terça-feira, setembro 20, 2016

a ilusão é a periferia da realidade

a existência é a ilusão da realidade

a realidade são os seres

a ilusão é a manifestação dos seres

a manifestação dos seres é o corpo

a matéria é a obra do corpo, a ilusão,

a ilusão ou os ecos dos egos

procurar-se é esquecer-se
esquecer-se é encontrar-se

encontrar-se é perder-se
perder-se é encontrar o lar

encontrar o lar é
equanimidade

segunda-feira, setembro 19, 2016


O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia deletéria do ambiente e transforma em energia boa, normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia, caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia estagnada no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia estagnada que está ali.
**
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. 

O gato não se relaciona com a aparência do homem.

Ele vê além, por dentro e pelo avesso. 

Relaciona-se com a essência. 

Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago.

A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. 

Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afecto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado.

É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem.

Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. 

Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós.

Nada diz, não reclama. Afasta-se. 

Quem não o sabe “ler” pensa que “ele” não está ali. 

Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. 

Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. 

Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. 

O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. 

É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. 

O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.

O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. 

O gato é uma lição diária de afecto verdadeiro e fiel. 

Suas manifestações são íntimas e profundas. 

Exigem recolhimento, entrega, atenção.

Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. 

Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências.

Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! 

Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga.

Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. 

Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a acção imediata.

Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.

O gato sai do sono para o máximo de acção, tensão e elasticidade num segundo. 

Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal.

Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contacto com o mistério, com o escuro, com a sombra.

Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.

O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem.”

O amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se a afasta.

No Egipto dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comummente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia.

Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos.

Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.

“O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final.”

(By: The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausman)
Fonte: E-mail
Por: Jorge Bandeira

quinta-feira, setembro 15, 2016

O teatro da vida

A vida na Terra pode ser comparada a um imenso teatro, e as pessoas, nas suas diferentes vivências, grandes atores.

Neste palco colorido e cheio de emoções, ora esbarramos em personagens muito bonitas e cheias de charme; ora nos deparamos com cabeças coroadas a esbanjar seu orgulho.

Ora com o sábio observador, com o tolo indiferente e até mesmo, com o feio a se esgueirar; ora nos vemos à frente de palhaços brincalhões e de figuras carismáticas a se apresentarem como lhes convêm.

No final da peça que vivenciamos, acabamos percebendo que todos partilhamos os mesmos vestuários.

Quando os aplausos cessam, tanto uns como outros, dividimos o mesmo camarim.

Somos todos os verdadeiros atores dos dramas representados no grande palco.

O teatro da vida não conta com muito tempo de ensaio para a sua apresentação.

Cada qual vem com seu papel previamente planeado, podendo facilitar ou complicar durante a representação.

Há atores que, tendo recebido simples papéis, acabam se dedicando tanto que roubam a cena, deixando marcas que servem de exemplo para os demais.

Outros pedem grandes performances, mas o desânimo e a preguiça os fazem desmerecer o posto almejado, tendo que esperar por nova programação.

*   *   *

Assim acontece com cada um de nós, seres humanos, neste mundo.

Nosso palco é a Terra, a peça em que atuamos, a presente reencarnação, nossos companheiros de palco, os nossos familiares.

Se dentro da mesma cena os atores não apresentarem bom desempenho com relação à amizade, ao respeito e à participação positiva de todos, a cena se esfumaça, e o sentido real do ato deixa de existir.

Nossa plateia é a Humanidade, com suas preferências, seus padrões e seus preconceitos.

Se não nos revestirmos de respeito às diferenças, de carinhosa atenção aos demais, não teremos aceitação e êxito.

Todos nos vestimos do corpo carnal e dividimos o mesmo camarim das experiências comuns.

Todos almejamos os aplausos do sucesso, mas nem todos nos esforçamos o suficiente para merecê-los.

Da mesma forma, perdemos oportunidades e ficamos à espera de novas chances para refazer, para recomeçar.

Sejamos pois, a alma sedenta de bom desempenho, que se tranquilizará após nobre actuação, sem ficar a exigir os principais papéis.

