sexta-feira, maio 08, 2015

O Maior dos Profetas

Uma das obras mais célebres do Século XX, rapidamente traduzida para quase todas as línguas, é a Vida de Jesus, de autoria de Ernest Renan.

Em 1862, o autor foi nomeado professor de hebraico no Collège de France. O governo de Napoleão III suspendeu o curso, após a primeira aula.

Isso porque Renan chamara Jesus de Homem Incomparável. Um Homem acima de todos os profetas, ímpar, sem igual. Mas, um homem.

Para ele, a popularidade de Jesus procedia daquele amor raro que Ele oferecia a todas as gentes, um amor incondicional.

As pessoas não estavam acostumadas a esse tratamento. Acabavam se maravilhando e entregando suas próprias crenças ao serviço da Boa Nova apaixonante.

Também o discurso do Nazareno, de fácil compreensão, cheio de parábolas sábias e ilustrativas, soava aos ouvidos como o mais belo e convincente.

Eram palavras que prometiam uma nova vida, cheia de esperança e livre das dores humanas. Uma filosofia nunca dantes apresentada.

A vida de Jesus é verdadeiramente arrebatadora. Muito a respeito dessa invulgar personalidade já se escreveu.

Seus primeiros biógrafos, os quatro Evangelistas, O retratam como um homem fora do Seu tempo.

Nem poderia ser de outra forma. Conforme os ensinos dos Espíritos, Jesus é o único Espírito Perfeito que habitou a Terra.

Por isso, Suas acções, Seus ensinos extrapolam os conceitos da Humanidade que ainda não alcançou a excelência das virtudes.

Como pedagogo de excepcionais qualidades, Ele viveu o que ensinou.

Disse que se deveria oferecer ao agressor a outra face, ou seja, não revidar o mal recebido.

E, sendo traído por um dos Seus, para ele somente teve gestos de afecto. Quando recebe o beijo da traição, indaga: Amigo, a que viestes? Ou seja, o que você deseja? Por que vem a mim, na calada da noite, com soldados armados?

Senhor do Mundo, Se submeteu ao julgamento do procurador da Judeia, que estava muito mais interessado em manter a sua posição e o seu poder do que, verdadeiramente, julgar com imparcialidade e nobreza.

Tão verdadeiro é esse posicionamento que, mesmo não tendo encontrado nada que devesse ser punido naquele homem, lhe confere a sentença de morte.

E O manda executar da forma terrível que Roma reservava para os revolucionários, os que se erguiam contra o Império.

Contudo, o Pastor das Almas somente teve palavras de perdão. Em meio à agonia da cruz, roga ao Pai que a todos perdoe, pois que não sabem o que fazem.

O supliciado Se preocupa pelo futuro dos Seus algozes.

Arauto da Imortalidade, entregou o Espírito ao Pai, em lacónica mas profunda prece.

E, adentrando a Espiritualidade, retornou glorioso, demonstrando que a morte não Lhe destruíra senão o corpo físico.

Ele estava ali, triunfador da morte, testificando que a vida prossegue, que quem parte não esquece os que permanecem na Terra.

E, aparecendo no cenáculo a portas fechadas, fazendo-Se anunciar por vento brando; ou aguardando na praia os companheiros que vinham da pesca, demonstra estar vivo, presente, actuante.

Sim, tinha razão Ernest Renan ao apresentá-lO como um Homem Incomparável, o maior entre todos os Profetas: Nosso Mestre e Senhor Jesus.

Conversas Transcendentes...



"..mas a minha questão vai um pouco mais à frente, por quanto tempo, vidas ou eras, podemos ser genuínos ​
se não evoluímos? e o evoluir ou não, está nas nossas mãos e não na genética original​."

- Obviamente não tenho resposta nem ideia formada sobre a maioria dos assuntos e temas que se vão adiantando à própria vivência de os experienciar, mas na minha modestíssima e meio ignorante opinião acho que no Universo está provado que não existe essa coisa de estagnação evolutiva. 

A evolução está presente em todas as vertentes da natureza apesar de muitas vezes ser muito difícil percepciona-la "a olho nu". Pode ser que a evolução pressupõe diversas dinâmicas, transmutação, transformação e inclua na sua caminhada deixar para trás certos estados e adquirir outros novos. 

