segunda-feira, junho 03, 2013

ineficiência ou autenticidade?

a origem de muitos problemas actuais, já não é de necessidade ou defeito, mas de clara ineficiência...

agora discute-se honorários, "fees", os "spreads", amanhã já à espreita, vai-se discutir a água, o alimento, etc.

o lugar onde um homem dentre os seus objectos sobressaia,  é um lugar autentico. 

um lugar onde vive um homem... onde a sua história não está ainda contada, afinal... conta-se...

de todos os homens que se impuseram à infelicidade dos objectos... até mesmo sobre o  kitsch  é possível verificar uma alma genuína.

terça-feira, abril 30, 2013

recursos funcionais


na aproximação do dia 1 de Maio, dia do mundial do trabalhador, ocorreu pensar nas ultimas noticias reveladas pelos vários órgãos de comunicação social, que aponta cada vez para uma maior percentagem de desempregados, tanto a nível nacional como ao nível europeu.

Em cada novo desempregado, é uma sociedade que relembra o falhanço do que lhe esteve na origem. É a completa incoerência com os seus valores apregoados nos dias de hoje quase à pressão, pelos políticos e agentes sociais, cada vez mais desesperados com uma realidade que não conseguem conter.

Em cada desempregado, aumenta o temor da desconfiança social, da frustração de sonhos que demoraram anos a construir e um segundo a destruir, da possibilidade de alguém desesperar e iniciar-se no mundo do crime e das actividades anti-sociais, do consumo de substâncias paralisantes que anulam o interesse pela participação e empobrecem a sociedade, pela destruição da família, enfim… são incontáveis os estragos, os danos causados pelo desemprego, pela marginalidade ou pela falta de esperança e oportunidade que acarreta.

Acredito não existir solução para este problema crescente e para os danos que causa à sociedade em geral, enquanto não for encontrada uma mudança corajosa de paradigma, que possa devolver a esperança e os factores de desenvolvimento social e humano necessários ao crescimento de uma Europa novamente. As soluções ousadas outrora já não são credíveis pelos enormes danos que causam, assim uma guerra não estimula mais os dirigentes, agora mais esclarecidos e sabedores que o crescimento económico que estas causam são efémeros, para além da contestação social de um povo cada vez mais esclarecido, a esse tipo de governação.

A solução poderia muito bem passar, pela corajosa alteração do paradigma, pela abordagem e estudo de alterações a implementar ao nível legislativo, que evitassem mais austeridade e despedimento, paralisantes da sociedade, do consumo, do desenvolvimento e da qualidade de vida, etc.

Usando como exemplo uma profissão, facilmente se poderia perceber os inúmeros benefícios alargados a outras actividades profissionais. Então imaginemos no caso da profissão de um professor:

Actualmente os professores estão num enorme desconforto, cada vez mais despedidos após passarem a horários zero, em que são pagos para não produzir por um período de tempo. Estão sobrecarregados com trabalho administrativo outrora executado pelas secretarias. Acumulam cada vez mais funções, trabalham mais horas, tem mais alunos e mais turmas, mais acções de formação, enfim… mais doenças psiquiátricas, mais esgotamentos, mais famílias desfeitas, mais despesas de todo o género, mais pressão e sofrimento, etc… etc…

Agora imaginemos, porque não por exemplo, para uma disciplina haver 2 professores atribuídos? 

Porque não pode cada um deles dar 2 dias de aulas sozinho + 1 dia de aulas em conjunto com o segundo professor e ter os dois restantes dias da semana livre. Dois dias da semana para se dedicar legitimamente a outra coisa que quisesse, imaginemos, fotografia, outro trabalho, alguma coisa que para além da sua profissão de professor gostava ter experimentado e que uma só vida tão preenchida não permite. Ou apenas descansar.

Então o estado existiria para criar legislação que permitisse estes mecanismos de funcionar.

Nesses restantes dias estaria desvinculado da escola, para o que quisesse e receberia apenas uma parte do seu vencimento normal durante esse período, já que estaria livre para fazer o que quisesse. Até ter outro emprego noutra área caso quisesse.