Abençoemos o cansaço de cada dia, sem escolher leito sofisticado, mas que possamos descansar em qualquer banco do caminho, fazendo dele um castelo de paz.

Bendito seja o suor do trabalho árduo, a dor das mãos calejadas que dão mostras de ocupação valiosa, que não nos permite a mente vazia.

Mantenhamos o silêncio construtivo ao palavrório sem conteúdo.

Valorizemos o riso que embeleza a face sóbria de uma vida enriquecida de amor.

Bem-vindas as muitas perguntas rumo à sabedoria, as muitas buscas de oportunidades, que nos farão mais esclarecidos e realizados.

Abençoadas sejam as declarações de amor e amizade que colorirem nossos caminhos.

Benditos os dias que pudermos tropeçar, cair e nos erguermos, abraçados à poesia da vida, desejosos de emocionar até o último ato.

domingo, setembro 04, 2016

Os filhos que nos observam...

O garoto de nove anos chegou muito animado. A escola iria promover um evento, possibilitando aos pais empreendedores montarem pequenos stands para divulgação e venda dos seus produtos.

Vinicius foi direto para o avô, dizendo que colocaria um stand para venda de suco de laranja. Afinal, a laranjeira do quintal estava carregada de frutos.

Muito decidido, ele mostrou o nome e o slogan do seu empreendimento: SUVA – sucos que valorizam a sua sede.

Fez um plano de negócio, estabelecendo as necessidades, que iam da matéria prima, a laranja, para os copos, os canudos e até um funcionário.

Sim, ele precisaria de um ajudante porque, afinal, ele ficaria no marketing, conversando com os clientes, oferecendo o seu produto, enquanto outro ficaria no preparo e entrega ao cliente.

A cobrança? Bom, essa ficaria com ele mesmo.

O primeiro passo foi ir até a laranjeira.

Infelizmente, as laranjas não estavam suficientemente maduras. Concluiu o miniempresário que o suco poderia não ficar muito bom.

Então, optou por utilizar polpa de fruta. Logo, resolveu adicionar mais um detalhe: pão de queijo, logo substituído por pipoca. A essa anexou o apelo de saudável por ser feita sem óleo.

Com tanto planejamento e disposição, naturalmente que foi o menino e não os pais quem ocupou o stand de empreendedor.

E ficou ao lado de estandes de alimentos de marcas muito conhecidas, sem se intimidar. 

Confiava na qualidade dos seus produtos.

Trabalhou com afinco e, como funcionário, contratou o irmão, João Vitor.

No final, contabilizando despesas e receitas, o menino teve um lucro de quarenta e seis reais. Maravilha!

Entretanto, a maior demonstração de um verdadeiro aprendizado estava por vir.

Comentando a respeito dos seus lucros com a mãe, de repente, exclamou: Nossa, preciso pagar João Vitor.

A mãe comentou que o irmão, em verdade, ficara no stand somente umas duas horas. Seria preciso pagá-lo?

Como não? – Falou o garoto. Ele me ajudou demais. Merece receber.

E retirando vinte reais, foi pagar o seu funcionário.

*   *   *

O fato nos merece considerações. Poderemos dizer que o menino tem a veia de empreendedor, pois que observa os pais e admira o que fazem.

Por isso, os deseja imitar, quiçá, inclusive, de futuro, se torne um grande empresário.

No entanto, o que merece destaque é o detalhamento, a planificação de toda a ação.

Acima de tudo, a honestidade, o reconhecimento do esforço e do trabalho do irmão a quem convidara para assessorá-lo na venda do SUVA.

De quem terá aprendido essa lição? 

Com certeza, portas adentro do lar, onde observa o trato dos pais com fornecedores, clientes e funcionários.

Sim, nossos filhos nos observam, muito mais do que possamos imaginar.

Eles nos olham e imitam, nos mínimos detalhes.

Pensemos nisso porque, muito mais do que as palavras, que convencem, os exemplos arrastam.

Eles atestam da nossa qualidade moral. 

E se desejamos um mundo realmente novo, precisamos de homens novos. 

Homens de bem, honestos, justos.

