sexta-feira, junho 21, 2013
sexta-feira, junho 14, 2013
Hoje lá em casa... dormia-se ... a preguiça era algo bom... um sonho...
o olhar do Xicho parecia dizer: ó pázinho... tás tu a fazer??? vai dormir...
o Romeu transmitia aquela dormência paralisante...
mas porque é que não acordam?...
mas porque é que não acordam?...
A Carolina e o Xicho não aguentaram mais, e em resposta acenaram:
Ó pá, desliga a luz e deixa agente dormir!!!!
Não tive outro remédio, que pousar a câmara e me ir juntar a eles... hum que quentinhos...
quinta-feira, junho 06, 2013
destino solar...
...na incontornável e crescente Natureza Solar sobre a condição humana, deixará em breve de ser possível qualquer tipo ou género de ocultação. Tal facto deve-se à própria natureza solar, que à medida que vai sendo activada no humano, deixa de permitir qualquer tipo de ocultação por ele intentada, simplesmente por não estar mais na sua origem.
A Natureza Solar não permite nenhum tipo de ocultação, não lhe está na essência. A humanidade, tem o seu destino antropologicamente ligado à Natureza Solar, assim à medida que vai evoluindo vai "despertando" irresistivelmente para a sua "linguagem" e analogamente afastando o que deixa de lhe ser natural.
Em breve, muito em breve, não será mais possível a maledicência, a ocultação, a mistificação, tudo isso será em breve uma confirmação histórica, de uma linguagem que no futuro dirão, fez parte do passado, e esteve na origem dos maiores atrasos da humanidade, entretanto autista e servil de um falso progresso.
bênção...
ah!... houvera forma ou modo, de partilhar contigo, o testemunho de tudo ser dádiva...
mas para isso seria preciso sentir, não era?...
segunda-feira, junho 03, 2013
ineficiência ou autenticidade?
a origem de muitos problemas actuais, já não é de necessidade ou defeito, mas de clara ineficiência...
agora discute-se honorários, "fees", os "spreads", amanhã já à espreita, vai-se discutir a água, o alimento, etc.
o lugar onde um homem dentre os seus objectos sobressaia, é um lugar autentico.
um lugar onde vive um homem... onde a sua história não está ainda contada, afinal... conta-se...
de todos os homens que se impuseram à infelicidade dos objectos... até mesmo sobre o kitsch é possível verificar uma alma genuína.
sexta-feira, maio 31, 2013
terça-feira, abril 30, 2013
recursos funcionais
na aproximação do dia 1 de Maio,
dia do mundial do trabalhador, ocorreu pensar nas ultimas noticias reveladas
pelos vários órgãos de comunicação social, que aponta cada vez para uma maior percentagem
de desempregados, tanto a nível nacional como ao nível europeu.
Em cada novo desempregado, é uma
sociedade que relembra o falhanço do que lhe esteve na origem. É a completa incoerência
com os seus valores apregoados nos dias de hoje quase à pressão, pelos políticos
e agentes sociais, cada vez mais desesperados com uma realidade que não
conseguem conter.
Em cada desempregado, aumenta o
temor da desconfiança social, da frustração de sonhos que demoraram anos a
construir e um segundo a destruir, da possibilidade de alguém desesperar e
iniciar-se no mundo do crime e das actividades anti-sociais, do consumo de substâncias
paralisantes que anulam o interesse pela participação e empobrecem a sociedade,
pela destruição da família, enfim… são incontáveis os estragos, os danos
causados pelo desemprego, pela marginalidade ou pela falta de esperança e
oportunidade que acarreta.
Acredito não existir solução para
este problema crescente e para os danos que causa à sociedade em geral,
enquanto não for encontrada uma mudança corajosa de paradigma, que possa
devolver a esperança e os factores de desenvolvimento social e humano necessários
ao crescimento de uma Europa novamente. As soluções ousadas outrora já não são credíveis
pelos enormes danos que causam, assim uma guerra não estimula mais os
dirigentes, agora mais esclarecidos e sabedores que o crescimento económico que
estas causam são efémeros, para além da contestação social de um povo cada vez
mais esclarecido, a esse tipo de governação.
