quarta-feira, abril 22, 2020

Rabi da Galileia

A cidade de Jerusalém se estendia magnífica nas montanhas, entre o Mar Mediterrâneo e o norte do Mar Morto. Era primavera e os muros que a protegiam estavam tomados por flores multicoloridas.

Nas ruas, o povo ocupava-se de seus afazeres. O burburinho incessante da população contrastava com o silêncio bucólico do deserto que a rodeava.

Contudo, naquele dia, algo estava dissonante da rotina da cidade. Um aglomerado de pessoas reunia-se em torno de uma figura peculiar, que pregava nas escadarias do templo.

Sua fala era grave. Logo se via que Ele tratava de assuntos de suma importância. Porém, Seus olhos eram ternos e transmitiam uma serenidade capaz de apaziguar os mais revoltos corações.

Aqueles que O escutavam, facilmente nEle reconheciam uma admirável fortaleza: Vinde a mim vós que estais cansados e eu vos aliviarei.

NEle encontravam respostas para as questões profundas: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. E também esperanças de dias melhores: Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.

Alguns o chamavam Rabi, palavra judaica cujo significado é professor, mestre. Outros o consideravam um agitador público, cujas ideias revolucionárias deveriam ser combatidas.

A verdade era que esse galileu, filho de um carpinteiro e de uma dona de casa, era ciente, desde a mais tenra idade, de Sua missão para com o nosso planeta.

Em torno dos trinta anos, conforme os relatos evangélicos, convocou doze companheiros para que, junto dEle, pudessem levar a mensagem consoladora de Seu Pai.

Falou com simplicidade, levou esperança aos aflitos, curou os doentes. Estendeu a mão para os marginalizados, secou lágrimas, saciou a fome do corpo e, principalmente, da alma.

Ensinou a orar de maneira a conjugarmos menos o verbo pedir e mais o agradecer: Pai nosso que estais no céu...

Aconchegou as crianças em Seu colo e orientou a que tornássemos nossos corações semelhantes aos delas, pois que, se agíssemos com a pureza e a simplicidade das criancinhas, conheceríamos o Reino dos Céus.

Ensinou a importância de não julgar. Antes, a de agir de acordo com a lei de caridade: O que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o fazeis.

Recomendou, ainda, a vigilância, para que não acabemos por sucumbir através das tentações oriundas dos vícios morais que ainda trazemos em nosso íntimo.

Doou-se inteiramente à Humanidade. Entretanto, vítima inocente do orgulho e da mesquinhez humana, foi-Lhe destinado o madeiro da cruz, que aceitou resignadamente.

Antes, todavia, deixou-nos a maior lição acerca do perdão, quando, num gesto de total doação, perdoou seus algozes: Pai, perdoai-os. Eles não sabem o que fazem.

Seu nome é Jesus Cristo. Filho de Maria e de José, filho de Deus Pai. Irmão de toda a Humanidade e de cada um em particular.

É Ele o Mestre Divino, o melhor amigo, Aquele que permanece ao nosso lado, auxiliando-nos na caminhada que nos conduz a Deus, à luz, à eterna felicidade.

Mais de dois mil anos depois, o convite se repete: Eis que estou à porta e bato.

Teremos coragem para abrir as portas de nossos corações e permitir que nele o Bondoso Amigo faça morada?

Pensemos nisso!

segunda-feira, abril 20, 2020

PASTOREIO DO TOURO

A RECUPERAÇÃO DA PUREZA ORIGINAL

Nos dez quadros do pastoreio do touro, o mestre zen Kaku-as Shi-em na dinastia Sung, ilustrou as etapas da doutrina zen. Ali está o homem, dividido em personalidade e espírito, esquecido da pureza original, lutando contra tudo, incapaz de distinguir entre a falsidade e a verdade. Mas, ao prestar atenção àquilo que o rodeia, percebe, através dos sentidos, a verdadeira natureza das coisas, eliminando toda noção de ganho e perda, de claro e escuro. Enfim, a dualidade desaparece quando se recupera a natureza original.

    PROCURANDO O TOURO  
  Descrição: Descrição: Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEWuuKhxDSeysQFVaRr-F48wnasRyLlqavMdDIuJzzpCS9ZlA20Bo-V83xdEK8nmHF1ssscFn-5x8NyD5DzfatTK7grJs183JrdmPik6_JaOQBUFXaI4jD8SMoX-VpHYjK_WDJAg/s400/AA.jpg

O touro, na realidade, nunca foi perdido. Então, por que procurá-lo? Tendo dado as costas à sua verdadeira natureza, o homem não pode vê-lo. Por causa de suas ilusões, ele perdeu o touro de vista. Repentinamente, se acha confrontado por um labirinto de encruzilhadas. Desejos de ganhos e medos de perdas sobem como chamas; ideias de certo e errado aparecem como punhais.

