sexta-feira, janeiro 15, 2010

Haiti


Quando sob supervisão cósmica se procede à destruição de tantos corpos sagrados, deverá o prudente juízo reconhecer em seus trágicos detalhes, a ferocidade de um ajuste cármico nacional que não será excepção de nenhuma nação estabelecida sob a Terra Mãe.

Acordem tanto na consciência assim como na solidariedade necessária.
Ninguém está isento de seu encontro de contas, a natureza não tem favorecido.
A tudo ama por igual.

Quanto ao irmãos haitianos que pereceram neste evento escatológico, paz às suas almas.
Àqueles que sobreviveram, a coragem para não se revoltarem, afim de não perderem o fruto espiritual de seus sofrimentos.

A purificação da Terra iniciou o seu processo desde tempos imemoriais, agora apenas acelera o processo com destino ao novo ciclo.

Relembro sentido, as palavras do profeta: “nenhuma folha cai das árvores, nenhum fio de cabelo se desprende de uma cabeça, sem que Deus o saiba.”

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Tem paciência

Tem paciência contigo, com tuas vontades, com tuas necessidades.
É importante saber que só aprendes
sobre ti mesmo trilhando,
passo a passo, o teu caminho.
Muitas vezes vens a descobrir que as coisas não são exactamente como tu as imaginavas,
por isso, a necessidade de viveres todos os orvalhos de cada amanhecer,
tratando tuas vontades feito argila,
até dar a forma na qual o teu coração contenta.
Quando acreditas em ti, no teu escudo real, verás que nada se faz tão difícil.
Enquanto acreditares que as dificuldades são maiores que a tua capacidade em resolvê-las, estarás preso em teu próprio caminho.
Então, trata de vivê-lo com um pouco mais de fé, de alegria, de força de vontade.
Tem paciência com teus humores, eles apenas reflectem onde está o teu foco de atenção e a importância que dás para cada coisa.
Tem paciência com tua dor, ela só te lembra que ainda não tens olhado para ti mesmo
da forma como teu ser necessita.
Quando pensas que tudo está perdido é o momento onde as novas possibilidades apresentam-se ao teu ser.
Dentro de ti a luz ainda brilha...
Portanto, está em tuas mãos a decisão de ser, de sentir e evoluir com a tua própria paciência que, no fundo, significa apenas dar-te amor e compreensão no teu dia a dia.

Mãe Maria


Meus Amados!


Eu venho falar-lhes sobre adaptação. As energias, desses tempos, estão criando mudanças em suas vidas diárias, assim, é importante permitam que essas mudanças ocorram sem resistência. Isto não significa sair dos caminhos daqueles que estão em suas vidas, isto simplesmente significa  que no vosso interior, necessitam criar e permitir essas mudanças. 


Tudo sobre a Terra, nesses tempos, está passando por intensa transformação. Os seus corpos físicos estão se transformando, e cada um de vós, consegue sentir o calor percorrendo a espinha, à medida que seu DNA é activado para estar de novo alinhado .


Mais e mais filamentos de seu DNA estão sendo trazidos para activação, uma vez mais. Cada um de vós tem agora a capacidade de suster essa grande Luz. 


Vocês mantiveram diligentemente suas práticas diárias e organizaram um espaço em vosso tempo para descansarem quando necessário. Isso é excelente e deverá ter continuidade.


Procurar o reconhecimento em vós próprios, do vosso “Self “Humano é muito importante, já que é o vosso instrumento sobre a Amada Mãe Terra. 



Isto no entanto, é muito mais, é muito mais que tudo, pois é também o instrumento que vocês escolheram para ser transformado à medida que vocês ascenderem para uma consciência superior.


Muitos de vós olham para os seus corpos físicos e notam apenas suas imperfeições. Agora é tempo de começarem diáriamente a honrar e reconhecer as maravilhas da criação de seu corpo físico verdadeiramente.



Assim, verdadeiramente, todas as células, átomos, moléculas e elementos do seu corpo merecem a sua gratidão e atenção diária. Quando vocês sentirem esse reconhecimento e o agradecerem a cada dia, cantarão e vibrarão com alegria, e criarão a perfeição na direcção àquilo que vocês são realmente, Seres multi-dimensionais.


