sábado, fevereiro 25, 2012

As tuas palavras...

"As tuas palavras fizeram-me ocorrer a imagem de um disco de vinil a tocar, dos antigos, 33 rotações, e o braço do gira discos pousado sob um ponto da sua superfície, de conteúdo longuíssimo e espiralado.

Desse ponto de contacto, de onde a leitura magnética se processa, tem um som que se escuta, um que já ficou para trás, e outro que se adivinha, que do ponto de vista da agulha, bem pode ser denominado de futuro.


Mas o futuro e o passado já estão inscritos na face desse disco cósmico em espiral, onde tudo gravita desde o ponto de nossa consciência.

De um ponto de leitura magnética da agulha de diamante sob a superfície do disco, é impossível percepcionar com clareza a linha continua, ininterrupta, que circula em espiral. Desde o inicio até ao final da passagem da agulha no gira discos, o ponto de contacto constitui na realidade um fragmento de uma linha para além da sua própria percepção.

Assim somos todos nós em viagem nesta nave espacial pelo cosmos, neste planeta Mãe, ainda a percepcionar lentamente, como abandonar um sentimento de abandono e casualidade falacioso, sendo que o nosso Criador está na nossa linhagem para além do nosso entendimento. Mas está."

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

É luz que não ilumina porque encandeia

o desenvolvimento espiritual está para a inteligência, como os bois estão para a carroça...


- a inteligência é como uma carroça que nas lides rurais, é uma espécie de base de conteúdos. é onde o trabalhador leva para o campo de trabalho as ferramentas e donde ao voltar, transporta os géneros que recolheu. 
É a plataforma que permite a possibilidade da transposição de dificuldades e obstáculos.


- O desenvolvimentos espiritual, é como a junta de bois, Seres vivos, pulsantes, interactivos, que correctamente conduzidos permitem a mobilidade dos conteúdos que se querem transportar para outros lugares. 
É o impulso necessário para emprestar movimento ao que se reuniu, com algum fundamento.


Inteligência por si só, é trabalho sem retribuição, sem fruto. É luz que não ilumina porque encandeia.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Cada dia é uma meditação diferente.



Imagina que cada dia é uma vida.

Imagina que nasces todos os dias e morres todos os dias.

É muito importante manter registado como uma impressão espiritual, um link de práticas que seja uma linha condutora de um possível percurso evolutivo - em nome da não estagnação e desaproveitamento destes ciclos de “vidas e de mortes”.

A meditação é um método simples e simultaneamente muito poderoso, para criar uma “fixação” deste canal ou linha condutora no praticante. Como elemento activo, permite criar uma impressão de continuidade e propósito, entre esta sucessão de nascimentos e de mortes, que ocorre na passagem dos dias durante a vida.

Acontece ao praticante ao relacionar-se consigo mesmo à luz destas práticas e a vários níveis, o “adensamento” deste canal condutor que lhe reverte a prática em sentido. É muito recompensador, no entanto não adianta o cultivo de qualquer deslumbramento artificial, dado que este “adensamento” do canal condutor entre vidas se forma dinamicamente, não de forma estática.

Assim funciona a meditação. Pela fixação da mente consegue-se a conscientização do espaço interior e suas práticas consequentes, de natureza espiritual.

Então se o praticante a uma dada altura em suas práticas diárias iniciais o seu baptismo de nascimento, sua primeira meditação de vida, inesperadamente sentir que não está fácil, que o mar está agitado, qualquer esforço que reverta em excesso será nocivo para o seu sistema nervoso.

Esses dias ou seja essas vidas, também acontecem. 

Apontam-nos que nessa vida, provavelmente será dessa forma desde que acordamos até deitar. A meditação será em movimento, não será sentada.

Temos vidas, ou seja dias, em que a meditação será sentada, durante uns minutos. 

