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quarta-feira, junho 15, 2011

Um dos mais belos trajes da alma


O médico conversa descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega, e de forma ríspida, pergunta:  

Vocês sabem onde está o médico do hospital?

Com tranquilidade, o médico responde: Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?

Impaciente, a mulher indaga: Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?

Mantendo-se calmo, contesta ele: Senhora, o médico sou eu. Em que posso ajudá-la?

Como?! O senhor?!?! Com esta roupa?

Ah, senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...

Oh! Desculpe, doutor! Boa tarde! É que...vestido assim, o senhor nem parece um médico...

Veja bem as coisas como são...- diz o médico -... As vestes parecem não dizer muitas coisas mesmo... Quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos, e depois daria um simpatiquíssimo "Boa tarde!"

Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...

*   *  *

Um dos mais belos trajes da alma é, certamente, a educação.

Educação que, no exemplo em questão, significa cordialidade, polidez, trato adequado para com as pessoas.

São tantos ainda no mundo que não têm tacto algum no tratamento para com os outros!

Sofrem e fazem os outros sofrerem com isso.

Parece que vivem sempre à beira de um ataque de nervos, centrados apenas em si, em suas necessidades urgentes e mais nada.

O mundo gira ao seu redor e para lhes servir. Os outros parecem viver num mundo à parte, menos importante que o seu.

Esses tais modos vêm da infância, claro, em primeiro lugar. Dos exemplos recebidos da família em anos e anos de convivência.

Mas também precisam vir da compreensão do ser humano, entendendo todos como seus irmãos.

Não há escolhidos na face da Terra. Não há aqueles que são mais ou menos importantes. Fomos nós, em nossa pequenez de Espíritos imperfeitos, que criamos essas hierarquias absurdas, onde se chega ao cúmulo de julgar alguém pelas roupas que veste.

Quem planta sorrisos e gentileza recebe alegria e gratidão, e vê muitas portas da vida se abrindo naturalmente, através da força estupenda da bondade.

O bem é muito mais forte que o mal.

O bem responde com muito mais rapidez e segurança às tantas e tantas questões que a existência nos apresenta, na forma de desafios.

Ser gentil, ser cordial é receber a vida e as pessoas de braços abertos, sem medo de agir no bem.

Ser bem educado é contribuir com a semeadura do amor na face da Terra, substituindo, gradualmente, tantas ervas daninhas que ainda existem nesses campos, por flores e mais flores de felicidade.

Ser fraterno, em todas as ocasiões, é vestir-se com este que é um dos mais belos trajes da alma: a educação.

terça-feira, novembro 06, 2007

Diálogo imprescindível

Casais existem que vivem e convivem por anos a fio.
Quem os olha, de fora, os imagina felizes.
Porque marido e mulher não discutem, não se desentendem.
E o que um deseja, parece ser o desejo do outro.
Nesse diapasão, criam os filhos, casam-nos, se tornam avós.
Para os filhos e os netos, eles são felizes.
Por isso, é traumático para esses mesmos filhos e netos descobrir, um dia, que aquele homem e aquela mulher estão se separando.
E, pior do que isso, cada qual guardando intensa mágoa do outro.
Por que isso acontece?
Quase sempre, a grande problemática é a falta de diálogo.
Não esse diálogo que é o tratar das coisas de todos os dias.
Falar da economia do lar, das dificuldades das crianças na escola, dos problemas na profissão de um e de outro.
Diálogo a respeito de seu próprio relacionamento, de seus desejos, de suas vontades. Do que verdadeiramente um espera do outro, do que anseia.
Do que os faz felizes ou infelizes. Do que os magoa, os fere.
A propósito, recordamos a história de um casal.
Durante mais de 60 anos, tudo compartilharam.
Conversavam sobre tudo. Ou quase tudo.
Porque entre eles havia um segredo.
Em cima de um armário, a mulher guardava uma caixa de sapato.
O marido recebera a recomendação de nunca abri-la e nem perguntar o que nela havia. Assim foi por anos e anos.
Porque se considerava feliz, o homem jamais pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapato. Mas, um dia, a velhinha adoeceu e o médico avisou que ela teria poucos dias de vida.
Então, o velhinho tirou a caixa de cima do armário e a levou para perto da cama da mulher. Ela concordou que era a hora dele saber a respeito do conteúdo.
Ele abriu e viu que ali estavam duas bonecas de crochê e um pacote de dinheiro. Somados, nada menos de 95 mil dólares.
E ela explicou: Quando nos casamos, minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz era nunca brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você, deveria ficar quieta e fazer uma boneca de crochê.
O marido ficou muito emocionado, mal contendo as lágrimas.
Eles haviam vivido mais de 60 anos casados. Como havia somente duas bonecas na caixa, significava que ela ficara com raiva dele somente duas vezes.
Tinha sido, verdadeiramente, uma longa vida de amor.
E resolveu perguntar: Querida, você me explicou sobre as bonecas. Mas e esse dinheiro todo, de onde veio?
Ah, meu bem, disse a velhinha, com a voz quase sumida, esse é o dinheiro que eu consegui com a venda das bonecas.
*
Nunca deixe de dialogar com seu cônjuge. Mas fale das coisas importantes.
Não brigue, nem estrague os dias de ventura com tolices.
Converse, no entanto, do que faz bem e do que faz mal à vida conjugal.
Do que um e outro devem mudar para serem mais felizes.
Não construa um mundo de mentiras.
Construa a sua felicidade em sólidas bases de confiança e entendimento.
Pense nisso!