quinta-feira, setembro 05, 2013

Castelo Novo


O topónimo desta aldeia advém do facto de terem existido dois castelos, sendo este, Castelo Novo, ocupado após o abandono do Castelo Velho, por ter melhores condições de defesa. A sua construção data do século XII-XIII.
Esta denominação só surge associada à povoação por volta de 1208, no testamento de D. Pedro Guterres (Petrus Guterri) em substituição do nome anterior, onde é citado pela primeira vez, na sua doação aosTemplários apelidando-a de: "terra a que chamam Castelo Novo".
Em 1223 o nome de Castelo Novo é referenciado no foral de Lardosa. 
A ser assim caem por terra todas as afirmações que atribuem a D. Dinis a construção do Castelo. O que não parece provável é que este monarca tenha ali mandado fazer qualquer intervenção.
Ainda no século XIII, a povoação viria a ser doada à Ordem dos Templários e, posteriormente, à Ordem de Cristo, no sentido de se garantir a posse do território conquistado aos mouros.
D. Dinis atribui foral à povoação em 1290. Este monarca ordena ainda a plantação de castanheiros na povoação.
No reinado de D. Manuel I, o castelo já não estaria propriamente novo, o que o levou a assumir a sua recuperação encarregando do assunto um escudeiro da Casa Real, que se fez acompanhar de um pedreiro mestre-de-obras natural de Castela.

D. Manuel I, em 1 de Junho de 1510, concedeu a Castelo Novo o seu segundo foral.
Deste reinado ficaram na antiga vila o Pelourinho e, eventualmente, os Antigos Paços do Concelho.
Em 1527 existe uma referência ao concelho de Castelo Novo, englobando: Alpedrinha, Vale de Prazeres, Póvoa da Atalaia, Atalaia do Campo, Louriçal, Soalheira, Orca e Zebras.
Em 1557, aquando do Numeramento Joanino, Castelo Novo é vila.

No ano de 1667, a assistência a pobres e doentes é feita pela Santa Casa da Misericórdia que é comum a Castelo Novo e Alpedrinha.
A construção do Chafariz da Bica, do Chafariz de D. João V e da Igreja Matriz (1732), nos inícios do século XVIII, comprovam o desenvolvimento que esta povoação sofreu, possivelmente, com o ouro vindo do Brasil, no reinado de D. João V.
O seu castelo, edificado no século XII, sofreu grandes estragos com o terramoto de 1755.
Em 1835 Castelo Novo perdeu o seu título de concelho e foi englobado no município de Alpedrinha.
Posteriormente, em 24 de Outubro de 1855, viria a ser anexado, junto com Alpedrinha, ao concelho do Fundão.
Dos seus tempos de concelho, conserva-se o seu símbolo principal: o Pelourinho.







 
 
 
 

Senhora da Penha


Meus 50 anos decidi festejar de forma o mais possível diferente e memorável.Assim partilho esta notável experiência que muito me encantou...
 
Lenda da Penha da Senhora da Serra
 
Os vestígios arqueológicos conhecidos sugerem uma ocupação humana do território provavelmente desde o Neolítico e Calcolítico, projectando-se num crescimento de testemunhos que se referem às idades do Bronze e do Ferro, na Época Romana e no período dos Visigodos e dos Muçulmanos.
 
Numa cota de cerca 1147 metros, no alto da Serra da Gardunha, sobre a vertente norte da aldeia de Castelo Novo, situa-se uma intrusão granítica, trata-se do sítio de Nossa Senhora da Penha. As coordenadas geográficas:  40º 05' 50,86'' N. e 07 º 30' 40,44'' O .

É um sítio Magnífico, situada no cimo da serra da Gardunha, de onde se domina toda a cova da beira para norte e toda a campina a Sul. Certamente de uma enorme vantagem na Antiguidade, este ponto Granítico no cimo do monte Ocaya, assim se chamava a Serra da Gardunha na Antiguidade.