O restante tempo até morrer, ou seja até o dia acabar, teremos a disponibilidade natural para nos dedicarmos então sossegadamente a outras tarefas, dado que a fixação do canal condutor está assegurada e vitalizada para um período que compreende o dia inteiro, ou mais ainda. (período do sono)

Temos outras vidas, outros dias, em que não vale a pena insistir no que nos habituamos a ter por garantido, pois além de ser uma violência auto infligida, o que nos está a apontar a meditação do início do dia, é que a sua fixação deverá acontecer pela expansão da nossa disponibilidade meditativa ao longo do dia; uma meditação em movimento.


quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Não estranho nada,… quando dois estranhos se relacionam como dois velhos conhecidos, dois velhos amigos, cheios de delicada confidencia e entrega, mútua de sentires…
 
… Tanto como, dois conhecidos desde antes de suas memórias, que se relacionam como uns perfeitos desconhecidos, cheios de reserva, medo, etiqueta…

O amor desenhado no céu, não fala a linguagem dos sons, somente e através dos corpos que se esquecem, para regozijo da alma.

Afinal sempre soube, que a filiação minha é a da família amorosa sem pieguice, abrangente e forte, delicada e frágil, somente como um sussurro das estrelas, ….

Por vezes, respiro confesso na maravilhosa missão que me transporta pelos ares, com os pés sob a batuta dos Anjos, as saudades de casa, que espero não tarda e sei, já ao lado espreita.

Os homens e as mulheres deste mundo, beijada a fronte do que os une, saudarão o advento das maravilhas que já espreitam, ao virar do vale, na nascente do Sol.

Nada do que és ou foste, perderás… tudo te pertence.

Somos a parte brilhante da poeira do Cosmos, somos aqueles que reluzimos na vasta e infinda noite, no leito dos deuses.

O som de nossa saudade é música e balsamo para as almas sós, e então em uníssono, cantam uma só nota de luz.

Portal do Céu

Andava meio sem saber para onde,... procurava decifrar um alivio que o coração sentia,
enquanto lágrimas lavavam a alma da solidão e do reencontro...

... subitamente numa rua sem saída, sob a calçada de pedra, antiga, despercebido encontrou o que pensava ter procurado... um sinal...



.. mais à  frente, deixou vagar o olhar inexpressivo, sob a vida, os espinhos e os anjos



 foi assim que o alivio rompeu num inesperado pranto, que sossegado acalmou o viajante, ao encontrar-se junto a um portal de sua casa...


terça-feira, fevereiro 07, 2012

Tranquilizar-se em Deus

Não há quem percorra os caminhos da vida isento das dificuldades e situações desafiadoras.

As vidas tranquilas, os cotidianos previsíveis também têm seus dias de dores, de problemas e de aflições.

Alguns surgem de repente, qual tsunami arrastando e arrasando tudo que aparentemente parecia tão em ordem.

Outros se fazem tempestade de longo prazo, que se inicia lenta, ganhando força com o tempo e arrancando o que haja pela frente.

Não poucos, no mundo, enfrentam os mais graves desafios.

Ora o companheiro, que parecia tão feliz ao nosso lado, decide romper laços construídos no tempo e se evadir do lar, buscando aventuras.

Outros há que, em exame de saúde rotineiro, descobrem a doença invasiva, que já se instalou avassaladora.

Tantos são aqueles que, sob os camartelos do clima, vêem o lar, os amores, seus pertences serem levados de roldão em poucas horas, sobrando o vazio.
 
São as aflições do mundo, as dores da vida a nos acompanhar os dias de aprendizado.

Todas, independentemente da forma que se apresentem, são as lições necessárias para nosso aprendizado.

Dores são oportunidades da alma para a reflexão, o entendimento melhor dos porquês da vida.

Mas onde as dores nos encontrem, não nos permitamos abraçar o desespero e o desânimo.

Deus será sempre o provedor maior nas dificuldades e o amparo constante ao nosso coração combalido.

Se atravessamos dias difíceis, muitas vezes sob um silêncio dolorido e ignorado, amparemo-nos em Deus.

Se sentirmos a solidão dolorida e imensa na alma, mesmo na multidão bulhenta que nos acompanha o caminhar, refugiemo-nos em Deus.

Se aflições nos tomam a alma, a rasgar-nos as fibras do sentimento, dilacerando-nos a intimidade, assosseguemo-nos em Deus.

Se a consciência gritar, acusando-nos de erros perdidos no silêncio do tempo, mas que nos atormentam o caminhar, aconselhemo-nos com Deus.

Ele será sempre o amparo perante as dores do mundo e o sustento nas necessidades mais íntimas.

