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sábado, abril 25, 2026

O 25 de Abril celebra a coragem de um povo que escolheu a liberdade.

Recordamos hoje o fim da ditadura no ano de 1974, a conquista da democracia, o direito ao voto livre, a liberdade de expressão, a igualdade de oportunidades e a abertura de Portugal ao mundo.

É um dia para honrar quem lutou, para agradecer a quem abriu caminho e para renovar o compromisso com uma sociedade mais justa, solidária e verdadeiramente livre.

É o dia em que a coragem venceu o medo, em que as portas se abriram para a liberdade, a democracia, o voto livre, a dignidade humana e a esperança. 

Celebramos não apenas o que conquistámos, mas o que continuamos a construir: um país onde cada pessoa pode pensar, criar, sonhar e viver sem silêncio imposto. Que a luz de Abril permaneça como guia — firme, justa e sempre viva.

quinta-feira, janeiro 08, 2026

Certificação para a Iniciação

Inevitável e próprio do ser humano, existe uma tendência de procurar no outro, referencias e capacidades para que possa constituir fonte de saber e de aprendizagem.

Resultado das interações tradicionalmente mais frequentes, onde as pessoas se agrupam para viver, como nas cidades por exemplo, nas relações que se tecem entre as pessoas, de caráter variado; seja profissional, seja privado, seja social ou mesmo de que tipo for, sempre ocorre na pessoa de forma natural, uma apetência por vezes até inconsciente, de procurar pessoas que possam constituir uma referencia, uma ajuda, para o desenvolvimento do próprio caminho, dos objetivos de vida do momento, sejam de que área for, e a que nível for. Pode ser ao nível da saúde, da forma de viver ou de pensar, da forma de expressar o sentir,… no fundo, procuramos no outro muitas vezes, formas que nos testemunhem possibilidades para o desenvolvimento da formação do nosso caráter e da nossa própria forma de estar.

É como se desejássemos e permitíssemos a um dado momento e a um dado nível, ser contagiados por alguém que consideramos possa ser uma pessoa de confiança, para nos ajudar a desenvolver alguma área de nossa própria vida que sentimos precisar, seja pela sua experiência, como pela sua capacidade ou forma de ver que nos agrada e com a qual ressoamos.

Dado o mote desta reflexão, é aqui que gostaria de salientar uma simples e crua verdade, que poderá e deverá ser considerada, antes mesmo de eleger a nossa referência humana de aprendizagem.

Tem um pequeno teste reflexivo, que se for feito pode de antemão ajudar e muito, a verificar se a pessoa é a pessoa certa para essa nossa entrega, como aluna/o ou discípula/o, desse professora/o ou dessa/e Mestre.

Basta antes do natural fascínio pela pessoa, verificar como a pessoa para além do objeto que representa da nossa atenção, se relaciona com a natureza. Isto desde os níveis mais básicos, como seja os seus comportamentos junto das pessoas, a sua empatia, se fuma, se bebe, se apresenta um ar limpo e saudável, essas coisas por demais evidentes, mas também e muito importante, como se relaciona com os animais, com a natureza em estado bruto; se passeia ao ar livre, se faz caminhadas, se vai à praia ou à floresta, se medita, se exercita-se, se alimenta-se de coisas saudáveis, etc.

Pode parecer um exagero, mas não é, explico: Nós somos natureza. O ser humano é natureza, com igual necessidade natural de se equilibrar e alimentar das coisas que lhe são complementares. Só assim poderá almejar o desenvolvimento das suas capacidades e competências com elevada vibração, equilibrada e essencial vibração, harmoniosa e integral vibração.

Assistimos e disso temos incontáveis exemplos, de seres humanos geniais em determinadas áreas, mas que por se terem afastado da sua essência natural caíram em desequilíbrio e auto destruíram-se, vítimas do seu próprio génio descontrolado e de sua baixa vibração. Esses exemplos não são bons exemplos a seguir para ninguém, excepto se a pessoa procura tendências autodestrutivas, do tipo do fogo de artificio, que numa espetacular explosão, encandeante e ensurdecedora, que logo se converte no mais profundo silencio e obscuridade.

