quarta-feira, junho 29, 2016

Uma palavra amiga


Ele é um australiano de 82 anos. Seu instrumento de trabalho mais precioso é um binóculo.

Com isso e mais uma conversa amiga, ele já conseguiu salvar das garras do suicídio nada menos de quatro centenas de pessoas.

Ao realizar seu salvamento de número 401, foi entrevistado pela BBC Brasil, narrando a sua actividade.

Corretor de seguros de vida aposentado, há cinco décadas ele monitoriza, de forma voluntária, o movimento no penhasco The Gap, perto de sua casa, nos arredores de Sidney.

A média anual de suicídios no penhasco é de cinquenta pessoas. E Donald Ritchie, que já recebeu o apelido de anjo da guarda, fica atento. Basicamente, o trabalho é de observação.

Sempre que vê alguém por ali, muito pensativo, ou ultrapassando as cordas postas no lugar, vai em direcção à pessoa e puxa conversa.

Não é raro que a convide para um café, em sua casa. É um dos seus métodos preferidos.

E com o café, oferece um sorriso, uma palavra amável, uma conversa amiga. Conforme ele narra, muitas vezes consegue fazer com que a pessoa mude de ideia.

Por toda essa dedicação, Ritchie tem recebido muitas manifestações de agradecimento e carinho. Em sua porta, já foram deixadas cartas, pinturas e outros mimos.

Naturalmente, ele não consegue ter êxito total, mas a contabilização de quatrocentas e uma pessoas salvas, graças à sua actuação, é uma significativa marca.

À semelhança desse australiano aposentado, quantos de nós podemos realizar benefícios, sem ir muito longe de nossa própria casa, do nosso bairro.

Tantas vezes idealizamos ser missionários em longínquas terras, em prestar serviços nessa ou naquela entidade internacional.
E, contudo, bem próximo de nós, há tanto a se fazer. Tantas questões nos requerem a acção.

Bom, portanto, nos perguntarmos o que será que podemos fazer que ainda não foi feito e tem urgência de ser realizado, em nosso quarteirão, em nosso bairro, em nossa cidade.

Não são poucos os exemplos que temos. Estudantes, donas de casa, profissionais diversos que se dedicam em horas que lhes deveriam ser de lazer, a servir ao próximo.

Jovens que buscam comunidades carentes para oferecer aulas de reforço escolar. Ou praticar desportos com as crianças, retirando-as das ruas.

Donas de casa que se organizam em equipes para atender a pessoas do bairro, que enfrentam enfermidades longas, sem família por perto.

Ou mães que trabalham fora do lar e têm necessidade de quem lhes atenda os filhos por algumas horas, no retorno da escola.

Um detalhe aqui, outro ali. Quantas benesses!

Alguns salvam vidas como Donald Ritchie. Outros podemos salvar criaturas do analfabetismo, nos transformando em pontes entre o iletrado e a escola.

Ou retirar do desespero uma pessoa em solidão que apenas espera que alguém se disponha a ouvi-la.


Pensemos nisso e nos disponhamos a ofertar a nossa palavra amável, a mão amiga, a presença actuante.





A dor e as emoções


quarta-feira, junho 15, 2016

segunda-feira, junho 13, 2016

NÃO SE PERCA...

Não se perca do rumo que você determinou.

Se você deseja o amor, e assim sonhou, siga seu instinto, busque a realização.

Mesmo que a dor lhe visite e magoe seu coração, ainda assim, vale morrer tentando, que viver na solidão.

Não se perca de você na esquina do desgosto.

Nem sempre o que sonhamos se realiza, ainda bem, porque tem sonhos que virão pesadelos.

Cenas de romance que viram dramas, e por falta de amor, podem virar casos tenebrosos de horror.

Não se perca em medos infundados, não tenha medo de arriscar-se, afinal, a vida é um balaio de emoções sem igual.

Onde sobram lágrimas, risos e muita gente "cara de pau".

Não se perca do conhecimento dos antigos, que diziam em sabedoria popular: - A felicidade é simples!

As vezes fantasiamos além da conta, perdemos a noção.

Felicidade é na verdade o que está bem perto, sempre a mão.

Não vá tão longe para buscar algo que já está por aqui, ser feliz é mergulhar dentro de si, para buscar o que você tem de melhor: "a certeza de que merece amar, receber amor, e na sobra deste, compartilhar sem nenhum temor."


Seja feliz!

Paulo Roberto Gaefke

QUANDO ALGUÉM TE MAGOAR

Quando alguém te magoar, ou mesmo decepcionar, respire bem fundo e tente ver todos os lados da situação.

Até mesmo conferir se a situação é real ou não, pois pode existir nessa situação, além de eventuais enganos, o poder da sua projecção.

Quando queremos bem à alguém, projectamos nela muito das nossas expectativas.

