segunda-feira, julho 21, 2014

TODO...

Olho nos olhos a vida da terra...
sou remetido ao mistério da sua perfeição...

depois reflexiono sobre a existência humana... 
não consigo apartar de mim uma espécie de nojo...

O que poderia ser a existência humana sem a necessidade da maldade, aquela maldade que se tenta justificar com todo o tipo de patologia, até mesmo no seu cúmulo com a evolução natural da espécie alma num processo reencarnatório. 

Que vómito dá pensar na existência do sublime descortinado pelo pensamento daquilo que sou e meus pares. 

Todos infectados como um pus imundo sobre um plano transcendente, cósmico e sagrado.

Algures dentro da capacidade de se manter quieto, de contemplar no humano, reside alguma capacidade para sentir como um sonho o que lhe é impossível de compreender com o cérebro.

É uma capacidade cósmica, transcendente e não inteiramente terrestre, como todas as restantes actividades humanas.

Tudo que a humanidade fará num ciclo perpetuado pela sua incapacidade de se regenerar é extinguir-se após extinção, até que somente despida de tudo, arrancada de tudo que entretanto inventou para se destruir, de todo o tipo de ego, de todo o tipo de maldade, de ambição, de animalidade predatória, possa por fim ascender a um estado de ser vibracionalmente superior. 

Estes são os tempos da escravatura tecnológica, do deus pagão electrónico e de seus súbditos e seguidores, de seus sacerdotes de circuitos adulterados, de vírus em copula infernal contagiando a tudo e a todos.

Frase do dia, positiva que baste; Salve-se quem puder ou seja o primeiro que der um passo, que o resto por ora está todo tomado.

quinta-feira, julho 17, 2014

RESPIRAR... um alimento da alma

respirar demoradamente... compassadamente... profundo..., inteiro.



Inspirar o ar, suas fragrâncias etereas como uma geleia fresca e aromatizada pelas fragrâncias invisíveis dos lugares cósmicos inimagináveis, solitários... cheios da presença inalterada do Todo.

Inspirar contraindo o espaço infinito das presenças, Divinas, de todas as suas Criaturas, para dentro de si mesmo, de seu corpo que dilata ao expandir de dentro para fora, quebrar as barreiras do corpo físico.

Inspirar, inebriar de vida, extasiar celular, vivificar de imortalidade pelo abandono do conhecido rumo a estados íntimos alterados, expandidos por tanto receber, tanto invisível a saborear a alma.

Expirar profundamente, rápida ou demoradamente as fossas deletérias do corpo, empurrar para fora as frustrações, vergonhas, pecados, falhanços, desamores, expurgar o sem uso como uma roupa molhada que se torce para que se enxugue, cravar o ar interno do corpo numa seta que se dispara percorrendo todos os cantos do corpo, e se regurgita como entranhas que se expõem à força desinfectante do sol, expirar como de um verme se libertasse, como um ultimo e defunto suspiro que matasse e fizesse acordar o mundo transcendente, a sua possibilidade ao menos..., que arrepiasse, expirar como um estalar de ossos, de articulações que se soltassem para o acordar do corpo renovado.

respirar, inspirando.... expirando.... como uma refeição bem saboreada, como uma integração de todos os ciclos naturais onde as coisas belas se harmonizam...



respirar..... como quem nasce, morre, renasce e volta a morrer, num trajecto de sonho, num lugar maravilhoso de percepções despertadas... respirar como quem se coloca como alimento no seio de quem deu a vida...  vida espiritual.

respirar como quem ama, como um ato de amor, um testemunho de paixão pela vida... um amor declarado por todas as manifestações naturais de vida.

respirar para o acordar espiritual, tal como um alimento da alma....


terça-feira, junho 10, 2014

Aquecimento global

A Terra nos acolheu quando nascemos. O planeta que viu nascer nossos antepassados deverá ver também a chegada de nossos descendentes.

Muito tempo depois que deixarmos o solo desta Terra, o sol vai aquecer os homens do futuro que viverão aqui. E que mundo teremos deixado para a geração do amanhã?

Não costumamos pensar na generosidade da Terra que nos recebeu, ofertando frutos e flores, sombra e água.