Os Montes na Antiguidade eram em alguns casos lugares Sagrados,  tendo mesmo o nome de Monte Sacro que derivou para Monsanto, na antiguidade acreditava-se que  os Montes, por  se encontrarem mais próximos do Mundo Celeste onde residiam os principais Deuses, por esta Razão encontramos os principais Templos em cotas elevadas.


O Penhasco da senhora da Penha não é exclusão, há regra terá existido ali um local Sagrado, onde os povos da idade do Bronze e do Ferro ( povos Indígenas  que ocuparam este local cultoavam as suas divindades e sendo assim divindades como Trebaruna, Reva e outras poderiam ter ali sido cultoadas pelos Lancienses Ocelenses. 
 
Em baixo surpreendeu a diferença de cor na vegetação, onde parece existir um "corredor mais seco entre vegetação. 

Lá em baixo na curva o ponto quase imperceptível, é a Honda TransAlp em que fiz a viagem de cerca de 680 kms em dois dias e portou-se sempre como quem dizia; QUERO MAIS!!!!
 
deste mesmo ponto elevado na direcção oposta
 
Lá no alto da Gardunha, no meio de um sem fim de fragas que se entranham pelo Céu a dentro, em terras do Souto a dar para Castelo Novo, por baixo de um dos múltiplos penhascos, aparece a gruta da Capela da Senhora da Serra.

Local aprazível, onde o horizonte termina bem longe, e o domínio visual sobre a Gardunha é soberbo. O imaginário, o misterioso, a fantasia, o oculto, a surpresa, a dúvida o conto e a lenda têm todos lugar aqui, – no Sítio da Penha.

Vamos apenas falar do que sabemos. E mesmo isso, referimo–lo porque no–lo contaram!

A Penha, toda ela se encontra situada nos limites da Freguesia do Souto da Casa. Logicamente e por consequência daquela afirmação, a gruta que durante muitos anos albergou a Capela da Senhora da Serra, encontra–se completamente dentro daqueles mesmos limites.

Importa ainda referir para uma melhor compreensão daquilo que pretendemos transmitir,que a delimitação da nossa Freguesia com a de Castelo Novo é "por águas vertentes".

Consta que: A disputa da posse da Capela e da Imagem da Senhora da Serra, foi uma constante durante muitos anos, criando uma rivalidade temerária entre os dois povos vizinhos. De tal ordem se criaram situações extremas, que a população de Castelo Novo cuja povoação se encontra bem mais perto da Penha que a do Souto da Casa, chegou a "roubar" a imagem da Capela e instala–la na sua Igreja Matriz.

«Porque a Senhora não queria nada com o Povo de Castelo Novo», regressou pouco tempo de pois à sua "moradia" original: – à Capelinha, na Penha.

Não satisfeitos com tal situação e desconfiados que tivessem sido os seus vizinhos a levar a Imagem de volta à Penha, os de Castelo Novo voltaram a traze–la para a sua Aldeia.

Dias depois (poucos, naturalmente!), meia dúzia de homens destemidos e corajosos do Souto da Casa, pela calada da noite, resolveram fazer a vontade à Senhora e carregando–a ao colo, levaram–na de regresso à Sua verdadeira Casa.

Novamente o orgulho, a força do desafio e o sentimento da rivalidade soou mais alto e os homens de castelo Novo tornaram à Penha para levar consigo a Imagem da Santa que tanto desejavam como sua. Só que desta vez, «a Senhora chorou». 

E «fê–lo porque não queria mais ser roubada por ninguém. – também, porque não era Seu desejo ir novamente para Castelo Novo»

Os de Castelo Novo, temeram aquelas lágrimas mas jamais iriam prescindir de uma preciosidade a que se julgavam com direito.

Os dos Souto da Casa, cumprindo com o desejo da Santa, não mais voltaram a resgatá–La. Preferiram antes, sair prejudicados no seu orgulho e nos seus sentimentos, que voltar a sentir lágrimas no rosto da Santa.


