Algumas notícias nos fazem cogitar de que estamos vivendo dentro de filmes de ficção científica.
Poderíamos até nos perguntarmos: Qual o limite do homem? Qual o limite da tecnologia? Se algo pode ser pensado, será que um dia não poderá ser realizado?
Em pleno ano de 2019 foram testadas as primeiras próteses controladas pelo pensamento.
Um consórcio de engenheiros, neurocientistas e clínicos de um projeto financiado pela União Europeia, conseguiu inovar, de forma surpreendente, nessa tecnologia revolucionária.
A equipe apresentou o primeiro protótipo e os primeiros testes realizados em um paciente. Trata-se de uma prótese de mão que também poderá fornecer à pessoa sensações naturais de toque e movimento.
Isso não é incrível? Percebamos o bem que o conhecimento aplicado com fins nobres pode realizar.
Por outro lado, temos posições não tão benéficas.
Todos que lidamos com dispositivos eletrônicos como computadores, smartphones, tablets etc, temos enfrentado ameaças constantes. São os malwares.
Hostil, intrusivo e intencionalmente prejudicial, o malware ou software malicioso, invade, danifica ou desabilita computadores, sistemas de computador, redes e dispositivos móveis.
Esse intruso geralmente assume o controle das operações desses aparelhos, podendo extrair informações e destruir sua estrutura interna.
Os chamados Cavalos de Tróia, por exemplo, trazem programas que aparentam ser legítimos, mas que escondem alguma espécie de código que possibilita o cometimento de atividades prejudiciais aos usuários.
Alguns criminosos chegam a pedir resgate on- line pelas informações que, dessa forma, usurparam de organizações e usuários.
Outros fazem o mal pelo prazer de prejudicar apenas...
Leis específicas tiveram que ser criadas para tipificar tais crimes, que podem levar a grandes desastres.
Assim, podemos refletir sobre o mal que o conhecimento aplicado com fins mesquinhos pode realizar.
É de nos questionarmos: Onde chegamos? Em que ponto estamos da evolução humana?
Tanta inteligência, tanta criatividade, mas ainda utilizadas de formas tão distintas! O bem e o mal como as escolhas de sempre.
Allan Kardec, na obra fundamental do Espiritismo, O livro dos Espíritos, indagou à Espiritualidade o porquê de povos mais esclarecidos serem, por vezes, os mais pervertidos.
A resposta obtida foi de que o progresso completo é o alvo a atingir. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não tenham desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a se equilibrar.
Percebamos o detalhe: duas forças que só com o tempo chegam a se equilibrar.
Esse é o equilíbrio que devemos buscar, trazendo o senso moral para os mesmos patamares da inteligência. E é a partir desse ponto que construiremos nossa verdadeira felicidade.
Pensemos a respeito e comecemos hoje nossa proposta de melhoria moral.
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terça-feira, setembro 10, 2019
segunda-feira, julho 29, 2019
Falando ao oceano...
Algumas folhas de papel, caídas sobre a areia de uma praia pouco visitada, traziam as seguintes linhas:
Quando abraço o oceano com o olhar, volto a questionar milhões de coisas, tantas quanto as ondas que ganham a areia.
Volto a questionar: Como alguém pode sentir-se só na presença do mar? Na presença desta brisa incessante? Na companhia deste perfume raro?!
Como ainda posso me sentir só, sabendo que os braços do invisível me abraçam, que aqueles que partiram continuam existindo, e que todos nós, sem exceção, somos amados por alguém!? Como ainda posso me sentir só?
Talvez seja porque eu me isole do mundo, e seja exigente demais com as pessoas. Pode ser isso.
Talvez seja porque eu não permita que os outros conheçam minha vida, meus sonhos, minhas dificuldades. Acho que há um pouco de orgulho nisso.
Quem sabe seja porque eu procure a solidão, e não ela que me persiga, como eu imaginava.
É... Talvez eu precise conversar mais com as pessoas, me interessar mais por suas vidas, ouvir.
Há tempos que não ouço alguém; um desconhecido relatando os acontecimentos corriqueiros do dia a dia; um colega de trabalho falando das peripécias de seus filhos.
Meus irmãos: há tempos não converso com eles sobre assuntos profundos, como planos para o futuro, lembranças boas do passado.
É curioso, pois lembro-me de que há algumas semanas ouvi uma mensagem de cinco minutos, num programa de rádio, que falava sobre isso, sobre como as pessoas se isolam umas das outras, e do quanto isto é prejudicial para a saúde mental e física, já que uma é consequência da outra.
O locutor dizia que quem ama não se sente só, pois está sempre se doando, se envolvendo com os corações mais próximos, na intenção de ajudar.
Dizia ainda que, quando nos sentimos úteis, e concluímos que muitos dependem de nossa dedicação, de nosso amor, também esquecemos da solidão.
Acredito que ele tenha razão, pois lembro que naquele dia fui visitar uns tios que não via há muito tempo, e aquela visita fez-me tão bem!
Falamos de assuntos comuns, como notícias de televisão, notícias da família, mas ao final saí de lá menos tenso, menos preocupado com a solidão.
Abracei minha tia, e a ouvi dizer, por entre lágrimas discretas: Gostamos muito de você, viu? Venha mais vezes! Não é sempre que recebemos visitas!
Ela está certa. Não é sempre que recebemos visitas, pois não é sempre que visitamos os outros, creio eu.
Naquela tarde, vi que poderia ser útil em pequenas coisas, e que aquilo me afastava um pouco da solidão.
