quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Oração de Thomas Merton

Senhor meu Deus, não sei para onde vou.

Não vejo o caminho em frente, nem sei ao certo onde ele findará.

Na verdade nem me conheço e o facto de pensar que estou a seguir a Tua vontade não quer dizer que eu esteja a ser-lhe fiel.

Mas creio que o desejo de Te agradar Te agrada realmente.

E espero manter este desejo em tudo quanto fizer.

Espero jamais fazer qualquer coisa alheia a esse desejo.

Sei que, se agir assim, Tu me conduzirás pelo caminho certo, embora eu nada possa saber sobre ele.


Por isso, sempre confiarei em Ti, mesmo que me sinta perdido ou às portas da morte, nada recearei, pois Tu estás sempre comigo e nunca me deixarás sozinho.


terça-feira, fevereiro 10, 2015

As lições do Mestre

Ele estabeleceu as mais belas lições desde o berço.

Jamais alguém foi Mestre tão completo e excepcional.

O Rei Solar e Governador planetário tinha sempre algo a ensinar.

Ao nascer, escolheu a intimidade de um estábulo, desprovido de conforto e de atavios.

Lição de que a verdadeira realeza é do Espírito.

Como testemunhas do primeiro instante, Seu pai, Sua mãe. Provavelmente, uma parteira que viera auxiliar a gestante na délivrance.

Lição de aconchego. O nascimento é um momento muito especial em que o ser deve ser acolhido com todo afecto e discrição.

Mas, não se esqueceu de compartilhar a alegria do Seu nascimento com os que Lhe aguardavam a vinda. Os mais próximos.

Por isso, um mensageiro Celeste visitou os pastores no campo e lhes anunciou a notícia alvissareira, dizendo-lhes onde poderiam encontrar o Menino e como identificá-lO.

Também recordou dos que se encontravam distantes e por isso, uma estrela brilhou de forma diferente, anunciando que Ele chegara ao planeta azul.

Os magos, de várias partes do Oriente, que estudavam os astros e consultavam os céus, em busca de um sinal, a seguiram e O encontrando, O adoraram.

E porque um nascimento merece ser comemorado, um coro Celeste se fez ouvir na acústica das almas simples, aos ouvidos de quem tinha ouvidos de ouvir.

Um coro que anunciava a grande dádiva com que o Pastor presenteava Seu rebanho: Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens.

Uma especial comemoração. Lição da alegria de que se deve revestir toda nova vida que aporta ao planeta.

Mestre Excelente, não prescindiu da família, leccionando continuamente da sua importância.

Durante quase trinta anos, esteve no lar de Nazaré. E submeteu-Se às tradições, exercendo a profissão de Seu pai terreno.

As mãos celestes, que haviam modelado as formas planetárias, esmerando-se em detalhes, agora tomavam da madeira bruta para transformá-la igualmente em coxos para os animais, bancos, mesas.

Lição de humildade e de serviço.

Quando deixou o lar paterno para dominar as estradas do mundo, elegeu o dos amigos como seu próprio.

Em Cafarnaum, foi a casa do pescador Simão Pedro. Quando na Galileia, era o Seu local de aconchego, depois das lides do dia, exaustivas, junto ao povo.

Lar. Refúgio. Oásis para recompor as energias. Local de descanso.

Na Judeia, foi a chácara dos irmãos Marta, Maria e Lázaro.

Lição das bênçãos familiares, da sua importância para o refazimento, a alimentação pelo combustível do amor.

O Pastor veio para o meio do Seu rebanho sem descuidar de nenhum detalhe.

Amor não amado, demonstrou a preocupação com Sua mãe, ao deixá-la na Terra. Entre as agonias da crucificação, lembrou-Se de entregá-la ao Apóstolo João.

Nova lição. A de que a família se estende para além das fronteiras da consanguinidade. Família corporal. Família espiritual.

Tudo, em todos os instantes de Sua vida terrena, foi plenificado de ensino. Nem poderia ser diferente com Aquele que asseverou: Vós me chamais mestre e senhor. E dizeis bem, porque eu o sou.

Jesus. Modelo e Guia. Mestre e Senhor.


sexta-feira, janeiro 23, 2015

Atos 8

E Saulo estava aprovando o assassinato de Estêvão. Saulo persegue a Igreja. 

