quinta-feira, abril 26, 2012
domingo, abril 01, 2012
sexta-feira, março 30, 2012
Tao Te Ching - 24
Quem
respira apressadamente não dura
Quem
alarga os passos não caminha
Quem
vê por si não se ilumina
Quem
aprova por si não resplandece
Quem
se auto-enriquece não cria a obra
Quem
se exalta não cresce
Esses, para o caminho, são como os restos de alimento de uma
oferenda
Coisas desprezadas por todos
Por
isso, que possui o Caminho não actua desse modo.
Quem respira
apressadamente não dura
O
texto reflecte o desgaste que é causado no uso precipitado de nossas
funções naturais. Recorda que em cada um reside um tempo próprio e
intransmissível que regula as próprias funções do Ser. No cultivo e
desenvolvimento deste relacionamento consigo próprio, enaltece-se o crescimento
interior pela oportunidade de manifestação. É estando atentos ao nosso próprio
tempo, que descortinamos o que mais necessitamos saber acerca de nós próprios.
Só precisamos como aponta a frase, respeitar nosso próprio
biorritmo.
Quem alarga os passos
não caminha
Quem se mete em atalhos mete-se em trabalhos, não simplifica. Quem
não respeitar a sua própria natureza, perde-se no caminho de volta a
casa.
Quem vê por si não se
ilumina
Aquele que à luz deste saber, adormece em seu leito, considere
estar ciente de tudo que precisa, perde-se uma vez mais. Desta vez ludibriado,
sem dar conta, pois esqueceu-se dos demais, que são a pele exterior da sua experiência maior, da sua prática reveladora.
Quem aprova por si não
resplandece
Quem junta ao seu fazer o seu pensar como sentenças do seu saber,
envelhece porque decide sozinho sem partilhar, o uso-fruto da sua própria
razão.
Quem se auto-enriquece
não cria a obra
Quem se auto-enriquece não cria obra, porque a sua riqueza irá
perecer consigo mesmo. A diferença entre sermos em nossas actividades,
centrípetos ou centrífugos.
Quem se exalta não
cresce
Quem junta às suas investidas a sua energia, cresce. Quem junta às
investidas dos outros a sua energia, não cresce. Cada um deve ser a sua razão
maior, cada um terá que resplandecer em seu coração, não em sua atitude para com
o mundo. Quem com sua forma de ser ofusca o seu semelhante acabará como um
cego.
Esses, para o caminho,
são como os restos de alimento de uma oferenda
Coisas desprezadas por
todos
Por isso, quem possui o
Caminho não actua desse modo.
Assim como o praticante das Artes Taoístas, que bem se poderia
considerar uma espécie de monge ou monja dos tempos modernos, um/a alquimista
urbano que procura o bom senso e o equilíbrio nas expressões naturais, louvando
a perfeição natural em todas as suas manifestações.
O
praticante de Tai ji Quan, segue o seu caminho não desprezando a função da
bússola, mas guiado pelas
estrelas.
segunda-feira, março 26, 2012
Conforto
Nos dias actuais, a ciência progride
vertiginosamente no planeta.
No entanto, à medida que se suprimem
os sofrimentos do corpo, multiplicam-se as aflições da alma.
Nos países com padrão social mais
elevado, impressiona o crescente número de suicídios.
Os jornais estão cheios de notícias
maravilhosas quanto ao progresso material. Segredos sublimes da natureza são
surpreendidos nos domínios do mar, da terra e do ar. Contudo, a estatística dos crimes
humanos segue espantosa.
São frequentes as notícias sobre
tragédias conjugais, traições e abandonos.
Parece haver muita sede de liberdade
sem responsabilidade.
As criaturas se permitem tristes
inquietações sexuais, sem atinar quanto a possíveis limites.
Ao muito se facultarem, no entanto,
não se tornam mais pacíficas e felizes. Ao contrário, sôfregas e inquietas,
passam a imagem de uma imensa carência. Nessa onda de loucuras, surgem novas
e intrigantes enfermidades, físicas e psíquicas.
A rigor, o homem moderno não se
mostra preparado para viver com conforto.