Ao contrário, ao longo dos séculos, encharcamos o solo com substâncias corrosivas, reviramos a terra em busca de riquezas, matamos árvores, contaminamos águas, desperdiçamos recursos, poluímos o ar.

Enfim, seguimos esquecidos que os recursos naturais precisam de renovação e cuidado. O descuido de milénios então, afinal, surgiu.

Hoje, os resultados estão bem à nossa frente: chuva ácida, rios que se tornaram quase sólidos, montanhas de lixo.

Animais e plantas que morrem, que se extinguem como se fossem bolhas que simplesmente estouram no ar.

Nosso planeta agoniza, sufocado pela nossa displicência.

Podemos de fato fazer algo? Que atitude tomar?

Acredite: todos nós podemos, sim, retribuir a generosidade desta Terra que nutre seus filhos.

Hoje é dia de um novo começo, dia de amar mais a Terra, a natureza.

Olhe por alguns momentos para o céu claro. Pense no ar limpo que entra em seus pulmões. E em homenagem a tudo isso, deixe o carro em casa... por um dia que seja.

Por um instante apenas, lembre das flores que brotam em janelas e sacadas. Flores selvagens, urbanas, flores em rosa, vermelho, laranja, branco e amarelo.

Recorde desse perfume e beleza. E retribua, evitando o desperdício que se torna a montanha de lixo que soterra as flores.
Agora, tenha em mente os regatos claros, as correntes de água, os rios imensos, o oceano formidável.

Pense em cada copo de água fresca que sacia a sede e faça um gesto de gratidão: economize água sempre que puder.

Nesses pequenos gestos do quotidiano é que conseguiremos reverter o quadro dos dias actuais. Aos poucos, seremos obrigados – pelo próprio instinto de sobrevivência – a cuidar mais do mundo em que vivemos.

E, se o homem firmar esse compromisso consigo mesmo, quem sabe um dia, novamente, haverá ar puro, céu azul, água limpa e um lugar adorável para se viver.

Mas não se engane. Tudo isso depende – e muito – de você. Dos gestos de responsabilidade ambiental que você tomar, dos exemplos que der, da educação que oferecer aos seus filhos.

Esse é um tempo de escolhas, de decisões.

Pense nisso. E, um dia, quando seus olhos físicos tiverem se fechado neste mundo – mesmo que os homens não mais se lembrem que você viveu aqui, sua memória estará viva na brisa que agita as folhas, nas correntes de água.

Os perfumes e as cores da Terra lembrarão de você e de seus gestos de amor.

*   *   *

Depende de cada um de nós a Terra do amanhã. Tanto moral quanto fisicamente.

Nós partiremos, em alguns anos. Mas, haveremos de retornar a este mundo, outras vezes, em outras épocas, em novos corpos.

Que desejamos encontrar, em nosso retorno?

Pensemos nisso, agora!

quinta-feira, junho 05, 2014

Peripatético

Você sabe o que quer dizer peripatético? E quando você não sabe o que significa uma palavra o que faz: pergunta para quem sabe, consulta o dicionário, finge que sabe?

A maioria de nós, quase sempre, opta pela terceira forma: finge que sabe, fala como quem sabe, mas não pergunta, nem se informa.

Afinal, ninguém deseja que o outro descubra que não se sabe.
Numa reunião de treinadores voluntários em uma empresa, discutia-se a melhor fórmula de ministrar um curso para duzentos funcionários.

Depois de uma explosão de ideias, alguém propôs que se utilizasse um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.

Nesse instante, o professor do grupo que, até então, se mantivera calado, fez a observação:
Jesus era peripatético.

Um silêncio constrangedor, uma troca de olhares entre os participantes se fez de imediato.

Antes que alguém pudesse dizer algo, o professor foi chamado para atender um pedido do Departamento de Recursos Humanos.

Mal ele saiu da sala, as manifestações se fizeram:

Que comentário de mau gosto! – Disse um.
De absoluta falta de respeito! – Falou outro.

Alguém argumentou que talvez o professor tivesse suas razões. Talvez ele fosse ateu e não quisesse misturar religião com treinamento.

