terça-feira, janeiro 29, 2013
sexta-feira, janeiro 25, 2013
A história começa assim;
A criatividade
da autêntica benevolência.
Esta pequena história envolve
duas pessoas que não se conheciam, o Pedro e o Tiago. Ambos desempregados, suas
vidas meio encravadas apesar de ainda jovens.
Numa determinada localização
geográfica, havia uma estrada sem nenhum tipo de sinalização. Quem lá transitasse,
tinha que se regular pelas regras de trânsito que seu maior ou menor conhecimento
permitisse.
Num dado momento dois carros
bateram um com o outro.
Em resultado do acidente um deles ficou praticamente
desfeito, sendo que o outro sofreu apenas alguns danos.
É neste ponto que a nossa história
começa;
Então, num dos carros ia o Pedro
e no outro Tiago.
Ao sair dos carros, ambos com uma
sensação de não culpa total pelo acidente, já que não havia sinalização específica
naquele lugar da estrada, Pedro ao verificar que Tiago tinha ficado com o carro
sem conserto, num impulso generoso e autentico disse:
- A culpa foi minha. Peço-lhe
desculpa. Agora não tenho é como lhe compensar pelo seu dano, senão pela oferta
de minha própria viatura, que terei gosto de lha entregar assim que a repare.
Enquanto Pedro lhe dizia isto pensava com os seus botões que havia esperado tanto tempo para fazer umas
reparações ao seu carro e ironicamente ia finalmente fazê-las, mas para o entregar
a outra pessoa, enfim…
Tiago por sua vez, em silêncio
enquanto acenava com a cabeça que concordava com a ideia, simultaneamente pensava
que em verdade estava a ter uma grande sorte, pois qualquer um dos tinha
responsabilidade no acidente.
Passaram-se umas semanas e Pedro
envolveu-se de tal forma no arranjo do seu carro, que com a ajuda de vários
amigos não resistiu em fazer-lhe várias melhorias a diversos níveis, pintura
personalizada, cromagens, estofos e até um sistema de som de ficar sem palavras.
Todo este trabalho executou com a consciência de ser ao mesmo tempo o que sempre desejou
fazer ao seu carro e no final, estar a fazê-lo para o entregar a Tiago como
paga do prejuízo que assumiu perante ele.
Chegou a hora de o entregar já as
melhorias deste carro eram faladas na cidade ao ponto de haver pessoas
interessadas em conhecer mais sobre o carro.
Encontraram-se enfim para que
Pedro entregasse o carro a Tiago.
Tiago ficou de tal forma sensibilizado com a
atitude de Pedro, que lhe voltou aquele desconforto de se sentir meio culpado
do acidente que originou tudo, e estar a sentir-se beneficiado sem
condicionamento pela genuína generosidade de Pedro. Adveio-lhe uma forte
empatia que lhe apertou o peito, desejando de repente ver em Pedro um amigo
único e precioso.
Encontraram-se os dois num parque
público, para a entrega do carro.
Pedro mostrava radiante a Tiago o resultado, orgulhoso
e feliz pela maravilha em que se tinha tornado o carro. Tiago observava em silêncio
sensibilizado pelo desprendimento daquele a quem já ansiava de chamar de: bom amigo.
De repente surge um repórter de uma revista auto da especialidade, que já os procurava no sentido de saber mais sobre este maravilhoso carro, para fazer um artigo.
Repórter: Bom dia, que carro tão exclusivo, poderiam dizer-me os
senhores algo mais da sua história?
Tiago não se conteve e respondeu: Bom dia. Pois este carro foi reparado pelo Pedro que é o responsável
por este trabalho maravilhoso…
Repórter voltando-se para Pedro sorridente: Presumo então seja o dono deste carro. Pode informar-me de onde veio a inspiração para trabalho tão magnífico?
Pedro: Bom dia. Pois para falar com o dono deste carro terá que
falar com o Tiago, que além disso foi o responsável de certa forma, pela
concretização deste projecto. Foi ele que esteve na origem dos acontecimentos
que me deram finalmente a força necessária a realizar este projecto.
