sábado, julho 31, 2010
sexta-feira, julho 16, 2010
Gratidão
Gratidão sinto pelas árvores, matizes de
verdes oscilantes entre a luz e a sombra.
Gratidão pelo vento que parece transportar as partículas
de luz, enquanto me trespassa.
Gratidão pela vida, pela ampla extensão de
momentos inesperados que consigo vivenciar.
Gratidão pela respiração, o olhar, o aroma e o
sentimento de comunhão possível com a natureza.
Assim todo o afazer, é generosamente
recompensado.
No próprio cerne do trabalho, do esforço e até
do sofrimento, é intrínseca a magnífica e generosa retribuição do que ainda
por vezes penoso não consegue ensombrar.
Se ao respirar, junto com a sua experimentação
chegam os sentidos, o aroma.
A escolha mantém-se una. Escolho não inspirar
um qualquer escape motorizado e ao invés, assumo o ar das árvores e das flores.
Cada um faz as suas escolhas.
No corpo humano em analogia com uma viatura automóvel,
a cabeça representa o volante. Esta dirige os movimentos do corpo, as direcções,
no sentido que lhe é propicio.
A cabeça é como um painel de instrumentos onde
estão todos os comandos e manómetros da vida…, do painel da vida.
A vida é uma experiência possível, não uma
certeza inequívoca.
quarta-feira, julho 14, 2010
O teu lugar
Há um lugar dentro de ti onde
todas as coisas são perfeitas, pois repousam na criação de Deus.
Um lugar onde a luz brilha, pois onde estão os olhos de Deus não há espaços, não há visão para a escuridão.
Um lugar onde a paz é presente, pois não há conflitos.
Um lugar onde o passado e o futuro não existem, pois o presente é o único lugar onde Deus é.
Um lugar onde a respiração é pausada porque é feita de tranqüilidade.
Um lugar onde as palavras perdem o valor por que o silêncio que lá existe exprime a tua realidade.
Um lugar que é feito de consciência, de verdade, de inocência.
Um lugar onde não há equívocos, pois a mente certa lá habita e traz consigo a compreensão de todas as coisas.
Um lugar para descansares, um lugar para retornares, pois é o teu lugar.
Neste lugar não tens necessidades, não reconheces o medo, pois o amor é presente e na presença do amor não existem espaços vazios, tudo é abençoado e completamente preenchido, posto que o amor a tudo abrange.
Este lugar é teu por direito divino.
Ocupa-o com tua sagrada presença.
Este lugar é protegido pela vontade Daquele que o criou, portanto nunca se mistura com o turbilhão de pensamentos que te levam em várias direções, apontando o que deves sentir; obrigando-o a escutar a sua voz e o tornando tão pequeno a ponto de não te sentires como um filho de Deus.
Tu és santo, pois Aquele que te criou deu a Sua luz e o Seu amor na criação da tua eternidade.
Este lugar em ti não está onde teus pensamentos e as tuas múltiplas emoções permanecem, ele encontra-se no que antecede tudo isso. Ele está naquele que observa, naquele que é a consciência em ti mesmo.
Neste lugar és amparado pela luz e pelo amor e diante disso o que poderia machucar o teu coração ou fazer-te pequeno perante a alegria de Deus?
Vai e toma teu lugar e sente...
És mais do que imaginas e as boas vindas te são dadas, pois se trata do teu próprio ser.
quinta-feira, julho 08, 2010
OMRAAM
E bem,
caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los, para
alguns de
vocês, certamente, é a primeira vez que os vejo, então, eu lhes
apresento
inicialmente minhas saudações e lhes trago já todo meu amor e minha
bênção e
vamos começar as entrevistas tais como eu gosto particularmente e
sobretudo
as questões-respostas que me são caras.
Então, cara amiga,
se quer começar a lançar as questões, serei
todo ouvidos do que me dirá, para tentar responder.
***
Questão: Por que há
tantos problemas de vírus?
Posso re-situar, cara amiga, a noção de vírus com relação à origem.
O vírus
é uma origem tipicamente astral, ou seja, ligada ao mundo emocional.
Eles são criações
não de origem Divina, mas criações directamente
inspiradas da criação da terceira dimensão e, portanto, a conjunção
junto ao
ser humano de certo número de medos e de pavores, eu diria, que
produziram
esses vírus, progressivamente, desde milhares de anos, desde a criação
desta
terceira dimensão, ou seja, desde cinquenta mil anos.