A solução poderia muito bem
passar, pela corajosa alteração do paradigma, pela abordagem e estudo de alterações
a implementar ao nível legislativo, que evitassem mais austeridade e
despedimento, paralisantes da sociedade, do consumo, do desenvolvimento e da qualidade
de vida, etc.
Usando como exemplo uma
profissão, facilmente se poderia perceber os inúmeros benefícios alargados a
outras actividades profissionais. Então imaginemos no caso da profissão de um
professor:
Actualmente os professores estão
num enorme desconforto, cada vez mais despedidos após passarem a horários zero,
em que são pagos para não produzir por um período de tempo. Estão
sobrecarregados com trabalho administrativo outrora executado pelas secretarias.
Acumulam cada vez mais funções, trabalham mais horas, tem mais alunos e mais
turmas, mais acções de formação, enfim… mais doenças psiquiátricas, mais
esgotamentos, mais famílias desfeitas, mais despesas de todo o género, mais
pressão e sofrimento, etc… etc…
Agora imaginemos, porque não por
exemplo, para uma disciplina haver 2 professores atribuídos?
Porque não pode
cada um deles dar 2 dias de aulas sozinho + 1 dia de aulas em conjunto com o
segundo professor e ter os dois restantes dias da semana livre. Dois dias da
semana para se dedicar legitimamente a outra coisa que quisesse, imaginemos,
fotografia, outro trabalho, alguma coisa que para além da sua profissão de
professor gostava ter experimentado e que uma só vida tão preenchida não
permite. Ou apenas descansar.
Então o estado existiria para
criar legislação que permitisse estes mecanismos de funcionar.
Nesses restantes dias estaria
desvinculado da escola, para o que quisesse e receberia apenas uma parte do seu
vencimento normal durante esse período, já que estaria livre para fazer o que quisesse.
Até ter outro emprego noutra área caso quisesse.
As vantagens são muitas, quando
se encontrasse no dia em que estaria a dar junto aulas, poderia com o seu
colega professor rever procedimentos, agir consolidadamente para obter
resultados a dobrar, aprender com uma outra visão e consolidar trabalho. Dois
dias um, um dia comum e dois dias o outro, estava fechado o ciclo. Os alunos
com mais um professor, redobrada atenção e disponibilidade, redobrado o
rendimento escolar.
Em consequência haveria muito
menos desemprego, mais tempo livre para todos, mais felicidade, mais pró-actividade,
mais riqueza e poder de consumo.
Vejamos ao nível até das
profissões de topo, os gestores de áreas sensíveis. Só haveria a ganhar, muito
mais garantida estaria a acção de dois gestores especializados, em que as
decisões são partilhadas e as visões são mais abrangentes, que apenas como actualmente acontece, um gestor; quando se descobre a sua incompetência já o dano está
feito, os prejuízos feitos e sem ninguém para dar conta a tempo só porque ele,
sendo de topo não tem ninguém a quem dar conta em tempo útil.
Não seria necessária nem metade da
fiscalização restringidora que agora existe, penalizando a torto e a direito
para apanhar nas suas malhas algum dos peixe miúdo e o graúdo depois de ser notícia,
passar incólume.
Um estado que se diz democrático,
não se pode responsabilizar somente por uma parte de seus cidadãos e
contribuintes. Não pode ter de um lado, alguns ricos e do outro muitos pobres,
terá que ter de um lado menos ricos e do outro lado, nenhuns pobres, no que
concerne aos que querem legitimamente estar na sociedade de forma activa.
Se não existe trabalho para todos
na forma que a sociedade está regulamentada, mude-se as regras e não se
marginalize as pessoas. Isso é dar um tiro no pé.
Uma sociedade com enorme
desemprego de uma força jovem e preparada, em que simultaneamente se exige que
as pessoas trabalhem até aos 65 anos de idade para se reformarem, andando-se a
destruir em sua saúde, não é uma sociedade idónea. Só se for para os lobbies
das farmacêuticas.
Tem que deixar de haver esta noção
de poleiro, de lugar ao sol, para passar a existir uma noção nova e inspiradora,
de haver um lugar para partilhar responsabilidades e atribuições, havendo lugar
para todos o que se queiram integrar, oportunidades em todas as áreas.
