Mesmo que ontem tenhais comido bem, isso não vos alimentará hoje, deveis recomeçar a comer.
Hoje deveis fazer de novo o que fizestes ontem, pois ontem foi para ontem, e hoje é preciso fazer o que é para hoje.
Esta lei aplica-se a todos os domínios.
Ontem vós meditastes, vivestes um estado extraordinário de inspiração, de dilatação, de deslumbramento, e pensáveis que poderíeis mantê-lo por muito tempo. Não, hoje é preciso fazer novos esforços para ficar de novo inspirado, dilatado, maravilhado.
Todos os dias é necessário recomeçar o trabalho. Porquê?
Porque a vida é um perpétuo movimento.
Hoje, há que ocupar-se das novas partículas, das novas forças, das novas presenças, para as influenciar, as orientar, na mesma direcção que na véspera…
E amanhã será necessário entregar-se a este mesmo trabalho.
Quinta-feira, Março 01, 2012
Terça-feira, Fevereiro 28, 2012
Amor que não acaba
Até que ponto vai a capacidade de amar do ser humano? Quanto tempo dura o amor?
Um poeta da música disse, certa vez, que o amor é eterno enquanto dure.
E todos os desiludidos, os traídos e abandonados têm impressões muito próprias a respeito do amor, onde a tónica principal é de que amor eterno não existe.
Contradizendo tudo isso, alguns fatos, que a mídia televisiva ou impressa nos traz, afirmam que o amor verdadeiro é uma sinfonia inigualável.
Foi com esse sentimento que Chris Medina, um rapaz de vinte e sete anos, se apresentou em um programa de talentos, cantando uma música de sua autoria.
Os versos diziam mais ou menos assim:
Onde quer que você esteja, estou perto. Em qualquer lugar que você vá, eu estarei lá.
Toda vez que sussurrar meu nome, você verá como mantenho cada promessa. Que tipo de cara eu seria se fosse embora, quando você mais precisasse de mim?
O que são palavras se você realmente não acredita nelas quando as diz? Se são apenas para os bons momentos, então elas nada são.
Quando há amor, se diz em voz alta e as palavras não vão embora. Elas vivem mesmo quando partimos.
Eu sei que um anjo foi enviado apenas para mim. Sei que devo estar onde estou. E vou permanecer ao seu lado esta noite.
Nunca partiria quando você mais precisa de mim.
Vou manter meu anjo perto para sempre.
Ele não conseguiu vencer todas as etapas do concurso, sendo eliminado, em determinada fase, mas sua história levou às lágrimas os jurados e o público presente.
Porque a sua composição retrata exactamente o seu drama e sua decisão pessoal. É uma verdadeira declaração de amor.
Ele estava noivo e há dois anos pediu em casamento Juliana Ramos. A jovem bela, entusiasta. Formavam um casal primoroso.
Dois meses antes do casamento, no dia dois de Outubro de 2009, o carro de Juliana foi atingido por um camião. Ela quase não sobreviveu.
Uma grave fractura no crânio desfigurou seu rosto e a transformou em uma mulher com muitas limitações físicas.
Foi-se a beleza, a agilidade, o sorriso fácil, as caminhadas, a dança, a alegria de todas as horas.
Ele permaneceu ao lado dela. Leva-a consigo para onde vá. E faz shows para arrecadar fundos para o tratamento de que ela necessita.
E isso ele externaliza cantando e agindo.
Quando se ama a beleza e ela se vai, o amor acaba. Quando se amam as formas perfeitas, a plástica, as linhas harmónicas do corpo e tudo isso se vai, o amor também se esvai.
Quando se amam aparências e outra realidade se apresenta, o amor acaba.
Quando se ama a transitoriedade, o amor fenece quando as situações se alteram.
Mas, quando se ama a essência, nada diminui o sentimento.
Esse amor é companheiro, solidário, se esmera para que o outro se sinta bem, seja feliz.
