domingo, novembro 09, 2014

VERDADE…

Verdade é que aquele que assume seu momento, negociando os extremos como se seus legítimos momentos, encontra rápido o caminho da sua crucifixão. 

Aquele que entendeu que tem um meio, que é o seu trilho, que se manifesta nos extremos, e que como um bom judeu tenta negociar agradando a todos, é colhido pedaço por pedaço, pela eternidade dos tempos.

Este cria a sua destruição e a sua inocência, conjuga em seu peito os antagónicos como quem quer dominar uma fera, pela força do amor.

Enfrenta, todos os conflitos que inventou, levantou todas as poeiras que agora o asfixiam, encontra-se em pleno calvário quer o saiba ou ainda não…

Renasce a cada momento, porque cedeu todos os seus direitos por uma conduta de caminho ao Deus que tentou subornar, e agora responde pelo que criando acreditou.

Mergulhou na vida de uma forma diferente, doeu.

E de entre os outros de sua inocência só pagou, o cálculo de um sonho acreditou, e por ele depois de fraquejar as inúmeras humanidades da sua alma, entregou.

Muitos de seu nome sobretudo seus carrascos, lhe devotaram o nome, construíram nações poderosas, corruptas e impecáveis, e agora seus filhos lhes escapam como em cada um, um eco de um salvador urgisse, num espaço até então ocupado por uma ordem fantasmagórica, sob a qual os arautos da nova ordem, jorraram sua luz.

Bem sei, que não se torna tarefa conforme, trabalhar as ordens dos tempos, mas senta-te comigo.

Não tarda teus filhos, vão trazer o juz à palavra dos iluminados e vai acontecer bem dentro de tua esfera de relacionamentos.

Não esqueças soltar os festejos da tua alma, ainda que isso sofra, porque é de amor que se trata.


A LEI MAIOR.

quinta-feira, outubro 30, 2014

É preciso ouvir...

O turista viajava pelo Oriente e, atraído pelo que ouvira falar a respeito de renomeado guru, resolveu visitá-lo.

Sabedor que todos o tinham em extraordinário conceito pelos conselhos que dava a quem o buscava, pensou em lhe pedir orientação para sua vida, que estava um autêntico caos.

Foi introduzido em uma saleta, junto a outros que, igualmente, seriam atendidos. A casa era simples e pequena.

O guru procedia à cerimónia do chá, com que desejava brindar os visitantes.

O turista, afoito e impaciente, começou a falar sem interrupção. Falava dos seus problemas, das suas dificuldades, acompanhando todos os passos do dono da casa, conforme ele se movia de um lado para o outro.

Segurou a chávena que lhe foi entregue, sem muita atenção.

Contudo, quando o guru nela despejou um pouco de chá, estando virada para baixo, inverteu o sentido das suas palavras para protestar:

O senhor viu o que fez? A chávena estava ao contrário e o chá derramou...

Calmamente, respondeu o guru:
Exactamente como a sua mente! Você está tão preocupado em falar, que não escuta nada do que se lhe diga.

É como despejar um bule cheio de chá na chávena virada para baixo.

Mude a sua conduta. Pense antes de falar. Fale pouco, analisando o que diz. Quando agir assim, a sua vida vai melhorar.

E concluiu: Pode se retirar. A consulta acabou.

*   *   *

Quantos de nós nos assemelhamos a esse turista.

Dizemos que desejamos respostas às nossas indagações. Entretanto, não paramos de fazer perguntas, não permitindo ao interlocutor possa nos responder.

E, se ele tenta falar, o nosso gesto logo diz que ele deve esperar um pouco, porque não concluímos nossa narrativa.
Isso quando não começamos a dar as respostas, conforme acreditemos devam ser.

Como se lê no capítulo três, do livro bíblico Eclesiastes: Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Portanto, devemos concluir que, no relacionamento pessoal, há um tempo para falar e outro tempo deve ser dedicado a escutar.

Grandes problemas se resolveriam em minutos se tivéssemos a calma para ouvir o que o outro tem a dizer.

Desentendimentos sequer viriam a existir, se nos permitíssemos ouvir as pessoas.

Aprenderíamos mais se nos dispuséssemos a ouvir quem deseja nos ensinar.

