quarta-feira, agosto 06, 2014

EU SOU Gautama Buda.

ENSINAMENTOS FUNDAMENTAIS PARA O MOMENTO PRESENTE 
GAUTAMA BUDA 
24 de Junho de 2014 

EU SOU Gautama Buda. 

Eu vim de novo porque não posso deixar de estar presente neste momento difícil para a humanidade.

É meu dever prestar-vos ajuda. E a ajuda que nós, os Mestres Ascensionados, podemos proporcionar à humanidade é transmitindo-lhe a nossa orientação e o nosso ensinamento. 

Como sempre, tentarei, nesta curta mensagem, resumir os pontos mais importantes e vitais do nosso Ensinamento para o momento presente.

Todos vocês sabem, e cada um pode senti-lo na sua vida, que a Terra e a humanidade vivem actualmente um momento muito crítico.

Na verdade, a consciência colectiva da humanidade encontra-se perante uma importante escolha - qual o caminho de desenvolvimento a seguir.

No fundo, são confrontados com duas únicas opções - ou escolhem o caminho Divino de desenvolvimento, através de um processo de tentativas e erros - chamemos-lhe o caminho evolutivo; ou decidem abandonar o caminho definido pelo Criador para a humanidade da Terra. E, neste caso, encontrar-se-ão perante um cenário de degradação e depressão progressivas.

Existem duas abordagens principais em todas as áreas da vida humana - o Divino e o não-divino. Todas as decisões que tomam durante o dia podem agrupar-se numa destas duas categorias.

É fácil imaginar quão rápida e qualitativamente o mundo físico poderia mudar, se a maioria dos seres encarnados apenas fizesse escolhas divinas na sua vida.

Mas, a partir do momento em que a humanidade deixa de pensar sobre o Divino e as suas Leis, torna-se praticamente impossível agir de acordo com elas.

No passado, havia sempre instituições que recordavam às pessoas a existência de uma realidade Superior. Na maioria dos casos, seriam as religiões, homens santos ou diferentes ordens sagradas.

No entanto, estas instituições foram perdendo a noção da sua missão e dividiram-se entre aqueles que seguem o Divino e os que servem as forças opostas.

Torna-se cada vez mais difícil para quem não pertence a quaisquer confissões religiosas entender o que as diferentes religiões realmente propõem.

E isto passa-se também em todas as outras esferas da vida humana.

Há pessoas que possuem luz no seu interior e todas as suas decisões são iluminadas pela luz da verdade; e há pessoas que representam as forças da escuridão.

Essas pessoas agem exactamente no sentido oposto. 
Da mesma forma que, em todas as esferas da vida humana, há pessoas com diferentes pontos de vista, também nas profundezas da sociedade trava-se uma luta constante entre a Luz e as trevas, o Divino e o não-divino. 

Mas, uma vez que a humanidade em geral não se preocupa nem liga a assuntos eternos e fundamentais como o bem e o mal, a luz e a escuridão, um homem médio dificilmente pode compreender o que está realmente a acontecer no mundo.

Trava-se, no mundo actual, uma luta feroz entre as forças da Luz e as forças da escuridão. O resultado desta luta determinará o caminho que a humanidade vai seguir nas próximas décadas.

No futuro próximo, dependendo da escolha colectiva da humanidade, ou haverá uma súbita mudança no sentido da abundância, prosperidade, renascimento da moralidade e da fé em Deus, ou, pelo contrário, instalar-se-á uma completa depressão e degradação em todas as esferas da vida humana.

Nesta situação, não há possibilidade de tomar uma posição neutra. Ninguém pode enterrar a cabeça na areia como uma avestruz e esperar por melhores dias.
Se cada membro da sociedade não começar a trabalhar activamente, dias melhores nunca chegarão.

Neste momento, existem probabilidades semelhantes para um desfecho favorável ou desfavorável no desenvolvimento da história humana. 

Devo dizer-vos que, no mundo actual, não existem assim tantas pessoas com posições francamente anti-divinas e que as sigam constantemente.

Ao mesmo tempo, existem também algumas pessoas que tomam abertamente a posição Divina e se encontram firmemente do lado da Luz.

O resto da humanidade, cerca de 99 por cento, pode cair sob a influência de qualquer uma das forças - da Luz ou da escuridão.

E isso acontece sem que tenha consciência da situação.