Quanto mais vocês persistirem nisso, tanto maior será a perfeição, em que os seus corpos físicos se tornarão, em sua manifestação no Mundo.


Cada parte da Criação ama ser honrada e ser reconhecida, e as células, os átomos, as moléculas e os elementos são o material da qual a vida é feita.


Através deste reconhecimento diário, criam continuadamente a perfeição a partir do que vocês realmente são.



Aqueles de vós com enfermidades físicas ou com doenças, necessitam uma determinação maior e fé, para sustentarem essa prática, pois os resultados de suas práticas não aparecem sempre, imediatamente.


Tenham fé e confiem em seus corpos também, pois estão se transformando nas suas verdadeiras perfeições.



A grande limpeza continua de modo ininterrupto, sem descanso. Vocês podem ajudar-se enormemente ao praticarem atitudes de alegria, de reconhecimento e gratidão.
 

Cultivando essas atitudes até que elas se tornem parte inerente da expressão da sua vida diária, isso irá ajudá-los tremendamente em continuarem a se elevar com intensidade nesses tempos maravilhosos.


Façam coisas que tragam alegria …cantem, dêem risada, dancem, pratiquem o esqui, saltem, corram, façam jornadas mentais de magia e maravilhas.


Todas essas coisas são pertinentes para alcançarem liberdade e abundância. Todos vocês precisam tomar parte disso. Esses simples actos irão mantê-los ancorados em seus corpos físicos enquanto os mantêm conectados com as Dimensões Superiores e com o Criador todo o tempo.


Quando existem, chamados emitidos pela Hierarquia Espiritual para os Trabalhadores da Luz do Mundo, é com grande alegria e felicidade que nós vemos as suas participações entusiasmadas.


Os resultados de seus esforços têm um escopo multi-dimensional à medida que esse trabalho estiver acontecendo nos níveis etéricos.


Isso não é facilmente perceptível, a partir daí, então é por isso que a sua fé e confiança são muito, muito amadas e apreciadas, mesmo.


Assim por meio do que é conhecida como a “massa crítica”, é que as mudanças acontecerão com esses chamados.


Continuem, Meus Queridos, e saibam que nos Reinos da Espiritualidade, nós somos todos Um e nós todos trabalhamos juntos para o Bem mais elevado de Todos.

autoria: 2009 Marlene Swetlishoff

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Transcendências




Questionando sobre a familiaridade dos potenciais de realização em cada um de nós diferentes, ocorre-me na natural inexistência de tais diferenças, que a existir afinidade cósmica permeando a vida de cada um, deverá ser esta transcendental.


Parece que na vida de cada humano, na forma exclusiva de cada um, em todo espectro do visível, deverá coexistir uma plataforma comum a todos… a transcendência.


Em todas as coisas e em todos os lugares não é nas diferenças que se encontra a lição essencial que falta a cada um aprender, mas na transcendência destas rumo a resoluções ainda por descobrir, resoluções do ser.


Em cada sopro, em cada pedaço de experiência existe uma transcendência chave da quântica necessária a determinada pessoa, para determinada direcção.


Não são as formas, mas a transcendência das formas o caminho.


Estamos aqui para abrir caminho à luz do nosso entendimento, que há em nossas diferenças perceber que temos em comum, a capacidade latente de transcendência.


A própria vida é uma manifestação oculta de pura transcendência.


A transcendência do comum em nós é sobremaneira o veículo necessário ao entendimento. É mapa com caminho registado, de volta a casa.


O que aqui não escrevo é para que vibre em ti a possibilidade de transcendência.

Paz

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Paz sobre todas as Fronteiras


No final de um ciclo de vivências, num homem numa mulher, o que resta? Qual é a importância das conquistas?

Juntei-me um grupo de jovens à volta de uma mesa. Festejavam o casamento de um casal de entre eles. Desfasado na idade, em silêncio fiquei como um caçador furtivo de emoções. Quis aproveitar a descontracção e oportunidade para entender o mais possível como se comunicavam, seus mecanismos, suas características, identificar os códigos de comunicação, os gestos, os tiques e os toques….

Cheguei a uma conclusão surpreendente revendo em analogia, a minha própria experiência em semelhante idade. Também eu à vinte anos atrás apresentava exactamente a mesma essencialidade nos gestos, nos tiques e nos toques para socializar.

