quinta-feira, julho 18, 2013

verdades....

vem alguém e defende esta verdade...
depois outro alguém e defende outra verdade.
Mais além, outro junta à sua verdade um método...

Outro à sua verdade junta a sua cultura e o seu saber, recheado da sua experiência...

No final vem aquele supremo, que se move com destreza entre... várias verdades possíveis...

Com tantas verdades... como é possível distinguir a mentira?



É na simplicidade...

Todo e qualquer plano, por toda e qualquer intenção que seja...
de qualquer tipo de visão ou visualização, ou que seja,
que uma pessoa faça sobre seu semelhante,
 pode facilmente constituir uma grandes injustiça.


Injustiça para a pessoa que de forma tão unilateral e arbitrária seja colocada
numa perspectiva que alguém tenha sobre si, que desconhece ou pode discordar.
Injustiça para a pessoa que o comete para si própria, pela força emocional que imprime
sobre si mesma à pressão... como se estivesse realmente para cumprir algum desígnio
que inventou e agora é compelida a escolher personagens...

A vida não é um filme, não é uma visão, não constitui em bom senso um plano,
 nem tão pouco verdadeiramente se conhece  para além da própria experiência de viver
que gravada nos sulcos... pode elevar a consciência um pouco além de si própria...

a grande ilusão do mundo, as formigas a quererem rugir como leão...


até as formigas que caminham ordenadas em carreiros intermináveis,
não andam aos pares...


aos pares deverão andar alternadamente os passos, um de cada vez...



quarta-feira, julho 10, 2013

O Retiro da Alma


Há quem procure lugares de retiro no campo, na praia, na montanha; e acontece-te também desejar estas coisas em grau subido. Mas tudo isto revela uma grande simplicidade de espírito, porque podemos, sempre que assim o quisermos, encontrar retiro em nós mesmos. Em parte alguma se encontra lugar mais tranquilo, mais isento de arruídos, que na alma, sobretudo quando se tem dentro dela aqueles bens sobre que basta inclinar-se para que logo se recobre toda a liberdade de espírito, e por liberdade de espírito, outra coisa não quero dizer que o estado de uma alma bem ordenada. Assegura-te constantemente um tal retiro e renova-te nele. Nele encontrarás essas máximas concisas e essenciais; uma vez encontradas dissolverão o tédio e logo te hão-de restituir curado de irritações ao ambiente a que regressas. (Marco Aurélio) 

quinta-feira, julho 04, 2013

ser...

é quando deixo a vida viver observando, que assisto participando privilegiado, na sobrenaturalidade dos simples e mágicos eventos.

todos somos um em evolução constante, sobre vários planos simultaneamente.

sem caridade, sem amor ou carinho sem cobrança, não acontece as revelações nem tão pouco a redenção necessária a qualquer tipo de salvação.



quarta-feira, julho 03, 2013

sexta-feira, junho 28, 2013

a sua vida...

a sua vida deverá ser um ato de amor,
deverá conter em seu interior, os rituais inventados...
que lhe assegure a desejada sensação de propósito,
de estar integrada  na evolução de seu trajecto...

não lhe bastará cumprir calendário, assim não chega,
para saciar sua sede de explorar a razão dos dias,
ao longos dos seus anos de viagem...
pode parecer pouco mediante um tempo cósmico...

pode parecer um fragmento espalhado em seara desconhecida...
dai ser tão importante a sua vida ser um ato de amor...
essa é a carta de convocatória à razão e sentido de ser...
a percepção superior de onde deve incidir sua energia...

nunca estará só aquele que se revê em tudo que o rodeia...
não precisará de explicações, nem de expressar nada mais, 
que não seja sua presença, prazer e gosto, por apenas existir,
não sabe por quanto tempo, por onde, mas também não interessa.

o importante já entende, ser descoberto em seu interior o fogo,
que ao arder em seu coração sob sua existência adoça em seu amor,
a linguagem, sentir e vibração de planos superiores seu sonho acordado,
onde estiver sempre é menos importante, como esteja.

sexta-feira, junho 14, 2013

Thomas Merton

Hoje lá em casa... dormia-se ... a preguiça era algo bom... um sonho...
 o olhar do Xicho parecia dizer: ó pázinho... tás tu a fazer??? vai dormir...
 o Romeu transmitia aquela dormência paralisante... 
mas porque é que não acordam?...
A Carolina e o Xicho não aguentaram mais, e em resposta acenaram: 
Ó pá, desliga a luz e deixa agente dormir!!!!