Ele a cada dia mais domina a
paisagem exterior, mas não conhece a si mesmo.
Quando são atendidas as necessidades
do corpo, surgem imperiosas as carências da alma. O conforto humano tende a aumentar
naturalmente. Pouco a pouco, o homem disporá de
mais tempo para si. O trabalho se tornará cada vez mais
intelectualizado e eficiente. A democratização das informações
também viabilizará o questionamento de antigas crenças e valores. O problema reside em identificar o
que convém, ante tal quadro, a um tempo perigoso e promissor.
Ressurge oportuna a reflexão de
Paulo de Tarso, no sentido de que tudo nos é possível, mas nem tudo nos convém
fazer.
Com horas livres e acesso à
Internet, surge um mundo de possibilidades.
O homem pode se permitir as maiores
baixezas nesse ambiente virtual.
Pode se viciar em pornografia,
participar de conversas de baixo calão e incentivar o ódio.
Contudo, na conformidade do que
decidir viver, terá consequências inevitáveis.
Caso se conecte com as faixas
infelizes da vida, a cada dia mais infeliz será.
Assim, no pleno uso da liberdade
pessoal, é o momento de decidir o que se viverá.
Não mais movido por convenções
sociais, medo ou falta de opções.
Tudo é possível, mas convém fazer
escolhas felizes e construtivas.
Instruir-se, voltar os olhos para o
que de belo e puro há no mundo.
Cuidar para que as horas de folga
sejam momentos de paz e aprimoramento.
Pense nisso.
com base no cap. 5, do livro Os mensageiros, pelo Espírito
André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier
sexta-feira, março 09, 2012
O cair das máscaras
As máscaras caem...
É pelo olhar se reconhece a alma, não pelos gestos.
Nem sempre quando um homem tosse, está a ser autêntico.
quinta-feira, março 08, 2012
gratitude
deixa que seja a gratidão o meu abraço até a ti...
deixa que seja meu amo-te muito um raio de luz...
manso translúcido e calmo, que em inspiração...
em expiração faça, de todas existências...
o mel dos Deuses...
quarta-feira, março 07, 2012
sábado, março 03, 2012
quinta-feira, março 01, 2012
Pensamentos Quotidianos
Mesmo que ontem tenhais comido bem, isso não vos alimentará hoje, deveis recomeçar a comer.
Hoje deveis fazer de novo o que fizestes ontem, pois ontem foi para ontem, e hoje é preciso fazer o que é para hoje.
Esta lei aplica-se a todos os domínios.
Ontem vós meditastes, vivestes um estado extraordinário de inspiração, de dilatação, de deslumbramento, e pensáveis que poderíeis mantê-lo por muito tempo. Não, hoje é preciso fazer novos esforços para ficar de novo inspirado, dilatado, maravilhado.
Todos os dias é necessário recomeçar o trabalho. Porquê?
Porque a vida é um perpétuo movimento.
Hoje, há que ocupar-se das novas partículas, das novas forças, das novas presenças, para as influenciar, as orientar, na mesma direcção que na véspera…
E amanhã será necessário entregar-se a este mesmo trabalho.
Hoje deveis fazer de novo o que fizestes ontem, pois ontem foi para ontem, e hoje é preciso fazer o que é para hoje.
Esta lei aplica-se a todos os domínios.
Ontem vós meditastes, vivestes um estado extraordinário de inspiração, de dilatação, de deslumbramento, e pensáveis que poderíeis mantê-lo por muito tempo. Não, hoje é preciso fazer novos esforços para ficar de novo inspirado, dilatado, maravilhado.
Todos os dias é necessário recomeçar o trabalho. Porquê?
Porque a vida é um perpétuo movimento.
Hoje, há que ocupar-se das novas partículas, das novas forças, das novas presenças, para as influenciar, as orientar, na mesma direcção que na véspera…
E amanhã será necessário entregar-se a este mesmo trabalho.
terça-feira, fevereiro 28, 2012
Amor que não acaba
Até que ponto vai a capacidade de amar do ser humano? Quanto tempo dura o amor?
Um poeta da música disse, certa vez, que o amor é eterno enquanto dure.