É incrível, vinte anos e para além da indumentária, que mudou, dos acessórios e de tudo o resto, algo de essencial no ser permaneceu igual, estagnado e intocável.

Afinal o que é essa essencialidade?

Reconheço que no ser humano, neste caso no/a jovem adulto, ser uma espécie de habilidade comunicativa do seu essencial. É a autenticidade. E o jovem de hoje apresenta os mesmos hiatos comunicativos que o de à vinte anos atrás, daí o desenvolvimento de seu formato essencial ter parado no tempo. Precisamente na área da comunicação.
Mudou alguns dos símbolos e dos acessórios, por vezes até empobrecivamente ou algo desorientadamente, sem dúvida mantém as mesmas dificuldades comunicativas, fracos níveis de autenticidade.

Parece carregar enfim, em seu jovem ombro o peso das mesmas máscaras que no meu tempo de jovem carreguei, não evoluiu nessa matéria. Consternado verifico a actualidade do paradigma. Não mudou, e dentro de tanta ansiedade gerada, em que o ego leva a melhor por se encontrar em seu terreno de eleição, a essencialidade de cada um timidamente procura a si mesma nos exemplos alheios, quando é em si mesma, sobre si mesma, que se deveria encontrar, que se deveria identificar e onde se encontra o único exemplo verdadeiramente importante para si mesma, que vale a pena seguir.


Se cada um de nós em consequência, se observar com coragem e honestidade, não se vai maltratar, não se vai envenenar, antes pelo contrário, vai estar atento na promoção de si mesmo, de uma forma saudável  e sustentável.
 



Meus votos são de autenticidade para todos, para que enfim se promovam os encontros genuínos entre os seres, e a hipocrisia e o mal entendido definitivamente sejam expurgados do plano, e após a tempestade venha a bonança.

Paz sobre todas as Fronteiras.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Um encontro singular

Na manhã apenas desperta, o homem se levantou. Na tristeza de que se sentia envolvido, olhou para o filho doente, que gemia no leito pobre.
A esposa dormia e ele se preparou para sair antes que ela despertasse, com o mau humor habitual.
Seu rumo era o mercado, onde ele recolhia os frutos desprezados por aqueles que têm em demasia e desconhecem a dor do estômago vazio.
Um movimento inusitado, no entanto, lhe chamou a atenção. Eram gritos, correria. O povo se acotovelava formando um cortejo barulhento.
Soldados da Roma dominadora e audaciosa conduziam um condenado à morte.
O homem parou a observar aquela cena e pensou que Aquele prisioneiro era muito mais infeliz do que ele próprio. As suas eram as dores morais: doíam por dentro. Mas aquela criatura Se apresentava machucada, sem forças, a carregar aos ombros um madeiro bruto e pesado.
Seus passos eram vagarosos, como num compasso de sinfonia fúnebre.
Arcado, a túnica que vestia arrastava-Se pelo chão, embaraçando-Lhe os pés, dificultando-Lhe ainda mais o caminhar.
Cireneu estava estático. O homem estava sendo conduzido para o terrível suplício da cruz. Era, sim, muito mais infeliz que ele próprio.
Nisso, a voz de Roma, na aspereza de um dos soldados, lhe ordenou auxiliar o condenado que caíra.
Não que o soldado se condoesse da Sua dificuldade. É que tinha pressa de se desenvencilhar daquela tarefa.
Cireneu foi praticamente jogado para debaixo daquela madeira bruta, cheia de farpas. Colocou o ombro ao lado do condenado e suspendeu o peso.
Sentiu uma dor profunda no ombro e o olhar do auxiliado o penetrou. Eram dois olhos de luz estampados numa face de sofrimento.
Jamais Cireneu haveria de esquecer aquele olhar. A dor no ombro aumentava. Logo adiante, o prisioneiro voltou a tropeçar e cair.
As chicotadas da brutalidade O atingiram. Um pouco mais e o Cireneu teria o peso da madeira tosca aliviado. O homem a estava utilizando. Crucificado.
Cireneu aguardou-lhe a morte. Algo Nele o atraía, magnetizava-o .
Quando tudo se consumou, foi para casa e, porque chegasse de mãos vazias, a esposa o repreendeu.
Cireneu não revidou. Uma paz diferente tomava conta dele.
O filho veio correndo e o abraçou:
Estou bem, papai!
Cireneu recordou os olhos azuis da gratidão do homem que ele auxiliara. Um perfume sem igual penetrou o lar pobre.
A mulher sentiu e se enterneceu. Uma delicada e subtil presença sentiram os três.
A vida de Cireneu se transformou. Apesar das lutas e dissabores, nunca mais o fantasma do desespero fez morada em sua casa.
Curioso, no dia seguinte, foi indagar a respeito da identidade do condenado. Descobriu-lhe o nome. Chamava-se Jesus de Nazaré.