Mas devia respeitar a religiosidade dos outros! – Vociferou alguém.

Durante dez minutos, cheios de fúria, os componentes do grupo malharam o professor.

Quando ele retornou, olhares hostis o receberam. Contudo, ele estava tão bem que foi logo dizendo:

Então, acredito que tenhamos resolvido como fazer o treinamento.

Separamos os funcionários em grupos de vinte e cada um de vocês vai fazer a apresentação mais de uma vez.
Alguém ousou falar:

Professor, veja bem, esse negócio de peripatético...

É isso mesmo, completou ele. Foi daí que me veio a ideia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos.

Jesus foi o Mestre dos mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico...

Mas que cara é essa? Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando."

Todos se entreolharam, corados de vergonha. Nenhum deles sabia o significado da palavra.

Encolhidos, se deram conta que seu orgulho era maior do que a vontade de aprender. Aprender para ensinar.

Teria sido suficiente um deles ter tido a humildade de confessar que desconhecia  a palavra. Os demais concordariam e tudo se resolveria com uma simples consulta ao dicionário.

Pense nisso

O fato de todos estarem de acordo a respeito de alguma coisa não transforma o falso em verdadeiro.

Informe-se.

Nunca se esquive do aprendizado, não tenha vergonha de perguntar, indagar, questionar.

E pesquise, leia, nunca se permita estacionar na escalada do conhecimento.

E, finalmente, lembre: a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.

Pense de que lado você prefere ficar.

com base em artigo assinado por Max Gehringer.


domingo, maio 25, 2014

sepultura

Todo o ser humano tem uma natureza, que só ele próprio na generalidade dos casos conhece bem.

Por esse mesmo motivo existe uma incapacidade natural de mentir a si próprio sem dificuldade.



Todo aquele que escolhe, permite e autoriza que a mentira se instale sobre si mesmo, apenas está a enganar-se, a vigarizar-se, a desconsiderar-se, e cabalmente a cavar a sepultura de sua própria riqueza espiritual.

terça-feira, maio 13, 2014

Maria de Nazaré

Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

É com esta denominação que a Mãe de Jesus foi eleita para ser a protectora de Curitiba, a capital paranaense.

E existem outras tantas denominações com que ela é lembrada.

De acordo com o local, as circunstâncias,  recebe o adjectivo.

Nossa Senhora de Fátima, de La Salete, dos Navegantes, Imaculada Conceição, Nossa Senhora Aparecida.

Algumas das denominações têm a ver com aparições de Espíritos luminosos.

Apresentando-se com características femininas e excelsa beleza, foram tomados pela própria Mãe de Jesus.

Foi somente na segunda metade do século IV que Maria passou a ser objecto de culto.

Na Arménia, na Gália e na Espanha, os documentos do século VI registam um dia consagrado à Maria. Em Roma, as festas em sua homenagem aparecem só no século VII.

Não se sabe ao certo se as aparições eram realmente da Mãe de Jesus. No entanto, todas as religiões cristãs reverenciam a figura ímpar de Maria de Nazaré.

No Espiritismo aprendemos a reconhecer em Maria uma entidade muito evoluída.

Há mais de dois mil anos já havia conquistado elevadas virtudes que a tornaram apta a desempenhar, na crosta terrestre, a elevada missão de receber nos braços o emissário de Deus.

Emissário que se fez menino para se transformar no modelo de perfeição moral que a Humanidade pode pretender sobre a Terra.
Após o episódio da crucificação do filho, Maria permanece um curto período em Bataneia.

Depois se transfere, com João Evangelista, para Éfeso. Ali estabelece um pouso e refúgio aos desamparados.

Com João, passa a ensinar as verdades do Evangelho. Em poucas semanas, a casa de João se transforma num ponto de assembleias adoráveis.

Maria fala das suas lembranças. Fala sobre Jesus com maternal enternecimento.

Decorridos alguns meses, grandes fileiras de necessitados passam a frequentar o sítio generoso.

São velhos e desenganados do mundo que vêm ouvir as palavras confortadoras.

São enfermos que invocam sua protecção. Infortunados que pedem a bênção de seu carinho.

