quarta-feira, abril 18, 2007

CLARO ESCURO

"Conta-me...
Como é o sol, lua sincera?
Encanta-me...
Teu lume azul, tua esfera.
Daríamos valor ao dia
Se a noite não nos fosse companhia?
Teria eu tua presença, sol, astro amigo
Se o claro fosse do escuro inimigo?
E as cores, na ausência da intensidade
Pintariam retratos com tanta propriedade?
E a luz própria, que procuramos descobrir
Teria algum sentido em surgir?
Se tudo nascesse claridade
E da penumbra não surgisse...
Onde estaria a felicidade
No fim de uma jornada que não existisse?
Conta-me...
Como é o sol, lua sincera?
Encanta-me...
Teu lume azul, tua esfera."
de Andrey Cechelero
Todos trazemos o sol potencial em nossas almas...
Todos trazemos a perfeição potencial em nossas almas...
Resta-nos seguir, e seguir em frente, conquistando a felicidade em cada alvorada, em cada nova oportunidade que o Criador nos concede de darmos mais um passo, de brilhar um pouco mais nossa luz. Resta-nos seguir, seguir e amar, pois não há senda mais segura e agradável do que aquela apontada pelo amor...

terça-feira, abril 17, 2007

Passeio a S. Jacinto

Sábado participei em mais uma aventura organizada pelos Amigos da Pagaia.
Desta feita e para não fugir à recente tradição, apesar de algumas alterações nos participantes o espírito dos sete magníficos imperou.
O trajecto prometia, estavam previstos cerca de 17 quilómetros. Na realidade acabaram por se tornar em quase 30. Saímos por volta das 10:00 da Pousada na Torreira.
Apresentaram-se o Plaza, o R.R., Mota, M.M., o Quim e o Carlos.
O tempo esteve magnifico, quente, águas claras, pouco vento…, mesmo adequado para a pratica do kayak.
Os primeiros 5 quilómetros foram cumpridos em espaço aberto já que a primeira parte deste percurso era basicamente a travessia da ria de Aveiro, desde o ponto de partida até ao Bico da Murtosa.
Com tanto espaço para navegar foi notável ver os 7 kayaks alinhados a toda a largura e em bom andamento. A boa velocidade curioso foi num espaço de água tão largo como é a ria naquele ponto, ao virar-me para a direita ou para a esquerda, ver todos os meus companheiros e suas embarcações a cruzar as águas…. Fantástico.
De notar também, aqui e ali bem no meio da ria, um ou outro baixio, a arrepiar por ameaçar algum encalhanço. Deu também na trilha de umas lanchas que lá passaram, para surfar um pouco nas ondas provocadas à sua passagem, isto os mais audazes, claro….
Sempre juntos entramos já no lado da Murtosa, num emaranhado de canais, onde o silêncio e a natureza esmagavam qualquer outro sentimento.
Então numa formação alterada para uma linha ao comprido e aos pares fomos afundando canais adentro, nosso espanto por tanta beleza.
Gradualmente fomos passando de uns canais tipicamente de ria, para um outro com características muito diferentes. Este com uma vegetação mais a lembrar um afluente do rio amazonas, estreitava serpenteando, com muitas armadilhas submersas detectáveis pelos remoinhos que causavam à superfície. Soubemos mais tarde que este é um pequeno curso de água, chamado de rio Velho, penso que ainda andamos cerca de uns 5 ou 6 quilómetros neste estreito rio Velho.
Tivemos aqui alturas tipo gincana, para não embater nalguma arvore meio submersa.
Passamos por locais onde a vegetação fazia por cima de nossas cabeças autênticas pontes de arvoredo. Fomos seguidos bem de perto cerca de 2 quilómetros por uma atenta águia talvez por termos invadido o seu território, até porque passamos a determinada altura bem pertinho do seu ninho. Mas ainda avistamos e bem próximo, cegonhas em pleno voo, garças, falcões e muitas águias.
Por esta altura já todos confirmávamos que num kayak tipo “arrastadeira”, já o Quim revelava um andamento imbatível. Sempre à frente nesta zona do percurso, ele imprimia no grupo um ritmo certo, rápido e sem pausas.
Por fim quando até já alguns de nós começávamos a temer irmos parar à china e meio perdidos, eis que “desaguamos” no rio Vouga.
Aqui a sensação é a de navegar uma imensa e larga avenida, já que tivemos pela frente uma perfeita recta com talvez 4 ou 5 quilómetros. A serenidade tanto nas águas como na vegetação envolvente é impressionante neste percurso.
Mais para o fim, começou-se a sentir um certo ar de maresia. Finalmente estávamos a aproximarmo-nos do mar.
Antes dos últimos talvez 10 quilómetros, paramos no fim do rio Vouga.
Depois das pernas e as costas esticadas lá partimos.
Foi a partir daqui que pela primeira vez o grupo de facto se fragmentou, havendo o cuidado de todos para que mesmo assim nenhum AP ficasse sozinho, caso houvesse necessidade de efectuar um resgate nalgum indesejado viranço ou indisposição.
Lá para o meio do percurso, talvez por que havia um almoço à espera na Peixaria, o pessoal afastou-se ainda mais ficando eu junto com o Mota, na cauda do pelotão a prestar apoio ao Carlos que pela primeira vez participou numa aventura tão longa e com um andamento assim pró puxado.
Depois de termos experimentado o juntar pelo menos duas vezes de dois cursos de água na bacia da ria, de termos ficado deslumbrados com a limpeza e transparência da água, com o apoio do Mota e com o meu próprio apoio, lá chegamos os três a São Jacinto, talvez cerca de 20 a 30 minutos depois de todos os outros.
Claro que todos muito bem dispostos, felicitaram o Carlos, reconhecendo que o seu baptismo mais pareceu um baptismo de fogo, que um de água, hehehe…
Depois foi o encontro com a gastronomia do Restaurante Peixaria, em São Jacinto.
Mas isso não vou alongar senão tenho que largar as teclas de imediato, que fico cá com uma sede e uma fome que nem vos conto.
Ai, Ai, peixinho tão fresquinho…. Pinguinha tão fresquinha, … pára!.... ok.
Foi para mim até agora o passeio mais extenso, mais puxadinho, o que mais gostei também. Senti a falta de alguns amigos de outros passeios, que não puderam estar presentes. Mas fico grato a todos por ao praticarem esta modalidade do Kayak, aproveitarem todos sem excepção, para se revelarem uns excelentes amigos, com espírito de aventura, maluqueira qb, e sempre positivos e saudáveis.
Bem hajam e venha o próximo mas rapidamente, sim!