Por tudo isto, ainda hoje, a Imagem da Senhora da Serra continua em Castelo Novo e a Sua Antiga Capela no alto da Serra, – no sítio da Penha, continua vazia e sem qualquer utilidade.
 
outra versão-«...uma mulher de Alcongosta ter ido à lenha para a serra,fazendo-se acompanhar pela sua filha de tenra idade, esta ali se perdeu, sem que fosse possível descobri-la, apesar das diligencias feitas. Voltou a mãe ao seu povo muito melancólica por este acontecimento e foi com os seus vizinhos novamente procurar a menina perdida, aonde só a puderam achar ao fim de 3 ou 4 dias dentro da Gruta de nossa senhora da Serra! 

Tendo ficado estupefactos, quando encontraram a menina viva, pois já todos a supunham morta.

Achando-a dentro da Caverna formada entre dois rochedos; mas qual seria a sua admiração quando fitaram os olhos numa perfeitíssima imagem da Senhora da Serra (...), e mais admirados ficaram quando a menina lhes disse: - que a senhora lhe havia dado de comer, alimentando-a por todo o espaço de tempo, através de uma campainha!

Este milagre foi divulgado pela região e fizeram-se romarias á senhora da Serra. (...), sendo parte da despesa abonada por El-Rei  o senhor D. João V, datada de Maio de 1731:

"poderão os vereadores gastar um jantar, na festividade que costuma fazer-se a nossa senhora da serra, por voto muito antigo do povo".» (CARDOSO,J. I.; 2005)

 
estas rochas em cimo da Serra mais pareciam cortadas como muralhas, da forma em alguns locais que entretanto explorei enquanto houve luz, estavam talhadas em linhas espantosamente rectas.
 
 
parece uma imagem gravada nesta espécie de recipiente natural...
 

 
O facto de aparecer uma imagem em Pedra muito 
antiga, que aparece como explicação de
uma imagem de nossa senhora em Pedra, trazida 
pelos Godos quando em 711 fugiram
aos Muçulmanos e tendo-se refugiado na Gardunha os habitantes da Idanha. 

Certo que Guarda de unha, significa refugio e o nome actual de Gardunha poderá derivar destas duas palavras.

podemos pensar ainda que a senhora da serra, que já não existe, uma vez que se partiu numa das procissões e terá mandado fazer uma réplica em Coimbra, réplica esta que se encontra em Castelo Novo.

Não é de excluir a hipótese de esta imagem ser uma Deusa Pagã em Pedra e ao ter sido compreendido tal facto pelo Bispo da Guarda e aproveitando-se dos factos dos desentendimentos entre povoações, terá resolvido mandar destruir o sitio de culto, não seria caso único esta situação, a população pensou ter caído no local um raio que destruiu a Capela.

Se pegarmos nos textos de Estrabão Geo III  sobre os 

Lusitanos «..que viviam em Castros, sacrificavam os 

prisioneiros atirando-os das montanhas e abriam-lhes as 

entranhas para adivinharem o futuro...» 

( ESTRABÃO: geo III) É evidente que só uma intervenção 

arqueológica profunda um dia poderá  esclarecer 

estas duvidas.
 
 
A LENDA DA GARDUNHA
No tempo em que vieram os Mouros, com muitas guerras, havia na povoação de Idanha-a-Velha um homem viúvo e rico que se casou com uma mulher muito mais nova que ele.

Esse homem tinha uma filha da primeira mulher, ainda pequena e muito linda, que a madrasta não tratava lá muito bem, ralhando-lhe por tudo e por nada.

A menina tinha um cão, que era seu grande amigo e a acompanhava para todos os lados.

A madrasta maltratava o cão, para fazer zangar a menina que era sua enteada. A menina chorava agarrada ao cão.