A aluna/o deve procurar no seu guia, alguém que assegure na transmissão do saber, um equilíbrio que é essência natural e deverá estar presente em todas as áreas da atividade humana, porque sem ele, sem essa compaixão, sem esse amor pela causa e pelo efeito, sem a humanidade e fraternidade a permear o saber, este de nada servirá e nada promoverá, ao invés será como um veneno tóxico de saber, que paulatinamente se irá acumular no ego da/o aluna/o, desequilibrando-a/o assim como o seu professor.

Procure a/o aluna/o, um professor que seja alguém que testemunhe e partilhe no seu saber e experiência de vida, uma postura permanentemente holística, em que o seu saber seja plasmado com o respeito pela natureza, pelos corretos vínculos à existência humana e ás corretas relações e interações entre os seres, onde o amor, o despojamento e a partilha, sejam o mote principal das ações, a humildade e autenticidade sejam a cocriação de uma existência enriquecida de sentido, e o ego para transmutar e servir, não para escravizar ou vampirizar os nossos semelhantes.

É num acto continuo de servir, que se é servido.

Paz sobre todas as fronteiras.

sexta-feira, dezembro 05, 2025

Pensamentos...

Como te vais sentir quando te olharem, por uma luz que não é tua? 

Vais-te envaidecer?... Atrapalhar? 

Mudar a forma como te sentes? 

Eis uma questão muito importante… como te vais mostrar aos outros quando o que sentes e prezas, pertence a algo maior que tu, imensuravelmente… guardas no olhar? 

Não entregas por nada… não queres que fuja? 

Que se perca nos olhares da curiosidade? 

Como podes dar algo que não te pertence sem que não te comprometas a quem dás? 

Partilhando amorosamente o espaço da tua presença, com calma e com terna alegria; agradecer desejando a melhor fortuna a cada um dos que te rodeia. 🙏🏻

sábado, julho 19, 2025

Voltei

Cheguei de férias, o interregno de trabalhos rotinados, aqueles dias diferentes vivenciados e submetidos aos mesmos horários.

Não posso revelar de melhor modo o meu interesse pela mudança, que pela imensa melhoria ao nível das relações comigo mesmo, mais descontraídas, com os meus entes queridos… mais descontraídas. Descontraído embato no brilho do sol que imenso tento controlar sobre mim, e doseio ao custo de bronzeador e semelhantes, ver as crianças crescer, ver o mar azul…

Verão… férias, um par de dias que se repetem desta vez no dialogo dos que se amam pela procura de um tempo que quebre o restante do ano que passou.

Uma disponibilidade, para entregar desta vez tudo, não à chuva ao vento ou ao frio, mas ao sol. Ao imenso e enorme Sol. Ao mar, ao salgado e imenso Mar…

Abrir os olhos debaixo de água, habituar as orbitas do olhar ao imenso do profundo mar, tentar destrinçar-lhe os limites, as profundidades, nadar, sacudir os membros e soltar os acúmulos contidos numa suavidade reencontrada de saudade e de felicidade, de temor pelo mar. Ansiar suas criaturas, vislumbra-las, assemelhar-se secretamente a elas, no seu mundo puras e misteriosas.

Sei que nestas férias de verão, reaprendi a lição que me ensina que todos temos que encontrar o nosso caminho. Que este caminho não é nosso, mas exclusivamente teu. Que cada um em sua única expressão se deve deleitar com o prazer e beneficio com que presenteia ao seu.

Tem nestas férias uma frase, solta em brincadeira e momento de genial inspiração, frase que a minha queridíssima filha pronunciou, livre e sem condicionalismos, em perfeita fusão com a Lua mãe que se fazia lá fora.

Declamou ela no auge de seus 10 anos de idade, em plena pose teatral improvisada, soerguendo-me do meu estado de então, de há uns dias até agora mesmo e quiçá depois:

"- Como é que se sente a Luz no olhar do Céu?"

Fiquei eu desde lá, cheio de perguntas e de amor pelas respostas…

domingo, junho 01, 2025

depressa e bem não há quem.

Em toda a actividade humana, não existe melhor e mais preciso instrumento de avaliar um desempenho, senão pela simples observação do seu “timming”, do seu ciclo de manifestação.

