terça-feira, outubro 31, 2023
sábado, outubro 14, 2023
Somos uma estrela
Deus é Luz, afirma o Evangelista João. Portanto, criados pela Luz, impregnados da Sua imagem e semelhança, somos luz. E o que nos compete é iluminar. Iluminar nossa mente, nosso coração. Tornarmo-nos um ser de luz. Brilhar.
Há os que brilham nos palcos, de forma momentânea, recebendo os aplausos do mundo. Muitos deles, parecem fogo fátuo, chamas rápidas que são ofuscadas pelo brilho de quem os sucede, nas apresentações.
Há os que brilham na intelectualidade, demonstrando a grandiosidade dos seus conhecimentos.
Há os que brilham na arte, legando-nos obras de incomparável beleza. E nos extasiamos com as melodias que compõem, com os versos que elaboram, com a voz que nos embala, nas canções harmoniosas.
Cada um faz a sua parte. Exatamente como, nos imensos céus, cintilam as estrelas e cada uma com seu brilho específico por ele se permite identificar pelos astrônomos, por aqueles que mantêm os olhos fixos nesse imenso e ainda tão desconhecido Universo. Brilhemos, então. Brilhemos na comunidade, onde a miséria faz morada, levando o necessário para o momento e oferecendo oportunidades de erguimento para quem pensa que deve, apenas, sobreviver.
Brilhemos, auxiliando-os a idealizar, a sonhar, a perseguir seus anseios, para igualmente fazerem luz ao seu redor. Muitas luzes juntas produzem uma apoteose, que maravilha. E que espanca as trevas que teimam reinar.
Brilhemos, diminuindo a dor no mundo. Poderá ser o secar de uma simples lágrima de uma única pessoa.
Nosso sol, estrela de quinta grandeza, jamais se envergonha por não dispor da grandiosidade de outros sóis, maiores e mais potentes. Ele se apresenta, todos os dias, radiante, quente, benéfico. Brilha. Nunca deixa de brilhar.
Brilhemos também, com nossa pequena ou grande luz. Somos uma estrela escondida num corpo. Estar vivo na carne é uma ventura inigualável. Nem podemos imaginar quantos gostariam de estar em nosso lugar, usufruindo das bênçãos deste planeta, mesmo que o qualifiquemos de provas e expiações. Viver é um hino de bênçãos. Brilhemos, oferecendo a canção de esperança, neste momento de gemidos e de lágrimas.
Não aguardemos realizar grandes e heroicos feitos. Os heróis que reverenciamos, simplesmente agiram, realizando o que se fazia necessário, num momento preciso. Não imaginaram que seriam honrados por isso. Foram impelidos à ação por sua vontade e seu desejo de servir. Eis o que nos compete. Fazer o que seja necessário, onde nos encontremos.
Já sorrimos hoje? Cumprimentamos nosso vizinho? Agradecemos o empregado do mercado por seu trabalho?
Oferecemos uma prece, uma vibração de paz a quem padece num leito de dor?
Enviamos uma mensagem de carinho a um amigo?
Brilhemos. Esta é a nossa missão. Brilhar até alcançar a glória solar, engrandecendo a vida. Descubramos, em cada recanto, a presença do Criador, nos convidando a brilhar. De uma chama bruxuleante, pequenina, tornemo-nos uma potência de luz, brilhando de contínuo.
O mundo necessita do nosso brilho. E nosso destino final é nos tornarmos um ser de luz, semelhante ao Pai. Brilhemos!
sábado, setembro 23, 2023
Amor cósmico...
"O que induz os humanos em erro é que as consequências das suas maneiras de pensar e de agir não são imediatas. Quando eles se deixam levar pela desordem interior ou cometem atos repreensíveis, não se abatem logo sobre as suas cabeças grandes catástrofes e eles sentem-se como antes. Por vezes, até se sentem melhor.
Porque é que o Senhor dispôs as coisas assim? Para dar ao ser humano tempo e possibilidades de reparar, de se corrigir. Em vez de o desancar imediatamente, o amor cósmico concede-lhe um crédito para ele remediar e restabelecer tudo. Se transgredirdes certas regras da vida social, na contabilidade, por exemplo, o fisco não virá inspecionar imediatamente; será meses ou anos mais tarde que vos pedirão contas, e até irdes a julgamento podereis reparar os erros cometidos. Sucede o mesmo na vida interior. Esta possibilidade de rever e de corrigir que foi concedida ao homem é um aspeto do amor cósmico."
terça-feira, setembro 12, 2023
domingo, setembro 03, 2023
Pérolas de Sabedoria
"Se existissem laboratórios equipados com aparelhos suficientemente aperfeiçoados, poder-se-ia verificar que certas emanações fluídicas dos humanos são capazes de asfixiar pequenos animais. E também se constataria o inverso: que as emanações de um ser espiritual são benéficas para todas as criaturas. A presença de um tal ser, desinteressado e pleno de amor, age favoravelmente sobre aqueles que o rodeiam. Até os espíritos que deixaram o mundo terreno vêm junto dele para se alimentarem das suas emanações, pois ele venceu as fraquezas humanas e só pensa em espalhar a paz e a luz em seu redor. É graças a tais seres que a atmosfera da Terra ainda não se tornou completamente irrespirável. "
sábado, agosto 12, 2023
segunda-feira, julho 24, 2023
Que liberdade é essa?