Nossos sonhos e desejos são transportados para ela, sem que a pessoa saiba que a desenhamos à nossa maneira.

Por isso, é importante arrefecer a cabeça, respirar fundo e pensar decididamente sobre a situação.

Sair discutindo, gritando e acusando, é a pior coisa que podemos fazer.

É faca afiada que pode magoar para sempre.

É azedar o leite que ainda nem experimentamos...

Mesmo se ao final de tudo, descobrir que tudo é verdadeiro, aproveite para reflectir mais uma vez sobre a situação, e ai, usando a razão com a emoção, deixar falar mais forte, o poder mágico do perdão.

Não guarde mágoas de ninguém...

Paulo Roberto Gaefke

Despertar de consciência


Não há despertar de consciências sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão. 
Carl Jung

domingo, junho 05, 2016

TAO - A Sabedoria do Silêncio Interno.

Pense no que vai dizer antes de abrir a boca.


Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.



Nunca faça promessas que não possa cumprir.



Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.



Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.


Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.



Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluída.



Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões.



Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO
Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo.



Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. 


Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incómodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.




Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.



O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.



Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afectam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.




Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.


Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.



Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. 



Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. 



Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. 



Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO.

Oração


quinta-feira, maio 19, 2016

Renascer com as manhãs

Quando Jesus falou com o doutor da lei, Nicodemos, sobre nascer de novo, não estava falando apenas sobre as novas existências materiais.

É necessário renascer da água e do Espírito – disse o Mestre, com poesia.

A água representa o elemento material. Os antigos tinham a crença de que toda a vida havia surgido das águas. Assim, a água representa nosso elemento material, os renascimentos em novos corpos físicos.

Porém, Ele falou também em renascer do Espírito e, com isso abriu novos horizontes aos já vastos conhecimentos daquele chefe dos judeus.

Jesus falou em renovar-se. Não basta voltar ao palco terrestre inúmeras vezes. Faz-se necessário modificar-se, esculpir a alma, melhorar-se.

E para isso o Criador nos dá oportunidades grandiosas e mensagens muito claras.

Vejamos alguns exemplos: cada vez que reencarnamos, voltamos como se fosse nossa primeira vida, com este frescor de renovação, com novas chances, esquecendo o passado, ganhando uma nova vestimenta carnal.

Chegamos aqui como bebés, desprotegidos, inspirando amor, cuidados, tendo que reaprender tantas coisas que já sabíamos antes. Tudo em nome desse projecto de renovação.

Recebemos como familiares antigos amores, mas também desafectos, em perfeito sigilo, para que possamos nos adequar a essa nova formação familiar e tentar viver em harmonia.

Há também a proposta dos ciclos.

A existência e a natureza são repletas de ciclos justamente para que possamos, de tempos em tempos, avaliar, recomeçar e renovar.

Quando cada ano termina, fazemos o balanço do que passou, do que fomos e planeamos, e o que desejamos ser.

Traçamos metas e as perseguimos. Cada ano somos novos eus,gradualmente, em busca da perfeição.

Há também os ciclos de nossos anos de vida no planeta. Nossos chamados aniversários.

Cada novo ano completo aqui é também momento de introspecção, de reflectir profundo, de auto-conhecimento: Quem sou eu? O que faço aqui? O que já construí? O que falta? O que virá pela frente? Quanto tempo ainda me resta?

Fechamos um capítulo do livro, abrimos outro.

Temos vidas dentro de uma mesma vida. Infância, adolescência, juventude, vida de casado, filhos, madureza, terceira e porque não, até quarta-idade.

Há pessoas que estão renascendo com seus sessenta, setenta anos! Dando a si mesmas uma nova chance de viver, de aprender, de amar. Afinal, nunca é tarde!

Por fim, dentro dos ciclos, há ainda o de cada dia.

Podemos, dessa forma, renascer com as manhãs, considerando cada nascer do sol uma nova chance que o Criador nos dá de nos reinventarmos, de fazer de novo, de fazer o certo.

*   *   *

Agradeçamos pelo presente da nova manhã, da nova vida dentro da vida e sigamos adiante.

A existência é feita de renascimentos. O renascer é lei do Universo.

É preciso renascer com as manhãs. É preciso renascer com os anos. É preciso renascer da água e do Espírito para alcançar a plenitude que tanto desejamos.

quinta-feira, abril 21, 2016

Derradeiro dia‏

São vários os poetas, músicos, pensadores a indagar, em suas obras, o que faríamos se hoje fosse nosso último dia de vida.

Reflectem sobre a importância da vida, analisam como valorizamos coisas desnecessárias, como nos iludimos com aquilo que, efectivamente, não nos faz felizes.

Naturalmente, se hoje fosse o último dia de nossa vida, ou se pudéssemos prever nosso derradeiro dia, na existência física, as reflexões seriam bem diferentes para cada um de nós.