Se na aparente observação isso corresponder a um certo andar para trás, ou andar para a frente, para o alto ou para baixo, ou mesmo para o lado, não deixa de ser uma manifestação de vida, de movimento. Resumindo, não acredito haja alguém ou coisa alguma que tenha o poder de impedir a evolução em seus próprios ritmos e mistérios. Nem a própria morte celular que como sabemos corresponde apenas a uma passagem para outros planos de existência. Portanto, no meu entender a evolução permanente em seus variados níveis de manifestação é um dos testemunhos soberanos de Deus e apenas Ele tem as ferramentas de trabalhar a esses níveis, ou seja de "parar" se assim O entendesse.

Analogamente quanto a ser genuíno ou não, associo o tema mais ao âmbito da escolha do ser, do seu livre arbítrio que aliás constitui um outro grande mistério da evolução. No meu entender, relaciono a genuinidade com uma escolha que se faz, com um estado de alerta que se cultiva de uma presença ou procura de Deus na pessoa, de uma postura consciente e trabalhosa de trazer dentro do peito a Eucaristia Crística. 

Muito a um nível pessoal, acho que ser genuíno é viver apaixonado pela imagem de Jesus Cristo, é viver sob sua orientação e incondicional entrega. É  um outro grande mistério ou iniciação, trazido à natureza humana pela encarnação da personagem de Jesus.

É este mesmo livre arbítrio no ser humano que lhe possibilita desvios à sua natureza e acabar num estado não genuíno, esteja consciente ou não e numa proporção quase exacta, reflecte um afastamento dos preceitos Cristãos. 

Quanto mais afastado esteja um ser humano de Jesus Cristo, mais distante de si próprio, de sua genuinidade e de sua salvação. 

No entanto permanece evoluindo, simplesmente numa direcção diferente, quiçá involuindo. Aliás estes temas estão perfeitamente presentes em variadas passagens do Evangelho, em diversas parábolas de Jesus, referindo-se ao tema.

Então acredito que tudo está relacionado em sua perfeição natural, a genética de mãos dadas em seus planos paralelos e através dos tempos vai modelando a existência atribuindo-lhe as ferramentas potenciais, de acordo com escolhas ancestrais pelos genes do pretérito. É um tema muito bem estudado pelos espíritas cristãos do passado e por algumas religiões do oriente.

A genética apenas dá respostas, ás questões colocadas no passado, e uma vez mais para cumprimento de um processo evolutivo, marca de uma Divina Previdência.

Está tudo maravilhosamente ligado, como uma teia celeste onde as existências se passeiam pelos anais dos tempos."

Evangelho (Jn 15,12-17): «Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei, para dardes fruto e para que o vosso fruto permaneça. Assim, tudo o que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vos dará. O que eu vos mando é que vos ameis uns aos outros».

segunda-feira, maio 04, 2015

Nascimento, vida, morte

Ele era filho de um capitão de barco de pesca e ficou órfão de pai aos cinco anos.

A partir daí, sua educação ficou aos cuidados de sua mãe e de sua irmã Henriette, com a qual tinha profunda ligação afectiva.

Os anos de 1860 – 1861 foram marcantes para Ernest Renan. Foi nessa época que concebeu a obra Vida de Jesus, lançando sobre o papel a sua primeira redacção.

No entanto, a 24 de Setembro de 1862, em Biblo, morreu sua querida irmã. Foi para ela que redigiu uma dedicatória, na abertura de seu famoso livro:

Para a alma pura de minha irmã Henriette.
Lá no seio de Deus onde repousas, recordas-te ainda daqueles largos dias, onde eu, só contigo, escrevia estas páginas inspiradas pelos lugares que tínhamos visitado juntos?

Silenciosa ao meu lado, ias lendo e copiando logo cada folha, enquanto se desdobravam abaixo de nós o mar e as aldeias, as quebradas e as montanhas.

Disseste-me um dia que havias de querer muito a este livro, não só porque nele te revias, mas também, e especialmente, porque fora elaborado contigo.

Receavas, por vezes, que os juízos estreitos do homem frívolo pesassem sobre ele. Mas nunca deixaste de crer que as almas verdadeiramente religiosas o haveriam de apreciar.

No meio de tão gratas meditações, veio cobrir-nos a asa da morte. Na mesma hora, nos envolveu o sono da febre. Eu despertei, mas estava só!

Tu dormes, ao pé das sagradas águas onde vinham juntar suas lágrimas as mulheres dos mistérios da Antiguidade.

A mim, a quem tanto querias, revela, Espírito amigo, as verdades que dominam a morte, que impedem que o homem a tema e que quase fazem que a deseje.

*   *   *
Aqueles que têm a certeza de que a morte física não aniquila a alma, guardam essa doce possibilidade de endereçar aos seus amados os seus versos e os seus poemas.