“Desolado através da floresta, com medo, nas selvas, ele procura o touro e não encontra. Para lá e para cá, grandes rios sem nome; nas profundezas dos ermos das montanhas ele segue muitas veredas. Cansado de coração e corpo, continua sua busca por aquilo que não pode ainda encontrar. De tardinha, ouve as cigarras cantando nas árvores.”


ENCONTRANDO A PISTA
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Através dos sutras e ensinamentos, ele vislumbra as pegadas do touro. Foi informado que, assim como diferentes vasos (de ouro) são todos basicamente do mesmo ouro, assim também cada coisa é uma manifestação do próprio ser. Mas ainda é incapaz de distinguir o bem do mal, a verdade da falsidade. Não entrou ainda pelo portão, mas vê, numa tentativa, a pista do touro.

“Inumeráveis pegadas ele viu na floresta e nas margens das águas. Não é aquilo que ele vê adiante, mato amassado? Mesmo nas mais profundas grutas ou nos mais altos picos, não pode ser escondido o nariz do touro que alcança para os céus nas alturas.”

 PRIMEIRO VISLUMBRE DO TOURO
Descrição: Descrição: Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfO_2Qy13oL4LTjoqwtwzvd26VskMpVHJ982EeXpMcVgqOjOYsy-tlig5reeS9DttR0oC-fv05-v0pGwiZBrN8-fN6QMn-z2ANkfPQTqX4lEJ4C83u95RMVZWhnd8ZMdxJ__KvKA/s400/CC.jpg

Se ele somente escutar os sons de cada pegada, virá à realização e, naquele instante, verá a própria origem. Os seis sentidos não são diferentes desta verdadeira origem. Em todas as actividades a origem está manifestamente presente. E análoga ao sal na água, à liga na tinta. Quando a visão interna está correctamente focada, realiza-se, que o que é visto é idêntico à origem.

“Canta o rouxinol num galho o sol brilha nos salgueiros que ondulam; ali está o touro, onde poderia esconder-se? A esplêndida cabeça, os majestosos chifres, que artista pode retratá-lo?”

SEGURANDO O TOURO
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Hoje ele encontrou o touro que estava vadiando pelos campos selvagens. E verdadeiramente o pegou. Por tanto tempo se comprazeu nestes arredores que quebrar seus velhos hábitos não é fácil. Continua querendo o capim cheiroso, está ainda indócil e teimoso. Para domesticá-lo, completamente, o homem deve usar o chicote.

“Ele deve segurar firmemente a corda e não soltar agora ele corre para as terras altas agora demora-se nas ravinas enevoadas.”

DOMESTICANDO O TOURO    

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Com o nascimento de um pensamento, outro e outro mais nascem também. A iluminação traz à realização, pois estes pensamentos são irreais, já que não surgem de nossa verdadeira natureza. Somente porque a ilusão permanece, são os pensamentos tidos como reais. Este estado de ilusão não se origina no mundo objectivo, mas em nossas próprias mentes.

“Ele deve segurar o touro com força pela corda do nariz e não permitir que vague sem cuidado. Ele se torna limpo e claro. Sem cabrestos, segue o dono por sua própria vontade.”

INDO PARA CASA MONTADO NO TOURODescrição: Descrição: Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8NAKXQeJEFLqs6mFRKSk-fnKk0JV142E1WscGbp0JotTtPmhYOBKNseWvWqT44pSYB3zetTy_gQCybJt7MpE2MJvYuhGgqc_08EQTVgsubMENCRR167OmHErrZlIx7v1fBMbngA/s320/FF.jpg

A luta acabou, “ganho e perda” não mais afectam. Ele murmura canções rústicas dos montanheses e toca as cantigas simples da meninada da aldeia. Montado no lombo do touro, olha serenamente as nuvens que passam. Sua cabeça não se vira (na direcção das tentações). Tente-se, como quiser, aborrecê-lo, e ele permanece imperturbável.

“Usando um grande chapéu de palha e capa, montado e tão livre quanto o ar, ele alegremente vem para a casa através das neblinas do entardecer. Aonde quer que vá, cria a brisa fresca, enquanto que no coração prevalece a profunda tranquilidade. O touro não requer nem um talo de capim.”