A manifestação de um desempenho é transversal às áreas que a circunscrevem e até envolvem, assim serve perfeitamente para a caracterizar.

Na espiral dos acontecimentos existe um padrão que ao repetir-se, ainda que seu atual momento possa e até é desejável, tecer particulares considerações, existe no padrão espiralado dos eventos, que constituem a contagem do tempo, uma sobreposição de ciclos que constituem um padrão.


A percepção destes maravilhosos eventos misteriosos, que a conduta do desempenho humano gera, são mesuráveis pela observação do padrão rítmico de suas sobreposições.


Apesar de suas origens serem indetectáveis no tempo que antecede o observador do desempenho (o passado distante), assim como o seu destino evolutivo (o futuro possível); pela singularidade da espiral dos eventos, pelo amor e pela oportunidade, torna-se o ritmo como uma canção cósmica acerca deste próprio desempenho, um testemunho e espécie de assinatura.

É assim que se confirma o método e o motivo de todo o desempenho sábio, tomar o seu tempo e numa aparente lentidão relativamente ao tempo do mundo moderno, conseguir sobreviver à precipitação dos eventos e de seus indesejáveis efeitos.

Assim sobre a exclusividade humana, quando alguém age aceleradamente, precipitadamente, está unicamente a ignorar padrões naturais de si mesmo e consequentemente, terá que repetir até entender as suas sobreposições, de modo a naturalmente integrar ou conscientemente assumir, a sua própria razão de ser em seus ritmos naturais

Em analogia, repare-se o trajecto dos humanos reconhecidamente sábios, tendencialmente desacelerados, como quem deseja saborear uma boa refeição sem pressas. 

Estes humanos são assertivos sobre as considerações do seu próprio desempenho e em resultado detém uma clarividência a toda a prova. Podem determinar com exatidão os precisos momentos dos seus eventos, as suas  múltiplas implicações, onde se desarmonizam, e até onde se dissipam por cumprimento.

Num mundo manifestado onde o corpo e a alma trocam mimos, estes procedimentos constituem-se como fatores importantes para uma imensa e natural autorrealização. Porque para a integração de um determinado evento ou momento, não deixam de considerar os eventos ou momentos de onde derivam (impulsionam), em espiral sobreposição.

Devagar, em absoluto controle de uma espiral vital que os nutre, evoluem evoluindo à sua passagem.


Todo o afastamento do momento em que tudo acontece, a seu tempo é uma ficção antinatural, que não raras vezes se paga caro, senão até com a própria asfixia do porvir.

Aquele que em nome do que quer que seja, para o fazer incidir sobre si ou os demais esqueça, ignore ou despreze, o padrão que o conduziu até então, está a espetar a faca do anátema em suas próprias costas à traição, enquanto tenta convencer o mundo e a si próprio, de algum tipo de salvação.

sábado, maio 10, 2025

Acerca da cedência do corpo

O homem ainda hoje na sua generalidade não sabe como se há-de relacionar com o seu nascimento e sobretudo, com a sua morte. Por consequência com a sua própria vida também não, e daí se observa por todo o globo terrestre todo o tipo e variedade de desequilíbrios e desarmonias, de comportamento erráticos, de ações danosas e de desrespeito sobre um organismo perfeito, como é o humano e se cometem a toda a hora. Dotado de uma consciência subdesenvolvida, com todo o tipo de formatações a justificar atrocidades, o homem sofre e derrama sofrimento por onde passa. 

É dito que a falta de uma verdadeira visão da sua própria condição humana, o remete muitas vezes à obscuridade, à impotência e pior, à prepotência sobre os demais semelhantes que pisa sem pudor, e explora manipulando, violentando a seu bel prazer, sem segunda hesitação, covardemente e repetidamente, sobre os mais frágeis em sua condição, como as crianças, as mulheres, os doentes, os desafortunados e os idosos. 

Falta-lhe entender a importância de assumir com grandeza de espírito, ou no mínimo com naturalidade, que está de passagem pela existência, e que esta dura breve instante apenas, comparativamente à natureza que nos rodeia a todos. 