Por exemplo, imaginem que estão a assistir ao noticiário na TV e são informados sobre acontecimentos negativos em qualquer parte do mundo. Nesse momento, vocês envolvem-se emocionalmente com eles e, mais tarde, provavelmente quererão compartilhar essa situação com amigos, vizinhos e conhecidos. Fazendo-o, estão a apoiar e a reforçar este campo de energias negativo e colocam-se do lado das forças das trevas, que se alimentam e reforçam sobretudo com as energias negativas (raiva, sensualidade, vaidade, ambição, orgulho, agressividade…) produzidas pela humanidade. 

E isso acontece inconscientemente. Como a maior parte dos mass media são geridos por pessoas envolvidas com pontos de vista não-divinos, ao assistirem e reforçarem o seu campo emocional, vocês tornam-se condutores das forças das trevas.

Ora, uma vez que a maioria da humanidade gasta uma quantidade significativa de seu tempo colada à televisão, isso significa que ela está dominada e obcecada pelas ideias transmitidas pelas forças das trevas.

Sendo assim, em que direcção é que acham que a humanidade se vai deslocar? 

A resposta é óbvia. 

O que pode então ser feito?

Nós oferecemos-vos a resposta a esta pergunta nas nossas mensagens.

Não se envolvam com estados negativos de consciência, mantenham constantemente a consciência positiva, libertem-se de todas as manifestações não-divinas na vida e cerquem-se com modelos de luz divina.

Cada um torna-se aquilo absorve.

Se indiscriminadamente se expuserem à informação negativa que flui pelos meios de comunicação de massa, essa informação instalar-se-á na vossa consciência e, algum tempo depois, precipitar-se-á no plano físico sob a forma de diferentes manifestações negativas - é assim que as coisas e os ambientes negativos se reproduzem.

Mas, é também assim que as coisas e ambientes positivos se podem reproduzir.

O mecanismo de controlo dos processos que ocorrem no mundo está no interior de cada ser. Há uma espécie de um interruptor ou válvula interna que tanto permite tomar decisões divinas como não-divinas.

Todos os dias e várias vezes ao dia, cada um pode conduzir-se si mesmo na direcção divina ou não-divina. 
Nós ensinamos a fazer distinções na vida e a manter a sintonia com o mundo Divino.

O primeiro e mais importante passo será acreditarem na existência do mundo Divino e desejarem servir a Luz.

Quando uma massa crítica da humanidade fizer esta escolha, as nossas preocupações desaparecerão - a humanidade terá optado pelo caminho do desenvolvimento evolutivo Divino.

Por isso, trazemos cuidadosamente o nosso Ensinamento. Trava-se uma luta para a salvação de, literalmente, cada alma. 

EU SOU Gautama Buda. 

terça-feira, agosto 05, 2014

Dan Berglund's Tonbruket - Nancy Jazz Pulsations 2011 fragm. 1

meu demónio...

estava a sonhar com uma história..., um desenrolar de acontecimentos que por qualquer motivo o sonhador iniciou a contestar.

Não de forma abrupta, mas nos pequenos detalhes, como se o sonhador subitamente ganhasse um direito a não assistir somente como espectador à sua história mas a intervir, como voz superior sobre a cena que estava a presenciar sobre si próprio. Questiona-se perante o pasmo dos actores e sobre si mesmo, sobre a cena que está a decorrer a um determinado momento e esta interrompe-se...

Para o sonhador este estado de consciência sobre as cenas do seu sonho, não tem um corpo e mesmo assim tem ascendente sobre tudo o que se passa no próprio sonho.

À medida que se interessa pelo decorrer da história do sonho,  gradualmente coloca questões às cenas que se desenrolam, enfim ao guião desconhecido.

As intervenções vão-se sobrepondo até que já ocupam metade da capacidade de memória do sonhador.

Talvez por ter pressionado continuamente de forma tão implacável o sonhador reencontra-se com surpresa numa outra história diferente, outro sonho, outro guião que se tenta impor para conduzir o sonhador a mais um conto de Morfeu.
Incrivelmente após um suceder de imagens e situações propostas pelo novo guião, a anterior consciência intromissa volta à carga, continua a colocar questões desafiantes de tal forma precisa e eficaz que não tarda, desta vez num menor espaço de tempo sonhado, o guião que se tentava impor cai novamente, colocada em causa a sua origem, a sua veracidade, ou mesmo a sua real existência...