E ouvir não quer dizer simplesmente, escutar. É ouvir com atenção, é buscar entender o que o outro expressou e, se não entendeu, humildemente, pedir:

Pode repetir, por favor? Que você quer dizer, exactamente?

E se dispor a ouvir um tanto mais.

Se observarmos nosso organismo, veremos que Deus nos dotou de um par de ouvidos e uma só boca. Sabiamente, já prescrevia que mais se deve ouvir, e menos falar.

Ouvir os conselhos dos mais maduros, dos que já vivenciaram certas experiências e podem nos auxiliar a não cair nos mesmos erros.

Ouvir o que tem a dizer os nossos filhos: suas queixas, seus problemas, suas dificuldades com os amigos, os professores, no trabalho, no namoro.

Aquele que tem ouvidos para ouvir, que ouça! Foi o registo do Evangelista Mateus, como advertência do sábio Mestre da Galileia.

Disponhamos-nos a ouvir: a voz do outro, a sinfonia do mundo, o próprio silêncio.

Ouçamos.

segunda-feira, outubro 06, 2014

Cem anos e mil vestidos

A senhora Lillian Weber tem uma missão e nem pensa em parar seu trabalho voluntário.

Todos os dias ela faz um vestido para uma criança, que ela nunca vai conhecer.


Eles são recolhidos e enviados para meninas da África, por um grupo cristão chamado Pequenos vestidos para a África.

Nos últimos dois anos ela fez mais de oitocentos e quarenta vestidos, e planeia fazer mais de cento e cinquenta até dia seis de maio de 2015.


Nesse dia, Lillian vai completar cem anos de idade e será seu milésimo vestido.

É apenas uma daquelas coisas que você aprende como fazer e desfrutar, diz ela.

Lillian costura na Fazenda onde mora, em Scott County, Minnesota, Estados Unidos.

Apesar de todos os vestidos obedecerem a um padrão, cada um recebe um detalhe diferente, uma costura extra, para dar a cada criança um pouco de orgulho adicional.

Ela os personaliza, diz a filha de Lillian, Linda Purcell. Ela tem que colocar algo na frente, para torná-lo especial, para dar o seu toque.


O que começou como um hobby tornou-se um trabalho diário de amor.

Lillian diz que começa a trabalhar em um vestido de manhã, faz uma pausa no horário do meio-dia, e coloca os toques finais no período da tarde.

Estou muito, muito orgulhosa da minha mãe. – Comenta Linda.

Família e amigos vão continuar a ter orgulho de Lillian, depois de seu vestido de número mil. Afinal, mil é apenas um número.

Quando eu chegar a mil, se eu ainda for capaz, não vou desistir. Vou fazer novamente, porque não há nenhuma razão para não fazer nada.


Quando Lillian terminar seus vestidos, suas filhas vão entregá-los a Pequenos vestidos para a África, Organização Beneficente Cristã fundada em 2008, em Michigan.

A Entidade já entregou cerca de dois milhões e meio de vestidos para orfanatos, igrejas e escolas no continente africano.


Lillian acaba de ser indicada para o prémio Pay it forward, que incentiva as pessoas a fazerem boas acções e passarem adiante, para que outros sigam o exemplo.

Como alguém pode afirmar que a velhice é tempo de inutilidade, perante histórias como esta?

Há tantas maneiras de servir!

O que fizemos, sobretudo na sociedade capitalista, foi sempre atrelar a utilidade à capacidade económica, isto é, a pessoa não ser mais economicamente activa - como se diz.

Mas é tão limitado este pensamento! É tão absurdo pensar que só podemos ser úteis à sociedade, à vida como um todo, dessa forma!

Como se tudo o que precisássemos estivesse apenas na esfera da matéria...

Então, um voluntário em hospital, que cede parte de sua semana para se misturar a enfermeiras, a funcionários, para ajudar em tarefas simples, não está sendo útil?

E quem não tem mais a disposição do corpo, mas ensina, aconselha, transmite optimismo e alegria através das palavras, não está exalando utilidade por todos seus poros?

E o mais belo é que não há idade limite para a utilidade. A utilidade também não exige conhecimento, formação académica, nem qualquer outro pré-requisito, além de disposição para servir, isto é, vontade.