Dentro do carro, voltando para casa, observando o movimento intenso nas ruas, lembro de fazer estas mesmas perguntas: como pode alguém sentir-se só na presença de tanta gente, de tanta vida!?
Quantos desses corações esperam apenas por uma visita? E quantos deles estão dispostos a fazer uma?
E aqui está você, amigo oceano, à minha frente, ouvindo todas estas minhas divagações. Acho que foi sua presença, rei das águas, que me ajudou a entender melhor o que se passa em meu íntimo.
Agradeço profundamente por sua companhia, por conseguir me ouvir, e por me dizer, mesmo sem falar, que o que preciso fazer é visitar mais o coração de meu próximo.
Muito obrigado.
sexta-feira, julho 19, 2019
Baleias ou sereias?
Estamos vivendo a época do culto ao corpo. Naturalmente que cuidar desse precioso instrumento de trabalho é muito importante.
Contudo, criou-se a ideia de que as pessoas precisam ter corpos esculturais.
Cresce o número de escolas para modelos e muitas adolescentes sonham em se tornar top model. Em serem ricas e famosas.
Nas lojas, encontram-se manequins que se direccionam para esse segmento de mercado, em número expressivo.
As academias anunciam fórmulas diversas para se atingir o objectivo de um corpo perfeito.
Medicamentos, drogas são receitadas e utilizadas para se conseguir o efeito almejado.
A propósito, lemos que uma determinada academia, colocou, no início do verão, um outdoor com o seguinte apelo:
Neste verão, você quer ser sereia ou baleia?
Uma mulher dirigiu à academia a seguinte resposta:
Ontem vi um outdoor da academia, com a foto de uma moça escultural, de biquíni, e a frase: “Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou baleia?”
Respondo que as baleias sempre estão cercadas de amigos.
Elas engravidam e têm filhotinhos fofos. Elas amamentam.
Nadam por aí, cortando os mares e conhecendo lugares maravilhosos como as baías de gelo da Antárctida, ou os recifes de coral da Polinésia.
Baleias esguicham água e brincam bastante. Baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados.
Baleias são lindas e amadas.
E quanto às sereias? Bom, sereias não existem. Se existissem, viveriam em crise.
Elas não têm filhos, pois matam os homens que se encantam com sua beleza e sua melodia.
São lindas, mas tristes e solitárias.
* * *
A resposta encaminhada nos leva a refletir em como temos dado excessiva ênfase ao corpo.
Ênfase que se reflete na sociedade, de um modo geral.
Tanta que, por vezes, pessoas com maior peso têm dificuldades para entrar em determinados lugares, para se sentar em bancos pequenos, estreitos.
É claro que o descuido com o corpo gera uma série de inconvenientes, de enfermidades.
Não menos o exagero que leva as pessoas a não se alimentarem, a desenvolverem fobias por gramas a mais, a padecerem de bulimia.
E em tudo isso temos esquecido de algo muito importante: o ser que habita o corpo é mais importante do que o corpo.
Assim, nem tanto ao mar, nem tanto à Terra, como diz a sabedoria popular.
Mais adequada está determinada marca de produto que, no verão, aproveitou para divulgar que o sol, o mar e a praia são para todas as mulheres.
Mesmo aquelas que não têm um corpo escultural.
Assim, preservar-se, alimentar-se de forma adequada, exercitar-se. Tudo muito bom.
Mas, sem exageros, a fim de que não se caia no desleixo ou no excesso de cuidados.
E, mais que tudo, recordar que é preciso cultuar valores imperecíveis, que não acabam com o corpo.
Uma pessoa é amada e tem valor real não pelo peso de seu corpo, pela forma harmoniosa ou não, mas pelo seu conteúdo.
Conteúdo que não perece com os anos, não enruga, não envelhece.
Conteúdo que se traduz em saber granjear amigos, manter a família, produzir para o benefício de todos.
Assim, sejamos sábios e aproveitemos o que há de bom na sereia e na baleia.
Cuidado exterior, sim. Beleza interior, também.
E, por fim, lembremos que somos seres imortais, destinados à perfeição.
Hoje, somos humanos. Amanhã, seremos anjos, benfeitores dessa e de outras Humanidades, espalhadas por esse imenso Universo de Deus.
quarta-feira, maio 22, 2019
Os invisíveis que estão connosco
A noite seguia festiva no amplo auditório da Universidade. Pais, familiares, amigos tomavam quase todas as poltronas.
A entrada dos formandos, um a um, sob os flashes dos fotógrafos, se sucedia, num mar de emoções.
Pais orgulhosos, lembrando as horas intermináveis de estudo, o esforço para a conquista do diploma universitário do filho;
Pais que mal continham as lágrimas, nas recordações dos pequenos há pouco e agora recebendo os louros de um curso concluído.
Havia esposos, namorados, padrinhos e madrinhas. E as manifestações de uns e outros, aconteciam, a cada formando que tomava assento no grande palco.
Depois, foram os discursos. E as homenagens aos professores, aos pais, aos colegas.
No entanto, houve um momento mais especial de todos os demais. Foi quando a festa transcendeu as paredes do auditório.
Transpôs fronteiras e estabeleceu uma ponte com a Espiritualidade. Anteriormente, o nome de Deus, o Senhor da vida, fora lembrado mais de uma vez.
Prece de gratidão se erguera e fossem religiosos ou não, os minutos se transformaram em envolvente vibração.
Então, o mestre de cerimónias anunciou que seria prestada uma homenagem aos que não estavam presentes.