Repórter já algo intrigado e confuso, volta-se para Tiago novamente para o questionar, mas é interrompido por Tiago que lhe diz:
Tiago: (enquanto já se imaginava sem carro, mas com a coragem
finalmente assumida e simultâneo alivio de consciência); - desculpe interromper,
mas em verdade deverá mesmo falar com o Pedro, pois esta maravilhosa viatura é
obra sua e deverá permanecer sua pertença.
O repórter suspirou, ficou em silêncio a olhar os dois. O que viu surpreendeu-o.
Pedro e Tiago, com os olhos
nos olhos, naturalmente passaram do que iniciou sendo um forte aperto de mão, para um surpreendente e caloroso abraço.
Ainda com os braços sobre
os ombros, um e o outro enquanto olhavam para a maravilhosa viatura, fruto do acidente em que
ambos se viram envolvidos, como dois amigos de longa data, dois amigos que se
reencontravam finalmente. De suas mentes harmonizadas à luz de uma fraternidade incondicional,
brotaram abundantes ideias.
Hoje, grandes amigos trabalham juntos, recuperando carros e realizando melhorias.
Seus trabalhos são
apreciados por todos os clientes e até tem lista de espera, dada a qualidade do
serviço que ambos colocam em suas obras.
O primeiro carro que produziram do
zero para celebração de início de sociedade entre ambos, foi ainda até ver o mais
aprimorado.
Foi claro, o carro de Tiago.
quinta-feira, janeiro 24, 2013
quarta-feira, janeiro 23, 2013
mundo sábio
se cada uma das pessoas ousasse a capacidade de reflexão sobre toda a ocorrência em sua existência de forma metódica e minuciosa, estaria certamente em condições de obter todos os ingredientes necessários para a compreensão de todos os assuntos relativos à sua própria forma de ser.
Haveria de encontrar tudo que necessitasse a um determinado momento do seu próprio trajecto, apenas observando cuidadosamente como se sente, o que faz, o que vê e pensa, acerca desse dado momento.
Como interage, que em resultado de forma natural se vai acercando ou afinando, do mais adequado para si própria.
Em cada idade para cada situação, correspondente afinação do Ser para o plano em que se encontra, pela dinâmica de dialogo que conscientemente activa em si mesmo.
Pois é lá que tudo está que lhe necessite, muito mais que qualquer algo que lhe seja exterior.
Mundo assim, mundo sábio... quase de Deuses pela imensidão desse poder que se lhes emancipa a vontade.
Paz sobre todas as Fronteiras
terça-feira, janeiro 01, 2013
maior feito, menor faz...
Ópticas de uma perspectiva... sobre alguns ritmos de maior ganho...
... ritmos de maior ganho...
Todo o Ser grande, superior, forte e elucidado, esclarecido, de acessos facilitados e singulares a conhecimentos vastos, a reflexões profundas, .... grandes os seus proventos em géneros variados são a possibilidade quase sempre presente sobre a sua própria existência.
Mediante tal veracidade natural, somente o que a ofusque lhe poderá causar dolo. Mas se de si já tão brilhante em suas muitas facetas e expressões, em sua versatilidade, que lhe poderia causar mancha senão algo superior a si mesma, senão ela a si própria? Uma fascinação do ego...
É na verdade sua imensa experiência e saber o seu maior aliado, que sem condução atenta pela sua imensa capacidade rapidamente se volta seu maior inimigo, acaso deixado de freio solto.
Grande missão dentre muitas outras que lhe reserva a vã existência, passageira e transitória, preparar o candidato a viver partilhando o seu saber de forma simples e menor que ele próprio. Somente uma voz que não se impõe se faz compreensível aos sentidos... que pode transmitir o seu natural timbre e alimentar os sedentos de poesia.
O maior desafio de alguém grande, a sua maior realização? - permanecer pequeno exteriormente, mais pequeno que os mais pequeninos de todos, para assim fluir livre e solto o perfume da sua presença, que lhe advém do âmago que assim pode e certamente irá descobrir.
A mesma regra natural, a mesma lei, vale para o mais fraco e fragil de todos... permanecer forte e corajoso, e com todas as forças de sua frágil condição erguer-se em sua existência corajoso e enfrentar as duvidas que o assaltem, com coragem fé e esperança, servindo-se tantas quantas sejam possíveis a vezes, de seus irmãos mais fortes que estejam disponíveis a constituir seu apoio extra em momentos particularmente difíceis.