Daquele dia em diante, estabeleceu-se grande perseguição contra a Igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e de Samaria. Alguns homens piedosos sepultaram Estevão e derramaram seus corações em pranto por seu martírio. Saulo, por sua vez, devastava a Igreja, invadindo casa após casa, arrastando homens e mulheres para jogá-los ao cárcere. A Igreja prega para todos

Enquanto isso, os que haviam sido dispersos pregavam a Palavra por onde quer que fossem. Indo Filipe para uma cidade de Samaria, ali lhes anunciava a Cristo. Assim que o povo ouviu a Filipe, e viu os sinais e maravilhas que ele realizava, deu unânime e absoluta atenção ao que ele ensinava. Porquanto os espíritos imundos abandonavam a muitos, aos berros, e um grande número de paralíticos e aleijados eram curados. E, por este motivo, grande alegria sobreveio àquela cidade. 

Um mago em busca de poder

Havia um homem chamado Simão que, há algum tempo, vinha praticando feitiçaria na cidade. E isso impressionava toda a população de Samaria. Ele se dizia poderoso e notável, e todas as pessoas, das mais simples às mais ricas, davam-lhe grande crédito e exclamavam: “Este homem exerce um poder divino, chamado o Grande Poder!” E muitos o seguiam, pois vinham sendo iludidos por ele há bastante tempo por meio de suas artes mágicas. Contudo, quando Filipe lhes pregou as Boas Novas do Reino de Deus e do Nome de Jesus Cristo, creram nele, e foram baptizados, tanto homens quanto mulheres. O próprio Simão, da mesma forma, creu e foi baptizado, e acompanhava com curiosidade a Filipe por toda parte, contemplando perplexo os grandes sinais e maravilhas que eram realizados.

Pedro repreende o falso crente

Então, os apóstolos de Jerusalém, ouvindo que o povo de Samaria havia acolhido a Palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. Estes, assim que desceram até eles, oraram para que recebessem o Espírito Santo, porquanto o Espírito ainda não havia sido derramado sobre nenhum deles; tinham apenas sido baptizados em o Nome do Senhor Jesus. Sendo assim, à medida em que Pedro e João lhes impunham as mãos, recebiam estes o Espírito Santo. Observando Simão que o Espírito era concedido por meio da imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro, propondo: “Dai-me também a mim este poder, para que a quem eu impuser as mãos, ganhe o Espírito Santo!” Diante disto, replicou-lhe Pedro: “Que o teu dinheiro siga contigo para tua perdição, pois intentaste comprar, por meio dele, o dom gratuito de Deus! Tu não tens parceria nem porção neste ministério, porque o teu coração não é honesto perante Deus. Arrepende-te, portanto, dessa tua malignidade e ora ao Senhor; é possível que te seja perdoada a intenção do teu coração; pois vejo que estás cheio de amargura e atado pelos laços do pecado”. Entretanto, Simão lhes respondeu: “Orai vós por mim ao Senhor, para que nada do que dissestes sobrevenha a mim”.
E, havendo testemunhado e proclamado a Palavra do Senhor, Pedro e João regressaram a Jerusalém, pregando o Evangelho em muitos povoados samaritanos. 

Filipe é enviado em missão

Então, um anjo do Senhor falou a Filipe e lhe ordenou: “Apronta-te, e vai em direcção ao sul, pelo caminho deserto que desce de Jerusalém a Gaza”. Ao que ele se levantou e partiu. No caminho encontrou um eunuco etíope, alto oficial, administrador de todos os tesouros de Candace, rainha dos etíopes. Esse homem viera a Jerusalém para adorar a Deus e, retornando para casa, sentado em sua carruagem, ia lendo o livro do profeta Isaías. E aconteceu que o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te e acompanha essa carruagem. Então Filipe correu para a carruagem, ouviu o homem lendo o profeta Isaías e lhe perguntou: “Compreendes o que estás lendo?” Ao que ele replicou: “Como poderei compreender, a não ser que alguém me explique? E pediu a Filipe que subisse e se sentasse ao seu lado. O eunuco estava lendo esta passagem da Escritura: “Ele foi levado como ovelha para o matadouro, e como cordeiro mudo diante do seu tosquiador, assim Ele não abriu a sua boca. Em sua humilhação, a justiça lhe foi negada. Quem poderá contar a respeito dos descendentes dele, uma vez que sua vida na terra foi tirada”. Então, o eunuco indagou a Filipe: “Por favor, peço-te que me esclareças sobre quem o profeta está falando? De si mesmo ou fala de algum outro?” E, Filipe, tomando a palavra e iniciando por aquela mesma passagem das Escrituras, pregou-lhe o Evangelho: 

Jesus. 