As luzes se apagaram e todos foram convidados a acender a lanterna dos seus celulares. O ambiente parecia um céu de minúsculas estrelas brilhantes.
E, enquanto eram lembrados pais que haviam partido, uma esposa, um amigo, aquelas pequenas luzes brilhando, nas mãos que se movimentavam, diziam que eles, os invisíveis, estavam ali.
Sim, essa era a mensagem. Eles estavam invisíveis, mas presentes, ao lado dos seus amores.
Não houve quem não derramasse uma lágrima, furtiva que fosse.
As vozes embargadas das formandas, responsáveis pela homenagem, quase não conseguiam chegar ao final do texto previamente preparado.
Foram instantes de uma vivência espiritual. Instantes em que os dois mundos se interpenetraram e os do lado de cá nos demos conta disso.
Os mais sensíveis sentiram os abraços, os afagos dos que estavam na Espiritualidade.
Com certeza, foi o momento mais extraordinário daquela noite.
* * *
Como seria bom se repetíssemos mais vezes essas vivências, em nossas vidas. Se lembrássemos de estabelecer essa ponte de comunicação com os que se foram.
Afinal, a fronteira da Espiritualidade inicia exactamente quando finda a fronteira da vida material.
E bastará um pensamento de tempos felizes juntos vividos, para que façamos a conexão com as suas mentes.
Eles, como nós, sentem saudades. E, muitas vezes, nas horas do dia ou nas horas mortas da madrugada, nos procuram.
Não os sentimos, habitualmente, porque nos encontramos imersos em preocupações. Então, vez ou outra, permitamo-nos sentir abraçados por esses que prosseguem nos amando.
Porque o amor não acaba nunca. Não fica encerrado em uma urna ou vira cinzas.
A alma imortal leva consigo o perfume dos seus amores, a doce lembrança dos que ficaram e, de onde se encontra, envia seu carinho.
São como pequenos ramalhetes de delicadas flores que nos são endereçados.
Permitamo-nos sentir-lhes o perfume. Oremos. Pensemos neles, endereçando-lhes nosso amor, a eles, os invisíveis que estão connosco.
segunda-feira, maio 06, 2019
EMMANUEL - Chico Xavier
IRMÃOS(AS) PRESTEMOS MUITA ATENÇÃO NA TRANSIÇÃO QUE ESTA OCORRENDO EM TODO SISTEMA SOLAR:
Já entramos na era da regeneração planetária...
Não só a Terra, mas o sistema solar inteiro já está imerso no cinturão de fótons que emana de Alcyonne, o Sol Central da Galáxia, vem recebendo sua energia para a transmutação e para o salto quântico evolutivo.....
O cansaço e as novas frequências:
O cansaço físico que estamos sentindo é devido às novas frequências electromagnéticas inteligentes que estão chegando do Sol Central.
Estas estão mexendo radicalmente em nossas estruturas físicas, emocionais e espirituais. Como se fôssemos apenas um aparelho de celular ligado a uma bateria de um imenso navio.
Há muita energia vindo do mundo espiritual. Sendo assim, há a necessidade de estabilização.
Mentalmente:
Vibrar em alta ressonância, de preferência na mais alta energia possível, a energia da Gratidão, da Compaixão, da Generosidade, da Benevolência e do compartilhamento mútuo das ideias.
Evitar julgamentos alheios, pois não sabemos realmente o que cada um veio passar nesta vida.
Elevar o pensamento para coisas nobres, ao invés de continuar compartilhando notícias fúteis e terríveis que teimam em multiplicar pela televisão e medias sociais.
Faça diferente, encontre coisas boas nas pessoas e nas situações, elas existem, mas estão sendo esquecidas.
Pare de reclamar e comece a agradecer, a Gratidão é a energia que moldará o novo mundo.
Quando um pensamento ruim vier, compreenda-o e imediatamente neutralize com outro superior e positivo.
Quando um problema vier a sua mente, transmute a informação, procurando imediatamente a solução e foque nesta. Mude o foco, encontre coisas belas em você, em seu comportamento, pare de se mutilar energeticamente, pois todos nós temos coisas boas e virtudes.
Fisicamente:
Fazer exercícios calmos e concentrados, emitindo, ao mesmo tempo em que os faz, ondas azuis para todos os locais onde sente supostamente dor, desconforto ou fadiga muscular, transformando um simples exercício de alongamento e fortalecimento em um exercício vibracional quântico intensificado.
Beber bastante água mineral, de preferência aquela que sai directo das pedras , pois traz fragmentos minerais puros do centro da montanha, rochas e cristais.
Evitar alimentos industrializados e com condimentos exagerados.
Coloque para dentro do seu corpo sentimentos bonitos, e saudáveis para a tua vida.
Tomar sol e agradecer enquanto faz isso. Mergulhar na água do mar ou na água de rio corrente para entrar na frequência nova da Natureza.
Espiritualmente:
Prestar atenção na intuição, pois ela está chegando com mais força e é a primeira informação que chega do mundo espiritual para adentrar em sua mente. .. Ouvir uma música boa, aquela que faz os seus pêlos do seu braço arrepiar, pois esta é capaz de produzir a ressonância com seu espírito.
Prestar atenção também nas inspirações, pois elas vêm pura e simples, caso contrário, não conseguimos anotar o que é recebido ou fazer no exacto momento em que ela chega, quando perdemos o contacto o espírito demora para trazê-la novamente.
Inspiração também é, algo que seu próprio espírito lhe envia das profundezas de seu inconsciente e não apenas o que vem de um espírito amparador.