*   *   *

Quando Jesus penetra o coração da criatura, tudo se transforma. O deserto da solidão descobre o oásis do amor e abandona a tristeza.
As dores se amenizam. A paz se faz presente.

Jesus é sempre o meigo Pastor a convidar: Vinde a mim, vós todos que sofreis, estais aflitos e sobrecarregados... 

com base no cap. 4 do livro As testemunhas da paixão, de Giovanni Papini, ed. Saraiva

acto continuo...

quando reflectes e vês tudo... 

é quando te apercebes que vês coisas
que não havias reparado.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Perfume de Jesus

Ao percorrer a história da Humanidade sempre se encontra um rastro perfumado. No princípio, era o incenso, a mirra e outras madeiras aromáticas.
O Velho Testamento regista Moisés construindo um altar de perfumes para Jeová. Entre eles craveiro e rosas.
Depois vieram os unguentos e óleos de substâncias como o timo e o orégano, com que faraós do antigo Egipto eram enterrados.
Nas culturas antigas, o perfume era reservado aos deuses e aos rituais. Mas não demorou muito para que simples mortais se apropriassem das receitas perfumadas dos sacerdotes.
Nos grandes centros do Oriente, bem como entre os gregos e romanos, o prazer de perfumar-se tornou-se um hábito quotidiano.
Paris, no século dezasseis, era já considerada a capital dos perfumes. Atribui-se à Catarina de Médicis, que lá chegou em 1533, o impulso decisivo à produção e comércio de produtos aromáticos.
Além de perfumes, pomadas e óleos aromáticos, a moda dos couros perfumados, utilizados na confecção de luvas e outros acessórios difundiu-se pela Europa.
Os aromas, libertos da função dissimuladora de odores desagradáveis, tornaram-se mais doces e suaves, predominantemente florais.
Perfumistas buscavam essências raras e exóticas em flores, ervas, madeiras, resinas e secreções animais para suas fórmulas secretas.
Na perfumada corte de Luís XV, era de bom tom apresentar-se com um perfume diferente a cada dia. E nas datas de festa até os chafarizes eram alimentados com água-de-lavanda ou água-de-rosas.
Todos os perfumes, por mais preciosos ou penetrantes, têm, no entanto, a durabilidade comprometida. Nenhum que seja de carácter permanente. Eis porque proliferam as indústrias de perfume. Esmeram-se no aroma e na durabilidade.
Há todavia um perfume indelével. Personificado em um corpo de homem, andou pela Terra há mais de dois mil anos.
Nascido na quietude de uma noite quase fria, teve Seu nascimento anunciado por um coro de vozes celestes.
Cresceu no ambiente do lar, da oficina e da escola. Adulto, buscou os homens para espalhar a Sua doce fragrância.
Seu próprio nome semelhava aroma raro. Extracto de estrelas saía de Sua boca. Onde quer que passasse, a delicadeza da Sua presença a tudo e todos impregnava.
A Ele se submeteram ricos e poderosos, embora pensassem serem vencedores. Imprimiu tal aroma na alma dos Seus apóstolos que O decidiram imortalizar para a posteridade. Desta forma, os evangelistas se esmeraram para colocar em frascos delicados a essência dos Seus ditos.
Nasceram então os Evangelhos de Mateus, de Marcos, Lucas e João. É por este motivo que toda vez que se abrem as páginas da Boa Nova, o aroma do Cristo se espalha.
Quando a criatura se deixa impregnar por ele, onde quer que esteja e atue, aromatiza lugar, pessoas e circunstâncias.
*   *   *
Quando você estiver triste e desiludido, observando o mundo cinza e negro, busque o Evangelho. Descerre-lhe as páginas. Concentre-se na leitura de um pequeno trecho.
Permita-se envolver pelo perfume da tranquilidade e da serenidade do doce Jesus da Galiléia.
Não eram diferentes aqueles tempos. Também havia rixas, guerras, corrupção e desonestidade. Mas Ele espalhou a penetrante fragrância da Boa Nova, o extracto do bem.
Use o perfume Dele para colocar um sorriso na face, e distribuir alegria.
Torne-se, onde esteja, um distribuidor do perfume da verdade e da paz.
*   *   *
Atribui-se a Mateus o primeiro Evangelho. Escrito em língua hebraica, acredita-se que ele próprio o traduziu para o grego.
O evangelista Lucas não conheceu pessoalmente Jesus. Seu Evangelho, possivelmente escrito entre os anos 55 e 60, é uma verdadeira obra de História.
Para Lucas, Cristo é o Divino Médico da Humanidade.