A sua é a preocupação de fazer a felicidade do outro.
Amor assim se perpetua no tempo, independente da soma dos anos, da multiplicação das rugas ou da diminuição da agilidade.
É o amor que sabe envelhecer junto e quanto mais passa o tempo, mais se solidifica.
Um poeta da música disse, certa vez, que o amor é eterno enquanto dure.
E todos os desiludidos, os traídos e abandonados têm impressões muito próprias a respeito do amor, onde a tónica principal é de que amor eterno não existe.
Contradizendo tudo isso, alguns fatos, que a mídia televisiva ou impressa nos traz, afirmam que o amor verdadeiro é uma sinfonia inigualável.
Foi com esse sentimento que Chris Medina, um rapaz de vinte e sete anos, se apresentou em um programa de talentos, cantando uma música de sua autoria.
Os versos diziam mais ou menos assim:
Onde quer que você esteja, estou perto. Em qualquer lugar que você vá, eu estarei lá.
Toda vez que sussurrar meu nome, você verá como mantenho cada promessa. Que tipo de cara eu seria se fosse embora, quando você mais precisasse de mim?
O que são palavras se você realmente não acredita nelas quando as diz? Se são apenas para os bons momentos, então elas nada são.
Quando há amor, se diz em voz alta e as palavras não vão embora. Elas vivem mesmo quando partimos.
Eu sei que um anjo foi enviado apenas para mim. Sei que devo estar onde estou. E vou permanecer ao seu lado esta noite.
Nunca partiria quando você mais precisa de mim.
Vou manter meu anjo perto para sempre.
Ele não conseguiu vencer todas as etapas do concurso, sendo eliminado, em determinada fase, mas sua história levou às lágrimas os jurados e o público presente.
Porque a sua composição retrata exactamente o seu drama e sua decisão pessoal. É uma verdadeira declaração de amor.
Ele estava noivo e há dois anos pediu em casamento Juliana Ramos. A jovem bela, entusiasta. Formavam um casal primoroso.
Dois meses antes do casamento, no dia dois de Outubro de 2009, o carro de Juliana foi atingido por um camião. Ela quase não sobreviveu.
Uma grave fractura no crânio desfigurou seu rosto e a transformou em uma mulher com muitas limitações físicas.
Foi-se a beleza, a agilidade, o sorriso fácil, as caminhadas, a dança, a alegria de todas as horas.
Ele permaneceu ao lado dela. Leva-a consigo para onde vá. E faz shows para arrecadar fundos para o tratamento de que ela necessita.
E isso ele externaliza cantando e agindo.
* * *
Quando se ama a beleza e ela se vai, o amor acaba. Quando se amam as formas perfeitas, a plástica, as linhas harmónicas do corpo e tudo isso se vai, o amor também se esvai.
Quando se amam aparências e outra realidade se apresenta, o amor acaba.
Quando se ama a transitoriedade, o amor fenece quando as situações se alteram.
Mas, quando se ama a essência, nada diminui o sentimento.
Esse amor é companheiro, solidário, se esmera para que o outro se sinta bem, seja feliz.
A sua é a preocupação de fazer a felicidade do outro.
Amor assim se perpetua no tempo, independente da soma dos anos, da multiplicação das rugas ou da diminuição da agilidade.
É o amor que sabe envelhecer junto e quanto mais passa o tempo, mais se solidifica.
...com base num facto real
Sábado, Fevereiro 25, 2012
As tuas palavras...
"As tuas
palavras fizeram-me ocorrer a imagem de um disco de vinil a tocar, dos antigos,
33 rotações, e o braço do gira discos pousado sob um ponto da sua superfície, de
conteúdo longuíssimo e espiralado.
Desse ponto de contacto, de onde a leitura magnética se processa, tem um som que se escuta, um que já ficou para trás, e outro que se adivinha, que do ponto de vista da agulha, bem pode ser denominado de futuro.
