os papéis que desempenhas com maior ou menor afinco, são a maravilhosa forma natural de cresceres no caminho da obtenção da tua essência, o que  procuras tanto afinal.

A essência o essencial não é o destino, mas o caminho que se trilha, como se trilha,... a senda. 

Não te prendas demasiado aos resultados das tuas acções nem ao mérito que dai advenha. Sente que é no fluir em continuidade enquanto te mantens imóvel em teu interior, nesse contraste, que obtens parcelas de conhecimento acerca da tua essência, fruto dessa contemplação.

Não são os papéis que revelam a essência de si mesmo, mas sim o relacionamento desprendido que deles advém.

domingo, novembro 27, 2011

Anjos de guarda


Quem cuida de seu filho quando ele não está sob seus olhos?
Você diz que, na escola, os professores são os responsáveis; que em seu lar, você tem uma babá igualmente responsável.
Enfim, você sempre acredita que alguém, quando você não estiver por perto, estará de olho nele.
Parentes, amigos, contratados à parte, há, também, uma proteção invisível que zela por seu filho.
Você pode dizer que é seu anjo de guarda, seu anjo bom. A denominação, em verdade, não importa.
O que realmente se faz de importância é esta certeza de que um ser invisível debruça sua atenção sobre seu filho, onde quer que ele esteja.
E também sobre você. Não se trata de uma teoria para consolar as mães que ficam distantes de seus filhos longas horas.
Ou para quem caminha só nas estradas do mundo. Refere-se a uma verdade que o homem desde muito tempo percebeu.
Basta que nos recordemos de gravuras antigas que mostram crianças atravessando uma ponte em mau estado, sob o olhar atento de um mensageiro celeste.
Ou que evoquemos o livro bíblico de Tobias, onde um anjo acompanha o jovem em seu longo itinerário, devolvendo-o ao pai zeloso, são e salvo.
É doce e encantador saber que cada um de nós tem seu anjo de guarda. Um ser que lhe é superior, que o ampara e aconselha.
É ele que nos sussurra aos ouvidos: Detenha o passo! Acalme-se! Espere para agir!
Ou nos incentiva: Vá em frente! Esforce-se! Estou com você!
É esse ser que nos ajuda na ascensão da montanha do bem. Um amigo sincero e dedicado, que permanece ao nosso lado por ordem de Deus.
Foi Deus quem aí o colocou. e ele permanece por amor a Deus, desempenhando o que lhe constitui bela, mas também penosa missão.
Isso porque em muitas ocasiões, ele nos aconselha, sugere e fazemos ouvidos surdos. Ele se entristece, nesses momentos, por saber que logo mais sofreremos pela nossa rebeldia.
Mas não afronta nosso livre-arbítrio. Permanece à distância, para agir adiante, outra vez, em nova tentativa.
Sua ação é sempre regulada, porque se fôssemos simplesmente teleguiados por ele não seríamos responsáveis pelos nossos atos.
Também não progrediríamos se não tivéssemos que pensar, reflexionar e tomar decisões.
O fato de não o vermos também tem um fim providencial. Não vendo quem o ampara, o homem confia em suas próprias forças.
E batalha. Executa. Combate para alcançar os objetivos que pretende.
Não importa onde estejamos: no cárcere, no hospital, nos lugares de viciação, na solidão, ele sempre estará presente.
Esse anjo silencioso e amigo nos acompanha desde o nascimento até a morte. E, muitas vezes, na vida espiritual.
E mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas da vida do Espírito.
* * *
Você pode ter se transviado no mundo. Quem sabe, perdido o rumo dos próprios passos.
Pense, no entanto, que um missionário do bem e da verdade, que é responsável por você, pela sua guarda, permanece vigilante.
Se você quiser, abra os ouvidos da alma e escute-o, retomando as trilhas luminosas.
Ninguém, nunca, está totalmente perdido neste imenso universo de almas e de homens.
Pense nisso!
 
com base nos itens 492, 495 e 501 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec

"Shaking the Tree"



segunda-feira, novembro 14, 2011

She's Alive... Beautiful... Finite... Hurting... Worth Dying for.



belo momento


Qual é o belo momento;
o momento em que nada se corrompe.