com base no artigo A pátria dos perfumes, da revista Ícaro, revista de bordo Varig nº 134.

segunda-feira, novembro 30, 2009

quarta-feira, novembro 18, 2009

Tudo é para o bem

         Havia um homem judeu de nome Mahum, que significa Também. Chamavam-no assim porque para tudo o que lhe acontecesse, por pior que fosse, ele afirmava, com toda convicção: Isto também é para o bem!
Se a chuva lhe destroçasse o jardim ou a enxurrada lhe destruísse o labor da horta, repetia sempre: Isto também é para o bem.
E, sem titubear, colocava-se no trabalho de reconstrução do jardim e da horta.
Se a enfermidade o alcançasse, falava: Isto também é para o bem. Medicava-se e aguardava a recomposição das forças físicas, retornando ao labor incessante.
Certa noite, Mahum precisou se deslocar até à cidade vizinha.
Preparou seu burrico, que lhe seria o meio de transporte, o galo que funcionava como seu relógio e despertador, e uma lamparina para que lhe iluminasse o caminho.
Ela deveria servir, inclusive, para que, antes de repousar no seio da floresta que deveria atravessar, pudesse se deter na leitura das escrituras.
Noite alta e ele no coração da floresta. De repente, o óleo da lamparina derramou e ela se apagou. Ele ficou às escuras. Inesperadamente, o galo começou a passar mal e morreu. Não demorou muito e foi o burrico.
O pobre homem ficou sozinho, na escuridão da floresta, em meio a ruídos estranhos e assustadores.
Mesmo assim, afirmou sem medo: Tudo o que Deus faz é para o bem.
Acomodou-se como pôde e dormiu.
No dia seguinte, o sol o veio despertar, vencendo a fechada copa das árvores. Ele prosseguiu viagem a pé. Quando, muitas horas depois, chegou à cidade, seus conhecidos o olharam com espanto.
Todos pareciam estar vendo um fantasma. Por fim, lhe perguntaram:
Como pode você estar vivo? Soubemos que, ontem à noite, foram despachados soldados romanos à floresta, com o intuito de matá-lo!
Foi então que Mahum explicou tudo que havia acontecido, concluindo: Se minha lamparina não tivesse apagado, o galo e o burrico morrido, com certeza estaria morto. Pois o clarão da lamparina, o zurrar do burrico e o cacarejar do galo denunciariam o local onde me encontrava.
Bem posso continuar a dizer: "Tudo o que Deus faz é para o bem."
 
*   *   *
Quando a tormenta se faz mais violenta e as dores se tornam mais acerbas, é o momento de se ponderar porque elas nos atingem.
O bom senso nos dirá sempre que razões poderosas existem, assentadas no ontem remoto ou no passado recente, porque a Divina Providência tudo estabelece no momento próprio e na medida exata.
Deus é sempre a sabedoria suprema e a justiça perfeita, atendendo as mínimas necessidades dos Seus filhos, no objetivo maior do progresso e da redenção.

 com base em texto do Correio Fraterno do ABC, de maio/1998.

domingo, novembro 15, 2009



O depoimento da ex-Ministra da Saúde da Finlândia, Dra. Rauni Kilde, é muito claro e corajoso.



quinta-feira, novembro 12, 2009

AUTENTICIDADE




Autenticidade é muito o reconhecer de uma forma auto-dinâmica, que tudo que me acontece me é devido, necessário e vivificante.
Que é possível um equilíbrio entre tantos ingredientes, sem que um predomine sobre o outro, uma vez que todos sem excepção se alternam.