Novo sonho, novo guião se tenta impor e assim sucessivamente naquilo que para o sonhador parece por breves instantes sonhados uma eternidade de confrontos, de tentativas de um forjar e de um desvendar da forja.

De tal forma se sucede esta precipitação pelo abismo do descortinar, que no acirrar das questões não respondidas entre o autor dos sucessivos sonhos e a consciência que lhes contesta validade, no seu auge acontece uma espécie de cair do pano... o desvendar de um plano possível onde estas duas entidades finalmente se irão conhecer; a consciência do sonhador e a entidade que origina os guiões dos seus próprios sonhos. 

Esta cena é representada para o sonhador e para o misterioso responsável pelos sonhos, por um local onde a consciência do sonhador de um rompante, ao contestar a genuinidade de um ultimo sonho que está a ser-lhe apresentado, vê este sumir-se numa parede enorme cheia de telas tipo televisores, onde enquanto se desvanece este último sonho o sonhador compreende o processo, ao verificar os outros ecrans apagados como sendo o local onde cada um dos sonhos que havia vislumbrado anteriormente lhe tinha sido projectado. 

Era a casa das projecções onde havia de aparecer um formidável demónio, furioso disposto a atormentar a consciência do sonhador com derradeiro esforço, talvez  para causar um pesadelo infernal.
 Um intenso confronto aconteceu e a consciência debateu-se frontalmente de tal forma, com tal energia que a imagem era a de um rosto demoníaco com os olhos esbugalhados, retorcendo-se em agonia, incapaz de dominar ou possuir esta consciência que afirmava perante este demónio, que todos os sonhos eram uma mentira, sua demoníaca obra e que a verdadeira origem de todas as coisas, do sonho de verdade, era o não sonho. 

Era o espaço que não estava tomado, o vazio que não tinha sido preenchido. O Som que não se escuta, o Absoluto que não se determina.

Essa consciência tomada de uma enorme certeza de que tudo que lhe havia sido proposto era encantamento e mentira, procurava agora encurralado este demónio em agonia e de forma implacável, saber-lhe a origem... descortinar-lhe a pátria, a origem deste tormento.

Naquele que foi um instante em que a consciência do sonhador sentiu como ter um rosto e este estar praticamente colado a um rosto demoníaco, numa pressão inimaginável, munida da certeza do seu saber residente em espaço vazio, num estertor daquilo que lhe pareceu o ceder do demónio, o sonhador acordou.

Acordou com tudo presente. Com o  acordar e um ultimo até um dia àquela consciência sonhada que com o sonho se afastava, o sonhador  ao mesmo tempo que despertava sentia profundamente ter confrontado a forma real, do seu próprio ego.

segunda-feira, julho 21, 2014

Sem competição

Desde cedo, o homem é educado para a competição. Os pais fazem questão de enumerar as qualidades dos seus filhos, que são ou devem ser os mais inteligentes, os mais espertos, os mais ágeis.

Nas idas ao parque, eles esperam que seus filhos sejam os que demonstrem melhores habilidades na bicicleta, no escorrega, sejam os primeiros na corrida, um craque da bola.

Nas festas de aniversário, melhor é aquele que consegue apanhar mais brinquedos na hora do estouro dos balões recheados de mil coisas que fazem o encanto da criançada.

Os destaques são, na escola, para os que conseguem as notas mais altas, aprendem mais rápido ou, de alguma forma, se sobressaem nos estudos ou nos jogos.

Para os não tão hábeis, nem tão inteligentes, resta verem os irmãos em evidência, os colegas sendo laureados e, se não tiverem uma boa estrutura emocional, admitirem o adjectivo de incapazes ou de tolos.

Bela é a experiência daquela professora recém-formada, chamada Mary, que foi leccionar em uma reserva de índios navajos.


Todos os dias ela pedia a cinco dos jovens alunos navajos que fossem até o quadro e resolvessem um problema simples de matemática de seu dever de casa.

Eles ficavam ali em silêncio, sem querer cumprir a tarefa. Mary não conseguia entender.

Nada do que Mary havia estudado em seu currículo pedagógico ajudava e ela não sabia como lidar com a situação.

O que estou fazendo de errado? Será possível que eu tenha escolhido cinco alunos que não sabem resolver o problema?