Sua morada passa a ser conhecida como a Casa da Santíssima.

Assim foi até sua morte. Ao libertar-se do vaso físico, ela deseja rever a Galileia.

Fora ali que seu filho apresentara as mais belas canções da Imortalidade.

Em seguida, visita os cárceres de Roma, repletos de discípulos do Mestre, que aguardam a morte. Conforta-os e lhes transmite bom ânimo.

Na Espiritualidade, Jesus lhe confia a assistência aos suicidas.

Esses Espíritos, em profundo sofrimento no Além, são atendidos pela legião dos Servos de Maria.

Maria é, pois, a sublime acolhedora desses Espíritos que se arrojaram aos abismos da morte voluntária.

Todas as petições que a ela são dirigidas, são acolhidas pelos seus emissários. Examinadas e atendidas, conforme o critério da verdadeira sabedoria.

Maria de Nazaré prossegue amparando com imenso amor maternal a Humanidade inteira.

Os espíritas a reconhecem como ser sublime que, na Terra, mereceu a missão honrosa de seguir, com solicitude maternal, Aquele que foi o redentor dos homens, nosso Mestre e Senhor Jesus.

com base em dados históricos colhidos no verbete Maria, na Enciclopédia
Mirador, v.13, ed.  Encyclopaedia Britannica do Brasil.




quarta-feira, maio 07, 2014

wu ji

a vida não existe como tu pensas que
ela existe.
vida existe antes de pensares como ela existe.

festa...????

o ser humano dos dias de hoje é tão caricato... 
que para chegar a si mesmo...
teve que o fazer a partir de fora...

sem reparar, sem quase controlar inicia finalmente,
através de uma exposição a que sempre se negou,
através de redes sociais e novas formas de divulgação,
dá-se finalmente a conhecer nos seus mais diversos
estados e forma de intimidade, a si e a sua família

desta vez para o mundo inteiro, algo que anteriormente
havia sido impensável somente para a gentes de sua freguesia,
de sua família inclusive...

finalmente inicia rápido através desta exposição a que se sujeita
transportado pela moda e pelo dá jeito...
a ver-se nos olhos e na boca do mundo imenso de limites desconhecidos...

afinal tudo e tudo, para que finalmente 
se tenha encurralado para olhar de frente.

será que está preparado para a cilada,
que para si próprio preparou de forma impensada?

a ver vamos...

a festa somente agora iniciou...

terça-feira, maio 06, 2014

de um prisma Divino...

a grandeza da humanidade é quando reconhece,
a sua pequenez.

é nesse seu gesto colectivo que parte de gestos individuais, 
que são criadas as condições necessárias para 
reconhecer os mecanismos de transcendência a níveis 
de percepção superiores,

isso é válido para todos os níveis de conhecimento.

segunda-feira, maio 05, 2014

obstáculo ao crescimento...

Tem aquele que se acha grande,
este não tem por onde crescer
não reúne espaço disponível, 
por sua própria forma de entender a vida


Dentre aquele que não se acha grande, 
o que reúne condições para crescer,
o pior que pode acontecer é quando
insiste a ficar atarraxado em sua pequenez...


sexta-feira, maio 02, 2014

Um gesto de amor

Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, adentra a loja e pede ao proprietário que embrulhe para presente um sabonete comum.

É presente para minha mãe, diz com quase orgulho.

O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, sentiu vontade de ajudá-lo.

Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja.

Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.

O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão.

O homem ficou ainda mais comovido, quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe.

Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. 

O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas do seu sentimento. Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete?

Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema?

No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.

Impaciente, ele perguntou: Moço, está faltando alguma coisa?

Não, respondeu o proprietário da loja, é que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar-lhe um presente, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.

Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: Nem um sabonete?

O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da ideia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.

A sós, pôs-se a pensar. Como é que ele nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.

Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!

*   *   *

Invista no amor. Ele é o mais poderoso meio de tornar as pessoas felizes.

Em qualquer circunstância, em qualquer data especial para determinadas comemorações, o mais importante não é o que se dá, mas como se dá.