O TOURO ESQUECIDO, O EU SOZINHODescrição: Descrição: Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPFIcM8rSF_i8uxH0lc_b3F2rMwe2JtzYumQSvAbZrioS7kML4MtGX0xeZR5Av-OZ-FrRDLGteC843zYOXWl0aPgVgYHD0vi8ONspLgU4UOp94IMkB_BBGFVr0ZYcxwM1OS6adNA/s320/GG.jpg

No dharma não há duas coisas. O touro e sua natureza original. Isso ele reconhece agora. A armadilha não é mais necessária quando o coelho foi capturado, a rede se torna inútil quando o peixe foi apanhado. Como o ouro separado da escória, como a Lua que apareceu entre as nuvens, um raio de luz brilha eternamente.

“Somente com o touro ele pode chegar a casa mas agora o touro desapareceu e só e sereno senta o homem. O sol vermelho passa alto no céu enquanto ele sonha placidamente. Lá em baixo do telhado de sapé jazem, sem uso, chicote e corda.”

O TOURO E O EU SÃO ESQUECIDOSDescrição: Descrição: Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPirtztB7LyV4NQ1-muZOpFc9AuQiXnfKSUpZ9HCedSn2noqz1jOn2Ud5KebwigSN878q3-kXmR2HN2Qe0YjKgi8rsoIHnrcIxeJhkwn4jVgulX6eF_BjF1h2zW6ShP2nHJMnsHQ/s320/HH.jpg

Sumiram todos os sentimentos ilusórios e desaparecidas estão também as ideias de santidade. Ele não se demora (no estado de “eu sou um Buda”) e passa rápido (pelo estado de “e agora me livrei do orgulhoso sentimento de ser”) para não Buda. Mesmo os mil olhos (dos quinhentos Budas e patriarcas) não podem discernir nele qualquer qualidade específica. Se centenas de pássaros jogassem flores por sua casa, ele só se sentiria envergonhado.

“Chicote, corda, touro e homem pertencem igualmente ao vazio. Tão vasto e infinito é o céu azul que não há conceitos que o alcancem. Sobre o fogo flamejante o floco de neve se funde. Quando este estado é realizado chega finalmente a compreensão do espírito dos antigos patriarcas.”

   VOLTANDO A ORIGEM
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Desde o começo, nunca houve nem um grão de poeira (para bloquear a pureza intrínseca). Ele observa o crescer e decrescer das coisas do mundo, enquanto permanece sem esforço, num estado de tranquilidade inalterável. Isto (o crescer e decrescer) não é ilusório nem fantasmagórico (mas a manifestação da origem). Por que, então, é preciso lutar por algum objectivo? As águas são azuis e as montanhas verdes. A sós, consigo mesmo, ele observa o mudar sem fim das coisas.

“Ele voltou à origem, retornou à fonte primeira. mas seus passos foram em vão. E como se agora estivesse surdo e cego. Sentado em sua palhoça, não procura coisas de fora; fluem de si mesmas as águas correntes, flores vermelhas desabrocham naturalmente vermelhas.

ENTRANDO NA PRAÇA DO MERCADODescrição: Descrição: Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhO0aQb9_bJG6DaYqCVOqYBDb8MLNeBXs7reWgxxtIyDQBlCjg2coT5A9K5Vsqn_q94a_MiykEUlziEwef-lwPq5pnFy7HZscLn2C95vYw6zs75HCWjrdz0IiJ1mz3qRyc1MlIKag/s320/JJ.jpg


O portão de sua palhoça está fechado. Nem o mais sábio pode encontrá-lo. O seu panorama mental finalmente desapareceu. Ele vai no seu próprio caminho, não fazendo tentativa alguma de seguir os passos dos antigos mestres. Carregando uma garrafa, passeia pelo mercado; apoiado num bordão, volta para casa. Conduz os donos de botequins e peixarias ao caminho de Buda.

“De peito nu e descalço, dá entrada no mercado enlameado e coberto de poeira; como sorri amplamente sem recorrer a poderes especiais faz com que as árvores ressequidas floresçam novamente.”