Você só é livre quando faz o que não quer.
O pensamento é do filósofo alemão Immanuel Kant, um dos principais pensadores do Iluminismo.
Ao reler a frase: Você só é livre quando faz o que não quer, podemos argumentar se não seria exatamente o oposto. Liberdade não seria fazer o que se quer, quando se quer, do jeito que se deseja?
Está aí uma grande diferença de entendimento e uma prova de nossa imaturidade moral. Para entender o ponto de vista do filósofo, lembremos a citação do Apóstolo Paulo:
Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas não deixarei que nada me domine. Chegamos ao ponto fundamental trazido por Kant e por Paulo de Tarso: a liberdade está em ser dono de si mesmo e não escravo dos seus desejos, vícios ou qualquer outra influencia externa. Fazer o que se quer é ser escravo do desejo. Por isso, não se poderia falar em liberdade nesse contexto. A liberdade verdadeira só pode ser trazida pela autonomia, pela inteligência, pelo uso correto da vontade, como essa força que nos permite avaliar a conveniência dos desejos. É justamente o que Paulo de Tarso alerta: Nem tudo me convém.
Assim, se a vontade, se o livre-arbítrio se sobrepuserem aos desejos para os avaliar, julgar, escolher melhor, então, seremos realmente livres. É o ser assumindo o controle de seus desejos e não mais sendo controlado por eles. Eis a liberdade conforme Kant. A visão do pensador faz muito sentido.
Quando o homem passa a dominar seus instintos e os faz trabalhar em seu favor, pelo bom uso da inteligência, ele passa a ter maior domínio sobre si mesmo. Quando o homem consegue controlar suas paixões, domando esses corcéis poderosos e fazendo-os bons condutores de sua vontade, conquista o seu mundo íntimo. Assim, muitas vezes, fazer o que não se quer é fazer o que se deve. É estar apto a assumir o controle das situações com maturidade, sem se deixar levar ao sabor das emoções do momento.
Educar-se. Educar seus instintos. Essa é uma das funções da encarnação em um planeta ainda inferior. Nele, a vinculação com a matéria nos coloca em experiências educativas, que promovem justamente esse desafio. A alma imatura ainda sonha com a liberdade de fazer o que quer, sem responsabilidade, sem pensar em consequências, simplesmente atendendo aos impulsos passageiros. Parece belo. Parece liberdade. Parece viver. Mas, não é.
Deixar-se guiar por instintos é voltar à condição primitiva. Já vivenciamos isso, já estamos mais adiante. Reflita com cuidado sobre essa ideia: Você só será livre quando fizer o que não quer.
O que ela representa? De que ciladas do caminho esse pensamento pode preservar você?
Ao invés de pensar no imediato, no que dá mais prazer agora, que tal pensar mais no que é melhor para você?
Nem sempre o que é melhor para você poderá lhe trazer prazer, num primeiro momento. Pense grande. Pense maior. Pense como alma imortal que você é, estagiando, outra vez, neste abençoado planeta chamado Terra. Nosso lar. Nossa escola.
sábado, julho 08, 2023
Omraam Mikhaël Aïvanhov
Por isso, apesar de tudo, é uma grande superioridade da parte dos ocidentais não aceitarem as desgraças dos outros sem nada fazerem. Isso é visível: quando há fomes, epidemias, inundações, tremores de terra, imediatamente eles organizam socorros, o que é magnífico!"
sexta-feira, junho 16, 2023
Ouve
Ouve.
Ouve o sussurro reconfortante
Do vento nos ramos do salgueiro.
Ouve os estalos d’água da fonte solitária
Vertendo pureza e servindo sem o saber.
Escuta o recital da asa branca
Profundo e rouco atrás de um par que a aceite.
Escuta o canto simples das cigarras
Ecoando na floresta em noites de verão.
Percebe o bater transparente das asas do beija-flor
Frenéticas, quase oitenta vezes, num único segundo.
Percebe o rufar do trovão à distância
Anunciando novo movimento na sinfonia do céu.
Descobre a complexa canção das baleias
Correndo grandes distâncias na imensidão marinha.
Observa a areia regendo as vagas no calar da noite
Nenhum compasso se repete. Uma pauta sem fim.
Ouve o coração acelerado
De quem acabou de voltar ao mundo
Na ânsia de ser mais.
Ouve!
A música do Grande Compositor está em todo lugar.
Desperta e ouve!
Mas, ouve com atenção
Pois, a voz da beleza - falava um grande sábio
A voz da beleza fala baixo…
Andrey Cechelero
Camille Flammarion, importante astrônomo e pesquisador psíquico francês, assim se expressou, com propriedade:
Em todas as províncias da vida, a mão do Criador inteligente e previdente se revela aos olhos que sabem verdadeiramente ver. E sempre que a dúvida nos perturbe, nada melhor se nos impõe que o estudo acurado da natureza, porquanto todos os que tiverem consigo o sentimento do belo e verdadeiro, ante o espetáculo maravilhoso da Criação, logo terão dissipadas as nuvens, qual floração de luz. A natureza tem harmonias para a alma, tem quadros para o pensamento, tem tesouros para as ambições do Espírito e ternuras para as aspirações do coração.
Sim, ela os tem, porque não nos é estranha. Somos um com ela.
Fazemos parte da grandiosidade do Universo. Somos parte dessa natureza encantadora que cada dia nos surpreende com suas habilidades, perfeições e mistérios. Precisamos aprender a nos conectar melhor com tudo isso.