Um dia, a madrasta bateu com um pau no cão e a menina refilou com ela. Em resposta, levou duas lambadas da madrasta, que ainda lhe disse que, se dissesse alguma coisa ao pai, que a matava. A ela e ao cão.

A menina mais se pôs a chorar. Agarrou-se ao seu amigo cão e disse-lhe que iam os dois fugir de casa. Às escondidas, arranjou uma merenda com pão, queijo e chouriça, pôs um xaile pelos ombros e correram para fora da povoação. Avistando uma serra ao longe, a menina disse para o cão:
Farrusco, vamos para aquela serra, que nós lá nos arranjamos!

O cão sacudiu as orelhas, deu dois pinotes e arrumou-se às pernas da amiga.

Lançaram-se, então, pelos caminhos na direcção da serra, que se alevantava ao longe. Caminharam, caminharam, por veredas e caminhos. Quando chegaram aos altos da serra, já estava o dia quase a acabar. Andando mais um pouco, pelo cimo, a menina viu uns grandes penedos, onde encontrou uma grande lapa. O cão entrou na lapa e voltou a abanar o rabo. Com medo, a menina entrou logo na lapa, com o amigo cão. Sentaram-se e comeram a merenda. 

Já pelo escuro, a menina e o cão aconchegaram-se no xaile para passarem a noite. A menina estava afoita, porque tinha o cão que a guardava. Lá adormeceram.

Já com a claridade da manhã a entrar na lapa, a menina sentiu que alguém lhe batia no ombro. Levantou-se, olhou em volta, mas apenas vislumbrava alguma claridade. Ao lado, o cão pulava.

Os ares tornaram-se mais claros e no fundo da lapa apareceu um grande brilho. De lá, saiu uma Senhora muito linda, vestida de branco e a sorrir.

A menina e o cão ficaram parados a olhar para a Senhora.

Então, a Senhora, com uma voz que parecia vir dos altos, disse:
- Menina! Tens de ir à tua terra, para levares um recado.

A menina arrepiou-se e perguntou à Senhora:
- Quem é vossemecê?

A Senhora, rindo-se, disse-lhe:
- Eu sou a Nossa Senhora! Vim do Céu para te ajudar, a tia e ao povo da tua terra!

A menina ficou muito atrapalhada, a olhar a Senhora.
A Senhora caminhou para junto da menina, pôs-lhe a mão no ombro e disse-lhe:
- Vai a correr à tua terra e diz ao teu pai e a todo o povo que fujam para aqui, porque os Mouros já vêm perto, para matarem tudo. Aqui, podem muito bem defender-se, para se salvarem.

A menina e o amigo cão correram logo pela serra abaixo. O cão à frente, porque conhecia melhor o caminho.

Logo que chegou à Idanha, a menina contou ao pai o que tinha acontecido. Que a Nossa Senhora lhe apareceu e que lha disse para fugirem da Idanha.

O pai não acreditou e disse à filha que ela devia estar doente ou a sonhar.

A menina continuou a dizer ao pai que tudo era verdade. Que a Senhora lhe disse que veio do Céu para os avisar e lhes acudir. Que fugissem todos para a serra, porque os Mouros já estavam perto da Idanha.

A notícia correu logo pelas ruas e pelos campos. O povo, cumprindo o que a Senhora dissera à menina, logo fugiu e foi acoitar-se pelos penedos e pelas lapas da serra, esperando o que viesse, bom ou mau.

Quando os Mouros chegaram, já ninguém estava na Idanha. Só encontraram as casas vazias. Correram para a serra, procurando os da Idanha, mas foram derrotados pelo povo que fugiu. Nas alturas da serra, estavam em posições vantajosas e ainda, por cima, protegidos pela Nossa Senhora.

O povo da Idanha, que fugira para a serra, por ter sido avisado pela Nossa Senhora, começou a chamar Gardunha à serra, o que queria dizer: Guardou os da Idanha.