As vantagens são muitas, quando se encontrasse no dia em que estaria a dar junto aulas, poderia com o seu colega professor rever procedimentos, agir consolidadamente para obter resultados a dobrar, aprender com uma outra visão e consolidar trabalho. Dois dias um, um dia comum e dois dias o outro, estava fechado o ciclo. Os alunos com mais um professor, redobrada atenção e disponibilidade, redobrado o rendimento escolar.

Em consequência haveria muito menos desemprego, mais tempo livre para todos, mais felicidade, mais pró-actividade, mais riqueza e poder de consumo.
Vejamos ao nível até das profissões de topo, os gestores de áreas sensíveis. Só haveria a ganhar, muito mais garantida estaria a acção de dois gestores especializados, em que as decisões são partilhadas e as visões são mais abrangentes, que apenas como actualmente acontece, um gestor; quando se descobre a sua incompetência já o dano está feito, os prejuízos feitos e sem ninguém para dar conta a tempo só porque ele, sendo de topo não tem ninguém a quem dar conta em tempo útil.

Não seria necessária nem metade da fiscalização restringidora que agora existe, penalizando a torto e a direito para apanhar nas suas malhas algum dos peixe miúdo e o graúdo depois de ser notícia, passar incólume.
Um estado que se diz democrático, não se pode responsabilizar somente por uma parte de seus cidadãos e contribuintes. Não pode ter de um lado, alguns ricos e do outro muitos pobres, terá que ter de um lado menos ricos e do outro lado, nenhuns pobres, no que concerne aos que querem legitimamente estar na sociedade de forma activa.

Se não existe trabalho para todos na forma que a sociedade está regulamentada, mude-se as regras e não se marginalize as pessoas. Isso é dar um tiro no pé.

Uma sociedade com enorme desemprego de uma força jovem e preparada, em que simultaneamente se exige que as pessoas trabalhem até aos 65 anos de idade para se reformarem, andando-se a destruir em sua saúde, não é uma sociedade idónea. Só se for para os lobbies das farmacêuticas.

Tem que deixar de haver esta noção de poleiro, de lugar ao sol, para passar a existir uma noção nova e inspiradora, de haver um lugar para partilhar responsabilidades e atribuições, havendo lugar para todos o que se queiram integrar, oportunidades em todas as áreas.

Não existem lugares suficientes? 
Dividem-se em democracia os lugares existentes pelas pessoas, cria-se legislação para isso, afinal já é altura chegada de se poder trabalhar e simultaneamente levar uma vida mais digna.

Pelo menos podia-se começar em algum lado um projecto piloto e a assembleia da república seria um óptimo lugar, pois muitas das ideias empedernidas que lá estão residentes, haveriam de ser colocadas em confrontação construtiva com novas formas de ver e agir, mais preparadas e inconformadas.

Seria a forma de unir a sabedoria da prática com o sangue jovem do ideal.
Afinal seria a forma de Portugal dar um exemplo ao Mundo.

quarta-feira, abril 17, 2013

sentimentos mistos...

sentimentos mistos dentro... é sentir uma alegria e reconhecimento, por ter conseguido um uso infinitamente útil ao perfilar pela sociedade de uma forma... social, salvaguardando a redundância.

De facto e não de fato, estar ao serviço social de uma forma algo conseguida, em sociedade como elemento activo, originou uma grande alegria. 

A alegria de vislumbrar claramente todos os podres enfeitados da normose colectiva  como remédio santo de todas as inquietudes do crescer saudável...

e originou quase simultaneamente, uma grande tristeza e desencanto...

A tristeza de saber que o descobri por ter estado na melhor das posições para o conseguir, o seje bem dentro do esquema, do sistema.

Afinal a ferramenta que me possibilitou uma dinâmica de crescimento é aquela que me informa das coisas que ainda me entravam, somente porque ainda me identifico com elas, ainda vivo mergulhado em seus estandartes diários de actividade.





segunda-feira, abril 08, 2013

segunda-feira, março 18, 2013

BOM DIA...

... faz de cada um dos teus momentos, dos teus espaços na tua vida,...
um momentos e um espaço sempre novo, sempre renovado.

