segunda-feira, novembro 20, 2006

Küllinger

Sorriso que revelas no rosto a criança em ti. A dormência do mal… Tem borboletas em baixo e águias nas alturas. São duas, um casal, rodopiam nos ares brincam no circuito imaginário do etéreo. A vida encheu-se de ar puro e não tarda a revolução dos elementos. Já dentro acontece, nas entrelinhas da existência. Já tem quem a intua, está meio marginalizado, incompatibilizou-se por consequência. Anda nos disfarces mas não é policia, no teatro mas não é actor. É mais a barriga dum prazer inconfesso. A solidez do bom senso flutuou para fora de mim. Não tem estático aqui para que agarre, é assim… Gelatinoso, informe, mutante, o dia e a noite que assisto vigilada pelas estrelas. Pela estrela mãe, que encontro pela brecha da clarabóia. Agarro as orações que desfiz, certezas e disciplinas, alquimias… Vou de encontro ao abismo que me conserva, sem medo… Sempre só, rodeado de mil quimeras…. Inconstante e paralisado de amor, … Frémito viciado de ternuras e enlaces que desprezo…. Tanto como anseio… Trouxeste-me a luz, claridade à razão. Das trevas vesti as saudades…. Não mais temi o que abominei Sempre soube que era um dentro de ti Apenas mais um nervo palpitante Que se escoou num murmúrio de vento…. Deixas-me só, saudade, amante… E as amarras intensificam-se A eternidade está aqui a um passo Um passo de gigante Um gigante de vento… Um lamento de um ventre… O azul do teu céu agonia-me de doçuras… Sempre foste a minha eleição, afinal…. Segue teu caminho como eu sigo o meu… Quem sabe o que restará no final. Quando o inicio se desconheceu.

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