Ao buscarmos Deus, seja qual for o nosso problema, ao tranquilizarmo-nos em Deus, hauriremos o de que necessitamos para enfrentar os desafios.

E, por fim, recordemos, como nos ensinou Jesus, que mesmo um homem mau jamais daria uma serpente ao filho se esse lhe pedisse um pedaço de pão.

Que dirá o Pai, que está nos céus, a cuidar de cada um de nós, Seus filhos amados!

                                           *   *   *

Ante os dissabores, mantenhamos nossa confiança em Deus que nos mantém a vida e nos guarda em Seu amor.

Mesmo que as dores possam nos parecer além das forças, tenhamos a certeza de que o Pai amoroso e bom está atento. 

O que nos pareça excesso de sofrimento, logo mais, como tempestade de verão, se acalmará, permitindo-nos ver o céu claro das bênçãos celestes.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Deixai secar primeiro

Contam que Carlyle, o célebre historiador escocês, quando ainda era muito moço, teve uma questão bastante grave com um dos seus companheiros. Um dia, sentindo-se insultado, declarou que ia imediatamente exigir satisfações daquele que o havia ofendido.

Um velho professor, informado do caso, aproximou-se de Carlyle e disse-lhe:

Meu caro amigo. Tenho longa experiência de vida e conheço as consequências tristes dos actos impetuosos.

Um insulto é como a lama que cai em nossa blusa. A lama pode ser retirada facilmente, com uma simples escova, quando já está seca. Deixe secar primeiro. Não seja apressado. Espere até que se acalme, e verá como tudo será facilmente resolvido.

Carlyle aceitou o conselho do professor, e o resultado foi tão feliz que, no dia seguinte, o colega que o insultara veio lhe pedir desculpas.

Malba Tahan, nesta rica passagem, vem nos dizer que, dada a grande diversidade de temperamentos e caracteres humanos, não nos é possível viver em paz com o próximo, sem refrearmos a ira, e insistirmos na prática da mansidão.

Nenhuma resolução sadia pode ser tomada com ímpeto.

Às vezes, numa acção impensada, numa reacção violenta, podemos comprometer séculos e séculos de nossas existências.

Alguns segundos de invigilância, permitindo que um pequeno acto de vingança se externe, pode gerar um compromisso imenso para o futuro, através da Lei de causa e efeito, que prevê a colheita obrigatória de tudo aquilo que livremente plantamos.

Vale a pena esperar. Vale a pena o esforço de conter um impulso naquele momento em que o nervosismo procura reinar. Contar até dez. Tomar um banho frio. Fazer uma oração, pedindo auxílio a Deus. Parar tudo que estamos fazendo e reflectir para não reagir sem pensar.

Vale a pena o esforço. Vale a pena ter calma. Se algum dia você for vítima de uma violência, não revide. Quando receber injúrias, não procure se defender atacando. Se for caluniado, não acumule ódio e ressentimento em sua alma.

Sabemos que é difícil compreender, perdoar, ainda, mas precisamos começar, precisamos desenvolver esta virtude em nossos corações.

Os maiores beneficiados com isso seremos nós mesmos, pois deixaremos de ser depósitos de sentimentos impuros, desequilibrados, que insistem em nos fazer infelizes. Deixe secar primeiro.

A Terra recebeu, na figura de um homem muito simples, um grande defensor da não-violência.

Mahatma Gandhi, o líder religioso indiano que comandou centenas de hindus, foi a lição viva da desnecessidade da violência para resolver problemas.

Eis aqui um sábio pensamento seu: Não-violência e covardia são termos contraditórios. 

A não-violência é a maior das virtudes, enquanto a covardia é o maior dos vícios.

A não-violência provém do amor, a covardia do ódio.

A não-violência sempre sofre, enquanto a covardia sempre gera o sofrimento.

A perfeita não-violência é a maior das bravuras.

Sua conduta não é jamais desmoralizante, enquanto a forma da covardia se conduzir sempre o é.





com base no cap. Deixai secar primeiro, do livro Lendas do Céu e da Terra, de Malba Tahan, ed. Record

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Quantas vezes?

Quantas vezes serão necessárias, para que a razão dos impedimentos seja revelada?

