segunda-feira, janeiro 25, 2010

O Haiti não é aqui?


A pós-tragédia que se abateu sob o Haiti sob muitas formas, é uma fracção real do que a uma certa altura, poderá acontecer a qualquer nação do Planeta.

Assistir ao desenrolar desta tragédia, dia após dia, pela desenvolvida cobertura jornalística, até invasiva, reportando imagens e sons, retratando em tempo muitas vezes real o que se passa nesse País, retrata mais que exactamente o que se irá repetir em qualquer ponto deste Planeta em circunstancias idênticas, com especial incidência nos grandes centros urbanos, especialmente as cidades.

Pela concentração de pessoas, pela concentração dos recursos, da construção, não se pode escamotear que cada cidade construída segundo os actuais padrões, em caso de situações como esta, em caso de calamidades, é uma verdadeira bomba relógio. Tudo nestas circunstâncias potencializa o tipo de calamidade o que se verifica neste momento no Haiti.

As pilhagens, as violações, o número de vítimas, a outrora concentração de recursos rapidamente transformada em concentrada falta destes, a súbita exposição de vítimas fáceis e fragilizadas, iniciando nas crianças, nas mulheres, nos idosos e nos feridos, tudo isso sobrecarregado da excitação primária da violência e da ausência de controlo e policiamento em conformidade…

De um aviso real se trata. Eis que se mostra bem dentro de todos os televisores de todo mundo, de muitos lares, em todos os canais, o que em qualquer instante estará acontecendo à tua volta, não à distância de milhares de kms., mas à distância … quiçá… de 10 metros? de 1 metro?... de 1 cm?

Não se trata de profetizar desgraças, mas de realisticamente abordar segundo o método científico, aquele que é aceite por praticamente todos, o que acontecerá se formos alvo de um acontecimento destes, que segundo as estatísticas, nem seria assim tão impossível.

Como iríamos gerir esses momentos que visualizamos na TV, em que o povo haitiano literalmente mata por um saco de bolachas?.... Acharia que agiria diferentemente por ser de raça diferente? Por ter um curso superior? Meu amigo, que adiantará!

O que nos mostra esta calamidade, é que o cosmos tem uma planificação em que o comprimento do tempo grosseiramente figurando, tem uma graduação algo diferente da maneira de como nós humanos regemos o comprimento do nosso tempo, das nossas vidas. Como se nós o fizéssemos em milímetros e o cosmos trata-se destes assuntos graduando os eventos em metros…

Contrariamente à prática comum, devemos planificar a vida cada vez mais tendo em vista cinco ou mais gerações… devemos reflectir mais nas implicações óbvias de nossa forma de viver e consumir.

Devemos ainda estar prontos para enfrentar um cenário como este que acontece no Haiti, de um momento para o outro, de uma forma realista.

Que cada um, encontre em si mesmo a disponibilidade que achar necessária, para que sobre si mesmo, a Paz seja o caminho da sua descendência, a Paz sobre todas as fronteiras.

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