Sim, nossos mortos prosseguem a viver e nos ouvem, nos vêem. Muitas vezes, acompanham nossas lutas e lamentam nossos desacertos.

Nada mais acalentadora do que a afirmação de Jesus, em Seu discurso de despedida: Não vos deixarei órfãos. Vou à frente preparar-vos o lugar. Se assim não fora eu vo-lo teria dito.

Nossos amados, que seguiram à nossa frente, demandando o grande Além, estão à nossa espera.

E se nos tranquiliza saber que eles deixaram a vida física, vitoriosos, tendo cumprido suas missões, sendo bons esposos, pais, irmãos, filhos, guardamos a certeza de que gozam de paz e harmonia na vida espiritual.

Oxalá, quando chegue a nossa vez, possamos igualmente merecer a palma da vitória por todos os deveres cumpridos, pela missão completada.

Nesse dia, deixaremos o corpo de carne, retornando para o lar verdadeiro, a pátria espiritual.

Por quanto tempo? Só Deus o sabe.

Talvez fiquemos por lá um breve tempo e resolvamos voltar ao planeta azul para continuar nossas lides, nosso crescimento.

Talvez fiquemos um período mais longo, como um repouso depois de tantas lutas, de tantas batalhas empreendidas.

Nascimento, vida, morte. Reencontro de almas aqui, Além.

Que certeza gratificante nos enche de esperança os corações.

com reprodução da dedicatória 
de Ernest Renan, no livro 
Vida de Jesus, de sua autoria e do 
versículo 2, do cap. 14 do 
Evangelho de João.

quinta-feira, abril 23, 2015

O caderno infinito

 Você já encontrou um caderno antigo com anotações suas?

É sempre um acontecimento curioso, pois nos remete a um determinado momento em nossa História que ficou ali, gravado.

O que estávamos sentindo, ou o que estávamos aprendendo, ou simplesmente anotações importantes naquele contexto temporal.

Porém, o mais comum é que, depois de preenchermos todas as folhas de um caderno, e aqueles escritos não nos interessarem mais, simplesmente o descartemos.

Em resumo: um caderno só pode ser utilizado uma vez. Como se ele só tivesse uma vida.

Isso, porém, não é mais verdade, graças à tecnologia que a cada dia nos traz novas surpresas.

Uma empresa norte-americana criou um caderno inteligente. Um caderno que não tem fim.

O rocketbook, como é chamado, utiliza uma tinta sensível ao calor e é controlado por um aplicativo. Basta colocá-lo por trinta segundos no microondas para que as anotações sejam apagadas do dispositivo.

Mas, podemos perguntar, de que adianta? Perde-se tudo? Não, de forma alguma. Antes de apagá-las, ele as converte em documento digital e as armazena em sistema de nuvem no aplicativo.

Genial. O caderno volta a ser novo, em branco, porém, tudo o que ele já recebeu de anotações está lá com ele.

*   *   *
Assim ocorre connosco, Espíritos imortais e com nossas diversas encarnações.

Cada vez que nascemos, nascemos caderno em branco. Temos chance de reescrever nossas histórias, de reescrever nossos caminhos, nos são dadas novas oportunidades.

Quanto mais belo for o conteúdo escrito nas folhas de nosso caderno, mais belo será o que levaremos para a nuvem, ao final da vida.

Nada que vivemos se perde. Todas as experiências, os aprendizados, as lembranças, os amores, os ódios, as dificuldades, ficam ali, armazenados.

Ao retornar para nova encarnação, o caderno estará em branco novamente, mas tudo que temos na nuvem nos influenciará sempre e, por vezes, nos fará lembrar das razões de estarmos aqui.

Algumas vezes teremos impressão desse caderno ser o primeiro, principalmente na infância, mas, quando algumas tendências começarem a surgir, sem explicação, nos diferenciando significativamente dos demais, perceberemos que já fizemos e guardamos anotações, em muitos cadernos antes deste.

*   *   *
Somos infinitos.

Tivemos um início que vai longe no tempo. Hoje, estamos iniciando um despertar que nos elevará para um novo patamar de consciência.

Estamos começando a ter condições de saber quem somos. Estamos começando a ter condições de saber aonde devemos chegar e por quê.

Só uma vida espiritualizada nos leva nesta direcção. Só uma vida amorosa nos eleva acima dos problemas do mundo.

Mergulhados na matéria em que estamos, precisamos aprender a utilizá-la como instrumento, e não mais nos deixarmos ser dominados por ela.