*   *   *

Ouçamos o convite de servir à causa do bem.

Quem tiver ouvidos de ouvir, ouça.

Que possamos servir até o limite de nossas forças, deixando neste mundo um legado de trabalho, esforço e dignidade.

Inutilidade, nunca!

segunda-feira, setembro 22, 2014

Lições das árvores

Se as árvores pudessem falar, o que nos diriam? 

Que segredos poderíamos saber a partir dos seus relatos?

Elas resistem aos temporais, ao calor, às chuvas, aos ventos. Muitos se abrigam sob sua sombra, servem-se dos seus frutos.

Quantas gerações sobem em uma mesma árvore, através dos anos?

De uma forma romântica, quando olhamos para uma pintura de Auguste Renoir, Paysage aux collettes, e vemos, em primeiro plano, duas árvores retorcidas, retratando uma paisagem do local em Cagnes-sur-mer, que ele transformara em sua residência de inverno, não podemos nos furtar a imaginar as árvores que o terão inspirado.

E se pudéssemos entrevistar uma delas, que nos poderia dizer dessa genialidade que foi um dos maiores mestres da pintura impressionista, ao lado de Degas e Monet?

Talvez nos confidenciasse algo mais ou menos assim: Eu posei para Renoir. Foi minha natureza selvagem que atraiu a atenção daquele gênio.

Quatro séculos de vento e sol na Provença, na França, me deram o formato contorcido. Mas eu morreria se não fosse ele.

Em junho de 1907, ele comprou a terra debaixo das minhas raízes, em Les Collettes e impediu que um horticultor cortasse todas as árvores para plantar cravos.

Ele transformou este local em seu refúgio para o trabalho e a vida doméstica.

Na época, Renoir tinha sessenta e seis anos e já andava como um velho. Os filhos o carregavam para se sentar nas minhas raízes com seu cavalete.

Certo dia, eu o ouvi se queixar de mim ao seu marchand, Ambroise Vollard: “As oliveiras são horríveis de pintar.

Se você soubesse a dificuldade que tenho com esta aqui...

Ela tem tantas cores, nada é cinza. As folhinhas minúsculas realmente me fizeram suar! Uma lufada de vento e o tom muda.”

E, no entanto, ele me imortalizou. Poderei ser arrancada algum dia, ou ceder aos golpes de um machado cruel, e não morrerei.

Minha essência foi captada por ele e colocada na tela, em especial colorido.

E, embora Auguste Renoir reclamasse de mim, posso afirmar que fomos irmãos. Seus dedos deformados pelo reumatismo se pareciam com os meus galhos.

Há muito ele se foi, mas não esqueci um segundo do tempo que passamos juntos.

*   *   *
Seria verdadeiramente maravilhoso se entrevista deste género se pudesse concretizar. Seriam tantas as informações que nos poderiam fornecer as árvores que assistiram batalhas notáveis, com vencedores e vencidos; Ou as árvores das ruas, que vêem passar as crianças, se tornarem adultos e terem seus próprios filhos.

Que nos poderia confidenciar aquele resistente carvalho polonês, crescido à entrada de um quartel, que se transformou em um campo de concentração nazista?

Quantas vítimas passaram sob seus galhos? 

Quanta fumaça dos fornos crematórios terá respirado?

Sim, elas não podem falar. São testemunhas mudas. No entanto, nos dão a lição da serenidade pois assistem beleza, morte, tristeza, com a mesma serenidade.

Acompanham o decorrer do tempo e não lastimam a soma dos anos. Em sua imobilidade, nos leccionam resistência. E, não importando a maldade ou a bondade das criaturas, oferecem a mesma sombra, os mesmos frutos, servindo sempre.

Pensemos nisso. Aprendamos com elas.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo 
O que a árvore viu, de Seleções Reader’s Digest, 
de agosto de 2013

terça-feira, agosto 19, 2014

quarta-feira, agosto 06, 2014

EU SOU Gautama Buda.

ENSINAMENTOS FUNDAMENTAIS PARA O MOMENTO PRESENTE 
GAUTAMA BUDA 
24 de Junho de 2014 

EU SOU Gautama Buda. 

Eu vim de novo porque não posso deixar de estar presente neste momento difícil para a humanidade.