Então, os vírus não
são inexoravelmente ligados a uma
agressividade.
A teoria a mais
adequada corresponde a imaginar, como o dizem os
homeopatas, que a coisa a mais importante é o terreno e que o vírus
não é
absolutamente nada.
Então nos juntamos,
se quer, cara amiga, a origem desse vírus.
O vírus
nasceu no mundo astral, no mundo emocional, mundo de divisão, mundo de
separação, do ego, da personalidade.
É evidente que uma
pessoa que tem um nível vibratório suficiente
é capaz de eliminar todos os vírus, porque os vírus não têm tomada
sobre ela.
O que quer dizer que, se o vírus tem uma tomada (qualquer que seja o
vírus),
isso corresponde a uma problemática profundamente emocional que é
escondida e
repelida certamente no interior desses casulos de Luz.
Então,
efetivamente, quanto mais se sobe na vibração e na
consciência, mais se apercebe que o vírus não é absolutamente nada com
relação à interioridade do homem e que são os defeitos ao nível desta
interioridade astral (e não espiritual) que faz a virulência, eu
diria, dos
vírus e a possibilidade para eles de encontrar um terreno propício
para seu
florescimento.
Então, uma vez que o
vírus penetrou, efectivamente, é importante
tratar não o vírus como tal, mas antes apoiar o corpo, para que o
corpo
astral e o corpo etéreo possam assim fazer desaparecer e limitar a
influência
desse vírus.
Mas não esqueça que
a origem se situa ao nível da personalidade
e, em particular, sobre algo de fundamental que é um medo repelido e
um medo
que está inscrito muito profundamente, eis que isso pode ir até ao
nível
genético que está ligado à vivência da pessoa.
Então, poder-se-ia
dizer que é preciso tentar encontrar a origem
precisa do medo, o porquê e como este medo chegou a se cristalizar.
O importante é
subir o nível vibratório porque, a partir do
momento em que o nível vibratório sobe, a partir do momento em que a
serenidade interior ou o controle começa a aparecer, naquele momento, o
medo
não pode mais existir.
A única
verdadeira solução situa-se nesse nível.
Quer dizer que a
solução não está na luta contra o vírus.
Num primeiro
tempo poder-se-ia dizer que se pode aumentar o terreno efetivamente,
mas o
mais importante não está nesse nível, porque aumentar o terreno jamais
fez
desaparecer um vírus (que seja um vírus de hepatite, por exemplo, crónica).
Em nenhum caso ele
poderá desaparecer com medicamentos, tanto
químicos como os que visam destruir o vírus, ou vacinas ou com
produtos
naturais que elevarão de maneira temporária o sistema imunológico, por
exemplo, para lutar contra o vírus.
A
solução situa-se ao nível da eliminação do medo, não com relação a
encontrar
a origem precisa deste medo, mas sim com relação a uma subida
vibratória, com
relação à vibração do coração, obviamente.
A
solução está unicamente nesse nível.
***
Questão:
Por que há pessoas que não são atingidas por vírus, apesar do fato de
não
apresentarem, aparentemente, uma taxa vibratória muito «elevada»?
Obviamente, cara
amiga, porque elas não têm medo, elas estão no
ego de força e de poder, elas não ficarão jamais doentes porque
desenvolveram
estratégias de luta e de privatização, eu diria, do ego, que faz com
que
estejam no poder e os seres de poder não estão jamais doentes.
Uma vez que a
doença está aí, em contrapartida, não é questão,
obviamente, de recair na tentativa de encontrar um poder, mas, antes,
subir o
nível vibratório, porque a doença é realmente um sinal que é enviado.
Em contrapartida,
os seres que estruturaram, enrijeceram seu ego
(ou seja, que subiram no poder e num falso controle que nada tem a ver
com a
evolução espiritual e a subida na vibração), desenvolveram estratégias
de
defesa que são muito eficazes.
Mas, infelizmente,
quando eles forem privados de seus corpos,
eles aperceber-se-ão que tomaram a falsa estrada.
Não se deve julgar
unicamente na aparência da doença ou da boa
saúde.
Houve
santos que estiveram extremamente doentes, houve personagens que eram
verdadeiros algozes que jamais estiveram doentes em sua vida.
A doença não faz
referência à evolução espiritual, a doença faz
simplesmente referência a um sinal que é dado à alma.
Em
contrapartida, alguns seres conseguiram cortar-se de sua alma e eles
não
estarão jamais doentes, porque desenvolveram estratégias de poder, mas
não
evoluirão jamais, ao menos nesta vida, ao nível espiritual.