Vê todos os teus caminhos, experiências, anos volvidos sejam quantos, .... vê,
como quem de fora para dentro e sente-os como motivação para neste preciso momento,
te relacionares com a tua experiência com absoluto reconhecimento pela novidade que ela representa,
pela imensa possibilidade de maravilhosos ganhos que poderás obter...




terça-feira, março 12, 2013

balanço...


hoje tive um dia cheio... sinto um vazio tão grande
hoje tive um dia vazio... sinto-me tão cheio...


hoje tive um dia cheio, desde que levantei, não parei quase um segundo, levei a cabo imensas tarefas, cumpri requisitos, levei todas as sardinhas a suas respectivas brasas, mal parei para almoçar, todos os seres que encontrei, mesmo no tráfego enquanto me desloquei entre olhares fugazes ficaram retidos apenas como as memórias de um tempo que passou a correr. Agora preparo para receber o fim do dia, .... curioso, gostaria de ter entre tanto que fiz, um bocadinho que fosse para meditar, para reflectir  para saciar o dia brotado de mim... mas nada encontro... somente um vazio enorme... um dia tão cheio de tudo menos de mim...

hoje tive um dia cheio... sinto um vazio tão grande
hoje tive um dia vazio... sinto-me tão cheio...

hoje tive um dia parado, daqueles dias em que não fiz nada, não consegui limpar a prateleira do pó eterno da indiferença sobre o móvel, não reguei o quintal nem enviei aquele e-mail que está em atraso... passou o dia devagar, passou lento e sem nada em especial ter feito, nem sobre mim nem sobre ninguém, apenas a rotina lenta e disforme de uma vida aparentemente a deriva... e nesta altura, no momento em que me preparo para me deitar, o fluxo deste dia parado sobra sobre a minha mente, vasto e abundante, tantos detalhes, tantos momentos diferentes recortados em pequenos espelhos onde outros mais reflexos se vislumbram..., enfim tão vazio o dia e tão inesperada a sensação de satisfação pelas informações e dados que detenho para trabalhar à vontade, sem esforço...

entre dois pontos equidistantes e tão diferentes entre si, onde no seio de cada um germina o outro, resta o suspiro e a questão: 

Onde me situarei eu então?




sexta-feira, março 08, 2013

as pessoas comprimidas


as pessoas comprimidas, pressionadas e espoliadas de escolha, obrigadas a submeterem-se às regras de um regime social e económico, para poderem adquirir aquilo que consideram os seus direitos,  revoltam-se…

as pessoas revoltadas necessitam de controlo para que comummente aceite, a anarquia não contamine e prejudique o funcionamento do que  as limita, mas permite que manifestem seu desagrado.

a necessidade de controlo legitima um sistema, que regula e elege os seus próprios elementos que legitimados por esta necessidade de controlo, constituem uma espécie de anátema social, com regalias próprias e poderes privilegiados, algo comparável ao que se verifica na religião católica com sua Cúria Romana no Vaticano, na pele do ser humano, com uma borbulha infecta, ou verruga disforme e incómoda.

então o sistema gera a compressão sobre as pessoas…

para que as pessoas ocorram na manifestação da revolta, para depois o mesmo sistema por consequência apoderar-se da legitimidade da repressão dessa revolta e simultaneamente sobre si próprio, recair a auréola de uma espécie de benfeitor desinteressado, onde regras próprias e adversas são permitidas e toleradas por todos...

assim as pessoas nem se dão conta, mas na ausência das suas livre escolhas, na entrega consciente ou preguiçosa que outorgam a outros do que lhes cabia a si mesmos, liberdades e direitos acabam por justificar e retro-alimentar a existência daquilo que as comprime e em ultima instância  daquilo que tanto se queixam enquanto manifestantes…

(reflexões acerca da psicose-colectiva)

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

o que faz a diferença?

1. que  diferença faz a forma como vês e percepcionas um teu semelhante, ou seja alguém, outra pessoa?

Se olhas a alguém ou a algum ser até, ou seja de outra espécie, com um olhar apaixonado, de amor, não de posse, de grilheta, de "tu és meu, pertences-me", mas antes de ; tu és lindo, és sublime, cada curva da superfície que te delimita no espaço manifestado, é sublime, é expressão máxima da beleza de Deus, da perfeição, teus olhos e o olhar que o caracteriza, pureza e beleza, vontade de te adorar... 

pois.... a reciprocidade acontece, extravasando a própria compreensão muitas vezes, é uma empatia que se gera, um laço de bem querer que se forma e liberta, dá uma sensação de autenticidade em que o outro ser perfeito e estar bem para nós, é só o que necessitamos para o nosso próprio bem estar.