Na incerteza de quanto tempo ainda teremos, não nos preocupamos se agimos certo, se valorizamos o que verdadeiramente merece.

Porém, se é incerto o dia que partiremos, temos a certeza de que todos iremos morrer.

Por isso, talvez o melhor seja não nos perguntarmos o que faríamos, se hoje fosse o último dia.

Talvez fosse melhor nos indagarmos como temos nos preparado para quando esse dia chegar.

Isso porque, ao concluir nossa jornada na Terra, ao terminar esta experiência física, a vida continuará.

Todos voltaremos para casa, ao mundo espiritual, de onde viemos quando aqui nascemos.

Conscientes disso, a pergunta mais oportuna a nos fazermos é: Quais os valores que estamos conquistando e que constituirão nossa bagagem ao partir?

Será que retornaremos ao mundo espiritual carregados de débitos morais?

Somos dos que caminhamos na vida prejudicando, traindo, gerando inimizades e dificultando a vida alheia?

Seremos os que usurpam, roubam, corrompem, abortam ideais, desviam vidas?

Oxalá sejamos daqueles que têm juntado em sua intimidade valores nobres e tesouros morais.

Aqueles que atendemos com rectidão de carácter os compromissos familiares, a educação dos filhos, que actuamos como profissionais responsáveis e dedicados, que somos cidadãos cumpridores dos próprios deveres.

Mais do que isso: que sejamos aqueles que empregamos nosso tempo também para o bem ao próximo, para a vivência da solidariedade, agindo de maneira positiva na comunidade.

Assim, melhor do que pensarmos o que faríamos se hoje fosse nosso último dia, é analisar o que temos feito, o que vimos juntando para a viagem de retorno ao nosso verdadeiro lar.

Nenhuma viagem de grande porte ocorre com sucesso sem haver programação e dedicação.

Nosso retorno ao mundo espiritual não deve ser diferente.

Colheremos alegrias ou grande constrangimento, conforme os dias que hoje vivemos.

Nenhuma premiação ou condenação divinas, nenhum destino definitivo. Apenas o encontro com a nossa própria consciência.

Sem a possibilidade de nos escondermos atrás das máscaras e subterfúgios que aqui utilizamos, iremos nos deparar, na continuidade da vida, com a realidade de nosso mundo íntimo.

Portanto, são nos dias do agora, através de nossas atitudes e valores, que construiremos a nossa felicidade futura, ou dias de dificuldade e dor, quando do nosso regresso à Casa do Pai.


Pensemos nisso, hoje, enquanto é tempo. 

terça-feira, abril 05, 2016

Tempo de ação

Estamos no Terceiro Milénio. Pensávamos que este seria um milénio de paz, de tranquilidade.

No entanto, conforme as exortações do Mestre de Nazaré, ouvimos falar de guerras e rumores de guerras.

A orientação é de que não devemos nos perturbar porque forçoso é que assim aconteça. Mas ainda não é o fim.

Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino. E haverá fome e terremotos em vários lugares.

Mas todas essas coisas são o princípio das dores.
Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão.
Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.

Relendo os apontamentos do Evangelista Mateus é de nos indagarmos o que foi que não entendemos, ainda.

Por que nos escandalizamos tanto com as atribulações deste século quando tudo foi predito pelo Senhor das estrelas?

Ele nos advertira a fim de que nos preparássemos. Muitos de nós não fizemos a lição.

Contudo, há tempo. Há tempo de nos consciencializarmos que os tempos são chegados. Tempos da grande transformação.

Tempos em que as tribulações chegam, alcançando os indivíduos, as famílias, as nações.

É tempo de accionar o amor e a compreensão.

Entender que nos encontramos à beira de um mundo novo. Mas, como toda reforma, necessita ter derrubados alguns velhos conceitos e posturas inadequadas.

Então, parece que tudo se transforma numa convulsão, exactamente como quando nos propomos à reforma de uma casa: poeira, sujeira, desconforto.

Mas, o resultado final é bom. E teremos uma casa mais confortável, arejada, clara.

Portanto, é tempo de idealizar o futuro mas não deixar de olhar o entorno.

Há muita dor a ser atendida. É tempo de nos darmos as mãos e nos auxiliarmos.

Disso nos dão exemplos algumas nações, recebendo exilados fugitivos da fome, da guerra, da violência.

É tempo de pensarmos mais no todo e menos em nós mesmos. Vivermos os momentos de alegria, com certeza, mas não deixarmos de compartilhar com os deserdados do mundo o pão que se mostra farto em nossa mesa.

É tempo de entendermos que a vida na Terra é passageira. Hoje estamos aqui e o amanhã poderá nos surpreender na Espiritualidade, em outra realidade.