***
Questão:
Como aumentar a taxa vibratória para si mesmo?
A subida vibratória
pode se fazer de milhares e milhares de
maneiras, há técnicas inumeráveis para subir a taxa vibratória.
Há seres que lhes
dirão que não há técnica, como o fez, por
exemplo, o grande Krishnamurti; outros lhes dirão que há técnicas, e
outros
lhes dirão que são necessárias técnicas, mas que não se deve realizar
técnicas.
O importante sendo
desviar o mental, porque o obstáculo o mais
importante à subida vibratória não é o medo ou as emoções, é,
obviamente, o
mental, é ele que é o obstáculo essencial na subida vibratória.
A partir do momento em que vocês se colocam a questão “eu quero subir na vibração”, obviamente, é o mental que diz isso, não é a alma.
A alma
não diria jamais esse género de coisa, a alma os faz estremecer e
subir na
vibração directamente.
A partir do momento
em que um pensamento é emitido, ele apenas
pode vir do lugar da dissociação, da separação, ou seja, do lugar do
mental.
Ora, o
mental, como dizia alguns Mestres, mente sempre.
Não pode ali haver
subida vibratória real que os conduz à
imortalidade (não do ser físico que vocês são, mas ao reencontro de
sua
Divindade), isso não pode se fazer sem que o mental esteja
perfeitamente
silencioso e perfeitamente na calma.
Para isso, alguns
seres terão necessidade de técnicas, alguns vão
meditar, alguns vão pedir, alguns vão fazer gestos, outros terão
cristais,
que sei eu ainda..., e outros vão aceder directamente a este estado de
transcendência.
Então, retenham
entretanto que, mesmo uma técnica, mesmo válida
(e em minha vida havia a paneuritmia, por exemplo, que era um
exercício
excelente, havia também a saudação e a adoração do sol da manhã que
levanta,
isso também é uma técnica que permitia colocar o mental em repouso), o
importante é, para a subida vibratória, impedir o mental de trabalhar.
Porque,
a partir do momento em que você quer trabalhar, por exemplo, sobre o
vírus
que está ligado ao medo ao nível do corpo astral, você se serve do
corpo
mental.
Você toma falsa
estrada e comete erro, porque não pode haver
subida vibratória nesse caso.
É
preciso fazer calar o mundo emocional, é preciso fazer calar o mundo
mental,
para aceder ao supramental e aceder à dimensão espiritual do ser.
A subida vibratória
produzir-se-á quando você sentir num primeiro
tempo os chacras que se activam (em particular o chacra da coroa), mas
você
não deve permanecer ao nível da coroa.
Obviamente, esta
subida vibratória (que está ligada à activação do
triângulo Sefirótico superior) deve conduzir à iluminação do coração e
o
coração apenas pode se preencher se a cabeça está vazia, isso é
extremamente
importante, vazia de pensamento, mas também vazia da energia que é
recebida
dos planos espirituais para reconduzir o coração.
A única subida
vibratória autêntica corresponde a essa e a
nenhuma outra.
Agora, vocês podem
utilizar as técnicas que quiserem ou nenhuma
técnica, isso é secundário.
***
Questão:
Como se pode chegar ao desapego desses apegos antigos?
O desapego do
antigo apego, aí está uma bela expressão,
corresponde efectivamente a uma palavra que é importante.
Conseguir soltar
quer dizer abandonar os apegos, é algo que faz
parte da evolução espiritual que é solicitada hoje a toda a raça
humana, para
aqueles que o puderem, para aceder a novas vibrações e a novas
dimensões.
É extremamente
importante não permanecer fixado sobre os apegos,
quaisquer que sejam e os apegos os mais importantes que vocês têm
todos, como
ser humano (mas que nós superamos em nossa vida, aqueles que atingiram
o
estado de soberania) são, obviamente, os apegos familiares que são a
ferida,
eu diria, de suas vidas e de suas encarnações desde milhares de anos.
Então, é preciso
decidir confiar.
Não há
que ser julgado pelos membros da família ou da ex-família, não há
tampouco
que sofrer com relação a algo que pertence ao passado, porque desta
maneira,
você mantém em você fantasmas e você cristaliza nos casulos de Luz
coisas que
podem se tornar muito desagradáveis e desencadear um certo número de
sintomas, ou doenças que, desta vez, podem ser muito graves,
unicamente com
relação a este apego de natureza familiar.