Prosseguindo pela estrada, chegaram a um lugar onde havia água, e foi quando o eunuco observou: “Eis aqui água! Que me impede de ser baptizado?” Ao que Filipe orientou-lhe: “Tu podes, se crês de todo o teu coração”. Em seguida, declarou-lhe o eunuco: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus!” Assim, deu ordem para que parassem a carruagem. Então, Filipe e o eunuco desceram à água, e Filipe o baptizou. Quando estavam saindo da água, o Espírito do Senhor, de repente, arrebatou a Filipe. O eunuco não o viu mais, contudo, pleno de alegria, seguiu o seu caminho. Entretanto, Filipe apareceu em Azoto e, indo para Cesareia, pregava o Evangelho em todas as cidades pelas quais passava.


(NOT- em atos 8 encontro uma referencia e simultaneamente uma advertência, aos pressupostos essenciais para que um reikiano exerça o poder de cura, segundo os preceitos do Espírito Santo. Neste texto é impossível considerar omissão na instrução apresentada e é em absoluto rigor indispensável saber, que quem exerce a terapia de cura fora destes preceitos de conduta e intenção de coração, fora deste puro legado, está inequivocamente a exercer a terapia utilizando outro tipo de energia e possivelmente de conexão. Que certamente irá causar mais dano que beneficio, tanto para o que se diz reikiano como para aquele que paga para obter alívio de suas maleitas. Salvaguardando as opções de cada um, sugiro uma séria reflexão ao texto, às origens do reiki e de seu fundador, para que se entenda de uma vez que não será por ignorância nem por falta de aviso, se pratique a Arte inspiradamente e correctamente.
Não é possível ofender a Deus e sair incólume, eu não o creio de forma alguma.)


quinta-feira, janeiro 22, 2015

o mal não se cura sózinho

o mal não se cura sozinho

o mal cura-se com:

a entrega,
a colaboração,
a vontade,
a ajuda,

de quem sofre.

Somente na consciente e autentica participação daquele que é alvo de algum mal, de algum sofrimento, poderão estar reunidas as condições essenciais aos processos de cura.

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Amor e justiça

Houve, séculos atrás, uma tribo cujo chefe era tido como superior aos de todas as demais.

Naquela época, a superioridade era medida pela força física. 

A tribo mais poderosa era a que tinha o chefe mais forte.

Mas esse chefe não tinha somente força física. Era também conhecido por sua sabedoria.

Desejando que o povo vivesse em segurança, criou leis abrangendo todos os aspectos da vida tribal.

Eram leis severas que ele, como juiz imparcial, fazia cumprir com rigor.

Certa feita, pequenos furtos começaram a acontecer.

Ele reuniu o povo e, com tristeza no olhar, frisou que as leis tinham sido feitas para os proteger, para os ajudar. 

Como todos tinham o de que necessitavam para viver, não havia necessidade de furtos. 

Assim, estabeleceu que o responsável teria o castigo habitual aumentado de dez para vinte chibatadas.

Os furtos, entretanto, continuaram. Ele voltou a reunir o grupo e aumentou o castigo para trinta chibatadas.

Os furtos não cessaram.

Por favor, pediu o chefe. Estou suplicando. Para o bem de todos, os furtos precisam parar. Eles estão causando sofrimento entre nós.

E aumentou o castigo para quarenta chibatadas.

Naquele dia, os que estavam próximos dele, viram que uma lágrima escorreu pela sua face, quando dispersou o grupo.

Finalmente, um homem veio dizer que tinha identificado o autor dos furtos. 

A notícia se espalhou e todos se reuniram para ver quem era.

Um murmúrio de espanto percorreu a pequena multidão, quando a pessoa foi trazida por dois guardas. 

A face do chefe empalideceu de susto e sofrimento.

Era sua mãe. Uma senhora idosa e frágil.

E agora? O povo começou a questionar se ele seria, ainda assim, imparcial. 

Será que faria cumprir a lei? Seria o amor por sua mãe capaz de o impedir de cumprir o que ele mesmo estabelecera?

Notava-se a luta íntima dele que, por fim, falou:

Meu amado povo. Faço isso pela nossa segurança e pela nossa paz. As quarenta chibatadas devem ser aplicadas, porque o sofrimento que esse delito nos causou foi grande demais.

Acenou com a cabeça e os guardas fizeram sua mãe dar um passo à frente.

Um deles retirou o manto dela, deixando à mostra as costas ossudas e arqueadas. O carrasco, armado de chicote, se aproximou e começou a desenrolar o seu instrumento de punição.

Nesse momento, o chefe retirou o próprio manto e todos puderam ver seus ombros largos, bronzeados e firmes.

Com muito carinho, passou os braços ao redor de sua querida mãe, protegendo-a, por inteiro, com o próprio corpo.

Encostou o seu rosto ao dela e misturou as suas com as lágrimas dela. Murmurou-lhe algo ao ouvido e então, fez um sinal afirmativo para o encarregado.