É você mesmo em manifestação futura e em dimensão divina, rebuscando o que já há de bom dentro de si, tentando conversar consigo mesmo.
Relacionamentos:
Não precisa mais gritar com ninguém, seu coração já não suporta mais gritos e discussões, ele só quer harmonia e entendimento, a época dos sofrimentos terminou, quem ainda continuar nesta ideia passará por grandes provações.
Se for preciso se posicionar, posicione-se sem precisar fazer alarde de sua posição, pois a posição e sua.
Trabalho:
Seu espírito não está mais querendo fazer o que não faz sentido e não preenche o seu propósito de vida.
Ele está forçando-o a entrar com força total no seu centro de sinergia, aquele que sintoniza com as forças que vêm do Universo.
Se não mudar ou melhorar sua relação com seu trabalho, sua vida vai ficando cada vez mais vazia, mesmo que através dele receba bastante dinheiro, nada disso poderá dar um sentido real para a sua existência daqui em diante.
Não se preocupe em encontrar o novo mundo, ele não é um lugar, mas sim uma frequência, um estado vibracional em que todos podem estar, se assim o desejarem.
O estado da gratidão pura e silenciosa.
Sintonia é o caminho, sintonia consigo mesmo.
Essa é a verdadeira espiritualidade que os mentores desejam de nós, pois estando completos e conectados, estamos em plena Sintonia com o Todo.
O PROCESSO OBSESSIVO EM SUA VIDA
Nem sempre conseguimos perceber. Os processos obsessivos, vastas vezes, porém, principiam de bagatelas:
Estabelecida a ligação com as sombras por semelhantes tomadas de invigilância, eis que surgem as grandes brechas na organização da vida ou na moradia da alma
As obsessões que envolvem individualidades e equipes quase sempre partem de inconveniências pequeninas que devem ser evitadas, qual se procede com o minúsculo foco de infecção.
Para isso, dispomos todos de recursos infalíveis, quais sejam:
EMMANUEL | Chico Xavier
Já entramos na era da regeneração planetária...
Não só a Terra, mas o sistema solar inteiro já está imerso no cinturão de fótons que emana de Alcyonne, o Sol Central da Galáxia, vem recebendo sua energia para a transmutação e para o salto quântico evolutivo.....
O cansaço e as novas frequências:
O cansaço físico que estamos sentindo é devido às novas frequências electromagnéticas inteligentes que estão chegando do Sol Central.
Estas estão mexendo radicalmente em nossas estruturas físicas, emocionais e espirituais. Como se fôssemos apenas um aparelho de celular ligado a uma bateria de um imenso navio.
Há muita energia vindo do mundo espiritual. Sendo assim, há a necessidade de estabilização.
O QUE FAZER?
Mentalmente:
Vibrar em alta ressonância, de preferência na mais alta energia possível, a energia da Gratidão, da Compaixão, da Generosidade, da Benevolência e do compartilhamento mútuo das ideias.
Evitar julgamentos alheios, pois não sabemos realmente o que cada um veio passar nesta vida.
Elevar o pensamento para coisas nobres, ao invés de continuar compartilhando notícias fúteis e terríveis que teimam em multiplicar pela televisão e medias sociais.
Faça diferente, encontre coisas boas nas pessoas e nas situações, elas existem, mas estão sendo esquecidas.
Pare de reclamar e comece a agradecer, a Gratidão é a energia que moldará o novo mundo.
Quando um pensamento ruim vier, compreenda-o e imediatamente neutralize com outro superior e positivo.
Quando um problema vier a sua mente, transmute a informação, procurando imediatamente a solução e foque nesta. Mude o foco, encontre coisas belas em você, em seu comportamento, pare de se mutilar energeticamente, pois todos nós temos coisas boas e virtudes.
Fisicamente:
Fazer exercícios calmos e concentrados, emitindo, ao mesmo tempo em que os faz, ondas azuis para todos os locais onde sente supostamente dor, desconforto ou fadiga muscular, transformando um simples exercício de alongamento e fortalecimento em um exercício vibracional quântico intensificado.
Beber bastante água mineral, de preferência aquela que sai directo das pedras , pois traz fragmentos minerais puros do centro da montanha, rochas e cristais.
Evitar alimentos industrializados e com condimentos exagerados.
Coloque para dentro do seu corpo sentimentos bonitos, e saudáveis para a tua vida.
Tomar sol e agradecer enquanto faz isso. Mergulhar na água do mar ou na água de rio corrente para entrar na frequência nova da Natureza.
Espiritualmente:
Prestar atenção na intuição, pois ela está chegando com mais força e é a primeira informação que chega do mundo espiritual para adentrar em sua mente. .. Ouvir uma música boa, aquela que faz os seus pêlos do seu braço arrepiar, pois esta é capaz de produzir a ressonância com seu espírito.
Prestar atenção também nas inspirações, pois elas vêm pura e simples, caso contrário, não conseguimos anotar o que é recebido ou fazer no exacto momento em que ela chega, quando perdemos o contacto o espírito demora para trazê-la novamente.
Inspiração também é, algo que seu próprio espírito lhe envia das profundezas de seu inconsciente e não apenas o que vem de um espírito amparador.
É você mesmo em manifestação futura e em dimensão divina, rebuscando o que já há de bom dentro de si, tentando conversar consigo mesmo.
Relacionamentos:
Não precisa mais gritar com ninguém, seu coração já não suporta mais gritos e discussões, ele só quer harmonia e entendimento, a época dos sofrimentos terminou, quem ainda continuar nesta ideia passará por grandes provações.