Como no mundo perfeito, em que os mais fortes não esmagariam os mais frágeis, mas constituiriam o abraço forte para que aqueles aprendessem por sua vez, o caminho onde todos adiante se encontrarão...
E só cada um de cada dentro de si, sabe o que lhe cumpre fazer para que o que lhe reste não seja sempre o que lhe falte.
Namastê
sexta-feira, dezembro 14, 2012
terça-feira, dezembro 04, 2012
Luz...
Os
que vivem no Ocidente, surpreendem-se com o comportamento do povo
japonês, ante os desastres do tsunami, do terramoto , das chuvas...
Nas imagens televisivas, nenhuma mostrou
pessoas a lamentar-se, gritar e reclamar que haviam perdido tudo. A
tristeza por si só já bastava.
E nas filas para água e comida, nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.Somente disciplina.
Nenhuma
corrida desenfreada aos mercados. As pessoas compravam somente o que
realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma
coisa.
Não se teve notícias de saques a lojas. Nas estradas, nada de buzinanço. Apenas compreensão.
Os
restaurantes cortaram pela metade os preços. Caixas electrónicas foram
deixadas sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.
Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exactamente o que lhes fora ensinado.
Quando a energia acabava numa loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saíam calmamente.
Mas, com certeza, um dos relatos mais impressionantes é o de um
imigrante vietnamita. Como policia, foi enviado para uma escola infantil
para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos
refugiados.
Era uma fila muito longa. Ele viu, no final da fila, um garoto de uns nove anos usando apenas t-shirt e shorts.
Estava a ficar muito frio e o policia ficou preocupado que, ao chegar a vez do menino, poderia não haver mais comida.
Foi falar com ele. O menino lhe disse que estava na escola quando a tragédia ocorrera.
Seu pai trabalhava perto e dirigia-se para a escola. O garoto estava
no terraço do terceiro andar quando viu o tsunami levar o carro do seu
pai.
Quanto à sua mãe e sua irmã, por residirem próximos a praia, acreditava que não haviam sobrevivido.
O garoto tremia. O policia tirou o casaco e o envolveu, abrigando-o.
Também lhe ofereceu a própria bolsa de
comida, e disse: Quando chegar a tua vez, a comida pode ter acabado.
Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Podes comer.
Ele pegou na bolsa e fez uma reverência. Depois, foi com ela até o
início da fila e colocou-a onde toda a comida estava esperando para ser
distribuída.
O policia ficou
chocado. Perguntou-lhe porque ele não havia comido, em vez de colocar a
comida para distribuição.
Sereno, ele respondeu: Porque vejo
pessoas com mais fome do que eu. Se eu colocar a comida lá, eles vão
distribuir a comida mais igualmente.
Quando ouviu aquilo, o policia virou-se para que as pessoas não o vissem chorar.
E concluiu que uma sociedade que pode
produzir uma pessoa de nove anos, que compreende o conceito de
sacrifício para o bem maior, deve ser uma grande sociedade, um grande
povo.
* * *
Sociedade justa é aquela em que cada um queira para os outros o que para si mesmo deseja.
quarta-feira, novembro 28, 2012
Somos todos 1???...
Ouço muitas vezes esta expressão... caramba...
até dou por mim a escutá-la de minha própria iniciativa.
Parei...
Parei um pouco para aprofundar esta quase Universal afirmação contemporânea,
entre muitos grupos de estudos do género humano.
É uma frase profunda, mas se fosse uma corda...
quase não teria como a agarrar...
Quanto mais aprofundava e lembrava todos os eventos a ela associados...
todas as vezes a escutei pronunciar, por que meios, por que pessoas...
quando eu próprio a mencionei, com a respeito de quais assuntos...
Sou repetidamente colocado numa espécie de ponto de partida,
na marcha do seu entendimento profundo.
... Somos todos 1 ...
pais, filhos, irmãos, irmãs, cunhados, vizinhos, genros, noras, tios, padrinhos, clientes, fornecedores, pintores, poetas escritores, observadores, velhos, recém-nascidos, colegas de trabalho, empregados, médicos, doutores, engenheiros, pobres, policias, inteligentes, dormentes, primos, amantes, malfeitores, ignorantes, professores... nas alegrias, dores, entregas, invejas, hipocrisias, companheirismos, confidencias, altruismos, autenticidades, fragilidades, exemplos, ...