Não tive outro remédio, que pousar a câmara e me ir juntar a eles... hum que quentinhos... 
até logo!

quinta-feira, junho 06, 2013

destino solar...

...na incontornável e crescente Natureza Solar sobre a condição humana, deixará em breve de ser possível  qualquer tipo ou género de ocultação. Tal facto deve-se à própria natureza solar, que à medida que vai sendo activada no humano, deixa de permitir qualquer tipo de ocultação por ele intentada, simplesmente por não estar mais na sua origem. 

A Natureza Solar não permite nenhum tipo de ocultação, não lhe está na essência. A humanidade, tem o seu destino antropologicamente ligado à Natureza Solar, assim à medida que vai evoluindo vai "despertando" irresistivelmente para a sua "linguagem" e analogamente afastando o que deixa de lhe ser natural. 
Em breve, muito em breve, não será mais possível a maledicência,  a ocultação, a mistificação, tudo isso será em breve uma confirmação histórica, de uma linguagem que no futuro dirão, fez parte do passado, e esteve na origem dos maiores atrasos da humanidade, entretanto autista e servil de um falso progresso.

bênção...

ah!...  houvera forma ou modo, de partilhar contigo, o testemunho de tudo ser dádiva...
mas para isso seria preciso sentir, não era?...

segunda-feira, junho 03, 2013

ineficiência ou autenticidade?

a origem de muitos problemas actuais, já não é de necessidade ou defeito, mas de clara ineficiência...

agora discute-se honorários, "fees", os "spreads", amanhã já à espreita, vai-se discutir a água, o alimento, etc.

o lugar onde um homem dentre os seus objectos sobressaia,  é um lugar autentico. 

um lugar onde vive um homem... onde a sua história não está ainda contada, afinal... conta-se...

de todos os homens que se impuseram à infelicidade dos objectos... até mesmo sobre o  kitsch  é possível verificar uma alma genuína.

terça-feira, abril 30, 2013

recursos funcionais


na aproximação do dia 1 de Maio, dia do mundial do trabalhador, ocorreu pensar nas ultimas noticias reveladas pelos vários órgãos de comunicação social, que aponta cada vez para uma maior percentagem de desempregados, tanto a nível nacional como ao nível europeu.

Em cada novo desempregado, é uma sociedade que relembra o falhanço do que lhe esteve na origem. É a completa incoerência com os seus valores apregoados nos dias de hoje quase à pressão, pelos políticos e agentes sociais, cada vez mais desesperados com uma realidade que não conseguem conter.

Em cada desempregado, aumenta o temor da desconfiança social, da frustração de sonhos que demoraram anos a construir e um segundo a destruir, da possibilidade de alguém desesperar e iniciar-se no mundo do crime e das actividades anti-sociais, do consumo de substâncias paralisantes que anulam o interesse pela participação e empobrecem a sociedade, pela destruição da família, enfim… são incontáveis os estragos, os danos causados pelo desemprego, pela marginalidade ou pela falta de esperança e oportunidade que acarreta.

Acredito não existir solução para este problema crescente e para os danos que causa à sociedade em geral, enquanto não for encontrada uma mudança corajosa de paradigma, que possa devolver a esperança e os factores de desenvolvimento social e humano necessários ao crescimento de uma Europa novamente. As soluções ousadas outrora já não são credíveis pelos enormes danos que causam, assim uma guerra não estimula mais os dirigentes, agora mais esclarecidos e sabedores que o crescimento económico que estas causam são efémeros, para além da contestação social de um povo cada vez mais esclarecido, a esse tipo de governação.

A solução poderia muito bem passar, pela corajosa alteração do paradigma, pela abordagem e estudo de alterações a implementar ao nível legislativo, que evitassem mais austeridade e despedimento, paralisantes da sociedade, do consumo, do desenvolvimento e da qualidade de vida, etc.

Usando como exemplo uma profissão, facilmente se poderia perceber os inúmeros benefícios alargados a outras actividades profissionais. Então imaginemos no caso da profissão de um professor:

Actualmente os professores estão num enorme desconforto, cada vez mais despedidos após passarem a horários zero, em que são pagos para não produzir por um período de tempo. Estão sobrecarregados com trabalho administrativo outrora executado pelas secretarias. Acumulam cada vez mais funções, trabalham mais horas, tem mais alunos e mais turmas, mais acções de formação, enfim… mais doenças psiquiátricas, mais esgotamentos, mais famílias desfeitas, mais despesas de todo o género, mais pressão e sofrimento, etc… etc…

Agora imaginemos, porque não por exemplo, para uma disciplina haver 2 professores atribuídos? 