Se for preciso se posicionar, posicione-se sem precisar fazer alarde de sua posição, pois a posição e sua.
Trabalho:
Seu espírito não está mais querendo fazer o que não faz sentido e não preenche o seu propósito de vida.
Ele está forçando-o a entrar com força total no seu centro de sinergia, aquele que sintoniza com as forças que vêm do Universo.
Se não mudar ou melhorar sua relação com seu trabalho, sua vida vai ficando cada vez mais vazia, mesmo que através dele receba bastante dinheiro, nada disso poderá dar um sentido real para a sua existência daqui em diante.
Não se preocupe em encontrar o novo mundo, ele não é um lugar, mas sim uma frequência, um estado vibracional em que todos podem estar, se assim o desejarem.
O estado da gratidão pura e silenciosa.
Sintonia é o caminho, sintonia consigo mesmo.
Essa é a verdadeira espiritualidade que os mentores desejam de nós, pois estando completos e conectados, estamos em plena Sintonia com o Todo.
O PROCESSO OBSESSIVO EM SUA VIDA
Nem sempre conseguimos perceber. Os processos obsessivos, vastas vezes, porém, principiam de bagatelas:
- O olhar de desconfiança…
- Um grito de cólera…
- Uma frase pejorativa…
- A Maledicência sem pensar..
- A ponta de sarcasmo…
- O momento de irritação…
- O julgamento ferrenho...
- A tristeza sem motivo…
- O instante de impaciência…
- A indisposição descontrolada…
Estabelecida a ligação com as sombras por semelhantes tomadas de invigilância, eis que surgem as grandes brechas na organização da vida ou na moradia da alma
- A desarmonia em casa…
- A discórdia no grupo da ação…
- O fogo da crítica…
- O veneno da queixa…
- A doença imaginária…
- A rede da intriga...
- A treva do ressentimento...
- A discussão infeliz...
- O afastamento de companheiros…
- A rixa sem propósito…
As obsessões que envolvem individualidades e equipes quase sempre partem de inconveniências pequeninas que devem ser evitadas, qual se procede com o minúsculo foco de infecção.
Para isso, dispomos todos de recursos infalíveis, quais sejam:
- A dieta do silêncio;
- A vacina da tolerância;
- O detergente do trabalho;
- O antisséptico da oração.
EMMANUEL | Chico Xavier
terça-feira, abril 16, 2019
Vida ou morte
Todos os seres vivos nascemos, vivemos um determinado tempo. E morremos um dia. Nada mais certo, nesta Terra. Fatal é o instante da morte.
Contudo, muitos factores podem determinar que aceleremos o momento da nossa morte ou a retardemos.
Alguns pensamos que existe um dia, com hora e segundo certo de morrer. No entanto, isso não retrata a verdade.
Vejamos que as flores que plantamos em nosso jardim dependem de nossos cuidados. Podemos lhes abreviar a vida, deixando de lhes fornecer a água de que necessitam.
Ou podemos, simplesmente, arrancá-las e jogá-las no lixo.
Os animais domésticos igualmente aguardam que lhes providenciemos o alimento, a água, o abrigo. Quantos de nós lhes aceleramos o processo da morte por descuidos, abandono ou negligência?
Quantos não providenciamos os medicamentos e cuidados especiais que necessitam?
E nem temos ideia correta por quantas espécies animais extintas somos directa ou indirectamente responsáveis.
Se falarmos de nós mesmos, a questão não se faz muito diversa.
Podemos acelerar nossa passagem por este planeta, nos entregando a vícios, por exemplo.
Alguns acreditamos que são simples hábitos, que não nos causarão maiores males.
Esquecemos de que uma gota de veneno pode causar a morte. E existem venenos que aceitamos, diariamente, como o fumo, o álcool.
Um e outro podem nos ocasionar enfermidades que abreviarão a nossa estada nesta Terra. Ou irão, a pouco e pouco, minando cargas vitais, com igual resultado.
Também nossa forma de reagir ao que nos ocorre depõe contra nossa vida.
Uma explosão de raiva pode destruir energias preciosas, causando danos ao cérebro, aos neurónios.
De acordo com um estudo realizado por cientistas americanos, o mau humor, a impaciência e a raiva podem causar ataque cardíaco.
Afirmam que jovens, que reagem rapidamente ao stress com raiva, tem três vezes mais chances de desenvolver doenças do coração.
Esses jovens têm cinco vezes mais chances do que as pessoas calmas de sofrer um ataque cardíaco prematuro, mesmo sem ter histórico de doenças cardíacas na família.
Conclui-se que temperamentos explosivos podem desenvolver doenças muito antes que qualquer outro factor de risco se torne aparente, como diabetes ou hipertensão.
Verificamos, assim, que nossa vida depende de nós. Mais longa ou mais curta. Mais calma, com menos dores de cabeça, de estômago e problemas biliares.
Ou mais stressada, recheada de manifestações agressivas e ataques de raiva.
A questão é como desejamos viver. E quanto mais desejamos viver.
Alguns homens na face da Terra atestam que respirar o saudável, em pensamentos e atos, coopera para a longevidade.
Ultrapassando os noventa ou os cem anos, mantêm a lucidez, excelente memória. E cooperam com a Humanidade, onde se encontrem.
Alguns constituíram família, criaram filhos e abençoaram os netos e bisnetos, deixando-lhes um exemplo de nobreza e dignidade.
Tudo recheado com muita calma e muito amor.
Pensemos nisso e nos amemos. Amemos nosso corpo, nosso instrumento de trabalho.