É meu dever prestar-vos ajuda. E a ajuda que nós, os Mestres Ascensionados, podemos proporcionar à humanidade é transmitindo-lhe a nossa orientação e o nosso ensinamento. 

Como sempre, tentarei, nesta curta mensagem, resumir os pontos mais importantes e vitais do nosso Ensinamento para o momento presente.

Todos vocês sabem, e cada um pode senti-lo na sua vida, que a Terra e a humanidade vivem actualmente um momento muito crítico.

Na verdade, a consciência colectiva da humanidade encontra-se perante uma importante escolha - qual o caminho de desenvolvimento a seguir.

No fundo, são confrontados com duas únicas opções - ou escolhem o caminho Divino de desenvolvimento, através de um processo de tentativas e erros - chamemos-lhe o caminho evolutivo; ou decidem abandonar o caminho definido pelo Criador para a humanidade da Terra. E, neste caso, encontrar-se-ão perante um cenário de degradação e depressão progressivas.

Existem duas abordagens principais em todas as áreas da vida humana - o Divino e o não-divino. Todas as decisões que tomam durante o dia podem agrupar-se numa destas duas categorias.

É fácil imaginar quão rápida e qualitativamente o mundo físico poderia mudar, se a maioria dos seres encarnados apenas fizesse escolhas divinas na sua vida.

Mas, a partir do momento em que a humanidade deixa de pensar sobre o Divino e as suas Leis, torna-se praticamente impossível agir de acordo com elas.

No passado, havia sempre instituições que recordavam às pessoas a existência de uma realidade Superior. Na maioria dos casos, seriam as religiões, homens santos ou diferentes ordens sagradas.

No entanto, estas instituições foram perdendo a noção da sua missão e dividiram-se entre aqueles que seguem o Divino e os que servem as forças opostas.

Torna-se cada vez mais difícil para quem não pertence a quaisquer confissões religiosas entender o que as diferentes religiões realmente propõem.

E isto passa-se também em todas as outras esferas da vida humana.

Há pessoas que possuem luz no seu interior e todas as suas decisões são iluminadas pela luz da verdade; e há pessoas que representam as forças da escuridão.

Essas pessoas agem exactamente no sentido oposto. 
Da mesma forma que, em todas as esferas da vida humana, há pessoas com diferentes pontos de vista, também nas profundezas da sociedade trava-se uma luta constante entre a Luz e as trevas, o Divino e o não-divino. 

Mas, uma vez que a humanidade em geral não se preocupa nem liga a assuntos eternos e fundamentais como o bem e o mal, a luz e a escuridão, um homem médio dificilmente pode compreender o que está realmente a acontecer no mundo.

Trava-se, no mundo actual, uma luta feroz entre as forças da Luz e as forças da escuridão. O resultado desta luta determinará o caminho que a humanidade vai seguir nas próximas décadas.

No futuro próximo, dependendo da escolha colectiva da humanidade, ou haverá uma súbita mudança no sentido da abundância, prosperidade, renascimento da moralidade e da fé em Deus, ou, pelo contrário, instalar-se-á uma completa depressão e degradação em todas as esferas da vida humana.

Nesta situação, não há possibilidade de tomar uma posição neutra. Ninguém pode enterrar a cabeça na areia como uma avestruz e esperar por melhores dias.
Se cada membro da sociedade não começar a trabalhar activamente, dias melhores nunca chegarão.

Neste momento, existem probabilidades semelhantes para um desfecho favorável ou desfavorável no desenvolvimento da história humana. 

Devo dizer-vos que, no mundo actual, não existem assim tantas pessoas com posições francamente anti-divinas e que as sigam constantemente.

Ao mesmo tempo, existem também algumas pessoas que tomam abertamente a posição Divina e se encontram firmemente do lado da Luz.

O resto da humanidade, cerca de 99 por cento, pode cair sob a influência de qualquer uma das forças - da Luz ou da escuridão.

E isso acontece sem que tenha consciência da situação.