Pensemos nisso.

terça-feira, agosto 16, 2016

quinta-feira, agosto 11, 2016

Os Jogos Olímpicos da Humanidade

Os actuais jogos Olímpicos são uma reconhecida competição entre os mais dotados atletas de cada uma das nações participantes em determinadas modalidades desportivas, desde a sua origem na antiga Grécia.

Este evento evoluiu sobrevivendo ao passar das gerações, conseguindo o feito de atravessar mais ou menos incólume duas guerras mundiais.

Nos dias de hoje, apesar de manter alguns dos seus critérios originais ou regras de participação, como a idade jovem do atleta, sua quase perfeita compleição física, hoje sua organização é orientada por um comité de formação e ideologia fundamentalmente capitalista, à imagem das principais nações mundiais. 

Por esse mesmo motivo acabam muitos dos seus eventos contestados por revelações de conspiração às regras da competição justa, utilização de drogas dopantes, influências de pressão sobre atletas e juízes, critérios não imparciais e não raras manifestações populares de indignação. 

São conhecidas as muitas irregularidades em modalidades que se repetem ano após ano e sempre exigem novos records nacionais e mundiais, quantos deles à custa da integridade física e moral de seus atletas, treinadores e equipes.

Será que este modelo de Jogos Olímpicos está como o nosso modelo civilizacional, caduco, demente e claramente insustentável a um curto prazo?

A esta questão é apontada a seguinte reflexão:
Porque não transformam estes jogos olímpicos oriundos de um modelo bélico do passado, para um modelo fraterno e do futuro?

Porque não se hão-de denominar de Jogos Olímpicos da Humanidade? 

Cada nação faria representar seus mais dotados cidadãos, em determinadas modalidades definidas e documentadas num espaço de quatro anos como agora são aliás os jogos, e assim encontrados os eleitos para serem colocados em competição mundial directa, pelas medalhas do mais alto mérito e reconhecimento.

Porque não serem as modalidades a serem avaliadas por um colégio de juízes especializados e de reconhecida idoneidade, por exemplo; feitos registados ao nível da educação, ao nível social, da saúde, da ciência para o desenvolvimento, da caridade desinteressada, do desenvolvimento sustentado, da filantropia; da ecologia e ambiente, dos feitos de heroísmo mesmo o póstumo que também teria direito e muito justamente a homenagem e medalha, etc.

Enfim existem hoje em dia imensas disciplinas que poderiam facilmente reformar o paradigma competitivo entre nações, onde os Jogos Olímpicos recuperassem o seu mais nobre sentido, de unir competindo amigavelmente entre si, as nações do mundo inteiro, nos temas mais essenciais para a própria identidade humana, onde cada nação gostaria saber para sua própria identidade onde param os seus campeões, para lhes seja feita justa homenagem, seguido o exemplo, partilhado o saber.

Imagine-se o efeito pedagógico, económico e social sobre os cidadãos de cada país.

Imagine-se as dinâmicas positivas que um evento desta natureza mediatizado mundialmente geraria na globalidade das nações.

Enquanto a ambição de cada um, de cada povo, de cada nação for seu “umbigo”, seu destino será curto e pequeno.

terça-feira, julho 26, 2016

A maior praga da atualidade

Reflexão acerca de tudo de nocivo que está acontecer no mundo, de forma simultânea e em vários lugares, mesmo mudando as pessoas, as nacionalidades, culturas e no entanto os eventos chocantes  são constantes e publicitados à velocidade do próprio acontecimento.

Porquê?, então começo em cada nação a estudar os seus problemas, a tentar entender as desarmonias sociais, as assimetrias a variados níveis e em temas profundamente essenciais para que seja uma vida dignamente vivida. A reparar no tipo de eventos que se sucedem e o que lhes antecede,... 

Reparo por exemplo, que todos os eventos traumáticos de terrorismo são antecedidos por movimentações militares e politicas em grande escala, por escândalos financeiros, por revelações de crimes que lesam as pessoas mais vulneráveis onde se confirmam conspirações e influencias tenebrosas e que saem impunes quando descortinadas suas responsabilidades.