segunda-feira, abril 16, 2007

Companheira de Artes Marciais

Eis a minha fiel companheira de Artes Marciais.
... esperei quase 1 ano até a encontrar...

recordou-me aquele ditado: quem sabe esperar sempre alcança...

em minha demanda por ela, nos sítios mais prováveis algumas empunhei, mas algo me dizia internamente, secretamente, que ainda não era chegada a hora. Tudo ainda se resumia em dar uma satisfação à minha ansiedade de a encontrar...

assim entendi que devia procurar também nos sítios mais improváveis. Foi um teste do mais inesperado.... um teste da paciência e no fundo um teste de fé também. Foi-me muito positivo, passar do empunhar uma arma encontrada em sitio provável e que não foi feita para mim, para o exercício do desferir de imensas técnicas ao nível do imaginário, como quem lhe queria dar forma, como quem vai lentamente de encontro a ela nos lugares mais improváveis...

e foi assim, numa loja escura e pequenina, que a descobri solitária. Peça única, foi assim que descobri uma arma artesanal, sua lâmina assinada com o fogo de um dragão alado e com 5 estrelas, tudo marcado pela mão "imperfeita" do Artesão. A sua bainha feita de madeira esculpida igualmente à mão...

... manejar esta espada desde a primeira hora tem sido uma experiência mágica para mim. Sua lâmina, seu peso habilmente distribuído, seu punho esculpido de forma magistral.... subitamente o meu tai-ji ganhava uma expressão que lhe desconhecia....

agora sou seu estudante, tento compreender como ela se comporta enquanto desfruto do seu bramir. Além de ainda aliar como meu Guardião, o fogo sagrado do seu Dragão.

segunda-feira, abril 09, 2007

Algarve

Ilha de Faro, Ilha da Armona, vento, solidão e encontro...

do mesmo céu a diferente espécie...

de um lado o mar

que a bordo

separa da formosa ria

se ao menos aqui estivesse o meu kayak....