Finalmente, ela perguntou a eles o que havia de errado. E, na resposta de seus jovens alunos índios, aprendeu uma surpreendente lição sobre auto-imagem e noção de valor próprio.

Eles explicaram que queriam se respeitar uns aos outros. E, como sabiam que uns eram mais capazes e outros encontrariam dificuldade em resolver os problemas, não queriam exibir isso publicamente.

Apesar de muito jovens, entendiam como era inútil e desrespeitoso a competição do tipo perde-ganha na sala de aula. Pensavam que ninguém sairia ganhando se algum deles se exibisse ou ficasse encabulado diante de toda a turma.

Então se recusavam a competir uns com os outros em público.

navajos em 1902

Quando entendeu aquilo, Mary mudou o sistema, de modo a poder corrigir, individualmente, os problemas de matemática de cada criança, dedicando-se mais aos que tinham dificuldades.

E mudou muitas coisas em sua vida ao compreender que todos nós queremos aprender – não para nos sobressairmos diante dos outros, mas para sermos mais felizes.

*   *   *

Não estimule a competição no seu filho. Cultive nele a consciência dos valores reais.

Ensine-o a respeitar os que apresentam dificuldades, reconhecendo que o importante não é chegar em primeiro lugar a qualquer preço, mas completar com honra o percurso, e nunca a sós.

Por fim, estimule-o a conquistar a mais bela e brilhante medalha que deverá ostentar no peito: a do amor fraterno, que significa se importar com o outro, em todas as circunstâncias.

com base no cap. O que há de errado, de O manual do orador, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante

TODO...

Olho nos olhos a vida da terra...
sou remetido ao mistério da sua perfeição...

depois reflexiono sobre a existência humana... 
não consigo apartar de mim uma espécie de nojo...

O que poderia ser a existência humana sem a necessidade da maldade, aquela maldade que se tenta justificar com todo o tipo de patologia, até mesmo no seu cúmulo com a evolução natural da espécie alma num processo reencarnatório. 

Que vómito dá pensar na existência do sublime descortinado pelo pensamento daquilo que sou e meus pares. 

Todos infectados como um pus imundo sobre um plano transcendente, cósmico e sagrado.

Algures dentro da capacidade de se manter quieto, de contemplar no humano, reside alguma capacidade para sentir como um sonho o que lhe é impossível de compreender com o cérebro.

É uma capacidade cósmica, transcendente e não inteiramente terrestre, como todas as restantes actividades humanas.

Tudo que a humanidade fará num ciclo perpetuado pela sua incapacidade de se regenerar é extinguir-se após extinção, até que somente despida de tudo, arrancada de tudo que entretanto inventou para se destruir, de todo o tipo de ego, de todo o tipo de maldade, de ambição, de animalidade predatória, possa por fim ascender a um estado de ser vibracionalmente superior. 

Estes são os tempos da escravatura tecnológica, do deus pagão electrónico e de seus súbditos e seguidores, de seus sacerdotes de circuitos adulterados, de vírus em copula infernal contagiando a tudo e a todos.

Frase do dia, positiva que baste; Salve-se quem puder ou seja o primeiro que der um passo, que o resto por ora está todo tomado.

quinta-feira, julho 17, 2014

RESPIRAR... um alimento da alma

respirar demoradamente... compassadamente... profundo..., inteiro.



Inspirar o ar, suas fragrâncias etereas como uma geleia fresca e aromatizada pelas fragrâncias invisíveis dos lugares cósmicos inimagináveis, solitários... cheios da presença inalterada do Todo.

Inspirar contraindo o espaço infinito das presenças, Divinas, de todas as suas Criaturas, para dentro de si mesmo, de seu corpo que dilata ao expandir de dentro para fora, quebrar as barreiras do corpo físico.

Inspirar, inebriar de vida, extasiar celular, vivificar de imortalidade pelo abandono do conhecido rumo a estados íntimos alterados, expandidos por tanto receber, tanto invisível a saborear a alma.