FONTE: ZEN-BUDISMO. Planeta especial. N. 188-A.
Os dez quadros do pastoreio do touro dizem respeito ao nosso desenvolvimento interior e possui também um significado mais amplo, pois neles se manifesta a busca da própria humanidade. Podemos também associar os quadros ao mito do filho pródigo do cristianismo. O filho pródigo “tendo dado as costas a sua verdadeira natureza”, se perde tal como o pastoreio do touro e perambula pelo mundo buscando a felicidade para, enfim, voltar e encontrá-la na casa do pai.
Os quadros representam nossa própria busca interior, pois todos temos que enfrentar nossos inimigos, que são as recordações, os hábitos e as repetições. É preciso que estejamos atentos a esses círculos viciosos e cansativos cujo peso impede que encontremos a paz e o repouso.

Dharma

NÃO HÁ NADA QUE TU POSSAS FAZER, PELAS COISAS QUE NÃO PODEM SER FEITAS

domingo, abril 19, 2020

todos iremos passar

Sim, todos sem excepção iremos passar, afinal resta quando muito a questão da forma que o iremos vivenciar... talvez por aí o possamos minimamente precaver ou até... e provavelmente até não...

segunda-feira, dezembro 16, 2019

Conexão

Dentro de todo o Ser Humano existe um portal, que pode ser entendido como um acesso ou uma conexão com o Divino, por onde o Divino recolhe os frutos de uma experiência existencial, de uma centelha divina sobre o plano da matéria. (todos nós)

Esta via de comunicação não é de sentido único como tantas vezes ensinado, mas antes uma ligação activa e bipolarizada onde as experiências, vivências e sentidos do Ser Humano chegam como uma extensão do Divino, de forma a possibilitar o equilíbrio e a harmonia entre todos os elementos, inclusive a sobre a matéria e sobre o Ser Humano se processar. 

É assim que a natureza e nós parte integrante da natureza somos afinados, por esta via do que sentimos e como escolhemos sentir.

É consequentemente importante o controle sobre a oportunidade de fazer de nós, uma experiência o mais genuína possível do que percepcionamos que o divino É. 

Não só o divino toca os humanos, como os humanos tocam o divino. O canal é a existência, a tua vida. Vê o que queres, como queres com a tua vida, para que o fluxo do divino em ti seja suave, e não algo que percepciones como imposto para teu bem superior. 

Graças a Deus.

Se cada um de nós pegasse no tipo de amor que nutre por seus entes queridos exclusivamente e o ampliasse por todo o mundo, o mundo sim, estaria a salvo.

Bem hajam!

sexta-feira, novembro 08, 2019

VOCÊ NÃO ESTÁ A MORRER - É A RESSONÂNCIA SHUMANN

“As mudanças no campo magnético estão afrouxando os blocos de memória e estamos elevando nossa consciência a uma verdade maior. O véu está se levantando. As cortinas estão se abrindo.”

Ao mesmo tempo, uma explosão na frequência das frequências magnéticas da Terra pode empurrar quaisquer bloqueios energéticos no campo áurico …

Explosões de frequências mais altas são boas para limpar o campo áurico do humano…

A explicação espiritual e metafísica de elevar a frequência do corpo físico é quanto maior a frequência, a realidade será menos densa que o humano estará experimentando.

O objectivo é transformar a realidade densa e controladora que estamos experimentando de uma maneira que unifica a humanidade em uma consciência superior baseada no amor enquanto ainda existe no corpo físico.

Isso só pode ser alcançado liberando-se os bloqueios energéticos do passado e da infância que mantêm o indivíduo preso na criação de uma ilusão recorrente de densidade e desconforto na realidade física.

Se a pessoa elevou sua consciência o suficiente para perceber que algo está acontecendo e é capaz de ter uma mente aberta e um coração aberto, então começará a absorver essas frequências tanto quanto a sua mente e espírito permitirem. Absorver essas frequências faz com que a água no corpo comece a vibrar na frequência do pico. Isso pode causar muitos sintomas desconfortáveis, mas no final é também um testemunho de que algo está realmente acontecendo em nosso planeta e em nossa consciência.