quinta-feira, março 29, 2007

A fascinação dos números

O inesquecível personagem de Saint-Exupéry, o Pequeno Príncipe, trouxe inúmeros pensamentos sábios ao mundo. Uma de suas constatações nos diz que as pessoas grandes adoram números.
"Quando a gente fala de um novo amigo, elas nunca se interessam em saber como ele realmente é." - afirma ele. "Não perguntam: Qual é o som da sua voz? Quais são seus brinquedos preferidos? Ele colecciona borboletas?
Mas sempre perguntam: Qual é a sua idade? Quantos irmãos têm? Quanto pesa? Quanto o pai dele ganha? Só então elas acham que o conhecem." - termina ele por dizer.
Exupéry nos convida a redescobrimos o que há de bom na infância, a redescobrir a pureza, a essência das coisas e da vida. E quando nos fala, de forma até inocente, sobre as pessoas e os números, nos alerta para algo muito grave: viciamo-nos em números. Associamos o tempo sempre a números. Esquecemos que os numerais atribuídos à medição do tempo são convenções, e nos escravizamos a elas. Muito tempo; pouco tempo; não vai dar tempo; tempo de sobra. 60 segundos; 60 minutos; 24 horas; 365 dias – são números que parecem nos perseguir. Vivem em nossos sonhos, pesadelos e em nossas urgências maiores.
Esquecemos que o tempo é oportunidade, é sucessão de experiências e de fatos, e que deve ser aproveitado ao máximo, tendo em vista nosso crescimento espiritual.15 anos de vida; 30 anos; quarentões; sessentões; terceira idade – são todos rótulos que criamos no mundo, e que, na verdade, não correspondem à idade verdadeira, à idade da alma.
A idade da alma está associada não ao tempo dos números, mas à disposição, ao humor, ao ânimo, à coragem. Encantamo-nos ao ver relatos de pessoas que depois dos 90 anos vão aprender a ler, e dizem-se realizados, sentindo-se mais jovens do que nunca! Não é força de expressão! Elas são jovens mesmo. A idade do corpo pode ser disfarçada, maquiada. A da alma, nunca.
Como avaliar, julgar alguém, pelo número de dígitos em sua folha de pagamento? Pelas roupas que pode comprar; pelas viagens que pode fazer; pelo ano de seu automóvel? Dizendo assim, parece absurdo, exagero, mas é a forma de muitos procederem no que diz respeito aos números e aos julgamentos que fazemos. Muitos têm números como objectivos: números na balança; números das lotarias; número de clientes; números de metas de vendas, etc.Ainda não descobriram que o mundo verdadeiro não é feito de numerais, que os objectivos maiores da vida, as aquisições de maior valor, nunca poderão ser mensuradas desta forma. É tempo de conhecer os outros e a nós mesmos pelo que somos, e não por tudo aquilo que os números podem contar. Números nunca poderão medir felicidade. Números nunca poderão mensurar alegria. Nunca poderão ponderar o amor.
* * *
Mas se neste mundo ainda não pudermos escapar dos números, pensemos nestes:Quantos sorrisos damos ao dia?Há quanto tempo não dizemos que amamos alguém? Não este "Eu te amo" de novela, mas aquele dito e sentido por todas as partes da alma.Quantos segundos duram seu abraço?Qual a data que você escolheu para abandonar um vício, para se libertar de algo que o escraviza? Quantos dias faltam para você começar a ser feliz?
Texto da Redacção do Momento Espírita com base em citação da obra O pequeno príncipe, do livro Felicidade, amor e amizade - a sabedoria de Antoine de Saint-Exupéry

terça-feira, março 27, 2007

A exposição

Marca-se com muita antecedência... mas vale bem a pena....
os diabretes aparecem para animar a festa

A exposição adverte e aconselha.

Demasiada exposição até nem é real.

quarta-feira, março 21, 2007

segunda-feira, março 19, 2007

Esposende

Este sábado dia 17, foi o meu baptismo de Kayak num grupo de Amigos da Pagaia. Não estendo aqui muito mais o que significou para mim, preferindo recomendar que visitem as páginas de dois dos participantes (nos links que recomendo) e que tive o imenso gosto de conhecer, que foram 2 dos 3 fotógrafos de serviço nesta aventura. Nos seus blogs podem ver imagens e comentários acerca deste evento.
Quanto a mim, fico grato por ter conhecido um grupo de pessoas bem divertidas e saudáveis, … deixa adivinhar futuros encontros.

Blue Love

sexta-feira, março 16, 2007

Monte Crasto

vista panorâmica de Vila Nova de Gaia

Monte Crasto

Monte Crasto

Vista panorâmica para o lado do Porto - Rio Tinto