Expirar profundamente, rápida ou demoradamente as fossas deletérias do corpo, empurrar para fora as frustrações, vergonhas, pecados, falhanços, desamores, expurgar o sem uso como uma roupa molhada que se torce para que se enxugue, cravar o ar interno do corpo numa seta que se dispara percorrendo todos os cantos do corpo, e se regurgita como entranhas que se expõem à força desinfectante do sol, expirar como de um verme se libertasse, como um ultimo e defunto suspiro que matasse e fizesse acordar o mundo transcendente, a sua possibilidade ao menos..., que arrepiasse, expirar como um estalar de ossos, de articulações que se soltassem para o acordar do corpo renovado.

respirar, inspirando.... expirando.... como uma refeição bem saboreada, como uma integração de todos os ciclos naturais onde as coisas belas se harmonizam...



respirar..... como quem nasce, morre, renasce e volta a morrer, num trajecto de sonho, num lugar maravilhoso de percepções despertadas... respirar como quem se coloca como alimento no seio de quem deu a vida...  vida espiritual.

respirar como quem ama, como um ato de amor, um testemunho de paixão pela vida... um amor declarado por todas as manifestações naturais de vida.

respirar para o acordar espiritual, tal como um alimento da alma....


terça-feira, junho 10, 2014

Aquecimento global

A Terra nos acolheu quando nascemos. O planeta que viu nascer nossos antepassados deverá ver também a chegada de nossos descendentes.

Muito tempo depois que deixarmos o solo desta Terra, o sol vai aquecer os homens do futuro que viverão aqui. E que mundo teremos deixado para a geração do amanhã?

Não costumamos pensar na generosidade da Terra que nos recebeu, ofertando frutos e flores, sombra e água.

Ao contrário, ao longo dos séculos, encharcamos o solo com substâncias corrosivas, reviramos a terra em busca de riquezas, matamos árvores, contaminamos águas, desperdiçamos recursos, poluímos o ar.

Enfim, seguimos esquecidos que os recursos naturais precisam de renovação e cuidado. O descuido de milénios então, afinal, surgiu.

Hoje, os resultados estão bem à nossa frente: chuva ácida, rios que se tornaram quase sólidos, montanhas de lixo.

Animais e plantas que morrem, que se extinguem como se fossem bolhas que simplesmente estouram no ar.

Nosso planeta agoniza, sufocado pela nossa displicência.

Podemos de fato fazer algo? Que atitude tomar?

Acredite: todos nós podemos, sim, retribuir a generosidade desta Terra que nutre seus filhos.

Hoje é dia de um novo começo, dia de amar mais a Terra, a natureza.

Olhe por alguns momentos para o céu claro. Pense no ar limpo que entra em seus pulmões. E em homenagem a tudo isso, deixe o carro em casa... por um dia que seja.

Por um instante apenas, lembre das flores que brotam em janelas e sacadas. Flores selvagens, urbanas, flores em rosa, vermelho, laranja, branco e amarelo.

Recorde desse perfume e beleza. E retribua, evitando o desperdício que se torna a montanha de lixo que soterra as flores.
Agora, tenha em mente os regatos claros, as correntes de água, os rios imensos, o oceano formidável.

Pense em cada copo de água fresca que sacia a sede e faça um gesto de gratidão: economize água sempre que puder.

Nesses pequenos gestos do quotidiano é que conseguiremos reverter o quadro dos dias actuais. Aos poucos, seremos obrigados – pelo próprio instinto de sobrevivência – a cuidar mais do mundo em que vivemos.

E, se o homem firmar esse compromisso consigo mesmo, quem sabe um dia, novamente, haverá ar puro, céu azul, água limpa e um lugar adorável para se viver.

Mas não se engane. Tudo isso depende – e muito – de você. Dos gestos de responsabilidade ambiental que você tomar, dos exemplos que der, da educação que oferecer aos seus filhos.

Esse é um tempo de escolhas, de decisões.

Pense nisso. E, um dia, quando seus olhos físicos tiverem se fechado neste mundo – mesmo que os homens não mais se lembrem que você viveu aqui, sua memória estará viva na brisa que agita as folhas, nas correntes de água.

Os perfumes e as cores da Terra lembrarão de você e de seus gestos de amor.

*   *   *

Depende de cada um de nós a Terra do amanhã. Tanto moral quanto fisicamente.

Nós partiremos, em alguns anos. Mas, haveremos de retornar a este mundo, outras vezes, em outras épocas, em novos corpos.

Que desejamos encontrar, em nosso retorno?