Há também os que
são apegados a outra coisa, por exemplo, a objectos, também a lugares, por que não?
Tudo o que é forma
de apego é algo que vai remetê-los ao que se
chama o passado.
Ora, o acesso à
dimensão nova corresponde a uma libertação total
do passado e é preciso fazer abstracção desse passado, desapegar-se
desses
apegos do passado, dirigir sua consciência, e mesmo seu mental, sobre
coisas
a vir.
O ideal sendo,
evidentemente, estar centrado totalmente no
presente, mas a maior parte dos seres humanos, em todo caso os
ocidentais, quando
se fala de presente, entrar no presente, definem o presente com
relação às
experiências vividas no passado, então, não é realmente o presente.
Quando um oriental
lhe diz estar centrado no instante presente, é
o acesso a um instante de transcendência onde não há mais poluição do
instante presente por uma memória do passado.
Então, efectivamente, há hoje, uns e outros em encarnação, a
superar processos de apego extremamente diversificados, mas cada um
encontra-se confrontado aos apegos que lhe são os mais dolorosos a
superar.
Porque,
quando não se está apegado a algo, eu diria que é muito fácil
desapegar-se,
eis que se é já desapegado, é uma banalidade, como dizem.
Em contrapartida,
quanto aos apegos profundos, é preciso reflectir
sobre a natureza desses apegos.
Um apego
é um apego, não se tem necessidade de saber qual é a natureza do apego
e
porque ele é assim e porque ele é de outro modo, se é cármico, se vem
de uma
vida passada, se vem de algo que não foi compreendido.
Necessariamente,
sim, é isso.
Então, convém,
antes, trabalhar sobre o instante presente e sobre
a Divindade interior, sobre o ser interior, porque há apenas esta
dimensão, e
não diria jamais o bastante, que é capaz de desembaraça-los de todos
os
apegos.
Ou seja,
encontrar a própria dimensão espiritual, ela não conhece os apegos.
Encontrar
sua própria Divindade, a Divindade interior dos seres de Luz que vocês
são.
Quando
retomarem consciência do que vocês são e esquecerem todas as sombras
do
passado, vocês voltarão a tornar-se totalmente vocês mesmos, isso se
faz
progressivamente.
Afirmem sua
unidade, afirmem todas as manhãs:
“eu sou
Um”,
“eu sou
um comigo mesmo”,
“eu sou
um com meu instante presente”.
Mas eu não sou o resultado de meu passado, ainda que o jogo da encarnação tenha feito crer nisso e que meu corpo ainda creia nisso, isso é uma heresia que durou suficientemente longo tempo.
Tanto mais que não
se deve esquecer que o sacrifício de Cristo
foi relacionado a esta libertação do passado.
Isso é
extremamente importante a compreender também.
Então, não há
técnica para se liberar, assim, de um golpe de
varinha mágica, mas há uma técnica para dizer “eu estou em meu
presente” e
“eu sou um” e “eu estou na busca de minha Divindade interior” e não
nas
lamentações dos problemas do passado que pertencem ao passado e que
não são
mais seu presente ou, em todo caso, que não deveriam estar.
Então, recebam todo
meu amor, toda minha bênção e digo-lhes
certamente até breve, em uma próxima vez.
Até
breve, caros amigos.
segunda-feira, junho 28, 2010
Amor conjugal
O grande
rei dos persas, Ciro, durante uma de suas campanhas guerreiras, dominou o
exército da Líbia e aprisionou um príncipe.
Levado à
presença do conquistador ajoelhou-se perante ele o príncipe, e assim
também os seus filhos e sua esposa. Os soldados vencedores, os generais
da batalha, ministros e toda uma corte se juntou para tomar conhecimento
da sentença real.
O rei persa
coçou o queixo, olhou longamente para aquela família à sua frente, à
espera de sua decisão e perguntou ao nobre pai de família:
Se eu te disser que te concederei a liberdade, o que poderias me
oferecer em troca?
Rapidamente
respondeu o prisioneiro:
Metade do meu reino.
Ciro
continuou, paciente, a interrogar:
E se eu te oferecer a liberdade dos teus filhos, que me darás?
Ainda
rápido, tornou a responder: A outra metade do meu reino.
Calmo, o
conquistador lhe lançou a terceira pergunta:
E o que me darás, então, em troca da vida de tua esposa?
O príncipe
sentiu o coração pulsar rapidamente no peito, parecendo arrebentar a
musculatura. O sangue lhe subiu ao rosto, as pernas fraquejaram.