A vida moderna nos privou do contato mais constante com os outros seres vivos. O verde passou a ser visto enquadrado em poucas paredes, quando nos permitimos construir janelas. Areia, relva, pássaros passaram a ser atrações eventuais e não mais convívios diários. A beleza continua atuante ao nosso redor, por vezes, praticamente gritando: Estou aqui. Mas, não temos tempo, não temos ânimo e nem interesse.
Curioso ver o ser humano doente, agoniado, ansioso, inseguro, com o remédio claramente ao seu lado...
A conexão com Deus através da natureza tem poder terapêutico. A natureza nos acalma, nos ensina sobre a paciência, nos dá lições de persistência. Desenvolve na alma a empatia, a sensibilidade e tantas e tantas outras virtudes. Que possamos nos permitir mais momentos de vida na natureza. Que, assim como outros bons hábitos diários, acrescentemos os momentos de contemplação, a visita e os cuidados com um jardim, namorar o canto de alguns pássaros...
Percebamos esta vida maior que nos envolve. Percebamos o quão grande e bela é a Criação Divina e que fazemos parte dela com muita honra e alegria.
sábado, junho 10, 2023
O 'Relógio do Juízo Final' está a 90 segundos da catástrofe global
"Os anais da Ciência Iniciática relatam que já desapareceram muitas humanidades e que, entre elas, algumas tinham uma cultura muito mais avançada do que a nossa. Desapareceram devido às tendências da natureza inferior, que levam os seres a quererem dominar e subjugar tudo pela violência. Ora, nas sociedades atuais, estas tendências manifestam-se cada vez mais, o que é um péssimo presságio para o futuro da nossa humanidade.
Por isso, é urgente que os humanos aprendam a pôr os impulsos da sua natureza inferior ao serviço da sua natureza superior. Senão, a Inteligência Cósmica, que vive na eternidade, não se preocupará com mais uma humanidade ou menos uma humanidade. Já desapareceram tantas outras que, se esta também desaparecer e por culpa própria, isso não a perturbará muito: com alguns indivíduos que ficarem, ela preparará uma nova. Compete-nos a nós não nos destruirmos. Se fizermos tudo o que concorre para sermos destruídos, a Inteligência Cósmica ficará impassível e deixar-nos-á fazê-lo."
sexta-feira, abril 14, 2023
Omraam Mikhaël Aïvanhov
"Quem se obstina em lutar sozinho contra os seus instintos, a única coisa que consegue é enfraquecer-se. Sim, porque estará a obstinar-se contra si próprio, e essa divisão torna-o ainda mais vulnerável. É muito perigoso uma pessoa lutar contra si própria: não só não vence verdadeiramente o inimigo interno, como ainda acaba por desagregar-se.
As morais e as religiões que estão sempre a pregar a luta obstinada contra o mal não conhecem a verdadeira psicologia. É preciso aprender a vencer, sim, mas sem lutar. Como? Pedindo a outras forças em vós que lutem em vosso lugar, e essas só podem ser forças luminosas que alimentais graças ao vosso amor por tudo o que é belo, grande, divino. Em vez de atacardes diretamente os instintos e serdes derrotados ou ficardes recalcados, fazeis-lhes oposição com forças luminosas, que os neutralizarão muito naturalmente. "
domingo, março 26, 2023
Ninguém deveria receber esta medalha
Marilyn Wills deixou sua mesa e foi para a sala de conferências, naquela manhã. Enquanto pensava em como seria demorada a reunião, houve uma grande explosão, que atingiu a parede atrás dela. Ela olhou para cima e viu uma bola de fogo.
A força da explosão a jogou do outro lado da sala. Havia fumaça. Pessoas gritavam. De joelhos, gatinhou, procurando chegar na porta mais próxima. Estava muito quente. Isso significava fogo do outro lado. Então, com os joelhos ensanguentados, foi rastejando através do fumo, para o outro lado, com a manga do suéter na boca, para respirar. Alguém agarrou a parte de trás de sua calça. Era uma mulher que trabalhava em seu escritório.
A tenente-coronel Wills ofereceu a outra manga do suéter para ela. Depois para um soldado e outro oficial.
Ela começou a rezar: Senhor, me tire daqui.
Lembrou das duas filhas. Não quero morrer, Senhor.
Viu um pequeno raio de luz e rastejou para lá.
Um soldado atirou uma impressora ou algo parecido contra aquela janela. Sem resultado. As janelas do Pentágono são feitas para não serem quebradas. Alguém arrancou freneticamente a moldura da janela. E a corajosa mulher foi ajudando os companheiros a sair. Quando finalmente ela saiu, perdeu a consciência e acordou dois dias depois no hospital. Inalara muito fumo e apresentava queimaduras.
Foi presenteada com a Medalha do Soldado, por seu heroísmo, durante esse ataque de 11 de setembro de 2001. Pelos ferimentos sofridos, ela recebeu, mais tarde, o Coração Púrpura, condecoração oferecida a soldados feridos ou mortos, durante o serviço militar. Numa entrevista disse a corajosa mulher: Ninguém deveria receber um Coração Púrpura.
Imaginamos porque ela teria assim se expressado. E nos demos conta: ninguém deveria ser ferido ou morto em combate. Isso significaria abolir a guerra, os conflitos armados, as ações terroristas. Isso significaria colocar em prática o Amai-vos uns aos outros. Perdoai os vossos inimigos.