Por exemplo, imaginem que estão a assistir ao noticiário na TV e são informados sobre acontecimentos negativos em qualquer parte do mundo. Nesse momento, vocês envolvem-se emocionalmente com eles e, mais tarde, provavelmente quererão compartilhar essa situação com amigos, vizinhos e conhecidos. Fazendo-o, estão a apoiar e a reforçar este campo de energias negativo e colocam-se do lado das forças das trevas, que se alimentam e reforçam sobretudo com as energias negativas (raiva, sensualidade, vaidade, ambição, orgulho, agressividade…) produzidas pela humanidade. 

E isso acontece inconscientemente. Como a maior parte dos mass media são geridos por pessoas envolvidas com pontos de vista não-divinos, ao assistirem e reforçarem o seu campo emocional, vocês tornam-se condutores das forças das trevas.

Ora, uma vez que a maioria da humanidade gasta uma quantidade significativa de seu tempo colada à televisão, isso significa que ela está dominada e obcecada pelas ideias transmitidas pelas forças das trevas.

Sendo assim, em que direcção é que acham que a humanidade se vai deslocar? 

A resposta é óbvia. 

O que pode então ser feito?

Nós oferecemos-vos a resposta a esta pergunta nas nossas mensagens.

Não se envolvam com estados negativos de consciência, mantenham constantemente a consciência positiva, libertem-se de todas as manifestações não-divinas na vida e cerquem-se com modelos de luz divina.

Cada um torna-se aquilo absorve.

Se indiscriminadamente se expuserem à informação negativa que flui pelos meios de comunicação de massa, essa informação instalar-se-á na vossa consciência e, algum tempo depois, precipitar-se-á no plano físico sob a forma de diferentes manifestações negativas - é assim que as coisas e os ambientes negativos se reproduzem.

Mas, é também assim que as coisas e ambientes positivos se podem reproduzir.

O mecanismo de controlo dos processos que ocorrem no mundo está no interior de cada ser. Há uma espécie de um interruptor ou válvula interna que tanto permite tomar decisões divinas como não-divinas.

Todos os dias e várias vezes ao dia, cada um pode conduzir-se si mesmo na direcção divina ou não-divina. 
Nós ensinamos a fazer distinções na vida e a manter a sintonia com o mundo Divino.

O primeiro e mais importante passo será acreditarem na existência do mundo Divino e desejarem servir a Luz.

Quando uma massa crítica da humanidade fizer esta escolha, as nossas preocupações desaparecerão - a humanidade terá optado pelo caminho do desenvolvimento evolutivo Divino.

Por isso, trazemos cuidadosamente o nosso Ensinamento. Trava-se uma luta para a salvação de, literalmente, cada alma. 

EU SOU Gautama Buda. 

terça-feira, agosto 05, 2014

Dan Berglund's Tonbruket - Nancy Jazz Pulsations 2011 fragm. 1

meu demónio...

estava a sonhar com uma história..., um desenrolar de acontecimentos que por qualquer motivo o sonhador iniciou a contestar.

Não de forma abrupta, mas nos pequenos detalhes, como se o sonhador subitamente ganhasse um direito a não assistir somente como espectador à sua história mas a intervir, como voz superior sobre a cena que estava a presenciar sobre si próprio. Questiona-se perante o pasmo dos actores e sobre si mesmo, sobre a cena que está a decorrer a um determinado momento e esta interrompe-se...

Para o sonhador este estado de consciência sobre as cenas do seu sonho, não tem um corpo e mesmo assim tem ascendente sobre tudo o que se passa no próprio sonho.

À medida que se interessa pelo decorrer da história do sonho,  gradualmente coloca questões às cenas que se desenrolam, enfim ao guião desconhecido.

As intervenções vão-se sobrepondo até que já ocupam metade da capacidade de memória do sonhador.

Talvez por ter pressionado continuamente de forma tão implacável o sonhador reencontra-se com surpresa numa outra história diferente, outro sonho, outro guião que se tenta impor para conduzir o sonhador a mais um conto de Morfeu.
Incrivelmente após um suceder de imagens e situações propostas pelo novo guião, a anterior consciência intromissa volta à carga, continua a colocar questões desafiantes de tal forma precisa e eficaz que não tarda, desta vez num menor espaço de tempo sonhado, o guião que se tentava impor cai novamente, colocada em causa a sua origem, a sua veracidade, ou mesmo a sua real existência...

Novo sonho, novo guião se tenta impor e assim sucessivamente naquilo que para o sonhador parece por breves instantes sonhados uma eternidade de confrontos, de tentativas de um forjar e de um desvendar da forja.