Alguns dos sintomas mais comuns desses picos na frequência electromagnética são:

– Ondas de calor – quando o corpo vibra mais rápido, gera calor
– Visão embaçada
– Vertigem
– Batimentos cardíacos irregulares
– Dores inexplicáveis que podem demorar a ser reconhecidas ou podem misteriosamente ir e vir
– Zumbido em um ou ambos os ouvidos. Frequências agudas, tons harmónicos, e / ou às vezes temporariamente ensurdecedores
– Desequilíbrio de humor, assim como bloqueios emocionais surgem para ser resolvidos
– Fadiga extrema ou explosões extremas de energia dependendo do tipo de frequência experimentada e como o indivíduo está lidando com isso
– Muita intuição, uma sensação de saber ou lembrar as coisas que guiarão você através das dificuldades e aumentará as habilidades do sexto sentido (além do tato, paladar, audição e visão)
– Náusea
– Problemas semelhantes a gripe
– Problemas com as vísceras
– Extrema fome ou falta de fome – diferente do habitual
– Ansiedade e aumento do modo de luta ou fuga no corpo

Tudo isso pode fazer você sentir-se como se estivesse morrer. . Na verdade, o seu corpo está se aclimatando…

Se uma pessoa está completamente inconsciente e não é um ser compassivo, (ou não é um ser humano) então essas frequências vão irritar e atrapalhar e provavelmente não serão integradas. Assim, esse tipo de pessoa permanecerá em baixa frequência e não se beneficiará das ondas de energia que entram.

Infelizmente algumas pessoas não estão lidando bem com isso fisicamente … Certamente não há nenhum julgamento nisso, já que algumas pessoas não escolheram passar por essa mudança de frequência ou simplesmente não tinham energia suficiente para lidar com isso, e decidem até desencarnar…. 

Elas simplesmente se movem para outra frequência fora das restrições do corpo físico e vão para onde precisam para continuar sua jornada.

terça-feira, setembro 17, 2019

Até já amiga e Mestre...

Ontem partiste, foste enfim de volta para casa. 

Por aqui onde ainda permaneço deixaste tudo que foste para os que te conheceram. 

Deixaste muito, e partiste para o continuar da tua senda, deste testemunho de amor e de tolerância. 

Iniciaste uma família Reikiana na pura tradição do Mestre Usui e acompanhaste amorosamente todos que formaste com paciência e entusiasmo. 

Serás sempre para os que te conheceram uma fonte de inspiração. 

Deus te abençoe e o descanso merecido te seja justamente atribuído. 

Obrigado por tua amizade e bem querer inigualável. 

Minha estrela da sorte, agora estrela do céu...


terça-feira, setembro 10, 2019

Onde chegamos

Algumas notícias nos fazem cogitar de que estamos vivendo dentro de filmes de ficção científica.

Poderíamos até nos perguntarmos: Qual o limite do homem? Qual o limite da tecnologia? Se algo pode ser pensado, será que um dia não poderá ser realizado?

Em pleno ano de 2019 foram testadas as primeiras próteses controladas pelo pensamento.

Um consórcio de engenheiros, neurocientistas e clínicos de um projeto financiado pela União Europeia, conseguiu inovar, de forma surpreendente, nessa tecnologia revolucionária.

A equipe apresentou o primeiro protótipo e os primeiros testes realizados em um paciente. Trata-se de uma prótese de mão que também poderá fornecer à pessoa sensações naturais de toque e movimento.

Isso não é incrível? Percebamos o bem que o conhecimento aplicado com fins nobres pode realizar.

Por outro lado, temos posições não tão benéficas.

Todos que lidamos com dispositivos eletrônicos como computadores, smartphones, tablets etc, temos enfrentado ameaças constantes. São os malwares.

Hostil, intrusivo e intencionalmente prejudicial, o malware ou software malicioso, invade, danifica ou desabilita computadores, sistemas de computador, redes e dispositivos móveis.

Esse intruso geralmente assume o controle das operações desses aparelhos, podendo extrair informações e destruir sua estrutura interna.

Os chamados Cavalos de Tróia, por exemplo, trazem programas que aparentam ser legítimos, mas que escondem alguma espécie de código que possibilita o cometimento de atividades prejudiciais aos usuários.

Alguns criminosos chegam a pedir resgate on- line pelas informações que, dessa forma, usurparam de organizações e usuários.

Outros fazem o mal pelo prazer de prejudicar apenas...

Leis específicas tiveram que ser criadas para tipificar tais crimes, que podem levar a grandes desastres.

Assim, podemos refletir sobre o mal que o conhecimento aplicado com fins mesquinhos pode realizar.

É de nos questionarmos: Onde chegamos? Em que ponto estamos da evolução humana?

Tanta inteligência, tanta criatividade, mas ainda utilizadas de formas tão distintas! O bem e o mal como as escolhas de sempre.

Allan Kardec, na obra fundamental do Espiritismo, O livro dos Espíritos, indagou à Espiritualidade o porquê de povos mais esclarecidos serem, por vezes, os mais pervertidos.