Assim da mesma forma, a incapacidade de sentir amor pelas coisas da natureza de forma solta, natural e desprendida  apenas devolve sobre o objecto de contemplação sobre nós próprios  indiferença, frieza e até estranheza ...

2. qual a diferença da felicidade vazia da felicidade cheia?

Uma pode-se  encher por que se encontra vazia, é receptiva a mais, não está plena... a outra está plena, repleta e indisponível a crescer ainda mais...


segunda-feira, fevereiro 18, 2013

O Factor Compulsivo da Comunicação


O planeta Terra vivencia tempos estranhos cujas características não encontram paralelo comparativo na sua história. As mudanças são contínuas e aceleradas não permitindo sequer a análise comportamental, social ou individual.

As sofisticadas possibilidades de comunicação virtual são cada vez mais abrangentes,  o que numa acentuada faceta negativa constituem moldes mentais de comportamentos fúteis, descomprometidos, e maioritariamente imprecisos da realidade de cada um.

São vários e visíveis os resultados da densificação boçal do “comunicar".

 Desarmonias psíquicas como a Mitomania escaparam dos compêndios dos desequilíbrios mentais e instalaram-se na arena do consumo obrigatório dos navegantes do ciberespaço.

Ainda deste foro, o das anomalias psíquicas, o Voyeurismo da vida e das emoções dos outros tornou-se vício, modismo expresso nas webcam instaladas nas casas, nos locais de trabalho, nos de ensino, e ainda fomentado por programas de televisão que usufruem de altos níveis de audiência…

No campo da productividade os resultados são catastróficos. A desfocalização contínua de quem no trabalho (de qualquer género) está ligado ao mundo cibernético, em especial às redes sociais, chat`s e outras formas ”on”  é a principal causadora do cansaço físico, mental e energético. Este por sua vez traduz-se em falta de criatividade e assertividade, motivação (para o trabalho) e que, por efeito dominó, permite a envolvência com todo tipo de energias que se cruzam nos liames da virtualidade.

Um dos mais abertos fornecedores do que se chama comummente “más energias” é hoje o mundo virtual onde as pessoas se abastecem continuamente, em termos energéticos, de tudo aquilo que bloqueia as suas vidas, a sua inteligência, as suas faculdades criativas pelo simples métodos da: emissão - atracção - recepçãode energias compatíveis com o grau consciencial de cada Ser e dos meios com que se permite alternar.

Entre as muitas faces desta radiação erosiva e mega bloqueadora da capacidade pensante dos seres humanos encontra-se ainda a compulsão do falar.

O falar compulsivo subverte a real necessidade da comunicação tornando-a numa compensação para estados obsessivos. Esta é mais uma derivação patológica conhecida por Transtorno Ansioso.

Este distúrbio obsessivo-compulsivo além do desgaste normal que a sua natureza provoca, torna-se mais grave na medida em que sendo a expressão verbal criadora, é por norma usada para referir, maioritariamente, tudo aquilo que o ser humano não considera positivo, no entanto chama continuamente para a sua vida, através do que emite pela verborreia inconsciente.

A saturação de negatividade que comprime o planeta é incomportável afectando os níveis astrais, e que, obviamente retorna à Terra. A forma de cortar o circuito vicioso é a mudança comportamental naqueles que estão ainda “em prova” ou seja os encarnados que usufruem das ferramentas e da opção de escolha.

Apelamos à conscientização dos seres humanos para o poder de que usufruem e do qual fazem uso contra si próprios, minando continuamente o mapa de ascensão a que aspiram.

Apelamos à vossa paz interior – ao reconhecimento do imenso mérito de cada um - que esse reconhecimento eleve o teor do pensamento e leve a uma volte-face do padrão corrente, para a via da positividade e dos ventos ascensionais.



Vozes da Terra

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

sexta-feira, janeiro 25, 2013

A história começa assim;

A criatividade da autêntica benevolência.


Esta pequena história envolve duas pessoas que não se conheciam, o Pedro e o Tiago. Ambos desempregados, suas vidas meio encravadas apesar de ainda jovens.