É que no final desta colaboração a equanimidade resulta simples mas sábia receita.

Equanimidade significa serenidade de espírito. É um estado natural e relaxado, a capacidade de experimentar de maneira estável as diferentes situações do mundo físico, das sensações, da mente e dos fenómenos. É caracterizada pela profunda tranquilidade, completamente livre de oscilações. Nada paga o preço de estarmos felizes por nós mesmos. Alcançando esse estágio, até mesmo os relacionamentos ficam mais fáceis de se lidar, de pensar usando a razão ao invés do coração. Isso traz uma paz incomensurável.

(fonte: dicionário informal.com)

quarta-feira, outubro 28, 2009

a boleia ...


A BOLEIA


Imagina que vives numa casa que faz parte de um condomínio.
Uma moradia, um apartamento, … imagina.


Depois, imagina, que através de um simples correio electrónico, informas de algumas das rotinas de que dispões, aquelas que achas podem ser úteis a alguém mais.
Por exemplo, que todas as manhãs te deslocas a determinada hora, para determinado local.
Que fazes determinado trajecto.


Imagina que nesse condomínio tem alguém que faz muitas vezes esse trajecto, até que tem ainda mais alguém que costuma ir para um lugar que fica de passagem.
Seriam 3 pessoas a partilhar um mesmo transporte, a economizar e aplicar as dinâmicas sustentáveis sobre as suas vidas.


Quem nos convenceu que na partilha de determinadas coisas básicas e importantes, como este caso a que chamarei do “caso da boleia” teríamos que conhecer ou dar a conhecer as vidas das pessoas em pormenor?
Das pessoas que transportamos por exemplo!
Quem ganhou com o estabelecimento dessa desconfiança?
Qual o preço a que nos sai e a quem o pagamos?
Alguém a quem conhecemos tão bem como aqueles a quem daríamos a boleia?


Certamente que não.


Não chegará a ser uma espécie de falso conforto, de um egoísmo disfarçado de conforto? (esta é para o que pensaste J)


Imagina que no acerto das tuas rotinas crias redes de comunicação, que não precisam de ser redes de assuntos pessoais, mas apenas de serviço…, de boleias.
Imagina que ganhas qualidade de vida com isso, economizas e andas mais feliz.
Que encontras enfim o modo simples que tanto necessitavas encontrar, para expressar a tua contribuição comunitária sem ter que ir a nenhuma espécie de urna de voto.


Imagina que depois de ler este texto envias um correio electrónico às pessoas “do teu condomínio”, a informar de algumas das tuas rotinas, aquelas “em que não te acontece nada” e depois imagina que te vais divertir imenso com a situação, que vais aprender imenso, que vais ganhar imenso enquanto ajudas o ambiente…
Que de súbito somos milhares a reorganizar os dias e os recursos de todos de forma divertida, em comum e sem juízo de valores, sem entraves sociais, apelando apenas à nossa imaginação criativa e positiva em beneficio próprio e não só.


Imagina um ambiente mais são, mais saúde e felicidade.
Mais integração e mais necessidade de contacto de uns pelos outros.
Mais liberdade e ecologia.


Pois eu irei enviar um correio electrónico ao meu pequeno condomínio de 6 vizinhos, a informar que todos os dias me desloco para determinado lugar a determinada hora, e se algum necessitar de uma boleia amanhã ou quiçá um dia destes, a rede aumenta, e assim estarei um passo mais próximo da boleia que me trouxe até aqui.