E todos os desiludidos, os traídos e abandonados têm impressões muito próprias a respeito do amor, onde a tónica principal é de que amor eterno não existe.
Contradizendo tudo isso, alguns fatos, que a mídia televisiva ou impressa nos traz, afirmam que o amor verdadeiro é uma sinfonia inigualável.
Foi com esse sentimento que Chris Medina, um rapaz de vinte e sete anos, se apresentou em um programa de talentos, cantando uma música de sua autoria.
Os versos diziam mais ou menos assim:
Onde quer que você esteja, estou perto. Em qualquer lugar que você vá, eu estarei lá.
Toda vez que sussurrar meu nome, você verá como mantenho cada promessa. Que tipo de cara eu seria se fosse embora, quando você mais precisasse de mim?
O que são palavras se você realmente não acredita nelas quando as diz? Se são apenas para os bons momentos, então elas nada são.
Quando há amor, se diz em voz alta e as palavras não vão embora. Elas vivem mesmo quando partimos.
Eu sei que um anjo foi enviado apenas para mim. Sei que devo estar onde estou. E vou permanecer ao seu lado esta noite.
Nunca partiria quando você mais precisa de mim.
Vou manter meu anjo perto para sempre.
Ele não conseguiu vencer todas as etapas do concurso, sendo eliminado, em determinada fase, mas sua história levou às lágrimas os jurados e o público presente.
Porque a sua composição retrata exactamente o seu drama e sua decisão pessoal. É uma verdadeira declaração de amor.
Ele estava noivo e há dois anos pediu em casamento Juliana Ramos. A jovem bela, entusiasta. Formavam um casal primoroso.
Dois meses antes do casamento, no dia dois de Outubro de 2009, o carro de Juliana foi atingido por um camião. Ela quase não sobreviveu.
Uma grave fractura no crânio desfigurou seu rosto e a transformou em uma mulher com muitas limitações físicas.
Foi-se a beleza, a agilidade, o sorriso fácil, as caminhadas, a dança, a alegria de todas as horas.
Ele permaneceu ao lado dela. Leva-a consigo para onde vá. E faz shows para arrecadar fundos para o tratamento de que ela necessita.
E isso ele externaliza cantando e agindo.
Quando se ama a beleza e ela se vai, o amor acaba. Quando se amam as formas perfeitas, a plástica, as linhas harmónicas do corpo e tudo isso se vai, o amor também se esvai.
Quando se amam aparências e outra realidade se apresenta, o amor acaba.
Quando se ama a transitoriedade, o amor fenece quando as situações se alteram.
Mas, quando se ama a essência, nada diminui o sentimento.
Esse amor é companheiro, solidário, se esmera para que o outro se sinta bem, seja feliz.
A sua é a preocupação de fazer a felicidade do outro.
Amor assim se perpetua no tempo, independente da soma dos anos, da multiplicação das rugas ou da diminuição da agilidade.
É o amor que sabe envelhecer junto e quanto mais passa o tempo, mais se solidifica.
Um poeta da música disse, certa vez, que o amor é eterno enquanto dure.
E todos os desiludidos, os traídos e abandonados têm impressões muito próprias a respeito do amor, onde a tónica principal é de que amor eterno não existe.
Contradizendo tudo isso, alguns fatos, que a mídia televisiva ou impressa nos traz, afirmam que o amor verdadeiro é uma sinfonia inigualável.
Foi com esse sentimento que Chris Medina, um rapaz de vinte e sete anos, se apresentou em um programa de talentos, cantando uma música de sua autoria.
Os versos diziam mais ou menos assim:
Onde quer que você esteja, estou perto. Em qualquer lugar que você vá, eu estarei lá.
Toda vez que sussurrar meu nome, você verá como mantenho cada promessa. Que tipo de cara eu seria se fosse embora, quando você mais precisasse de mim?
O que são palavras se você realmente não acredita nelas quando as diz? Se são apenas para os bons momentos, então elas nada são.
Quando há amor, se diz em voz alta e as palavras não vão embora. Elas vivem mesmo quando partimos.
Eu sei que um anjo foi enviado apenas para mim. Sei que devo estar onde estou. E vou permanecer ao seu lado esta noite.