Desse ponto de contacto, de onde a leitura magnética se processa, tem um som que se escuta, um que já ficou para trás, e outro que se adivinha, que do ponto de vista da agulha, bem pode ser denominado de futuro.
Mas o futuro e o
passado já estão inscritos na face desse disco cósmico em espiral, onde tudo
gravita desde o ponto de nossa consciência.
De um ponto de
leitura magnética da agulha de diamante sob a superfície do disco, é impossível
percepcionar com clareza a linha continua, ininterrupta, que circula em espiral.
Desde o inicio até ao final da passagem da agulha no gira discos, o ponto de
contacto constitui na realidade um fragmento de uma linha para além da sua
própria percepção.
Sexta-feira, Fevereiro 24, 2012
É luz que não ilumina porque encandeia
- a inteligência é como uma carroça que nas lides rurais, é uma espécie de base de conteúdos. é onde o trabalhador leva para o campo de trabalho as ferramentas e donde ao voltar, transporta os géneros que recolheu.
É a plataforma que permite a possibilidade da transposição de dificuldades e obstáculos.
É a plataforma que permite a possibilidade da transposição de dificuldades e obstáculos.
- O desenvolvimentos espiritual, é como a junta de bois, Seres vivos, pulsantes, interactivos, que correctamente conduzidos permitem a mobilidade dos conteúdos que se querem transportar para outros lugares.
É o impulso necessário para emprestar movimento ao que se reuniu, com algum fundamento.
É o impulso necessário para emprestar movimento ao que se reuniu, com algum fundamento.
Inteligência por si só, é trabalho sem retribuição, sem fruto. É luz que não ilumina porque encandeia.
Domingo, Fevereiro 19, 2012
Quinta-feira, Fevereiro 16, 2012
Quarta-feira, Fevereiro 15, 2012
Cada dia é uma meditação diferente.
Imagina que nasces todos os dias e morres todos os dias.
É muito importante manter registado como uma impressão espiritual, um link de práticas que seja uma linha condutora de um possível percurso evolutivo - em nome da não estagnação e desaproveitamento destes ciclos de “vidas e de mortes”.
A meditação é um método simples e simultaneamente muito poderoso, para criar uma “fixação” deste canal ou linha condutora no praticante. Como elemento activo, permite criar uma impressão de continuidade e propósito, entre esta sucessão de nascimentos e de mortes, que ocorre na passagem dos dias durante a vida.
Acontece ao praticante ao relacionar-se consigo mesmo à luz destas práticas e a vários níveis, o “adensamento” deste canal condutor que lhe reverte a prática em sentido. É muito recompensador, no entanto não adianta o cultivo de qualquer deslumbramento artificial, dado que este “adensamento” do canal condutor entre vidas se forma dinamicamente, não de forma estática.
Assim funciona a meditação. Pela fixação da mente consegue-se a conscientização do espaço interior e suas práticas consequentes, de natureza espiritual.
Então se o praticante a uma dada altura em suas práticas diárias iniciais o seu baptismo de nascimento, sua primeira meditação de vida, inesperadamente sentir que não está fácil, que o mar está agitado, qualquer esforço que reverta em excesso será nocivo para o seu sistema nervoso.
Esses dias ou seja essas vidas, também acontecem.
Apontam-nos que nessa vida, provavelmente será dessa forma desde que acordamos até deitar. A meditação será em movimento, não será sentada.
Temos vidas, ou seja dias, em que a meditação será sentada, durante uns minutos.
O restante tempo até morrer, ou seja até o dia acabar, teremos a disponibilidade natural para nos dedicarmos então sossegadamente a outras tarefas, dado que a fixação do canal condutor está assegurada e vitalizada para um período que compreende o dia inteiro, ou mais ainda. (período do sono)
Temos outras vidas, outros dias, em que não vale a pena insistir no que nos habituamos a ter por garantido, pois além de ser uma violência auto infligida, o que nos está a apontar a meditação do início do dia, é que a sua fixação deverá acontecer pela expansão da nossa disponibilidade meditativa ao longo do dia; uma meditação em movimento.