O materialismo é invenção nossa, de nossos vícios. Ele nunca precisou existir. Então, agora que acordamos e entendemos, pensemos e actuemos como seres inteligentes e amorosos que somos.

Inteligência e amor sempre estiveram escritos na contracapa de nosso caderno infinito, como objectivos maiores de nossa vida. Nós é que nem sempretivemos a curiosidade de olhar

OS DONS

Os dons não são bens adquiridos dispensados de atenção.

Então o que é um dom?

Um dom é algo de que se dispõe naturalmente e sem esforço algum, comparativamente à maioria dos seus semelhantes, sendo que quanto mais difícil é de encontrar semelhante dom em seus semelhantes, mais raro e único se torna esse dom em seu portador.

Um dom pode em muitas vezes ser replicado com maior ou menor sucesso tecnicamente, por meio de muito estudo, dedicação e entrega, sendo que em sua essência, o portador não é e nunca será efectivamente um portador nato desse dom, mas antes um estudante aplicado que consegue por seu mérito replicar por assim dizer, as principais características desse dom.

Um dom não é algo necessariamente vitalício.

No ser humano muitas vezes é um facilitador de uma certa qualidade ou capacidade, sendo que simbologicamente se assemelha a uma semente que poderá ou não ser germinada pela intenção consciente ou não do seu portador.

Também se dá o caso de muitos dons, ao não serem realizados em sua potencialidade, pela intenção nula ou falta de reconhecimento do portador, se dissipam ou perdem atributos ao longo do tempo ou trajecto do portador.

Um dom muitas vezes é uma referência de origem, uma facilidade de reconhecimento das áreas certas para que o portador se desenvolva e aprimore tecnicamente, para com a ferramenta do saber consiga através de sua dedicação reforçar e fazer brilhar o que afinal já trazia dentro de si latente. Poder-se ia dizer que é uma espécie de alma gémea do ser, já que se catalisa dentro da mesma essência, do mesmo ADN; gerar através de uma capacidade ou afinação acima da média, por vezes sobre-humana, o sentimento de realização.

Um dom também é um testemunho de Deus, de sua presença e do mundo sobrenatural, um meio de comunicação utilizado pela realização, entre o plano humano e o transcendental.

Para que seja permanentemente activado este dom natural, pressupõe um constante e crescente reconhecimento do seu portador.

Por ser naturalmente sobre-humano e de origem transcendental, necessita o seu portador de o compreender e debruçar-se sobre sua especifica linguagem, seja a da esperança, seja a da fé, seja a da consciência do Divino, seja a da transitoriedade dos fenómenos e da vida no próprio plano.

Resumindo, ninguém é embaixador de um País sem que queira e estude as particularidades, os costumes, a língua e a história desse País. Querer não basta para encontrar e sim para buscar.

É necessário atrair o objectivo de nosso foco, com um coração desprendido e apaixonado. 

Num dom e seus atributos, sua intensidade é proporcional à presença de Deus no seu portador.

Um portador conscientemente desenvolvido, é um melhor candidato a embaixador de Deus.

Deus representa-se em quem bem entender e nunca pelas características de um portador. Só Deus conhece os seus Divinos planos e reconhece as suas Divinas motivações, sendo que o portador, é como um instrumento de Deus, que pode pela sua parte, falar a linguagem de Deus mais ou menos afinado, pelo que é a gestão do seu equilíbrio da sua responsabilidade.

Tu existes.
O dom existe
Deus realiza através de Ti
A obra de Deus manifesta-se

Nesta pirâmide, se Tu não reconheceres os teus próprios processos de existência, tudo mais não se realiza. Nessa medida a consciência de Tua existência em tudo que tu fazes, é a iniciativa ou iniciação necessária a que tudo mais se possa desenvolver (reconhecer) e por consequência no aumento da intensidade de teus próprios dons a presença de Deus e a sua obra manifestada.

terça-feira, abril 14, 2015

O QUE É UM MESTRE ESPIRITUAL?

Dada a natureza do mundo espiritual, é preferível não penetrar nele do que penetrar sem guia, como algumas pessoas fazem, para sua infelicidade. 

Compraram livros onde vêm expostas técnicas de concentração, de meditação e de respiração, e ei-las lançadas em exercícios que acabam por transtorná-las física e psiquicamente. 

Sim! Como é possível tantas pessoas, que jamais teriam a ideia de escalar uma montanha sem guia, aventurarem-se sozinhas na exploração do mundo psíquico? 