Todo presente deve se revestir de sentimento e não deve haver diferença entre homenagens a uma pessoa pobre ou a uma pessoa rica.

A expressão deve ser sempre do afeto. O que se deve dar é o coração a vibrar em amor.

O valor do presente não está no quanto ele vai aumentar o conteúdo das caixas registradoras, mas sim o quanto ele somará na contabilidade do coração.

com base no cap. 20, do livro Novas histórias que ninguém contou, novos conselhos que ninguém deu, de Melcíades José de Brito, ed. DPL. Disponível no livro Momento Espírita, v. 4, ed. FEP.

segunda-feira, abril 28, 2014

A espiritualidade desenvolve-se como o andar...

A espiritualidade cresce num ser humano de forma muito natural, exactamente como aprender a andar.



Refiro o assunto na intenção de ajudar a reflexão naqueles que procuram associar o desenvolvimento da espiritualidade e seus dons a processos complicados, anti-naturais e de resultados imediatos, o que não deixa de ser uma forte candidatura ao sentimento de frustração.

Um bebé passa de deitado para sentado, primeiro com alguma ajuda depois autonomamente. Seguidamente, inicia a tentar gatinhar e cai algumas vezes de barriguinha no chão.

Volta a sentar-se, com o repetir do processo vai ganhando confiança e perante cada repetição vai ficando mais fácil.

Um dia finalmente consegue colocar-se verticalmente, de pé. Ainda titubeante quando tenta dar os seus primeiros passos desequilibra-se e invariavelmente, acaba ou sentado ou novamente caído no cão.

O processo repete-se. Através das muitas quedas vai começando a enraizar confiança e a desenvolver os mecanismos naturais internos que o vão ajudar a ensaiar os primeiros passos sem cair.

Assim, sem desistir, dia-após-dia, inicia a caminhar e logo à frente as primeiras corridas... os primeiros pulos, etc.

Mais tarde, já em jovem e até à idade adulta só voltará a cair provavelmente porque tropeçou ou escorregou em alguma coisa...

Ao nível espiritual é exactamente o mesmo processo. 



Um processo natural, que necessita de tempo para que se consolide, dedicação para que se desenvolva, disciplina para que se organize, persistência para que se formalize, enfim prática e exercício para que se estabeleça de forma mais continuada.

De facto muitos de nós são confrontados com a existência da espiritualidade mais pela casualidade que pelo resultado de uma prática intencional e continuada.

Como a sua presença acontece de forma naturalmente mais intensa quando confrontados com situações de grande comoção, seja um acidente, uma doença grave, uma tragédia de qualquer espécie, nesses momentos o ser humano dá-lhe valor porque submetido a algum tipo de condicionamento a sente de forma inquestionável, é nessa altura que acredita como se costuma vulgarmente dizer, em algo mais.

E tem razão.

Somente não é lógico concluir daí, que a percepção espiritual nas pessoas tenha que ser resultado unicamente de algum tipo de condicionamento significativo.

De igual modo, através de uma dedicação suave e continua, de uma observação minuciosa e exaustiva através da contemplação, através do estudo de alguns dos muitos textos acerca do assunto disponíveis, essa mesma certeza interior pode com certeza ganhar um espaço permanente no interior de uma pessoa. 
Para concluir esta abordagem, é muito mais pela atenção a estes processos continuadamente e sob o quotidiano, em todos os seus ambientes, que a espiritualidade pessoal se desenvolve em sentido ao Cristo interno de cada um de nós.
Procurar estas coisas pelo lado de fora, é procurar a raiz das coisas, pelos seus reflexos...

sexta-feira, abril 18, 2014

10:14 - Fátima

Bom dia de pequeno almoço de Sexta feira Santa.

Estou cansado, de um cansaço cheio. 
Nada me falta, tudo me abunda.

Peço repetidamente humildade, para poder ser alguém de utilidade a N.S.F.

Fiquei alojado no Hotel Peregrinos de Fátima, baratinho e muito limpo. Muito agradável ainda tive umas conversas com a sua proprietária, a D. Teresa, que me contou algumas histórias antigas, da sua sogra que foi amiga e visita regular da falecida Irmã Lúcia, uma dos 3 pastorinhos de Fátima.