Pensemos nisso, agora!

quinta-feira, junho 05, 2014

Peripatético

Você sabe o que quer dizer peripatético? E quando você não sabe o que significa uma palavra o que faz: pergunta para quem sabe, consulta o dicionário, finge que sabe?

A maioria de nós, quase sempre, opta pela terceira forma: finge que sabe, fala como quem sabe, mas não pergunta, nem se informa.

Afinal, ninguém deseja que o outro descubra que não se sabe.
Numa reunião de treinadores voluntários em uma empresa, discutia-se a melhor fórmula de ministrar um curso para duzentos funcionários.

Depois de uma explosão de ideias, alguém propôs que se utilizasse um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.

Nesse instante, o professor do grupo que, até então, se mantivera calado, fez a observação:
Jesus era peripatético.

Um silêncio constrangedor, uma troca de olhares entre os participantes se fez de imediato.

Antes que alguém pudesse dizer algo, o professor foi chamado para atender um pedido do Departamento de Recursos Humanos.

Mal ele saiu da sala, as manifestações se fizeram:

Que comentário de mau gosto! – Disse um.
De absoluta falta de respeito! – Falou outro.

Alguém argumentou que talvez o professor tivesse suas razões. Talvez ele fosse ateu e não quisesse misturar religião com treinamento.

Mas devia respeitar a religiosidade dos outros! – Vociferou alguém.

Durante dez minutos, cheios de fúria, os componentes do grupo malharam o professor.

Quando ele retornou, olhares hostis o receberam. Contudo, ele estava tão bem que foi logo dizendo:

Então, acredito que tenhamos resolvido como fazer o treinamento.

Separamos os funcionários em grupos de vinte e cada um de vocês vai fazer a apresentação mais de uma vez.
Alguém ousou falar:

Professor, veja bem, esse negócio de peripatético...

É isso mesmo, completou ele. Foi daí que me veio a ideia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos.

Jesus foi o Mestre dos mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico...

Mas que cara é essa? Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando."

Todos se entreolharam, corados de vergonha. Nenhum deles sabia o significado da palavra.

Encolhidos, se deram conta que seu orgulho era maior do que a vontade de aprender. Aprender para ensinar.

Teria sido suficiente um deles ter tido a humildade de confessar que desconhecia  a palavra. Os demais concordariam e tudo se resolveria com uma simples consulta ao dicionário.

Pense nisso

O fato de todos estarem de acordo a respeito de alguma coisa não transforma o falso em verdadeiro.

Informe-se.

Nunca se esquive do aprendizado, não tenha vergonha de perguntar, indagar, questionar.

E pesquise, leia, nunca se permita estacionar na escalada do conhecimento.

E, finalmente, lembre: a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.

Pense de que lado você prefere ficar.

com base em artigo assinado por Max Gehringer.


domingo, maio 25, 2014

sepultura

Todo o ser humano tem uma natureza, que só ele próprio na generalidade dos casos conhece bem.

Por esse mesmo motivo existe uma incapacidade natural de mentir a si próprio sem dificuldade.



Todo aquele que escolhe, permite e autoriza que a mentira se instale sobre si mesmo, apenas está a enganar-se, a vigarizar-se, a desconsiderar-se, e cabalmente a cavar a sepultura de sua própria riqueza espiritual.

terça-feira, maio 13, 2014

Maria de Nazaré

Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

É com esta denominação que a Mãe de Jesus foi eleita para ser a protectora de Curitiba, a capital paranaense.

E existem outras tantas denominações com que ela é lembrada.

De acordo com o local, as circunstâncias,  recebe o adjectivo.

Nossa Senhora de Fátima, de La Salete, dos Navegantes, Imaculada Conceição, Nossa Senhora Aparecida.

Algumas das denominações têm a ver com aparições de Espíritos luminosos.

Apresentando-se com características femininas e excelsa beleza, foram tomados pela própria Mãe de Jesus.

Foi somente na segunda metade do século IV que Maria passou a ser objecto de culto.

Na Arménia, na Gália e na Espanha, os documentos do século VI registam um dia consagrado à Maria. Em Roma, as festas em sua homenagem aparecem só no século VII.

Não se sabe ao certo se as aparições eram realmente da Mãe de Jesus. No entanto, todas as religiões cristãs reverenciam a figura ímpar de Maria de Nazaré.

No Espiritismo aprendemos a reconhecer em Maria uma entidade muito evoluída.

