quinta-feira, março 08, 2007
Sonhos
A mídia falada, escrita, televisiva, vez ou outra, enfoca as lutas, agruras e conquistas de pessoas famosas.
São astros da música, do cinema, da televisão que tiveram infância difícil, com ou sem pais, sem pão, sem abrigo. Alguns desses, bem sucedidos no momento, não esquecem suas origens e, recordando o sofrimento passado, se transformam em mãos abençoadas, distribuindo favores, atendendo necessidades. Outros, contudo, se transformaram em pessoas egoístas, que por terem sofrido muito, se acham agora em pleno direito de tudo usufruir, gozar. Esses, pensam somente em si. Quando recordam o passado, o fazem de forma amargurada, afirmando que tudo lhes é devido, tudo merecem, por terem padecido em anos passados. Mas, não são somente famosos que têm histórias interessantes. Existem pessoas anônimas, pelo mundo, que alcançaram êxitos ainda mais surpreendentes e frutos mais saborosos. A diferença é que não são focalizados pela mídia. São pessoas sem beleza exterior exuberante. Pessoas como a alagoana Rosa Célia Barbosa. Pequena, metro e meio de fortaleza moral e vontade de vencer. Aos 7 anos, Rosa foi largada num orfanato, em Botafogo, no Rio deJaneiro. Chorou durante meses.Toda mulher de saia que via, ela achava que era a sua mãe que a vinha buscar. Depois de um tempo, desistiu...Rosa Célia fez vestibular de medicina quando morava, de favor, num quartinho e trabalhava para se manter. Formou-se e decidiu se dedicar à cardiologia neonatal e infantil, quando estava no Hospital da Lagoa, no seu Estado de origem. Sem saber inglês, meteu na cabeça que teria que estudar em Londres, com nada menos que a maior especialista no mundo, Jane Sommerville. Estudou inglês e conseguiu uma bolsa. Em Londres, era gozada pelos colegas ingleses por causa de seu inglês ruim. Mas, quando acertou um diagnóstico difícil numa paciente escocesa, que examinou por oito horas seguidas, ela ganhou o respeito geral. Ao lembrar do fato, Célia, divertida, diz que o inglês da paciente era ainda pior do que o seu próprio. De Londres, Rosa Célia foi directo para Houston, nos Estados Unidos, como escolhida e convidada. Foi então que descobriu estar grávida. Pediu 24 horas para pensar e optou pelo filho, retornando para o Rio de Janeiro.Todo ano viaja para estudar. Passa, no mínimo, um mês no Children´s Hospital, em Boston, Estados Unidos, trabalhando 12 horas por dia. No Rio de Janeiro, abriu consultório, reassumiu seu lugar no Hospital da Lagoa e já mereceu destaque em reportagem que apontou os melhores médicos daquele Estado. Chefia um sofisticado Centro Cardiológico, onde são tratados casos limite, histórias tristes. Hospital privado, caríssimo. Mas ela achou um jeito de operar ali crianças sem posses.Criou uma ONG, consegue dinheiro com amigos e empresários e já conseguiu que fossem atendidas 500 crianças. 120 foram operadas. Rosa Célia não tem fotos na mídia, nem brilha nas passarelas da moda.Talvez nunca sua vida se torne um filme e diga ao mundo o que ela fez. Mas ela sabe e tem certeza de que alcançou o seu sonho: Sonhei a vida inteira, diz ela. E consegui. Não importou ser pobre, ser órfã, ser mulher, baixinha, alagoana. Eu consegui. Rosa Célia, um exemplo de quem perseguiu um sonho e o tornou uma feliz realidade. Um exemplo para seguir, para insuflar coragem de lutar, para afirmar a muitos de nós que não devemos desistir dos nossos sonhos. Nunca.