A resposta obtida foi de que o progresso completo é o alvo a atingir. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não tenham desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a se equilibrar.

Percebamos o detalhe: duas forças que só com o tempo chegam a se equilibrar.

Esse é o equilíbrio que devemos buscar, trazendo o senso moral para os mesmos patamares da inteligência. E é a partir desse ponto que construiremos nossa verdadeira felicidade.

Pensemos a respeito e comecemos hoje nossa proposta de melhoria moral.

segunda-feira, julho 29, 2019

Falando ao oceano...

Algumas folhas de papel, caídas sobre a areia de uma praia pouco visitada, traziam as seguintes linhas:

Quando abraço o oceano com o olhar, volto a questionar milhões de coisas, tantas quanto as ondas que ganham a areia.

Volto a questionar: Como alguém pode sentir-se só na presença do mar? Na presença desta brisa incessante? Na companhia deste perfume raro?!

Como ainda posso me sentir só, sabendo que os braços do invisível me abraçam, que aqueles que partiram continuam existindo, e que todos nós, sem exceção, somos amados por alguém!? Como ainda posso me sentir só?

Talvez seja porque eu me isole do mundo, e seja exigente demais com as pessoas. Pode ser isso.

Talvez seja porque eu não permita que os outros conheçam minha vida, meus sonhos, minhas dificuldades. Acho que há um pouco de orgulho nisso.

Quem sabe seja porque eu procure a solidão, e não ela que me persiga, como eu imaginava.

É... Talvez eu precise conversar mais com as pessoas, me interessar mais por suas vidas, ouvir.

Há tempos que não ouço alguém; um desconhecido relatando os acontecimentos corriqueiros do dia a dia; um colega de trabalho falando das peripécias de seus filhos.

Meus irmãos: há tempos não converso com eles sobre assuntos profundos, como planos para o futuro, lembranças boas do passado.

É curioso, pois lembro-me de que há algumas semanas ouvi uma mensagem de cinco minutos, num programa de rádio, que falava sobre isso, sobre como as pessoas se isolam umas das outras, e do quanto isto é prejudicial para a saúde mental e física, já que uma é consequência da outra.

O locutor dizia que quem ama não se sente só, pois está sempre se doando, se envolvendo com os corações mais próximos, na intenção de ajudar.

Dizia ainda que, quando nos sentimos úteis, e concluímos que muitos dependem de nossa dedicação, de nosso amor, também esquecemos da solidão.

Acredito que ele tenha razão, pois lembro que naquele dia fui visitar uns tios que não via há muito tempo, e aquela visita fez-me tão bem!

Falamos de assuntos comuns, como notícias de televisão, notícias da família, mas ao final saí de lá menos tenso, menos preocupado com a solidão.

Abracei minha tia, e a ouvi dizer, por entre lágrimas discretas: Gostamos muito de você, viu? Venha mais vezes! Não é sempre que recebemos visitas!

Ela está certa. Não é sempre que recebemos visitas, pois não é sempre que visitamos os outros, creio eu.

Naquela tarde, vi que poderia ser útil em pequenas coisas, e que aquilo me afastava um pouco da solidão.

Dentro do carro, voltando para casa, observando o movimento intenso nas ruas, lembro de fazer estas mesmas perguntas: como pode alguém sentir-se só na presença de tanta gente, de tanta vida!?

Quantos desses corações esperam apenas por uma visita? E quantos deles estão dispostos a fazer uma?

E aqui está você, amigo oceano, à minha frente, ouvindo todas estas minhas divagações. Acho que foi sua presença, rei das águas, que me ajudou a entender melhor o que se passa em meu íntimo.

Agradeço profundamente por sua companhia, por conseguir me ouvir, e por me dizer, mesmo sem falar, que o que preciso fazer é visitar mais o coração de meu próximo.

Muito obrigado.

sexta-feira, julho 19, 2019

Baleias ou sereias?

Estamos vivendo a época do culto ao corpo. Naturalmente que cuidar desse precioso instrumento de trabalho é muito importante.

Contudo, criou-se a ideia de que as pessoas precisam ter corpos esculturais.

Cresce o número de escolas para modelos e muitas adolescentes sonham em se tornar top model. Em serem ricas e famosas.

Nas lojas, encontram-se manequins que se direccionam para esse segmento de mercado, em número expressivo.

As academias anunciam fórmulas diversas para se atingir o objectivo de um corpo perfeito.

