terça-feira, agosto 21, 2007

ARTICULADORA DA PAZ

O mundo ainda é dos homens. São eles que dominam o mercado financeiro, a política, as nações. São eles que ditam a moda, que dizem como a mulher deve se vestir, se calçar. Hoje, a moda é ser magra, Top Model, busto grande, medidas certinhas. Os homens querem assim e as mulheres se submetem. Ao menos, uma porção delas, que idealizam que o bom é ser fotografada, cobiçada e adulada. Para isso, não há medida para os sacrifícios. Dietas rigorosas, malhação, poções ditas milagrosas para manter a forma física impecável. As revistas que trazem receitas com dietas emagrecedoras vendem edições sem conta. E as mulheres colocam silicone aqui, acolá, para ficar como dita a moda. Submetem-se a cirurgias e modificam o nariz, a face. E se entregam a toda sorte de atitudes, para aparecerem na revista, no jornal, na televisão. Vestem trajes que deixam à mostra o busto, as pernas, as costas. Quase tudo. Cós baixo, mini blusa, calça ajustada nas coxas, saia curta. Paradoxalmente, estamos vivendo o momento em que 56% das cadeiras universitárias são ocupadas por mulheres. Momento em que as mulheres se sobressaem na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. Momento das mulheres que assumem o lar, vão à luta, sustentam a casa, educam os filhos sozinhas. Mulheres de coragem que não temem levantar pela madrugada, preparar o café, levar os filhos para a creche e enfrentar oito horas de trabalho. Depois, buscar os filhos na creche, ajudar fazer a lição, cozinhar, lavar, passar. Todo dia, seis ou sete dias por semana. E, quando chega o domingo, é preciso levar as crianças ao parque, andar de bicicleta, ajudar a estudar para a prova. Uma rotina infindável! E ei-las ativas. Heroínas anônimas, que não aparecem na TV. Muitas delas já abandonaram a silhueta da mocidade há muito tempo. Aumentaram o tamanho do manequim, depois de muitas crianças geradas. As pernas não têm a elegância das modelos. São pernas rijas, por vezes crivadas de varizes, por cuidados que não puderam se permitir, por repouso que não puderam gozar. Por esforços além do possível que tiveram que empreender. São essas mulheres as articuladoras da paz. Elas detestam a guerra, as gangues, a violência. Porque isso tudo lhes rouba os filhos, razão de sua própria vida. Por isso, elas lutam por mais vagas nas creches. Por mais segurança na saída das escolas. Por isso elas educam os filhos no lar, ensinam valores morais, comparecem aos templos religiosos. As mulheres. Articuladoras da paz. Por elas, os problemas seriam resolvidos na mesa das discussões, sem confrontos bélicos, que fazem jorrar sangue. Por elas, todas as crianças teriam um lar, comida, roupa, creche, escola. Todas ganhariam presentes no natal e teriam doce à mesa, para a sobremesa. Todas poderiam tomar sorvete, andar de roller e de skate. Isso porque a mulher mãe não distingue os seus dos filhos alheios. Ela sabe o que é gerar e amar um filho. Ela sabe o quanto dói a dor do filho. Oxalá esteja próximo o dia em que as mulheres objeto se unam a essas lutadoras de todos os dias. Oxalá se unam e mostrem toda sua força. Oxalá... Porque desejamos paz ao Mundo. Desejamos ter crianças brincando no parque sem medo. Jovens nos bancos universitários. Mulheres que honram o Mundo com suas presenças. "a partir de pronunciamento da roqueira Rita Lee"

sexta-feira, agosto 03, 2007

baseado em factos reais

Aconteceu num estádio. O público comparecera para assistir disputado o jogo da temporada. Nada menos que vinte mil pessoas aguardavam.

Uma menina, de apenas 13 anos, ganhara como prémio, a honra de cantar o Hino Nacional do País, os Estados Unidos, na abertura do grande evento.

De vestido longo, cabelo penteado e um belo sorriso nos lábios, ela agarra o microfone e inicia a execução. Afinadíssima, sua voz se projecta, emocionada, pelo imenso estádio. Então, o braço treme, ela engasga, esquece a letra.

A câmara televisiva a mostra em grande plano, os olhos marejados de lágrimas, aguardando ansiosamente alguém próximo que a ajude.

Ela se vê absolutamente só. Treze anos. Uma menina. Sozinha, ali, no meio.

O público ameaça uma vaia. E ninguém toma a iniciativa de ir até lá para ajudar. Todos ao seu redor a observam, parados. De repente, um homem se destaca e caminha ao seu encontro. É Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers.