Amemos nossa vida, talento divino que nos foi concedido para a realização do melhor.
quarta-feira, janeiro 03, 2018
Comboio da vida
Numa viagem de comboio
podemos notar uma grande diversidade de situações, ao longo do percurso. A
nossa existência terrena pode ser comparada a uma dessas viagens, mais ou menos
longa.
Primeiro, porque é cheia de
embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns
embarques e grandes tristezas em algumas partidas. Quando nascemos,
entramos no comboio e nos deparamos com algumas pessoas que desejamos que estejam
sempre connosco: são nossos pais. Infelizmente, isso nem sempre é
possível. Em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho,
amizade e companhia insubstituíveis...
Mas isso não impede que
durante a viagem outras pessoas especiais embarquem para seguir connosco: são
nossos irmãos, amigos, amores. Algumas pessoas fazem dessa viagem um
passeio. Outras encontrarão somente tristezas, e algumas circularão pelo trem,
prontas a ajudar a quem precise.
Muitas desembarcam e deixam
saudades eternas.... Outras passam de uma forma que, quando desocupam seu
assento, ninguém percebe.
Curioso é constatar que
alguns passageiros, que nos são caros, se acomodam em vagões distantes do
nosso, o que não impede que, durante o percurso, nos aproximemos deles e os
abracemos, embora jamais possamos seguir juntos, porque haverá alguém ao seu
lado ocupando aquele lugar.
Mas isso não importa, pois,
a viagem é cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...
O importante é que façamos
nossa viagem da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os
demais passageiros, vendo em cada um deles o que têm de melhor. Devemos
lembrar que, em algum momento do trajecto, eles poderão fraquejar e,
provavelmente, precisemos entendê-los, porque também fraquejaremos muitas vezes
e, certamente, haverá alguém que nos entenda e atenda.
A grande diferença, afinal,
é que no comboio da vida jamais saberemos em qual estação teremos que descer,
muito menos em que estação desembarcarão nossos amores, nem mesmo aquele que
está sentado ao nosso lado. É possível que quando tivermos que
desembarcar, a saudade venha nos fazer companhia...
Porque não é fácil nos
separar dos amigos, nem deixar que os filhos sigam viagem sozinhos. Com certeza
será triste. No entanto, em algum lugar há uma estação principal para onde
todos seguimos...
E quando chegar a hora do
reencontro teremos grande emoção em poder abraçar nossos amores e matar a
saudade que nos fez companhia por longo tempo...
Que a nossa breve viagem
seja uma grande oportunidade de aprender e ensinar, entender e atender aqueles
que viajam ao nosso lado, porque não foi o acaso que os colocou ali. Que
aprendamos a amar e a servir, compreender e perdoar, pois não sabemos quanto
tempo ainda nos resta até à estação onde teremos que deixar o comboio.
Se nossa viagem não está
acontecendo exactamente como queremos, demos a ela uma nova direcção. Se
é verdade que não podemos mudar de vagão, é possível mudar a situação do nosso
vagão. Observemos a paisagem maravilhosa com que Deus enfeitou todo o
trajecto... Busquemos uma maneira de dar utilidade às horas.
Preocupemo-nos com aqueles que seguem viagem ao nosso lado...
Deixemos de dar importância
às queixas e façamos algo para que a nossa estrada fique marcada com rastros de
luz...
Pensemos nisso... E, boa
viagem!
com base em texto de
autoria de Silvana Duboc, disponível no site www.silvanaduboc.us.
quinta-feira, julho 20, 2017
Os anjos
O menino voltou-se para a mãe e perguntou: Os anjos existem mesmo? Eu nunca vi nenhum.
Como ela lhe afirmasse a existência deles, o pequeno disse que iria andar pelas estradas, até encontrar um anjo. É uma boa ideia, falou a mãe. Irei com você. Mas você anda muito devagar, argumentou o garoto. Você tem um pé aleijado. A mãe insistiu que o acompanharia. Afinal, ela podia andar muito mais depressa do que ele pensava.
Lá se foram. O menino saltitando e correndo e a mãe mancando, seguindo atrás.
De repente, uma carruagem apareceu na estrada. Majestosa, puxada por lindos cavalos brancos. Dentro dela, uma dama linda, envolta em veludos e sedas, com plumas brancas nos cabelos escuros. As jóias eram tão brilhantes que pareciam pequenos sóis. Ele correu ao lado da carruagem e perguntou à senhora:
Você é um anjo?
Ela nem respondeu. Resmungou alguma coisa ao cocheiro, que chicoteou os cavalos e a carruagem sumiu na poeira da estrada. Os olhos e a boca do menino ficaram cheios de poeira. Ele esfregou os olhos e tossiu bastante. Então, chegou sua mãe que limpou toda a poeira, com seu avental de algodão azul.
Ela não era um anjo, não é, mamãe?
Com certeza, não. Mas um dia poderá se tornar um, respondeu a mãe.
Mais adiante uma jovem belíssima, em um vestido branco, encontrou o menino. Seus olhos eram estrelas azuis e ele lhe perguntou: Você é um anjo?
Ela ergueu o pequeno em seus braços e falou feliz: Uma pessoa me disse ontem à noite que eu era um anjo. Enquanto acariciava o menino e o beijava, ela viu seu namorado chegando. Mais do que depressa, colocou o garoto no chão. Tudo foi tão rápido que ele não conseguiu se firmar bem nos pés e caiu. Olhe como você sujou meu vestido branco, seu monstrinho! Disse ela, enquanto corria ao encontro do seu amado. O menino ficou no chão, chorando, até que chegou sua mãe e lhe enxugou as lágrimas com seu avental de algodão azul. Aquela moça, certamente, não era um anjo. O garoto abraçou o pescoço da mãe e disse estar cansado.