Numa determinada localização geográfica, havia uma estrada sem nenhum tipo de sinalização. Quem lá transitasse, tinha que se regular pelas regras de trânsito que seu maior ou menor conhecimento permitisse.

Num dado momento dois carros bateram um com o outro. 
Em resultado do acidente um deles ficou praticamente desfeito, sendo que o outro sofreu apenas alguns danos.

É neste ponto que a nossa história começa;

Então, num dos carros ia o Pedro e no outro Tiago.

Ao sair dos carros, ambos com uma sensação de não culpa total pelo acidente, já que não havia sinalização específica naquele lugar da estrada, Pedro ao verificar que Tiago tinha ficado com o carro sem conserto, num impulso generoso e autentico disse:

- A culpa foi minha. Peço-lhe desculpa. Agora não tenho é como lhe compensar pelo seu dano, senão pela oferta de minha própria viatura, que terei gosto de lha entregar assim que a repare.

Enquanto Pedro lhe dizia isto pensava com os seus botões que havia esperado tanto tempo para fazer umas reparações ao seu carro e ironicamente ia finalmente fazê-las, mas para o entregar a outra pessoa, enfim…

Tiago por sua vez, em silêncio enquanto acenava com a cabeça que concordava com a ideia, simultaneamente pensava que em verdade estava a ter uma grande sorte, pois qualquer um dos tinha responsabilidade no acidente.

Passaram-se umas semanas e Pedro envolveu-se de tal forma no arranjo do seu carro, que com a ajuda de vários amigos não resistiu em fazer-lhe várias melhorias a diversos níveis, pintura personalizada, cromagens, estofos e até um sistema de som de ficar sem palavras.
Todo este trabalho executou com a consciência de ser ao mesmo tempo o que sempre desejou fazer ao seu carro e no final, estar a fazê-lo para o entregar a Tiago como paga do prejuízo que assumiu perante ele.

Chegou a hora de o entregar já as melhorias deste carro eram faladas na cidade ao ponto de haver pessoas interessadas em conhecer mais sobre o carro.

Encontraram-se enfim para que Pedro entregasse o carro a Tiago. 

Tiago ficou de tal forma sensibilizado com a atitude de Pedro, que lhe voltou aquele desconforto de se sentir meio culpado do acidente que originou tudo, e estar a sentir-se beneficiado sem condicionamento pela genuína generosidade de Pedro. Adveio-lhe uma forte empatia que lhe apertou o peito, desejando de repente ver em Pedro um amigo único e precioso.

Encontraram-se os dois num parque público, para a entrega do carro. 

Pedro mostrava radiante a Tiago o resultado, orgulhoso e feliz pela maravilha em que se tinha tornado o carro. Tiago observava em silêncio sensibilizado pelo desprendimento daquele a quem já ansiava de chamar de: bom amigo. 

De repente surge um repórter de uma revista auto da especialidade, que já os procurava no sentido de saber mais sobre este maravilhoso carro, para fazer um artigo.

Repórter: Bom dia, que carro tão exclusivo, poderiam dizer-me os senhores algo mais da sua história?

Tiago não se conteve e respondeu: Bom dia. Pois este carro foi reparado pelo Pedro que é o responsável por este trabalho maravilhoso…

Repórter voltando-se para Pedro sorridente: Presumo então seja o dono deste carro. Pode informar-me de onde veio a inspiração para trabalho tão magnífico?

Pedro: Bom dia. Pois para falar com o dono deste carro terá que falar com o Tiago, que além disso foi o responsável de certa forma, pela concretização deste projecto.  Foi ele que esteve na origem dos acontecimentos que me deram finalmente a força necessária a realizar este projecto.

Repórter já algo intrigado e confuso, volta-se para Tiago novamente para o questionar, mas é interrompido por Tiago que lhe diz:

Tiago: (enquanto já se imaginava sem carro, mas com a coragem finalmente assumida e simultâneo alivio de consciência); - desculpe interromper, mas em verdade deverá mesmo falar com o Pedro, pois esta maravilhosa viatura é obra sua e deverá permanecer sua pertença.

O repórter suspirou, ficou em silêncio a olhar os dois. O que viu surpreendeu-o.