O homem se aproximou e desferiu, nos ombros fortes e vigorosos uma chibatada após outra, até completar exactamente quarenta.

Foi um momento inesquecível para toda a tribo que aprendeu, naquele dia, como se podem harmonizar com perfeição, o amor e a justiça.

*   *   *
O amor é vida, e a compaixão manifesta-lhe a grandeza e o significado.

O amor tudo pode e tudo vence, encontrando soluções para as situações mais difíceis e controvertidas.

Enfim, o amor existe com a finalidade exclusiva de tornar feliz aquele que o cultiva, enriquecendo aquele outro a quem se dirige.

com base no cap. Eterna harmonia, de John MacArthur, do livro Histórias para o coração, v. 2, de Alice Gray, ed. United Press e pensamentos finais do cap. 1, do livro Garimpo de amor, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

terça-feira, dezembro 23, 2014

MANTENHAM-SE FOCADOS NO SENTIMENTO DO AMOR E TUDO COMEÇARÁ A MUDAR À VOSSA VOLTA

EU SOU a Mãe Maria e venho hoje falar convosco. 

Hoje, gostaria de falar sobre as vossas necessidades e as necessidades do momento actual. Muitos de vocês pedem a minha ajuda e eu posso dá-la a muitos. 

No entanto, há um certo número de almas tão sobrecarregadas com o peso desproporcionado de suas faltas passadas que, mesmo que quisesse, não as poderia ajudar. Os meus anjos e eu própria estamos constantemente em estado de serviço e atenção especial às vossas solicitações e apelos. 

E devo dizer-vos que, mesmo quando a ajuda não pode ser dada em toda a sua plenitude, fazemos todo o possível por aliviar os vossos sofrimentos. 

As lágrimas de arrependimento que muitas vezes vejo nos vossos olhos durante as nossas conversas íntimas dizem-me muito mais sobre vocês do que quaisquer palavras ou mesmo orações. 

Vocês não conseguem imaginar o tipo de trabalho que os Mestres Ascensionados têm que realizar para permitir que as vossas almas entendam os muitos pecados que cometem e se arrependam deles. 

Quando o arrependimento penetra o coração, o vosso fardo kármico reduz-se a metade. E podem dissolver a metade restante com as vossas orações diárias e os esforços destinados a aliviar o fardo de outras almas que sofrem. 

Creiam-me que, no momento presente, toda a ajuda que possam proporcionar às almas que sofrem é absolutamente inestimável. 

Muitas pessoas nem sequer percebem que estão em sofrimento. Não o conseguem porque não possuem qualquer ponto de referência com que possam comparar seu estado actual. Estão tão sobrecarregadas com os seus problemas e preocupações que não conseguem aperceber qualquer raio de luz na escuridão total da sua vida. 

Assim, é fundamental proporcionar um raio de esperança a essas almas. Abram os vossos corações ao Amor Incondicional e enviem uma pequena parte deste Amor a cada coração que sofre no mundo. 

Não será algo muito difícil de fazer, pois não? Não vos custará muito um esforço para tentar aquecer com o vosso Amor os corações violentos de políticos, economistas, funcionários do governo e estruturas comerciais, pois não? 

É fundamental que consigam superar muitos dos estereótipos que condicionam o vosso interior e a forma como olham para essas pessoas e sejam capazes de ver nelas corações que simplesmente não sabem o que é o Amor Incondicional. 

Muitas delas são seres totalmente dominados pelo feitiço das forças ilusórias. 

Eles estão simplesmente adormecidos, sonhando sonhos horríveis, e tentando promover e realizar esses sonhos nas suas vidas. 

Isto ocorre porque, nos corações desses seres, não existe qualquer ligação com o Divino ou as Suas manifestações. É exactamente esta falta de ligação ao Divino que permite que muitos políticos pratiquem actos horríveis. Se o Amor de alguém pudesse aquecer os seus corações com pelo menos um curto impulso de bondade e luz, prevemos que muitas das horríveis consequências das suas acções poderiam ser evitadas, porque eles iriam mudar. 

O impulso da energia Divina pode dissolver o medo e agressividade nos corações dos ateus e criminosos mais endurecidos. 

Acontece, por vezes que, num determinado momento, uma pessoa acorda do seu sonho e lágrimas de arrependimento surgem no seu rosto. Uma pessoa arrependida já não é capaz de causar dano a outrem, a crianças ou idosos. 

Assim, esforcem-se por fazer crescer o Amor Incondicional no vosso coração neste momento escuro e enviem-no aos que, na vossa opinião, dele precisam para que os seus corações possam mudar.

Desta forma, através dos nossos esforços mútuos, seremos capaz de contribuir para mudar o futuro de todo o planeta, por muito triste e sem alegria que esse futuro possa agora parecer. 