Há mais de dois mil anos já havia conquistado elevadas virtudes que a tornaram apta a desempenhar, na crosta terrestre, a elevada missão de receber nos braços o emissário de Deus.

Emissário que se fez menino para se transformar no modelo de perfeição moral que a Humanidade pode pretender sobre a Terra.
Após o episódio da crucificação do filho, Maria permanece um curto período em Bataneia.

Depois se transfere, com João Evangelista, para Éfeso. Ali estabelece um pouso e refúgio aos desamparados.

Com João, passa a ensinar as verdades do Evangelho. Em poucas semanas, a casa de João se transforma num ponto de assembleias adoráveis.

Maria fala das suas lembranças. Fala sobre Jesus com maternal enternecimento.

Decorridos alguns meses, grandes fileiras de necessitados passam a frequentar o sítio generoso.

São velhos e desenganados do mundo que vêm ouvir as palavras confortadoras.

São enfermos que invocam sua protecção. Infortunados que pedem a bênção de seu carinho.

Sua morada passa a ser conhecida como a Casa da Santíssima.

Assim foi até sua morte. Ao libertar-se do vaso físico, ela deseja rever a Galileia.

Fora ali que seu filho apresentara as mais belas canções da Imortalidade.

Em seguida, visita os cárceres de Roma, repletos de discípulos do Mestre, que aguardam a morte. Conforta-os e lhes transmite bom ânimo.

Na Espiritualidade, Jesus lhe confia a assistência aos suicidas.

Esses Espíritos, em profundo sofrimento no Além, são atendidos pela legião dos Servos de Maria.

Maria é, pois, a sublime acolhedora desses Espíritos que se arrojaram aos abismos da morte voluntária.

Todas as petições que a ela são dirigidas, são acolhidas pelos seus emissários. Examinadas e atendidas, conforme o critério da verdadeira sabedoria.

Maria de Nazaré prossegue amparando com imenso amor maternal a Humanidade inteira.

Os espíritas a reconhecem como ser sublime que, na Terra, mereceu a missão honrosa de seguir, com solicitude maternal, Aquele que foi o redentor dos homens, nosso Mestre e Senhor Jesus.

com base em dados históricos colhidos no verbete Maria, na Enciclopédia
Mirador, v.13, ed.  Encyclopaedia Britannica do Brasil.




quarta-feira, maio 07, 2014

wu ji

a vida não existe como tu pensas que
ela existe.
vida existe antes de pensares como ela existe.

festa...????

o ser humano dos dias de hoje é tão caricato... 
que para chegar a si mesmo...
teve que o fazer a partir de fora...

sem reparar, sem quase controlar inicia finalmente,
através de uma exposição a que sempre se negou,
através de redes sociais e novas formas de divulgação,
dá-se finalmente a conhecer nos seus mais diversos
estados e forma de intimidade, a si e a sua família

desta vez para o mundo inteiro, algo que anteriormente
havia sido impensável somente para a gentes de sua freguesia,
de sua família inclusive...

finalmente inicia rápido através desta exposição a que se sujeita
transportado pela moda e pelo dá jeito...
a ver-se nos olhos e na boca do mundo imenso de limites desconhecidos...

afinal tudo e tudo, para que finalmente 
se tenha encurralado para olhar de frente.

será que está preparado para a cilada,
que para si próprio preparou de forma impensada?

a ver vamos...

a festa somente agora iniciou...

terça-feira, maio 06, 2014

de um prisma Divino...

a grandeza da humanidade é quando reconhece,
a sua pequenez.

é nesse seu gesto colectivo que parte de gestos individuais, 
que são criadas as condições necessárias para 
reconhecer os mecanismos de transcendência a níveis 
de percepção superiores,

isso é válido para todos os níveis de conhecimento.

segunda-feira, maio 05, 2014

obstáculo ao crescimento...

Tem aquele que se acha grande,
este não tem por onde crescer
não reúne espaço disponível, 
por sua própria forma de entender a vida


Dentre aquele que não se acha grande, 
o que reúne condições para crescer,
o pior que pode acontecer é quando
insiste a ficar atarraxado em sua pequenez...


sexta-feira, maio 02, 2014

Um gesto de amor

Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, adentra a loja e pede ao proprietário que embrulhe para presente um sabonete comum.