Você me carrega?
É claro, disse a mãe. Foi para isso que eu vim. Com o precioso fardo nos braços, a mãe foi mancando pelo caminho, cantando a música que ele mais gostava. Então o menino a abraçou com força e lhe perguntou: Mãe, você não é um anjo? A mãe sorriu e falou mansinho: Imagine, nenhum anjo usaria um avental de algodão azul como o meu.
* * *
Anjos são todos os que na Terra se tornam guardiães dos seus amores. São mães, pais, filhos, irmãos que renunciam a si próprios, a suas vidas em benefício dos que amam. As mães, sobretudo, prosseguem a se doar e velar por seus filhos, mesmo além da fronteira da morte, transformando-se em Espíritos protectores daqueles que na Terra ficaram, como pedaços de seu próprio coração.
com base no cap. sobre anjos, de O livro das virtudes, v. 2, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira.
quinta-feira, dezembro 29, 2016
Nossa solidão
Como ainda podemos nos sentir sós num mundo tão conectado, onde temos tanto acesso à informação, onde podemos nos comunicar com tanta facilidade uns com os outros?
A resposta é simples, ao mesmo tempo indigesta: solidão tem a ver com algo mais profundo do que a presença de pessoas ao nosso lado, do que movimento das gentes, do que estar ou não conectado ou acompanhado.
A prova disso é que alguns podem passar muito tempo sozinhos e não se sentirem sós. Outros, por sua vez, podem ter cônjuge, filhos, contarem amigos às centenas nas redes sociais, mas sofrerem de imensa solidão.
Nietzsche foi capaz de dizer com todas as letras: Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou com a ausência das pessoas.
A solidão patológica, que se instala como gigante da alma, tem a ver com a distância entre o ser e sua essência. Tem a ver com o vazio que ainda reina absoluto em nós.
Há um imenso espaço a preencher dentro de nós, um espaço que apenas agora estamos descobrindo. Um universo onde ainda reina o silêncio – um silêncio incômodo, que tentamos preencher com os barulhos do mundo.
Por isso falamos tanto e ouvimos tão pouco. Por isso buscamos tanto entretenimento e tão pouca cultura. Por isso apreciamos locais e músicas ruidosos. Tudo isso nos afasta do silêncio.
O silêncio nos assusta. O silêncio nos força a ouvir os ecos da alma, nos força a olhar para dentro, a nos encontrarmos.
Mas é justamente aí que está o caminho para tratar a solidão. Temos que buscar nossa essência através de dois grandes movimentos: amando a nós mesmos e amando ao próximo.
A lição não é nova. Já fomos orientados, há muito tempo, sobre esse movimento necessário em direção ao Criador: nós e nosso próximo na direção de Deus.
Conhecendo-nos, aceitando-nos, podemos dar os primeiros passos no rumo do autoamor.
Autoperdão, disciplina, persistência são outros componentes importantes desse processo, que é longo, mas que precisa ser iniciado com urgência.
Ao mesmo tempo, o amor ao próximo irá nos mostrar como nos preencher interiormente de outra forma. A lâmpada que ilumina o caminho de alguém, antes de tudo, clareia a si mesma.
Quem ama se sente pleno, quem ama se completa, quem ama nunca se sente só.
Ao invés de querermos a companhia de alguém, nos tornamos companheiros do outro. Ao invés de desejarmos que satisfaçam nossas carências, atenderemos as carências alheias.
Quem é solidário, nunca estará solitário, diz-nos, com propriedade, o Espírito Joanna de Ângelis.
Esses dois amores primordiais, a nós e ao nosso próximo, colocam o ser, naturalmente, na direção do amor ao nosso Criador.
Assim, enfim, a criatura que sempre esteve abraçada pelo Criador, mas nunca percebeu, agora o abraça conscientemente e diz: Não me sinto mais só.
* * *
Não estamos sós, embora nosso coração ainda se sinta dessa forma.
O mundo talvez não nos trate da maneira como desejaríamos. Criamos expectativas que se frustram com frequência.
Aqueles que desejam nosso bem estão sempre ao nosso lado. Conversemos mais com eles. Paremos um pouco, façamos uma oração, em qualquer lugar, quando sentirmos vontade, e não nos sentiremos mais assim.
Percebamos a vida pulsando à nossa volta.
Não estamos sós.
terça-feira, outubro 04, 2016
Aprender a amar
De que vale a vida? Qual o motivo de estarmos aqui? São tantos os problemas, que temos dificuldades em responder a essas perguntas.
Ouve-se, com frequência, os noticiários das catástrofes naturais, que nos assustam. Outras vezes, são crimes hediondos que chocam.
Dias há em que a saúde nos falta, outros em que o nosso amor se despede e parte para onde os olhos não enxergam. E ainda outros são dias de problemas no seio da família e no trabalho.
Jesus, ao afirmar que neste mundo só teríamos aflições, lembra-nos que a vida é escola a nos dar lições, nem todas permeadas pela alegria e a satisfação.
Porém, qual a finalidade dessas lições? O que a vida espera de cada um de nós, ao nos impor desafios pesados, aflições que nos perturbam e nos exigem tanto da alma? Em outras palavras, o que a vida quer de nós?