Reconhecia
que, no anseio da liberdade dos seus, tinha oferecido tudo, sem se
recordar da companheira de tantos anos, sua esposa e mãe dos seus
filhos.
Foi só um
momento mas, para todos, pareceu uma eternidade. Um sussurro crescente
tomou conta do ambiente, pois cada qual ficou a imaginar o que faria
agora o vencido.
Após aquele
momento fugaz, ele tornou a erguer a cabeça e com voz firme, clara, que
ressoou em todo o salão, disse:
Alteza, entrego a mim mesmo pela liberdade de minha esposa.
O grande
rei ficou surpreso com a resposta e decidiu conceder a liberdade para
toda a família.
De retorno
para casa, o príncipe tomou da mão da esposa, beijou-a com carinho e lhe
perguntou se ela havia observado como era serena e altiva a fisionomia
do monarca persa.
Não, disse ela. Não observei. Durante todo o
tempo os meus olhos ficaram fixos naquele que estava disposto a dar a
sua própria vida pela minha liberdade.
* * *
Para quem
ama, não há limites na doação. Quando dois seres se amam verdadeiramente
dão origem a outras vidas e as alimentam, enquanto eles mesmos um ao
outro sustentam, na jornada dos dissabores e das lutas.
O amor
conjugal é, dentre as formas de amor, um dos exercícios do amor que
requer respeito, paciência e dedicação. Solidifica-se através dos anos. E
tanto mais se aprofunda quanto mais intensas se fazem as lutas e as
conquistas de vitórias.
Para os que
se amam profundamente não há lutas impossíveis, não existem batalhas
que não possam ser vencidas.
* * *
Em todos os
departamentos do Universo existe a mensagem do amor, que é o estágio
mais elevado do sentimento.
O homem
somente atinge a plenitude quando ama. Enquanto procura ser amado, sofre
infância emocional.
Por isso, o
importante é amar, mesmo que não se receba a recíproca do ser amado. O
que é essencial é amar, sem solicitação.
com base no conto Olhando só
para ele, do livro Lendas do Céu e da Terra,
de Malba
Tahan, ed. Record e pensamentos finais do
cap. 2 do livro Convites da
vida, pelo Espírito
Joanna de Ângelis, psicografia
de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
domingo, junho 27, 2010
terça-feira, junho 08, 2010
segunda-feira, junho 07, 2010
sábado, junho 05, 2010
Tai Chi Chuan e Chi Kung
- Sabias que o nome do símbolo yin/yang é TaiJi Tu. Representa uma disposição simétrica do yin sombrio e do yang claro . A simetria, contudo não é estática. É rotacional e sugere de forma eloquente, um continuo movimento cíclico. Os dois pontos do diagrama simbolizam a ideia de que toda vez que cada uma das forcas atinge seu ponto extremo, manifesta dentro de si a semente de seu oposto.
- A meditação do Tai Chi é a meditação do "estado de vazio", do "Wu Chi", ou seja, não pensar em nada. Mas não pensar em nada nao é uma coisa fácil. Não brigue com seus pensamentos, mas não se agarre a eles. Permita que eles fluam como um rio e não dê demasiada importância a eles. Com o tempo e a prática, as coisas melhoram. O importante é ter bem claro que o objectivo da prática é a serenidade da mente e do coração.
- No tai ji, da percepção e alternância de movimentos (yin,yang), guiada pela concentração acontece a vacuidade da mente (wu chi). Sabias que é na prática destas técnicas que o estudante contacta com o seu EIXO, que é fundamental no Tai ji? Este eixo passa verticalmente pelo seu corpo, atravessa a parte superior da cabeça em direcção ao alto e o perínio em direcção ao solo. Seu centro, localiza-se abaixo do umbigo (tan tien). Sobre este eixo executam-se as rotações das formas. Erecto e não rígido, na prática das formas actua quando necessário de forma espiralada. Para o estudante este Eixo é essencial, é sobre ele que a veracidade de seu tai chi se manifesta.
- No inicio fazemos Qi gong (chi kung). Gong significa trabalho, qi tem várias traduções possíveis, a mais precisa será talvez “sopro vital”. A tradução mais popular é “energia”, que não é uma má tradução desde que não se confunda com o conceito físico de energia. Qi gong (chi kung) significa “trabalho sobre o sopro vital”. O termo qi gong (chi kung) pode ser aplicado a qualquer exercício que vise influenciar a circulação do sopro vital no corpo humano.