Postando-se ao lado de Natalie Gilbert, a jovenzinha assustada, ele a abraça. Ela intenta esconder o rosto em seu peito. Mas o homem alto, encorpado, começa a cantar, incentivando-a a que faça o mesmo. Ela vacila, mas ele continua, entusiasmando-a. E, depois, com gestos, incentiva o povo a que cante junto. E, o público, compenetrado agora, percebendo a grande lição de solidariedade do técnico, canta. Logo mais, o estádio inteiro forma um único coro, emocionado e vibrante. E Natalie Gilbert conclui o Hino. Olha para o seu salvador e diz: "Muito obrigada".

Um homem, um gesto fez a grande diferença. Aquela menina poderia sair dali traumatizada, acreditando-se a última das criaturas, por ter falhado em hora tão importante. Mas a alma solidária de Mo Cheeks não somente a auxiliou, tanto quanto deu uma lição a vinte mil espectadores. Uma lição de solidariedade. Uma lição da atitude de um verdadeiro líder, de quem se importa com o outro.

Demonstrou que, quando alguém está em dificuldades, quem estiver mais próximo, tem o dever de ajudar. Ensinou a utilizar a empatia. Será que todas aquelas pessoas ali reunidas não pensaram, por um minuto sequer, que poderia ter acontecido com eles, se estivessem no lugar dela? Será que tantos pais e mães ali presentes não pensaram que poderia ser a sua filha a ter aquele esquecimento?

Naquele dia, Natalie Gilbert realizou o que se propôs. E Mo Cheeks demonstrou a diferença que faz um ser humano no Mundo.

Todos nós, onde quer que nos encontremos, podemos e devemos fazer a diferença. Quando todos observam alguém que perde o equilíbrio, ou tropeça e cai, podemos ser aquele que estende os braços para amparar. Ante alguém que derruba pacotes em plena rua, podemos ser a mão que auxilia. Oferecer-se para trocar um pneu, providenciar algumas compras, atender uma criança por alguns momentos. Quem de nós, onde esteja, não pode fazer algo simples, mas muito especial?

Algo que expresse que o ser humano é um ser de extraordinário potencial de amor, que é accionado ao mais discreto movimento da necessidade alheia.

Pense nisso e, seja você, onde estiver, a criatura especial que faz a grande diferença no Mundo.Um exemplo para imitar. Um líder para seguir.

segunda-feira, julho 30, 2007

a pior prisão do mundo é a prisão sem barras, que cria a ilusão, que estás em liberdade.

segunda-feira, julho 23, 2007

todos somos o resultado daquilo que desejamos aos outros...

Família

Família é um micro modelo de sociedade.
Como se neste formato os humanos se agrupassem regulamentados sobretudo nos laços sanguíneos, como se fosse a primeira escola, para uma forma de se encontrar métodos de desenvolvimento do grupo mais eficazes. Começando normalmente no pai e na mãe que constituem o núcleo mais activo de uma família, iniciam estes o processo de se dirigirem numa direcção diferente da que naturalmente seguiriam, se estivessem sós. Tem que encontrar dentro de si mesmos os mecanismos de cativação necessários para que se sintam bem e se mantenha viva a chama da atracção, nas coisas do dia-a-dia, descobertas, prazeres, protecção e até rituais.
Rituais que se estabelecem em alianças intimas e quase exclusivas deste par. Depois surgem os filhos, cada um com sua própria personalidade latente e no desenrolar dos anos, cada vez mais afirmada. Aqui as regras são semelhantes, só que ainda é exigido mais para que se mantenha e expanda a atracção para dentro do grupo (centrípeta).
Estabelecem-se novas regras adaptadas ás características e aos sexos dos novos membros, sempre com um esforço natural para se equipararem ao máximo os direitos de cada um, ainda que com funções diferenciadas. Assim se desenvolve o grupo, regido primeiramente pela energia animal, sexual, primária, instintiva… Ao desenvolver-se e pela complexidade do grupo que agora se alarga a novos membros e personalidades, inicia um processo de refinamento ao nível das reacções, dos sentimentos.
Começam a surgir novos atributos que se procuram também adaptar às necessidades dos seus elementos, no fundo às necessidades dos tempos. Muito generalizadamente assim chegamos aos dias de hoje, esta imensa massa humana que prevalece espalhada pelo globo, sendo o modelo no Ocidente e na maior parte dos países esta família primeira, que sofrendo as mutações características do seu desenvolver pelo plano chegou ao que somos hoje, países, nações, religiões, etc.
Depois deste passeio pelas palavras e pelas ideias, desejo é focar o inicio de um potencial ciclo humano que representa cada uma das nossas próprias famílias, lá em casa... a importância que representam as nossas relações com os nossos pais, os nossos irmãos e os nossos filhos, todos obviamente diferentes mas todos obviamente unidos pelo sangue e por uma energia menos óbvia mas ainda mais marcante nas nossas vidas, a energia do amor espiritual ou psicológico se assim quisermos, que une os seus membros. Acredito não ser possível mudar a face do mundo, sem primeiro se mudar a nossa face. Acredito não ser possível ver os resultados que se desejam nas ruas, sem se iniciar o processo da face interior das ruas, que são as nossas casas.
Sem estarmos de verdade interessados em cultivar em nossos hábitos diários, a honestidade, a humildade, a cooperação necessária para com os nossos irmãos, jamais conseguiremos estabilizar verdadeiramente as nossas vidas ”lá fora”, profissionalmente ou com os amigos, ou com os vizinhos, etc. Enquanto não conseguir o homem manifestar sua energia vital sem arrogância, enquanto não purificar, limpar, descorromper suas relações, enquanto não for transparente e fraterno, enquanto for preguiçoso e não se envolver com seus familiares caridosamente para que o grupo passe melhor, enquanto não combater seus vícios violentos, não adianta muito fundar novos núcleos familiares fora do seu próprio núcleo, pois por força de razão “se não conseguiu encontrar o fruto no seu quintal por não haver semeado, ainda que o encontre em terreno alheio, aquele primeiro sempre lhe será devido. Paz a todos.