Jesus foi indagado a respeito, quando, utilizando o linguajar da época, alguém lhe perguntou qual o maior mandamento da Lei de Deus.
Para o religioso que o indagara, entender o mandamento da Lei de Deus significava entender o próprio objectivo da vida.
E Jesus foi claro ao responder que o objectivo maior da vida é o de amar. Seja o amor a Deus, o amor ao próximo ou o amor a si mesmo, devemos aprender a amar.
Dessa forma, seja o que for que nos ocorra, essas situações serão sempre dádivas da vida a nos oferecer possibilidades para o aprendizado do amor.
Seja o que quer que venha a nos suceder, lembremos que no fundo e no final de tudo, está o aprendizado para o amor.
Por isso, a atitude mais sábia que podemos ter perante a vida é a de amar. Amar incondicionalmente.
Pensando dessa forma, Richard Allens escreveu um poema que diz o seguinte:
Quando ames, dá tudo o que tenhas
E quando tenhas chegado ao teu limite,
dá ainda mais
E esquece a tua dor.
Porque frente à morte, só o amor que tenhamos dado e recebido é que contará.
Tudo o mais: as vitórias, as lutas, os embates ficarão esquecidos em nossas reflexões.
E conclui o poeta:
E se tenhas amado bem,
então tudo terá valido a pena.
E o prazer que encontrarás nisso
durará até o final.
Porém, se não o tenhas feito,
a morte sempre te chegará muito rápida,
e afrontá-la será por demais terrível.
Assim, compreendemos que a única coisa que importa é o amor. Tudo o mais, nossas conquistas, nossos títulos, o dinheiro que temos ou a posição social que desfrutamos, é secundário.
O que fazemos não é importante. A única coisa que importa é como fazemos. E o que realmente importa é que o façamos com amor.
Por isso, antes que a morte nos convide a retornar ao grande lar, antes que nossa jornada de aprendizado aqui se conclua, aproveitemos o tempo e as lições para que o amor comece a ganhar espaço em nosso mundo íntimo.
Aproveitemos os dias valiosos da existência.
A cada nascer do sol aceitemos o convite ao aprendizado do amor que se renova.
Entendendo a vida por esse prisma, tenhamos a certeza de que as dores amenizarão e as ansiedades repousarão na certeza de que Deus vela por todos, aguardando que as lições do Seu amor se façam em cada um de nós.
quinta-feira, setembro 15, 2016
O teatro da vida
A vida na Terra pode ser comparada a um imenso teatro, e as pessoas, nas suas diferentes vivências, grandes atores.
Neste palco colorido e cheio de emoções, ora esbarramos em personagens muito bonitas e cheias de charme; ora nos deparamos com cabeças coroadas a esbanjar seu orgulho.
Ora com o sábio observador, com o tolo indiferente e até mesmo, com o feio a se esgueirar; ora nos vemos à frente de palhaços brincalhões e de figuras carismáticas a se apresentarem como lhes convêm.
No final da peça que vivenciamos, acabamos percebendo que todos partilhamos os mesmos vestuários.
Quando os aplausos cessam, tanto uns como outros, dividimos o mesmo camarim.
Somos todos os verdadeiros atores dos dramas representados no grande palco.
O teatro da vida não conta com muito tempo de ensaio para a sua apresentação.
Cada qual vem com seu papel previamente planeado, podendo facilitar ou complicar durante a representação.
Há atores que, tendo recebido simples papéis, acabam se dedicando tanto que roubam a cena, deixando marcas que servem de exemplo para os demais.
Outros pedem grandes performances, mas o desânimo e a preguiça os fazem desmerecer o posto almejado, tendo que esperar por nova programação.
* * *
Assim acontece com cada um de nós, seres humanos, neste mundo.
Nosso palco é a Terra, a peça em que atuamos, a presente reencarnação, nossos companheiros de palco, os nossos familiares.
Se dentro da mesma cena os atores não apresentarem bom desempenho com relação à amizade, ao respeito e à participação positiva de todos, a cena se esfumaça, e o sentido real do ato deixa de existir.
Nossa plateia é a Humanidade, com suas preferências, seus padrões e seus preconceitos.
Se não nos revestirmos de respeito às diferenças, de carinhosa atenção aos demais, não teremos aceitação e êxito.
Todos nos vestimos do corpo carnal e dividimos o mesmo camarim das experiências comuns.
Todos almejamos os aplausos do sucesso, mas nem todos nos esforçamos o suficiente para merecê-los.
Da mesma forma, perdemos oportunidades e ficamos à espera de novas chances para refazer, para recomeçar.
Sejamos pois, a alma sedenta de bom desempenho, que se tranquilizará após nobre actuação, sem ficar a exigir os principais papéis.
Abençoemos o cansaço de cada dia, sem escolher leito sofisticado, mas que possamos descansar em qualquer banco do caminho, fazendo dele um castelo de paz.
Bendito seja o suor do trabalho árduo, a dor das mãos calejadas que dão mostras de ocupação valiosa, que não nos permite a mente vazia.
Mantenhamos o silêncio construtivo ao palavrório sem conteúdo.
Valorizemos o riso que embeleza a face sóbria de uma vida enriquecida de amor.
Bem-vindas as muitas perguntas rumo à sabedoria, as muitas buscas de oportunidades, que nos farão mais esclarecidos e realizados.
Abençoadas sejam as declarações de amor e amizade que colorirem nossos caminhos.
Benditos os dias que pudermos tropeçar, cair e nos erguermos, abraçados à poesia da vida, desejosos de emocionar até o último ato.
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