Medicamentos, drogas são receitadas e utilizadas para se conseguir o efeito almejado.

A propósito, lemos que uma determinada academia, colocou, no início do verão, um outdoor com o seguinte apelo:

Neste verão, você quer ser sereia ou baleia?

Uma mulher dirigiu à academia a seguinte resposta:

Ontem vi um outdoor da academia, com a foto de uma moça escultural, de biquíni, e a frase: “Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou baleia?”

Respondo que as baleias sempre estão cercadas de amigos.

Elas engravidam e têm filhotinhos fofos. Elas amamentam.

Nadam por aí, cortando os mares e conhecendo lugares maravilhosos como as baías de gelo da Antárctida, ou os recifes de coral da Polinésia.

Baleias esguicham água e brincam bastante. Baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados.

Baleias são lindas e amadas.

E quanto às sereias? Bom, sereias não existem. Se existissem, viveriam em crise.

Elas não têm filhos, pois matam os homens que se encantam com sua beleza e sua melodia.

São lindas, mas tristes e solitárias.

*   *   *

A resposta encaminhada nos leva a refletir em como temos dado excessiva ênfase ao corpo.

Ênfase que se reflete na sociedade, de um modo geral.

Tanta que, por vezes, pessoas com maior peso têm dificuldades para entrar em determinados lugares, para se sentar em bancos pequenos, estreitos.

É claro que o descuido com o corpo gera uma série de inconvenientes, de enfermidades.

Não menos o exagero que leva as pessoas a não se alimentarem, a desenvolverem fobias por gramas a mais, a padecerem de bulimia.

E em tudo isso temos esquecido de algo muito importante: o ser que habita o corpo é mais importante do que o corpo.

Assim, nem tanto ao mar, nem tanto à Terra, como diz a sabedoria popular.

Mais adequada está determinada marca de produto que, no verão, aproveitou para divulgar que o sol, o mar e a praia são para todas as mulheres.

Mesmo aquelas que não têm um corpo escultural.

Assim, preservar-se, alimentar-se de forma adequada, exercitar-se. Tudo muito bom.

Mas, sem exageros, a fim de que não se caia no desleixo ou no excesso de cuidados.

E, mais que tudo, recordar que é preciso cultuar valores imperecíveis, que não acabam com o corpo.

Uma pessoa é amada e tem valor real não pelo peso de seu corpo, pela forma harmoniosa ou não, mas pelo seu conteúdo.

Conteúdo que não perece com os anos, não enruga, não envelhece.

Conteúdo que se traduz em saber granjear amigos, manter a família, produzir para o benefício de todos.

Assim, sejamos sábios e aproveitemos o que há de bom na sereia e na baleia.

Cuidado exterior, sim. Beleza interior, também.

E, por fim, lembremos que somos seres imortais, destinados à perfeição.

Hoje, somos humanos. Amanhã, seremos anjos, benfeitores dessa e de outras Humanidades, espalhadas por esse imenso Universo de Deus.

quinta-feira, junho 06, 2019

Para vc pensar...

A principal causa do medo é a morte. A vida pode terminar a qualquer momento devido a qualquer motivo. A morte é a causa de todos os tipos de medo na vida. É por isso que nos identificamos ou nos conectamos com coisas diferentes do lado de fora. Dá uma sensação de protecção. Apenas pessoas com medo anexar com as coisas e outros povos. Nossa identificação com o corpo é o começo do medo. Se você quer viver uma vida destemida, quebre sua identidade com este corpo. A vida não é apenas corpo, a vida é antes e depois do corpo também. Perceba esse mistério. Quem é Você ! 

quarta-feira, junho 05, 2019

“Mergulhe em si mesmo” – por Mahatma Gandhi

Temos medo de estarmos connosco, mergulharmos em nosso interior. O silêncio e sua prática nos leva a esta possibilidade de encontro profundo e revitalizador.

Com o silêncio, encontramos a paz e o amor incondicional vem com toda a força transformadora. O amor é a força mais sutil do mundo. O mundo está farto de ódio. É é este ódio irracional e distante da força criadora que destrói, corrompe e ensurdece a humanidade.

Pare! Recomece! Reprograme-se… O silêncio pode ser o ponto chave desta nova caminhada. Pratique-o diariamente e transforme um pouco nosso mundo. Ouça-se.

Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo. Você tem que ser o espelho da mudança que está propondo. Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim.