Nós podemos mudar qualquer situação no planeta Terra através dos nossos esforços mútuos. 

Eu peço-vos que vençam a inércia e a preguiça e se esforcem por se melhorarem a si mesmos e eliminarem as imperfeições que ainda estão a bloquear a manifestação do Amor Divino nos vossos corações. 

Pensem no que, neste momento, está a impedir os vossos corações de manifestar o Amor Incondicional. 

Pensem em como dissolver o gelo do medo, agressão e descrença que, literalmente, aprisiona os corações.

Pensem no que podem fazer por outras pessoas, não apenas os familiares, mas também todos aqueles cujas acções afectam o público em geral. 

Às vezes, uma única pessoa que possua alguma influência sobre a sociedade pode ajudar a opinião pública a superar as tendências negativas do mundo. 

Devem ser firmes na vossa fé e com ela deixar fluir para o mundo o Amor Incondicional que ajudará os corações de muitas pessoas a mudar. 

Tudo pode ser mudado, amados. 

Tudo é possível com a ajuda de Deus, absolutamente tudo. Apenas precisam de concentrar todos os esforços em Deus e na Sua presença nas vossas vidas e buscar a Sua orientação em todos os actos que praticam. Todo o dia e todos os dias. 

Não pensem sobre os que se esqueceram de Deus e revelam apenas qualidades humanas de baixo grau. Pensem apenas no Amor Divino que cresce diariamente no vosso coração. 

Permaneçam sempre no Amor e tudo começará a mudar em redor. 

Se vos falta a fé e devoção, lembrem-se de mim. Lembrem-se daqueles momentos tranquilos em que eram capazes de olhar a minha imagem e encontrarem respostas para as vossas dúvidas. 

Lembrem-se daqueles minutos de pacífica alegria durante a nossa comunhão próxima que já experimentaram na vida, embora em raras ocasiões. 

Amados, estou sempre convosco! 
Estamos sempre juntos! 

Compartilho completamente convosco todas as desgraças e sofrimentos que vos tocam e faço todo o possível por aliviá-los totalmente. 

Que a paz, a calma e a bondade estejam sempre convosco. 

EU SOU Mãe Maria que vos ama e cuida de vós. 

quarta-feira, novembro 19, 2014

Só a meditação pode matar a mente

Lembre-se disto: a mente é velha, não pode nunca ser nova. Portanto, não pense nunca que a sua mente é original.Nenhuma mente pode ser original. Todas as mentes são velhas, repetitivas. É por isso que ela gosta tanto das repetições e está sempre contra o novo. Por ter sido criada pela mente, a sociedade também está sempre contra o novo. Por terem sido criados pela mente, o estado, a civilização, a moral estão sempre contra o novo. Nada pode ser mais ortodoxo do que a mente.


Com a mente, nenhuma revolução é possível. Se você é um revolucionário através da mente, pare de enganar a si mesmo. Um comunista não pode ser revolucionário porque nunca meditou. Seu comunismo é mental. Apenas trocou de Bíblia: não acredita mais em Jesus, acredita em Marx ou em Mao, a última edição de Marx. O comunista é tão ortodoxo quanto qualquer católico, hindu ou maometano. Seu ortodoxismo é o mesmo porque a ortodoxia não depende do que é acreditado. A ortodoxia depende de se acreditar através da mente. E a mente é o elemento mais ortodoxo, mais conformista do mundo.



Qualquer coisa que a mente crie, nunca será nova, será sempre anti-revolucionária. É por isso que a única revolução possível no mundo é a religiosa, não pode haver outra. Apenas a religião pode ser revolucionária porque só ela chega à própria fonte. Só ela abandona a mente, o velho. Assim, de repente, tudo é novo, porque era a mente que estava tornando tudo velho através de suas interpretações.



De repente, você volta a ser criança. Seus olhos são jovens, inocentes. Você olha sem informações, sem ensinamentos. De repente, as árvores têm um novo frescor, o verde mudou — já não é mais opaco; é vivo, brilhante. De repente, o canto dos pássaros é totalmente diferente.



Isso é o que tem acontecido a muitas pessoas pelas drogas. Aldous Huxley ficou intensamente fascinado pelas drogas por causa disso. Em todo o mundo, a nova geração sente-se atraída pelas drogas. A razão disso é que a droga, por um momento, por algum tempo, coloca sua mente de lado quimicamente. Você olha para o mundo e, então, as cores ao seu redor são simplesmente miraculosas. Você nunca viu algo assim! Uma flor comum transforma-se em toda a existência, traz consigo toda a glória do Divino. Uma folha comum adquire tanta profundidade que é como se estivesse revelando toda a Verdade. Todas as coisas imediatamente mudam. A droga não pode mudar o mundo; o que ela faz é colocar sua mente de lado por um processo químico.