Somos todos 1 ...
gatos, pedras, passeios, arvores, ventos, nuvens, elevadores, telefones, postes, rádio amadores, livros, palavras, festas, formigas, fachadas, prédios, habitação, profissão, representação, momentos, diários, canções, palestras, mesas, camas, gavetas e pasta de dentes, colheres e o caldo que aquece, alimento, mar, sabão, espuma e lamina de barbear, palavrão, paz de espírito e bandido escondido, em baixo do edredão, cabeleireiro e candelabro, escultura e formão...
Somos todos 1 ...
quinta-feira, novembro 22, 2012
"O intelecto foi designado para ser o servo do coração (da Alma), para executar aquilo que for a alegria do coração."
Mensagem de P’taah – Plêiades
Fonte: http://www.ptaah.com/Light Source P’taah©2000-2011
sexta-feira, novembro 16, 2012
quinta-feira, novembro 15, 2012
quarta-feira, novembro 07, 2012
sexta-feira, novembro 02, 2012
segunda-feira, outubro 29, 2012
sexta-feira, outubro 19, 2012
aprendizagem / responsabilidade
a responsabilidade da aprendizagem, muito fomentada pelos gestos,
está alocada à observação do observador... muito mais que à do observado.
a dinâmica criadora onde acontecem as muitas vezes, quase imperceptíveis mudanças
que juntas alteram até paradigmas, não se revêem no observado enquanto destinatário.
elas germinam no seio do observador que inicia seu próprio processo e observação.
é a casa da consciência, da vontade e da obra genuína e autentica.
é onde afinal tudo acontece.
é a casa do amante e do enorme indefinível...
que de nós faz seu copo e seu prato.
é a praça cheia de vida, onde aconteces.
é o encontro calmo e harmonioso,
com a responsabilidade tua herança.
é a forma maravilhosa e sem forma,
de levares contigo aos melhores lugares...
o mundo.
quinta-feira, outubro 18, 2012
Dead Can Dance - Anastasis [full album] excellent sound quality!
salvation in a prayer that lost is way into a dead music that one can dance...
bless the children of the Sun
terça-feira, outubro 16, 2012
sexta-feira, outubro 12, 2012
ENCARNAÇÃO…
Proponho a seguinte reflexão, a fim
de possibilitar um exercício de visualização que pode ser interessante para a
compreensão deste tema, segundo uma das muitas ópticas que o abordam.
Imagina que és um prédio…
que todas as pessoas são prédios
de diferentes alturas…, diferente número de andares.
Deixemos o mundo exterior deste
mapa de diversas torres que compõe este cenário proposto, de prédios mais ou
menos cinzentos, mais ou menos altos, exteriormente pela densificação
constituindo cidades…
Imagina então, neste cenário
proposto, que tu própria és um prédio, uma torre com determinados andares,
localizada num espaço qualquer dado desse imaginário.
Agora dessa visão exteriorizada,
proponho a seguinte visualização…
Partindo do princípio que és esse
prédio, pode ser como um paralelepípedo colocado ao alto, orienta a tua percepção
para o seu espaço interior. Nesse lugar, já não vês nada mais nada para fora
das paredes que o delimitam.
Agora imagina o miolo do prédio
que tu és, dividido por um determinado número de pisos, unidos por uma
escadaria que ascende em espiral desde a sua base, até ao topo. Não existe elevador.
Estas escadas, muito comuns a
qualquer prédio, situam-se bem no centro de cada piso em espiral,
de piso em piso, onde em cada um, existe um pátio interno, que devolve uma
porta de acesso ao piso em questão, e o início de novo lance de escadas para
acesso ao próximo piso, onde o processo se repete até ao último piso.
- A viagem pela tua encarnação.
Para a viagem acontecer, situa-te sensivelmente no meio do
prédio que és tu ou seja, no pátio interior em que te deparas com uma porta
fechada que dá acesso ao conteúdo desse piso, e com uma escadaria que em
espiral se perde de vista em ambos os sentidos, para os pisos inferiores e para
os pisos superiores.