Claro depois uns tempos surgem por todo o lado como cogumelos, atos de revolta e insanidade, de terrorismo e outras monstruosidades  organizadas.

Vago nos meus pensamentos e tentando aglutinar estes fortíssimos pólos de influencia e de gentes diferentes, os governos e os sistemas do poder, as economias e as empresas multinacionais, os agentes de informação, os militares por um lado até ao próprio cidadão comum por um outro lado, tentando unir este vasto leque de personagens procuro uma causa comum para tanta desgraça, que a causa para o bem já todos a conhecemos, o amor puro.

Então só me ocorre, o egoísmo... é o egoísmo nas suas múltiplas manifestações, desde a menor das escalas à maior, que está a causar a ruína do mundo e de seus habitantes, humanos e não humanos...

É o egoísmo compulsivo que cada um manifesta em casa, no trabalho, com seus semelhantes, socialmente, na luta cega pelos seus interesses e ambições, sem olhar o bem comum, o Apocalipse!

Hoje tenho a certeza... a maior doença da humanidade desde à muito, a causadora do desaparecimento no passado de inúmeras prosperas civilizações... o egoísmo, essa incapacidade de se avaliar as circunstancias com clareza de espírito, com sanidade. Uma espécie perigosíssima e venenosa de autismo.

Com razão se poderia dizer, que vivemos num mundo manicómio, onde a natureza e tudo que a constitui vive em ameaça permanente pela presença e acção humanas, até a própria existência do homem está seriamente  ameaçada pela sua própria acção, desorientada e destruidora.

Egoístas e loucos...

segunda-feira, julho 11, 2016

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA VIDA HUMANA

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA VIDA HUMANA 

1 – Não desprezar, ou fazer pouco caso das crenças de outrens. Ofereça sempre o que você credita ser sua verdade. 

2 – Aja como desejar na sua vida, mas nunca prejudique ninguém. 

3 - Tenhas atos de bondade como sementes que podem dar muitos frutos 

4 – Mantenha sua palavra 

5 – Não mates, a não ser que precise de alimento. 

6 – Tente viver em harmonia com as pessoas, principalmente com aquelas que discordam de você. 

7 – Auxiliem os outros dentro de suas possibilidades 

8 – Não julguem os outros 

9 – Perdoe seu inimigo 

10 – afastem de si as mentiras, as paixões vis e excessos. 

11 – viva em harmonia com a natureza porque você faz parte dela 

2 - AS QUATRO PALAVRAS 

Dentro da filosofia de vida o Mago deve: 

- Querer 
- Saber 
- Ousar 
- Calar 

Associando-se umas as outras, teremos: 

- Saber, saber querer, saber ousar, saber calar. 
- Querer saber, querer, querer ousar, querer calar. 
- Querer saber, querer, querer ousar, querer calar. 
- Ousar saber, ousar querer, ousar, ousar calar. 
- Calar saber, calar querer, calar ousar, calar. 

3 - A VONTADE 

A vontade é grande motor de todas as nossas ações 

QUERER É PODER - eis a grande verdade. 

Aquele que "quiser", que "souber", firmemente, inabalavelmente, resolvido a "querer" tudo conseguirá, devido somente ao seu extraordinário esforço de vontade. 

"Faça e credes e será feito" 

4 - PRINCÍPIOS HERMÉTICOS 

O Caibalion – planta sementes verdadeiras 

“Os lábios da sabedoria estão fechados, excepto aos ouvidos do entendimento.” 

Ao entendermos os seus princípios, entendemos mais a vida, seus processos e fases. 

1 – Princípio de Mentalismo 

“O todo é mente; O universo é mental.” 

Todo é mente. O TODO é indefinível. A mente Divina possui todo o conhecimento e somos parte do fluxo, da vibração deste TODO (enteléquia Divina). 

2 – Princípios de correspondência 

“O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima.” 

O macrocosmo tem correspondência com o microcosmo. “O que somos reflectimos no Universo e o Universo reflecte em nós.” 

3 - Principio de vibração 

Tudo no universo está em movimento, tudo tem uma vibração, nada está parado. O todo e a mais grosseira matéria vibram cada um numa dimensão diferente. 