Namastê



terça-feira, outubro 20, 2009

A missão de cada um


  
Invadiu-me certa vez uma inexorável perplexidade acerca do sentido da vida.
Decidi, então, peregrinar por este mundo em fora, para decifrar tão profundo enigma.
A todos os seres que encontrava propunha a questão.
À frondosa árvore, enraizada no centro de grande praça, supliquei que me revelasse sua verdadeira missão.
Explanou-me ela:
Em primeiro lugar, devo manter-me viva, forte, saudável, para melhor poder cumprir meu papel.
Em segundo, descobrir exactamente qual seja este papel.
E, por fim, desempenhá-lo diligentemente.
A mim cabe proteger os peregrinos que por aqui passam, nos tórridos dias de verão, ofertando-lhes minha generosa sombra.
Segui adiante e deparei-me com um belo gato siamês.
Segredou-me ele que sua missão consistia em fazer companhia a uma velha senhora, ofertando a ela todo seu encanto e ternura.
Por muitos e muitos dias, por escabrosas veredas, feri meus pés à procura de respostas à pungente dúvida.
O esforço foi sobejamente recompensado. Mas eu sentia que era preciso ainda ouvir uma sábia opinião de um representante do género humano.
Finalmente, após fatigante busca, no alto de um outeiro, encontrei um sábio anacoreta, longas barbas brancas, olhar perdido no horizonte, a meditar...
Acolheu-me amavelmente. Após ouvir, todo paciência e atenção, meu relato e minhas súplicas, sentenciou gravemente:
Meu prezado buscador. Os sábios seres da natureza propiciaram a ti as respostas.
Já és possuidor do inefável segredo. Não obstante, mais posso aduzir:
Caso descobrires que és uma árvore, sejas realmente uma árvore; se fores um gatinho, não te constranjas em ofertar toda tua meiguice; e se um leão, coloca sempre toda tua energia em tudo que fizeres.
Enfim, é preciso descobrir teus verdadeiros talentos, aprimorá-los, produzir os melhores frutos, e então, ofertá-los generosamente.
* * *
Ninguém habita este planeta sem objectivo, sem finalidade maior.
Aquele que cultiva a terra realiza uma missão. Como aquele que governa ou que instruí..
tudo se encadeia na natureza. Ao mesmo tempo que o Espírito se depura pela encarnação, concorre, dessa forma, para a realização dos desígnios da Providência.
Cada um tem sua missão na Terra. Cada um pode ser útil para alguma coisa.
Desta forma, buscadores que somos, o que devemos encontrar é a nós mesmos, descobrindo depois no que podemos ser úteis.
Que habilidade temos? Quais são nossos talentos? O que podemos fazer pela comunidade ao nosso redor?
É tempo de descoberta e de acção. Cada dia na Terra é oportunidade única que não pode mais ser desperdiçada com as distracções e ilusões que criamos ao longo das eras.
  
com base em texto do livro A magia das
 palavras, de Ramiro Sápiras, ed. Recanto das letras e no item 573 de
O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.

sexta-feira, outubro 16, 2009

Com fúria e raiva acuso o demagogo
e o seu capitalismo das palavras.


Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
que de longe muito longe um povo a trouxe
e nela pôs sua alma confiada.

De longe muito longe desde o início
o homem soube de si pela palavra
e nomeou a pedra, a flor, a água
e tudo emergiu porque ele disse.

Com fúria e raiva acuso o demagogo
que se promove à sombra da palavra
e da palavra faz poder e jogo
e transforma as palavras em moeda
como se fez com o trigo e com a terra.



citação do poema Com fúria e raiva, de Sophia de Mello Breyner Andresen, da obra O nome das coisas  

quinta-feira, outubro 08, 2009

DESMONTAGEM PESSOAL


O que é?      


É possível?


Se passível de ser reconhecida pelo que não sendo tu… está atento e observa, serás tu?





Que referir, quantificar, do milagre da vida quando és somente tu, desmontado das inércias dos gestos difusos. Quando as culpas e as penas perdem o sentido, deixem mesmo de existir.





Se tem outros capazes de te ler, descodificar cada um dos teus gestos, como não serás tu, capaz de os desmontar? Logo tu que lhes destes a razão e a existência. Quem mais haveria de os desmontar, senão quem os criou?


E se não os vês, apesar de outros que não tu?


Vais negar a sua existência?


Vais negar as suas obras, os seus ónus?


Como poderás tu, desmontar as dores do teu parto, se não reconheceres a tua gravidez?





Em todo Ser da criação, na razão natural de seu manifestar está a necessidade de amar, de ser amado.


Quem pode contestar o amor que o nutre e apartado querer ter razão, obter reconhecimento?


Se sendo amor cooperação, criação, vida enfim, como viver na penumbra?





Não tem quase… patologia que resista. Tem que deixar o seu amor livre, como acto de respirar, inconsciente, natural e espontâneo.


A liberdade não sai na lotaria, mas no bom amadurecer do fruto.





O tempo ainda é preciso.


O amor ainda é mais.





Namastê