Terça-feira, Fevereiro 14, 2012
Quinta-feira, Fevereiro 09, 2012
Não estranho nada,… quando dois estranhos se relacionam como dois velhos conhecidos, dois velhos amigos, cheios de delicada confidencia e entrega, mútua de sentires…
… Tanto como, dois conhecidos desde antes de suas memórias, que se relacionam como uns perfeitos desconhecidos, cheios de reserva, medo, etiqueta…
O amor desenhado no céu, não fala a linguagem dos sons, somente e através dos corpos que se esquecem, para regozijo da alma.
Afinal sempre soube, que a filiação minha é a da família amorosa sem pieguice, abrangente e forte, delicada e frágil, somente como um sussurro das estrelas, ….
Por vezes, respiro confesso na maravilhosa missão que me transporta pelos ares, com os pés sob a batuta dos Anjos, as saudades de casa, que espero não tarda e sei, já ao lado espreita.
Os homens e as mulheres deste mundo, beijada a fronte do que os une, saudarão o advento das maravilhas que já espreitam, ao virar do vale, na nascente do Sol.
Nada do que és ou foste, perderás… tudo te pertence.
Somos a parte brilhante da poeira do Cosmos, somos aqueles que reluzimos na vasta e infinda noite, no leito dos deuses.
O som de nossa saudade é música e balsamo para as almas sós, e então em uníssono, cantam uma só nota de luz.
Portal do Céu
Andava meio sem saber para onde,... procurava decifrar um alivio que o coração sentia,
enquanto lágrimas lavavam a alma da solidão e do reencontro...
... subitamente numa rua sem saída, sob a calçada de pedra, antiga, despercebido encontrou o que pensava ter procurado... um sinal...
.. mais à frente, deixou vagar o olhar inexpressivo, sob a vida, os espinhos e os anjos
foi assim que o alivio rompeu num inesperado pranto, que sossegado acalmou o viajante, ao encontrar-se junto a um portal de sua casa...
Terça-feira, Fevereiro 07, 2012
Tranquilizar-se em Deus
Não há quem percorra os caminhos da vida isento das dificuldades e situações desafiadoras.
As vidas tranquilas, os cotidianos previsíveis também têm seus dias de dores, de problemas e de aflições.
Alguns surgem de repente, qual tsunami arrastando e arrasando tudo que aparentemente parecia tão em ordem.
Outros se fazem tempestade de longo prazo, que se inicia lenta, ganhando força com o tempo e arrancando o que haja pela frente.
Não poucos, no mundo, enfrentam os mais graves desafios.
Ora o companheiro, que parecia tão feliz ao nosso lado, decide romper laços construídos no tempo e se evadir do lar, buscando aventuras.
Outros há que, em exame de saúde rotineiro, descobrem a doença invasiva, que já se instalou avassaladora.
Tantos são aqueles que, sob os camartelos do clima, vêem o lar, os amores, seus pertences serem levados de roldão em poucas horas, sobrando o vazio.
São as aflições do mundo, as dores da vida a nos acompanhar os dias de aprendizado.
Todas, independentemente da forma que se apresentem, são as lições necessárias para nosso aprendizado.
Dores são oportunidades da alma para a reflexão, o entendimento melhor dos porquês da vida.
Mas onde as dores nos encontrem, não nos permitamos abraçar o desespero e o desânimo.
Deus será sempre o provedor maior nas dificuldades e o amparo constante ao nosso coração combalido.
Se atravessamos dias difíceis, muitas vezes sob um silêncio dolorido e ignorado, amparemo-nos em Deus.
Se sentirmos a solidão dolorida e imensa na alma, mesmo na multidão bulhenta que nos acompanha o caminhar, refugiemo-nos em Deus.