Elas não viram que os perigos de se perderem, de caírem em precipícios ou de ficarem submersas nas avalanches são muito maiores nessas circunstâncias. 

É extraordinário! 

Elas pensam que podem desembaraçar-se muito bem sozinhas no mundo psíquico! 

Por isso há tantos desequilibrados entre os que se dizem espiritualistas. 

Vós perguntareis: «Sim, mas como é que se reconhece um verdadeiro Mestre? Existem tantos impostores e charlatães prontos a aproveitar-se da credulidade dos humanos!» 

Um verdadeiro Mestre, no sentido espiritual do termo, é um ser que, em primeiro lugar, conhece as verdades essenciais; não o que este filósofo ou aquele pensador escreveram, mas o essencial, segundo a Inteligência Cósmica. 

Em segundo lugar, ele deve ter tido a vontade de dominar, submeter e controlar tudo em si próprio, e ter conseguido esse objectivo.

Finalmente, ele só deve servir-se da ciência e do domínio que adquiriu para manifestar todas as qualidades e virtudes do amor desinteressado! 

É por esta qualidade – o desinteresse – que reconhecereis um verdadeiro Mestre.

Cada Mestre vem à terra para manifestar mais especificamente uma qualidade: há, pois, Mestres da sabedoria, Mestres do amor, ou da força, ou da pureza… e compete a cada um de vós escolher aquele por quem sentis maior afinidade para o vosso desenvolvimento espiritual. 

Mas todos os verdadeiros grandes Mestres têm, obrigatoriamente, esta qualidade comum: 

o desinteresse. 

Historia de la Música (Lecciones Ilustradas)

quarta-feira, abril 08, 2015

o Yoga e a respiração

Feito notável em muitos aspectos: a prática de Yoga permite que os pacientes com doença pulmonar obstrutiva grave para respirar melhor.

Os autores do estudo são indianos do India Institute of Ciências Médicas em Nova Delhi. Apenas duas sessões de ioga por semana para ver os resultados:

- Reduz a inflamação das vias aéreas, o que impede o sangue de oxigenar.

- Reduz a falta de ar que é a sensação de não ter oxigénio, um sentimento de pré-asfixia.

- Melhorar a qualidade de vida desses pacientes, muitas vezes forçados a limitar fortemente as suas actividades por "falta de ar".

O principal autor do estudo, Randeep Guleria, tem dito que os pacientes que estão cientes das melhorias, tendiam a praticar yoga com mais frequência. 

Não precisa ser especialista em Yoga para se submeter a esta modalidade. A sua prática tem sido ensinada no hospital, e os pacientes foram capazes de continuar em casa, uma vez que consigam dominar o básico.

Cada sessão dura uma hora e inclui asanas, pranayama, kriyas, meditação e relaxamento.

O estudo, apresentado numa importante conferência médica em Chicago, surpreendeu o público de especialistas. Os pacientes estudados eram portadores de doença pulmonar obstrutiva, uma doença muito mais comum do que se pensa e muito difícil de tratar com medicação. 

Por esta razão, os pacientes são muitas vezes reencaminhados na reabilitação pulmonar para centros especializados, e em casos mais graves reencaminhados para o tanque de oxigénio.

O estudo é preliminar, mas ele fornece uma indicação importante. 

Como explicado por Guleria, o Yoga é para muitos uma actividade física mais aceitável. Especialmente importante, porque muitas vezes os exercícios de reabilitação tradicionais são rápidamente abandonado pelos pacientes, uma vez de volta a casa. O grupo indiano agora pretende comparar Yoga com a reabilitação pulmonar tradicional

A DPOC

A doença pulmonar obstrutiva crónica, raramente aparece no jornal comparada a outras doenças. No entanto, ela está entre as principais causas de morte no mundo depois do câncer e doenças cardiovasculares. As causas são infecções variadas mas, sobretudo e repetidamente as causas de tabagismo e poluição. 

Ainda assim, é difícil parar a progressão da doença, uma vez esta se instale no organismo.

A terapia medicamentosa necessária é baseada em corticóides e broncodilatadores. Também a reabilitação pulmonar é crucial.

terça-feira, abril 07, 2015

Opções

A linguagem de Deus está presente nas tuas opções.
A sua ausência também de igual maneira, no exercício das tuas opções.

Em cada um de ti, existem as variadas opções de pela condução de ti mesmo te tornares o que queres, rodeado do que desejas, mesmo que isso seja estares ilusoriamente só.

As ansiedades manifestam-se sempre, afinal desvios de tua vontade autêntica.