Não existem lugares suficientes?
Dividem-se
em democracia os lugares existentes pelas pessoas, cria-se legislação para
isso, afinal já é altura chegada de se poder trabalhar e simultaneamente levar
uma vida mais digna.
Pelo menos podia-se começar em
algum lado um projecto piloto e a assembleia da república seria um óptimo lugar,
pois muitas das ideias empedernidas que lá estão residentes, haveriam de ser
colocadas em confrontação construtiva com novas formas de ver e agir, mais preparadas
e inconformadas.
Seria a forma de unir a sabedoria
da prática com o sangue jovem do ideal.
Afinal seria a forma de Portugal
dar um exemplo ao Mundo.
domingo, abril 28, 2013
quarta-feira, abril 24, 2013
quarta-feira, abril 17, 2013
sentimentos mistos...
sentimentos mistos dentro... é sentir uma alegria e reconhecimento, por ter conseguido um uso infinitamente útil ao perfilar pela sociedade de uma forma... social, salvaguardando a redundância.
De facto e não de fato, estar ao serviço social de uma forma algo conseguida, em sociedade como elemento activo, originou uma grande alegria.
A alegria de vislumbrar claramente todos os podres enfeitados da normose colectiva como remédio santo de todas as inquietudes do crescer saudável...
e originou quase simultaneamente, uma grande tristeza e desencanto...
A tristeza de saber que o descobri por ter estado na melhor das posições para o conseguir, o seje bem dentro do esquema, do sistema.
Afinal a ferramenta que me possibilitou uma dinâmica de crescimento é aquela que me informa das coisas que ainda me entravam, somente porque ainda me identifico com elas, ainda vivo mergulhado em seus estandartes diários de actividade.
De facto e não de fato, estar ao serviço social de uma forma algo conseguida, em sociedade como elemento activo, originou uma grande alegria.
A alegria de vislumbrar claramente todos os podres enfeitados da normose colectiva como remédio santo de todas as inquietudes do crescer saudável...
e originou quase simultaneamente, uma grande tristeza e desencanto...
A tristeza de saber que o descobri por ter estado na melhor das posições para o conseguir, o seje bem dentro do esquema, do sistema.
Afinal a ferramenta que me possibilitou uma dinâmica de crescimento é aquela que me informa das coisas que ainda me entravam, somente porque ainda me identifico com elas, ainda vivo mergulhado em seus estandartes diários de actividade.
sexta-feira, abril 12, 2013
segunda-feira, abril 08, 2013
segunda-feira, março 18, 2013
BOM DIA...
... faz de cada um dos teus momentos, dos teus espaços na tua vida,...
um momentos e um espaço sempre novo, sempre renovado.
Vê todos os teus caminhos, experiências, anos volvidos sejam quantos, .... vê,
como quem de fora para dentro e sente-os como motivação para neste preciso momento,
te relacionares com a tua experiência com absoluto reconhecimento pela novidade que ela representa,
pela imensa possibilidade de maravilhosos ganhos que poderás obter...
terça-feira, março 12, 2013
balanço...
hoje tive um dia cheio... sinto um vazio tão grande
hoje tive um dia vazio... sinto-me tão cheio...
hoje tive um dia cheio, desde que levantei, não parei quase um segundo, levei a cabo imensas tarefas, cumpri requisitos, levei todas as sardinhas a suas respectivas brasas, mal parei para almoçar, todos os seres que encontrei, mesmo no tráfego enquanto me desloquei entre olhares fugazes ficaram retidos apenas como as memórias de um tempo que passou a correr. Agora preparo para receber o fim do dia, .... curioso, gostaria de ter entre tanto que fiz, um bocadinho que fosse para meditar, para reflectir para saciar o dia brotado de mim... mas nada encontro... somente um vazio enorme... um dia tão cheio de tudo menos de mim...
hoje tive um dia cheio... sinto um vazio tão grande
hoje tive um dia vazio... sinto-me tão cheio...