Mas a pessoa pode tornar-se viciada; então, a mente terá absorvido a droga também. Apenas no começo, nas primeiras duas ou três vezes, é que a mente pode ser enganada quimicamente. Depois, pouco a pouco, a mente entra num acordo com a droga e novamente toma as rédeas. O choque original é perdido. Torna-se viciado pela droga. O comando volta a pertencer à mente. Pouco a pouco, mesmo quimicamente, torna-se impossível colocar a mente de lado. Ela continua presente. Então, você está viciado. As árvores voltam a ser velhas, as cores já não são tão radiantes, tudo está novamente opaco. A droga o matou, mas não a sua mente.



A droga pode dar apenas um tratamento de choque. Ela é um choque químico para todo o corpo. Nesse choque, o velho ajustamento é quebrado. As brechas aparecem e, através delas, você pode olhar. Mas isso não pode se tornar um hábito. É impossível fazer da droga uma prática. Cedo ou tarde, ela fará parte da mente, a mente assumirá a direcção e tudo voltará a ser velho.



Só a meditação pode matar a mente — nada mais. A meditação é o suicídio da mente, é a mente cometendo suicídio. Sem qualquer química, sem qualquer meio físico, você põe sua mente de lado. Torna-se o mestre. E quando você é o mestre, tudo é novo. Desde a própria origem até o derradeiro final, tudo é novo, jovem, inocente. A morte não existe, nunca ocorreu neste mundo. A vida é eterna.

Osho, em "Nem Água, Nem Lua"

domingo, novembro 09, 2014

VERDADE…

Verdade é que aquele que assume seu momento, negociando os extremos como se seus legítimos momentos, encontra rápido o caminho da sua crucifixão. 

Aquele que entendeu que tem um meio, que é o seu trilho, que se manifesta nos extremos, e que como um bom judeu tenta negociar agradando a todos, é colhido pedaço por pedaço, pela eternidade dos tempos.

Este cria a sua destruição e a sua inocência, conjuga em seu peito os antagónicos como quem quer dominar uma fera, pela força do amor.

Enfrenta, todos os conflitos que inventou, levantou todas as poeiras que agora o asfixiam, encontra-se em pleno calvário quer o saiba ou ainda não…

Renasce a cada momento, porque cedeu todos os seus direitos por uma conduta de caminho ao Deus que tentou subornar, e agora responde pelo que criando acreditou.

Mergulhou na vida de uma forma diferente, doeu.

E de entre os outros de sua inocência só pagou, o cálculo de um sonho acreditou, e por ele depois de fraquejar as inúmeras humanidades da sua alma, entregou.

Muitos de seu nome sobretudo seus carrascos, lhe devotaram o nome, construíram nações poderosas, corruptas e impecáveis, e agora seus filhos lhes escapam como em cada um, um eco de um salvador urgisse, num espaço até então ocupado por uma ordem fantasmagórica, sob a qual os arautos da nova ordem, jorraram sua luz.

Bem sei, que não se torna tarefa conforme, trabalhar as ordens dos tempos, mas senta-te comigo.

Não tarda teus filhos, vão trazer o juz à palavra dos iluminados e vai acontecer bem dentro de tua esfera de relacionamentos.

Não esqueças soltar os festejos da tua alma, ainda que isso sofra, porque é de amor que se trata.


A LEI MAIOR.

quinta-feira, outubro 30, 2014

É preciso ouvir...

O turista viajava pelo Oriente e, atraído pelo que ouvira falar a respeito de renomeado guru, resolveu visitá-lo.

Sabedor que todos o tinham em extraordinário conceito pelos conselhos que dava a quem o buscava, pensou em lhe pedir orientação para sua vida, que estava um autêntico caos.

Foi introduzido em uma saleta, junto a outros que, igualmente, seriam atendidos. A casa era simples e pequena.

O guru procedia à cerimónia do chá, com que desejava brindar os visitantes.

O turista, afoito e impaciente, começou a falar sem interrupção. Falava dos seus problemas, das suas dificuldades, acompanhando todos os passos do dono da casa, conforme ele se movia de um lado para o outro.

Segurou a chávena que lhe foi entregue, sem muita atenção.

Contudo, quando o guru nela despejou um pouco de chá, estando virada para baixo, inverteu o sentido das suas palavras para protestar:

O senhor viu o que fez? A chávena estava ao contrário e o chá derramou...