Quanto tempo passará ainda, até que deixes de ocultar e reveles o teu lado lunar?

Até quando se manterá complicado o acesso, da singularidade reconhecida para o ser feliz?

Muito certo porém é reconhecer, que mais fácil que achar é perder...


quinta-feira, janeiro 12, 2012

Trailer: THRIVE O que será necessário? | What On Earth Will It Take? Leg...


2012 - Começou A Revolução / The Revolution Has Begun (Legendado PT)


Serviço Desinteressado

Foi durante um período de férias. Carlos havia se dirigido a um acampamento isolado, com a família. Quando se deu conta, o carro não funcionava.

Tentou arrancar e nada. Caminhou para fora do acampamento, muito nervoso. 
Pelo caminho ia descarregando a sua raiva com palavras grosseiras, que foram abafadas pelo cantar das águas do riacho próximo.

O problema era a bateria descarregada e Carlos resolveu ir até a vila a pé. Eram alguns quilômetros de caminhada.

Duas horas depois, com um tornozelo torcido, ele chegou a um posto de gasolina.
Como era domingo de manhã, o lugar estava fechado. Mas havia um telefone público e uma lista telefônica quase se desmanchando.

Ele telefonou para a única companhia de auto-socorro da cidade vizinha, que ficava a uns trinta quilômetros de distância.

Um tal de Zé atendeu e o acalmou. Ele deveria chegar ao posto de gasolina, mais ou menos em meia hora.

Enquanto esperava o socorro chegar, Carlos ficou a imaginar quanto aquilo tudo lhe deveria custar. 

Finalmente, um reluzente camião reboque chegou e eles foram para a área do acampamento.

Quando o Zé saiu do camião, Carlos o observou e ficou espantado. Zé tinha aparelhos na perna e andava com ajuda de muletas.

Enquanto se movimentava, Carlos ainda pensou qual seria o preço de tamanha boa vontade.

Mas Zé era um sujeito animado. Enquanto foi providenciando a carga eléctrica para a bateria, distraiu o filhinho de Carlos com uns truques de magia.

Tudo pronto. Carro funcionando, Carlos perguntou quanto devia.
Nada, respondeu Zé.

Não é possível, falou Carlos. Hoje é domingo, tirei o senhor do seu descanso, você rodou tantos quilómetros e finalmente ainda resolveu o meu problema. Preciso de lhe pagar.

Não mesmo, disse o Zé. Há alguns anos, alguém me ajudou a sair de uma situação pior do que esta, quando perdi as minhas pernas.

E tudo o que o sujeito que me auxiliou disse, ao final foi: "Passe isso adiante. Você não me deve nada. Apenas se lembre de passar isso adiante, quando tiver uma oportunidade."

E então, hoje, tive a oportunidade de ajudá-lo. Foi óptimo. Vá para sua casa, com sua família e quando puder, ajude alguém, porque precisamos sempre uns dos outros.

* * *

Nunca deixe de ajudar a quem quer que seja.

Para isso você não precisa de dinheiro, posição social relevante ou poder.

Pode ajudar pela palavra gentil que gera estímulos preciosos.

Pode ajudar auxiliando seu vizinho com as crianças, enquanto a mãe delas se encontra em recuperação, no hospital.

Pode ajudar encaminhando alguém a uma instituição própria para socorro devido, se não puder socorrer você mesmo.

Pode, enfim, se tornar, onde se encontre, um microfone fiel a serviço do bem, auxiliando os caídos a se erguerem, os adormecidos a despertarem, os errados a se corrigirem e os agressivos a se acalmarem.

Assim agindo, descobrirá que a sua vida possui um grande significado e que a sua tarefa principal é servir e servir sempre.


com base em história de autoria desconhecida e com pensamentos do cap. CLXXXVIII, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

terça-feira, janeiro 10, 2012

5 Princípios do Reiki

Apenas hoje, não se irrite.

Apenas hoje, não se preocupe.

Apenas hoje, agradeça suas bênçãos e seja humilde.

Apenas hoje, ganhe a vida honestamente.

Apenas hoje, seja gentil e amável com todos os seres vivos.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Os papéis e o essencial


Ter constantemente em mente, cultivar no coração,

Tu não és os papéis que representas.
É através deles que descobres quem és.