Lições que atravessaram milênios mas ainda não alcançaram os nossos corações, porque não aderimos a essas convocações. Em plena transição planetária, enquanto as ciências e as artes encantam sempre mais o mundo, continuamos a nos agredir. Agressões no estreito círculo familiar, agressões na escola, no trabalho.
Parece que não aprendemos que a violência não é má somente quando nos atinge ou a quem amamos. Então, erguemos a bandeira branca, gritando por paz.
Mas a paz começa em nós, em nossa intimidade, sufocando o orgulho, a sede de poder, de mando e comando. Aprendei de mim, disse o Sábio Galileu, que sou manso e humilde de coração e encontrareis repouso para as vossas almas.
A tenente-coronel retornou ao trabalho, apenas onze dias depois dos ferimentos sofridos. Manteiga de cacau nas cicatrizes, confiança em Deus e vontade de auxiliar companheiros e famílias dos mortos a fizeram superar a grave crise. Tudo servindo-se da sua compaixão e do mestrado em aconselhamento psicológico.
Ela acredita que a superação ao ataque é difícil para todos.
Porém, agradece por ter sobrevivido e poder auxiliar.
Uma bela lição.
segunda-feira, março 13, 2023
quarta-feira, março 01, 2023
terça-feira, janeiro 31, 2023
Omrram
"Estamos a chegar ao fim da era dos Peixes para entrarmos na do Aquário, na qual ocorrerão grandes mudanças. Todavia, não se deve crer que toda a humanidade vai transformar-se subitamente. O que muda para todos são as possibilidades.
Do Aquário afluem correntes novas, mas só aqueles que se esforçarem por se harmonizar com essas correntes é que se transformarão. O Céu enviar-nos-á ondas, mas não nos imporá a sabedoria. Estamos a entrar na época do Aquário, mas aqueles que nada fizerem para beneficiar das suas influências, nada receberão. Por todo o lado se ouve dizer: «A era do Aquário, a era do Aquário...». Muito bem! Mas, se quereis entrar verdadeiramente na era do Aquário, deveis preparar-vos para aceitar as novas ideias que ela traz: as ideias de fraternidade, de universalidade."
"Se quiserdes que o Céu se aperceba da vossa existência, que ele comece a apoiar-vos, a ajudar-vos, devereis tornar-vos ricos. «Mas como é que havemos de tornar-nos ricos?», perguntareis. Ah! Tereis de trabalhar para adquirir ouro. No simbolismo iniciático, o ouro representa a inteligência, a sabedoria. Com esse ouro, compram-se qualidades e virtudes, que se manifestam por projeções de luzes e de cores. Atraídas por esse brilho que avistam de longe, as entidades celestes aproximam-se. Portanto, para atrairmos a atenção de todas as criaturas angélicas que podem ocupar-se de nós, temos de ser ricos. Quando tiverdes obtido a sua amizade e a sua proteção, elas encarregar-se-ão de vos dar tudo aquilo de que necessitais. "
domingo, janeiro 15, 2023
quinta-feira, janeiro 05, 2023
A CHAVE ESSENCIAL para resolver os problemas da existência
Parte do Cap. XIII - A Individualidade repara os desequilíbrios provocados pela personalidade - Págs. 157 a 160
Portanto, durante o quinto exercício de ginástica, podeis aperceber-vos de que, quando as pernas se deslocam, a metade superior do corpo não fica rígida, e é isso que vos mantém em equilíbrio. Há tantas lições que podemos tirar daqui! Mas, na vida, os humanos não
estão habituados a ver verdadeiramente as coisas, observam-nas sem as ver, não captam o seu sentido profundo, classificam-nas numa gaveta e continuam na sua vida vulgar. Tomemos o caso de um marido que quer introduzir alterações na sua vida, nas suas relações com a mulher ou com os filhos: antes de se decidir, ele deve consultar a natureza superior, senão corre o risco de provocar muitos transtornos, que não tinha previsto. Tenho visto muitas pessoas tomarem decisões sem consultarem ninguém, sem preverem nada, sem estudarem que remédios aplicar para evitar tragédias!
Sempre que se decide uma mudança sem prever as suas consequências, ocorrem repercussões lamentáveis. Tudo reside na capacidade de previsão.
Uma pequenina inovação num dado domínio acarreta, por vezes, alterações extraordinárias em todos os outros: económico, político, científico, técnico, religioso, etc. Basta tomarmos como exemplo o automóvel. Todos os domínios da vida foram completamente transformados com a sua invenção: não só o ritmo da vida quotidiana, mas também as serviços, os negócios, o direito, o trabalho e até as férias; para não falar da higiene coletiva, com a questão da poluição das cidades. Também no domínio da saúde, penso que numerosas doenças do coração ou certas anomalias psíquicas se devem ao automóvel, embora as pessoas não se apercebam disso. E que mudanças houve nos lares e nas famílias!... Por vezes, até um casamento depende de um automóvel: ou não se compra nenhum... ou compram-se dois! E quantas ligações ou ruturas ocorrem porque se tem esta ou aquela marca de automóvel!...