Se aflições nos tomam a alma, a rasgar-nos as fibras do sentimento, dilacerando-nos a intimidade, assosseguemo-nos em Deus.
Se a consciência gritar, acusando-nos de erros perdidos no silêncio do tempo, mas que nos atormentam o caminhar, aconselhemo-nos com Deus.
Ele será sempre o amparo perante as dores do mundo e o sustento nas necessidades mais íntimas.
Ao buscarmos Deus, seja qual for o nosso problema, ao tranquilizarmo-nos em Deus, hauriremos o de que necessitamos para enfrentar os desafios.
E, por fim, recordemos, como nos ensinou Jesus, que mesmo um homem mau jamais daria uma serpente ao filho se esse lhe pedisse um pedaço de pão.
Que dirá o Pai, que está nos céus, a cuidar de cada um de nós, Seus filhos amados!
* * *
Ante os dissabores, mantenhamos nossa confiança em Deus que nos mantém a vida e nos guarda em Seu amor.
Mesmo que as dores possam nos parecer além das forças, tenhamos a certeza de que o Pai amoroso e bom está atento.
O que nos pareça excesso de sofrimento, logo mais, como tempestade de verão, se acalmará, permitindo-nos ver o céu claro das bênçãos celestes.
As vidas tranquilas, os cotidianos previsíveis também têm seus dias de dores, de problemas e de aflições.
Alguns surgem de repente, qual tsunami arrastando e arrasando tudo que aparentemente parecia tão em ordem.
Outros se fazem tempestade de longo prazo, que se inicia lenta, ganhando força com o tempo e arrancando o que haja pela frente.
Não poucos, no mundo, enfrentam os mais graves desafios.
Ora o companheiro, que parecia tão feliz ao nosso lado, decide romper laços construídos no tempo e se evadir do lar, buscando aventuras.
Outros há que, em exame de saúde rotineiro, descobrem a doença invasiva, que já se instalou avassaladora.
Tantos são aqueles que, sob os camartelos do clima, vêem o lar, os amores, seus pertences serem levados de roldão em poucas horas, sobrando o vazio.
São as aflições do mundo, as dores da vida a nos acompanhar os dias de aprendizado.
Todas, independentemente da forma que se apresentem, são as lições necessárias para nosso aprendizado.
Dores são oportunidades da alma para a reflexão, o entendimento melhor dos porquês da vida.
Mas onde as dores nos encontrem, não nos permitamos abraçar o desespero e o desânimo.
Deus será sempre o provedor maior nas dificuldades e o amparo constante ao nosso coração combalido.
Se atravessamos dias difíceis, muitas vezes sob um silêncio dolorido e ignorado, amparemo-nos em Deus.
Se sentirmos a solidão dolorida e imensa na alma, mesmo na multidão bulhenta que nos acompanha o caminhar, refugiemo-nos em Deus.
Se aflições nos tomam a alma, a rasgar-nos as fibras do sentimento, dilacerando-nos a intimidade, assosseguemo-nos em Deus.
Se a consciência gritar, acusando-nos de erros perdidos no silêncio do tempo, mas que nos atormentam o caminhar, aconselhemo-nos com Deus.
Ele será sempre o amparo perante as dores do mundo e o sustento nas necessidades mais íntimas.
Ao buscarmos Deus, seja qual for o nosso problema, ao tranquilizarmo-nos em Deus, hauriremos o de que necessitamos para enfrentar os desafios.
E, por fim, recordemos, como nos ensinou Jesus, que mesmo um homem mau jamais daria uma serpente ao filho se esse lhe pedisse um pedaço de pão.
Que dirá o Pai, que está nos céus, a cuidar de cada um de nós, Seus filhos amados!
* * *
Ante os dissabores, mantenhamos nossa confiança em Deus que nos mantém a vida e nos guarda em Seu amor.
Mesmo que as dores possam nos parecer além das forças, tenhamos a certeza de que o Pai amoroso e bom está atento.