Pedro e Tiago, com os olhos nos olhos, naturalmente passaram do que iniciou sendo um forte aperto de mão, para um surpreendente e caloroso abraço.

Ainda com os braços sobre os ombros, um e o outro enquanto olhavam para a maravilhosa viatura, fruto do acidente em que ambos se viram envolvidos, como dois amigos de longa data, dois amigos que se reencontravam finalmente. De suas mentes harmonizadas à luz de uma fraternidade incondicional, brotaram abundantes ideias.

Hoje, grandes amigos trabalham juntos, recuperando carros e realizando melhorias. 

Seus trabalhos são apreciados por todos os clientes e até tem lista de espera, dada a qualidade do serviço que ambos colocam em suas obras.

O primeiro carro que produziram do zero para celebração de início de sociedade entre ambos, foi ainda até ver o mais aprimorado.

Foi claro, o carro de Tiago.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

mundo sábio

se cada uma das pessoas ousasse a capacidade de reflexão sobre toda a ocorrência em sua existência  de forma metódica e minuciosa, estaria certamente em condições de obter todos os ingredientes necessários para a compreensão de todos os assuntos relativos à sua própria forma de ser.  

Haveria de encontrar tudo que necessitasse a um determinado momento do seu próprio trajecto, apenas observando cuidadosamente como se sente, o que faz, o que vê e pensa, acerca desse dado momento.
Como interage, que em resultado de forma natural se vai acercando ou afinando, do mais adequado para si própria.

Em cada idade para cada situação, correspondente afinação do Ser para o plano em que se encontra, pela dinâmica de dialogo que conscientemente activa em si mesmo. 

Pois é lá que tudo está que lhe necessite, muito mais que qualquer algo que lhe seja exterior.

Mundo assim, mundo sábio... quase de Deuses pela imensidão desse poder que se lhes emancipa a vontade.

Paz sobre todas as Fronteiras


CONTRA-TEMPO

o maior contratempo,

esperar para chegar atrasado

terça-feira, janeiro 01, 2013

maior feito, menor faz...

Ópticas de uma perspectiva... sobre alguns ritmos de maior ganho...

... ritmos de maior ganho... 

Todo o Ser grande, superior, forte e elucidado, esclarecido, de acessos facilitados e singulares a conhecimentos vastos, a reflexões profundas, .... grandes os seus proventos em géneros variados são a possibilidade quase sempre presente sobre a sua própria existência. 

Mediante tal veracidade natural, somente o que a ofusque lhe poderá causar dolo. Mas se de si já tão brilhante em suas muitas facetas e expressões, em sua versatilidade,  que lhe poderia causar mancha senão algo superior a si mesma, senão ela a si própria? Uma fascinação do ego...

É na verdade sua imensa experiência e saber o seu maior aliado, que sem condução atenta pela sua imensa capacidade rapidamente se volta seu maior inimigo, acaso deixado de freio solto.

Grande missão dentre muitas outras que lhe reserva a vã existência, passageira e transitória, preparar o candidato a viver partilhando o seu saber de forma simples e menor que ele próprio. Somente uma voz que não se impõe se faz compreensível aos sentidos... que pode transmitir o seu natural timbre e alimentar os sedentos de poesia.

O maior desafio de alguém grande, a sua maior realização? - permanecer pequeno exteriormente, mais pequeno que os mais pequeninos de todos, para assim fluir livre  e solto o perfume da sua presença, que lhe advém do âmago que assim pode e certamente irá descobrir.

A mesma regra natural, a mesma lei, vale para o mais fraco e fragil de todos... permanecer forte e corajoso, e com todas as forças de sua frágil condição erguer-se em sua existência corajoso e enfrentar as duvidas que o assaltem, com coragem fé e esperança, servindo-se tantas quantas sejam possíveis a vezes, de seus irmãos mais fortes que estejam disponíveis a constituir seu apoio extra em momentos particularmente difíceis.

Como no mundo perfeito, em que os mais fortes não esmagariam os mais frágeis, mas constituiriam o abraço forte para que aqueles aprendessem por sua vez, o caminho onde todos adiante se encontrarão...

E só cada um de cada dentro de si, sabe o que lhe cumpre fazer para que o que lhe reste não seja sempre o que lhe falte.

Namastê