Ao homem falta compreender que o seu próprio corpo, contrariamente ao que sem pensar assume, …não é seu, e afinal nem emprestado está. Pois se fosse seu, com ele poderia fazer o que bem entender sem ter que responder por isso, e sabemos que nem nas imperfeitas leis humanas isso é permitido, quanto mais perante as leis do espírito, impossíveis de ocultar ou subjugar. 

Se o corpo não é meu, se tão pouco não me está emprestado, se não o posso devolver como recebi, se não o posso conservar para além de um tempo limitado, que usufruto e desconheço, e que a ciência não consegue tão pouco prever exatamente… que é este corpo que me veste, que sustenta os meus órgãos, músculos e tendões, que permite que me expresse como existência consciente?

Não sei o que é, mas imagino que é cedido pelo universo, para por enquanto eu tenha onde ficar, e se eu caminho num processo continuo, em que este se transforma, pode muito bem ser que, até que esteja construído o meu lar sem corpo, aquele que no fundo será construído pela forma como vivo, este corpo seja um casulo existencial temporário, como se verifica com tantos outros animais na natureza, enquanto se transformam.

E se o nosso corpo é como um processo, com que o Universo nos irá permitir criar um corpo indestrutível a partir das nossas experiências?

E se este corpo não é mais do que um meio, para evoluir na identificação dos processos, necessários a consciencializar, que se compõe o caminho a percorrer para chegar ao verdadeiro e definitivo lar. 

O lar que encontraremos depois de cessar a utilidade deste corpo, sede das experiências.

Ocorre-me que nenhum homem tem direitos exclusivos sob algo que tão fugazmente possui. E quando procede como se assim fosse, destrói o seu corpo ou o dos outros ignobilmente, como nas guerras e conflitos a exemplo.

O nosso corpo merece todo o respeito e cuidado, pois é como um veículo cedido gentilmente por uns breves instantes, para que tenhamos a oportunidade de pelo seu correto uso, conhecer avenidas e atalhos, vales e desertos, que teremos de percorrer até que chegue finalmente, ao lugar de onde provimos, novamente, mas desta vez recheados de conteúdos e competências, a um dia quiçá, retomar a viajar num novo e outro corpo, para outros e novos destinos, de onde também um dia proviremos.

sábado, fevereiro 08, 2025

Metodologia da Harmonia existencial

Nas atividades que se desenvolvem, existem sempre forças que se ativam pela via da intenção, em certos casos, em atividades de um forte pendor espiritual, ritualista, são criados vínculos invisíveis com forças da natureza, inclusive com entidades de determinadas regiões do astral, que passam a agir de forma muito mais autónoma na pessoa. Isso acontece por meio do compromisso, do vínculo, que a pessoa realiza ritualisticamente a conceder solicitando, uma íntima ligação com essas forças convocadas, basicamente em todas as áreas de sua vida.

Temos então por via destes rituais, acontecimentos que poderiam ser descritos como iniciações, com as forças desses determinados rituais ou energias, que irão perdurar muito para além da realização da cerimónia iniciática em si.

Todas as iniciações interferem de forma intensa junto do candidato, principiando a moldá-lo às suas próprias vertentes energéticas e espirituais. Então o candidato passa, quer o reconheça ou não, a estar sob a alçada dessas energias convocadas no ato batismal da cerimónia ritualística, que o vai incorporar nessa dinâmica especifica, onde forças e entidades, por vezes muito poderosas operam incessantemente para os seus fins.

Será que ponderou o necessário acerca do quanto desta dinâmica poderá estar presente nas fortes e súbitas alterações dos seus estados de saúde? 

E quantos destes acontecimentos se podem estar a multiplicar simultaneamente?

A reflexão constitui um tipo de advertência, para que escolha mais atentamente o seu nível de entrega às diversas atividades em que se possa envolver. 

Acontece por exemplo uma cerimonia Xamânica onde você participa ativamente; é uma iniciação espiritual xamânica poderosa que acontece, que vai estar atuante de forma intensa sobre si, como se fosse uma camada extra de forças energéticas intensas em cima do seu campo vibracional.

Depois acontece por exemplo, encontros de meditação, ou de oração, ou de taças vibracionais tibetanas, ou de Yoga, ou de reiki, de Tai Chi, de cartas de Tarot, etc, cada um com sua própria linguagem, vibração, energia, método, tudo o que os define e diferencia uns dos outros.