segunda-feira, março 05, 2007
Seal
Academia She-si
Praticante da arte marcial Tai-Ji-Quan, desde pelo menos 1986, conheci alguns professores, algumas escolas, muitos colegas. Desde meados de 2004, frequento a Academia She-si e com o Professor Diogo Sant´Ana desde essa altura, aprendi e venho a aperfeiçoar as formas 16, 24, 42 e a forma 32 de espada tudo ao estilo da família Yang. Tenho muito sorte em ter um professor de Tai-ji como o Diogo, que consegue de forma muito interessante aliar os conhecimentos técnicos com as suas qualidades humanas. Um excelente exemplo de como um bom comunicador aliado a um excelente técnico, acaba sempre por conseguir motivar até os mais relutantes. Um bom amigo. Depois tenho os/as camaradas de turma e nas duas vezes da semana que nos encontramos para praticar esta arte milenar, desde o inicio até aos dias de hoje, sempre me surpreendem pela sua camaradagem, pela carinhosa atenção com que se relacionam uns com os outros. É recompensador ver adultos a brincar uns com os outros com respeito e empenho, neste caso no projecto tai-ji que é fabulosamente interessante.
Bom professor, bons camaradas de aula, boa academia, …
Só posso recomendar…. quinta-feira, fevereiro 22, 2007
domingo, fevereiro 18, 2007
RSA - Voluntariado
O rosto sereno e colaborante dos empregados nas confeitarias onde nos deslocamos doam as sobras do dia impecavelmente arrumadas nos tabuleiros, em caixas novas de cartão.
A atitude abnegada e energética dos voluntários antes da ronda, na garagem onde se preparam os 150 sacos para essa mesma noite.
O circulo da meditação onde a alma se encontra e se debate também.
As caras novas que se encontram nas paragens velhas, desta feita 3 homens novos de leste, educados, mansos, famintos e algo vagos no olhar.
Os infiltrados sem necessidade em cada vez maior numero, que sem pudor se apresentam à refeição dos pobres.
Os apertos de mão desesperados e taciturnos, os hálitos a vinho barato e compartilhado, os mantos rotos e sujos nos vãos inexistentes de um passeio, espécie de planície de cimento.
Os rostos escondidos ou mesmo sorridentes surpreendentemente iluminados ou surpreendentemente obscurecidos.
Os cotoveladas silenciosas onde são mais de uma trintena de uma só vez alinhados em fila e ansiedade.
A revolta súbita e insana de alguém que não sabe explicar a vergonha que sente de pedir um saco, a perplexidade de não entender nem suportar o que está a sentir.
O desejo faminto de um cobertor, umas peúgas ou mesmo umas cuecas.
Uns olhos de Cristo por umas cuecas…
A revolta, a impotência para controlar a própria vida, os filhos que lhe foram retirados agradece a cantar o fado que sobe ás paredes do Santo António.
O manto de miséria que acode aos voluntários nas ruas do Aleixo, do nada chegam queimados, espancados, aleijados, sujos, com chagas, inchados, magros, mancos, trémulos, acossados, viciados, desesperados, famintos….
E a minha maior guerra é não sucumbir à indiferença.
Não esquecer que detrás dum calo insensível de pele morta e plastificada, tem sempre uma energia branca e pura, que lhe empresta o uso.
Bem-haja.
Que do fruto ainda brota o sumo.
Que da falta ainda brota saudade.
Que jamais nos esqueçamos de nossa maior grandeza…
Nossa incomparável beleza, nossa humanidade…
Enfim a capacidade de amar renovadamente a cada instante de nossa vida
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
domingo, fevereiro 04, 2007
Amor, amor, amor...
Não corras, não adiantes o teu relógio interior para azáfamas que só exteriormente são noticia…
Vê de que cor se vestiu a tua alma hoje?
Que contos e fadas….
Deixa nascer em ti as águas que te sedentem…
Dos erros que todos vêem os encontros nascerão de novo…
Seremos novamente uma só família devotada
Àquilo que mais necessitamos…
Amor, amor, amor….
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Ribeira
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Nuances
misteriosa luz multicolorida
mostras o teu corpo em mutação
aos limitados sentidos humanos
ou aos ilimitados por desenvolver
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Transportes saudáveis
Esta é a minha amiga bicicleta.