Não vale de nada mentir, esconder de ti o que tu conheces ser. Mesmo que isso seja tortuoso é a linguagem que julgas ser necessária à tua vida.

Ser simplesmente não é ser bruto.
Ser complexo não é ser culto.

Muitas vezes ser muito é ser pouco.

Nem o Sol se levantaria sem que a Lua lhe indicasse o ensejo,...

terça-feira, março 31, 2015

"Saying Hello" (Meditative Experience) by Estas Tonne

AS CILADAS DO OCULTISMO

Durante séculos, a Igreja repetiu aos cristãos que o essencial era ter fé. Quando eles faziam perguntas, ela respondia que se tratava de mistérios que eles não deveriam procurar compreender, e perseguia todos os que não se contentavam com estas respostas. 

As pessoas deviam acreditar e seriam salvas. Pois bem, não é assim! 

Não basta acreditar; a religião não se limita à fé. 

Todas as religiões se fundamentam numa ciência, e, porque a Igreja não deu aos humanos esta ciência, a fim de alimentar o seu intelecto, a sua alma e o seu espírito, eles acabaram por perder a fé, porque tinham a impressão de estar a acreditar em coisas absurdas; ou, então, foram procurar fora dela o seu alimento espiritual. O que não é necessariamente melhor: durante séculos a Igreja combateu sem razão a tradição iniciática, mas o que está a acontecer agora – as espiritualidades do mundo inteiro e as ciências ocultas à disposição de todos – também tem os seus perigos. 

Não se pense que, se as pessoas são atraídas para as ciências ocultas, é necessariamente porque têm aspirações místicas ou um verdadeiro impulso para a espiritualidade. De modo nenhum. 

Muitas pessoas embrenham-se no ocultismo – como se ele fosse uma espécie de feira onde se encontra uma variada gama de atracções, até as mais perigosas, como as drogas, a magia negra, uma sexualidade desenfreada – na esperança de, com estes meios, obterem dinheiro, poder, glória, prazeres. 

Os humanos não têm carência de apetites nem de cobiças; do que eles carecem é de inteligência, de paciência, de perseverança, para obterem o que desejam. Eles procuram sempre chegar mais depressa usando os meios mais fáceis, e agora são as ciências ocultas que eles vão usar! 

É necessário pôr de parte todas essas práticas que permitem realizar ambições pessoais. Aliás, aquilo a que se chama ocultismo ainda está longe de ser a verdadeira ciência espiritual. 

As ciências ocultas são o bem e o mal misturados e há imensas pessoas que mergulharam nas regiões tenebrosas dessas ciências. 

O verdadeiro espiritualista é aquele que jamais coloca os seus conhecimentos e poderes ao serviço de aquisições pessoais. Ele tem por único ideal aperfeiçoar-se, trabalhar na luz e para a luz, a fim de se tornar um verdadeiro filho de Deus, um benfeitor da Humanidade. 

segunda-feira, março 30, 2015

A voz e o silêncio

Aumenta volumosamente a balbúrdia no mundo.

Não há respeito pelo silêncio.

As pessoas perderam o tom de equilíbrio nas conversações, nos momentos de júbilo, nas comunicações fraternais.

Grita-se, quando se deveria falar, produzindo uma competição de ruídos e de vozes que perturbam o discernimento e retiram a harmonia interior.

As músicas deixam, a pouco e pouco, de ser harmónicas para se apresentarem ruidosas, sem nenhum sentido estético, expressando os conflitos e as desordens emocionais dos seus autores.

Cada qual, por isso mesmo, impõe o volume da sua voz, dos ruídos do lar, das comunicações e divertimentos através dos rádios e das televisões.

Há um predomínio da violência em tudo, nos sentimentos, nas conversações, nas actividades do dia a dia.

Há demasiado ruído no mundo, atormentando as criaturas.


A voz é instrumento delicado e de alta importância na existência humana.

Sendo o único animal que consegue articular palavras, o ser humano deve utilizar-se do aparelho fónico na condição de instrumento precioso, e de cujo uso dará contas à consciência cósmica que lhe concedeu admirável tesouro.

Jesus, o Sublime Comunicador, cuja dúlcida voz inebriava de harmonia as multidões, viveu cercado sempre pelas massas.

Sofreu-as, compadeceu-se delas, mas não se deixou aturdir pela sua insânia e necessidade.

Logo depois de as atender, recolhia-se ao silêncio, fugindo do bulício, a fim de penetrar-se mais pelo amor do Pai, renovando os sentimentos de misericórdia e de compreensão.