Nunca partiria quando você mais precisa de mim.
Vou manter meu anjo perto para sempre.
Ele não conseguiu vencer todas as etapas do concurso, sendo eliminado, em determinada fase, mas sua história levou às lágrimas os jurados e o público presente.
Porque a sua composição retrata exactamente o seu drama e sua decisão pessoal. É uma verdadeira declaração de amor.
Ele estava noivo e há dois anos pediu em casamento Juliana Ramos. A jovem bela, entusiasta. Formavam um casal primoroso.
Dois meses antes do casamento, no dia dois de Outubro de 2009, o carro de Juliana foi atingido por um camião. Ela quase não sobreviveu.
Uma grave fractura no crânio desfigurou seu rosto e a transformou em uma mulher com muitas limitações físicas.
Foi-se a beleza, a agilidade, o sorriso fácil, as caminhadas, a dança, a alegria de todas as horas.
Ele permaneceu ao lado dela. Leva-a consigo para onde vá. E faz shows para arrecadar fundos para o tratamento de que ela necessita.
E isso ele externaliza cantando e agindo.
* * *
Quando se ama a beleza e ela se vai, o amor acaba. Quando se amam as formas perfeitas, a plástica, as linhas harmónicas do corpo e tudo isso se vai, o amor também se esvai.
Quando se amam aparências e outra realidade se apresenta, o amor acaba.
Quando se ama a transitoriedade, o amor fenece quando as situações se alteram.
Mas, quando se ama a essência, nada diminui o sentimento.
Esse amor é companheiro, solidário, se esmera para que o outro se sinta bem, seja feliz.
A sua é a preocupação de fazer a felicidade do outro.
Amor assim se perpetua no tempo, independente da soma dos anos, da multiplicação das rugas ou da diminuição da agilidade.
É o amor que sabe envelhecer junto e quanto mais passa o tempo, mais se solidifica.
...com base num facto real
sábado, fevereiro 25, 2012
As tuas palavras...
"As tuas
palavras fizeram-me ocorrer a imagem de um disco de vinil a tocar, dos antigos,
33 rotações, e o braço do gira discos pousado sob um ponto da sua superfície, de
conteúdo longuíssimo e espiralado.
Desse ponto de contacto, de onde a leitura magnética se processa, tem um som que se escuta, um que já ficou para trás, e outro que se adivinha, que do ponto de vista da agulha, bem pode ser denominado de futuro.
Desse ponto de contacto, de onde a leitura magnética se processa, tem um som que se escuta, um que já ficou para trás, e outro que se adivinha, que do ponto de vista da agulha, bem pode ser denominado de futuro.
Mas o futuro e o
passado já estão inscritos na face desse disco cósmico em espiral, onde tudo
gravita desde o ponto de nossa consciência.
De um ponto de
leitura magnética da agulha de diamante sob a superfície do disco, é impossível
percepcionar com clareza a linha continua, ininterrupta, que circula em espiral.
Desde o inicio até ao final da passagem da agulha no gira discos, o ponto de
contacto constitui na realidade um fragmento de uma linha para além da sua
própria percepção.
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
É luz que não ilumina porque encandeia
- a inteligência é como uma carroça que nas lides rurais, é uma espécie de base de conteúdos. é onde o trabalhador leva para o campo de trabalho as ferramentas e donde ao voltar, transporta os géneros que recolheu.
É a plataforma que permite a possibilidade da transposição de dificuldades e obstáculos.
É a plataforma que permite a possibilidade da transposição de dificuldades e obstáculos.
- O desenvolvimentos espiritual, é como a junta de bois, Seres vivos, pulsantes, interactivos, que correctamente conduzidos permitem a mobilidade dos conteúdos que se querem transportar para outros lugares.
É o impulso necessário para emprestar movimento ao que se reuniu, com algum fundamento.
É o impulso necessário para emprestar movimento ao que se reuniu, com algum fundamento.
Inteligência por si só, é trabalho sem retribuição, sem fruto. É luz que não ilumina porque encandeia.
domingo, fevereiro 19, 2012
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Cada dia é uma meditação diferente.