Juntos vamos a sítios onde o tempo retrocede à minha feliz infância.
É uma forte aliada pra desfrutar do fantástico sindroma de PETER PAN.
É um óptimo meio de transporte, económico e ecológico
Para mim tem algo romântico e de aventura difícil de explicar.
A própria Estação… depois a promessa do que sobre a linha virá.
A paisagem fugidia...
Salga a Alma
O mar puro, o caminho iluminado, bate à porta insistente...
a chaminé deixada para trás, já só o barco a leva...
O sustento esse, vou buscá-lo ao mar.
levo por companheira a luz.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Nº1
Tu és o Amor
Tua alegria e inocência
São o meu mar...
Contigo sei que nunca me sentirei só
e ao ver-te dançar, ao ver-te cresçer, ao acompanhar-te,
não páro de me surpreender grato por tanta recompensa.
Bem hajas filha e que possas encontrar sempre
motivos para te sentires feliz.
Por cá eu serei sempre o teu admirador,
nº1
quarta-feira, janeiro 10, 2007
RSA - Voluntariado
É difícil expressar em palavras o que a acção da RSA, significa para mim.
Relato o que sinto salvaguardando as opiniões dos/as colegas de ronda que naturalmente terão as suas próprias experiências. Mas não me surpreenderia não ser o único a passar por este tipo de experiência:
A ponte que liga dois extremos:
De um lado da ponte a acção dos voluntários e os próprios sem abrigo. Simples, fraterna, nobre e desinteressada. Se pudesse ser avaliada pelas imagens exteriores, veríamos um pequeno mas unido grupo de homens e mulheres de diversas idades, confraternizando com os muitos cidadãos que vivem mais ou menos permanentemente nas ruas da cidade do Porto. São vidas que se misturam entre os sacos de alimentos, as roupas e os cobertores que tentam mitigar carências maiores, que as da falta de pão. São intenções de passar alguma esperança, alguma força de vontade a estes irmãos, para que não abdiquem de sua dignidade humana em seus confrontos com as muitas atribulações que caracterizam a vida de rua. Como quem ao partilhar um gesto partilha o saber, da muitas vezes frágil fronteira que a todos a cada instante divide, entre um homem e uma fera. São conselhos sãos que nos sem abrigo procuram imediata utilidade, ainda que indirectamente a todos os habitantes da cidade sem excepção beneficiem. Afinal quem não aprecia um pouco menos de dor um pouco mais de paz, em nossas ruas. Muitas vezes passa por escutar alguns lamentos, destes muitos marginalizados. Mas também se sorri muito, que no meio de tanta dor muitas vezes nasce um sorriso puro, como uma flor.
Do outro lado da ponte os homens e mulheres que compõe a ronda dos sem abrigo. O que cada um sente no seu intimo a cada instante. Aqui relato unicamente a minha experiência. No dia em que vou fazer a ronda, quando chega a hora de deixar o conforto e segurança de meu lar, ao beijar a minha esposa e a minha pequena filha, saio para a rua encorajado pelo ânimo que estas me transmitem. Um ânimo revestido de uma aprovação serena, que ainda nos une mais fortemente.
Sinto nesses momentos em meu coração, a ternura dos nobres laços que podem envolver um núcleo familiar. E fico em gratidão com a vida. Ao chegar à cidade é o encontro com os colegas para organizar e preparar os alimentos e as roupas que vão ser distribuídas. É para mim, o reencontrar do sentimento que referi ao sair de casa, mas desta vez ao reencontrar os/as colegas de ronda. E fico uma vez mais, em gratidão com a vida. Tudo arrumado e antes de sair para as ruas, num círculo ritual e fraterno, trocamos conselhos sobre os vários procedimentos da equipe, a coordenação necessária para que todos estejam o mais possível em segurança em alguma situação que possa surgir de forma inesperada. São muitos os locais esquecidos e problemáticos que a ronda visita. Para finalizar alguém em oração curta e breve dá o mote para aquela noite. Humildemente pede a protecção, o conselho, o bom desempenho de cada um para as horas que se vão seguir. Muitas vezes é nesta altura que reparo, como me sinto afortunado por estar bem no meio destas pessoas e sentir-me estimado por elas. E fico em gratidão com a vida. Saímos para a ronda e é quando se torna mais inexplicável por palavras. Parece que cada um cumpre sempre uma função específica planeada no segredo da sua alma, ora dando ora recebendo apoio de algum lado e entre os locais que se sucedem, casos que acontecem. É nesta altura para mim que o espírito de equipa se revela de forma mais intensa. Que somos uma equipa que se protege mutuamente, que está atenta e de mente aberta para receber quem necessite de atenção. Um tipo de equipa que se confirma na acção.