O povo da Idanha-a-Velha, refugiado na serra, logo transformou a lapa, onde aconteceu a aparição, numa capela e nela colocou uma imagem da Senhora, à qual passou a chamar Nossa Senhora da Serra e a adorá-la pelo milagre que fez.


Narrada por Laura Saraiva, natural de Castelo Novo, 97 anos, 1987, Alcaide.
 
 



 a pedra da meditação lá longe


o testemunho - a direcção





a passagem





































o falo
a noite...



... e muitas mais fotos haveria para partilhar, 
não há mesmo como deixar de lá ir...

Eu... certamente irei voltar!

terça-feira, setembro 03, 2013

Mantendo a alegria de viver

Eles sobreviveram a duas guerras mundiais. Assistiram aos cenários de mais de uma revolução. Ouviram as notícias da construção do muro de Berlim e assistiram à sua derrubada.

Tiveram as noites da infância iluminadas por velas e lampiões e aderiram, de forma rápida, à invenção de Thomas Alva Edison.

Viram os tostões darem lugar a uma nova moeda, que modificou sua denominação e seu valor várias vezes.

Viajaram em lombo de mulas, carroças, carruagens e se surpreenderam com o Ford Bigode de Henry Ford.

Lembram de Yuri Gagarin, o russo solitário no espaço, e da emoção da chegada do homem à lua.

Do radinho simples, que era o elo de comunicação com o mundo, receberam a televisão como a grande novidade e, ao mesmo tempo, uma companhia para as horas solitárias.

Das rodas de amigos, em torno do mate, do chimarrão, do café da tarde ou do chá das cinco, migraram para o teclado do computador, até horas mortas da madrugada.

Alguns os vêem como quem já viveu tudo e nada mais aguardam. Contudo, essas pessoas que trazem o rosto coberto de rugas, que são depositárias da história e têm muitos casos para contar, são uma lição viva de alegria de viver.

Eles mantêm a vontade de sorrir, acreditando que o bom humor faz bem para o corpo e para a alma. Encaram a vida de frente e enfrentam os problemas que surgem.

Desejam viver, embora alguns já tenham ultrapassado o centenário. Num mundo onde a juventude é sinónimo de beleza, eles trazem brilho no olhar.

As rugas, que tecem arabescos no rosto, são as marcas de uma vida bem vivida. Cada uma delas conta uma história de dor, de alegria, de superação.

Uma história de quem sofreu o devastar dos ventos da adversidade, mas soube se reerguer depois da tormenta.

História de quem esteve inúmeras vezes nos aeroportos da vida, recebendo novas gerações e despedindo-se de amores, de amigos, de companheiros de jornada.
Partidas e chegadas. E foram tantas...

Uns se apresentam com a memória mais ágil que outros. Alguns são portadores de certas limitações físicas. De um modo geral, apresentam dores nas articulações ou problemas de audição, de visão.

Mas não permitem que se instale a depressão em seu estado de espírito. Agasalham entusiasmo pela vida.

E tecem planos para os dias futuros.

O pai do conhecido maestro João Carlos Martins iniciou sua vida como escritor aos oitenta e seis anos.

Legou à posteridade sete livros. O último livro que escreveu, aos cento e um anos, causou tal impacto que o Guinness book o registou na condição de escritor que iniciou a carreira com a idade mais avançada.

Desencarnou aos cento e dois anos.

*   *   *

Esses idosos de sorriso aberto, de esperanças ainda em flor, nos são exemplos.

Esses idosos que não se permitem ao "status" pelas décadas acumuladas nos ombros, nos dizem que somente é infeliz quem maldiz a própria idade e a culpa por todos os seus fracassos.

Eles nos dizem que a vida é um bem extraordinário e deve ser vivida em toda sua essência e substância. Deve ser sorvida, até a última gota, até o último amanhecer...