De tal forma se sucede esta precipitação pelo abismo do descortinar, que no acirrar das questões não respondidas entre o autor dos sucessivos sonhos e a consciência que lhes contesta validade, no seu auge acontece uma espécie de cair do pano... o desvendar de um plano possível onde estas duas entidades finalmente se irão conhecer; a consciência do sonhador e a entidade que origina os guiões dos seus próprios sonhos. 

Esta cena é representada para o sonhador e para o misterioso responsável pelos sonhos, por um local onde a consciência do sonhador de um rompante, ao contestar a genuinidade de um ultimo sonho que está a ser-lhe apresentado, vê este sumir-se numa parede enorme cheia de telas tipo televisores, onde enquanto se desvanece este último sonho o sonhador compreende o processo, ao verificar os outros ecrans apagados como sendo o local onde cada um dos sonhos que havia vislumbrado anteriormente lhe tinha sido projectado. 

Era a casa das projecções onde havia de aparecer um formidável demónio, furioso disposto a atormentar a consciência do sonhador com derradeiro esforço, talvez  para causar um pesadelo infernal.
 Um intenso confronto aconteceu e a consciência debateu-se frontalmente de tal forma, com tal energia que a imagem era a de um rosto demoníaco com os olhos esbugalhados, retorcendo-se em agonia, incapaz de dominar ou possuir esta consciência que afirmava perante este demónio, que todos os sonhos eram uma mentira, sua demoníaca obra e que a verdadeira origem de todas as coisas, do sonho de verdade, era o não sonho. 

Era o espaço que não estava tomado, o vazio que não tinha sido preenchido. O Som que não se escuta, o Absoluto que não se determina.

Essa consciência tomada de uma enorme certeza de que tudo que lhe havia sido proposto era encantamento e mentira, procurava agora encurralado este demónio em agonia e de forma implacável, saber-lhe a origem... descortinar-lhe a pátria, a origem deste tormento.

Naquele que foi um instante em que a consciência do sonhador sentiu como ter um rosto e este estar praticamente colado a um rosto demoníaco, numa pressão inimaginável, munida da certeza do seu saber residente em espaço vazio, num estertor daquilo que lhe pareceu o ceder do demónio, o sonhador acordou.

Acordou com tudo presente. Com o  acordar e um ultimo até um dia àquela consciência sonhada que com o sonho se afastava, o sonhador  ao mesmo tempo que despertava sentia profundamente ter confrontado a forma real, do seu próprio ego.

segunda-feira, julho 21, 2014

Sem competição

Desde cedo, o homem é educado para a competição. Os pais fazem questão de enumerar as qualidades dos seus filhos, que são ou devem ser os mais inteligentes, os mais espertos, os mais ágeis.

Nas idas ao parque, eles esperam que seus filhos sejam os que demonstrem melhores habilidades na bicicleta, no escorrega, sejam os primeiros na corrida, um craque da bola.

Nas festas de aniversário, melhor é aquele que consegue apanhar mais brinquedos na hora do estouro dos balões recheados de mil coisas que fazem o encanto da criançada.

Os destaques são, na escola, para os que conseguem as notas mais altas, aprendem mais rápido ou, de alguma forma, se sobressaem nos estudos ou nos jogos.

Para os não tão hábeis, nem tão inteligentes, resta verem os irmãos em evidência, os colegas sendo laureados e, se não tiverem uma boa estrutura emocional, admitirem o adjectivo de incapazes ou de tolos.

Bela é a experiência daquela professora recém-formada, chamada Mary, que foi leccionar em uma reserva de índios navajos.


Todos os dias ela pedia a cinco dos jovens alunos navajos que fossem até o quadro e resolvessem um problema simples de matemática de seu dever de casa.

Eles ficavam ali em silêncio, sem querer cumprir a tarefa. Mary não conseguia entender.

Nada do que Mary havia estudado em seu currículo pedagógico ajudava e ela não sabia como lidar com a situação.

O que estou fazendo de errado? Será possível que eu tenha escolhido cinco alunos que não sabem resolver o problema?