É presente para minha mãe, diz com quase orgulho.

O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, sentiu vontade de ajudá-lo.

Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja.

Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.

O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão.

O homem ficou ainda mais comovido, quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe.

Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. 

O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas do seu sentimento. Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete?

Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema?

No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.

Impaciente, ele perguntou: Moço, está faltando alguma coisa?

Não, respondeu o proprietário da loja, é que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar-lhe um presente, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.

Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: Nem um sabonete?

O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da ideia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.

A sós, pôs-se a pensar. Como é que ele nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.

Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!

*   *   *

Invista no amor. Ele é o mais poderoso meio de tornar as pessoas felizes.

Em qualquer circunstância, em qualquer data especial para determinadas comemorações, o mais importante não é o que se dá, mas como se dá.

Todo presente deve se revestir de sentimento e não deve haver diferença entre homenagens a uma pessoa pobre ou a uma pessoa rica.

A expressão deve ser sempre do afeto. O que se deve dar é o coração a vibrar em amor.

O valor do presente não está no quanto ele vai aumentar o conteúdo das caixas registradoras, mas sim o quanto ele somará na contabilidade do coração.

com base no cap. 20, do livro Novas histórias que ninguém contou, novos conselhos que ninguém deu, de Melcíades José de Brito, ed. DPL. Disponível no livro Momento Espírita, v. 4, ed. FEP.

segunda-feira, abril 28, 2014

A espiritualidade desenvolve-se como o andar...

A espiritualidade cresce num ser humano de forma muito natural, exactamente como aprender a andar.



Refiro o assunto na intenção de ajudar a reflexão naqueles que procuram associar o desenvolvimento da espiritualidade e seus dons a processos complicados, anti-naturais e de resultados imediatos, o que não deixa de ser uma forte candidatura ao sentimento de frustração.

Um bebé passa de deitado para sentado, primeiro com alguma ajuda depois autonomamente. Seguidamente, inicia a tentar gatinhar e cai algumas vezes de barriguinha no chão.

Volta a sentar-se, com o repetir do processo vai ganhando confiança e perante cada repetição vai ficando mais fácil.

Um dia finalmente consegue colocar-se verticalmente, de pé. Ainda titubeante quando tenta dar os seus primeiros passos desequilibra-se e invariavelmente, acaba ou sentado ou novamente caído no cão.

O processo repete-se. Através das muitas quedas vai começando a enraizar confiança e a desenvolver os mecanismos naturais internos que o vão ajudar a ensaiar os primeiros passos sem cair.

Assim, sem desistir, dia-após-dia, inicia a caminhar e logo à frente as primeiras corridas... os primeiros pulos, etc.

Mais tarde, já em jovem e até à idade adulta só voltará a cair provavelmente porque tropeçou ou escorregou em alguma coisa...

Ao nível espiritual é exactamente o mesmo processo. 



Um processo natural, que necessita de tempo para que se consolide, dedicação para que se desenvolva, disciplina para que se organize, persistência para que se formalize, enfim prática e exercício para que se estabeleça de forma mais continuada.

De facto muitos de nós são confrontados com a existência da espiritualidade mais pela casualidade que pelo resultado de uma prática intencional e continuada.

Como a sua presença acontece de forma naturalmente mais intensa quando confrontados com situações de grande comoção, seja um acidente, uma doença grave, uma tragédia de qualquer espécie, nesses momentos o ser humano dá-lhe valor porque submetido a algum tipo de condicionamento a sente de forma inquestionável, é nessa altura que acredita como se costuma vulgarmente dizer, em algo mais.

E tem razão.

Somente não é lógico concluir daí, que a percepção espiritual nas pessoas tenha que ser resultado unicamente de algum tipo de condicionamento significativo.

De igual modo, através de uma dedicação suave e continua, de uma observação minuciosa e exaustiva através da contemplação, através do estudo de alguns dos muitos textos acerca do assunto disponíveis, essa mesma certeza interior pode com certeza ganhar um espaço permanente no interior de uma pessoa. 
Para concluir esta abordagem, é muito mais pela atenção a estes processos continuadamente e sob o quotidiano, em todos os seus ambientes, que a espiritualidade pessoal se desenvolve em sentido ao Cristo interno de cada um de nós.
Procurar estas coisas pelo lado de fora, é procurar a raiz das coisas, pelos seus reflexos...