Pensemos nisso.

quarta-feira, agosto 21, 2013

Meditação

Meditação ganha, enfim, aval científico

Estudos sérios estão afastando as dúvidas que costumavam pairar sobre a prática e mostram que ela é extremamente eficaz no tratamento do stress e da insónia  pode diminuir o risco de sofrer ataque cardíaco e até melhorar a reacção do organismo aos tratamentos contra o câncer

A receita para lidar com dezenas de problemas de saúde é fechar os olhos, parar de pensar em si e se concentrar exclusivamente no presente. A ciência está descobrindo que os benefícios da meditação são muitos, e vão além do simples relaxamento.

"As grandes religiões orientais já sabem disso há 2.500 anos. Mas só recentemente a medicina ocidental começou a se dedicar a entender o impacto que meditar provoca em todo o organismo. E os resultados são impressionantes", afirma Judson A. Brewer, professor de psiquiatria da Universidade Yale.

Iniciada na Índia e difundida em toda a Ásia, a prática começou a se popularizar no ocidente com o guru Maharishi Mahesh Yogi, que nos anos 1960 convenceu os Beatles a atravessar o planeta para aprender a meditar. Até a década passada, não contava com reconhecimento médico. 

Nos últimos anos, os pesquisadores ocidentais começaram a entender por que, afinal, meditar funciona tão bem, e para tantos problemas de saúde diferentes. 

"Com a ressonância magnética e a tomografia, percebemos que a meditação muda o funcionamento de algumas áreas do cérebro, e isso influencia o equilíbrio do organismo como um todo", diz o psicólogo Michael Posner, da Universidade de Oregon.

A meditação não se resume a apenas uma técnica: são várias, diferindo na duração e no método (em silêncio, entoando mantras etc.). Essas variações, no entanto, não influenciam no resultado final, pois o efeito produzido no cérebro é parecido. Na prática, aumenta a actividade do córtex cingulado anterior (área ligada à atenção e à concentração), do córtex pré-frontal (ligado à coordenação motora) e do hipocampo (que armazena a memória). Também estimula a amígdala, que regula as emoções e, quando accionada  acelera o funcionamento do hipotálamo, responsável pela sensação de relaxamento.

Não se trata de encarar a meditação como uma panaceia universal, os estudos mostram também que ela tem aplicações bem específicas. Mas, ao contrário de outras terapias alternativas que carecem de comprovação científica, a meditação ganha cada vez mais reconhecimento pelas pesquisas realizadas por grandes instituições.

O Budismo no Ocidente

O Budismo no Ocidente

“Quer sejamos ricos ou pobres, instruídos ou incultos, pretos ou brancos, do Oriente ou do Ocidente, nosso potencial é igual. Somos todos mental e emocionalmente iguais.” (Dalai Lama, trecho de discurso proferido no Central Park em 1999)

A busca pela felicidade sempre foi mundial e inerente à condição humana. Todo ser carrega em si o desejo de ser feliz e assim estar longe do sofrimento.

As religiões constituem um dos caminhos para que essa busca se realize. Assim, diversas culturas encontram no catolicismo, no espiritismo, na umbanda, e em outras religiões um caminho para serem felizes.

Até pouco tempo o Budismo estava associado ao Oriente, e pouco se estudava e se sabia sobre seus princípios e filosofia.

No entanto, com a busca continua por novidades, o ser humano resolveu voltar seus olhares para o Oriente e aprender com eles o que é o Budismo e o que ensina essa religião.

Os ensinamentos de Buda vêm a nós como uma filosofia de vida, uma nova forma de encarar e conviver com nossas dificuldades pessoais, dando-nos ferramentas para agir de formas diferentes, sem que para isso seja necessário abrir mão de nossas antigas crenças.

Por isso essa filosofia se expandiu tão rapidamente no Ocidente, e entrou como uma nova opção para buscar a felicidade.

Nós, ocidentais, temos pouco hábito de introspecção, não sabemos meditar e encaramos as verdades como únicas absolutas, sem questioná-las na sua essência.