E assim vai adicionando camada após camada, outros níveis ao referido campo vibracional que ás tantas, pelo "peso" dos níveis adicionados, começa a sua própria base a ficar pressionada e claro, a base ou fundação não tem clara consciência disso porque não domina o conhecimento e as dinâmicas das camadas em curso, entretanto sobrepostas. 

Pode entretanto estar a misturarem-se camada sobre camada com polaridades energéticas opostas, ou seja que por si só funcionam de uma forma, mas que sobrepostas com outras de diferente dinâmica, causem efeitos contrários, causem efeitos que nem são mensuráveis, quase como os medicamentos quando se misturam, deixa de ser possível perceber o que faz cada um a um dado momento.

Passando para outro exemplo; um atleta que se dedica a uma modalidade, o futebol, depois passa para o andebol, e depois para a esgrima, e, entretanto, o corpo dificilmente permite que se especialize em tão diversas modalidades sem se ressentir e no final, para além das lesões provavelmente não conseguirá especializar-se em nenhuma delas.

Nas coisas espirituais ainda creio ser mais intenso, são muitas as pessoas que ao dedicarem-se a múltiplas atividades espirituais, pelo envolvimento simultâneo com as diferentes egrégoras convocadas, desestabilizam as suas vidas e a sua saúde de forma incrível.

Dinamize os eventos que lhe pareçam importantes, atente, proteja-se e escolha aqueles que serão de facto importantes para o seu momento, sabendo que ficará inevitavelmente ligado a cada um deles e a seus diretos efeitos, e inclusive que todos juntos poderão ser demasiado para a sua saúde, equilíbrio e harmonia.

quinta-feira, dezembro 05, 2024

Os Jogos Olímpicos da Humanidade

Os atuais jogos Olímpicos são uma reconhecida competição entre os mais dotados atletas de cada uma das nações participantes em determinadas modalidades desportivas, desde a sua origem na antiga Grécia.

Este evento evoluiu sobrevivendo ao passar das gerações, conseguindo o feito de atravessar mais ou menos incólume duas guerras mundiais.

Nos dias de hoje, apesar de manter alguns dos seus critérios originais ou regras de participação, como a idade jovem do atleta, sua quase perfeita compleição física, hoje sua organização é orientada por um comité de formação e ideologia fundamentalmente capitalista, à imagem das principais nações mundiais. Por esse mesmo motivo acabam muitos dos seus eventos contestados por revelações de conspiração às regras da competição justa, utilização de drogas dopantes, influências de pressão sobre atletas e juízes, critérios não imparciais e não raras manifestações populares de indignação.

São conhecidas as muitas irregularidades em modalidades que se repetem ano após ano e sempre exigem novos recordes nacionais e mundiais, quantos deles à custa da integridade física e moral de seus atletas, treinadores e equipes.

Será que este modelo de Jogos Olímpicos está como o nosso modelo civilizacional, caduco, demente e claramente insustentável a um curto prazo?

A esta questão é apontada a seguinte reflexão:
Porque não transformam estes jogos olímpicos oriundos de um modelo bélico do passado, para um modelo fraterno e do futuro?

Porque não se hão-de denominar de Jogos Olímpicos da Humanidade?

Cada nação faria representar seus mais dotados cidadãos, em determinadas modalidades definidas e documentadas num espaço de quatro anos como agora são aliás os jogos, e assim encontrados os eleitos para serem colocados em competição mundial direta, pelas medalhas do mais alto mérito e reconhecimento.

Porque não serem as modalidades a serem avaliadas por um colégio de juízes especializados e de reconhecida idoneidade, por exemplo; feitos registados ao nível da educação, ao nível social, da saúde, da ciência para o desenvolvimento, da caridade desinteressada, do desenvolvimento sustentado, da filantropia; da ecologia e ambiente, dos feitos de heroísmo mesmo o póstumo que também teria direito e muito justamente a homenagem e medalha, etc.

Enfim existem hoje em dia imensas disciplinas que poderiam facilmente reformar o paradigma competitivo entre nações, onde os Jogos Olímpicos recuperassem o seu mais nobre sentido, de unir competindo amigavelmente entre si, as nações do mundo inteiro, nos temas mais essenciais para a própria identidade humana, onde cada nação gostaria saber para sua própria identidade onde param os seus campeões, para lhes seja feita justa homenagem, seguido o exemplo, partilhado o saber.