Porque não pode cada um deles dar 2 dias de aulas sozinho + 1 dia de aulas em conjunto com o segundo professor e ter os dois restantes dias da semana livre. Dois dias da semana para se dedicar legitimamente a outra coisa que quisesse, imaginemos, fotografia, outro trabalho, alguma coisa que para além da sua profissão de professor gostava ter experimentado e que uma só vida tão preenchida não permite. Ou apenas descansar.

Então o estado existiria para criar legislação que permitisse estes mecanismos de funcionar.

Nesses restantes dias estaria desvinculado da escola, para o que quisesse e receberia apenas uma parte do seu vencimento normal durante esse período, já que estaria livre para fazer o que quisesse. Até ter outro emprego noutra área caso quisesse.

As vantagens são muitas, quando se encontrasse no dia em que estaria a dar junto aulas, poderia com o seu colega professor rever procedimentos, agir consolidadamente para obter resultados a dobrar, aprender com uma outra visão e consolidar trabalho. Dois dias um, um dia comum e dois dias o outro, estava fechado o ciclo. Os alunos com mais um professor, redobrada atenção e disponibilidade, redobrado o rendimento escolar.

Em consequência haveria muito menos desemprego, mais tempo livre para todos, mais felicidade, mais pró-actividade, mais riqueza e poder de consumo.
Vejamos ao nível até das profissões de topo, os gestores de áreas sensíveis. Só haveria a ganhar, muito mais garantida estaria a acção de dois gestores especializados, em que as decisões são partilhadas e as visões são mais abrangentes, que apenas como actualmente acontece, um gestor; quando se descobre a sua incompetência já o dano está feito, os prejuízos feitos e sem ninguém para dar conta a tempo só porque ele, sendo de topo não tem ninguém a quem dar conta em tempo útil.

Não seria necessária nem metade da fiscalização restringidora que agora existe, penalizando a torto e a direito para apanhar nas suas malhas algum dos peixe miúdo e o graúdo depois de ser notícia, passar incólume.
Um estado que se diz democrático, não se pode responsabilizar somente por uma parte de seus cidadãos e contribuintes. Não pode ter de um lado, alguns ricos e do outro muitos pobres, terá que ter de um lado menos ricos e do outro lado, nenhuns pobres, no que concerne aos que querem legitimamente estar na sociedade de forma activa.

Se não existe trabalho para todos na forma que a sociedade está regulamentada, mude-se as regras e não se marginalize as pessoas. Isso é dar um tiro no pé.

Uma sociedade com enorme desemprego de uma força jovem e preparada, em que simultaneamente se exige que as pessoas trabalhem até aos 65 anos de idade para se reformarem, andando-se a destruir em sua saúde, não é uma sociedade idónea. Só se for para os lobbies das farmacêuticas.

Tem que deixar de haver esta noção de poleiro, de lugar ao sol, para passar a existir uma noção nova e inspiradora, de haver um lugar para partilhar responsabilidades e atribuições, havendo lugar para todos o que se queiram integrar, oportunidades em todas as áreas.

Não existem lugares suficientes? 
Dividem-se em democracia os lugares existentes pelas pessoas, cria-se legislação para isso, afinal já é altura chegada de se poder trabalhar e simultaneamente levar uma vida mais digna.

Pelo menos podia-se começar em algum lado um projecto piloto e a assembleia da república seria um óptimo lugar, pois muitas das ideias empedernidas que lá estão residentes, haveriam de ser colocadas em confrontação construtiva com novas formas de ver e agir, mais preparadas e inconformadas.

Seria a forma de unir a sabedoria da prática com o sangue jovem do ideal.
Afinal seria a forma de Portugal dar um exemplo ao Mundo.

quarta-feira, abril 17, 2013

sentimentos mistos...

sentimentos mistos dentro... é sentir uma alegria e reconhecimento, por ter conseguido um uso infinitamente útil ao perfilar pela sociedade de uma forma... social, salvaguardando a redundância.

De facto e não de fato, estar ao serviço social de uma forma algo conseguida, em sociedade como elemento activo, originou uma grande alegria. 

A alegria de vislumbrar claramente todos os podres enfeitados da normose colectiva  como remédio santo de todas as inquietudes do crescer saudável...

e originou quase simultaneamente, uma grande tristeza e desencanto...