- O tai ji quan (tai chi chuan) inclui em sua progressão didáctica na aquisição da habilidade de dirigir o qi. Por isto pode-se dizer que o tai ji quan (tai chi chuan) inclui o qi gong (chi kung).
- Designa-se chi um fluxo subtil de energia electromagnética que liga todas as coisas do Universo. No Oriente, a compreensão e controlo de fluxos de energia é a base de sistemas de cura tradicionais como, por exemplo, a acupunctura e ainda artes marciais, como o tai chi, o qi gong e o baduanjin.
- No Tai ji ao diminuir os estímulos externos, o córtex cerebral é menos estimulado, ficando disponível para redireccionar mais energia. Assim o corpo acelera seus processos de recuperação. Pela mestria do relaxamento, menos se exige do sistema nervoso e menos oxigénio é necessário. É assim que actua na recuperação de doenças funcionais como fadiga, preocupação, stress ou depressão. Também, a mente fica livre de comportamentos condicionados e habitualmente negativos.
- O Tai ji é uma arte marcial chinesa reconhecida também como meditação em movimento oferecendo aos seus praticantes uma referência de tranquilidade e equilíbrio. Baseado nos movimentos dos animais, bem como nos princípios de interacção entre os diversos elementos da Natureza, o Tai chi pretende revelar a fonte interior de energia que está dentro de cada um de nós.
- Nos exercícios, a energia necessária para as suas execuções devera fluir pelo estudante como uma corda ora tensa ora solta. Assim a tensão envolvida flui alternando entre o cheio e o vazio, onde a contemplação deverá repousar. Para evoluir dissipando qualquer rigidez que naturalmente advenha do esforço, o sorrir interno é uma técnica eficaz e muito poderosa.
pratique e desfrute desta arte milenar
- Uma forma de relembrar a importância do Tai Chi e de suas práticas e simultaneamente beneficiar delas, é tão somente praticar sempre que possível. E muitas vezes nem é numa aula programada que isso acontece. Pela mão da forca de vontade, muitas vezes o estudante encontra-se em seus próprios ritmos diferenciados. No entanto pratica.
- "No Tai Chi melhoramos à medida que nos tornamos mais lentos.- Os movimentos do Tai Chi Chuan podem ser executados individualmente ou em grupo. Em grupo será correcto, ajustar-se ao tempo de execução do grupo."
sexta-feira, junho 04, 2010
Uma das piores coisas
Uma das piores coisas que pode acontecer a uma pessoa confusa?
- ficar cheia de si própria.
quarta-feira, maio 26, 2010
Abrindo os olhos
Quando não há nada mais a ser dito, silencia.
Quando não há mais nada a ser feito,
permite apenas ser, apenas estar,
e fica na companhia do teu coração e este indicará o momento apropriado para agires.
Quando a lentidão dos dias acomodar tua vontade, enlaçando-te com os nós
da intranqüilidade, descansa
e refaz tua energia.
Não há pressa, a prioridade é que encontres novamente a tua essência para que tenhas presente em ti a alegria de ser e estar.
Quando o vazio instalar-se em teu peito,
dando-te a sensação de angústia e esgotamento, repara tua atenção e
encontra em ti mesmo a compreensão
para este estado.
É necessário descobrirmo-nos em tais estados, para que estes não se transformem no desconhecido, no incontrolável.
Tudo pode ser mudado,
existe sempre uma nova escolha para
qualquer opção errada que tenhas feito.
Quando ouvires do teu coração que não há nenhuma necessidade em te preocupares
com a vida, saibas que ele apenas quer que compreendas que nada é tão sério a ponto de te perderes para sempre da tua divindade, ficando condenado a não ver mais a luz que é tua por natureza.
Não te preocupes; se estiveres atento a ti mesmo verás que a sabedoria milenar está contigo, conduzindo-te momento a momento àquilo que realmente
necessitas viver.
Confia e vai em teu caminho de paz.
Nada é mais gratificante que ver alguém emergir da escuridão apenas por haver acreditado na existência da luz.
Ela sempre esteve presente...
Era só abrir os olhos.
quarta-feira, maio 19, 2010
Necessidade da meditação
A meditação é recurso valioso para uma existência sadia e tranquila.
Você medita?
Caso sua resposta tenha sido não, é sempre tempo de começar. Através dela o homem adquire o conhecimento de si mesmo, penetrando na sua realidade íntima e descobrindo recursos que nele dormem inexplorados.