Imagine-se o efeito pedagógico, económico e social sobre os cidadãos de cada país.

Imagine-se as dinâmicas positivas que um evento desta natureza mediatizado mundialmente geraria na globalidade das nações.

Enquanto a ambição de cada um, de cada povo, de cada nação for seu “umbigo”, seu destino será curto e pequeno.

domingo, fevereiro 18, 2024

Da escuridão à Luz

No decurso das actividades diárias humanas, a consciência pessoal secundada pela consciência colectiva, constituem a habitação do espírito. Esta habitação ou corpo manifestado é consubstanciado nos extremos, estes por sua vez, descaracterizados na periferia do ser.


A luz ambiciona os estados iluminados.
A escuridão ambiciona os estados caóticos

O ser humano consciente ambiciona o equilíbrio entre estes dois, de forma a perpetuar a espécie e a evoluir de forma sustentável. Faz-se neste propósito todo o sentido, daqueles movimentos filosóficos que promovem o caminho do meio ou o Tao, como caminho de virtude e de transcendência. No absoluto compromisso do correcto entendimento da transitoriedade humana, a promoção da espécie está correctamente garantida, sem tabus, mitos ou dogmas.

Somente no mergulho para dentro de si mesmo, o Ser Humano almejará sair de si próprio, para uma dimensão externa e expandida. Mergulho tanto mais eficaz, quanto mais autenticamente cultivado a sós, sem cultivo de grupo nem de piscina grupal.


Chega lá quem o funde em si ou seja por ele fundado.


sexta-feira, fevereiro 16, 2024

Alexei Navalny - Paz à sua Alma

Mais um mártir parte deste mundo, vitima do terrorismo instituído e legalizado.

Paz à sua Alma, valente guerreiro pela Paz, pela Verdade e pela Liberdade.

Jamais será Esquecido, oremos por si 🙏❤



quinta-feira, janeiro 04, 2024

Sentimentos mistos...

sentimentos mistos dentro… é sentir uma alegria e reconhecimento, por ter conseguido um uso infinitamente útil ao perfilar pela sociedade de uma forma… social, salvaguardando a redundância.

De facto e não de fato, estar ao serviço social de uma forma algo conseguida em sociedade como elemento activo, originou uma grande alegria.

A alegria de vislumbrar claramente todos os podres enfeitados da normose colectiva como remédio santo de todas as inquietudes do crescer saudável… e originou quase simultaneamente, uma grande tristeza e desencanto…

A tristeza de saber que o descobri por ter estado na melhor das posições para o conseguir, ou seja bem dentro do esquema, do sistema.

Afinal a ferramenta que me possibilitou uma dinâmica de crescimento é aquela que me informa das coisas que ainda me entravam, somente porque ainda me identifico com elas, ainda vivo mergulhado em seus estandartes diários de actividade. 

terça-feira, dezembro 12, 2023

Pensamentos...

Nós somos o que mostramos às outras pessoas a toda a hora,

convém então por nossa própria credibilidade não andar a mudar a toda a hora,

a não ser que seja por uma boa razão.



segunda-feira, outubro 17, 2022

mundo divino...

No estágio de vida material, o estágio de vida predominante na condição humana, nós vivemos com uma ação/noção muito limitada e condicionada, sobre o trajeto das nossas ações, mais vivendo sujeitos às leis do karma, consequentemente mais envolvidos nos confrontos de suas dinâmicas, mais agindo em consequência destes confrontos, sem grande previsão dos acontecimentos, que qualquer outra coisa. Todas as mudanças de paradigma, seja em que área de nossa vida for são extremamente difíceis, porque não se tem um vislumbre lucido de sua ação, sendo que grande parte dessas aprendizagens são creditadas por resultados muitas vezes laterais e não diretos. E desta dinâmica… desde que se tem memória e segundo algumas revelações até em próximas vidas. Basicamente evoluímos como resultado de interações sem uma consciência dinâmica da ação direta, mais por ação da reflexão e ponderação da relação causa e seu efeito. (observação estática)