A tristeza de saber que o descobri por ter estado na melhor das posições para o conseguir, o seje bem dentro do esquema, do sistema.

Afinal a ferramenta que me possibilitou uma dinâmica de crescimento é aquela que me informa das coisas que ainda me entravam, somente porque ainda me identifico com elas, ainda vivo mergulhado em seus estandartes diários de actividade.





segunda-feira, abril 08, 2013

segunda-feira, março 18, 2013

BOM DIA...

... faz de cada um dos teus momentos, dos teus espaços na tua vida,...
um momentos e um espaço sempre novo, sempre renovado.

Vê todos os teus caminhos, experiências, anos volvidos sejam quantos, .... vê,
como quem de fora para dentro e sente-os como motivação para neste preciso momento,
te relacionares com a tua experiência com absoluto reconhecimento pela novidade que ela representa,
pela imensa possibilidade de maravilhosos ganhos que poderás obter...




terça-feira, março 12, 2013

balanço...


hoje tive um dia cheio... sinto um vazio tão grande
hoje tive um dia vazio... sinto-me tão cheio...


hoje tive um dia cheio, desde que levantei, não parei quase um segundo, levei a cabo imensas tarefas, cumpri requisitos, levei todas as sardinhas a suas respectivas brasas, mal parei para almoçar, todos os seres que encontrei, mesmo no tráfego enquanto me desloquei entre olhares fugazes ficaram retidos apenas como as memórias de um tempo que passou a correr. Agora preparo para receber o fim do dia, .... curioso, gostaria de ter entre tanto que fiz, um bocadinho que fosse para meditar, para reflectir  para saciar o dia brotado de mim... mas nada encontro... somente um vazio enorme... um dia tão cheio de tudo menos de mim...

hoje tive um dia cheio... sinto um vazio tão grande
hoje tive um dia vazio... sinto-me tão cheio...

hoje tive um dia parado, daqueles dias em que não fiz nada, não consegui limpar a prateleira do pó eterno da indiferença sobre o móvel, não reguei o quintal nem enviei aquele e-mail que está em atraso... passou o dia devagar, passou lento e sem nada em especial ter feito, nem sobre mim nem sobre ninguém, apenas a rotina lenta e disforme de uma vida aparentemente a deriva... e nesta altura, no momento em que me preparo para me deitar, o fluxo deste dia parado sobra sobre a minha mente, vasto e abundante, tantos detalhes, tantos momentos diferentes recortados em pequenos espelhos onde outros mais reflexos se vislumbram..., enfim tão vazio o dia e tão inesperada a sensação de satisfação pelas informações e dados que detenho para trabalhar à vontade, sem esforço...

entre dois pontos equidistantes e tão diferentes entre si, onde no seio de cada um germina o outro, resta o suspiro e a questão: 

Onde me situarei eu então?




sexta-feira, março 08, 2013

as pessoas comprimidas


as pessoas comprimidas, pressionadas e espoliadas de escolha, obrigadas a submeterem-se às regras de um regime social e económico, para poderem adquirir aquilo que consideram os seus direitos,  revoltam-se…

as pessoas revoltadas necessitam de controlo para que comummente aceite, a anarquia não contamine e prejudique o funcionamento do que  as limita, mas permite que manifestem seu desagrado.

a necessidade de controlo legitima um sistema, que regula e elege os seus próprios elementos que legitimados por esta necessidade de controlo, constituem uma espécie de anátema social, com regalias próprias e poderes privilegiados, algo comparável ao que se verifica na religião católica com sua Cúria Romana no Vaticano, na pele do ser humano, com uma borbulha infecta, ou verruga disforme e incómoda.

então o sistema gera a compressão sobre as pessoas…

para que as pessoas ocorram na manifestação da revolta, para depois o mesmo sistema por consequência apoderar-se da legitimidade da repressão dessa revolta e simultaneamente sobre si próprio, recair a auréola de uma espécie de benfeitor desinteressado, onde regras próprias e adversas são permitidas e toleradas por todos...

assim as pessoas nem se dão conta, mas na ausência das suas livre escolhas, na entrega consciente ou preguiçosa que outorgam a outros do que lhes cabia a si mesmos, liberdades e direitos acabam por justificar e retro-alimentar a existência daquilo que as comprime e em ultima instância  daquilo que tanto se queixam enquanto manifestantes…

(reflexões acerca da psicose-colectiva)