Umas horas depois, mais desgastado que cansado com tantos problemas aos quais não pudemos por um ou outro motivo valer como gostaríamos, até porque no final depende sempre da vontade da pessoa o ser ajudada ou não, recolhemo-nos novamente num círculo. De forma meditativa revemos a noite e os seus casos, partilhamos as experiências e revimos modos de actuar. Por fim despedimo-nos como iniciáramos. Recitamos em conjunto uma oração pelo mundo e sobretudo por aqueles que nessa mesma noite encontramos, em situação problemática. Para que encontrem a luz suficiente para a resolução dos seus problemas. Para que este lindo planeta em que habitamos se torne cada vez mais um lugar onde se promova a saúde, o respeito de uns pelos outros, pelo ambiente do qual fazemos todos parte sem excepção ou melhor, sem exclusão. E fico em gratidão com a vida.
A RSA faz-me recordar aquela frase: Um pequeno passo na direcção certa é bem mais importante que um grande passo, na direcção errada.
Para mim, todos os voluntários de organizações que pratiquem obras similares á RSA, como referia o poeta Libanês Kahlil Gibran, estão entre os verdadeiros protectores da terra e do ambiente.
Aqui referi o outro lado da ponte.
O percurso entre as margens gostaria de considerar este preciso momento. São as pessoas maravilhosas que acompanho, que me encantam, é a vontade de estreitar as margens. É este excelente exercício filantrópico, uma preciosa forma de integração ou iniciação se assim o quiser, a uma muito mais completa noção daquilo que compõe o nosso espaço vivo diário. Aquele que afinal, é o que mais interesse tem. Um abraço a todos os/as colegas de ronda e em especial à maravilhosa “Tia Jú”, por quem eu sinto o maior respeito e admiração.
Bem Hajam todos.
terça-feira, janeiro 09, 2007
O voluntariado
Os voluntários de cariz humanitário, filantrópico, são como uma onda que não pára de crescer.
E assim acontece porque tem lugar de sobra para todos. São tantas e cada vez maiores as carências sobretudo nos centros urbanos, que tem lugar para todos. O voluntariado é um movimento imparável, advém fortalecido em tempos de perturbação e agitação social. É a altura em que cada um escolhe o campo onde se sente mais próximo do que para si próprio considera essencial. Tempo de liberdade e de amor para muitos de nós. Assim seja!
sábado, janeiro 06, 2007
acessórios dispendiosos
As sentenças perdem o sentido.
Agora o que importa é reabrir o coração a renovadas disponibilidades.
Falo de chegar até ti de novo, como da primeira vez... com honestidade.
Falo de tocar o real como se este fosse um encantamento irresistível.
Ser amigo exigente mais na vida que na função especifica,
que por ultimo na primeira está contida…
Falo vulgarmente em voltar a cantar, dançar, fazer exercício…
É necessário voltar a seleccionar as coisas de importância,
depois largar aquelas que já não fazem sentido…
os agora acessórios dispendiosos.
terça-feira, janeiro 02, 2007
Feliz Ano Novo 2007
sobre o céu, debaixo para cima, voaram desejos ofuscantes...
esqueceram-se as mágoas do ano velho
até deu vontade de sorrir de novo, de energizar a vontade
que o Ano Novo trás esperanças renovadas, são os votos que te dedico...
sobretudo de renovação...
domingo, dezembro 24, 2006
O pior Natal
O pior natal será o que é igual aos dias do resto do ano para alguém que se sente excluido, só, inadaptado.