O que nos pareça excesso de sofrimento, logo mais, como tempestade de verão, se acalmará, permitindo-nos ver o céu claro das bênçãos celestes.
Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012
A Mentira
Colocando de lado as análises profundas de renomados estudiosos da psique humana como
por exemplo Sigmund Freud, faremos uma sintetizada abordagem a esse estado de ser, e de
vida, a que chamamos mentira.
Nunca antes nos detivemos na análise desta postura, dado que ela
não se conjuga com o plano evolutivo consciente que procuramos.
A mentira, é antes de mais uma postura auto-punitiva do sub-consciente, que se torna
patológica quando a pessoa se torna um mentiroso recorrente, ou seja , que altera e expressa a realidade, em conformidade com a
sua visão pessoal do que considera mais
útil para si próprio, seja essa uma visão real ou fantasiosa. Em suma e neste
quadro de perversão, o narcisismo tem também um papel preponderante.
Ainda que inseridos numa sociedade de consumo altamente
materializada e locomovida pela mentira em vários graus e vertentes, isso não
deve servir de argumento atenuante à falta de veracidade em qualquer das nossas
expressões de vida.
Como geradores, receptores e emissores que todos somos, torna-se
fundamental o reconhecimento e o débito à verdade.
Não existem mentiras
piedosas, mas sim atentados às
capacidades dos demais...
Não existem mentiras
para o bem de...mas apenas para o fortalecimento do ego pessoal...
Não existem pequenas
mentiras, mas sim pequenos hábitos que se tornam em norma...
A inverdade apenas atesta o
grau de dificuldade que tantas pessoas sentem em enfrentar a realidade ou
aquilo que eles pressupõem ser a realidade analítica dos outros.
E aqui deparamos com o cerne da reflexão que devemos ter no caminho do auto-conhecimento...a de que fomos moldados por uma sociedade cega e limitada acerca do conceito do bem e do mal.
E aqui deparamos com o cerne da reflexão que devemos ter no caminho do auto-conhecimento...a de que fomos moldados por uma sociedade cega e limitada acerca do conceito do bem e do mal.
A confluência de interesses que fizeram, e fazem, alternar este conceito em épocas e situações
diferentes ( conforme as conveniências ) relegando para segundo plano o estudo
e a compreensão das diferenças naturais,
aferindo cada ser, pela fasquia concorrencial mais em moda ou
proveitosa.
Criou-se assim, esse medo
maior...o da não aceitação!
Por essa via, a do medo, geram-se os mais variados
estados de desarmonia psíquica, entre os quais, a necessidade da mentira,
frágil suporte duma segurança almejada.
A mentira tende a tornar –se num estado de alienação que subverte
as razões e motivações da nossa missão de vida. As características que devemos
trabalhar e transmutar, são as causas, mas também os efeitos conclusivos de
cada encarnação.
Além do medo da rejeição, a mentira assume variadissimas formas com
que se disfarça a si própria ao ponto de iludir quem a pratica, de forma a se
desidentificarem ou legitimarem a situação das quais damos apenas alguns
exemplos:
- Quando na prática comercial o produto não faz jus ao que se apregoa
- Pela prática da sedução de outros com o fim
da satisfação do próprio ego
- Quando na assumpção de práticas de foro espiritual
se visa o beneficio próprio ou grupal.
Sim amigos tudo isso e muitas outras coisas que nos parecem “naturais”
fazem parte daquilo a que chamamos mentira, no entanto, outras brisas vão
chegando, as da veracidade individual por opção consciente.
A cada dia são aos milhares as consciências que despertam do estado
de letargia em que a humanidade se encontra, a desformatação é intensa e
abrangente.
Cada um de nós é único e precioso, tenhamos a força e a coragem de
reconhecer em nós a imagem do Criador! Esse
reconhecimento, será a alavanca que vai elevar os padrões comportamentais da
humanidade, pelo respeito, pela veracidade, em tudo, em todos.
Abraço fechado
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