Qual é o segundo belo momento;
o momento em que dás conta do que se corrompe.


O terceiro belo momento; 
quando dás conta do que necessitas para que não se corrompa.


O quarto belo momento; 
quando na prespectiva de se corromper, já não se corrompe.


O quinto belo momento;
quando o belo momento perde o seu sentido.

segunda-feira, novembro 07, 2011

A institucionalização de Deus.

Institucionalizaram Deus. Criaram hierarquias em Seu nome. O dividiram em partes. 
Lhe atribuiram limitações. Disseram que Ele necessitava recursos, cobraram impostos. 

Profetizaram recados divinos, obrigatórios sacramentos, irrevogáveis sacrilégios. 
Num insiginificante planeta, perdido nalgum ponto do vasto universo, foram ainda mais mesquinhos, Lhe reservaram uns metros quadrados para viver, sacralizaram amontoados de tijolos. 

Crentes em suas crenças, subtraíram aquilo que professam. Vilependiaram a Onipresença Divina. Fragmentaram Sua Onisciência. Diluiram Sua Onipotência. 

Se Deus se expresasse frente à este disparate, creio que riria. 
Gargalhadas penosas causadas pela inocente prepotência humana.

Pensamento 760. www.tadany.org ®

quinta-feira, novembro 03, 2011

Sobe. Vem ter comigo.

Sobe, sobe, sobe. Vem ter comigo. Sobe pelos portais. Cada um há-de se abrir para que possas cruzá-los em depuração absoluta da tua energia. E a cada portal que passares, mais subtil ficará a tua energia, e mais capacidade terás para me sentires quando chegares cá acima.

Medita. Sobe. Deixa as tristezas aí em baixo. Deixa aí todas as preocupações, todas as leviandades, todo o orgulho, resistência e ego. Deixa aí em baixo tudo o que te limita como ser humano, tudo o que atrofia a justeza e dignidade da tua alma. Deixa isso tudo aí em baixo e vem.

E quando chegares cá acima, terei uma festa à tua espera em homenagem à tua convicção pura em subir, e para que te esqueças dos anos todos que passaste aí em baixo sem conhecer o significado da palavra amor.

E depois desta subida, quando voltares para a tua vida, estarás tão diferente, tão transformado, que irás emanar uma nova energia pacificada. E essa energia vai mudar o teu mundo. E tudo vai ficar diferente. E vais compreender a necessidade de subir. E vais conhecer o meu toque transformador. Vais senti-lo. E nunca mais vais olhar para a tua vida e acreditar que não há nada a fazer.

Vais saber que tens de subir. Que tens de vir cá acima sempre que for possível.Porque fazes parte de um grupo de pessoas que foi escolhido para transformar o mundo. Transformá-lo através da sua própria transformação. E eu conto contigo para essa tarefa. E sei que estás preparado para ela.

segunda-feira, outubro 31, 2011

Antes que seja tarde


É bastante comum pessoas, no leito de morte, desejarem aliviar a consciência. Fazem confissões apressadas de erros passados, pedindo e esperando perdão.

Acreditam que, por estarem partindo, tudo será perdoado e esquecido. Não é verdade.

Em algumas circunstâncias, revelações das faltas cometidas deixam, nos corações dos que ficam na Terra, muita mágoa e azedume. Mágoa e azedume que, como vibrações negativas, chegarão ao Espírito liberto, perturbando-o, na vida espiritual.

Outros, antevendo a proximidade da morte, apresentam suas últimas vontades. Dessa forma, os que os assistem nessa hora final, ficam constrangidos a executá-las, gerando-lhes, por vezes, muitos incómodos.

Moribundos há que desejam falar, mas não dispõem de voz, debatendo-se em aflição.

Por tudo isso, pensa e age de forma diversa.

Se sabes que um dia a morte te arrebatará o corpo, providencia já o que acredites necessário. Não faças, nem alimentes inimigos. Perdoa sempre. Desfaz, quanto antes, o mal-entendido, para que, depois da morte, não venhas a te perturbar, por causa de remorsos, que serão tardios.