A irmã Lúcia em clausura, ocasionalmente pedia para ser visitada pelas duas amigas, Dona Rosa e Dona Dóra.

Dona Rosa a sogra de D. Teresa, um dia questionou a quem deveria dedicar as suas orações do Rosário diárias, sendo que o costuma fazer pelas "alminhas do pirgatório".

A Irmã Lúcia respondeu: Rosa, não pelas alminhas do purgatório que N.S. iria querer que rezasses o Rosário, pois essas almas já foram entregues em Salvação, é pelas almas dos pecadores que deves rezar, Rosa.

D. Rosa respondeu: Mas Irmã Lúcia, eu que gosto tanto de rezar os meus 32 Rosários diários pelas minhas alminhas do "pirgatório", que farei agora então?, disse aflita.

A irmã Lúcia respondeu: Rosa, reza os teus 32 Rosários como desejas, mas dedica então outros 32 Rosários pela salvação dos pecadores do mundo.

D. Rosa veio aflita e preocupada do encontro, como iria ela agora encontrar tempo disponível para rezar 64 Rosários por dia?

Outra vez perguntou-lhe D. Rosa: Irmã Lúcia, que pensa desta nova Igreja construída no Santuário, não lhe parece algo desmesurada e de aspecto estranho?

A Irmã Lúcia respondeu-lhe: Rosa, não te preocupes com essas coisas, essas são coisas que não nos interessam, são coisas dos homens, importantes somente para eles...
A nós o que nos é dado a importar é como nos deslocamos ao Santuário, a intenção que nos conduz a N.S.F. é que importa e se mantém desde sempre nesse lugar. É a forma como vamos rezar que importa, não as coisas que falas, que nos devem ocupar.

Outra e por fim, uma vez suspirou à amiga: Ai Rosa, Nossa Senhora disse-me que havia de ficar ainda por cá mais um pouco, que os meus primos iriam antes de mim para junto dela, mas Rosa, o que eu não pensei é que fosse tanto tempo... (Irmã Lúcia partiu para junto de Nossa Senhora com a idade de 98 anos)

Santuário de Fátima


 a revelação de Nossa Senhora aos Pastorinhos - Museu da 3ª Revelação











Hoje no santuário senti muita Paz, mas também confesso sentimentos mistos, até uma pomba que sobrevoou o santuário parecia estar a fugir de alguma coisa.  Este lugar é um lugar de sentimentos mistos, vê-se literalmente de tudo no género humano e nem sempre é muito fácil.

De tudo o que vi o que mais me consternou, foi a visita de um grupo de VIPs estrangeiros, que para se deslocarem ao santuário levaram, resumidamente 1 carrinha de vidros escuros, 2 jeeps enormes pretos de vidros escuros, um à frente e outro atrás, vários homens de fato negro, óculos escuros e auriculares, com cara de maus e prontos a bater, agentes secretos o algo assim, policia local vários, motas da GNR várias com a luzinhas acesas, agentes secretos do próprio santuário iguais aos outros só que a cheirar a tabaco que tresanda, barbas por fazer e o símbolo de Nossa Senhora no fato, corpo de intervenção,... eu dei por mim a pensar... bem está na hora de ir almoçar...

13:47 - Almoço. Comi mais, muito mais do que necessito para viver.

Hoje foi o dia em que um Homem puro e inocente foi martirizado. Toda a sua família, amigos, discípulos...
Este Homem bom, puro e inocente também era um Mestre encarnado entre nós, sim, também era a Salvação do Mundo a seus pés.

O que fizemos nós então?, os meus antepassados que fizeram então?

Hoje corre-me nas veias o sangue de um inocente, para a minha própria Salvação. Quem mo recorda é a voz de Sua Mãe. Foi Ela que ficou com o fardo de salvar uma humanidade, qual humanidade?
A humanidade dos pecadores, aqueles que chacinam dia-a-dia o Seu Filho, e ainda gostam do que fazem.

O olhar do Pai está atento, nada acontece sob seu domínio que ele não atenda em sua infinita sabedoria.
I
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V
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