quarta-feira, julho 11, 2007

1 assinatura....

sweden sweden sweden sweden sweden sweden sweden
sweden sweden sweden sweden sweden sweden sweden
sweden sweden sweden sweden sweden sweden
sweden sweden sweden sweden sweden sweden
sweden sweden sweden sweden sweden sweden
sweden sweden sweden sweden sweden sweden
sweden sweden sweden sweden sweden sweden
sweden sweden sweden sweden sweden sweden
sweden sweden sweden sweden sweden sweden
sweden sweden sweden sweden sweden sweden
sweden sweden sweden sweden sweden sweden
sweden sweden sweden sweden sweden sweden

Jeff Buckley-Forget Her

quinta-feira, julho 05, 2007

Uma vez ou outra uma onda de pessimismo varre o País. Fala-se em crise, crise muito séria, e a onda vai contaminando as pessoas. Entra-se no Supermercado e escuta-se a reclamação dos preços."Já não se pode comprar nada. O dinheiro não dá." Mas quem assim fala não sai de mãos vazias. Ao contrário, sai com pacotes, pacotinhos e até sacolas."0 salário está uma miséria." Que ele anda desfasado, está correcto. Mas miséria é exagero. O que ocorre é que se está pintando com tintas muito negras o céu do presente. Tudo isso nos recorda de uma história que colhemos em revista de grande circulação nacional: Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorro-quente. Não tinha rádio e não lia jornais. Em compensação, seu cachorro-quente era muito especial. Ele resolveu colocar um cartaz na beira da estrada, anunciando a sua mercadoria. As pessoas paravam e compravam. Então, ele aumentou o pedido de pão e salsichas, e acabou construindo uma mercearia. O negócio cresceu. Ele resolveu chamar o filho que estudava na Universidade, para ajudá-lo a tocar o negócio. O filho chegou e disse ao pai: "Papai, o senhor não tem ouvido rádio? Não tem lido jornais? Não sabe que há uma crise no País e que a situação internacional é muito perigosa?" Diante disso, o pai pensou: "Meu filho estudou na Universidade, ouve rádio e lê jornais. Ele deve saber o que está dizendo." Então, reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da estrada e não ficou mais por ali apregoando os seus cachorros-quentes. As vendas caíram do dia para a noite. Convencido, o pai disse ao filho: "Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria." Crise se combate com trabalho, com bom ânimo, com esperança. Esperança de dias melhores. Por mais semelhantes que sejam, os dias não são iguais. A chuva que ontem caiu não é a mesma de hoje, pois as gotas são outras. O sol que ontem brilhou não o faz hoje da mesma forma. A árvore da rua já não está com o mesmo número de folhas de ontem. O vento arrancou algumas, outras caíram por si mesmas. Há uma flor no jardim por onde você passa. Flor que ontem era só botão. As pessoas que você encontra no ônibus, na rua não são exactamente as mesmas. Já observou que nessas pequenas coisas está a mensagem de Deus de que nada se repete exactamente igual? Cada dia é um novo dia. Oportunidades novas, chances que se apresentam. O sol que se mostra espancando as trevas da noite que teima em ficar é a mensagem do bom ânimo. Sol, claridade, novo dia! Espanque as brumas do pessimismo com o sol do seu sorriso, com sua disposição de vencer! Hoje é um dia sem igual! Horas como as de hoje nunca as tivemos antes. Ânimo! Hoje é dia de vencer, de triunfar! Tornemos o nosso fardo leve, com Jesus no coração e muita disposição para vencer. O cristão nasceu para ser um triunfador! Você sabia? ...que Abraão Lincoln, o décimo sexto presidente dos Estados Unidos da América do Norte, se candidatou para a Câmara e para o Senado duas vezes e perdeu as duas vezes? Durante a Guerra de Secessão perdeu diversas e importantes batalhas e perdeu a popularidade também. E você sabia que ele nunca se mostrou pessimista e é considerado uma das mais notáveis personalidades da História da Humanidade?