Se desejas presentear alguém com o que te pertença, ou almejes adquirir, providencia de imediato. Não aguardes o tempo futuro. Ele poderá não te chegar. Faz testamento, regulariza a doação. Executa tua vontade, agora. Se pensas em reparar erros do ontem, toma logo a atitude. Não relegues a outrem o acerto dos teus desatinos. E, para que não te arrependas, depois da partida, não economizes palavras e gestos aos teus amores. Acarinha, abraça, beija.

Após o desenlace, poderás desejar o retorno para dar recados e falar do amor que nunca expressastes na Terra. Poderá ocorrer que a Divindade não te permita. Ou que não tenhas as condições para a manifestação. Ou não encontres a quem falar e dizer. Por ora, podes falar e agir. Faze-o. Depois da morte, precisarás contar com quem te interprete o pensamento, quem te deseje ouvir, te sintonize.
E lembra que se não semeares afeições e simpatias, enquanto no trânsito carnal, não terás frutos a recolher na Espiritualidade. Nem quem te recorde no mundo.

Se almejas fazer o bem, servindo à comunidade, prestando serviço voluntário, engaja-te hoje ainda. Não aguardes aposentadoria.

Dá hoje a hora que te sobra ou conquistas, entre os tantos compromissos agendados, porque poderá acontecer que não venhas a gozar os dias que esperas. Ou que, por circunstâncias que independam da tua vontade, necessites alongar a jornada profissional por mais alguns anos. Vive intensamente. Matricula-te no curso de idiomas, na aula de música, pintura, bordado.

Esmera-te no aprendizado para que, ao partir, leves contigo uma grande bagagem. De braço dado com quem amas, realiza a viagem sonhada. E fotografa tudo com o coração, para não esquecer nenhum detalhe. A máquina fotográfica poderá falhar, por defeito técnico ou inabilidade de quem a manuseia. Mas o teu coração não esquecerá jamais o que viveu amorosamente.

Feito tudo isso, se a morte chegar, de rompante ou te abraçar de mansinho, poderás seguir sem traumas, sem medos, em paz. E em paz deixarás os teus familiares, os teus amigos, os teus colegas e conhecidos.

Pensa nisso.

com base no cap. Antes da desencarnação,
 pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 31.10.2011.

terça-feira, setembro 27, 2011

CANÇÃO DE AMOR

Meus amigos,

Ainda há pouco eu cantei. Abri minha alma a Deus e cantei do mais profundo
de meu ser. Pedi a inspiração dos Gandharvas e entreguei-me à energia da
canção. Cantei pelos biliões de pobres, físicos e extra-físicos, que vivem
neste planeta conturbado pela dor das emoções densas. Cantei pelos biliões
de miseráveis de todo jaez.

Usando a canção como médium (ou seria eu o médium da canção?), irradiei o
amor e sorri. Contudo, um estranho fenómeno aconteceu: vi a canção fluir
para os espiritualistas de vários lugares.

Na verdade, não entendi o motivo disso. Se a canção era para os pobres, por
que ela foi direccionada para os espiritualistas?

Bom, apesar de não entender, continuei cantando. Em dado momento, surgiu um deva à minha frente e disse-me o seguinte:

“Você cantou para os pobres e pediu nossa inspiração. Pois bem, estamos
canalizando sua canção para os espiritualistas pobres de amor.

Eles precisam de muitas canções, pois têm fácil acesso às riquezas do
conhecimento espiritual, mas estão pobres de discernimento. Veja seus olhos:
não brilham em sintonia com as ideias espirituais que esposam.

Seus semblantes estão marcados pela inércia e muitos ainda portam os
resquícios de antigas violências, praticadas em vidas anteriores. Alguns se
consideram muito importantes e grandes, e por isso mesmo é que parecem tão
pequenos.

Apesar de participarem de um estudo espiritual, seus corações estão
apertados, pressionados por intuições discordantes. Muitos deles são capazes
de urdir tramas mesquinhas ou de praticar vinganças atrozes. Eles são ricos
de oportunidades reais de crescimento espiritual, mas estão pobres!

Falta-lhes brilho, amor e sorriso. Cante por eles, filho.
E diga-lhes que os devas da música das esferas sempre estarão cantando PAZ E LUZ invisivelmente em seus corações”.

O deva me olhou por um instante e, a seguir, alçou voo cantando...