“Nada está parado, tudo se movimenta.” 

4 – Princípio de polaridade 

“Tudo é duplo; tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa.” 

“Os opostos sempre são aspectos de uma mesma coisa.”. 

- Princípio de ritmo 

“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés, tudo sobe e desce.” 

Em tudo se manifesta o movimento de ir para frente e para trás, fluxo e refluxo. 

- Princípio de causa e efeito 

“Toda causa tem seu efeito, todo efeito tem sua causa.” 

- Princípio de género 

No plano físico, este princípio se manifesta no sexo e nos planos superiores toma outras formas, mas sempre baseado no feminino e no masculino.

segunda-feira, julho 04, 2016

A LÓGICA DO “TANTO FAZ”

Saudações, 

Existe um diálogo no rico em significados livro de Lewis Caroll, Alice no País das Maravilhas, onde Alice pergunta ao sempre sorridente gato falante, que caminho ela deve seguir sendo que ela não se importa muito com o caminho. Daí o enigmático gato dá-lhe a solução: se o caminho pouco importa, qualquer caminho serve. 


Esta é a lógica das pessoas que desejam algo, mas não sabem o que exactamente, e com isto, se apegam a uma insatisfação infundada, pois o que lhes falta na verdade, é tão somente ter objectivos e nada mais. 

Estas geralmente vivem lamentando e dizendo para si mesmo: queria tão somente ser feliz. No entanto, em momento algum se perguntam: o que posso fazer para ser feliz? Ou, o que é felicidade para mim? 

São aqueles que vivem querendo ser o outro, ter a alegria do outro, o caminho do outro, viver o que viu ser vivido pelo outro, sem nunca se dar conta que cada estrela tem seu brilho e cabe a cada um reflectir e construir o seu próprio caminho. 

Que caminho eu devo tomar? O caminho para onde você quer chegar. O que devo fazer para ser feliz? Primeiro saber o que é felicidade para você. Ou seja, não há respostas sem perguntas. 

Pergunte-se. 

Ao responder, terás um objectivo e aí, será bem mais fácil começar a construir um caminho para atingi-lo. Isto, quando você é feliz e apenas não sabe, que é o que ocorre com as pessoas que deixam sua alma se apequenar como dizia falecido Cazuza: “Senhor piedade, para as pessoas de alma bem pequena, remoendo pequenos problemas, querendo sempre aquilo que não tem”. Estas sofrem do mal do desejo de desejar, que se alimenta dele mesmo num círculo vicioso e doentio, sem nenhuma lógica ou, a lógica do “tanto faz”. 

E você? 
Só para registo e reflexão. 

quarta-feira, junho 29, 2016

Uma palavra amiga


Ele é um australiano de 82 anos. Seu instrumento de trabalho mais precioso é um binóculo.

Com isso e mais uma conversa amiga, ele já conseguiu salvar das garras do suicídio nada menos de quatro centenas de pessoas.

Ao realizar seu salvamento de número 401, foi entrevistado pela BBC Brasil, narrando a sua actividade.

Corretor de seguros de vida aposentado, há cinco décadas ele monitoriza, de forma voluntária, o movimento no penhasco The Gap, perto de sua casa, nos arredores de Sidney.

A média anual de suicídios no penhasco é de cinquenta pessoas. E Donald Ritchie, que já recebeu o apelido de anjo da guarda, fica atento. Basicamente, o trabalho é de observação.

Sempre que vê alguém por ali, muito pensativo, ou ultrapassando as cordas postas no lugar, vai em direcção à pessoa e puxa conversa.

Não é raro que a convide para um café, em sua casa. É um dos seus métodos preferidos.

E com o café, oferece um sorriso, uma palavra amável, uma conversa amiga. Conforme ele narra, muitas vezes consegue fazer com que a pessoa mude de ideia.

Por toda essa dedicação, Ritchie tem recebido muitas manifestações de agradecimento e carinho. Em sua porta, já foram deixadas cartas, pinturas e outros mimos.