hoje tive um dia parado, daqueles dias em que não fiz nada, não consegui limpar a prateleira do pó eterno da indiferença sobre o móvel, não reguei o quintal nem enviei aquele e-mail que está em atraso... passou o dia devagar, passou lento e sem nada em especial ter feito, nem sobre mim nem sobre ninguém, apenas a rotina lenta e disforme de uma vida aparentemente a deriva... e nesta altura, no momento em que me preparo para me deitar, o fluxo deste dia parado sobra sobre a minha mente, vasto e abundante, tantos detalhes, tantos momentos diferentes recortados em pequenos espelhos onde outros mais reflexos se vislumbram..., enfim tão vazio o dia e tão inesperada a sensação de satisfação pelas informações e dados que detenho para trabalhar à vontade, sem esforço...
entre dois pontos equidistantes e tão diferentes entre si, onde no seio de cada um germina o outro, resta o suspiro e a questão:
Onde me situarei eu então?
sexta-feira, março 08, 2013
as pessoas comprimidas
as pessoas comprimidas, pressionadas e espoliadas de
escolha, obrigadas a submeterem-se às regras de um regime social e económico, para
poderem adquirir aquilo que consideram os seus direitos, revoltam-se…
as pessoas revoltadas necessitam de controlo para que comummente
aceite, a anarquia não contamine e prejudique o funcionamento do que as limita, mas permite que manifestem seu
desagrado.
a necessidade de controlo legitima um sistema, que regula e elege os seus próprios elementos que legitimados por esta
necessidade de controlo, constituem uma espécie de anátema social, com regalias próprias e
poderes privilegiados, algo comparável ao que se verifica na religião católica
com sua Cúria Romana no Vaticano, na pele do ser humano, com uma borbulha infecta, ou verruga disforme e incómoda.
então o sistema gera a compressão sobre as pessoas…
para que as pessoas ocorram na manifestação da revolta, para
depois o mesmo sistema por consequência apoderar-se da legitimidade da
repressão dessa revolta e simultaneamente sobre si próprio, recair a auréola de
uma espécie de benfeitor desinteressado, onde regras próprias e adversas são
permitidas e toleradas por todos...
assim as pessoas nem se dão conta, mas na ausência das suas
livre escolhas, na entrega consciente ou preguiçosa que outorgam a outros do
que lhes cabia a si mesmos, liberdades e direitos acabam por justificar e retro-alimentar a existência daquilo que as comprime e em ultima instância daquilo que
tanto se queixam enquanto manifestantes…
(reflexões acerca da psicose-colectiva)
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
o que faz a diferença?
1. que diferença faz a forma como vês e percepcionas um teu semelhante, ou seja alguém, outra pessoa?
Se olhas a alguém ou a algum ser até, ou seja de outra espécie, com um olhar apaixonado, de amor, não de posse, de grilheta, de "tu és meu, pertences-me", mas antes de ; tu és lindo, és sublime, cada curva da superfície que te delimita no espaço manifestado, é sublime, é expressão máxima da beleza de Deus, da perfeição, teus olhos e o olhar que o caracteriza, pureza e beleza, vontade de te adorar...
pois.... a reciprocidade acontece, extravasando a própria compreensão muitas vezes, é uma empatia que se gera, um laço de bem querer que se forma e liberta, dá uma sensação de autenticidade em que o outro ser perfeito e estar bem para nós, é só o que necessitamos para o nosso próprio bem estar.
Assim da mesma forma, a incapacidade de sentir amor pelas coisas da natureza de forma solta, natural e desprendida apenas devolve sobre o objecto de contemplação sobre nós próprios indiferença, frieza e até estranheza ...
2. qual a diferença da felicidade vazia da felicidade cheia?
Uma pode-se encher por que se encontra vazia, é receptiva a mais, não está plena... a outra está plena, repleta e indisponível a crescer ainda mais...
domingo, fevereiro 24, 2013
segunda-feira, fevereiro 18, 2013
O Factor Compulsivo da Comunicação
O planeta Terra vivencia tempos estranhos cujas características não encontram paralelo comparativo na sua história. As mudanças são contínuas e aceleradas não permitindo sequer a análise comportamental, social ou individual.
As sofisticadas possibilidades de comunicação virtual são cada vez mais abrangentes, o que numa acentuada faceta negativa constituem moldes mentais de comportamentos fúteis, descomprometidos, e maioritariamente imprecisos da realidade de cada um.