Meditar significa reunir os fragmentos da emoção num todo harmonioso que elimina as fobias e ansiedades, liberando os sentimentos que aprisionam o indivíduo, impossibilitando-lhe o avanço para o progresso. As pressões e excitações do mundo agitado e competitivo, bem como as insatisfações e rebeldias íntimas, geram um campo de conflito na personalidade. Esse campo de conflito termina por enfermar o indivíduo que se sente desajustado.
A meditação propõe a terapia de refazimento, conduzindo-o aos valores realmente legítimos pelos quais deve lutar. Não se faz necessária uma alienação da sociedade. Tampouco a busca de fórmulas ou de práticas místicas ou a imposição de novos hábitos em substituição dos anteriores. Algumas instruções singelas são úteis para quem deseje renovar as energias, reoxigenar as células da alma e revigorar as disposições optimistas.
A respiração calma e profunda, em ritmo tranquilo, é factor essencial para o exercício da meditação. Logo após, o relaxamento dos músculos, eliminando os pontos de tensão nos espaços físicos e mentais, mediante a expulsão da ansiedade e da falta de confiança. Em seguida, manter-se sereno, imóvel quanto possível, fixando a mente em algo belo, superior e dinâmico. Algo como o ideal de felicidade, além dos limites e das impressões objectivas.
Esse esforço torna-se uma valiosa tentativa de compreender a vida, descobrir o significado da existência, da natureza humana e da própria mente. Por esse processo, há uma identificação entre a criatura e o Criador, compreendendo-se, então, quem somos, por que e para que se vive. Esse momento não deve ser interrogação do intelecto. É de silêncio.
Não se trata de fugir da realidade objectiva mas de superá-la.
Não se persegue um alvo à frente. Antes, se harmoniza o todo.
O indivíduo, na sua totalidade, medita, realiza-se, libera-se da matéria, penetrando na faixa do mundo extrafísico.
* * *
Crie o hábito da meditação, após as fadigas.
Reserve alguns minutos ao dia para a meditação, para a paz que renova para outras lutas. Terminado o seu refazimento, ore e agradeça a Deus a bênção da vida, permanecendo disposto para a conquista dos degraus de ascensão que deve galgar com optimismo e vigor.
Com base no Cap. 16 do livro Alegria de viver, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
terça-feira, maio 18, 2010
Arrojo
É um arrojo... um arrojo retirar das paredes da tua alma todos os enfeites.
É um arrojo, despir o que torna insuportável a tua nudez .
É um arrojo mergulhar nesse abismo e depois esbarrar em sólidas paredes... feitas de carne, de osso... e sangue...
Afinal não é muito mais suportável o labirinto das futilidades?
Não escondem no seu ruído brilhante e cinzento, a dores legitimas de um coração aprisionado?
Quem não deseja as paredes de sua prisão decoradas e enfeitadas, como se em cada um desses enfeites encontra-se, um sentido para o próprio esquecimento.
Afinal, quem deseja ter como decoração de seus muros, um singular traço de cimento?
Um arrojo pensar que se não tem muros...
É um arrojo, despir o que torna insuportável a tua nudez .
É um arrojo mergulhar nesse abismo e depois esbarrar em sólidas paredes... feitas de carne, de osso... e sangue...
Afinal não é muito mais suportável o labirinto das futilidades?
Não escondem no seu ruído brilhante e cinzento, a dores legitimas de um coração aprisionado?
Quem não deseja as paredes de sua prisão decoradas e enfeitadas, como se em cada um desses enfeites encontra-se, um sentido para o próprio esquecimento.
Afinal, quem deseja ter como decoração de seus muros, um singular traço de cimento?
Um arrojo pensar que se não tem muros...
Arrojo fazer deles companheiros de viagem...
até ao dia ou à noite em que como um suspiro,
um balão de luz irrompa súbito e estoure...
no que o entendimento chama de entrega total.
quarta-feira, maio 12, 2010
Levar o amor
Que eu leve o amor... A mim, em primeiro lugar.
Que eu leve o amor para dentro de mim e que todo auto-ódio
se converta em chance, em nova chance.
Que eu me dê novas chances... De amar de novo,
de acertar de novo, de dar ao menos um pequeno
passo adiante, afastando-me da estagnação.
Onde houver ódio em mim, que eu leve o amor;
não esse amor de plástico, disfarçado de complacência,
que mais me engana do que me enobrece.
Que seja um amor maduro, que proclama seguro:
Eu sei quem sou! Eu sei quem quero ser!
* * *
Que eu leve o amor... À minha família.