Pratique diariamente o silêncio da paz. Respire profundamente algumas vezes. Inspire e sopre lentamente até ir relaxando e mergulhando dentro de si mesmo. Feche os olhos e silencie seus medos, preocupações e ansiedades diárias, por alguns momentos. Dê a chance à sua paz e a paz do mundo.

Faça a sua parte, se doe sem medo. O que importa mesmo é o que você é… Mesmo que outras pessoas não se importem. Atitudes simples podem melhorar sua vida.

Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados. Espalhe esta ideia.

Transforme o mundo, a partir de você. Seja a mudança que você deseja para o mundo.

Mahatma Gandhi


sexta-feira, maio 31, 2019

Inoperância cívica e social

Desde que me recordo na assim denominada democracia, em sociedade existe todo um esforço pedagógico para educar os cidadãos de forma a estes constituírem uma sociedade justa, esclarecida, fraterna e evoluída.

Sendo a governação de uma sociedade, um modelo que se pretende implementar em que cidadãos participem activamente, verifica-se contrariamente que são os actores políticos do governo um repetido exemplo de agentes da mesquinhice que afasta o cidadão da vida política activa, sentindo-se um marginalizado ou cidadão de inferior categoria social. 

Considerando esta introdução, faz sentido uma reflexão sobre o tema, utilizando um simples e compreensível exemplo, e multiplicar por a quase totalidade das atitudes prepotentes de dirigentes nos diversos meios, escolas, hospitais, empresas, etc.

“Numa determinada cidade, há imenso tempo se sofre a falta de um edifício especializado para uma certa função. 

Com uma plena consciência desta necessidade junto do comum cidadão dessa cidade, finalmente o governo consegue reunir consenso a vários níveis para ser lançada mediante concurso a obra, para benefício de todos.

Passaram-se 3 anos desde que a obra foi lançada.

Mais de duas centenas de almas das mais diversas especialidades, operam dia após dia, fazendo sol ou chuva, almoçando juntos entre os tijolos enquanto o edifício toma lentamente forma. Mais de um milhar de dias em que muitos pernoitaram na obra, riram, choraram, foram dias passados vendo a obra crescer e envelhecendo junto com ela. 

Desses trabalhadores responsáveis por a materialização desse edifício, entre alguns acidentes ligeiros fica registada inclusive a trágica morte de um trabalhador que sucumbiu no cumprimento da sua missão cívica: trabalhar de manhã à noite para no erigir desse edifício que das suas mãos brotou, em consequência levar o sustento familiar ao final do dia para casa.

Ao final de cerca de três anos de intensas histórias de duas centenas de pessoas, de toda essa carga emocional humana, fica como testemunho, como assinatura, um magnifico edifício construído, que irá ser finalmente de grande utilidade para todos cidadãos.

Passaram-se três anos e o edifício pronto é marcada a inauguração.

É dia de festa na cidade, anunciado feriado municipal, vem convidados de fora, a frente do edifício é engalanada, as ruas coloridas com decorações, o governante local e sua comitiva escolhida de gente bem vestida e de alto gabarito, comparece para perante os média, perante o rádio, jornalistas e televisão cortar a fita e quebrar a garrafa de champanhe. 

Toda esta festa inaugural, continua dentro do edifício com um maravilhoso almoço, para essa diminuta comitiva onde se seguem os discursos e as fotografias, os louvores e os aplausos.

Entretanto, onde estão as duas centenas de trabalhadores nesta inauguração? 

Nem um foi convidado! 

A elegante placa dourada na entrada do edifício, menciona um nome que nem um prego colocou no edifício, não de algum trabalhador, nem tão pouco daquele que na obra perdeu tragicamente a vida pelo edifício. 

Nas fotografias institucionais aparecem muitos estranhos engalanados, mas nenhum dos trabalhadores foi convidado, para nenhum dos momentos inaugurais do edifício, nem ele nem ninguém de sua família, nem a viúva do trabalhador que perdeu a vida a trabalhar.

Este é o ilógico deste modo de reconhecer as pessoas válidas e verdadeiros intervenientes de uma sociedade em construção. 

A mensagem pedagógica que passa, só acentua divórcio entre o povo e as classes governativas.

Como é possível os governos esquecerem os governados?!

Esquecer que sem povo para governar a sua existência é uma falácia e os seus feitos uma mentira.

Haja vergonha, e dê-se o mérito inclusivo a quem merece, quando merece!

O desprezo que os poderosos sentem pelos mais desfavorecidos, é o reconhecimento de sua própria vergonha.