São vários e visíveis os resultados da densificação boçal do “comunicar".
Desarmonias psíquicas como a Mitomania escaparam dos compêndios dos desequilíbrios mentais e instalaram-se na arena do consumo obrigatório dos navegantes do ciberespaço.
Ainda deste foro, o das anomalias psíquicas, o Voyeurismo da vida e das emoções dos outros tornou-se vício, modismo expresso nas webcam instaladas nas casas, nos locais de trabalho, nos de ensino, e ainda fomentado por programas de televisão que usufruem de altos níveis de audiência…
No campo da productividade os resultados são catastróficos. A desfocalização contínua de quem no trabalho (de qualquer género) está ligado ao mundo cibernético, em especial às redes sociais, chat`s e outras formas ”on” é a principal causadora do cansaço físico, mental e energético. Este por sua vez traduz-se em falta de criatividade e assertividade, motivação (para o trabalho) e que, por efeito dominó, permite a envolvência com todo tipo de energias que se cruzam nos liames da virtualidade.
Um dos mais abertos fornecedores do que se chama comummente “más energias” é hoje o mundo virtual onde as pessoas se abastecem continuamente, em termos energéticos, de tudo aquilo que bloqueia as suas vidas, a sua inteligência, as suas faculdades criativas pelo simples métodos da: emissão - atracção - recepçãode energias compatíveis com o grau consciencial de cada Ser e dos meios com que se permite alternar.
Entre as muitas faces desta radiação erosiva e mega bloqueadora da capacidade pensante dos seres humanos encontra-se ainda a compulsão do falar.
O falar compulsivo subverte a real necessidade da comunicação tornando-a numa compensação para estados obsessivos. Esta é mais uma derivação patológica conhecida por Transtorno Ansioso.
Este distúrbio obsessivo-compulsivo além do desgaste normal que a sua natureza provoca, torna-se mais grave na medida em que sendo a expressão verbal criadora, é por norma usada para referir, maioritariamente, tudo aquilo que o ser humano não considera positivo, no entanto chama continuamente para a sua vida, através do que emite pela verborreia inconsciente.
A saturação de negatividade que comprime o planeta é incomportável afectando os níveis astrais, e que, obviamente retorna à Terra. A forma de cortar o circuito vicioso é a mudança comportamental naqueles que estão ainda “em prova” ou seja os encarnados que usufruem das ferramentas e da opção de escolha.
Apelamos à conscientização dos seres humanos para o poder de que usufruem e do qual fazem uso contra si próprios, minando continuamente o mapa de ascensão a que aspiram.
Apelamos à vossa paz interior – ao reconhecimento do imenso mérito de cada um - que esse reconhecimento eleve o teor do pensamento e leve a uma volte-face do padrão corrente, para a via da positividade e dos ventos ascensionais.
Vozes da Terra
quinta-feira, fevereiro 07, 2013
terça-feira, janeiro 29, 2013
sexta-feira, janeiro 25, 2013
A história começa assim;
A criatividade
da autêntica benevolência.
Esta pequena história envolve
duas pessoas que não se conheciam, o Pedro e o Tiago. Ambos desempregados, suas
vidas meio encravadas apesar de ainda jovens.
Numa determinada localização
geográfica, havia uma estrada sem nenhum tipo de sinalização. Quem lá transitasse,
tinha que se regular pelas regras de trânsito que seu maior ou menor conhecimento
permitisse.
Num dado momento dois carros
bateram um com o outro.
Em resultado do acidente um deles ficou praticamente
desfeito, sendo que o outro sofreu apenas alguns danos.
É neste ponto que a nossa história
começa;
Então, num dos carros ia o Pedro
e no outro Tiago.
Ao sair dos carros, ambos com uma
sensação de não culpa total pelo acidente, já que não havia sinalização específica
naquele lugar da estrada, Pedro ao verificar que Tiago tinha ficado com o carro
sem conserto, num impulso generoso e autentico disse:
- A culpa foi minha. Peço-lhe
desculpa. Agora não tenho é como lhe compensar pelo seu dano, senão pela oferta
de minha própria viatura, que terei gosto de lha entregar assim que a repare.