O que é, então, a personalidade? É o movimento que se produz na natureza inferior. Por isso, se o homem não apela à individualidade para preservar o equilíbrio, é vítima de toda a espécie de acidentes e de infelicidades. E é o que acontece todos os dias. Vê-se cada vez mais pessoas desequilibradas, desorientadas, porque deram uma prioridade absoluta à natureza inferior, aos prazeres, aos caprichos, aos apetites, às cobiças, e depois veem-se envolvidas em aborrecimentos incríveis. Um homem instala-se num restaurante e manda vir os pratos mais caros sem ver os preços. No fim, quando lhe trazem a conta, é uma soma astronómica! Como ele não tem com que pagar, levam-no para a esquadra da polícia! É esta – simbolicamente – a situação daqueles que só escutam a sua personalidade.
Caros irmãos e irmãs, se aceitardes ter em consideração estas grandes verdades, escapareis a muitos aborrecimentos. Percebereis em que situação vos encontrais, em que é que vos enganastes e como, doravante, podeis ver com clareza e refazer a vossa existência. Isto vale milhões! Mas, infelizmente, entre os três ou quatro conselhos catastróficos que a personalidade vos dá, está o de vos agarrardes firmemente às vossas preocupações e aos vossos problemas, mesmo quando vindes aqui, ao Paraíso. E para que é que ela vos aconselha isso? Para vos impedir de aprender, porque ela sabe que, quando houver luz em vós, será obrigada a zarpar e não tem interesse em que o homem saia da sua ignorância. Há tantos de vós que eu vejo chegar aqui com os seus fardos, os seus pesos! Eu digo-lhes: «Deixai-os à porta! Entrai, aprendei todas estas verdades, e depois, quando fordes embora, pegai neles novamente, se isso vos dá prazer.» Mas não, eles agarram-se aos seus fardos, não querem separar-se deles de forma nenhuma! E é por isso que alguns – eu vejo bem isso – nunca poderão progredir. E nem sequer se apercebem de que é a personalidade que os influencia. Mas atenção, ela tem outras manigâncias, que ainda não conheceis... Por exemplo, recorre também a esta linguagem:
«Meu velho, tu és pó e em pó te tornarás. Então, que ideia é a tua?
Deves ser sensato, razoável, e agir em conformidade com tudo o que é aceite pela maioria. Não há outro caminho.» Portanto, ela convence os homens de que eles não podem sair da sua mediocridade. E sabeis como é que eles reagem?... Como uma galinha hipnotizada: traçaram à volta dela um círculo de giz para lhe fazer crer que não pode sair dali, e ela não sai. O homem é, na verdade, como uma destas galinhas; a personalidade está sempre a repetir-lhe: «Tu és limitado, és mortal, não deves ir mais longe. Deves reduzir as tuas ambições, permanecer dentro dos teus limites...», e então ele, coitado, fica enfeitiçado, não consegue avançar... Até que, finalmente, chega a individualidade, que lhe diz: «Mas isso é um simples risco de giz! Tu és livre, podes passar, avança!». Ele experimenta... e apercebe-se de que é verdade. Deveis escutar a individualidade, pois ela não vos impõe limites, encoraja-vos sempre: «Avança, tu és capaz, tens força, podes ir até ao infinito!»
Portanto, por hoje, fixai estas duas armadilhas da personalidade e, de agora em diante, não vos deixeis influenciar quando fordes assaltados por preocupações e receios. Isso pode acontecer-vos mesmo estando vós nesta Escola Divina, mas a vossa atenção não deve concentrar-se nesses estados negativos; senão, como quereis que o lado divino se infiltre em vós? Muitas vezes, as pessoas vêm aqui e não compreendem nada, quando é tudo tão fácil de compreender! Elas barram o seu próprio caminho. É preciso instruir os humanos para que eles deixem de se sentir continuamente limitados.
Posso revelar-vos ainda muitas coisas sobre a personalidade, as suas manigâncias, as suas artimanhas, os seus ardis, nos quais caís todos os dias por falta de conhecimento. Confiaram-me precisamente este papel de vos esclarecer sobre a realidade das coisas para vos ajudar a fazer grandes progressos; mas vós ficais agarrados aos vossos velhos preconceitos. Se eu não conseguir ajudar-vos com a luz deste Ensinamento, quem vos ajudará? Direis: «Deus nosso Senhor.» Está bem, mas ficai a saber que Deus nosso Senhor não se ocupa muito destes detalhes e tem mais que fazer do que pensar em cada um de nós. Por isso, Ele deixa-nos um pouco e confia-nos a outros, seus servidores, que nós devemos escutar. E, se não os escutarmos, que quereis que Ele faça? Sim, pensai em todas as guerras, em todas as doenças, em todos os acidentes que ocorrem... Porque é que o Senhor ainda não veio livrar-nos disto? Eu não quero dizer que Ele não nos ajuda. Não! Mas o que pode Ele fazer se nós estivermos fechados?
Tomai como exemplo o Sol: ele é muito poderoso, faz girar todos os planetas, é ele que os impele e os vivifica. No entanto, se não abrirdes a cortina do vosso quarto, apesar de toda a sua potência, ele não consegue entrar. Muitas vezes, as pessoas deixam a cortina corrida e dizem: «Entra, entra, meu caro Sol, estou a convidar-te.» E ele responde: «Não posso. – Porquê? – A cortina!»
Então, aqueles que me compreenderam abrirão a cortina, o Sol entrará e a luz inundá-los-á. O Sol é um símbolo do Senhor. Claro que o Senhor é omnipotente, Ele faz mover todo o Universo, mas, quando se trata de abrir uma cortina, Ele não consegue, cabe-nos a nós fazê-lo para que Ele entre.
Há pessoas muito cristãs, muito crentes, que se entregam sempre nas mãos de Deus. Mas, então, porque é que Ele as deixa estar constantemente em apuros? Porque elas não sabem fazer o que é necessário para atrair as bênçãos. Elas pensam que basta lançar-lhe um engodo, tal como se convida para jantar uma personalidade de alto nível para depois se conseguir obter, por seu intermédio, uma autorização ou um favor. Muitas pessoas pensam que podem agir do mesmo modo com o Senhor. Não podem convidá-LO para jantar, mas prometem que Lhe acenderão uma vela. Como se se comprasse o Senhor com uma vela! Podemos obter os seus favores, sim, mas de outra maneira: é preciso conhecer a sua natureza, conseguir descobrir os seus gostos (porque é que o Senhor não haveria de ter certos gostos?) e conseguir agradar-Lhe. Então, Ele atenderá imediatamente os vossos pedidos.
Eu conheço um dos seus gostos. Ele aprecia imenso uma qualidade, que é o reconhecimento: perante um ser reconhecido, Ele cede imediatamente. É como um pai; um pai não pede nada ao seu filho, dá-lhe tudo sem esperar qualquer retribuição, mas há uma coisa que o torna feliz: é simplesmente que o filho reconheça a sua bondade e a sua generosidade; senão, embora não chegue ao ponto de ficar furioso, sente-se um pouco contrariado. O Senhor é assim: Ele não necessita de nada, tem tudo, mas gosta de ver que os seus filhos reconhecem que Ele é um bom pai.
E eu conheço ainda um outro gosto do Senhor: Ele gosta que se aja de maneira impessoal. Quando um ser Lhe dá tudo e se consagra a Ele, dizendo: «Senhor, tudo o que eu possuo Te pertence; dispõe disso conforme entenderes!», o Senhor capitula. Mas, se O ameaçardes de que não voltareis à igreja se Ele não fizer com que a vossa mulher morra para poderdes casar com outra... Estais admirados? Se soubésseis quantas orações deste género são recebidas no Céu! «Senhor, faz com que o meu marido morra para eu poder casar com o meu amante.» Pois bem, o Céu nem sequer os ouve. Há muitos, muitos, que pedem dinheiro, carros, bens materiais, e então, lá em cima, eles dizem (eu ouvi-os!): «Ora esta! Só há pedidos interesseiros! Nós estamos sobrecarregados, extenuados, com todas estas cartas que pedem dinheiro, prazeres, mulheres, filhos, diplomas... Vão ter de esperar, pois não podemos examinar todo este correio.» Mas, quando eles encontram algum pedido para servir o Senhor… Ah, é tão raro haver uma carta assim, que eles ficam logo maravilhados e apressam-se a satisfazê-lo.
Como vedes, eu estou bem informado! Se não acreditais em mim, ide verificar. Vereis que eles vos dirão: «Nós nunca satisfazemos os pedidos interesseiros, porque estamos absolutamente invadidos por papelada desse tipo.» Com efeito, o que são os pensamentos?
Eles também são cartas... Mas não podemos esquecer-nos de pôr um selo, senão não somos atendidos. E o selo, claro, é simbólico!
Cabe-vos a vós descobrir que selo é esse.
Le Bonfin, 8 de agosto de 1972
terça-feira, dezembro 13, 2022
Tempos do mundo, tempo de Deus
Sem dúvida, há na Terra a mais variada gama de pessoas, abraçando ideias, propostas e objetivos diferenciados. Sintonizamos, cada um de nós, em um tempo próprio, coerente com os valores e ideais que agasalhamos na intimidade com uns ou com outros.
Há cientistas aplicando seu intelecto, capacidades e recursos, a fim de desenvolver aparatos bélicos e armas de destruição em massa. Ao mesmo tempo, encontramos outros que se aplicam no desenvolvimento de vacinas, na busca da cura de doenças.
Há filósofos e escritores que, através de seus textos, provocam a discórdia, a desavença, fomentam os antagonismos, exacerbam os preconceitos. Porém, há outros que utilizam sua inspiração e imaginação para propor reflexões oportunas, trazendo compreensão, empatia e entendimento mútuo em seus textos e falas.
Encontramos líderes políticos desvirtuados em suas obrigações públicas, preocupados apenas com interesses mesquinhos e enriquecimento próprio. No entanto, encontramos, também, aqueles que se servem do cargo político para concretizar ideais pelo bem comum, servindo à população com dignidade e honra.
Cada um na exata sintonia do seu próprio tempo. Outros, ainda, sintonizam apenas o tempo do mundo, do imediato, do agora. Creem que devem se servir do mundo a fim de atingir seus ideais egoístas e exclusivos. Muito embora carreguem um cabedal intelectual respeitável, trazem no seu íntimo uma visão estreita da vida e do mundo.
Felizmente, existem aqueles que sintonizam com o tempo de Deus. Esses produzem e oferecem ao mundo valores nobres, que vencem os interesses imediatistas. Conseguem perceber que viver no mundo é doar-se e contribuir para que a vida seja melhor e mais justa.
Será que educamos nossos filhos para serem vencedores, campeões, os melhores a qualquer preço? Ou, ao educá-los, nos preocupamos em falar de empatia, respeito, que se sensibilizem com as dores e carências alheias, entendendo que esses valores são eternos e compatíveis com o tempo de Deus?
No trato com nossos vizinhos, no trânsito, no transporte público, como temos nos comportado? Somos guiados pela indiferença, pelo descomprometimento com o coletivo, com as regras e leis postas para a ordem geral? Ou entendemos que viver coletivamente é obedecer regras, leis, sabendo que nosso direito deve respeitar os limites do direito do outro?
Importante refletirmos sobre o tempo em que situamos nosso coração. Embora tenhamos compromissos e obrigações com o tempo do mundo e com as necessidades imediatas, partiremos daqui, algum dia. E então, nos restará apenas aquilo que investimos no tempo de Deus, que transcende as preocupações imediatas e valem pelo todo.
pelo Espírito Camilo, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter
terça-feira, novembro 29, 2022
a voz interior
"Se estivésseis mais atentos, se tivésseis maior discernimento, sentiríeis que, antes de cada empreendimento importante (uma viagem, um trabalho, uma decisão a tomar), há uma voz interior que vos aconselha. Mas vós não prestais atenção, porque preferis a algazarra e as tempestades. Para que escutásseis o ser que vos fala, era preciso que ele fizesse muito barulho. Como ele fala baixinho, não o ouvis.
No entanto, deveis saber que, quando os seres superiores vos falam, apenas vos dizem algumas palavras numa voz quase imperceptível. Quando, por vossa culpa, vos acontece alguma infelicidade, por vezes dizeis: «Sim, claro, havia qualquer coisa que me avisava, mas tão baixinho, tão baixinho...» Não ouvistes porque preferistes seguir as vozes que vos falavam muito e muito alto, para vos induzirem em erro."
sexta-feira, novembro 25, 2022
Fundadores de reinos
Existiu na Mesopotâmia, um reino. Localizado em rota estratégica, era um importante e próspero lugar, centro de comércio e comunicações. Chamava-se Mari e era diferente de todos os demais reinos da Antiguidade. Seu rei não usava espada. Ao contrário, ele estendia a mão em sinal de bênção e paz. Um estranho mundo, com certeza, onde predominava o amor e a bondade, em meio aos ferozes domínios que o cercavam.
Mais impressionante do que esse reino, que foi destruído em 1742 a.C., um outro foi fundado, mais justo e mais fascinante. Seu fundador foi um jovem carpinteiro. Ele o proclamou num sábado, numa cidade quase insignificante, chamada Nazaré. Naquele dia, judeus ansiosos pela salvação de Israel ocupavam a sinagoga. O Carpinteiro passou entre eles e se sentou.Sua túnica brilhava, causando assombro entre os presentes. Como podia brilhar tanto? Quando lhe permitiram falar, levantou-se, tomou nas mãos o rolo da Torá e o abriu, nos escritos de Isaías. Com voz serena, leu:
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Enviou-me para proclamar a libertação dos cativos e a restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável ao senhor.
Concluindo a leitura, fechou o livro, e tornou a se sentar. Ele estendeu o olhar por todos os presentes, e afirmou:
Hoje se cumprem estas palavras do profeta.
De início, houve um grande silêncio. Depois, se manifestaram alguns gestos de impaciência. Os protestos se fizeram mais fortes, abafando a voz calma, que falava de um reino de amor e de justiça. A multidão avançou para Ele, O agarrou e arrastou para fora. Levaram-nO para o alto de um monte, desejando precipitá-lO dali para baixo, entre rochas pontiagudas e muitas pedras. Ele, no entanto, desembaraçou-se, tranquilamente, daqueles punhos de ferro e desceu a encosta, rumo à cidade. E foi para outras bandas pregar o Seu reino.
* * *
Um reino. Quem pode fundar um reino?
Em verdade, qualquer um de nós pode fundar um reino porque cada homem tem o poder de criar o que quiser. O reino terá as características que desejarmos. Pode ser um reino de guerra ou de paz, de amor ou de ódio, como o fizermos. Por isso, ainda hoje, na Terra, se multiplicam os reinos da mentira, da violência, da maldade, da subjugação do outro. Podemos fundar o reino da descrença, um reino árido, estreito e seco. Um reino sem luz, que não consegue estabelecer fronteiras muito além de si mesmo. Ou o reino da injustiça, da ganância, um reino de intrigas e abusos de toda ordem. No entanto, podemos aderir ao reino proclamado há dois mil anos e fundar, onde nos encontrarmos, o nosso reino. Um reino de paciência, que suporta as tolices dos demais e apenas esclarece, desejando fazer luz. Um reino de amor, que ampara o próximo, que admira a natureza e a protege, que zela pelo bem-estar do outro. Um reino de concórdia, de entendimento, o reino de Deus. O local, todos o temos, enorme, inigualável, o nosso coração
domingo, novembro 13, 2022
terça-feira, novembro 08, 2022
sábado, novembro 05, 2022
Antes de mergulhar no corpo
Antes de mergulhar no corpo de carne, para uma nova encarnação, você fez alguns pedidos. Rogou aos benfeitores do seu destino as oportunidades de crescimento mediante a redenção pessoal.