É tempo de accionar o amor e buscar o entendimento com os que nos compartilham a existência. É tempo de utilizar menos a soberba e mais a humildade.

Tempo de vivenciar afectos, estender amizades, fazer o bem que se possa, mesmo que seja um simples sorriso a quem passa, um cumprimento a quem encontramos na fila do mercado...

É tempo de preparar esse mundo novo que nosso coração deseja há tanto tempo.

É tempo de amar. Tempo de aguardar o melhor, mas construir, desde agora, o bom.

E não nos permitamos a turbulência dos sentimentos, ante os problemas que o mundo nos mostra. Logo mais, novos panoramas haverão de se apresentar.

Pensemos nisso e sejamos os promotores de ações positivas para que tudo isso se apresse.

com citações do Evangelho de Mateus, cap. 24, versículos 6ss.

domingo, abril 03, 2016

Em Deus...

Em Deus todos os acontecimentos são oportunidades,


afinal para quem sente sua filiação Divina quem mais importante que Deus, seu Pai




domingo, março 13, 2016

Amar-se.

Comece a amar-se imediatamente. 


Ninguém esta aqui para agradar outras pessoas ou para viver de modo como alguém deseja. 

Você veio a este planeta para se realizar e expressar amor em todos os níveis. 

Está aqui para aprender, evoluir, absorver e irradiar compaixão e compreensão. 

E lembre-se acima de tudo de que quando você deixar este mundo não levará consigo sua conta bancária ou relacionamento. 

A única coisa que irá com você é a sua capacidade de amar! 

Louise L. Hay .

terça-feira, fevereiro 23, 2016

Voluntários do bem

É uma noite como tantas outras no hospital. Pacientes terminam de jantar, médicos e enfermeiros trocam o plantão.

Pelos corredores, ouvem-se passos suaves.

Parada na porta da enfermaria, a sorridente moça pergunta: Nós viemos fazer uma visita. Podemos entrar? Os pacientes estranham, pois só vêem uma pessoa.

Quando ela entra no quarto, sorrisos e exclamações se fazem ouvir. Ela vem acompanhada por um cachorro!

Um cachorro no hospital? Como pode? Pergunta um rapaz espantado.

A cena se repete em todos os andares. 

Voluntários de uma ONG levam seus cães e gatos para visitar e interagir com quem está internado.

As reacções diante da entrada dos animais são positivas.

Alguns pacientes, a princípio, ficam receosos, mas deixam os animais se aproximarem; afinal, são animais de terapia, avaliados e educados para desempenharem essa função. Os que estão hospitalizados acabam se rendendo ao amor incondicional que os bichos demonstram.

Há quem se emocione, abraçando e afagando os animais entre lágrimas, pensando nos amigos de estimação que ficaram em casa e dos quais sentem falta.

A pediatria vira uma festa. Crianças, pais, médicos e enfermeiros esquecem por um momento a dor e o cansaço e aproveitam para acariciar os anjos de quatro patas, que compreendem a delicadeza do momento, recebem de boa vontade os afagos e os devolvem com amor e carinho, lambendo mãos e rostos.

*   *   *

Aos domingos, esses voluntários vão a asilos levar seus cães e gatos para visitar avôs e avós. Para muitos deles, que não possuem parentes ou cujos familiares nunca aparecem, são a única visita que recebem há anos.

Durante a semana, os animais são levados a escolas especiais para interagir com crianças, jovens e adultos com diferentes tipos de deficiências.

Os profissionais que trabalham nessas escolas contam que o efeito dessas visitas beira o inacreditável, estimulando alunos antes refractários a vencerem dificuldades motoras, cognitivas e emocionais para se aproximarem dos cães.

Os donos desses animais são voluntários que, além de se doarem para levar um pouco de amor ao próximo, compreenderam que seus companheiros de quatro patas também poderiam contribuir para amenizar sofrimentos e dar alegria às pessoas.

Quando saem dos locais visitados, levam consigo a impressão de que receberam mais amor do que doaram e deixam nos corações e mentes dos que ali ficaram motivação para prosseguir.

*   *   *

Os animais, segundo Francisco de Assis, são nossos irmãos menores. O ser humano é responsável por sua educação e deve colaborar em seu processo evolutivo.

Educar um animal com base no amor, sem punições e sem dor, para que ele ajude a aliviar o sofrimento do próximo, é uma linda maneira de praticar a caridade.

Todos ficam envolvidos em vibrações positivas: quem recebe a visita, quem a faz e também quem presencia. Em momentos como esses, o amor se espraia, deixando, ao longo dos dias, um luminoso raio da mais pura alegria.

com base no trabalho desenvolvido pelos voluntários do Instituto Cão Amigo & Cia (Curitiba) e na reportagem Mascotes terapeutas, da coluna Viver bem, do Jornal Gazeta do Povo