quinta-feira, junho 14, 2007

a casca

Sérgio - STUM

Foto captada pelo Hubble, o telescópio espacial da Nasa.
"A imagem acima mostra a galáxia que foi chamada de Sombrero, distante 28 milhões de anos luz da Terra, e que é simplesmente a casa de 800 bilhões de sóis! Ela é tão vasta que um raio de luz gasta 50.000 anos para ir de um lado a outro! É realmente complicado imaginar algo tão imenso, tão extraordinário, com números que extrapolam nossa ainda modesta e pouco estimulada capacidade de compreensão... e vale lembrar que esta foto retrata somente uma ínfima parte do universo conhecido! Quando deixo a imaginação solta, quando sintonizo essas maravilhas que estão tão harmoniosamente se deslocando no espaço sideral, sempre percebo que tudo se encontra em permanente e divina ordem, num sistema tão perfeito e tão equilibrado que até esta distante galáxia passa a ser importante em nossa vida, fazendo parte de nossa realidade, interagindo com sua força gravitacional com outros corpos celestes num mecanismo que sequer conseguimos adjetivar. Não há, entre as palavras que usamos, nada que consiga descrever tamanha Obra, tamanha grandeza. Quantos bilhões de planetas estarão orbitando aquela infinitude de sóis? Quantos destes planetas terão civilizações habitando-os? Que níveis de evolução terão atingido? Qual o propósito de algo tão complexo e extraordinariamente majestoso? Quanta abundância de espaço, de vida e de possibilidades... saber que fazemos parte deste conjunto, que temos o poder de criar a nossa realidade, que não somos somente um corpo físico, uma casca, mas seres imortais se deslocando temporariamente como passageiros da espaçonave Terra, numa viagem infinita, que nos tem como protagonistas principais rumo a algo fabuloso, talvez ainda pouco compreensível, mas que está à nossa frente, nos chamando, pedindo que sigamos a Luz, os sinais que estão espalhados pelo caminho, que se nos abre, escancarado, glorioso e belo. Chegaremos lá todos, mesmo que agora muitos companheiros de jornada ainda vibrem emoções negativas, de medo, de perda, de separatividade e escassez. A energia que movimenta o Universo está agindo também em nossas Almas, pois todos somos feitos dos mesmos elementos e sujeitos às mesmas leis imutáveis e que somente foram estabelecidas para que tudo evolua mais e mais, numa expansão - creio - sem fim! A que níveis de evolução poderemos chegar como um todo, se pensarmos que, apenas 400 anos atrás (o tempo de uma simples respiração cósmica), Galileu Galilei quase acabou seus dias na fogueira da inquisição por teimar publicamente que a Terra não era o centro do Universo... Quanto ainda estamos condicionados negativamente pela imagem que nos foi gravada em nossa mente de um Deus severo e implacável que pune suas criaturas com castigos eternos... Vamos tirar de vez de nossas mentes estas imagens erradas e que somente travam nosso crescimento! Quantos de nós não percebem ainda sua própria divindade, o fato de pertencer, de considerar o Universo como nossa casa acolhedora e cheia de oportunidade e recursos para sustentar todos os seus filhos? Como podemos ainda lutar entre irmãos, buscar nas diferenças motivo de discórdia e conflito? Como é possível ainda - com testemunhos tão belos ao nosso alcance - não perceber nossa missão cósmica, nossa preciosa participação neste processo? Vamos nos inspirar em tamanha beleza sideral e lançar nosso olhar muito além do horizonte atual e realizar com intensidade e dedicação nossa parte aqui e agora, mirando-nos na grande realização Cósmica de Deus Pai/Mãe que essas imagens expressam muito além de qualquer palavra... afinal, também somos feitos à imagem e semelhança D'Ele. Seja Feliz! "
do boletim quinzenal do STUM, da autoria do Sérgio