No reino dos anjos, onde a presença da dinâmica espiritual ganha uma consciência superior às limitações da matéria, inicia-se a possibilidade de um vislumbre mais completo destas dinâmicas de um ponto de vista de rumo, ou seja, de onde se vem para onde se vai. A razão direta das ações, o porquê de cada coisa na hora e com isso o reforço do autoconhecimento aumentado enormemente. O autoconhecimento e seu envolvimento evolutivo ultrapassa o conhecimento da mecânica do karma e do darma, consequentemente ainda que não possa alterar o curso das dinâmicas de forma direta, o observador tem uma experiência mais completa da origem dos acontecimentos e das consequências de suas ações. É capacitada a consciência a auxiliar o candidato a compreender os processos e a ultrapassar os obstáculos, de forma muito mais assertiva e previsível. Daí a tradição do hábito de muitas culturas em muitas eras, em solicitar auxílio na ajuda de tomada de decisão em momentos decisivos às entidades angélicas, em que um conselho de maior sabedoria haveria de concorrer para o favorecimento de um melhor resultado, de uma maior sabedoria e a salvaguarda de uma maior justiça.

Na dimensão Divina, hierarquicamente acima do mundo angélico, somente no Reino de Deus ou no mundo supra angélico, existe o poder de alterar o curso destes acontecimentos de forma direta e por iniciativa própria. Somente a consciência Divina ou forças por ela emantadas se entenderem que é necessário a obtenção de determinados fenómenos de forma a obter determinados resultados, tem força hierárquica sobre a natureza dos mundos materiais e imateriais, alterando-lhes os eventos de forma que entender apropriada, sobrepondo-se à natureza e às leis da Roda de Samsara.

É razoável depreender que aos humanos não é de menor importância a consideração destas forças de grandeza para si incompreensíveis, e que desde que à registos na história, sempre souberam cultuar com respeito e temor. 

domingo, maio 16, 2021

Todo o lugar onde uns olhos pousam

 

Todo o lugar onde uns olhos pousam, perde o seu mistério.

Porque ganha uma história,

Porque deixa de ser intacto…

 

Porque mostra um caminho,

Para que possa ser compreendido…

Porque se deixa vislumbrar…

 

Haverá vezes poucas, onde uns olhos humanos…

Conseguindo olhar imaculadamente…

Observem a plenitude de um mistério,

Suas histórias sem julgar,

 

Então abençoados podem ser considerados,

Aqueles que pelo olhar de alimento

Servem a alma, do néctar de luz…

Na claridade desvendada…

segunda-feira, abril 20, 2020

domingo, abril 19, 2020

todos iremos passar

Sim, todos sem excepção iremos passar, afinal resta quando muito a questão da forma que o iremos vivenciar... talvez por aí o possamos minimamente precaver ou até... e provavelmente até não...

segunda-feira, dezembro 16, 2019

Conexão

Dentro de todo o Ser Humano existe um portal, que pode ser entendido como um acesso ou uma conexão com o Divino, por onde o Divino recolhe os frutos de uma experiência existencial, de uma centelha divina sobre o plano da matéria. (todos nós)

Esta via de comunicação não é de sentido único como tantas vezes ensinado, mas antes uma ligação activa e bipolarizada onde as experiências, vivências e sentidos do Ser Humano chegam como uma extensão do Divino, de forma a possibilitar o equilíbrio e a harmonia entre todos os elementos, inclusive a sobre a matéria e sobre o Ser Humano se processar. 

É assim que a natureza e nós parte integrante da natureza somos afinados, por esta via do que sentimos e como escolhemos sentir.

É consequentemente importante o controle sobre a oportunidade de fazer de nós, uma experiência o mais genuína possível do que percepcionamos que o divino É. 

Não só o divino toca os humanos, como os humanos tocam o divino. O canal é a existência, a tua vida. Vê o que queres, como queres com a tua vida, para que o fluxo do divino em ti seja suave, e não algo que percepciones como imposto para teu bem superior. 

Graças a Deus.

Se cada um de nós pegasse no tipo de amor que nutre por seus entes queridos exclusivamente e o ampliasse por todo o mundo, o mundo sim, estaria a salvo.

Bem hajam!