Imagina que nasces todos os dias e morres todos os dias.
É muito importante manter registado como uma impressão espiritual, um link de práticas que seja uma linha condutora de um possível percurso evolutivo - em nome da não estagnação e desaproveitamento destes ciclos de “vidas e de mortes”.
A meditação é um método simples e simultaneamente muito poderoso, para criar uma “fixação” deste canal ou linha condutora no praticante. Como elemento activo, permite criar uma impressão de continuidade e propósito, entre esta sucessão de nascimentos e de mortes, que ocorre na passagem dos dias durante a vida.
Acontece ao praticante ao relacionar-se consigo mesmo à luz destas práticas e a vários níveis, o “adensamento” deste canal condutor que lhe reverte a prática em sentido. É muito recompensador, no entanto não adianta o cultivo de qualquer deslumbramento artificial, dado que este “adensamento” do canal condutor entre vidas se forma dinamicamente, não de forma estática.
Assim funciona a meditação. Pela fixação da mente consegue-se a conscientização do espaço interior e suas práticas consequentes, de natureza espiritual.
Então se o praticante a uma dada altura em suas práticas diárias iniciais o seu baptismo de nascimento, sua primeira meditação de vida, inesperadamente sentir que não está fácil, que o mar está agitado, qualquer esforço que reverta em excesso será nocivo para o seu sistema nervoso.
Esses dias ou seja essas vidas, também acontecem.
Apontam-nos que nessa vida, provavelmente será dessa forma desde que acordamos até deitar. A meditação será em movimento, não será sentada.
Temos vidas, ou seja dias, em que a meditação será sentada, durante uns minutos.
O restante tempo até morrer, ou seja até o dia acabar, teremos a disponibilidade natural para nos dedicarmos então sossegadamente a outras tarefas, dado que a fixação do canal condutor está assegurada e vitalizada para um período que compreende o dia inteiro, ou mais ainda. (período do sono)
Temos outras vidas, outros dias, em que não vale a pena insistir no que nos habituamos a ter por garantido, pois além de ser uma violência auto infligida, o que nos está a apontar a meditação do início do dia, é que a sua fixação deverá acontecer pela expansão da nossa disponibilidade meditativa ao longo do dia; uma meditação em movimento.
terça-feira, fevereiro 14, 2012
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
Não estranho nada,… quando dois estranhos se relacionam como dois velhos conhecidos, dois velhos amigos, cheios de delicada confidencia e entrega, mútua de sentires…
… Tanto como, dois conhecidos desde antes de suas memórias, que se relacionam como uns perfeitos desconhecidos, cheios de reserva, medo, etiqueta…
O amor desenhado no céu, não fala a linguagem dos sons, somente e através dos corpos que se esquecem, para regozijo da alma.
Afinal sempre soube, que a filiação minha é a da família amorosa sem pieguice, abrangente e forte, delicada e frágil, somente como um sussurro das estrelas, ….
Por vezes, respiro confesso na maravilhosa missão que me transporta pelos ares, com os pés sob a batuta dos Anjos, as saudades de casa, que espero não tarda e sei, já ao lado espreita.
Os homens e as mulheres deste mundo, beijada a fronte do que os une, saudarão o advento das maravilhas que já espreitam, ao virar do vale, na nascente do Sol.
Nada do que és ou foste, perderás… tudo te pertence.
Somos a parte brilhante da poeira do Cosmos, somos aqueles que reluzimos na vasta e infinda noite, no leito dos deuses.
O som de nossa saudade é música e balsamo para as almas sós, e então em uníssono, cantam uma só nota de luz.
Portal do Céu
Andava meio sem saber para onde,... procurava decifrar um alivio que o coração sentia,
enquanto lágrimas lavavam a alma da solidão e do reencontro...
... subitamente numa rua sem saída, sob a calçada de pedra, antiga, despercebido encontrou o que pensava ter procurado... um sinal...
.. mais à frente, deixou vagar o olhar inexpressivo, sob a vida, os espinhos e os anjos
foi assim que o alivio rompeu num inesperado pranto, que sossegado acalmou o viajante, ao encontrar-se junto a um portal de sua casa...
terça-feira, fevereiro 07, 2012
Tranquilizar-se em Deus
Não há quem percorra os caminhos da vida isento das dificuldades e situações desafiadoras.
