sexta-feira, julho 26, 2024
Maria de Nazaré
quarta-feira, junho 12, 2024
Nunca abandone os seus sonhos
As crianças têm sonhos. Sem limites. Elas são princesas, super-heróis. Sonham salvar o mundo de toda maldade. Acreditam-se com poderes infinitos. Sonham alcançar as nuvens, fazer todo mundo feliz, ter muito dinheiro para distribuir brinquedos para todas as crianças. Mas elas crescem e se tornam adultas. E, quase sempre, esquecem dos seus sonhos. Desencantam-se ao contato com a realidade. Ou talvez encontrem tantos adultos desencantados que isso as faz acreditar que não podem concretizar os seus sonhos.
A pequena Jean, na terceira classe, era um exemplo típico. Filha de piloto, sonhava voar. Certo dia, numa uma redação, ela colocou todo seu coração e revelou: Quero ser piloto de avião, ver as nuvens, saltar de paraquedas. A sua nota foi zero porque, segundo sua professora, as profissões que ela listara não eram para mulheres. Jean foi massacrada, no decorrer dos anos seguintes, pela negatividade de vários adultos. Garotas não podem ser pilotos de avião. Não são suficientemente inteligentes para isso. Ela desistiu.
No último ano do ensino médio, a professora de inglês pediu que os alunos escrevessem sobre o que estariam fazendo dentro de dez anos. Jean descartou piloto, aeromoça, esposa. E escreveu: empregada de mesa. Afinal, pensou, aquilo ela seria capaz de fazer. Duas semanas depois, a professora colocou a folha com a resposta de cada um dos alunos, virada para baixo, na frente de cada um deles.
Agora, pediu que escrevessem o que cada um faria se tivessem acesso às melhores escolas, a dinheiro ilimitado, a habilidades ilimitadas. Quando terminaram, lecionou: Tenho um segredo para todos vocês. Vocês têm acesso a boas escolas. Se não correrem para concretizar os seus sonhos, ninguém o fará por vocês. Vocês têm muita potencialidade. Não deixem de utilizá-la.
Jean ficou animada e, ao mesmo tempo, amedrontada. Depois da aula, foi falar com a professora e lhe segredou seu desejo de ser piloto. Então, seja! – Foi o que ouviu.
E Jean resolveu perseguir o seu sonho. Foram dez anos de trabalho duro, encarando oposições, hostilidades, rejeição, humilhação. Tornou-se piloto particular. Conseguiu graduação para transportar carga e pilotar aviões de passageiros. Mas não recebia promoção por ser mulher. Não desistiu. Ela pulverizou plantações, pulou de paraquedas centenas de vezes.
Em 1978, Jean Harper foi uma das três primeiras mulheres a serem aceitas como piloto pela United Airlines. Tornou-se piloto de Boeing 737 na mesma empresa aérea. Tudo, graças ao poder de duas palavras positivas.
Estude, persevere, conquiste. Utilize a força de sua fé. Acredite e invista no seu potencial. Lembre: você pode ser o que quiser, se desejar o bastante e não perder o foco do seu ideal. Seja a sua meta tocar as estrelas. Vá em frente!
segunda-feira, julho 24, 2023
Que liberdade é essa?
Você só é livre quando faz o que não quer.
O pensamento é do filósofo alemão Immanuel Kant, um dos principais pensadores do Iluminismo.
Ao reler a frase: Você só é livre quando faz o que não quer, podemos argumentar se não seria exatamente o oposto. Liberdade não seria fazer o que se quer, quando se quer, do jeito que se deseja?
Está aí uma grande diferença de entendimento e uma prova de nossa imaturidade moral. Para entender o ponto de vista do filósofo, lembremos a citação do Apóstolo Paulo:
Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas não deixarei que nada me domine. Chegamos ao ponto fundamental trazido por Kant e por Paulo de Tarso: a liberdade está em ser dono de si mesmo e não escravo dos seus desejos, vícios ou qualquer outra influencia externa. Fazer o que se quer é ser escravo do desejo. Por isso, não se poderia falar em liberdade nesse contexto. A liberdade verdadeira só pode ser trazida pela autonomia, pela inteligência, pelo uso correto da vontade, como essa força que nos permite avaliar a conveniência dos desejos. É justamente o que Paulo de Tarso alerta: Nem tudo me convém.
Assim, se a vontade, se o livre-arbítrio se sobrepuserem aos desejos para os avaliar, julgar, escolher melhor, então, seremos realmente livres. É o ser assumindo o controle de seus desejos e não mais sendo controlado por eles. Eis a liberdade conforme Kant. A visão do pensador faz muito sentido.
Quando o homem passa a dominar seus instintos e os faz trabalhar em seu favor, pelo bom uso da inteligência, ele passa a ter maior domínio sobre si mesmo. Quando o homem consegue controlar suas paixões, domando esses corcéis poderosos e fazendo-os bons condutores de sua vontade, conquista o seu mundo íntimo. Assim, muitas vezes, fazer o que não se quer é fazer o que se deve. É estar apto a assumir o controle das situações com maturidade, sem se deixar levar ao sabor das emoções do momento.
Educar-se. Educar seus instintos. Essa é uma das funções da encarnação em um planeta ainda inferior. Nele, a vinculação com a matéria nos coloca em experiências educativas, que promovem justamente esse desafio. A alma imatura ainda sonha com a liberdade de fazer o que quer, sem responsabilidade, sem pensar em consequências, simplesmente atendendo aos impulsos passageiros. Parece belo. Parece liberdade. Parece viver. Mas, não é.
Deixar-se guiar por instintos é voltar à condição primitiva. Já vivenciamos isso, já estamos mais adiante. Reflita com cuidado sobre essa ideia: Você só será livre quando fizer o que não quer.
O que ela representa? De que ciladas do caminho esse pensamento pode preservar você?
Ao invés de pensar no imediato, no que dá mais prazer agora, que tal pensar mais no que é melhor para você?
Nem sempre o que é melhor para você poderá lhe trazer prazer, num primeiro momento. Pense grande. Pense maior. Pense como alma imortal que você é, estagiando, outra vez, neste abençoado planeta chamado Terra. Nosso lar. Nossa escola.