Finalmente, ela perguntou a eles o que havia de errado. E, na resposta de seus jovens alunos índios, aprendeu uma surpreendente lição sobre auto-imagem e noção de valor próprio.

Eles explicaram que queriam se respeitar uns aos outros. E, como sabiam que uns eram mais capazes e outros encontrariam dificuldade em resolver os problemas, não queriam exibir isso publicamente.

Apesar de muito jovens, entendiam como era inútil e desrespeitoso a competição do tipo perde-ganha na sala de aula. Pensavam que ninguém sairia ganhando se algum deles se exibisse ou ficasse encabulado diante de toda a turma.

Então se recusavam a competir uns com os outros em público.

navajos em 1902

Quando entendeu aquilo, Mary mudou o sistema, de modo a poder corrigir, individualmente, os problemas de matemática de cada criança, dedicando-se mais aos que tinham dificuldades.

E mudou muitas coisas em sua vida ao compreender que todos nós queremos aprender – não para nos sobressairmos diante dos outros, mas para sermos mais felizes.

*   *   *

Não estimule a competição no seu filho. Cultive nele a consciência dos valores reais.

Ensine-o a respeitar os que apresentam dificuldades, reconhecendo que o importante não é chegar em primeiro lugar a qualquer preço, mas completar com honra o percurso, e nunca a sós.

Por fim, estimule-o a conquistar a mais bela e brilhante medalha que deverá ostentar no peito: a do amor fraterno, que significa se importar com o outro, em todas as circunstâncias.

com base no cap. O que há de errado, de O manual do orador, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante

TODO...

Olho nos olhos a vida da terra...
sou remetido ao mistério da sua perfeição...

depois reflexiono sobre a existência humana... 
não consigo apartar de mim uma espécie de nojo...

O que poderia ser a existência humana sem a necessidade da maldade, aquela maldade que se tenta justificar com todo o tipo de patologia, até mesmo no seu cúmulo com a evolução natural da espécie alma num processo reencarnatório. 

Que vómito dá pensar na existência do sublime descortinado pelo pensamento daquilo que sou e meus pares. 

Todos infectados como um pus imundo sobre um plano transcendente, cósmico e sagrado.

Algures dentro da capacidade de se manter quieto, de contemplar no humano, reside alguma capacidade para sentir como um sonho o que lhe é impossível de compreender com o cérebro.

É uma capacidade cósmica, transcendente e não inteiramente terrestre, como todas as restantes actividades humanas.

Tudo que a humanidade fará num ciclo perpetuado pela sua incapacidade de se regenerar é extinguir-se após extinção, até que somente despida de tudo, arrancada de tudo que entretanto inventou para se destruir, de todo o tipo de ego, de todo o tipo de maldade, de ambição, de animalidade predatória, possa por fim ascender a um estado de ser vibracionalmente superior. 

Estes são os tempos da escravatura tecnológica, do deus pagão electrónico e de seus súbditos e seguidores, de seus sacerdotes de circuitos adulterados, de vírus em copula infernal contagiando a tudo e a todos.

Frase do dia, positiva que baste; Salve-se quem puder ou seja o primeiro que der um passo, que o resto por ora está todo tomado.

quinta-feira, julho 17, 2014

RESPIRAR... um alimento da alma

respirar demoradamente... compassadamente... profundo..., inteiro.



Inspirar o ar, suas fragrâncias etereas como uma geleia fresca e aromatizada pelas fragrâncias invisíveis dos lugares cósmicos inimagináveis, solitários... cheios da presença inalterada do Todo.

Inspirar contraindo o espaço infinito das presenças, Divinas, de todas as suas Criaturas, para dentro de si mesmo, de seu corpo que dilata ao expandir de dentro para fora, quebrar as barreiras do corpo físico.

Inspirar, inebriar de vida, extasiar celular, vivificar de imortalidade pelo abandono do conhecido rumo a estados íntimos alterados, expandidos por tanto receber, tanto invisível a saborear a alma.