As vidas tranquilas, os cotidianos previsíveis também têm seus dias de dores, de problemas e de aflições.
Alguns surgem de repente, qual tsunami arrastando e arrasando tudo que aparentemente parecia tão em ordem.
Outros se fazem tempestade de longo prazo, que se inicia lenta, ganhando força com o tempo e arrancando o que haja pela frente.
Não poucos, no mundo, enfrentam os mais graves desafios.
Ora o companheiro, que parecia tão feliz ao nosso lado, decide romper laços construídos no tempo e se evadir do lar, buscando aventuras.
Outros há que, em exame de saúde rotineiro, descobrem a doença invasiva, que já se instalou avassaladora.
Tantos são aqueles que, sob os camartelos do clima, vêem o lar, os amores, seus pertences serem levados de roldão em poucas horas, sobrando o vazio.
São as aflições do mundo, as dores da vida a nos acompanhar os dias de aprendizado.
Todas, independentemente da forma que se apresentem, são as lições necessárias para nosso aprendizado.
Dores são oportunidades da alma para a reflexão, o entendimento melhor dos porquês da vida.
Mas onde as dores nos encontrem, não nos permitamos abraçar o desespero e o desânimo.
Deus será sempre o provedor maior nas dificuldades e o amparo constante ao nosso coração combalido.
Se atravessamos dias difíceis, muitas vezes sob um silêncio dolorido e ignorado, amparemo-nos em Deus.
Se sentirmos a solidão dolorida e imensa na alma, mesmo na multidão bulhenta que nos acompanha o caminhar, refugiemo-nos em Deus.
Se aflições nos tomam a alma, a rasgar-nos as fibras do sentimento, dilacerando-nos a intimidade, assosseguemo-nos em Deus.
Se a consciência gritar, acusando-nos de erros perdidos no silêncio do tempo, mas que nos atormentam o caminhar, aconselhemo-nos com Deus.
Ele será sempre o amparo perante as dores do mundo e o sustento nas necessidades mais íntimas.
Ao buscarmos Deus, seja qual for o nosso problema, ao tranquilizarmo-nos em Deus, hauriremos o de que necessitamos para enfrentar os desafios.
E, por fim, recordemos, como nos ensinou Jesus, que mesmo um homem mau jamais daria uma serpente ao filho se esse lhe pedisse um pedaço de pão.
Que dirá o Pai, que está nos céus, a cuidar de cada um de nós, Seus filhos amados!
* * *
Ante os dissabores, mantenhamos nossa confiança em Deus que nos mantém a vida e nos guarda em Seu amor.
Mesmo que as dores possam nos parecer além das forças, tenhamos a certeza de que o Pai amoroso e bom está atento.
O que nos pareça excesso de sofrimento, logo mais, como tempestade de verão, se acalmará, permitindo-nos ver o céu claro das bênçãos celestes.
As vidas tranquilas, os cotidianos previsíveis também têm seus dias de dores, de problemas e de aflições.
Alguns surgem de repente, qual tsunami arrastando e arrasando tudo que aparentemente parecia tão em ordem.
Outros se fazem tempestade de longo prazo, que se inicia lenta, ganhando força com o tempo e arrancando o que haja pela frente.
Não poucos, no mundo, enfrentam os mais graves desafios.
Ora o companheiro, que parecia tão feliz ao nosso lado, decide romper laços construídos no tempo e se evadir do lar, buscando aventuras.
Outros há que, em exame de saúde rotineiro, descobrem a doença invasiva, que já se instalou avassaladora.
Tantos são aqueles que, sob os camartelos do clima, vêem o lar, os amores, seus pertences serem levados de roldão em poucas horas, sobrando o vazio.
São as aflições do mundo, as dores da vida a nos acompanhar os dias de aprendizado.
Todas, independentemente da forma que se apresentem, são as lições necessárias para nosso aprendizado.
Dores são oportunidades da alma para a reflexão, o entendimento melhor dos porquês da vida.