Tu não és os papéis que representas. Além do mérito ou da falta dele nas tuas acções, nos teus empreendimentos, tu não és essencialmente na forma final e visível do que consideras o teu caminho ou os teus deveres.

Os papéis que desempenhas com maior ou menor afinco, são a maravilhosa forma natural de cresceres no caminho da obtenção da tua essência, o que  procuras tanto afinal.

A essência o essencial não é o destino, mas o caminho que se trilha, como se trilha,... a senda. 

Não te prendas demasiado aos resultados das tuas acções nem ao mérito que dai advenha. Sente que é no fluir em continuidade enquanto te mantens imóvel em teu interior, nesse contraste, que obtens parcelas de conhecimento acerca da tua essência, fruto dessa contemplação.

Não são os papéis que revelam a essência de si mesmo, mas sim o relacionamento desprendido que deles advém.

domingo, novembro 27, 2011

Anjos de guarda


Quem cuida de seu filho quando ele não está sob seus olhos?
Você diz que, na escola, os professores são os responsáveis; que em seu lar, você tem uma babá igualmente responsável.
Enfim, você sempre acredita que alguém, quando você não estiver por perto, estará de olho nele.
Parentes, amigos, contratados à parte, há, também, uma proteção invisível que zela por seu filho.
Você pode dizer que é seu anjo de guarda, seu anjo bom. A denominação, em verdade, não importa.
O que realmente se faz de importância é esta certeza de que um ser invisível debruça sua atenção sobre seu filho, onde quer que ele esteja.
E também sobre você. Não se trata de uma teoria para consolar as mães que ficam distantes de seus filhos longas horas.
Ou para quem caminha só nas estradas do mundo. Refere-se a uma verdade que o homem desde muito tempo percebeu.
Basta que nos recordemos de gravuras antigas que mostram crianças atravessando uma ponte em mau estado, sob o olhar atento de um mensageiro celeste.
Ou que evoquemos o livro bíblico de Tobias, onde um anjo acompanha o jovem em seu longo itinerário, devolvendo-o ao pai zeloso, são e salvo.
É doce e encantador saber que cada um de nós tem seu anjo de guarda. Um ser que lhe é superior, que o ampara e aconselha.
É ele que nos sussurra aos ouvidos: Detenha o passo! Acalme-se! Espere para agir!
Ou nos incentiva: Vá em frente! Esforce-se! Estou com você!
É esse ser que nos ajuda na ascensão da montanha do bem. Um amigo sincero e dedicado, que permanece ao nosso lado por ordem de Deus.
Foi Deus quem aí o colocou. e ele permanece por amor a Deus, desempenhando o que lhe constitui bela, mas também penosa missão.
Isso porque em muitas ocasiões, ele nos aconselha, sugere e fazemos ouvidos surdos. Ele se entristece, nesses momentos, por saber que logo mais sofreremos pela nossa rebeldia.
Mas não afronta nosso livre-arbítrio. Permanece à distância, para agir adiante, outra vez, em nova tentativa.
Sua ação é sempre regulada, porque se fôssemos simplesmente teleguiados por ele não seríamos responsáveis pelos nossos atos.
Também não progrediríamos se não tivéssemos que pensar, reflexionar e tomar decisões.
O fato de não o vermos também tem um fim providencial. Não vendo quem o ampara, o homem confia em suas próprias forças.
E batalha. Executa. Combate para alcançar os objetivos que pretende.
Não importa onde estejamos: no cárcere, no hospital, nos lugares de viciação, na solidão, ele sempre estará presente.
Esse anjo silencioso e amigo nos acompanha desde o nascimento até a morte. E, muitas vezes, na vida espiritual.
E mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas da vida do Espírito.
* * *
Você pode ter se transviado no mundo. Quem sabe, perdido o rumo dos próprios passos.
Pense, no entanto, que um missionário do bem e da verdade, que é responsável por você, pela sua guarda, permanece vigilante.
Se você quiser, abra os ouvidos da alma e escute-o, retomando as trilhas luminosas.
Ninguém, nunca, está totalmente perdido neste imenso universo de almas e de homens.
Pense nisso!
 
com base nos itens 492, 495 e 501 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec