quarta-feira, setembro 17, 2008

Namastê (http://pt.wikipedia.org/wiki/Namaste)

Vi-te brincar com o teu cachorro junto à margem do rio. A cada gesto teu nascia em mim um genuíno sentimento de compreensão por esse momento. Só, verdadeiramente nada procuravas então. Apenas as corridas do teu cachorro atrás de um seixo do rio que atiravas. Depois veio o silêncio em mim. E quando retive em minha mente a recém-chegada imagem dessa ilusão, pude respirar. O mundo parou, e depois em analogia encontrei tanta gente perdida por esse mundo... encontrada na única alma.
Aqueles que agradecem sua individualidade a reconhecem, prezam, estimam, amam e compartilham. Sem guerra, sem ansiedade, apenas por ser assim, … humana com asas de anjo. O amor de viver fez-se assim, tanto numa parede dos Himalaias como numa de uma cidade. Realidades que nunca se parecem juntar, cada uma têm vida própria no campo de suas ilusões. Ai de quem desmonte frágil teia do que é natural, vai de encontro à sua própria perdição. Cada um de nós… com enorme sede de nós. Desde antes do momento de nossa própria concepção.
Quem como tu, procure o senhor… quem como tu eu amo tanto. Por ser anónimo e contido o conteúdo dos teus anseios.
Somos assim como uma criança, um rei… olhamos de dentro do nosso reino… à procura de um bem, que nem nós entendemos. Amamos só e apenas o estar assim, É contra as nossas ansiedades que nos manifestamos lá dentro, escondidos. Queremos ter mais qualidade de vida, e de poesia também. É bom ser simples, ou mesmo simplificar. Num triângulo impensável, fazemos para além…, muito para além das nossas ansiedades um triângulo mágico.
Eu, tu e Deus em nós três. E a grande compensação…, saber que no final,
hás-de ficar tu e Deus, e nós três.

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