Mas onde as dores nos encontrem, não nos permitamos abraçar o desespero e o desânimo.
Deus será sempre o provedor maior nas dificuldades e o amparo constante ao nosso coração combalido.
Se atravessamos dias difíceis, muitas vezes sob um silêncio dolorido e ignorado, amparemo-nos em Deus.
Se sentirmos a solidão dolorida e imensa na alma, mesmo na multidão bulhenta que nos acompanha o caminhar, refugiemo-nos em Deus.
Se aflições nos tomam a alma, a rasgar-nos as fibras do sentimento, dilacerando-nos a intimidade, assosseguemo-nos em Deus.
Se a consciência gritar, acusando-nos de erros perdidos no silêncio do tempo, mas que nos atormentam o caminhar, aconselhemo-nos com Deus.
Ele será sempre o amparo perante as dores do mundo e o sustento nas necessidades mais íntimas.
Ao buscarmos Deus, seja qual for o nosso problema, ao tranquilizarmo-nos em Deus, hauriremos o de que necessitamos para enfrentar os desafios.
E, por fim, recordemos, como nos ensinou Jesus, que mesmo um homem mau jamais daria uma serpente ao filho se esse lhe pedisse um pedaço de pão.
Que dirá o Pai, que está nos céus, a cuidar de cada um de nós, Seus filhos amados!
* * *
Ante os dissabores, mantenhamos nossa confiança em Deus que nos mantém a vida e nos guarda em Seu amor.
Mesmo que as dores possam nos parecer além das forças, tenhamos a certeza de que o Pai amoroso e bom está atento.
O que nos pareça excesso de sofrimento, logo mais, como tempestade de verão, se acalmará, permitindo-nos ver o céu claro das bênçãos celestes.
quinta-feira, janeiro 26, 2012
Deixai secar primeiro
Contam que Carlyle, o célebre historiador escocês, quando ainda era muito moço, teve uma questão bastante grave com um dos seus companheiros. Um dia, sentindo-se insultado, declarou que ia imediatamente exigir satisfações daquele que o havia ofendido.
Um velho professor, informado do caso, aproximou-se de Carlyle e disse-lhe:
Meu caro amigo. Tenho longa experiência de vida e conheço as consequências tristes dos actos impetuosos.
Um insulto é como a lama que cai em nossa blusa. A lama pode ser retirada facilmente, com uma simples escova, quando já está seca. Deixe secar primeiro. Não seja apressado. Espere até que se acalme, e verá como tudo será facilmente resolvido.
Carlyle aceitou o conselho do professor, e o resultado foi tão feliz que, no dia seguinte, o colega que o insultara veio lhe pedir desculpas.
Malba Tahan, nesta rica passagem, vem nos dizer que, dada a grande diversidade de temperamentos e caracteres humanos, não nos é possível viver em paz com o próximo, sem refrearmos a ira, e insistirmos na prática da mansidão.
Nenhuma resolução sadia pode ser tomada com ímpeto.
Às vezes, numa acção impensada, numa reacção violenta, podemos comprometer séculos e séculos de nossas existências.
Alguns segundos de invigilância, permitindo que um pequeno acto de vingança se externe, pode gerar um compromisso imenso para o futuro, através da Lei de causa e efeito, que prevê a colheita obrigatória de tudo aquilo que livremente plantamos.
Vale a pena esperar. Vale a pena o esforço de conter um impulso naquele momento em que o nervosismo procura reinar. Contar até dez. Tomar um banho frio. Fazer uma oração, pedindo auxílio a Deus. Parar tudo que estamos fazendo e reflectir para não reagir sem pensar.
Vale a pena o esforço. Vale a pena ter calma. Se algum dia você for vítima de uma violência, não revide. Quando receber injúrias, não procure se defender atacando. Se for caluniado, não acumule ódio e ressentimento em sua alma.
Sabemos que é difícil compreender, perdoar, ainda, mas precisamos começar, precisamos desenvolver esta virtude em nossos corações.
Os maiores beneficiados com isso seremos nós mesmos, pois deixaremos de ser depósitos de sentimentos impuros, desequilibrados, que insistem em nos fazer infelizes. Deixe secar primeiro.