- A porta que encontras fechada neste andar, corresponde à tua
encarnação actual. Se a abrires, conscientemente te deslocas dessa espiral medula
do prédio que és tu, para uma consciência alargada daquela que tu és, onde
estás, o que te rodeia, o que te constitui actualmente. É aqui que frequentemente
o caminhante, monta arraial. É como se não resistisse a viver em seu umbigo.
Afinal é a origem de sua consciência actual a partir de sua actual localização.
- Todos os outros andares ou pisos, para onde se aventure
deslocar dentro de si próprio, dentro do prédio que ela é, são registos de
outras moradas suas registadas em outras localizações.
A espinal medula ou seja a escadaria é junto com seus pátios
intercalares, como vértebras desse prédio, ou desse ser na sua totalidade. Este
espaço é neutro, pode ser acedido apenas pela vontade dos passos, sendo que se
pode aceder a qualquer um dos pisos em qualquer um dos sentidos, assim os pés e
a vontade queira. Ao seu redor o conhecimento desta estrutura é apenas residual
ou subliminar, sendo que sem adentrar pela porta de cada um dos pisos, apesar
de lhe conhecer a existência, a consciência da existência de seus conteúdos, a
sua historia precisa, ainda que lhe seja própria é lhe desconhecida.
Assim pode-se internamente admitir a capacidade de prever a existência
destas estruturas mas nos entanto é se incapaz de as vivenciar apenas por
praticamente se admitir as suas existências.
É necessário a um determinado andar ou piso, abrir ou
dissolver a porta ou o véu, ou o muro, que está a vedar o acesso a toda a área física
desse andar. É como se fosse-mos entrar no andar do vizinho do 4 andar, quando
vivemos no 3 ou no 5 andar, e no mesmo prédio. Sabemos e conhecemos de forma
grosseira as divisões ou a estrutura deste prédio comum a todos os andares, mas
não conhecemos factualmente o andar em questão. Nunca o havemos visitado,
apesar de o nosso provavelmente ser algo semelhante.
E isto tudo acontece dentro de ti dado que tu és esse prédio
com vários andares de altura. Tantas quantas as tuas vidas passadas, onde ficou
registado a vivência agora devoluta, de uma vida passada, móveis, e retratos,
experiencias físicas, alegrias e tristezas, etc.
Aceder a qualquer um destes andares em ti própria é uma
atitude dissolvente.
Vivenciar esta espécie de “de já viú”, é como depois de
explorares esse dado andar ou piso, vivenciado pela experiência e pela
curiosidade de conheceres outros que ainda não visitaste, ao retornares À
escadaria comum a todos eles, o teu momento actual, ao deixares esse andar assim
que assumisses o caminho a outro piso este que deixaste após deslumbrado se
extinguisse.
terça-feira, outubro 09, 2012
Mestres e Professores...
Aos meus Mestres...
Professor é o mais parecido contigo de que tens consciência.
É a capacidade de te servires das experiências que vivências com os demais, para servires de aprendiz de ti próprio.
É a dinâmica da conscientização da importância do discurso de cada um como sendo igual a ti.
Professor afinal, é o direito de cada encarnado em sua existência actual,... em acção seja consciente ou não.
Cada um de nós que se move é professor, independentemente de o saber ou não.
Àqueles que não o sabem, constituem-se como professores para os demais somente.
Àqueles que o sabem, somam o oficio além dos demais a si mesmos.
Mestre é algo que não sei mas reconheço, ainda que dificilmente à primeira vez.
Mestre não fala para mim, nem para ti, mas como para e de uma dimensão cósmica.
Fala como um dialecto que não reconhece capacidades orais mas fala... mais ao nível celular.
Mestre praticamente não fala, apesar de em determinados momentos dizer muitas coisas.
Mestre acciona sem te olhar nos olhos, tua percepção interna, teus fluidos, teus órgãos...
Altera tuas rotinas, teus gestos, tua percepção das coisas.
Mestre ama-te com uma intensidade incapaz de imaginares.
Mestre se por um acaso te tocar nem que seja de leve, é uma leveza que irás transportar em ti por longo período, como se fosse um jardim inacessível, onde tu te encontras mais belo do que algum dia te conheceste.
Que cada irmão procure como um vaso de vida ou de morte, o seu Mestre...
Que cada Mestre encontre como filho, cada um de seu discípulo...
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