Calmamente, respondeu o guru:
Exactamente como a sua mente! Você está tão preocupado em falar, que não escuta nada do que se lhe diga.

É como despejar um bule cheio de chá na chávena virada para baixo.

Mude a sua conduta. Pense antes de falar. Fale pouco, analisando o que diz. Quando agir assim, a sua vida vai melhorar.

E concluiu: Pode se retirar. A consulta acabou.

*   *   *

Quantos de nós nos assemelhamos a esse turista.

Dizemos que desejamos respostas às nossas indagações. Entretanto, não paramos de fazer perguntas, não permitindo ao interlocutor possa nos responder.

E, se ele tenta falar, o nosso gesto logo diz que ele deve esperar um pouco, porque não concluímos nossa narrativa.
Isso quando não começamos a dar as respostas, conforme acreditemos devam ser.

Como se lê no capítulo três, do livro bíblico Eclesiastes: Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Portanto, devemos concluir que, no relacionamento pessoal, há um tempo para falar e outro tempo deve ser dedicado a escutar.

Grandes problemas se resolveriam em minutos se tivéssemos a calma para ouvir o que o outro tem a dizer.

Desentendimentos sequer viriam a existir, se nos permitíssemos ouvir as pessoas.

Aprenderíamos mais se nos dispuséssemos a ouvir quem deseja nos ensinar.

E ouvir não quer dizer simplesmente, escutar. É ouvir com atenção, é buscar entender o que o outro expressou e, se não entendeu, humildemente, pedir:

Pode repetir, por favor? Que você quer dizer, exactamente?

E se dispor a ouvir um tanto mais.

Se observarmos nosso organismo, veremos que Deus nos dotou de um par de ouvidos e uma só boca. Sabiamente, já prescrevia que mais se deve ouvir, e menos falar.

Ouvir os conselhos dos mais maduros, dos que já vivenciaram certas experiências e podem nos auxiliar a não cair nos mesmos erros.

Ouvir o que tem a dizer os nossos filhos: suas queixas, seus problemas, suas dificuldades com os amigos, os professores, no trabalho, no namoro.

Aquele que tem ouvidos para ouvir, que ouça! Foi o registo do Evangelista Mateus, como advertência do sábio Mestre da Galileia.

Disponhamos-nos a ouvir: a voz do outro, a sinfonia do mundo, o próprio silêncio.

Ouçamos.

segunda-feira, outubro 06, 2014

Cem anos e mil vestidos

A senhora Lillian Weber tem uma missão e nem pensa em parar seu trabalho voluntário.

Todos os dias ela faz um vestido para uma criança, que ela nunca vai conhecer.


Eles são recolhidos e enviados para meninas da África, por um grupo cristão chamado Pequenos vestidos para a África.

Nos últimos dois anos ela fez mais de oitocentos e quarenta vestidos, e planeia fazer mais de cento e cinquenta até dia seis de maio de 2015.


Nesse dia, Lillian vai completar cem anos de idade e será seu milésimo vestido.

É apenas uma daquelas coisas que você aprende como fazer e desfrutar, diz ela.

Lillian costura na Fazenda onde mora, em Scott County, Minnesota, Estados Unidos.

Apesar de todos os vestidos obedecerem a um padrão, cada um recebe um detalhe diferente, uma costura extra, para dar a cada criança um pouco de orgulho adicional.

Ela os personaliza, diz a filha de Lillian, Linda Purcell. Ela tem que colocar algo na frente, para torná-lo especial, para dar o seu toque.


O que começou como um hobby tornou-se um trabalho diário de amor.

Lillian diz que começa a trabalhar em um vestido de manhã, faz uma pausa no horário do meio-dia, e coloca os toques finais no período da tarde.

Estou muito, muito orgulhosa da minha mãe. – Comenta Linda.

Família e amigos vão continuar a ter orgulho de Lillian, depois de seu vestido de número mil. Afinal, mil é apenas um número.

Quando eu chegar a mil, se eu ainda for capaz, não vou desistir. Vou fazer novamente, porque não há nenhuma razão para não fazer nada.


Quando Lillian terminar seus vestidos, suas filhas vão entregá-los a Pequenos vestidos para a África, Organização Beneficente Cristã fundada em 2008, em Michigan.

A Entidade já entregou cerca de dois milhões e meio de vestidos para orfanatos, igrejas e escolas no continente africano.


Lillian acaba de ser indicada para o prémio Pay it forward, que incentiva as pessoas a fazerem boas acções e passarem adiante, para que outros sigam o exemplo.

Como alguém pode afirmar que a velhice é tempo de inutilidade, perante histórias como esta?

Há tantas maneiras de servir!