Expirar profundamente, rápida ou demoradamente as fossas deletérias do corpo, empurrar para fora as frustrações, vergonhas, pecados, falhanços, desamores, expurgar o sem uso como uma roupa molhada que se torce para que se enxugue, cravar o ar interno do corpo numa seta que se dispara percorrendo todos os cantos do corpo, e se regurgita como entranhas que se expõem à força desinfectante do sol, expirar como de um verme se libertasse, como um ultimo e defunto suspiro que matasse e fizesse acordar o mundo transcendente, a sua possibilidade ao menos..., que arrepiasse, expirar como um estalar de ossos, de articulações que se soltassem para o acordar do corpo renovado.

respirar, inspirando.... expirando.... como uma refeição bem saboreada, como uma integração de todos os ciclos naturais onde as coisas belas se harmonizam...



respirar..... como quem nasce, morre, renasce e volta a morrer, num trajecto de sonho, num lugar maravilhoso de percepções despertadas... respirar como quem se coloca como alimento no seio de quem deu a vida...  vida espiritual.

respirar como quem ama, como um ato de amor, um testemunho de paixão pela vida... um amor declarado por todas as manifestações naturais de vida.

respirar para o acordar espiritual, tal como um alimento da alma....


terça-feira, junho 10, 2014

Aquecimento global

A Terra nos acolheu quando nascemos. O planeta que viu nascer nossos antepassados deverá ver também a chegada de nossos descendentes.

Muito tempo depois que deixarmos o solo desta Terra, o sol vai aquecer os homens do futuro que viverão aqui. E que mundo teremos deixado para a geração do amanhã?

Não costumamos pensar na generosidade da Terra que nos recebeu, ofertando frutos e flores, sombra e água.

Ao contrário, ao longo dos séculos, encharcamos o solo com substâncias corrosivas, reviramos a terra em busca de riquezas, matamos árvores, contaminamos águas, desperdiçamos recursos, poluímos o ar.

Enfim, seguimos esquecidos que os recursos naturais precisam de renovação e cuidado. O descuido de milénios então, afinal, surgiu.

Hoje, os resultados estão bem à nossa frente: chuva ácida, rios que se tornaram quase sólidos, montanhas de lixo.

Animais e plantas que morrem, que se extinguem como se fossem bolhas que simplesmente estouram no ar.

Nosso planeta agoniza, sufocado pela nossa displicência.

Podemos de fato fazer algo? Que atitude tomar?

Acredite: todos nós podemos, sim, retribuir a generosidade desta Terra que nutre seus filhos.

Hoje é dia de um novo começo, dia de amar mais a Terra, a natureza.

Olhe por alguns momentos para o céu claro. Pense no ar limpo que entra em seus pulmões. E em homenagem a tudo isso, deixe o carro em casa... por um dia que seja.

Por um instante apenas, lembre das flores que brotam em janelas e sacadas. Flores selvagens, urbanas, flores em rosa, vermelho, laranja, branco e amarelo.

Recorde desse perfume e beleza. E retribua, evitando o desperdício que se torna a montanha de lixo que soterra as flores.
Agora, tenha em mente os regatos claros, as correntes de água, os rios imensos, o oceano formidável.

Pense em cada copo de água fresca que sacia a sede e faça um gesto de gratidão: economize água sempre que puder.

Nesses pequenos gestos do quotidiano é que conseguiremos reverter o quadro dos dias actuais. Aos poucos, seremos obrigados – pelo próprio instinto de sobrevivência – a cuidar mais do mundo em que vivemos.

E, se o homem firmar esse compromisso consigo mesmo, quem sabe um dia, novamente, haverá ar puro, céu azul, água limpa e um lugar adorável para se viver.

Mas não se engane. Tudo isso depende – e muito – de você. Dos gestos de responsabilidade ambiental que você tomar, dos exemplos que der, da educação que oferecer aos seus filhos.

Esse é um tempo de escolhas, de decisões.

Pense nisso. E, um dia, quando seus olhos físicos tiverem se fechado neste mundo – mesmo que os homens não mais se lembrem que você viveu aqui, sua memória estará viva na brisa que agita as folhas, nas correntes de água.

Os perfumes e as cores da Terra lembrarão de você e de seus gestos de amor.

*   *   *

Depende de cada um de nós a Terra do amanhã. Tanto moral quanto fisicamente.

Nós partiremos, em alguns anos. Mas, haveremos de retornar a este mundo, outras vezes, em outras épocas, em novos corpos.

Que desejamos encontrar, em nosso retorno?

Pensemos nisso, agora!