Naturalmente, ele não consegue ter êxito total, mas a contabilização de quatrocentas e uma pessoas salvas, graças à sua actuação, é uma significativa marca.

À semelhança desse australiano aposentado, quantos de nós podemos realizar benefícios, sem ir muito longe de nossa própria casa, do nosso bairro.

Tantas vezes idealizamos ser missionários em longínquas terras, em prestar serviços nessa ou naquela entidade internacional.
E, contudo, bem próximo de nós, há tanto a se fazer. Tantas questões nos requerem a acção.

Bom, portanto, nos perguntarmos o que será que podemos fazer que ainda não foi feito e tem urgência de ser realizado, em nosso quarteirão, em nosso bairro, em nossa cidade.

Não são poucos os exemplos que temos. Estudantes, donas de casa, profissionais diversos que se dedicam em horas que lhes deveriam ser de lazer, a servir ao próximo.

Jovens que buscam comunidades carentes para oferecer aulas de reforço escolar. Ou praticar desportos com as crianças, retirando-as das ruas.

Donas de casa que se organizam em equipes para atender a pessoas do bairro, que enfrentam enfermidades longas, sem família por perto.

Ou mães que trabalham fora do lar e têm necessidade de quem lhes atenda os filhos por algumas horas, no retorno da escola.

Um detalhe aqui, outro ali. Quantas benesses!

Alguns salvam vidas como Donald Ritchie. Outros podemos salvar criaturas do analfabetismo, nos transformando em pontes entre o iletrado e a escola.

Ou retirar do desespero uma pessoa em solidão que apenas espera que alguém se disponha a ouvi-la.


Pensemos nisso e nos disponhamos a ofertar a nossa palavra amável, a mão amiga, a presença actuante.





A dor e as emoções


quarta-feira, junho 15, 2016

segunda-feira, junho 13, 2016

NÃO SE PERCA...

Não se perca do rumo que você determinou.

Se você deseja o amor, e assim sonhou, siga seu instinto, busque a realização.

Mesmo que a dor lhe visite e magoe seu coração, ainda assim, vale morrer tentando, que viver na solidão.

Não se perca de você na esquina do desgosto.

Nem sempre o que sonhamos se realiza, ainda bem, porque tem sonhos que virão pesadelos.

Cenas de romance que viram dramas, e por falta de amor, podem virar casos tenebrosos de horror.

Não se perca em medos infundados, não tenha medo de arriscar-se, afinal, a vida é um balaio de emoções sem igual.

Onde sobram lágrimas, risos e muita gente "cara de pau".

Não se perca do conhecimento dos antigos, que diziam em sabedoria popular: - A felicidade é simples!

As vezes fantasiamos além da conta, perdemos a noção.

Felicidade é na verdade o que está bem perto, sempre a mão.

Não vá tão longe para buscar algo que já está por aqui, ser feliz é mergulhar dentro de si, para buscar o que você tem de melhor: "a certeza de que merece amar, receber amor, e na sobra deste, compartilhar sem nenhum temor."


Seja feliz!

Paulo Roberto Gaefke

QUANDO ALGUÉM TE MAGOAR

Quando alguém te magoar, ou mesmo decepcionar, respire bem fundo e tente ver todos os lados da situação.

Até mesmo conferir se a situação é real ou não, pois pode existir nessa situação, além de eventuais enganos, o poder da sua projecção.

Quando queremos bem à alguém, projectamos nela muito das nossas expectativas.

Nossos sonhos e desejos são transportados para ela, sem que a pessoa saiba que a desenhamos à nossa maneira.

Por isso, é importante arrefecer a cabeça, respirar fundo e pensar decididamente sobre a situação.

Sair discutindo, gritando e acusando, é a pior coisa que podemos fazer.

É faca afiada que pode magoar para sempre.

É azedar o leite que ainda nem experimentamos...

Mesmo se ao final de tudo, descobrir que tudo é verdadeiro, aproveite para reflectir mais uma vez sobre a situação, e ai, usando a razão com a emoção, deixar falar mais forte, o poder mágico do perdão.

Não guarde mágoas de ninguém...

Paulo Roberto Gaefke