Onde houver ódio em minha família, que eu leve o amor...
Que eu seja a luz, mesmo que pequenina,
a iluminar a escuridão dos dias difíceis em meu lar.
Que eu leve o amor aos que sofrem em silêncio
e não querem falar de suas mazelas.
Que minhas preces e meu sorriso os guarde em paz...
Que eu leve o amor quando seja ofendido, maltratado,
menosprezado, esquecido.
Que eu lembre de oferecer a outra face do ensino do Cristo.
Que eu leve o amor quando meus filhos sejam ingratos.
Que minha ternura não seque tão facilmente.
Que eu leve o amor quando meus pais não me compreendam
e não sejam os pais que gostaria de ter.
Que minha compreensão desperte de seu sono e perceba
que eles buscam acertar, que buscam dar o melhor de si,
embora nem sempre tenham êxito.
São os pais que preciso.
São os pais que me amam.
Que eu leve o amor quando o romance esfriar e algumas
farpas de gelo me ferirem o coração.
São os espinhos da convivência.
Não precisam se transformar em ódio
se o amor assim desejar.
Que eu leve o amor... Aos meus inimigos.
Que eu leve o amor mesmo a quem não me tem amor.
Que eu respeite.
Que eu compreenda.
Que eu não me entregue ao ódio tão facilmente.
Que eu leve o amor aos que me querem mal,
evitando aumentar seu ódio com meu revide,
com minha altivez.
Que ore por eles.
Que lhes peça perdão em prece, mesmo muitas vezes
não recordando dos equívocos que macularam seus corações.
Que lhes mostre que ontem errei,
mas que hoje estou diferente, renovado,
disposto a reconstruir o que destruí.
Que eu leve o amor... A minha sociedade.
Que eu leve o amor aos que não conheço,
mas que fazem parte de meu mundo.
Que eu aprenda a chamá-los todos de irmãos...
Que eu leve o amor ao mundo,
perfumando a Terra com bons pensamentos,
com optimismo, com alegria.
Que eu leve o amor aos viciados em más notícias,
aos pessimistas, aos que já se entregaram à derrota.
Que meu amor os faça ver a beleza da vida,
das Leis de Deus, do mundo em progresso
gerido por Leis de amor maior.
Que eu leve o amor aos carentes,
do corpo e da alma. Que meu sorriso
seja a lembrança de que ainda há tempo
para mudar, para transformar.
Sou agente transformador.
Sou agente iluminador.
Sou instrumento da paz no mundo.
Que eu leve o amor...
segunda-feira, maio 03, 2010
Um passo a mais
Há momentos onde parece difícil prosseguir... Algo como se não mais houvesse chão para caminhar, nem palavras para falar, nem risos para compartilhar, nem amor para dar... Estes momentos, onde perdemos o contato com nós mesmos, com a fina centelha que nos banha com sua eterna amorosidade, são suficientes para que o referencial seja esquecido, colocando-nos numa redoma onde a luz parece não estar presente, pois nossos olhos estão cerrados pelos lenços úmidos da ilusão. Observando, aprendemos que um passo a mais em nossa própria direção é suficiente para recobrarmos a memória daquilo que somos, daquilo que representamos. Um passo a mais e tudo a nossa volta se transforma. A coragem é a bênção daqueles que são determinados em crescer. E quando o desejo é evoluir no amor, na criação, a oportunidade é dada, e a nós cabe usufruí-la ao máximo. Dê mais um passo, apenas um, antes de pensar em desistir.
Mistério
Todo o lugar onde uns olhos pousam, perde o seu mistério.
Porque ganha uma história, porque deixa de ser intacto…
Porque mostra um caminho, para que possa ser compreendido…
Porque se deixa vislumbrar…
Haverá vezes poucas, onde uns olhos humanos, conseguindo olhar imaculadamente…
Observem a plenitude de um mistério, suas histórias sem julgar.
Então abençoados podem ser considerados, aqueles que pelo olhar de alimento servem a alma, do néctar de luz…
Na claridade desvendada…
Porque ganha uma história, porque deixa de ser intacto…
Porque mostra um caminho, para que possa ser compreendido…
Porque se deixa vislumbrar…
Haverá vezes poucas, onde uns olhos humanos, conseguindo olhar imaculadamente…
Observem a plenitude de um mistério, suas histórias sem julgar.
Então abençoados podem ser considerados, aqueles que pelo olhar de alimento servem a alma, do néctar de luz…
Na claridade desvendada…
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