Milhares de bolas luminosas surgiram à sua volta e seguiram-no em seu voo

autoria: www.consciencial.org

segunda-feira, setembro 26, 2011

A confortável Deauville...

Em continuidade com umas fotos que coloquei de todas as motos que serviram de montada desde a primeira até a um longo interregno, pode-se ver em Julho de 2008 as fotos, actualmente voltei a utilizar este económico meio de transporte e prazer. 

Tem sido um reencontro muito recompensador. 

Passando às apresentações:

Honda Deauville 650V de 1999 

Uma moto muito estável e económica, que permitiu uns bons passeios

 Aqui na Serra da Freita em 2011

quinta-feira, setembro 22, 2011

vendas...

Se as pessoas soubessem o que é morrer, não viveriam...
Se as pessoas soubessem o que é viver, não morreriam...

segunda-feira, setembro 19, 2011

depressa e bem não há quem.


Em toda a actividade humana, não existe melhor e mais preciso instrumento de avaliar um desempenho, senão pela simples observação do seu “timming”, do seu ciclo de manifestação.

A manifestação de um desempenho é transversal às áreas que a circunscrevem e até envolvem, assim serve perfeitamente para a caracterizar.

Na espiral dos acontecimentos existe um padrão que ao repetir-se, ainda que seu actual momento possa e até é desejável, tecer particulares considerações, existe no padrão espiralado dos eventos, que constituem a contagem do tempo, uma sobreposição de ciclos que constituem um padrão.


A percepção destes maravilhosos eventos misteriosos, que a conduta do desempenho humano gera, são mesuráveis pela observação do padrão rítmico de suas sobreposições.


Apesar de suas origens serem indetectáveis no tempo que antecede o observador do desempenho, assim como o seu destino evolutivo, pela singularidade da espiral dos eventos, pelo amor e pela oportunidade, torna-se o ritmo como uma canção cósmica acerca deste próprio desempenho, um testemunho e espécie de assinatura.

É assim que se confirma o método e o motivo de todo o desempenho sábio, tomar o seu tempo, e numa aparente lentidão relativamente ao mundo moderno, consegue sobreviver à precipitação dos eventos e seus indesejáveis efeitos.

Assim sobre a exclusividade humana, quando alguém age aceleradamente, precipitadamente, está unicamente a ignorar padrões de si mesmo que consequentemente, terá que repetir até entender as suas sobreposições, de modo a naturalmente integrar ou conscientemente assumir, a sua própria razão de ser.

Em analogia, repare-se o trajecto dos humanos reconhecidamente sábios, tendencialmente desacelerados, como quem deseja saborear uma boa refeição sem pressas. 

São estes humanos assertivos sobre as considerações do seu desempenho e em resultado detentores de uma clarividência a toda a prova. Podem determinar com exactidão os precisos momentos dos eventos, suas implicações múltiplas, onde se desarmonizam, onde se dissipam por cumprimento.

Num mundo manifestado onde o corpo e a alma trocam mimos, estes procedimentos são factores de uma imensa e natural auto-realização.
Porque para a integração de um determinado evento ou momento, não deixam de considerar os eventos ou momentos que os derivam (impulsionam), em espiral sobreposição.


Devagar, em absoluto controle espiral vital que os nutre, evoluem evoluindo à sua passagem.


Todo o afastamento do momento em que tudo acontece a seu tempo, é uma ficção antinatural que não raras vezes se paga caro, senão com a própria asfixia do porvir.

Aquele que em nome do que quer que seja, para o fazer incidir sobre si ou os demais esqueça, ignore ou despreze o padrão que o conduziu até então, está a espetar a faca do anátema em suas próprias costas à traição, enquanto tenta convencer o mundo e a si próprio, de algum tipo de salvação.

A interdependência da existência

Na interdependência da existência, o ser humano não vive para si mesmo.

Cada indivíduo vive para o benefício do todo, assim como para o benefício pessoal.

Existe um balanço que deve ser encontrado neste aparente ambíguo caminho que a vida apresenta.

Se vive para si só, a pessoa se torna um arrogante egocêntrico e, por outro lado, se vive apenas para os outros, torna-se um miserável serviçal.

É necessário entender e encontrar a harmonia. Social e pessoal. Ideal. 

Pensamento 787