Não são os sítios, os lugares, mas a solidão.
Não é o dificil de uma vida mas a incapacidade para se sentir em casa com os outros, a maior infelicidade.
Não nascemos na maioria, para sermos ermitas felizes ou alucinados, na procura de uma qualquer alquimia.
Neste Natal de todos os Natais, o sentimento de solidão é o que faz mais vitimas em todos os grupos sociais.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Rebeldia
Fugir da chuva sem medo, molhado húmido em bando, éramos 4 ou 3 ou talvez mais, uma miúda? talvez … uma lá no meio sem companhia, sem outra que as fizesse aos pares para que tivessemos uma estrela.
Escondíamos as faltas ao liceu entre a mesa de madeira da tasca lá mais perto, carcomida pelos anos, húmida de vinho como nós de água. Olhares trocava-mos em perfeita marginalidade auto imposta com prazer.
Éramos diferentes, frequentávamos as tascas dos bêbados ás 2 ou 3 da tarde. Comia-se pouco pela ênfase que se dava ás sensações que as misturas alcoólicas nos causavam, ao grupo. Saíamos muitas vezes já a tarde meada, ébrios com explosões de cores dentro das ópticas, na rua tudo era cinzento mas não magoava. Assim aprendíamos a estar fora duma realidade que todos julgavam controlar. Éramos os rebeldes da altura.
Outras vezes até uma entrada de um prédio servia para nos reunirmos, consumir uma cachimbada em grupo, partilhar um sufoco de fumo entalado entre as costelas, alguém sempre dava umas palmadas, servia de acto socializante, como fazem os macacos ao catarem os piolhos em publico uns aos outros, estranha forma de mostrar cuidados.
Depois também se chegou, nesses anos de 76 a fumar na mesa do café em comprido e albino cachimbo de barro, os tremoços e a cerveja, para mais tarde abanar a bem abanar os flipers cansados de pernas tortas.
Ás vezes íamos, o grupo que se constituía por faltas ás aulas no liceu em pleno Inverno, a casa de um de nós que não tinha os pais em casa. Depois era o secar dessa humidade invernil no consumo de umas valentes cachimbadas, cada um a seu canto, a musica á volta rodeava as descobertas, as sensações, seria enfim mais tarde, como quando íamos à tasca ou à soleira de qualquer prédio, … saíamos em grupo, anestesiados para a vida cinzenta e competitiva, irracional e poluente que fazia lá fora.
Eram idas ao café do bairro, sempre com um ou dois amigos, daqueles que se ainda não se dissiparam não deixaram rasto das suas presenças senão no meu teatro intimo de uma juventude rebelde.
Eram as festas, o dançar com as primeiras calças de ganga que eram rasgadas em casa, sem que nunca ninguém ainda o tivesse visto em pleno acto social, as botas alentejanas ensebadas do talho, eram alfinetes, mais raramente um risco nos olhos, a preto como quem quer sobressair as insónias de um velho no rosto de um adolescente.
Era o namoro desenfreado à frente de todos, de todos os sítios, era sempre aquilo que ainda é sobre outras formas de expressão. Tem uma irreverência que continua, passa de geração em geração, que nenhuma virtualidade pode sumir, que ainda que adormecida será sempre a revelação de um tempo, com seus heróis, vitimas e mártires do que se inventa ou reinventa a um certo tempo.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Pele
Pele, senso, sente, sabe, ferida, branco,

alfabeto, terça-feira, espelho, brasileiro, passo, rio, mão
direcção, trabalhos, encontros, teclados, sons, muitos sons, aqualung, solidão cheia,
chuveiro, pele, água, sabão, líquidos, mãos, alimento, sombras, alternativas,
poças, água, pratas, corpo, desejo, mulher, boca, linhas, círculos, pakuá, vinho, tinto, sangue,
café, acorda, saudade, dever, situação, posição, agitação, ambição… morte.
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