A Terra recebeu, na figura de um homem muito simples, um grande defensor da não-violência.
Mahatma Gandhi, o líder religioso indiano que comandou centenas de hindus, foi a lição viva da desnecessidade da violência para resolver problemas.
Eis aqui um sábio pensamento seu: Não-violência e covardia são termos contraditórios.
A não-violência é a maior das virtudes, enquanto a covardia é o maior dos vícios.
A não-violência provém do amor, a covardia do ódio.
A não-violência sempre sofre, enquanto a covardia sempre gera o sofrimento.
A perfeita não-violência é a maior das bravuras.
Sua conduta não é jamais desmoralizante, enquanto a forma da covardia se conduzir sempre o é.
com base no cap. Deixai secar primeiro, do livro Lendas do Céu e da Terra, de Malba Tahan, ed. Record
Um velho professor, informado do caso, aproximou-se de Carlyle e disse-lhe:
Meu caro amigo. Tenho longa experiência de vida e conheço as consequências tristes dos actos impetuosos.
Um insulto é como a lama que cai em nossa blusa. A lama pode ser retirada facilmente, com uma simples escova, quando já está seca. Deixe secar primeiro. Não seja apressado. Espere até que se acalme, e verá como tudo será facilmente resolvido.
Carlyle aceitou o conselho do professor, e o resultado foi tão feliz que, no dia seguinte, o colega que o insultara veio lhe pedir desculpas.
Malba Tahan, nesta rica passagem, vem nos dizer que, dada a grande diversidade de temperamentos e caracteres humanos, não nos é possível viver em paz com o próximo, sem refrearmos a ira, e insistirmos na prática da mansidão.
Nenhuma resolução sadia pode ser tomada com ímpeto.
Às vezes, numa acção impensada, numa reacção violenta, podemos comprometer séculos e séculos de nossas existências.
Alguns segundos de invigilância, permitindo que um pequeno acto de vingança se externe, pode gerar um compromisso imenso para o futuro, através da Lei de causa e efeito, que prevê a colheita obrigatória de tudo aquilo que livremente plantamos.
Vale a pena esperar. Vale a pena o esforço de conter um impulso naquele momento em que o nervosismo procura reinar. Contar até dez. Tomar um banho frio. Fazer uma oração, pedindo auxílio a Deus. Parar tudo que estamos fazendo e reflectir para não reagir sem pensar.
Vale a pena o esforço. Vale a pena ter calma. Se algum dia você for vítima de uma violência, não revide. Quando receber injúrias, não procure se defender atacando. Se for caluniado, não acumule ódio e ressentimento em sua alma.
Sabemos que é difícil compreender, perdoar, ainda, mas precisamos começar, precisamos desenvolver esta virtude em nossos corações.
Os maiores beneficiados com isso seremos nós mesmos, pois deixaremos de ser depósitos de sentimentos impuros, desequilibrados, que insistem em nos fazer infelizes. Deixe secar primeiro.
A Terra recebeu, na figura de um homem muito simples, um grande defensor da não-violência.
Mahatma Gandhi, o líder religioso indiano que comandou centenas de hindus, foi a lição viva da desnecessidade da violência para resolver problemas.
Eis aqui um sábio pensamento seu: Não-violência e covardia são termos contraditórios.
A não-violência é a maior das virtudes, enquanto a covardia é o maior dos vícios.
A não-violência provém do amor, a covardia do ódio.
A não-violência sempre sofre, enquanto a covardia sempre gera o sofrimento.
A perfeita não-violência é a maior das bravuras.
Sua conduta não é jamais desmoralizante, enquanto a forma da covardia se conduzir sempre o é.
com base no cap. Deixai secar primeiro, do livro Lendas do Céu e da Terra, de Malba Tahan, ed. Record
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Quantas vezes?
Quantas vezes serão necessárias, para que a razão dos impedimentos seja revelada?
Quanto tempo passará ainda, até que deixes de ocultar e reveles o teu lado lunar?
Até quando se manterá complicado o acesso, da singularidade reconhecida para o ser feliz?
Muito certo porém é reconhecer, que mais fácil que achar é perder...
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