O que fizemos, sobretudo na sociedade capitalista, foi sempre atrelar a utilidade à capacidade económica, isto é, a pessoa não ser mais economicamente activa - como se diz.

Mas é tão limitado este pensamento! É tão absurdo pensar que só podemos ser úteis à sociedade, à vida como um todo, dessa forma!

Como se tudo o que precisássemos estivesse apenas na esfera da matéria...

Então, um voluntário em hospital, que cede parte de sua semana para se misturar a enfermeiras, a funcionários, para ajudar em tarefas simples, não está sendo útil?

E quem não tem mais a disposição do corpo, mas ensina, aconselha, transmite optimismo e alegria através das palavras, não está exalando utilidade por todos seus poros?

E o mais belo é que não há idade limite para a utilidade. A utilidade também não exige conhecimento, formação académica, nem qualquer outro pré-requisito, além de disposição para servir, isto é, vontade.

*   *   *

Ouçamos o convite de servir à causa do bem.

Quem tiver ouvidos de ouvir, ouça.

Que possamos servir até o limite de nossas forças, deixando neste mundo um legado de trabalho, esforço e dignidade.

Inutilidade, nunca!

segunda-feira, setembro 22, 2014

Lições das árvores

Se as árvores pudessem falar, o que nos diriam? 

Que segredos poderíamos saber a partir dos seus relatos?

Elas resistem aos temporais, ao calor, às chuvas, aos ventos. Muitos se abrigam sob sua sombra, servem-se dos seus frutos.

Quantas gerações sobem em uma mesma árvore, através dos anos?

De uma forma romântica, quando olhamos para uma pintura de Auguste Renoir, Paysage aux collettes, e vemos, em primeiro plano, duas árvores retorcidas, retratando uma paisagem do local em Cagnes-sur-mer, que ele transformara em sua residência de inverno, não podemos nos furtar a imaginar as árvores que o terão inspirado.

E se pudéssemos entrevistar uma delas, que nos poderia dizer dessa genialidade que foi um dos maiores mestres da pintura impressionista, ao lado de Degas e Monet?

Talvez nos confidenciasse algo mais ou menos assim: Eu posei para Renoir. Foi minha natureza selvagem que atraiu a atenção daquele gênio.

Quatro séculos de vento e sol na Provença, na França, me deram o formato contorcido. Mas eu morreria se não fosse ele.

Em junho de 1907, ele comprou a terra debaixo das minhas raízes, em Les Collettes e impediu que um horticultor cortasse todas as árvores para plantar cravos.

Ele transformou este local em seu refúgio para o trabalho e a vida doméstica.

Na época, Renoir tinha sessenta e seis anos e já andava como um velho. Os filhos o carregavam para se sentar nas minhas raízes com seu cavalete.

Certo dia, eu o ouvi se queixar de mim ao seu marchand, Ambroise Vollard: “As oliveiras são horríveis de pintar.

Se você soubesse a dificuldade que tenho com esta aqui...

Ela tem tantas cores, nada é cinza. As folhinhas minúsculas realmente me fizeram suar! Uma lufada de vento e o tom muda.”

E, no entanto, ele me imortalizou. Poderei ser arrancada algum dia, ou ceder aos golpes de um machado cruel, e não morrerei.

Minha essência foi captada por ele e colocada na tela, em especial colorido.

E, embora Auguste Renoir reclamasse de mim, posso afirmar que fomos irmãos. Seus dedos deformados pelo reumatismo se pareciam com os meus galhos.

Há muito ele se foi, mas não esqueci um segundo do tempo que passamos juntos.

*   *   *
Seria verdadeiramente maravilhoso se entrevista deste género se pudesse concretizar. Seriam tantas as informações que nos poderiam fornecer as árvores que assistiram batalhas notáveis, com vencedores e vencidos; Ou as árvores das ruas, que vêem passar as crianças, se tornarem adultos e terem seus próprios filhos.

Que nos poderia confidenciar aquele resistente carvalho polonês, crescido à entrada de um quartel, que se transformou em um campo de concentração nazista?

Quantas vítimas passaram sob seus galhos? 

Quanta fumaça dos fornos crematórios terá respirado?

Sim, elas não podem falar. São testemunhas mudas. No entanto, nos dão a lição da serenidade pois assistem beleza, morte, tristeza, com a mesma serenidade.

Acompanham o decorrer do tempo e não lastimam a soma dos anos. Em sua imobilidade, nos leccionam resistência. E, não importando a maldade ou a bondade das criaturas, oferecem a mesma sombra, os mesmos frutos, servindo sempre.

Pensemos nisso. Aprendamos com elas.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo 
O que a árvore viu, de Seleções Reader’s Digest, 
de agosto de 2013