Enquanto Pedro lhe dizia isto pensava com os seus botões que havia esperado tanto tempo para fazer umas
reparações ao seu carro e ironicamente ia finalmente fazê-las, mas para o entregar
a outra pessoa, enfim…
Tiago por sua vez, em silêncio
enquanto acenava com a cabeça que concordava com a ideia, simultaneamente pensava
que em verdade estava a ter uma grande sorte, pois qualquer um dos tinha
responsabilidade no acidente.
Passaram-se umas semanas e Pedro
envolveu-se de tal forma no arranjo do seu carro, que com a ajuda de vários
amigos não resistiu em fazer-lhe várias melhorias a diversos níveis, pintura
personalizada, cromagens, estofos e até um sistema de som de ficar sem palavras.
Todo este trabalho executou com a consciência de ser ao mesmo tempo o que sempre desejou
fazer ao seu carro e no final, estar a fazê-lo para o entregar a Tiago como
paga do prejuízo que assumiu perante ele.
Chegou a hora de o entregar já as
melhorias deste carro eram faladas na cidade ao ponto de haver pessoas
interessadas em conhecer mais sobre o carro.
Encontraram-se enfim para que
Pedro entregasse o carro a Tiago.
Tiago ficou de tal forma sensibilizado com a
atitude de Pedro, que lhe voltou aquele desconforto de se sentir meio culpado
do acidente que originou tudo, e estar a sentir-se beneficiado sem
condicionamento pela genuína generosidade de Pedro. Adveio-lhe uma forte
empatia que lhe apertou o peito, desejando de repente ver em Pedro um amigo
único e precioso.
Encontraram-se os dois num parque
público, para a entrega do carro.
Pedro mostrava radiante a Tiago o resultado, orgulhoso
e feliz pela maravilha em que se tinha tornado o carro. Tiago observava em silêncio
sensibilizado pelo desprendimento daquele a quem já ansiava de chamar de: bom amigo.
De repente surge um repórter de uma revista auto da especialidade, que já os procurava no sentido de saber mais sobre este maravilhoso carro, para fazer um artigo.
Repórter: Bom dia, que carro tão exclusivo, poderiam dizer-me os
senhores algo mais da sua história?
Tiago não se conteve e respondeu: Bom dia. Pois este carro foi reparado pelo Pedro que é o responsável
por este trabalho maravilhoso…
Repórter voltando-se para Pedro sorridente: Presumo então seja o dono deste carro. Pode informar-me de onde veio a inspiração para trabalho tão magnífico?
Pedro: Bom dia. Pois para falar com o dono deste carro terá que
falar com o Tiago, que além disso foi o responsável de certa forma, pela
concretização deste projecto. Foi ele que esteve na origem dos acontecimentos
que me deram finalmente a força necessária a realizar este projecto.
Repórter já algo intrigado e confuso, volta-se para Tiago novamente para o questionar, mas é interrompido por Tiago que lhe diz:
Tiago: (enquanto já se imaginava sem carro, mas com a coragem
finalmente assumida e simultâneo alivio de consciência); - desculpe interromper,
mas em verdade deverá mesmo falar com o Pedro, pois esta maravilhosa viatura é
obra sua e deverá permanecer sua pertença.
O repórter suspirou, ficou em silêncio a olhar os dois. O que viu surpreendeu-o.
Pedro e Tiago, com os olhos
nos olhos, naturalmente passaram do que iniciou sendo um forte aperto de mão, para um surpreendente e caloroso abraço.
Ainda com os braços sobre
os ombros, um e o outro enquanto olhavam para a maravilhosa viatura, fruto do acidente em que
ambos se viram envolvidos, como dois amigos de longa data, dois amigos que se
reencontravam finalmente. De suas mentes harmonizadas à luz de uma fraternidade incondicional,
brotaram abundantes ideias.
Hoje, grandes amigos trabalham juntos, recuperando carros e realizando melhorias.
Seus trabalhos são
apreciados por todos os clientes e até tem lista de espera, dada a qualidade do
serviço que ambos colocam em suas obras.
O primeiro carro que produziram do
zero para celebração de início de sociedade entre ambos, foi ainda até ver o mais
aprimorado.
Foi claro, o carro de Tiago.
quinta-feira, janeiro 24, 2013
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