Procedia dessa forma, a fim de que o cansaço, que surge na balbúrdia, não lhe retirasse a ternura das palavras e das acções.








Necessitas, sim, de silêncio interior, para melhores reflexões e programações dignificantes em qualquer área do comportamento em que te encontres.

Aprende a calar e a meditar, a harmonizar-te e a não perder a seriedade na multidão desarvorada e falante.

Os grandes sábios do cosmos sempre souberam silenciar.

Silenciar em oração perante as necessidades do outro. Silenciar em respeito ao sofrimento alheio.

Silenciar em consideração às ideias divergentes. Silenciar a vingança diante dos males recebidos.

É no mundo do silêncio que construímos as palavras edificantes que sairão de nossa boca.

É no mundo sem voz que elaboramos o canto que logo mais irá encantar ouvintes numa sala de concertos.

É no mundo do silêncio que embalamos nossos amores, que pensamos em melhorar, reformar e transformar.

Assim, saibamos dosar o silêncio em nossas vidas, evitando que a balbúrdia e a loucura se instalem.

Saibamos usar a voz com cuidado, a cada pronunciar de palavra, assim como o concertista o faz na interpretação de uma ópera.

A música elevada, assim como a vida, é feita de som, mas também de silêncio.

com base no cap.Silêncio, do livro Jesus e vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

segunda-feira, março 09, 2015

Sua vida religiosa

Como tem sido sua vida religiosa?


Tem você mantido as aparências graciosas da fé, enquanto alimenta azedumes, invejas, mágoas e rapina no coração, ou tem-se esforçado por ser, intimamente, o que Deus espera de você?

Vida religiosa nada tem a ver com as atitudes artificiais ou piegas por muitos adoptadas.

Ela se vai concretizando, em verdade, quando passamos a compreender que a religião verdadeira não passa obrigatoriamente pelas aparências de fora, mas sempre será uma realidade vibrante no íntimo dos seres.

Manter contacto mais próximo com Deus, com Cristo ou com os prepostos da Luz Divina, pela capacidade de transformar velhas inclinações perturbadoras em novas posturas de trabalho renovador, por dentro e por fora de nós, isso sim é a base para a realização religiosa.

A sua vida religiosa precisa ter o aroma das reais virtudes, que crescem aos poucos, mas que não estão ausentes da vivência dos religiosos verdadeiros.

Nas lutas e renúncias de Gandhi, vemos sua vida religiosa activa, laboriosa e útil.

Nas pelejas e renúncias de Lincoln, achamos sua vida religiosa corajosa, desafiadora e útil.

Nos esforços e renúncias de madre Teresa, encontramos os sinais inquestionáveis da sua vida religiosa dedicada, transformadora e útil.

Se, na condição de pessoa religiosa, os seus atos não forem enobrecidos e úteis a ninguém, tenha a certeza de que eles são vazios e sem qualquer valor para a vida interior.

Pense e repense acerca da sua vida religiosa.

Transforme-se para o bem o quanto possa.

Desenvolva-se no amor o quanto puder, porque somente assim a sua actuação na esfera religiosa espalhará a luz do Cristo e o fará realmente feliz.


No livro dos Espíritos, Allan Kardec faz um questionamento fundamental, no que diz respeito à diversidade de doutrinas e crenças.

Todas as doutrinas têm a pretensão de ser a única expressão da verdade. Como se pode reconhecer a que tem o direito de se posicionar assim?

A resposta dos Espíritos é bela e profunda:

Será aquela que produza mais homens de bem e menos hipócritas, ou seja, pela prática da lei de amor e de caridade em sua maior pureza e sua aplicação mais abrangente.

Por esse sinal reconhecereis que uma doutrina é boa, pois toda doutrina que semear a desunião e estabelecer uma demarcação entre os filhos de Deus só pode ser falsa e nociva.

Notemos dois detalhes: o primeiro, associando a religiosidade à prática, à transformação moral do indivíduo, senão de nada ela lhe serve.
O segundo, deixando claro que não precisamos de uma que se sobreponha às demais. Basta que ela conduza ao bem, que ligue os homens ao Criador, e ela terá cumprido sua função primordial.

Não há mais porque escolher uma entre várias, ou tentar dizer que esta é melhor do que aquela, senão voltaremos a cair nos problemas que geramos, ao longo dos tempos, segregando pessoas por crença, cor, raça.