O Budismo ensina que o ser humano sofre, principalmente, porque não enxerga a realidade sem estar absorto nela, ou seja, é preciso pensar sobre um fato e analisar se não é uma projecção do nosso ego.

Nós, ocidentais, até então só aprendemos a nos buscar fazendo terapia e mesmo assim, não são todos que buscam esse auto-conhecimento.

Sem dúvida é um longo e sofrido caminho que percorremos dentro de nós mesmos, porém só podemos ser felizes a partir do momento que sabemos quem somos.

Enxergar nossas dificuldades, nossos medos e ansiedades não é tarefa fácil, pois o reconhecimento delas implica na necessidade de uma atitude humilde, onde eu aceito meus defeitos e através dessa consciência, busco a melhora.

O budismo nos traz técnicas de meditação onde aprendemos a aquietar a nossa mente, sempre poluída de pensamentos e imagens, que nunca consegue descansar. Para ser budista, é preciso aprender a meditar, e não é um exercício fácil. Quando nos colocamos em silencio e buscamos a paz, nos observamos, nossa mente não para e o afluxo de sensações imagens e ideias é constante. Manter uma mente quieta significa conseguir ter controle sobre ela e deixá-la fluir como a água do mar.

Através desse estado é que nos libertamos de nossos apegos e podemos ter a mente limpa para analisar qualquer fato, sentimento ou sensação.

Um exemplo: vamos supor que você discuta com sua filha de uma forma autoritária. Provavelmente, nem vai se questionar se tem razão ou não, pois pela criação ocidental é implícito que, sendo adulto, você sabe o que é melhor para ela e sabe mais do que ela.

Numa visão budista, o ideal é se acalmar, se libertar dessa omnipotência de tudo saber e olhar o outro lado da moeda, ou seja, será que o que ela esta fazendo era realmente errado? E se ela teve motivos para agir de tal forma?

Avaliar esses dados amplia o campo de raciocínio e assim, podemos julgar com menos apego e mais razão.



Como ocidentais, temos muito a aprender com o Budismo, pois é um caminho para a introspecção, para a revisão de nossos valores, o desapego e a conquista da felicidade.

quarta-feira, agosto 07, 2013

...há muito mais no mundo...

"há muito mais no mundo  à nossa volta do que conseguimos ver com os nossos olhos físicos,  
ouvir com os nossos ouvidos físicos,  
sentir com os nossos corpos além do nosso tacto comum.

E quando nos esquecemos disto, 
esquecemos a magia de estarmos vivos."

        Marcos
Reflexão oferecida por um amigo maravilhoso que admiro muito, ensina  muito e a quem eu quero muito.

Meu forte abraço aos estudantes de Tai Ji Quan, Qi Gong e ViaTao que trilham semanalmente comigo as práticas do Tao... os Mestres seguramente olham com carinho colectivamente e por cada um de nós.

Cada um de vós colegas estudantes, constitui um mundo maior, maravilhoso, onde posso sentir-me em casa, voltar ao mais importante de mim e reaprender com isso, das dinâmicas dos Mestres Maiores.

A todos vós eu amo muito e desejo boas férias até Setembro... para a retoma semanal da celebração das Artes Marciais em tom Maior.


Abraço d´1 coração sincero.

segunda-feira, agosto 05, 2013

Sant. Trind.

a vida compõe-se de uma experiência tridimensional em movimento,
Pai, Filho, Espírito Santo.

quarta-feira, julho 31, 2013

Conhecer...

quem se mostra é porque se quer dar a conhecer
ou revela o desejo de se encontrar...
de ser encontrado


para além deste desejo que nasce da humanidade, de encontrar e de ser naturalmente encontrado, é onde se constitui corpo, onde se ganha expressão, a passagem da subjectividade de um ser para a constituição de um ou vários egos...


o inicio das amarras da liberdade
do ser livre e em verdade