Após meditação necessária e aconselhamento valoroso, reconheceu as suas principais deficiências, entendendo a necessidade de programas iluminativos na nova prova terrena. Por mais que você possa se surpreender agora, naqueles momentos preparatórios, suplicou pela presença da aflição, vez que outra; da enfermidade, periodicamente; dos testemunhos morais frequentes, para que a sua consciência lembrasse do quanto é frágil a vida física. Você está mergulhado num mundo que busca o prazer a todo custo e que tem medo da dor. Porém, naqueles momentos que antecederam a sua vinda, você entendia o quanto a dor é professora eficiente e necessária. Em algum momento, inclusive, enquanto tudo buscava planejar, os seus mentores chegaram a aconselhar que dispensasse algumas cargas, que poderiam ser difíceis demais. No entanto, você, cheio de boa vontade, de coragem exemplar, antevendo o futuro feliz que o aguardaria, após a vitória, se manteve firme nas propostas iniciais de se redimir de muitas coisas.
Assim, você foi devidamente preparado. Teve a contribuição de Espíritos nobres, que lhe trouxeram palavras de incentivo e lhe ofereceriam ajuda, a qualquer momento, durante a vida na Terra. Alguns deles se propuseram a vir como pais. Outros, como amigos, companheiros de lutas. Alguns, permanecendo na pátria espiritual, para a inspiração de bons pensamentos, consolo em instantes graves, nunca o deixando sozinho. Então, você mergulhou na névoa carnal, entre alegrias e promessas, como um grande candidato ao triunfo.
E aqui está você, instalado na escola terrestre, enfrentando os mil desafios que sabia iria encontrar. Está, como se diz, no olho do furacão, tendo que lidar com inúmeras questões da vida, da sua e da dos seus, pois outras tantas dificuldades estão na vida de relação dos que estão à sua volta. Pois bem, tudo faz parte do que foi anteriormente traçado. Aí estão todas as matérias das variadas provas da escola terrena.
Respire fundo e não reclame de forma alguma. Siga adiante, recordando que tudo faz parte do planejamento prévio que fez. E que você tem todas as condições de sair vitorioso. Lembre de quantos participaram dessa sua investida de luz, dos que planejaram com você e dos que estão aqui, ao seu lado, contribuindo para que tudo dê certo. Não deixe de contar com os amigos espirituais, sempre dispostos a auxiliar, com conselhos, consolo. Ou até mesmo para secar suas lágrimas, nos instantes mais graves.
Pela meditação, pela oração e pelo estudo, conecte-se a eles, sintonize com a lucidez dos dias que antecederam a sua vinda a este planeta. Retome a coragem, retome a força de vontade, por mais machucado que esteja. Feridas e arranhões se curam com o tempo, e passam a ser traços luminosos em nossa história imortal.
segunda-feira, outubro 17, 2022
mundo divino...
No estágio de vida material, o estágio de vida predominante na condição humana, nós vivemos com uma ação/noção muito limitada e condicionada, sobre o trajeto das nossas ações, mais vivendo sujeitos às leis do karma, consequentemente mais envolvidos nos confrontos de suas dinâmicas, mais agindo em consequência destes confrontos, sem grande previsão dos acontecimentos, que qualquer outra coisa. Todas as mudanças de paradigma, seja em que área de nossa vida for são extremamente difíceis, porque não se tem um vislumbre lucido de sua ação, sendo que grande parte dessas aprendizagens são creditadas por resultados muitas vezes laterais e não diretos. E desta dinâmica… desde que se tem memória e segundo algumas revelações até em próximas vidas. Basicamente evoluímos como resultado de interações sem uma consciência dinâmica da ação direta, mais por ação da reflexão e ponderação da relação causa e seu efeito. (observação estática)
No reino dos anjos, onde a presença da dinâmica espiritual ganha uma consciência superior às limitações da matéria, inicia-se a possibilidade de um vislumbre mais completo destas dinâmicas de um ponto de vista de rumo, ou seja, de onde se vem para onde se vai. A razão direta das ações, o porquê de cada coisa na hora e com isso o reforço do autoconhecimento aumentado enormemente. O autoconhecimento e seu envolvimento evolutivo ultrapassa o conhecimento da mecânica do karma e do darma, consequentemente ainda que não possa alterar o curso das dinâmicas de forma direta, o observador tem uma experiência mais completa da origem dos acontecimentos e das consequências de suas ações. É capacitada a consciência a auxiliar o candidato a compreender os processos e a ultrapassar os obstáculos, de forma muito mais assertiva e previsível. Daí a tradição do hábito de muitas culturas em muitas eras, em solicitar auxílio na ajuda de tomada de decisão em momentos decisivos às entidades angélicas, em que um conselho de maior sabedoria haveria de concorrer para o favorecimento de um melhor resultado, de uma maior sabedoria e a salvaguarda de uma maior justiça.
Na dimensão Divina, hierarquicamente acima do mundo angélico, somente no Reino de Deus ou no mundo supra angélico, existe o poder de alterar o curso destes acontecimentos de forma direta e por iniciativa própria. Somente a consciência Divina ou forças por ela emantadas se entenderem que é necessário a obtenção de determinados fenómenos de forma a obter determinados resultados, tem força hierárquica sobre a natureza dos mundos materiais e imateriais, alterando-lhes os eventos de forma que entender apropriada, sobrepondo-se à natureza e às leis da Roda de Samsara.
É razoável depreender que aos humanos não é de menor importância a consideração destas forças de grandeza para si incompreensíveis, e que desde que à registos na história, sempre souberam cultuar com respeito e temor.


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