Cada doutrina atende a um tipo de necessidade, a um tipo de alma, num determinado estágio evolutivo, e sempre terá seu valor, desde que mantenha seu compromisso com o amor e a caridade.

Não há apenas um caminho. O amor e o bem têm diversas vias, podem estar pintados de cores diferentes, mas sempre serão o amor e o bem.



com base no cap. 12, do livro Para uso diário, de Raul Teixeira, pelo Espírito Joanes, ed. Fráter e no item 842, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB.

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Oração de Thomas Merton

Senhor meu Deus, não sei para onde vou.

Não vejo o caminho em frente, nem sei ao certo onde ele findará.

Na verdade nem me conheço e o facto de pensar que estou a seguir a Tua vontade não quer dizer que eu esteja a ser-lhe fiel.

Mas creio que o desejo de Te agradar Te agrada realmente.

E espero manter este desejo em tudo quanto fizer.

Espero jamais fazer qualquer coisa alheia a esse desejo.

Sei que, se agir assim, Tu me conduzirás pelo caminho certo, embora eu nada possa saber sobre ele.


Por isso, sempre confiarei em Ti, mesmo que me sinta perdido ou às portas da morte, nada recearei, pois Tu estás sempre comigo e nunca me deixarás sozinho.


terça-feira, fevereiro 10, 2015

As lições do Mestre

Ele estabeleceu as mais belas lições desde o berço.

Jamais alguém foi Mestre tão completo e excepcional.

O Rei Solar e Governador planetário tinha sempre algo a ensinar.

Ao nascer, escolheu a intimidade de um estábulo, desprovido de conforto e de atavios.

Lição de que a verdadeira realeza é do Espírito.

Como testemunhas do primeiro instante, Seu pai, Sua mãe. Provavelmente, uma parteira que viera auxiliar a gestante na délivrance.

Lição de aconchego. O nascimento é um momento muito especial em que o ser deve ser acolhido com todo afecto e discrição.

Mas, não se esqueceu de compartilhar a alegria do Seu nascimento com os que Lhe aguardavam a vinda. Os mais próximos.

Por isso, um mensageiro Celeste visitou os pastores no campo e lhes anunciou a notícia alvissareira, dizendo-lhes onde poderiam encontrar o Menino e como identificá-lO.

Também recordou dos que se encontravam distantes e por isso, uma estrela brilhou de forma diferente, anunciando que Ele chegara ao planeta azul.

Os magos, de várias partes do Oriente, que estudavam os astros e consultavam os céus, em busca de um sinal, a seguiram e O encontrando, O adoraram.

E porque um nascimento merece ser comemorado, um coro Celeste se fez ouvir na acústica das almas simples, aos ouvidos de quem tinha ouvidos de ouvir.

Um coro que anunciava a grande dádiva com que o Pastor presenteava Seu rebanho: Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens.

Uma especial comemoração. Lição da alegria de que se deve revestir toda nova vida que aporta ao planeta.

Mestre Excelente, não prescindiu da família, leccionando continuamente da sua importância.

Durante quase trinta anos, esteve no lar de Nazaré. E submeteu-Se às tradições, exercendo a profissão de Seu pai terreno.

As mãos celestes, que haviam modelado as formas planetárias, esmerando-se em detalhes, agora tomavam da madeira bruta para transformá-la igualmente em coxos para os animais, bancos, mesas.

Lição de humildade e de serviço.

Quando deixou o lar paterno para dominar as estradas do mundo, elegeu o dos amigos como seu próprio.

Em Cafarnaum, foi a casa do pescador Simão Pedro. Quando na Galileia, era o Seu local de aconchego, depois das lides do dia, exaustivas, junto ao povo.

Lar. Refúgio. Oásis para recompor as energias. Local de descanso.

Na Judeia, foi a chácara dos irmãos Marta, Maria e Lázaro.

Lição das bênçãos familiares, da sua importância para o refazimento, a alimentação pelo combustível do amor.

O Pastor veio para o meio do Seu rebanho sem descuidar de nenhum detalhe.

Amor não amado, demonstrou a preocupação com Sua mãe, ao deixá-la na Terra. Entre as agonias da crucificação, lembrou-Se de entregá-la ao Apóstolo João.

Nova lição. A de que a família se estende para além das fronteiras da consanguinidade. Família corporal. Família espiritual.

Tudo, em todos os instantes de Sua vida terrena, foi plenificado de ensino. Nem poderia ser diferente com Aquele que asseverou: Vós me chamais mestre e senhor. E dizeis bem, porque eu o sou.

Jesus. Modelo e Guia. Mestre e Senhor.